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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

calafrios

A empatia é uma característica de que falamos relativamente pouco, se formos considerar a sua importância socio-emocional.
Para os navegantes, empatia tem por origem etimológica um significado próximo a "estar dentro da emoção" "junto com a emoção"; já, psicologicamente é a capacidade natural que temos de identificar o que outra pessoa está pensando ou sentindo e responder com emoção apropriada.
Mas, e na prática, ela afeta nossa vida diária? E como, meus caros!
Sempre que uma menina reclama dizendo "Ai, ele não é sensível..." quando quer dizer que queria que o respectivo fosse mais compreensivo quanto à sua TPM ou à sua chapinha que se desfez na chuva, na verdade ela não gostaria que ele fosse mais 'sensível' eu acho, porque senão um cutucão e ele diria que está com hemorragia e um puxão de cabelo e perdeu o escalpo (apesar de que a maioria dos homens é meio chorão assim). Na verdade o que a nossa cara tola quer dizer é "Ah, seus níveis de empatia são extremamente baixos...", mas, como vivemos no mundo real, todo ignoram isso.
Um exemplo onde a empatia demonstra ainda mais a sua importância ainda é em sua ausência - caracterizando pessoas más, cruéis e às vezes até psicopatas.
A psicopatia se caracteriza precisamente pela ausência de empatia, devido ao pequeno fato que psicopatas são incapazes de sentir a dor física ou emocional alheia, e por isso não lhe importa se provoca essa dor ou não - não sentem remorso absolutamente nenhum.
Há ainda os indivíduos que temporariamente bloqueiam qualquer tipo de empatia ou freio social, que acabam sendo indivíduos violentos, mas que depois são capazes de sentir remorso pelas ações. No entanto, não são só  eles que bloqueiam a empatia - cansaço e stress (físico e psicológico) podem bloquear a nossa empatia, tornando-nos por alguns instantes em algum grau levíssimo psicopatas (calma, não é pra exagerar, só pra ilustrar!), e daí saem os insultos e acidez das palavras que acompanham o cansaço ao final de um dia estressante de provas, no trabalho, etc.
Também há os momentos em que a preocupação própria sobrepõe nossa preocupação alheia; por exemplo, se sua esposa está no banco de trás tendo o seu filho, você não vai se preocupar em parar o carro para ajudar aquele idoso a atravessar a rua (ou eu espero que não, pelo menos!).
Outro fato curioso da empatia: além de toda a rede neural responsável por ela (envolvendo regiões próximas do globo ocular, região temporal, entre outras 6 regiões do cérebro que cooperam para essa capacidade), há ainda o hormônio da empatia - a ocitocina (ou oxitocina), e curiosamente é um hormônio predominantemente feminino que é liberado estimulando a lactação e instiga os instintos maternos e preocupação com o bebê (inclusive sua liberação é estimulada ao ver, ouvir ou cheirar o bebê). Então aquela história do amor de mãe, que elas são mais solidárias, preocupadas e amáveis, não só com os seus filhos mas com todos? Cientificamente explicado, meu bem.
Isso explica precisamente porque mulheres tendem ter um Quociente de Empatia mais alto (por volta de 47, o máximo sendo 80) enquanto que os homens um QE ligeiramente mais baixo, de 42. Um QE normal é entre 33 e 52 pontos, e pessoas com síndrome de Asperger ou autismo é de aproximadamente 20, enquanto de um psicopata hardcore é nulo.
O mais assustador? Existem milhões de psicopatas vivendo entre nós que nunca vão fazer alguma atrocidade moral do tipo torturar ou cometer homicídio, mas simplesmente são insensíveis aos outros e não se importam em ferí-los, o seu único objetivo é se dar bem na vida - acabam sendo rotulados como malas, canalhas, egoístas etc. Daí você começa a pensar, e o próprio sistema capitalista em grande parte estimula esse tipo de comportamento... e você pára e pensa... meu Deus, aonde esse mundo foi parar?
Seu vizinho, amigos, namorado, marido, esposa, colega de trabalho, professor - vai ver, até mesmo seus pais. São todos potenciais psicopatas.
Ugh, esse pensamento dá calafrios!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

aquilo


"Não é verdade que todas as amizades duradouras nascem no momento em que você finalmente encontra outro ser humano que tem certa percepção (embora superficial e vaga) daquilo que você nasceu desejando, e que você continuou sempre buscando por baixo do fluxo daqueles outros desejos e em todos os silêncios momentâneos entre as paixões mais barulhentas, noite e dia, ano após ano, desde a infância até a idade adulta, você procurou, observou, ouviu?
Acontece que você nunca teve isso.

As coisas que jamais tomaram posse da sua alma não passaram de pistas para aquilo - piscadelas sedutoras, promessas nunca inteiramente cumpridas, ecos que se foram assim que caíram nos seus ouvidos. Mas se a coisa começar a se manifestar de verdade - se um dia você ouvir um eco que nunca morre, mas se transforma no próprio som - você o saberá. E você dirá para si mesmo acima de qualquer dúvida: "Foi para isso mesmo que eu fui feito". Não dá para contar essas coisas aos outros. Essa mensagem vem com a assinatura secreta de cada alma, e com o incomunicável desejo e desconsiderado. Trata-se do que desejávamos antes de conhecer as nossas esposas e os nossos amigos ou escolhido a nossa profissão, e que devemos continuar desejando até morrermos, quando a mente já não mais conhecerá esposa, nem amigo, nem trabalho. Isso será sempre assim, enquanto formos gente. Se deixarmos escapar isso, estaremos pondo tudo a perder."

 
- O Problema do Sofrimento

sábado, 10 de setembro de 2011

The book is in your heart.

Hoje estou aqui em casa estudando fisiologia, aprendendo muito e me divertindo mais ainda. Mostrei para a minha vó o meu livro de Anatomia, Anatomia humana de Van de Graaf, e ela olhou e abriu um sorrisão e disse "Eu... gostaria de dar uma olhada nisso depois!" "Claro, quando quiser está aqui" "É que... é tão diferente dos da minha época!"
Esse pequeno evento foi o suficiente para minhas sinapses começarem a matutar metáforas e alegorias.

Quem me conhece por mais de 15 minutos, sabe a minha paixão pelos livros - tanto em lê-los (por mais que esteja demorando um bocado mais para tal pela falta de tempo), como em tê-los, manuseá-los. Meu sonho é ter uma biblioteca repleta de ficção, não-ficção, livros didáticos, livros que comprei, ganhei ou, até quem sabe, que eu escrevi. E começei a ponderar a respeito dos livros. E a respeito das pessoas.
Por mais estranho que pareça, livros e pessoas têm muitas coisas em comum uns com os outros. Não acredita? Comecemos pelo começo então. A capa.
Não adianta quantos ditados nós façamos, nós sempre julgamos um livro pela capa. Nós sempre julgamos as pessoas pela sua aparência, mesmo que no subconsciente. Nós julgamos se aquela pessoa apresenta compatibilidades conosco, se poderá ser um concorrente no círculo social, se a pessoa dá importância ou não à aparência... tudo isso nós consideramos de alguma forma, e fazemos o mesmo com os livros. Pode ver, há tipos específicos de capas que quando vemos nas lojas, pegamos o livro para ler atrás, ver de que se trata - e assim conhecemos as pessoas que nos parecem interessantes de alguma forma.
Alguns livros... nos intimidam pela sua espessura, pelo seu enorme conteúdo, assim como algumas pessoas nos afugentam com uma aparência similar e poucas pessoas se aproximam. Ás vezes são livros finos que supomos que não apresentam um conteúdo muito vasto. Mas não é porque o livro tem 1200 páginas que faz dele um bom livro, ou porque outro tem 90 seja menos construtivo ou interessante. As pessoas também nos enganam assim.

A linguagem do livro também fala muito a respeito dele... pode ter uma linguagem rebuscada e adornada que poucos sabem apreciar, como pode ser uma linguagem simples, concisa, que todo tipo de pessoa se interessa e é atraído pelo livro. Assim, a linguagem das pessoas é o seu cartão de visitas.
Se o resumo ou os comentários a respeito do livro nos agradarem, o levamos para casa. Se os assuntos e conteúdo das pessoas nos agraderem... bem, não levamos para casa fisicamente, mas podemos levar na nossa cabeça, em nossas memórias, e queremos conhecer o resto da pessoa.
As primeiras páginas de um livro (mais ou menos 15 páginas) são as de apresentação, contextualização e em geral são as páginas mais bem escritas para captar a atenção do leitor - e se for ver, conhecer as pessoas no começo é bonito, legal, e a pessoa se apresenta de forma platônica, caso esteja dentro adquilo que procuramos em um indivíduo. Sem contar aquele fabuloso cheiro de livro novo que deixa qualquer um mais feliz.
Se o livro for compatível conosco, continuamos a lê-lo. Senão, fica empoeirado ou vai para um sebo. Se a pessoa for compatível conosco, continuamos a conhecê-la. Senão, a ignoramos e não damos atenção ao relacionamento.
Então há o trecho do livro de desenvolvimento da história... muitas vezes pode ser entediante, e desistimos (lá pela centésima página), mas se até mesmo nisso ele capta nossa atenção, o restante passa rapidamente; assim ocorre com as pessoas também, há um ponto monótono do relacionamento, pode até haver um anticlimax, algo que nos desanime. Se superar isso, será muito mais fácil seguir adiante depois.
Bem, passando por isso estamos no clímax literário e pessoal - passadas todas as coisas ruins, o ápice da história ou do relacionamento chega e tudo depende de como lidamos com isso para sabermos se a história terá um final feliz ou não, se o relacionamento terá um final feliz ou não.
Terminamos o livro. Podemos esquecer dele e seguir adiante para outro e nunca mais tocá-lo. Ou pode ser aquele livro que você lê, relê, deslê e trilê... e não consegue se desencantar. A pessoa não cessa de te surpreender, por mais que você pense que já a conheça, sempre há um conteúdo a mais, um conteúdo profundo, um mínimo detalhe.
E mesmo se aquele livro ficar velho, enrugado, cair chá, leite ou vinho em suas páginas, se ficar amarelado, amassado ou rabiscado... o valor será o mesmo - quiçá até maior!

E você? Que livro é?
*  *  *  *  *

"Well you might be a bit confused
Bem talvez você esteja um pouco confusa
And you might be a little bit bruised
E você talvez esteja um pouco ferido
But baby how we spoon like no one else
Mas amor, ficamos juntos como ninguém mais
So I will help you read those books
Então eu vou te ajudar a ler seus livros
If you will soothe my worried looks
Se você aliviar minhas expressões de preocupação
And we will put the lonesome on the shelf"
E nós colocaremos a solidão na prateleira


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dividir para multiplicar

Dá pra ver por diversos posts passados que um assunto recorrente nesse blog é o comportamento humano, e como deveríamos ser independentes e cada um no seu mundo, pessoas apenas como uma possível adição às coisas na vida para tentar enriquecê-la um pouquiiinho, bla bla bla, whiskas saché... Mas sabe de uma coisa? É tudo bobagem. Somos humanos. Somos criaturas sociais.
Com todo esse nomadismo estudantil tenho percebido o quão importante são as pessoas, e como não faz sentido coisas legais acontecerem se você não tem com quem dividir... é totalmente irrelevante qualquer evento da sua vida a não ser que haja alguém para rir com você, celebrar com você, chorar com você.
Se não impactamos a vida das pessoas de alguma forma, seria pior do que só ser uma pedra. Porque pelo menos uma pedra não deixa uma pegada ecológica - nós deixamos uma caminhada pouco ecológica.
Como disse Chris McCandless: "Happiness: only real when shared."

* * * * *


"I'm scared today
More than I told you I was yesterday
Give me a moment to catch my breath
And hold me every second left
Proud of me
That's the only way I want you to be
Look at me and love what you see

I won't make it alone
I need something to hold
Kiss me on my shoulder
And tell me it's not over
I promise to always come home to you
Remind me that I'm older
To be brave smart sweet and bolder
Don't give up on what we?re trying to do
Don't count the miles, count the I love you's"
[Miles - Christina Perri]

sábado, 11 de junho de 2011

Piece of my heart

Fazendo minha leitura de "Pão Diário", me deparei com uma frase chave a respeito do texto que eu achei incrivelmente bem pensada:





"Sometimes it's better to give people a piece of your heart than a piece of your mind"

"Às vezes é melhor dar às pessoas um pedaço do seu coração do que um pedaço da sua opinião."
Gostei. Em português a frase perde um pouco o efeito, pois "piece of your mind", em inglês é uma expressão que significa algo próximo de falar tudo que está na sua cabeça e discutir (se existe algo assim em português, desconheço).
Enfim, fiquei pensando a respeito disso. Não parece um tanto masoquismo dar às pessoas um pedaço do seu coração? Comecei a pensar em pessoas que admiramos, e em geral quem eu admiro eram pessoas generosas, pacíficas e altruístas - mas sempre dentro de certos limites.
Vamos ao personagem número 1 no cristianismo, Jesus. Ele era bom, ele era gentil, mas nunca deixava de dar uma resposta quando necessário aos fariseus, ou muitas vezes aos próprios discípulos.
Xii, eu desconheço esse meio termo. Em geral sou a pessoa que cala e guarda o rancor que silenciosamente cresce; e, como estava falando com meu tio mais cedo essa semana, a bomba que não explode fora, explode dentro. Muitas vezes, mostrar amor é mostrar a uma pessoa que o ponto de vista dela pode estar equivocado - de maneira gentil, sem alardes. Mostrar amor, pode ser repreender quando necessário. Dar um pedaço do seu coração às pessoas é fazer tudo em amor - dando sua opinião ou não, brigando ou não.
É amar ao próximo, como a si mesmo.

* * * * *
Achei o nome dessa música bastante apropriado para a postagem de hoje... além da música ser viciante!

Piece of my heart ~janisjoplin

Oh, come on, come on, come on, come on!

Didn't I make you feel like you were the only man?
Didn't I give you nearly everything that a woman possibly can ?
Honey, you know I did
And each time I tell myself that, I, well, I think I've had enough,
But I'm gonna show you, baby, that a woman can be tough.

I want you to come on, come on, come on, come on and take it,
Take it!
Take another little piece of my heart now, baby
Oh, oh, break it!
Break another little bit of my heart now, darling, yeah, yeah,yeah.
Oh, oh, have a
Have another little piece of my heart now, baby,
You know you got it if it makes you feel good,
Oh, yes indeed

You're out on the streets looking good,
And baby deep down in your heart I guess you know that it ain't right,
Never, never, never, never, never, never hear me when I cry at night,
Babe, I cry all the time
And each time I tell myself that I, well, I can't stand the pain,
But when you hold me in your arms, I'll sing it once again.

Take it!
Take it! Take another little piece of my heart now, baby,
Oh, oh, break it!
Break another little bit of my heart, now darling, yeah, yeah,yeah, yeah,
Oh, oh, have a
Have another little piece of my heart now, baby, hey,
You know you got it, child, if it makes
you feel good.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Verdade, falsidade, humanidade


"Qualquer pessoa que não seja santa ou
arrogante demais, tem de saber "viver mantendo as aparências: ela sabe muito bem
que há coisas dentro de si que se encontram bem aquém do seu comportamento
público mais desprezível, até mesmo da sua conversa mais livre. Em algum
momento, enquanto o seu amigo hesita em pronunciar uma palavra, o que você acha
que passa pela cabeça dele? Nunca dizemos a verdade toda. Podemos até confessar
fatos lamentáveis - um ato de covardia mesquinha ou uma impureza injusta
prosaica - mas em tom de falsidade. O próprio ato de confessar - em uma olhada
infinitesimamente hipócrita, com um toque de humor - contribui para você
dissociar os fatos do seu próprio "eu".
Ninguém suspeitaria quão familiares e, em certo sentido, apropriadas essas
coisas são para nossa alma, e como formam um todo com o resto: bem no fundo, no
calor do seu íntimo sonhador, não seria tão destoante, não soaria tão estranho e
longe do resto, quanto parecem quando são traduzidas em palavras. Nós contumamos
inferir, e muitas vezes acreditamos mesmo, que os vícios habituais sejam atos
individuais e excepcionais, e cometemos o erro oposto em relação às nossas
virtudes - da mesma forma que o mau jogador de tênis se refere à sua forma
normal como a dos seus "maus dias" e confunde os seus sucessos raros com os
normais. Não acho que seja erro supor que não possamos dizer a verdade sobre nós
mesmos; o murmúrio persistente e íntimo, em todo o decorrer da nossa vida,
causado pelo despeito, pela inveja, pela lascívia, pela cobiça e pela
autocomplacência, simplesmente não é traduzido em palabras. Mas o que importa é
que devemos tomar os nossos discursos como inevitavelmente limitados e como uma
explicação para o pior que temos dentro de nós."


C.S.Lewis

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Memória Seletiva

Minha mãe desceu as caixas de fotos ontem e fiquei lá passeando pelas memórias, olhando as primas mais novas, pensando onde elas foram parar, descobri que uma delas deve dormir em formol, e eu nunca tive o cabelo constante - aliás, nunca fui constante.
Havia épocas em que andava arrumada, de vestidos e rendas, colares e brincos... depois, roupas largas, com a camiseta para dentro da calça, oculos, cabelo em rabo de cavalo e uma MASTER cara de geek. Eu realmente queria que vocês vissem essas fotos, estão (tragi)cômicas, dá pra dar muitas risadas.
Enfim, toda essa nostalgia para dizer que o passado é frustrante. Sinceramente, eu acho bem frustrante lembrar de certas coisas que pensamos, fizemos, sentimos. Teria vontade de inventar a máquina do tempo, voltar no tempo, entregar a máquina do tempo pra mim mesma pra que nunca precisasse inventá-la em primeiro lugar (teoria Sheldoniana que é absolutamente brilhante!) e assim passearia pelo tempo fazendo e desfazendo as coisas, porque isso pelo menos significaria poder apagar algumas coisas.

Enfim. Não dá pra fazer nada disso, só seguir adiante, aprender com os erros e tentar ser menos humana...
Pena que a pessoa mais difícil de perdoar somos nós mesmos.

* * * * *
Portrait of an apology ~jarsofclay

Look what I've done
This picture I've painted
It looks like my heart
Or what still remains

Convinced of the weight
Your interpretations
Are not what I see
I wish they could be

I remember it much redder
I remember it much brighter

Can you stay for a while
Try to imagine this
Could you be for a while
I can't remember it
Could you fall for a while
I can't escape from this

I'll try to explain
The way that the frame
Doesn't quite fit the image
Or surround the edge

It stands on display
What do you see?
Behold all the new grey
What's become of the old me

I remember it much redder
I remember it much brighter

Calling, crying, ashamed of what I am not
Really failing, falling into this cage and I can't escape
I can't escape

sexta-feira, 29 de abril de 2011

The pick of the peck?

Algo que é bastante confortante no mundo, é que ele funciona de acordo com certas regras. Se voce coloca acucar no seu café, ele vai ficar doce; todos os dias o sol nasce e se poe, mesmo se voce nao pode ve-lo; se voce solta um objeto inanimado, ele vai cair com uma aceleracao de aproximadamente 9,8 m/s2.
O motivo pra tudo isso é bastante simples e newtoniano: causa e consequencia.
As pessoas nao tem grande dificuldade em aceitar isso (apesar de as vezes nao aceitarem as consequencias de seus erros), mas ao menos no aspecto fisico da coisa, sabemos o que esperar.
Todas as coisas que sao uma causa sao tambem uma consequencia. A gravidade é a causa da queda de um objeto, mas ela é consequencia da massa e densidade do nosso planeta e da gravitacao entre todos os corpos, enfim, é uma longa lista que nao convem.
Mas o que eu tenho grande dificuldade em entender é porque as pessoas acham que o universo é apenas uma causa pra eventos astronomicos e fisicos, mas nao é consequencia de nada - seria o mesmo que um acidente que aconteceu sem motivo, é como um quebra-cabeca sem solucao no final.
Se tudo funciona de um jeito, porque o universo seria diferente? Se tudo funciona em um certo ritmo, porque algo tao complexo e vasto nao teria causa ou motivo nenhum?
So porque as pessoas nao conseguem aceitar que os seres humanos nao sao a cerejinha no topo do sorvete biologico, nem a casquinha do cream brulle da ciencia. Esquecam seus egos e lembrem dos fatos!

"The aim of science is not to open the door to everlasting wisdom but to set a limit on everlasting error." Bertolt Brecht

sábado, 2 de abril de 2011

Amigo Imaginario

[Nota do autor: perdoem a falta de acentuacao, o computador ainda nao esta configurado adequadamente, entao vai demorar um pouco pra ficarem mais legiveis os posts. Desculpe-nos o transtorno, estamos em reforma para melhor atende-lo]

Quando somos criancas é comum termos amigos imaginarios, creio que até deve ser saudavel para uma crianca faze-lo por algum tempo como forma de instigacao a criatividade e faz com que ela nao se sinta solitaria. O que acho engracado, é que nem sempre abandonamos esse habito e persisistimos, mesmo apos certa idade, a ter amigos imaginarios.
Um exemplo bem facil de entender sao personagens de livros. Peter, Susan, Edmund, Lucy, Mr Tumnus, Aslan foram otimos amigos na minha infancia, me acompanhavam nas cronicas de Narnia e de certa forma me acompanharam na minha vida, ja que os livros eram meu refugio da real situacao em que estava inserida. Me ajudavam a dormir nas noites de insonia, quando estava sozinha na escola nova faziam-me companhia e nunca (nunquinha) me ofenderam, feriram, etc. Pena que eram apenas personagens.
Podemos tambem fazer pessoas reais nossos amigos imaginarios. Vi hoje o orkut de uma menina que tinha um album inteiro dedicado ao "seu amor" Justin Bieber, com fotos do cara quando era bebe (nada muito diferente do que é hoje), em todo tipo de situacao, e ela diz que o amara para sempre. Suponho que deva sonhar com ele, pensar nele, querer passar tempo com ele - coisas de amigos, mas ela conhece um ele todo dela, um cara imaginario que provavelmente nao tem nada a ver com o adolescente do palco cantando musicas de amor.
Temos amigos imaginarios ate quando assistimos a um filme e torcemos por um personagem para que as coisas deem certo para ele, porque de alguma forma identificamos-nos com eles e queremos o bem dele, mesmo sendo nada mais nada menos que o fruto da imaginacao de alguem.
Podemos fazer outras pessoas reais nossos amigos imaginarios ao supor que eles sejam de um jeito, idealizando eles e as situacoes em que os encontramos, quando na verdade sao de outro e as situacoes nao sao ideais - algo bem similar ao amor platonico, mas nao exatamente porque nao envolve romance.
Enfim, nao importa se voce tem 10, 20, 50 anos, provavelmente voce tem amigos imaginarios. O unico misterio é saber separar esses dos reais.

* * * * *

Atencao: aceito doacoes de pés. Seja um pé de impressoras 3D, seja de algum laboratorio de anatomia, qualquer que seja, creio que talvez faca o trabalho melhor do que meu atual empregado.
Ontem fui ao medico com minha ressonancia, e finalmente obtive um diagnostico palpavel. Triste, mas palpavel.
Parece que eu consegui zuar bastante o meu tornozelo, um ligamento rompido, outro possivelmente, osso inchado, tudo muito bem explicado com um laudo cheio de termos como "Lesao", "Rompimento", "Inchaco", "Microhemorragias", que me desanimaram muito - porque esse exame é de apenas uma semana atras.
Nao poderei frequentar a faculdade por mais 1 mes, e nao posso encostar o pé no chao nesse entretempo tambem, alem da possibilidade de cirurgia (o que realmente espero que nao seja necessario), mas so saberei ao certo com mais exames que so posso faer quando o osso desinchar. Bom, pelo menos agora sei que ja que tinha feito um jejum de chorar de dor por 3 anos, nao quebrei esse jejum por uma dorzinha de nada.
Pois é, é a aventura de morar sozinha.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Bioquímica e emoção

A Veja de 29 de Setembro deste ano publicou uma reportagem interessantíssima sobre a explicação bioquímica das emoções. Algumas achei interessantes em particular e as postarei aqui:

Amor
Amar não é e nunca será fácil. Até o amor materno passa por suas provações. As complicações, em geral, advêm de influências externas. Da perspectiva bioquímica, amar é de uma simplicidade comovente, mera questão de oxitocina. A substância ativa as áreas da afetividade, ajudando a estabelecer e fortalecer os vínculos da afeição - seja entre mãe e filho, homem e mulher ou amigos. Quanto maior a produção de oxitocina, maior também a liberação de dopamina, a substância da alegria, responsável pelo controle do sistema de recompensa cerebral. Para a manutenção do amor romântico, a biologia fornece um prazo de validade - em média, quatro anos, o tempo exigido para concepção gestação, nascimento e primeiros cuidados com o bebê. A natureza é pragmática. (Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure - Gooo, Vinicius)

Ciúme
No século XVII, o religioso espenhol Tirso de Molina, criador do personagem Don Juan, definiu o ciúme como "o saleiro no banquete do amor". Pois bem, na química das emoções, esse sal é também a ocitocina, que mantém o víndulo afetivo entre o ciumento e a pessoa amada. Sentimento exclusivamente humano, o ciúme, no entanto, resulta de processos mentais bem mais complexos do que a simples liberação de um neurotransmissor. O ciúme acende, por exemplo, a região do lobo frontal - o que faz com que o ciumento se corroa de angústia ao imaginar que possa estar sendo traído. Ligam-se a esse circuito aqueles associados ao stress e à agressividade, com a liberação do hormônio cortisol. Com isso, ocorre a experiência física do ciúme - traduzida por taquicardia, boca seca e o estômago embrulhado. (estas últimas três me lembram mais nojo que ciúme...)

Medo
A manifestação básica de medo é aquela que prepara o organismo para lutar ou fugir. Diante de uma ameaça, o tronco cerebral ordena que o coração bombeie mais sangue para os músculos, os pulmões forneçam mais oxigênio àscélulas e às glândulas suprarrenais secretem altas doses de adrenalina, ativando o tônus muscular e dilatando as pupilas para aumentar a acuidade visual. Se a figura ameaçadora está distraída ou fisicamente distante, no entanto, a reação mais provável é ficar paralisado para não ser percebido. As respostas emocionais de medo, originalmente desencadeadas por perigos que punham a vida dos homens primitivos em risco, mantiveram-se para ameaças mais subjetivas. Numa apresentação em público, por exemplo, uma pessoa é capaz de experimentar um sentimento parecido com o que manifesta diante de uma cobra. Na exposição social, no entanto, não é um fato concreto, e sim um pensamento que sugere a possibilidade de o sujeito estar em perigo. "É necessária a participação das áreas cerebrais mais recentes e desenvolvidas, que envolvem o conhecimento de normas, expectativas e valores, para que a pessoa experimente um medo social", diz o neurologista Jorge Moll.

Nojo
O principal mediador químico associado ao nojo é a dopamina (pois é). A substância atua no tronco cerebral, provocando reações de náusea e vômito. Apesar de estar relacionado a circuitos cerebrais primitivos, o nojo sofre grande influência cultural. Os animais só demonstram repulsa quando experimentam algo ácido ou amargo, num mecanismo de proteção contra a ingestão de substâncias tóxicas. Entre os seres humanos, o nojo sofre uma forte influência da moral. Uma pessoa é capaz de vomitar ao presenciar uma cena de tortura, e não passar mal ao assistir a uma cirurgia cardíaca. "Não só o sangue ou as vísceras expostas podem causar asco, mas também a crueldade extrema", diz o neurologista Ricardo de Oliveira-Souza, do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino. (Apesar de que falar em moralidade hoje em dia me soa meio utópico...)

Até os sentimentos (teoricamente imprevisíveis) podem ser analisados de forma pragmática e objetiva... Fascinante ou enlouquecedor?


* * * * *

Stay With Me ~barlowgirl

Hopeless, getting through this night
desesperançada, sobrevivendo a essa noite
and life is not dying in this fight
e a vida não está morrendo nessa briga
begging You to deliver me
te implorando para me resgatar
confused why You won't take this pain from me
confusa porque Você não tira essa dor de mim

my steps never felt so hard
meus passos nunca foram tão pesados
the end never looked so far apart
o fim nunca esteve tão distante
If you won't take me out then please take me through this
se você não for me tirar disso, então por favor me acompanhe nisso

So stay with me
então fique comigo
so I won't leave
pra que eu não vá embora
and make me see
e me faça ver
that this is not forever
que isso não é para sempre
cause all I need is Your love... pulling me
porque só o que preciso é Seu amor... me puxando

(all I know is You won't let me go)
(só o que sei é que Você ão vai me soltar)

What is the reason for this night
qual o motivo pra essa noite
is hope found in moments with no light?
a esperança é encontrada em momentos de escuridão?
does strength grow in our greatest fears?
a força cresce em nossos maiores medos?
God I pray something good will come from this pain
Deus, eu oro pra que algo de bom provenha dessa dor

With you here I know
com você aqui eu sei
I don't go alone
eu não vou só
I am Yours and so
eu sou sua e assim
Through the fire I go
através do fogo eu vou

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

as pessoas me deprimem.

Deve ser impossível viver bem em sociedade, francamente.
Eu sei, isso é um ponto de vista totalmente pessimista e comumente retratado nesse blog, sempre faço questão de falar da decadência da humanidade, mas o fato é que as pessoas me deprimem.
Falando sério, uma espécie que se destrói, e ainda insiste em viver em sociedade. Se quer ser uma espécie tão incrivelmente egoísta, que seja! Saia e viva sozinho, não tente ir pra merda e ainda arrastar os outros pra dentro.
Não sei como sobrevivemos a tantos milênios de humanidade. Não é por nada que Deus já tem o apocalipse planejado.
Não adianta falar de sustentabilidade ambiental quando não há sustentabilidade social.

"A house divided against itself cannot stand."
Abraham Lincoln

* * * * *

Under these circumstances, they can hardly cope
sob essas circunstâncias, por pouco eles suportam
Notice their fleeting glances and their lack of hope
perceba seus olhares de relance e sua falta de esperança
I offer this suggestion, they don't seem to care-o
eu ofereço essa sugestão, eles parecem não ligar
This is my generation, drowning in despair-o
essa é a minha geração se afogando em desespero


You'll never find peace of mind in your pool of self
você nunca encontrará paz interior em uma piscina de si
You'll never find peace of mind in a sea of wealth
você nunca encontrará paz interior em um mar de riquezas
You'll never find peace of mind in your rock and roll
você nunca encontrará paz interior no seu rock and roll
You'll never find peace of mind if you sell your soul
você nunca encontrará paz interior se vender sua alma


We circumvent our feelings through an angry sound
nós contornamos nossos sentimentos através de um som nervoso
He who complains the loudest, wears the fattest crown
aquele que reclama mais alto, usa a maior coroa
We're anti-everybody, call it paranoia
nós somos anti-todo mundo, chame paranóia
Well I ain't no judge or jury, but I'm praying for ya
bem, não sou juíz ou júri, mas estou orando por vocês


You'll never find peace of mind in your lucky charm
você nunca encontrará paz interior no seu amuleto da sorte
You'll never find peace of mind on a hippie farm
você nunca encontrará paz interior em uma fazenda hippie
You'll never find peace of mind in a one-night stand
você nunca encontrará paz interior na ficada de uma noite
You'll never find peace of mind in your superman
você nunca encontrará paz interior no seu super-homem


[Like it, love it, need it ~dctalk]

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Self-destruction mode

O homem sempre sentiu a necessidade de se sentir superior, superior a outros seres, a outros homens. É algo fossilizado ao pensamento comum do ser humano. Sou o melhor, o mais forte, o mais inteligente.
Devido a isso, o ser humano sentiu a necessidade de classificar os tipos de sociedade, muito comumente classificadas em estado de Selvageria (economia de coleta, nomadismo, organização clânica ou tribal, desconhecimento dos metais) , Barbárie (produção de alimentos através da agricultura e pastoreio, sedentarização total ou parcial, crescimento demográfico e uso dos metais) e Civilização (vida urbana, Estato estruturado, religião institucionalizada, sociedade complexa, utilização da escrita). Toda essa divisão mostra como cremos que há uma evolução social, assim como Darwin afirmou haver a evolução das espécies. Será?
É claro que há muito que se nos pormos a pensar, lembramos dos direitos humanos que estabelecem há 200 anos igualdade entre os indivíduos (ao menos na teoria), concedem a liberdade, direito à vida e à felicidade. Sim, um grande passo social.
Em consequência disso, lembramo-nos da abolição da escravidão, todos têm a oportunidade de ser alguém na vida (contanto que suas oportunidades de educação, seu físico e sua capacidade intelectual sejam propensos a isso).
Ah sim, métodos de tortura (novamente, na teoria) inutilizados. Não existe a inquisição, a brutalidade dos eventos romanos com gladiadores e cristãos servindo de alimento às feras - feras estas tanto quadrúpedes como os terríveis seres bípedes da mesma espécie dos indivíduos.
Felizmente, a violência e a desigualdade parecem estar sendo reduzidas, ou ao menos tiradas de evidência. Há algum tipo de respeito à vida.
Mas, se colocarmos em questão a evolução da moral, notamos que a tal evolução é ainda restringida a determinados aspectos da sociedade, e a moralidade não é um desses aspectos.
Que raio de sociedade é essa em que você precisa pintar o banco do metrô de outra cor para que uma mulher grávida ou um idoso tenha um lugar para sentar? Em que deve haver uma lei que pregue o respeito a esses indivíduos? Sociedade esta em que o governo precisa ensinar aos pais como educar os filhos sem espancá-los, ou em que o governo precise te multar caso você não preze pela segurança da criança pela qual é responsável ao não usar um cadeirão no carro?
Que tipo de agrupamento social é esse em que valores como Fidelidade, Honestidade, Honra, Respeito, Amor acabam por ser paradoxais ao deixarem de ter valor? Uma sociedade em que a moralidade e a decência são excessões?
Que tipos de pessoas criamos aos ensinar a todos que devem cuidar de si, mesmo que isso custe puxar o tapete de outro, pisar em cima de quem precisar?
Uma sociedade egocêntrica, uma sociedade de pessoas tão apaixonadas por si mesmas que não enxergam o principal de sermos uma espécie que vive em grupo: cada um fazer a sua parte de forma a trazer sucesso econômico, moral e interpessoal a todos.
Uma sociedade que como Narciso amará a si mesma tanto que será a causa da própria destruição.

* * * * *

We are not blind, we know the truth,
nós não somos cegos, sabemos a verdade,
still we won't stand, still we don't choose
mas ainda não ficamos em pé, ainda não escolhemos
we'd rather stay, so comfortable,
nós preferimos ficar, tão confortáveis,
stuck in our world, that's under control
presos no nosso mundo, todo sob controle

We may not pull the trigger but
nós podemos não puxar o gatilho
we stand by and watch, then pretend not to see
mas ficamos por perto assistindo, daí fingimos não ver
silence is worse than evil done
o silêncio é pior q o mal feito
what in the world have we become
o que no mundo nos tornamos

Can't you see?
você não vê?

That this is a war, so pick your side
que isso é uma guerra, então escolha seu lado
It`s time to move not time to hide
está na hora de marchar, não hora de esconder
Don't let lies make up your mind
não permita que mentiras te convençam
cause can't you see, we`re running out of time
porque você não vê que estamos perdendo tempo

tomorrow will come, and one day we'll see,
amanhã virá, e um dia veremos
the choices we made, made history.
que as escolhas que fizemos, fizeram história
Before it's too late, find where you stand,
antes que seja tarde, ache onde você está,
so let's use our voice, while we still can
então usemos nossas vozes, enquanto ainda podemos

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

see enough to know we're blind

Amanhã vou a um casamento, de uma prima minha. Engraçado, minha irmã puxou a fila: todo mundo casando na família.
Em geral, não sou muito fã de casamentos em si. É claro que é interessante observar e analizar as pessoas, interações sociais em uma convenção social, mas me soa tudo meio vazio, meio elitista.
Os casamentos tornaram-se uma forma de ostentação de poder aquisitivo, perderam o verdadeiro objetivo dele que era a união de duas pessoas que se amam.
Até há quem diga "Ah, mas querem tornar o dia marcante". Céus, se você está se unindo com a pessoa que ama, pra quê caviar, champagne, luzes e música pra tornar o dia marcante? Ele já o será por si só!
Os dias da minha vida que posso olhar pra trás e dizer que realmente valeram à pena não foram os dias em festas de 15 anos, ou os dias em que fui a restaurantes sofisticados, ou coisas do tipo. Foram os dias em que passei sentada, conversando com meus amigos, foram os dias no acampamento pertinho de Deus, foram os dias brincando e conversando com a família. Por que com um casamento seria diferente de alguma forma? Por que sentimos a necessidade de mostrar tudo o que podemos colocar em uma noite para todos os nossos conhecidos e familiares? É fútil, superficial e ridículo.
Mas se formos pensar na superficialidade do mundo, começa até a fazer sentido. Considerando que o objetivo principal do casamento originalmente em sua instituição foi perdido, e portanto as pessoas casam mais porque é considerado fundamental à uma existência feliz e normal, até faz sentido que tentem fazer essas festanças - tentam preencher o espaço dedicado ao amor (amor este, no caso, inexistente) com essas coisas materiais, mundanas. Tentam compensar a falta de compreensão, respeito, amizade com coisas que promovem uma alegria momentânea, liberam umas endorfinas e tá tudo certo.
Até parece uma convenção meio arcaica para o modo de vida atual. Meio utópica. Muitos dos significados originais do casamento se perderam, a tradição perdeu sentido. Apenas continuam lá por estar fossilizada na cultura. Casar de branco e usar o véu como símbolo de castidade e pureza (algo raro hoje em dia), os votos de fidelidade, casar na igreja quando a maioria das pessoas que casam na igreja não dão a mínima à religião, o homem ficar com a mão direita livre (com a mulher do seu lado esquerdo) para poder defendê-la em qualquer situação de ataque, só continua assim porque é o convencional, o tradicional, o esperado.
Se eles ligam para algo disso? Se algo disso realmente tem valor? Dificilmente... Fazem o que é esperado, não o que é pensado; vivemos em um mundo que nem conhecemos, como sequer refletiremos sobre o desconhecido para fazer decisões? Daí só fazemos o que o mundo pede...Só pra sociedade não se escandalizar com a excessão, só para as pessoas nos aceitarem como "mais um", nos inserirmos em circunstâncias sociais dentro da normalidade, dentro do esperado.
Já passou da hora de desistirmos de assistir as sombras na parede e ir atrás do mundo de verdade, sairmos da caverna e viver o mundo de verdade. Precisamos enxergar o suficiente para entendermos quão cegados estamos pelo mundo, pela superficialidade e pela sociedade. O problema é que é mais confortável ser mais um cego do que ser a excessão. É mais fácil viver no cabresto e com a viseira que a sociedade nos impõe, que correr o risco de ser diferente.

Ilusão, é tudo ilusão.

* * * * *

Headphones ~jarsofclay

I don't have to hear it, if I don't want to
Eu não quero ter que escutar, se eu não quero
I can drown this out, pull the curtains down on you
Eu posso afogar isso, fechar as cortinas em você
It's a heavy world, it's too much for me to care
É um mundo pesado, é demais para eu ligar
If I close my eyes, it's not there
Se eu fechar meus ouvidos, não está lá

With my headphones on, with my headphones on
Com meus fones de ouvido, com meus fones de ouvido

We watch television...but the sound is something else
Nós assistimos televisão... mas o som é de outra coisa
Just a song played against the drama, so the hurt is never felt
Só uma música tocada contra o drama, para a dor não ser sentida
I take in the war-fires, and I'm chilled by the current events
Eu sou atingido pelo fogo de guerra, e estremeço com os acontecimentos atuais
It's so hopeless, but there's a pop song in my
É tão desesperançoso, mas há uma música pop nos meus

Headphones on, in my headphones on
Fones de ouvido, nos meus fones de ouvido

At the tube stop, you sit down across from me
Na estação de metrô, você senta na minha frente
(I can see you looking back at me)
(Eu te vejo me observando)
I think I know you
Eu acho que te conheço
By the sad eyes that I see
Pelos olhos tristes que eu vejo
I want to tell you (It's a heavy world)
Eu quero te falar (é um mundo pesado)
Everything will be okay
Tudo estará bem
You wouldn't hear it (I don't want to have to hear it)
Você não vai me escutar (Eu não quero ter que escutar isso)
So we go our separate ways...
Então vamos nos nossos caminhos separados...

With our headphones on, with our headphones on
Usando nossos fones de ouvido, usando nossos fones de ouvido
I don't wanna be the one who tries to figure it out
Eu não quero ser o que tenta entender isso tudo
I don't need another reason I should care about you
Eu não preciso de outro motivo para me importar com você
You don't want to know my story
Você não quer saber da minha história
You don't want to own my pain
Você não quer se apropriar de minha dor
Living in a heavy, heavy world
Vivendo em um mundo pesado, pesado
And there's a pop song in my head
E tem uma música pop na minha cabeça
I don't want to have to hear it
Eu não quero ter que escutar

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Instincts

Hoje fui à exposição Corpos na Oca do Ibirapuera!
Adorei; absolutamente fascinante mas não sei o que mais gostei: dos mortos ou dos vivos.
Me diverti muito com a aula de biologia vendo especialmente os ossos e tudo o mais, mas achei hilário ouvir as outras pessoas comentando, assistindo, reagindo.
Na época do Renascimento, tinha uns doidos que abriam os cadáveres nas ruas e praças públicas pra que o povo saísse da ignorância quando se tratava de seus próprios corpos, há até uma pintura que retrata isso (procurei, mas não encontrei), e vemos as diferentes reações das pessoas aos cadáveres. Uma meia dúzia de doidos fascinados e outros com nojo, passando mal, saindo de perto. A exposição não foi diferente.
Mas mais engraçado que isso, vi aquela coisa de que tenho discutido essas semanas - o ego.
Havia diversos casais de namorados e os homens tentando impressionar as namoradas:
"Essas formações nos ossos se formam por causa disso disso e daquilo..." "Essa pélvis deve ser masculina" eram alguns dos comentários que ouvi (sim, a pélvis era masculina, pelo menos ele acertou). Mas o fato de tentar ensinar para os outros não achei engraçado, mas a forma como era feito que era hilária.
Eles estufavam os peitos e falavam como se fossem donos da verdade, enquanto as meninas reagiam com comentários de surpresa e suspiros como "oh, como ele é inteligente", mas ai delas se tentassem fazer algum comentário, eles fingiam que eles que estavam certos e ignoravam seus comentários, uma coisa pateticamente machista.
Parecia uma coisa tão primitiva, os machos tentando provar às fêmeas que eram os mais aptos para contribuir geneticamente com sua descendência por causa de sua superioridade, intelectual no caso, e tentando mostrar que eles eram superiores a elas mesmas e que sem eles as fêmeas não teriam um futuro promissor.
Quando paramos pra pensar na verdade, quando se trata de amor, romance, a escolha de um parceiro, podemos notar traços tão instintivos acima dos racionais em nós mesmos. Quando conhecemos uma pessoa do sexo oposto nosso subconsciente está processando se este seria um bom potencial pai ou mãe para a sua decendência do ponto de vista intelectual, físico, se haveria variabilidade genética, avaliamos os ferormônios da pessoa, tudo isso sem nem sabermos.
Foi feito um teste se não me engano pelo Discovery Chanel, em que deram a uma menina três camisas usadas com suor e ferormônios para cheirar - uma de seu pai, uma de seu irmão, uma de um desconhecido. Não lhe falaram a quem pertenciam, simplesmente pediram que escolhesse a que mais lhe agradasse. Ela automaticamente escolheu a do desconhecido, aumentando a variabilidade genética da espécie. Pois é. Aliás, o cheiro de uma pessoa é o sentido mais instintivo nos seres humanos, pelo que me foi ensinado (já estou imaginando todos os encalhados se afogando em perfume próxima vez que forem sair com alguém 'interessante'.
Aliás, o que faz de alguém interessante? Mulheres ainda procuram homens com traços masculinos (presentes em sua maioria por causa da testosterona) como uma angulação quadrada na mandíbula, ossos das sobrancelhas mais protuberantes, voz mais grossa, ombros mais largos. Homens ainda procuram mulheres com características femininas relacionadas à fertilidade (presentes devido às taxas mais altas de estrógeno) como quando há gordura depositada nas coxas e quadris ao invés de abdômen, seios maiores, pele e cabelo mais brilhantes. (É elementar que assim como em sociedades há os indivíduos dispostos a quebrar os tabus mais básicos, há também os indivíduos que tenham uma preferência diferente da acima descrita, mas não nos apeguemos às exceções)
Por mais que sejamos animais racionais, pensamos, somos criativos, produzimos, ainda temos traços instintivos, por mais bizarro que isso soe. Há fatos na nossa sociedade que ainda nos surpreendem pela semelhança com fatos da antiguidade ou de outras espécies, mas quando não tem como reclamar de algo automático do nosso subconsciente, só o que podemos fazer é rir e saber dizer não aos instintos quando necessário.

* * * * *
The Scientist ~coldplay

Come up to meet you, tell you I'm sorry.
Venho te encontrar, te dizer desculpas
You don't know how lovely you are
Você não sabe quão linda você é
I had to find you, tell you I need you
Eu tive que te encontrar, te dizer que preciso de você
And tell you I set you apart
E te dizer que te separo do resto
Tell me your secrets, and ask me your questions
Conte-me seus segredos, e me faça suas perguntas
Oh let's go back to the start
Oh, vamos voltar ao começo
Running in circles, coming up tails
Correndo em circulos, conseguindo coroas
Heads on a silence apart
Caras em um silêncio à parte

Nobody said it was easy
Ninguém disse que era fácil
It's such a shame for us to part
É tão triste que tenhamos que nos separar
Nobody said it was easy
Ninguém disse que era fácil
No one ever said it would be this hard
Ninguém nunca disse que seria difícil assim
Oh take me back to the start
Ah, leve-me de volta ao começo

I was just guessing at numbers and figures
Eu estava apenas adivinhando números e imagens
Pulling the puzzles apart.
Desmanchando quebra-cabeças
Questions of science, science and progress
Perguntas de ciência, ciência e progresso
Don't speak as loud as my heart.
Não falam tão alto quanto meu coração
So tell me you love me, come back and haunt me,
Então me diga que me ama, volte e me assombre
Oh, when I rush to the start
Oh, quando eu corro para o começo
Running in circles, chasing in tails
Correndo em círculos e perseguindo o próprio rabo
coming back as we are.
Voltando aonde começamos

domingo, 27 de junho de 2010

A Era do Vazio

No reino animal, é natural que haja competição - de acordo com a teoria de Darwin, apenas os mais fortes e adaptáveis sobrevivem, provando portanto a constante competição inter-racial como sendo fundamental ao funcionamento da biosfera.
Entretanto, estamos levando o darwinismo à rotina do ser humano, constantemente competimos uns com os outros porém não para sobreviver, não com motivos nobres como em defesa de nossa espécie, mas pelo nosso próprio ego. Por amor à nossa vaidade, lutamos por ser os melhores: seja mais bem sucedidos financeiramente, amorosamente, seja no status social - sempre motivos banais e egoístas.
Em conseqüência disso, a sociedade atual é a "sociedade do mais": mais dinheiro, mais conhecimento, mais progresso, mais consumo, mais feito em menos tempo. Essa constante insatisfação, tem gerado uma série de conseqüencias, em sua maior parte, negativas. Não mais nos contentamos em realizarmos nossas tarefas bem, temos que ser os melhores. Temos que ir além do que qualquer outro ser humano já tenha ido.
É elementar que a curiosidade e a sede por conhecimento do ser humano nos trouxe até aqui e teve muitas conseqüencias positivas, mas à custa de quê? De nossa integridade? De nossa fraternidade? À custa do que nos torna humanos. Passamos a ser criaturas egoístas e vãs, alimentamos nosso ego às custas do nosso próximo, destruindo tudo e todos em nome de ser o número um. O melhor.
Ironicamente, tudo o que progredimos intelectualmente e nos faz 'melhores' que os animais, está nos fazendo mais primitivos que os próprios: não sabemos cuidar nem da nossa própria espécie nem dos nossos próprios filhos.

* * * * *
What have we become? ~dctalk

A preacher shuns his brother
Um pregador repreende seu irmão
Because his bride's a different color
Porque sua noiva é de outra cor
and this is not acceptable
e isso não é aceitável
His papa taught him so
Seu pai lhe ensinou isso
It was love that he'd be preaching
Era amor que ele tinha pregado
but this was overreaching
mas isso era demais
The boundaries stretching
Os limites ultrapassando
farther than his heart would choose to go
além do que seu coração escolheria atingir

Like an angel with no wings
Como um anjo sem asas
Like a kingdom with no king
Como um reino sem um rei

What have we become?
O que nos tornamos?
self indulgent people
pessoas auto-indulgentes
What have we become?
O que nos tornamos?
tell me where the righteous ones
diga-me onde estão os corretos
What have we become
O que nos tornamos
in a world degenerating?
Em um mundo degenerando-se?
What have become?
O que nos tornamos?

Speak your mind
Fale o que você pensa
Look out for yourself
Cuide de você mesmo
The answer to it all
A resposta pra tudo
Is a life of wealth
É uma vida de riqueza
Grab all you can
Agarre tudo o que puder
Because you just live once
Porque você só vive uma vez
You got the right
Você tem o direito
To do whatever you want
De fazer tudo o que quiser
Don't worry bout others
Não se preocupe com os outros
Or where you came from
Ou de onde você veio
It ain't what you were
Não é o que você é
It's what you have become
É o que você se tornou

Mom and dad are fighting
Mãe e pai estão brigando
as Rosie lies there crying
Rosie se deita chorando
For once again she's overheard
Mais uma vez ela escutou
Regrets of their mistake
O arrependimento do erro deles
Christmas bells are ringing
Sinos de Natal ressoam
Little rosie leaves them grieving
Pequena Rosie os deixa de luto
The gift she'll give her family
O presente que daria à sua família
Will be the pills she'd take
Seria os comprimidos que tomaria

An inconvenient child
Uma criança inconveniente
She wasn't worth their while
Ela não valia à pena

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Must

Vi uma propaganda da peugeot, a qual adorei. Decidi prolongá-la e adaptá-la para virar um texto.

Você precisa se casar. Você precisa fazer faculdade. Você precisa ter dinheiro. Você precisa esbanjar seu sucesso econômico. Você precisa estar em forma. Você precisa de cabelos longos. Você precisa estar permanentemente maquiado. Você precisa estar sempre apresentável. Você precisa ser melhor. Você precisa puxar o tapete dos outros. Você precisa ter filhos. Você precisa fazer intercâmbio. Você precisa amar. Você precisa ser popular. Você precisa ser hipócrita. Você precisa saber tudo de futebol. Você precisa ter coordenação motora. Você precisa ter carisma. Você precisa saber tudo. Você precisa conhecer as músicas do momento. Você precisa se vestir bem. Você precisa ter netos para contar suas histórias. Você precisa viajar. Você precisa consumir. Você precisa ser o filho perfeito. Você precisa ser o pai perfeito. Você precisa ser o profissional perfeito. Você precisa ser perfeito. Você precisa saber as últimas notícias. Você precisa ser gentil. Você precisa ter bom humor a qualquer hora do dia. Você precisa ser submisso. Você tem que obedecer o governo. Você precisa obedecer os meios de comunicação em massa. Você precisa ser passivo. Você precisa ser influenciável. Você precisa ter contatos. Você precisa ser adaptável. Você precisa se casar de branco. Você precisa seguir os rituais da sociedade. Você precisa ser um robô.


Você precisa parar de escutar o que as outras pessoas dizem.

* * * * *
Machine

My eyes are bi-focal
Meus olhos são bi-focais
My hands are sept-jointed
Minhas mãos têm juntas duplas
I live in the future
Eu vivo no futuro
In my pre-war apartment
No meu apartamento pré-guerra

And I count all my blessings
E eu conto todas as minhas bênçãos
I have friends in high places
Eu tenho amigos em lugares altos
And I'm upgraded daily
Eu sou atualizado diariamente
All my wires without traces
E meus fios não deixam rastros

Hooked into machine
Preso à máquina
I'm hooked into
Estou preso à
Hooked into
Preso à máquina

I collect my moments
Eu coleciono meus momentos
Into a correspondence
Em uma correspondência
With a mightier power
Com um poder maior
Who just lacks my perspectives
Que só falta minhas perspectivas
And who lacks my organics
E que falta minhas características orgânicas
And who covets my defenses
E que cobiça minhas defesas
And I'm downloaded daily
E eu sou downloaded diariamente
I am part of a composite
Eu sou parte de uma composição

Hooked into machine
Preso à máquina
I'm hooked into
Estou preso à
Hooked into
Preso à máquina

Everything's provided
Tudo é fornecido
Consummate consumer
Consumem o consumidor
Part of worldly taking
Parte do que o mundano leva
Apart from worldly troubles
À parte de problemas mundanos

Living in your pre-war apartment
Vivendo em um apartamento pré-guerra
Soon to be your post-war apartment
Em breve será um apartamento pós-guerra
And you live in the future
E você vive no futuro
And the future
E o futuro
It's here
É aqui
It's bright
É brilhante
It's now
É agora

domingo, 21 de março de 2010

Bewilderd

Para quem espalhou por aí que ia ter um aniversário "paradão", "tranqüilo" e "sem nada demais", como vocês conseguiram mudar meu dia!
Chegar e achar Tsurus, ursinhos Pooh que não acabam mais, camiseta personalizada, brinco de oncinha, piadas internas, Eu mesma empacotada (fica a dica que o Mel foi comprado na doceria Doce Mel!), e tantas, mas tantas pessoas queridíssimas pro meu cuore, não sei como não tive um enfarto.
As emoções ao ver vocês? Alegria indescritível, surpresa, estava pasma, estonteada, e aquele pensamento "COMO?". As emoções ao passar o dia com cada um de vocês? Únicas! Ri tanto, fizemos tantas piadas e brincadeiras, dançamos ragatanga para ganhar balas de côco (btw, SIM, gravamos o vídeo e SIM até o Gui dançou!).
Estou aqui ouvindo a trilha sonora da pasta "Festa uhuul acohool" e pensando como poderia agradecer cada um que veio, como poderia agradecer os que queriam mas não puderam vir, como poderia agradecer vocês por serem o que são na minha vida?
E cheguei à conclusão: Não tem como. Simplesmente, as palavras não permitem.
Então ao som de YMCA eu falo um Obrigada do fundo do meu coração (no sentido figurado porque afinal... tem sangue no meu coração!) e vou dormir sorrindo e rindo nos meus sonhos -- mas os sonhos nunca vão conseguir criar um dia que nem esse, porque, ouso dizer, nenhum sonho seria mais perfeito que hoje =)

Quoting Maria: "O aMOUr [por vocês] é grande demais pra explicar"

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Inteligências Múltiplas

Tenho realmente curtido o Formspring.me, primeiro porque é legal responder perguntas porque você começa a se conhecer mais e segundo porque eu estou adorando ler as respostas de outras pessoas.
E vagando pelas páginas, entrei na página da Salsinha, e vi uma pergunta e resposta que me chamaram a atenção:

Quem é a pessoa mais inteligente que você conhece?

Depende que tipo de inteligência.
Inteligência Linguistica: Thiago;
Inteligência Motora: Baiano;
Inteligência Lógica: Samuel e Laís;
Inteligência Espacial: Mel, Sharon e Midori;
Inteligência Musical:Maurão,Nando e Fábio;
Inteligência Interpessoal:Samuel e Mel
Inteligencia Emocional: não sei
Inteligência Intrapessoal (diferente de emocional, por mais q alguns digam q é a mesma cosia):Thiago de novo


Me chamou a atenção primeiro porque fiquei surpresa (e estupidamente feliz) que estava citada entre tantas pessoas, e segundo porque eu olhei e pensei "quediaboséinteligênciaespacialeinterpessoal?!" então fui pesquisar.

Descobri então uma Teoria de Inteligências Múltiplas do psicólogo Howard Gardner da Universidade Harvard, que, insatisfeito com a definição de inteligência sendo a capacidade inata de ter facilidade realizando múltiplas tarefas, e não aceitando o teste de QI para definir essa inteligência, criou a teoria de que a Inteligência pode ser dividida em diversas categorias ( lingüística, lógico-matemática, espacial, musical, cinestésica, interpessoal e intrapessoal) e que a memória e percepção atuam de forma singular em cada uma dessas categorias, sendo relativamente indepentente das outras; têm sua origem e limites genéticos próprios e substratos neuroatômicos específicos e apresentam processos cognitivos próprios.

Segundo Gardner, temos variados graus dessas inteligências e organizamos e combinamo-nas de de forma singular para tentar resolver problemas e criar produtos, então apesar de serem independentes, dificilmente funcionam isoladamente umas das outras.

A definição de cada uma das divisões segue aqui pra vocês se divertirem um pouco e achar no que vocês são inteligentes:


Inteligência lingüística - Os componentes centrais da inteligência lingüistica são uma sensibilidade para os sons, ritmos e significados das palavras, além de uma especial percepção das diferentes funções da linguagem. É a habilidade para usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir idéias. Em crianças, esta habilidade se manifesta através da capacidade para contar histórias originais ou para relatar, com precisão, experiências vividas.

Inteligência musical - Esta inteligência se manifesta através de uma habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical. Inclui discriminação de sons, habilidade para perceber temas musicais, sensibilidade para ritmos, texturas e timbre, e habilidade para produzir e/ou reproduzir música. A criança pequena com habilidade musical especial percebe desde cedo diferentes sons no seu ambiente e, freqüentemente, canta para si mesma.

Inteligência lógico-matemática - Os componentes centrais desta inteligência são descritos por Gardner como uma sensibilidade para padrões, ordem e sistematização. É a habilidade para explorar relações, categorias e padrões, através da manipulação de objetos ou símbolos, e para experimentar de forma controlada; é a habilidade para lidar com séries de raciocínios, para reconhecer problemas e resolvê-los. A criança com especial aptidão nesta inteligência demonstra facilidade para contar e fazer cálculos matemáticos e para criar notações práticas de seu raciocínio.

Inteligência espacial - Gardner descreve a inteligência espacial como a capacidade para perceber o mundo visual e espacial de forma precisa. É a habilidade para manipular formas ou objetos mentalmente e, a partir das percepções iniciais, criar tensão, equilíbrio e composição, numa representação visual ou espacial. É a inteligência dos artistas plásticos, dos engenheiros e dos arquitetos. Em crianças pequenas, o potencial especial nessa inteligência é percebido através da habilidade para quebra-cabeças e outros jogos espaciais e a atenção a detalhes visuais.

Inteligência cinestésica - Esta inteligência se refere à habilidade para resolver problemas ou criar produtos através do uso de parte ou de todo o corpo. É a habilidade para usar a coordenação grossa ou fina em esportes, artes cênicas ou plásticas no controle dos movimentos do corpo e na manipulação de objetos com destreza. A criança especialmente dotada na inteligência cinestésica se move com graça e expressão a partir de estímulos musicais ou verbais demonstra uma grande habilidade atlética ou uma coordenação fina apurada.

Inteligência interpessoal - Esta inteligência pode ser descrita como uma habilidade para entender e responder adequadamente a humores, temperamentos motivações e desejos de outras pessoas. Na sua forma mais primitiva, a inteligência interpessoal se manifesta em crianças pequenas como a habilidade para distinguir pessoas, e na sua forma mais avançada, como a habilidade para perceber intenções e desejos de outras pessoas e para reagir apropriadamente a partir dessa percepção. Crianças especialmente dotadas demonstram muito cedo uma habilidade para liderar outras crianças, uma vez que são extremamente sensíveis às necessidades e sentimentos de outros.

Inteligência intrapessoal - Esta inteligência é o correlativo interno da inteligência interpessoal, isto é, a habilidade para ter acesso aos próprios sentimentos, sonhos e idéias, para discriminá-los e lançar mão deles na solução de problemas pessoais. É o reconhecimento de habilidades, necessidades, desejos e inteligências próprios, a capacidade para formular uma imagem precisa de si próprio e a habilidade para usar essa imagem para funcionar de forma efetiva. Como esta inteligência é a mais pessoal de todas, ela só é observável através dos sistemas simbólicos das outras inteligências, ou seja, através de manifestações lingüisticas, musicais ou cinestésicas.

Obrigada por estimular minha curiosidade, Salsa... rsrs

Boa noite caros inteligentíssimos leitores, boa sorte descobrindo qual a sua inteligência!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cê quer saber o que eu acho?

Estou criando mais uma teoria doida sobre as pessoas.
Nossa vida é meio que nem a ONU. Ou, mais particularmente, o conselho de segurança das Nações Unidas; ok, mais uma vez consigo imaginar suas carinhas de confusão absurda, mas vamos por partes.
(Caros nerds, os que lembram como funciona o conselho de segurança, podem pular essa explicação toda)
Relembremos um pouco de geopolítica, ONU essa coisa toda:
Conselho de Segurança das Nações Unidas trata-se do órgão pertencente à ONU em que são tomadas as decisões em prol à segurança mundial, seja através de intervenções militares, ajuda a países em conflito interno, etc etc.
O Conselho dispõe de 15 membros, sendo 5 desses permanentes (Rússia, China, EUA, Reino Unido e França), os outros 10 mudam de tempos em tempos (a cada 2 anos, para ser mais específica).
(Você que lembrava, pode voltar a ler a partir daqui)
Agora você me diz "tá, e o que isso tem a ver com a minha vida?" e eu digo: "TUDO!" e você diz "Você já foi a um psicólogo? tem certeza que não precisa ir a um sanatório?"
Acompanhe o pensamento:
Imagine que nós, individualmente temos um conselho de segurança. São as pessoas a quem damos cargos na nossa vida, que damos a estas certa importância. Essas pessoas fazem de tudo pra nos ajudar em conflitos (sejam estes internos ou externos) e normalmente querem o nosso bem, querem a nossa paz. Isso não significa que necessariamente todos os membros desse conselho concordem quanto aos meios que você deve usar para chegar a essa 'paz', assim como os países membros da ONU tem cada um sua visão única de como resolver problemas.
E pensem comigo, não temos necessariamente tais numeros, como 15 membros sendo 5 fixos, mas há um certo número de pessoas com determinada importância nas nossas vidas, e damos a alguns desses cargos muitas vezes vitalícios, amizades para toda a vida, enquanto isso temos pessoas que vêm e vão na nossa vida, não estão presentes constantemente; isso, porém não muda o fato que elas fizeram seu 'trabalho' direito: por mais que haja relacionamentos que se quebram e distanciam, no momento em que essa pessoa estava por perto ela teve um cargo importante e pode ter usado isso tanto para o bem como para o mal dos que o cercam, mas alguma importância teve se a pessoa ficou próxima de você por algum tempo.
Ainda não entendo bem o por quê desse distanciamento repentino, dessa aproximação repentina de outros, mas todos têm importância -- mas o melhor disso são os membros permanentes que te acompanham a vida inteira, em crise ou não e que só querem o seu melhor.
Ah, esses são presentinhos que Deus deu pra gente!

* * * * *

Conheci através da Jeh um compositor brasileiro desses novos, e encontrei uma letra deste particularmente que achei fenomenal, então estou colocando aqui a música "Na Lata" de Vinicius Calderoni.


Cê quer saber o que eu acho
Eu digo na lata
No que boto
Quem ouve só esculacho
De cabeça baixa
Precisa entender
Ficar sofrendo calado
Não é uma maneira legal de viver
Pois afinal cada um
Só possui duas faces para oferecer
E quem se cansou de sofrer
Já não tem mais nada a perder

Bateu, levou, sai de baixo
Virou cambalaxo
Baixou camburão
Melhor parar no distrito
Do que ter no peito uma desilusão

E quem quiser fazer pose
De bem-comportado
Segure o rojão
De me ver despenteado
Feliz e contente com a libertação

Do pai, do avô, do patrão
Do medo, da desilusão
Da trama das linhas da mãos
Do sempre, do nunca e do não
Das cordas do meu coração

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Where The Wild Things Are

Fui ao cinema ver Onde vivem os Monstros com o pessoal da escola.
Gostei bastante do filme, me identifiquei bastante com diversos personagens ao longo do filme, particularmente com Max, o menino que cria todo o mundo dos monstros.
Um diálogo em especial me chamou a atenção, aqui está:

Carol: We were gonna make a whole world like this. Now, everyone used to come here, but you know... you know what it feels like when all your teeth are falling out really slowly and you don't realize and then you notice that, well, they're really far apart. And then one day... you don't have any teeth anymore.
Max: Yeah.
Carol: Well it was like that.


Pessoas são como dentes. Sim, uma comparação um tanto bizarra; já posso imaginar vocês tocendo narizes, erguendo sobrancelhas. Mas, veja bem, creio ser possível essa metáfora fazer sentido, basta alguma vivência social, experiências interpessoais.
Continuando, pessoas são como dentes. Se você não cuida do relacionamento com elas, o relacionamento apodrece e as pessoas caem pra fora da sua vida. Relacionamentos podem ser doloridos para surgir e crescer (no caso de dentes nascendo) assim como pode ser dolorido cuidar desses relacionamentos, mantê-los em linha com o resto da sua vida (no caso de uso de aparelho).
Pessoas também se assemelham a dentes porque com o passar do tempo as pessoas próximas de nos mudam-- assim como os dentes de leite, amigos de infância se perdem com o crescimento, e com o amadurecimento buscamos pessoas que se aproximem mais daquilo que precisamos - que sejam de acordo com o que nos tornamos, como os dentes permanentes - assim como com o passar do tempo adquirimos maturidade, adquirimos em idades-chave pessoas que nos ajudem nesse tal amadurecimento como dentes que surgem aos 12 anos ou os dentes do siso que se manifestam em épocas de grande mudança psicológica.
Essas pessoas que aparecem na nossa vida em períodos de mudanças que nos ajudam a crescer não são necessariamente adequados para tais épocas porque são mais velhos, ou por que tem idade mais próxima da sua mas porque a vivência da pessoa a tornou adequada para aquele momento em sua vida e te ajuda nos períodos de mudança - pode te ajudar a crescer e fazer bem ou pode te prender à infância que nao mais existe.
E assim algumas pessoas vêm, outras vão. Infelizmente não há nenhuma fada-dos-amigos que reponha cada amigo que se perde por alguma coisa de valor, pelo simples fato que não tem nada com o valor das pessoas para repô-las.
A melhor parte disso tudo é sabermos que temos amigos permanentes, que tem cabeça similar à nossa, que crescem com a gente. Às vezes um ultrapassa o outro, mas paciência e ajuda de ambas as partes permitem que seja um relacionamento duradouro, basta cuidar com cuidado e nunca esquecer desses relacionamentos para que não se corroam pelas coisas de fora e nem apodreçam pela falta de uso.

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I am the cosmos ~scarlet johanson & pete yorn

Every night I tell myself,
"I am the cosmos,
I am the wind"
But that don't get you back again
Just when I was starting to feel okay
You're on the phone
I never wanna be alone
Never wanna be alone
I hate to have to take you home
Want you too much to say no, no
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
My feeling's always happening
Something I couldn't hide
I can't confide
Don't know what's going on inside
So every night I tell myself
"I am the cosmos,
I am the wind"
But that don't get you back again
I'd really like to see you again
I really wanna see you again