terça-feira, 4 de dezembro de 2012

advento

Algumas semanas atras  postei sobre a forma como Deus acaba tendo que agir de maneira quase que repetitiva pra me passar um recado. O mesmo recado, de novo e de novo, de varias maneiras. Essa semana... nao foi diferente.
Em uma especie de 'preparacao' para o Natal, o advento, lemos essa semana sobre quando Gabriel anuncia a Maria que ela vai engravidar de Jesus. A reacao dela primeiro e' de medo (logico), a reacao secundaria e' de inadequacao para a tarefa e no final ela so' diz pra vontade de Deus ser feita. Medo, inadequacao, obediencia. Uma sequencia que foi fundamental, ate certo ponto, pra um evento historico gigantesco.
Essa tambem e' a sequencia que todas as exposicoes biblicas que vejo, leituras biblicas... todas de uma maneira ou de outra falam disso.
Primeiro, eu nao senti medo - so' ignorei. Mas quando o evento se repetiu, a inadequacao foi imediata. 'Nao, isso nao pode ser pra mim, Deus. Voce deve estar me confundindo com outra pessoa muito mais apropriada pra fazer... o que quer que voce queira.'
E eu ainda nao entendo o que ele espera de mim. Eu nao entendo pra que ele espera obediencia submissa, mas eu acho que estou no final da fase de inadequacao e dizendo... ok Deus. Nao entendo como. Ou porque. Ou pra que... mas. Estou aqui.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Give it up, let go.

Às vezes vem uma saudade que surge meio do nada. É uma saudade peculiar, não de um lugar necessariamente. Nem das pessoas, porque as pessoas não são mais as mesmas. Mas... saudades de momentos. Saudades do sentimento que aquela situação lhe passava então. 
Não que eu quisesse voltar no tempo, não iria querer voltar porque estou perfeitamente feliz no presente, não mudaria uma vírgula ou ponto da história que estou vivendo, mas de vez em quando eu tenho vontade de viajar, passar férias no passado. Uma, duas semanas. Só pra relembrar.
Mas acho que se eu revisse tudo aquilo, veria como muitas das coisas que faziam sentido então na minha cabeça não faziam sentido algum de verdade. Ficaria revoltada comigo mesma, e veria detalhes que não percebi antes. Não faria muito sentido. Prefiro guardar as memórias, cada uma na sua prateleira e com seu rótulo. Foram boas na época. E só. 
Até certo ponto, é confortante saber que não mudaria nada no que me aconteceu ou nas minhas reações a tudo o que me cercava, entretanto... não adianta de muita coisa olhar pra trás. Só o que você vê é a poeira que os seus passos anteriores levantaram.