Daí a gente percebe, de repente que eles estão longe, todos. Todos aqueles do passado. As pessoas que víamos todos os dias, que comíamos o 'lanchinho' em grupos, os que observávamos atenta e silenciosamente. Ou aqueles próximos, que nos conheciam mais que nós mesmos. Que parecem sombras nas nossas memórias - aconteceu mesmo tudo aquilo? Às vezes parece que eles só vivem nas nossas cabeças.
Os insubstituíveis foram substituídos, os insuportáveis não precisam mais ser suportados. Existo pra eles? Ou sou uma memória perdida dentre tantas outras? Tanto faz, não importa mais.
Cada um seguiu seu caminho, vivem em cheio seus potenciais. Figuras caricatas do que eram, exageros plenos de detalhes e nuances do passado.
Tudo mudou, nada mudou. São eles, ainda os mesmos grupos - menos eu. Mudei tanto ou eles é que mudaram? Crescemos, cada qual em sua direção. Dificilmente conseguiríamos levar adiante uma conversa por mais de 10 minutos. Peculiar, interessante.
Ruim? Duvido. Não teria a vida de outro jeito. Não posso querer que fique assim, porque é viva: dinâmica, oscilatória. Mas do jeito que tá, tá bom. Não mudaria nada. Outra coisa simplesmente não faria sentido. Precisei encontrar as pessoas erradas pra saber hoje que encontrei as certas, precisei peregrinar sem rumo para encontrar meu lar. E se precisar mudar de novo, tudo bem. Mas do jeito que tá, tá bom. Era isso que eu procurava. Essa era a assinatura secreta da minha alma.
terça-feira, 29 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
in Christ alone
O controle Dele está em tudo, coisas boas ou ruins. Thank you for taking care of me, Daddy =)
In Christ alone my hope is found
He is my light, my strength, my song
This Cornerstone, this solid ground
Firm through the fiercest drought and storm
What heights of love, what depths of peace
When fears are stilled, when strivings cease
My Comforter, my All in All
Here in the love of Christ I stand
In Christ alone, who took on flesh
Fullness of God in helpless babe
This gift of love and righteousness
Scorned by the ones He came to save
'Til on that cross as Jesus died
The wrath of God was satisfied
For every sin on Him was laid
Here in the death of Christ I live
There in the ground His body lay
Light of the world by darkness slain
Then bursting forth in glorious Day
Up from the grave He rose again
And as He stands in victory
Sin's curse has lost its grip on me
For I am His and He is mine
Bought with the precious blood of Christ
No guilt in life, no fear in death
This is the power of Christ in me
From life's first cry to final breath
Jesus commands my destiny
No power of hell, no scheme of man
Can ever pluck me from His hand
'til He returns or calls me home
Here in the power of Christ I'll stand
In Christ alone my hope is found
He is my light, my strength, my song
This Cornerstone, this solid ground
Firm through the fiercest drought and storm
What heights of love, what depths of peace
When fears are stilled, when strivings cease
My Comforter, my All in All
Here in the love of Christ I stand
In Christ alone, who took on flesh
Fullness of God in helpless babe
This gift of love and righteousness
Scorned by the ones He came to save
'Til on that cross as Jesus died
The wrath of God was satisfied
For every sin on Him was laid
Here in the death of Christ I live
There in the ground His body lay
Light of the world by darkness slain
Then bursting forth in glorious Day
Up from the grave He rose again
And as He stands in victory
Sin's curse has lost its grip on me
For I am His and He is mine
Bought with the precious blood of Christ
No guilt in life, no fear in death
This is the power of Christ in me
From life's first cry to final breath
Jesus commands my destiny
No power of hell, no scheme of man
Can ever pluck me from His hand
'til He returns or calls me home
Here in the power of Christ I'll stand
segunda-feira, 21 de maio de 2012
trivial
Algumas amizades parecem simplesmente triviais, elementares, óbvias. É quando as conhecemos que temos aquele estalo de "Aaah... Então era isso que eu estava procurando...", por mais que grande parte do tempo não saibamos que estamos procurando alguma coisa. Parece que a partir do encontro dos nossos amigos, é como se um buraquinho que estivesse lá no canto mais escuro e rejeitado do nosso ser, se fechasse um pouco mais e começamos a enxergar nós mesmos sob uma nova ótica, a imagem de quem somos se torna um pouquinho mais completa.
É a partir desse momento em que começamos a entender frases de músicas do tipo "senti a sua falta minha vida inteira", mesmo quando não conhecíamos a pessoa antes.
Por mais que pareça papo de louco, vai lá ver se suas verdadeiras amizades não começaram naquela conversa, naquela pergunta, interesse ou assunto em comum em que você pensa: Onde você esteve a minha vida inteira?
É a partir desse momento em que começamos a entender frases de músicas do tipo "senti a sua falta minha vida inteira", mesmo quando não conhecíamos a pessoa antes.
Por mais que pareça papo de louco, vai lá ver se suas verdadeiras amizades não começaram naquela conversa, naquela pergunta, interesse ou assunto em comum em que você pensa: Onde você esteve a minha vida inteira?
domingo, 13 de maio de 2012
Ohana
Estando 'órfã' nas últimas semanas, muitas coisas tem passado pela minha cabeça já que não tenho visto minha família e estou também fisicamente bem longe de todos. Ocasionalmente converso com minha irmã ou troco umas palavras com minha prima, mas nada muito além disso... porém foi junto com isso que comecei a perceber que eu tinha família, aqui perto, e só não estava realmente olhando muito pra isso.
No filme Lilo e Stitch, uma frase dita é "Ohana quer dizer família, família quer dizer nunca mais abandonar ou esquecer", então os que não abandonam, os que não esquecem, os que ficam por perto mesmo que longe, são família também. Não são só os que dividem nossa genética, não depende de laços sanguíneos.
Fui adotada e acolhida por uma família alternativa, incrivelmente variada... mas ontem, sentada no sofá estranho do H8, conversando com meus queridos abuenses, percebi que estar em casa, estar no seu lar, não exige uma construção, ou qualquer tipo de objeto, móvel ou artigo material. Onde o seu coração está, aí é o seu lar.
No filme Lilo e Stitch, uma frase dita é "Ohana quer dizer família, família quer dizer nunca mais abandonar ou esquecer", então os que não abandonam, os que não esquecem, os que ficam por perto mesmo que longe, são família também. Não são só os que dividem nossa genética, não depende de laços sanguíneos.
Fui adotada e acolhida por uma família alternativa, incrivelmente variada... mas ontem, sentada no sofá estranho do H8, conversando com meus queridos abuenses, percebi que estar em casa, estar no seu lar, não exige uma construção, ou qualquer tipo de objeto, móvel ou artigo material. Onde o seu coração está, aí é o seu lar.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
fight/flight
Luta ou fuga: essas são as duas funções do sistema nervoso simpático. Em uma situação de perigo ele se ativa jorrando adrenalina na sua corrente sangüínea causando vaso constrição periférica e vasodilatação dos músculos estriados. A frequência cardíaca aumenta, e consequentemente respiratória também. Atenção, concentração. Nossa sobrevivência em grande parte depende desse sistema todo.
Atiçado, ele avalia as circunstâncias e decide se nós deveríamos ficar e lutar ou se é melhor correr. Uma série de aspectos estão envolvidos nessa decisão: desde moralidade, instintos, até sentimentos. Tudo influencia na decisão.
Acontece, que recentemente eu tinha tomado a decisão de fuga, sair daqui, desapegar, desencanar. Cair fora, zarpar. Todos os documentos possíveis foram entregues, todas as perguntas foram feitas, mas nem toda atenção e cuidado no mundo bastaram para que minha candidatura ao CsF fosse homologada, e fui surpreendida com a impossibilidade de fuga.
Tudo que ia deixar pra trás, ficará aqui. Do meu lado, me lembrando de sua existência. Uma sombrinha em cima de mim, um peso. Algo pra me lembrar: "ei, você ainda não lidou comigo. Não pode me ignorar pra sempre..."
Pois é. Escolhi fuga, mas no final estou vendo que restarei com a luta.
* * * * *
Atiçado, ele avalia as circunstâncias e decide se nós deveríamos ficar e lutar ou se é melhor correr. Uma série de aspectos estão envolvidos nessa decisão: desde moralidade, instintos, até sentimentos. Tudo influencia na decisão.
Acontece, que recentemente eu tinha tomado a decisão de fuga, sair daqui, desapegar, desencanar. Cair fora, zarpar. Todos os documentos possíveis foram entregues, todas as perguntas foram feitas, mas nem toda atenção e cuidado no mundo bastaram para que minha candidatura ao CsF fosse homologada, e fui surpreendida com a impossibilidade de fuga.
Tudo que ia deixar pra trás, ficará aqui. Do meu lado, me lembrando de sua existência. Uma sombrinha em cima de mim, um peso. Algo pra me lembrar: "ei, você ainda não lidou comigo. Não pode me ignorar pra sempre..."
Pois é. Escolhi fuga, mas no final estou vendo que restarei com a luta.
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terça-feira, 8 de maio de 2012
more than words
Saying 'I Love you'
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you not to say
But if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me 'cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying 'I love you'
More than words
Now that I've tried to
Talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me, hold me close
Don't ever let me go
More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me 'cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying 'I love you'
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you not to say
But if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words
Is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say
That you love me 'cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying 'I love you'
More than words
Now that I've tried to
Talk to you and make you understand
All you have to do is
Close your eyes and just reach out your hands
And touch me, hold me close
Don't ever let me go
More than words
Is all I ever needed you to show
Then you wouldn't have to say
That you love me 'cause I'd already know
What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying 'I love you'
Apos o show de talentos no acampamento, alguns dos aparatos e instrumentos continuaram montados no palco, e um pessoal comecou a fazer um pos-show. Uma das garotas comecou a cantar essa musica, que fazia muito tempo que eu nao escutava. Cheguei em casa e fui ouvi-la novamente, e comecei a perceber quao incrivelmente pertinente e' essa letra - nao apenas no aspecto romantico, mas em todos os aspectos relacionais, desde familia, ate amigos e inclusive relacionamentos amorosos.
Ela aponta muito pras palavras bonitas, mas na verdade sem muito fundamento, que usamos - 'te amo, estou com saudades' dentre outras. Pode ser legal ouvir vez ou outra, mas o falar muito nao dizer nada acaba sendo desgastante, acaba que as acoes valorizam as palavras, mas as palavras sem acoes perdem significado. Entao, como e' dito nos versos "Saying 'I Love you'/Is not the words I want to hear from you/It's not that I want you not to say", nao e' que ninguem queira ouvir as palavras, mas querem ouvir quando e' a verdade e ha' fundamentos por tras disso - fundamentos que se manifestam de outras formas tambem.
No verso ' what would you do if my heart was torn in two' aponta o aspecto que quando uma pessoa realmente ama outra, ela se importa com seu bem estar e faria algo a respeito do estado supracitado, e atraves de coisinhas assim nem seriam necessarias as palavras.
domingo, 6 de maio de 2012
Aguarde... recalculando rota
Na sexta-feira passada tive que pegar um táxi, e elementarmente começou aquela conversa de convenções sociais sobre o clima e tudo o mais. O taxista disse "É, seria bom se a gente tivesse um botãozinho que apertava pra mudar o clima!" daí eu disse "Xi, mas a gente não ficaria satisfeito nunca..." "É verdade, daria muita briga, cada um ia querer de um jeito!" "Só ver as coisas sobre as quais a gente tem controle quanto rolo dá, imagina se tivéssemos controle sobre coisas grandes..." "É, olha a gente como briga por um controle remoto por exemplo. Deus sabe mesmo o que faz quando não nos dá controle".
Puxa, isso me fez pensar muito, muito mesmo. Reclamamos de não ter controle sobre a vida, mas qual é a alternativa? Ter controle sobre tudo. Que caos que seria o mundo! Poderia não haver tristeza, mas também haveria muitas discórdias, brigas, rancor, que mesmo a alegria sufocar-se-ia.
Não termos o controle foi justamente uma das grandes sacadas de Deus! Podemos escolher como lidar com a situação, mas não alterar direta e magicamente a situação, é genial quando vamos parar pra pensar.
O problema é que a gente se rebate e reclama, quer controle e se desespera... Na rotina, exigências e responsabilidades começa a se perder. E se perde mais, e mais, seguindo nossa intuição (ou pânico). Mas, às vezes, só o que a gente precisa é parar, pensar e recalcular a rota. Encarar o fato que não temos controle, que não podemos concertar tudo, resolver tudo. Ficar se mutilando emocionalmente não vai levar a absolutamente nada. Pára, pensa, recalcula e prossegue.
* * * * *
Puxa, isso me fez pensar muito, muito mesmo. Reclamamos de não ter controle sobre a vida, mas qual é a alternativa? Ter controle sobre tudo. Que caos que seria o mundo! Poderia não haver tristeza, mas também haveria muitas discórdias, brigas, rancor, que mesmo a alegria sufocar-se-ia.
Não termos o controle foi justamente uma das grandes sacadas de Deus! Podemos escolher como lidar com a situação, mas não alterar direta e magicamente a situação, é genial quando vamos parar pra pensar.
O problema é que a gente se rebate e reclama, quer controle e se desespera... Na rotina, exigências e responsabilidades começa a se perder. E se perde mais, e mais, seguindo nossa intuição (ou pânico). Mas, às vezes, só o que a gente precisa é parar, pensar e recalcular a rota. Encarar o fato que não temos controle, que não podemos concertar tudo, resolver tudo. Ficar se mutilando emocionalmente não vai levar a absolutamente nada. Pára, pensa, recalcula e prossegue.
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terça-feira, 1 de maio de 2012
Rascunho
"A razão pela qual é tão difícil amar de novo uma vez que se teve o coração partido é que, quando amamos, empacotamos humildemente todo o nosso estoque de amor e enviamos para alguém na esperança que seja bem recebido pelo destinatário. Sem extravegâncias, embrulhos sofisticados ou laços de fita. Apenas enviamos na simplicidade do sentimento.
Às vezes ele o recebe e responde ao remetente, e há uma troca dos estoques, e assim segue durante o relacionamento. Mas, a partir do momento que um recebe o pacote e não responde aos embrulhos, o remetente perde tudo aquilo que tinha e só a partir de pequenos embrulhos, grande parte do tempo sem remetente, ao longo do tempo vai renovando o estoque de amor, até que esse seja suficiente para amar novamente e tentar postar a confiança e coração para outro - isto é, se conseguir entregar tudo o que tem superando o medo de perder tudo de novo."
Encontrei isso nas minhas anotações e devaneios antigos, decidi compartilhar com vocês.
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