segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Keep calm, trust God and stop the mimimi

Fazia muito tempo que não abria aqui, apenas hoje me deparei com o fato que ultrapassamos as 10.200 visualizações de página do blog. Tá, sei que muitos tem milhões e milhões de visitas mas, 10.200 vezes alguém no mundo vir parar no meu humilde link - pessoas que me conhecem ou não, que falam minha língua ou não, vir aqui por algum motivo é interessante.
Peço perdão pela ausência, sinto muita falta de escrever mas realmente o tempo está curto.
Esse final de semana, acabamos de sediar um evento da ABU, o Conselho Regional e recebemos aqui em nossa cidade mais de 190 pessoas e... bem, alimentar, hidratar, dar cama e abrigo pra tudo isso de gente em uma escola dá um bocado de trabalho.
Mas mesmo com o estresse, o pouco sono, o muito estudo e as crises ao sucumbir à pressão, tudo tem sido muito bom.
Às vezes eu sinto falta de algumas coisas de antes, tenho pensamentos meio nostálgicos de episódios isolados em minha memória, mas não são nada mais que isso - episódios isolados. É como espontaneamente em uma aula de equações diferenciais você ter saudades de quando você estava aprendendo a somar, resolver equações simples, talvez até uma função. Não faria sentido aprender tudo aquilo de novo, mas hoje seria mais fácil que foi então.
Então, pensamentos isolados de lado, apesar de não estar sendo fácil, tenho aprendido realmente muito.

Eu acho engraçada a comunicação de Deus comigo, tem gente que ouve uma pregação e diz "é o que Deus quer me falar!", mas ele faz diferente comigo. Eu ouço uma vez, ok. Ouvi. Mais uma vez: Hum... interessante. Terceira vez: Ok, Deus, pode falar.
Acho que ele entende que eu não funciono com uma breve afirmação só da mesma forma que um experimento não tem validade se ele não for repetido e der o mesmo resultado. Bem, ele que me fez, ele deve entender melhor do que ninguém.
Há duas coisas que tenho ouvido e lido muito e, como eu sei que a probabilidade de isso acontecer tantas vezes é essencialmente nula, parece que Deus realmente está batendo nessas teclas comigo até eu entender, e inclusive me dando situações em que eu preciso aprender com essas coisas.
Primeiro: Fé de uma criança. Simples assim. É um texto que tantas pessoas conhecem, de quando Jesus diz que devemos receber o reino dos céus como os pequeninos... e eu ainda assim não tenho feito isso.
Segundo: Não colocar as coisas daqui acima das coisas de Deus. É claro que não vou vender minhas coisas e sair mendigando na rua pra só me dedicar às coisas de Deus, precisamos sobreviver! Mas no final do dia, o que conta não é se você tem infinitos dígitos na sua conta bancária ou se você tem um corpo dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade - o que conta é o que você fez com tudo isso que você tinha.

Então, vamos lá, hoje vou falar apenas a respeito do primeiro item. A Fé. A fé a respeito da qual Deus tem falado comigo talvez até fosse melhor traduzida como 'confiança' do que fé. Sempre dizemos que Deus tem o futuro nas mãos dele, ele que decide o que é melhor pra nós, bla bla blá whiskas saché. Mas esse é o problema, nós dizemos, não vivemos.
É incrível o nível de incerteza que minha vida tem tido nos últimos anos, são muitas coisas relativamente pequenas que definem muitas coisas e isso acaba criando um mal estar pra mim, eu me sinto inteiramente fora do controle e isso não é bom.
Eu sou daquela autossuficiente que quando faz trabalho em grupo, faz sozinha porque não confia no trabalho dos outros. Eu sou daquela que se algo tem que ser feito, prefiro eu fazer do que talvez dar errado na mão de outra pessoa. Mas isso não é um atitude cristã, porque isso não só me afeta no sentido horizontal (eu - pessoas) mas também no aspecto vertical (eu - Deus). "Deus, eu acho que você não está entendendo bem a situação..." "Deus, tem certeza? EU acho que..."
Mas... olhando pra trás, quantas coisas eu queria tanto e tanto e não as tive, fiquei muito chateada... e então descobri que Deus tinha algo melhor para mim. Portanto, o meu comportamento atual, é completamente irracional, já que já passei por esse tipo de coisa.
Alguns exemplos: Arquitetura. Já foi um sonho. Cheguei perto... Mas não passei. Fiquei brava, chateada. 90 pessoas! Céus, por 90 pessoas não entrei na usp no terceiro ano do colegial! Fiquei exaltada. Então, Medicina se mostrou e me encantou, e mudou o meu sonho. E Deus sempre me falando pra seguir em frente, pra ter paz e... e... eu não passei de novo? Como assim Deus? Qual a brincadeira?
Então, acabei vindo fazer engenharia - quando a matéria que sempre tive mais dificuldade era matemática. A família que diz que tenho um jeito 'engenheiro de pensar', mas nunca tive as notas de um engenheiro. E foi o ponto de 'Po Deus, ta de sacanagem!' Cheguei ao ponto de dizer que não viria a não ser que passasse em um dos primeiros lugares, terceiro ou nono. E eu passei em nono.
Não havia mais forma de negar que aquelas orações todas que estava fazendo e pensava que iam pra lugar nenhum iam pra Ele. Eu vim.
E tive problemas aqui, apanho muito pra passar... e surge um novo sonho - estudar fora. E isso me foi tirado também. Cheguei ao ponto de 'Não quero mais sonhar se for pra apenas me frustrar!'. E assim descobri que os sonhos de Deus eram bem diferentes. Comecei a me envolver com a ABU, comecei a trabalhar com e para eles, e... puxa. Não ter eles na minha vida seria meio inconcebível. E para tentar o ciência sem fronteiras, precisei tirar um diploma de inglês, o IELTS. Nisso descobri que um amigo meu da ABU também o faria. Comecei a trazer material pra ele estudar e começamos a conversar pra ele praticar. E, bom, a conversa foi bem. Muito bem. Tão bem, que hoje estamos namorando. Na época em que eu deveria estar partindo para o Canadá, começamos a namorar. E saiu um edital para o Reino Unido logo depois.
Eu olho pra tudo isso e fico feliz porque vejo o cuidado de Deus. Nada parecia dar certo, e talvez não deu mesmo. Mas descobri que o melhor lugar pra estar não é na usp ou na unifesp, em são paulo ou em são josé. O melhor lugar pra estar é dentro da vontade de Deus.

E agora, com o CR, não pude estudar pra uma prova importante que se eu não passar, não poderei ir ao reino unido no ano que vem; estudei muito antes, mas ainda assim não fui bem nas primeiras provas. E eu comecei (é lógico) a ter outra crise. Mas parei pra pensar, e puxa, eu pude fazer trabalho de formiguinha pra ajudar em um movimento estudantil pra alcançar vidas, ajudar pessoas, pra mais almas conhecerem esse Deus que tem sido tão incrível na minha vida, e eu estou aqui achando que esse mesmo Deus não liga ou sabe o que está acontecendo? Isso não é lógico. Isso é irracional. Céus, isso é estúpido.
Eu peguei todas as minhas preocupações sobre como será o próximo ano e falei, "Deus, cuida pra mim." e foi a melhor coisa que poderia ter feito. Nunca fui tão tranquila pra uma prova com tamanha importância. Todo o medo que tem me governado nos últimos anos, eu entreguei. Estou bem, estou feliz e estou com a consciencia limpa. Fiz o melhor que pude e... se Deus já fez tantas coisas inesperadas, quem sabe qual a próxima que ele vai fazer comigo?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

It is a noble feeling, but it is still a feeling

Ontem, após meu fiasco em Cálculo 3, decidi ler um pouco mais de Cristianismo Puro e Simples porque C.S.Lewis sempre tem algo bom a ensinar de maneira simples para um cérebro cansado.
Li uns 4 capítulos, porém os que mais me chamaram atenção foram os relacionados a relacionamentos. Teve um trecho em particular que gostei bastante porque me lembrou muito algo que eu mesma escrevi há algum tempo aqui, então trago para os caros leitores de forma muito mais eloquente, o que eu havia tentado passar aquele dia.

"What we call 'being in love' is a glorious state, and, in several ways, good for us. It helps to make us generous and courageous, it opens our eyes not only to the beauty of the beloved but to all beauty, and it subordinates (especially at first) our merely animal sexuality; in that sense, love is the great conqueror of lust. No one in his senses would deny that being in love is far better than either common sensuality ir cikd sekf-centredness. But, as I said before, 'the most dangerous thing you can do is to take any one impulse of our own nature and set it up as the thing you ought to follor at all costs'. Being in love is a good thing, but it is not the best thing. There sre many things below it, but there are also things above it. You cannot make it the basis of a whole life. It is a noble feeling, but it is still a feeling.Now no feeling can be relied on to last in its full intensity, or even to last at all. Knowledge can last, principles can last, habits can last; but feelings come and go. And in fact, whatever people say, the state called 'being in love'usually does not last. (...)
But, of course, ceasing to be 'in love'need not mean ceasing to love. Love in this second sense - love as a distinct from being in love' - is not merely a feeling. It is a deep unity maintained by the will and deliberately strengthened by habit; reinforced by (in christian marriages) the grace which both partners ask, and receive, from God. They can have this love for each other even at those moments when they do not like each other;  as you love yourself even when you do not like yourself.(...) 'Being in love' first moved them to promise difelity: this quieter love enables them to keep the promise. It is on this love that the enfine of marriages run: being in love was the explosion that started it."