Hoje eu sabia que seria um dia difícil - tinha duas provas, sendo uma dessas Química experimental, na qual preciso de pelo menos 7,5 para passar. O lance é que eu fiquei incrivelmente estupefata com o número de emoções que você pode sentir em um diazinho só. Eu pensei que seria difícil, a vida apresentou-se ainda mais difícil que eu previa por uma série de eventos.
Desespero, pânico, alegria, esperança, desânimo. Tudo junto e misturado. Daí, depois de eu dormir um pouco para reestabelecer minha sanidade, eu fiquei pensando. Parece criança.
As crianças têm uma capacidade invejável de esquecer: está chorando por causa de um cortezinho de nada de quando caiu, em 2 minutos já sai correndo pra brincar, gritar, cair de novo. Quisera eu ter isso!
Parece que quando somos mais novos, somos mais maleáveis ante às circunstâncias, somos meio líquidos e nos adaptamos ao recipiente que nos contém. Senti um pouco disso hoje, até consegui me adaptar razoavelmente, mas ao final do dia estava extenuada e só queria a minha cama, meio que pra reorganizar as ideias na cabeça e dar o merecido descanso ao meu corpo.
Daí estava pensando, somos substâncias que mudam com o tempo. Se na infância somos líquidos, com o crescimento começamos a virar plasma - ora sólidos, ora líquidos conforme as circunstâncias. Ora imparciais e imutáveis, ora totalmente adaptáveis; suspeito que essa seja a adolescência/juventude.
O tempo continua passando, e começamos a ficar mais presos às nossas manias, às nossas rotinas e circunstâncias perfeitas - não conseguimos passar por 10 mil emoções no dia sem sermos um pouco desgastados, às vezes estamos até extenuados.
Talvez seja o cansaço que faça isso, cada vez que somos 'mudados de recipientes', isso exige um rearranjo molecular... e daí começamos a nos prender àquele arranjo que mais nos agrada, mas para mudarmos depois disso, precisamos ser quebrados e moldados novamente para o nosso novo recipiente, nossas novas circunstâncias.
A maleabilidade emocional acaba sendo boa até certo ponto, os eventos não nos afetam durante muito tempo, conseguimos lidar com tudo o que se apresenta a nós, mas também é importante sabermos ter a estrutura de não sermos levados por ventos de qualquer coisa, arrastados pra lá e pra cá, agirmos impulsivamente...precisamos ser que nem aqueles materiais inteligentes, materiais que têm 'memória' de sua forma original e retornam ao que eram. Podemos nos adaptar de acordo com as necessidades, mas saber precisamente a que forma retornar, quem somos, como somos e como sermos estáveis e ainda assim adaptáveis.
* * * * *
Esses dias estava procurando músicas para ouvir enquanto estudava, e encontrei uma galera chamada Vitamin String Quartet, que reavivou um gosto musical que havia deixado de lado, tanto por Muse como por Coldplay
'Cause it's a bittersweet symphony, this life
porque é uma sinfonia agridoce, essa vida
Try to make ends meet
você tenta dar conta de tudo
You're a slave to money then you die
você é um escravo do dinheiro e daí morre
I'll take you down the only road I've ever been down
te levarei pela única rua que eu conheço
You know the one that takes you to the places
você sabe a que te leva a lugares
where all the veins meet yeah,
onde todas as veias se encontram
No change, I can change
não mudar, eu posso mudar
I can change, I can change
eu posso mudar, eu posso mudar
But I'm here in my mold
mas eu estou aqui no meu molde
I am here in my mold
eu estou aqui no meu molde
But I'm a million different people
mas eu sou um milhão de pessoas diferentes
from one day to the next
de um dia para o outro
I can't change my mold
eu não posso mudar o meu molde
No, no, no, no, no
não, não, não
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
#mimimi
Quem fizer a prova de Cálculo no meu lugar e me fazer passar direto, eu dou um abraço.
Tá, é mais provável (atente para o detalhe que mais é diferente de muito) eu passar que alguém se voluntariar, rsrs.
Tá, tá, to indo estudar.
Tá, é mais provável (atente para o detalhe que mais é diferente de muito) eu passar que alguém se voluntariar, rsrs.
Tá, tá, to indo estudar.
sábado, 26 de novembro de 2011
There will be more.
Sem tempo de escrever, muito a estudar... mas estou bastante feliz com alguns eventos da semana. Nossa inscrição para a recepção de calouros foi deferida, o que me animou, e tive a primeira reunião de fato discutindo IC. A gente quase pira, mas vale à pena. "With a head full of mess and lore, We are doomed but we want more"!
Tenho lido muito a respeito de perseguição aos cristãos que tem ocorrido no iraque, índia, e alguns problemas na Malásia... então é com esse tema em mente e com muitas orações que deixo a seguinte música.
Quantas vezes deixamos de defender nossas crenças por medo de sermos mal entendidos, julgados, rejeitados? Quantas vezes adaptamos nossa moralidade, conceitos, fé de acordo com a situação que nos cerca? O mundo já tem pessoas não newtonianas demais - aquelas lá que ficam sólidas de quando em vez, daí líquidas em outras circunstâncias... entre um e outro. Está na hora de definirmos pelo que viveremos, pelo que lutaremos e pelo que morreremos.
Stood Up - Fine frenzy
We are not frightened anymore,
We stood up, we stood up
And there are two of us there will be more,They'll show up, yeah they'll show up
They'll show up
We've been blamed for a change of mind
A seismic shift in times
They told us not to fight
But we'll fight it till we die
And so they sunk every ship we sailed
But we stood up, we stood up
And they fought hard, but somewhere fighting failedThey're all shook up, they're all shook up
All shook up
Steel and concrete break
Beneath the steady waves
Of fearless hope and grace
In kindness there is strength
Tenho lido muito a respeito de perseguição aos cristãos que tem ocorrido no iraque, índia, e alguns problemas na Malásia... então é com esse tema em mente e com muitas orações que deixo a seguinte música.
Quantas vezes deixamos de defender nossas crenças por medo de sermos mal entendidos, julgados, rejeitados? Quantas vezes adaptamos nossa moralidade, conceitos, fé de acordo com a situação que nos cerca? O mundo já tem pessoas não newtonianas demais - aquelas lá que ficam sólidas de quando em vez, daí líquidas em outras circunstâncias... entre um e outro. Está na hora de definirmos pelo que viveremos, pelo que lutaremos e pelo que morreremos.
Stood Up - Fine frenzy
We are not frightened anymore,
We stood up, we stood up
And there are two of us there will be more,They'll show up, yeah they'll show up
They'll show up
We've been blamed for a change of mind
A seismic shift in times
They told us not to fight
But we'll fight it till we die
And so they sunk every ship we sailed
But we stood up, we stood up
And they fought hard, but somewhere fighting failedThey're all shook up, they're all shook up
All shook up
Steel and concrete break
Beneath the steady waves
Of fearless hope and grace
In kindness there is strength
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
início da eternidade
Sei que este post poderá ser um tanto polêmico porque trata de um assunto que não tem um acordo geral de todo mundo quanto a definir e compreender o tema, mas foi uma reflexão súbita que me atingiu que achei digna de ser expressa aqui.
Sempre tive uma tremenda dificuldade de entender o conceito "eternidade", pelo simples fato de eu ser uma ser humana como você (eu espero) e nosso mundo estar rodeado de começos, meios e fins. O mais próximo que chegamos de eternidade é no final dos contos de fadas "e viveram felizes para sempre".
Já ouvi todo tipo de teorias quanto ao nosso 'post mortum', de que no céu lembraríamos de tudo aqui na terra sem tristeza, de que esqueceríamos de tudo, de que esqueceriamos dos acontecimentos mas lembraríamos das pessoas. Nunca soube me posicionar quanto a esse assunto.
A simples ideia de Deus nos dar uma vida para sempre, mas tirar de nós qualquer memória ou resquício o início da vida aqui no planetinha azul sempre me pareceu estranha, nunca consegui entender o por quê dessa teoria; se não lembrasse de nada, seria como se a Melissa terrena de fato morresse para todo o sempre, porque sem as memórias, pessoas, aprendizado daqui seria o mesmo que começar tudo da estaca zero. Seria outra pessoa.
Daí um dia desses estava refletindo sobre minhas mudanças mais recentes, assim como algumas um tanto quanto longínquas, e pensado quão mais frequentes e intensos têm sido os 'estirões de crescimento'. Se um ano atrás me dissessem que estava morando sozinha, eu não levaria a sério o sujeito e diria "Morar fora de casa pra fazer um curso que não fosse medicina??! Tá doido!". Ou se me dissessem que estava fazendo um curso de exatas, eu diria "rapaz, não sei por quem, mas você foi trollado!".
Daí se me dissessem seis meses atrás que de fato teria contato com meus colegas além do "Bom dia" e da observação de sempre, eu realmente começaria a duvidar da sanidade do indivíduo que me dissesse isso.
Ou então se dois meses atrás me dissessem que eu seria aquela aluna que faz os relatórios com antecedência e gasta ao menos 8 horas por dia estudando (viva o método pomodoro!), eu tentaria arranjar o telefone de um hospício para mandar o emissor destas palavras.
Mas no presente momento, após esses eventos tomarem seus respectivos lugares; prioridades se ajustaram, ideias foram lapidadas, e ainda o são, e a figura vai se construindo cada dia. Tudo faz sentido.
E eu olho para trás algumas semanas, meses, anos atrás - é engraçado pensar que de alguma estranha forma eu sou a mesma pessoa. Sou a mesma pessoa, mas nem por isso deixei de crescer e mudar.
Acho que do mesmo jeito em nosso futuro eterno e perfeito, podemos até lembrar de toda a nossa jornada terrena rumo àquilo, olharemos para nossos eus imperfeitos do passado sabendo que, por mais que distantes e precários aqueles anos pareçam, foram fundamentais à nossa formação como indivíduos para a perfeição.
Compreenderemos plenamente 'grandes mistérios' das vidinhas aqui, descobriremos que muitos deles nem eram grandes mistérios e nem faziam tanta diferença, descobriremos que pequenos detalhes foram necessários para que chegássemos àquele momento.
Compreenderemos nossa imperfeição assim como compreendemos hoje nossa infância, nosso passado.
Daí eu lembrei que I Coríntios 13 fala tudo isso de um jeito bem mais bonito e conciso, e senti que minha epifania na verdade só foi... reinterpretação daquilo que passei minha vida inteira lendo.
"Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido."
- I Coríntios 13:10-12
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Weak wishes
"Se você perguntasse a vinte pessoas de boa índole qual elas consideram ser a maior das cirtudes, dezenove diriam que é o desprendimento. Mas se perguntassem a qualquer um dos grandes cristãos da Antiguidade, a resposta seria: o amor.
Viu só o que aconteceu? Uma palavra que parte da negação de outra (prendimento) foi substituída por outra afirmativa, e isso é de importância mais que filológica. A ideia negativa de desprendimento carrega em si não a sugestão básica de se reservar as coisas boas da vida para os outros, mas sim de abdicar delas como se a nossa abstinência e, não a alegria dos outros, fosse o ponto importante. Não acredito que essa seja a verdadeira virtude cristã do amor. O Novo Testamento tem muito a dizer sobre auto-negação, mas nada sobre a auto-negação como um dim em si mesma. Ele diz que devemos nos negar a nós mesmos e assumir nossa cruz, para que possamos seguir a Cristo. E praticamente toda a descrição do que acabaremos descobrindo se agirmos assim contém um apelo ao desejo. A grande maioria das mentes modernas tem embutida em si a ideia de que desejar o nosso proprio bem e desfrutar dele com sinceridade é errado. Eu presumo que essa ideia tenha sido insinuada por Kant e os estóicos, e não faça parte da fé cristã. De fato, se considerarmos as promessas inapagáveis de recompensa e a naureza admirável das recompensas prometidas nos Evangelhos, poderíamos até achar que o nosso Senhor não considera os nossos desejos muito fortes, e sim fracos demais. Somos criaturas de coração partido, tentando se divertir com drinques, sexo e ambições enquanto nos é oferecida uma alegria infinita; somos como uma criança ignorante, desejosa de continuar a fazer bolos de barro na favela, porque não consegue imaginar o significado do presente de umas férias na praia. Nós nos contentamos muito fácil."
- The Weight of Glory
* * * * *
* * * * *
terça-feira, 22 de novembro de 2011
< /3
Já tive meu coração partido diversas vezes por causa de dois caras. O pior, é que eu continuo insistindo há tanto tempo que isso pode dar certo, que passa a ser algo quase masoquista... correr atrás, gastar tempo, atp, esforço... acaba sendo extenuante.
Já tentei esquecer, seguir adiante... mas pra todo lugar que eu olho, eu lembro. Toda casa, prédio e construção. O fluxo sanguineo, as aulas de sistema cardiovascular, as colônias das bactérias. Qualquer coisa que vejo pela frente, lá está para me lembrar. Já pensei se estava enlouquecendo, mas percebi que era a realidade que em um golpe brutal me lembrava. Já fiz de tudo e não sei como fazer isso dar certo, mas eu vou tentar, mais um pouco - e o dia que conseguir, Ah que dia lindo! O dia em que eu acabar com todos os problemas que eles me trouxeram.
Todas as derivadas, as integrais, áreas, volumes e equações. Meus queridos Newton e Leibniz, eu juro que vou acabar com a desgraça, as noites mal dormidas, as horas de stress e enxaquecas que vocês me trouxeram. Eu vou esquecer vocês e nunca mais lembrar. Bem, talvez sim. No dia em que visitar seus túmulos e pude dizer "I do not r=1-sin(theta) you!"
Calculus, thou art a heartless bitch!
* * * * *
Ri MUITO com o video a seguir! Viva o antiromantismo s2
A gente ia para o necrotério ficar brincando de sério, deitadinhos no bem-bom.... (isso fica na cabeça!)
Já tentei esquecer, seguir adiante... mas pra todo lugar que eu olho, eu lembro. Toda casa, prédio e construção. O fluxo sanguineo, as aulas de sistema cardiovascular, as colônias das bactérias. Qualquer coisa que vejo pela frente, lá está para me lembrar. Já pensei se estava enlouquecendo, mas percebi que era a realidade que em um golpe brutal me lembrava. Já fiz de tudo e não sei como fazer isso dar certo, mas eu vou tentar, mais um pouco - e o dia que conseguir, Ah que dia lindo! O dia em que eu acabar com todos os problemas que eles me trouxeram.
Todas as derivadas, as integrais, áreas, volumes e equações. Meus queridos Newton e Leibniz, eu juro que vou acabar com a desgraça, as noites mal dormidas, as horas de stress e enxaquecas que vocês me trouxeram. Eu vou esquecer vocês e nunca mais lembrar. Bem, talvez sim. No dia em que visitar seus túmulos e pude dizer "I do not r=1-sin(theta) you!"
Calculus, thou art a heartless bitch!
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Ri MUITO com o video a seguir! Viva o antiromantismo s2
A gente ia para o necrotério ficar brincando de sério, deitadinhos no bem-bom.... (isso fica na cabeça!)
domingo, 20 de novembro de 2011
#fato
Tá, eu não resisti.
Nem tudo que é simpático ou engraçado necessariamente tem que ser fisiologicamente correto.
Nem tudo que é simpático ou engraçado necessariamente tem que ser fisiologicamente correto.
sábado, 19 de novembro de 2011
Pretty damn close
Eu sei que é mais de uma da manhã, e eu sei que preciso muito dormir depois de um dia fazendo um trabalho monstro que me aguardava há uns meses, e eu sei que a próxima semana será muito tensa ao tentar correr atrás da matéria e aprender muito em pouco tempo, mas faz algum tempo desde que escrevo de verdade aqui e dou uma viajada bacana.
Essa semana durante a aula de laboratório de biologia, o professor Martin nos mostrou uma tabela de como as pessoas na ciência vêem umas às outras (logo acima) retirada do site geekologie, e achei bastante engraçado porque são variações absurdas das visões e normalmente quem está de fora e nunca passou por aquele status pensa que ele é muito melhor do que de fato é. Um pouco confuso? Talvez seja o horário. Tentarei explicar-me.
Quando estamos no colégio, nossa vida é em função do vestibular passamos os três anos de ensino médio loucamente estudando ou não para passar no vestibular e entrar na faculdade, porque quem está na faculdade é o cara que todos querem ser. Daí você entra na faculdade. Hum, nada realmente mudou em você, o que mudam são as exigências. Você imaginou a vida universitária como algo fabuloso, e você chega e descobre que... não é tão fácil assim. Não seu seja ruim, estou gostando muito (especialmente das aventuras de trocar chuveiro, cozinhar, ser criativa na solução de problemas), mas não é um mar de rosas.
Daí você quer uma IC porque quem faz IC é o cara... daí você consegue a IC, e descobre que nada mudou em você. Você não é o cara, só é um cara com muito menos tempo e mais exigências. Daí estava conversando com a minha orientadora, e adivina só? ser PhD, postDoc, Professor... Você não mudou tanto, são as exigências!
E esse período de adaptação e maturação entre o que você é e o que é esperado de você é absolutamente desesperador, parece que a cada semestre se acumulam as tarefas, que esperam mais de você, parece que o seu grau de maturidade nunca é o suficiente. Você pensa, será que eu é que não estou crescendo como deveria? E daí você compara quem era com quem é, e percebe um abismo de diferença... é só que quanto mais você cresce e amadurece, mais é esperado de você, e parece que nunca atingiremos aquele alvo.
Mas daí eu me pus a pensar, se em algum momento atingíssemos o ideal, a suprema maturidade, deixaríamos de crescer. Ficaríamos estagnados e ficaríamos insuportavelmente orgulhosos "eu consegui, eu sei tudo, eu sou o cara". Nunca vamos ser o cara. Ninguém nunca vai ser o cara. Mas tentar chegar o mais próximo daquilo que a vida exige, já é algo que poucos sequer almejam hoje.
É bem o que Fernando Pessoa disse:
"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."* * * * *
I've been down, I've been out
estive pra baixo, estive apagada
I did it all on my own
eu fiz tudo sozinha
Seems growing up
parece que crescer
Didn't take long
não demorou muito
I feel strange, I feel good
eu me sinto estranha, me sinto bem
I feel better with you
eu me sinto melhor com você
You've changed, you should
você mudou, você deveria
Cause I think I did too
porque eu acho que também mudei
Made my mistakes
cometi meus erros
I did a few things right
eu fiz algumas coisas certas
But it will take what it will take
mas vai custar o que custar
Baby, that's life
baby, isso é a vida
You cannot change what you do not own
você não pode mudar aquilo que não lhe pertence
Everybody knows
todo mundo sabe
But if you live deep and love strong
mas se você vive com profundidade e ama com força
You get pretty damn close
você se aproxima bastante
It moves fast and it scares me
move rapidamente e me assusta
I close my eyes, oh but I still see
eu fecho meus olhos, mas eu ainda vejo
(...)
I shake and I smile
Eu tremo e eu sorrio
Cause you said
porque você disse
Baby girl, it may take a while, but take the good from the bad
garota, pode demorar um pouco, mas separe o bom no ruim
And never, minds are never sure, so never leave them wanting more
e nunca, mentes nunca têm certeza, então nunca as deixe querendo mais
What are you waiting for?
o que você está esperando?
How you love is who you are
como você ama é quem você é
[Red - sarabareilles]
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Time is running out
Hoje fui toda serelepe com meu jaleco na mochila para a aula de Laboratório de Biologia, quando levei um balde de água fria - não iríamos ao laboratório. Inclusive, era a última aula de laboratório de biologia. Puxa vida, uma matéria a menos, mais tempo para estudar para as outras... mas... mas... lab de Bio não, não pode acabar assim!
Daí me pus a pensar com meus botões: bem, não tinha provas, então aí seriam duas aulas a menos e faltam... duas semanas pra acabar as aulas.... DUAS SEMANAS??!
Puxa, férias logo! Isso me soa atraente, apesar de não ter a mínima idéia de que farei nas férias. Hum, Natal, ano novo... ano novo? Já passou um ano desde esse último evento???? Por isso que as lojas já estão com decorações de natal... os shoppings, supermercados... Uh, tudo faz sentido.
Puxa vida, passou mais um ano - e passou desapercebido.
* * * * *
Bem, bem, já que estamos nesse clima de que o tempo está passando rápido de-mais, (inclusive preciso correr porque tenho uma prova de Física *-* amanhã, e preciso honrar a nota da primeira prova e superá-la) aqui está a versão do Vitamin String Quartet da fabulosa música Time is running out, do Muse.
Daí me pus a pensar com meus botões: bem, não tinha provas, então aí seriam duas aulas a menos e faltam... duas semanas pra acabar as aulas.... DUAS SEMANAS??!
Puxa, férias logo! Isso me soa atraente, apesar de não ter a mínima idéia de que farei nas férias. Hum, Natal, ano novo... ano novo? Já passou um ano desde esse último evento???? Por isso que as lojas já estão com decorações de natal... os shoppings, supermercados... Uh, tudo faz sentido.
Puxa vida, passou mais um ano - e passou desapercebido.
* * * * *
Bem, bem, já que estamos nesse clima de que o tempo está passando rápido de-mais, (inclusive preciso correr porque tenho uma prova de Física *-* amanhã, e preciso honrar a nota da primeira prova e superá-la) aqui está a versão do Vitamin String Quartet da fabulosa música Time is running out, do Muse.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
rir|chorar|viver
Ontem postei no facebook uma brincadeira que a Maria e eu fizemos com cálculo, e rendeu algumas reações bastante engraçadas, então decidi trazê-la para cá e ver a reação de vós, queridos leitores.
A minha favorita até agora foi a da Ju que disse "Existe sim, Mel! Mas já tem dona, cheguei primeiro! :)"
E se algum exímio senhor vier reclamar, cheio de melodrama e todo defensivo dos homens... prontamente responderei: E em algum momento eu disse que havia uma mulher perfeita, meu bem?
* * * * *
Piada do dia:
Com o detalhe que apenas 17 (isso mesmo, dezessete) contos foram efetivamente submetidos!
Isso sim é a minha unifesp <3
(Para visualizar grande é só clicar na imagem)
A minha favorita até agora foi a da Ju que disse "Existe sim, Mel! Mas já tem dona, cheguei primeiro! :)"
E se algum exímio senhor vier reclamar, cheio de melodrama e todo defensivo dos homens... prontamente responderei: E em algum momento eu disse que havia uma mulher perfeita, meu bem?
* * * * *
Piada do dia:
Com o detalhe que apenas 17 (isso mesmo, dezessete) contos foram efetivamente submetidos!
Isso sim é a minha unifesp <3
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
not that kind of love
Estou aqui esperando meu frango acabar de cozinhar, e decidi passar rapidamente para escrever alguns dos pensamentos do feriado (até agora).
Fui ao casamento do meu primo, (como disse a Jessica, esse final de semana completamos as metas de casamentos de homens da família... porque ele é o único primo homem!) reencontrar a família, 'oh, como vai você?' 'quanto tempo, e a faculdade?' 'e como vão os estudos?' 'já sobreviveu ao cálculo I?', bla bla blá, whiskas sachè.
Eu usualmente não gosto lá muito de casamentos, esses tradicionalíssimos que você começa a viajar na análise antropológica do ritual de união de duas famílias, mas dessa vez foi um tanto peculiar.
Percebi o quanto meu primo estava bobo (antes de ingerir álcool!), e realmente não esperava por isso. Eles estavam namorando há 14 (ou 15?) anos, supus que seria apenas oficializar algo que todos já antecipavam. Mas não, estava bobo, mais que já o vi em toda a minha curta existência.
Daí comecei a perceber uma certa movimentação entre minhas primas, definindo a ordem dos matrimônios a vir (com sorte, até chegar 'a minha vez' todos estarão tão fartos de ir a casamentos que esquecerão de mim), mesmo isso vindo das pessoas que sempre defenderam o viver o agora e que se dane o futuro. Estranho.
Depois de voltar (e dormir muito para me recompor), liguei o top tvz enquanto fazia meu café da manhã e comecei a prestar atenção nas letras de músicas, assisti um filme... e algo que eu estava percebendo é que em todas as músicas que falam de amor, há um lance de que 'o seu amor me torna uma pessoa melhor' ou 'o seu amor vai me concertar', é como se as pessoas fizessem merda e depois esperassem que uma pessoa concertasse tudo isso.
Daí vim para o computador e vi 'as 10 frases mais românticas do CRAPúsculo crepúsculo', e eram todas do tipo 'você é o meu mundo, você é a minha vida, morro por você, faço qualquer coisa por você', o lance todo enauseante de uma perfeição utópica.
Não pude deixar de perceber que até as pessoas que você menos espera estão procurando esse amor para dar-lhes um motivo para viver e para consertar-lhes, o que logicamente nos faz supor que: todas as pessoas reconhecem que estão quebradas e que precisam de um motivo para viver.
O grande problema é que estão buscando sacear esse vazio que tende ao infinito, que exige perfeição para ser preenchido, em outras pessoas. Querem viver em função de um único indivíduo, quando um indivíduo humano é tão imperfeito quanto eu e você, e que causará decepções e haverão brigas e discussões, e que esse amor, ainda que exista, não é perfeito e exigirá grande esforço de adaptação de ambas as partes.
Supor que isso será a resposta de todos os seus problemas é como supor que um peão ficará eternamente em pé sozinho, achando que aquela faísca inicial de energia proporcionará um momento linear para mantê-lo rodando eternamente. As pessoas esquecem que não vivemos em um mundo ideal, que existe resistência do ar e atrito e eventualmente esse peão vai cair. Precisamos de mais estabilidade em nossas vidas que apenas um relacionamento humano para sustentá-la.
Já, se considerarmos que existe uma peça do quebra-cabeça individual de cada um que preenche esse vazio tão gigantesco, o restante do quebra-cabeça automaticamente passa a fazer sentido, cada peça em seu lugar.
Todo mundo tem um vazio que pode tentar preencher com amigos, trabalho, substâncias químicas (lícitas ou não), diversão... e pode até preencher um pouquinho, mas pra algo preencher um vazio que tende ao infinito, tem que ser algo de proporções infinitas.
E acredite: Não há nada de infinito que pode ser encontrado nos seres humanos além de sua estupidez.
Escutei semana passada essa música, e creio que ela que tenha desencadeado esses montes de pensamentos. Meu franguinho está cozido, então vou lá alimentar-me enquanto faço o trabalho de Química. Enjoy!
Love song ~thirdday
I've heard it said that a man would swim the ocean
Ouvi dizer que um homem nadaria o oceano
Just to be with the one he loves
só para estar com aquela que ele ama
All of those dreams are an empty notion
todos esses sonhos são uma noção vazia
It can never be done
nunca poderá ser feito
I've never swam the deepest ocean
eu nunca nadei o oceano mais profundo
But I walked upon the raging sea
mas eu andei sobre o mar revolto
Just to be with you, I'll do anything
só pra estar com você, eu faria qualquer coisa
There's no price I would not pay
não há preço que eu não pagaria
Just to be with you, I would give everything
só para estar com você eu faria qualquer coisa
I would give my life away.
eu daria a minha vida
And I know that you don't understand
e eu sei que você não entende
the fullness of my love
a amplitude do meu amor
How I died upon the cross for your sins
como eu morri sobre uma cruz por seus pecados
And I know that you don't realize
e eu sei que você não percebe
how much that I gave you
tudo que eu te dei
And I promise, I would do it all again.
e eu prometo, eu faria tudo de novo
Just to be with you, I've done everything
só para estar com você, eu fiz tudo
There's no price I did not pay
não há preço que não paguei
Just to be with you, I gave everything
só para estar com você, eu dei tudo
Yes, I gave my life away
sim, eu dei a minha vida
sim, eu dei a minha vida
Just to be with you
só para estar com você
sábado, 12 de novembro de 2011
o Outro, esse difícil.
Minhas viagens de ônibus sempre me deixam propensas à reflexão. Talvez seja o movimento estático, talvez sejam as pessoas.
A história da vez foi ontem, entrei no ônibus e sentei na minha poltrona. Fiquei com receio de mais pessoas estranhas sentarem-se perto de mim como usualmente acontece, mas minha alegria foi imensa quando uma mulher veio com o filho de uns 10 anos, ela sentou-se ao meu lado e ele na poltrona do outro lado do corredor.
Vi que ele começou a perguntar porque não podia sentar-se com ela, e ela pacientemente explicou que não havia outras poltronas livres e que ele teria que viajar assim. Como estava no celular, não falei nada inicialmente, mas em seguida me ofereci para trocar de lugar com ele pra que ficasse perto da mãe.
Puxa vida, a mãe ficou tão feliz, agradeceu tanto... e graciosamente recusou a oferta. Peculiar.
Ele falou durante a viagem sobre os amiguinhos, sobre o xbox que fulaninho ganhou e o jogo de beltrano... e a mãe pacientemente ouviu, mas não comentou muito. Sua paciência visivelmente esvairava-se.
Estávamos chegando na rodoviária, elementarmente lotada devido ao feriado, e ele exclamou "Olha mãe! Parece que são josé inteeeeiro veio passear em São Paulo!" "Não, filho, nem todo mundo é de São José..." "Então tem gente do país inteeeeeeeeiro que veio pra cá também!".
Inevitavelmente, comecei a rir, e a mãe começou a rir em desânimo: "ai, que exagero!" eu só disse "é criança, não tem muito o que fazer!".
E fiquei pensando... se estivesse no lugar da mãe, isto é, cansada após um longo dia de trabalho e viajando para outra cidade com uma criança de 10 anos que não te deixa dormir... creio que meu desânimo teria sido o mesmo, simplesmente porque é muito mais fácil ser impaciente, grosso, mal educado com as pessoas mais próximas de nós.
As pessoas um pouco mais distantes podem ter manias, mas são manias que vemos uma vez ou outra e não tem problema. Elas nos estouram a paciência, mas depois voltamos para casa e esquecemos delas. As pessoas próximas não: é quando chegamos em casa, cansados, estressados e com a paciência limítrofe que encontramos elas. É quando queremos estar sozinhos que eles querem falar sobre seu dia e seus eventos. É quando queremos nos desligar do mundo que eles querem nos religar ao mundo deles.
E assim os relacionamentos próximos se desgastam, e saem brigas, discussões, mas... do mesmo jeito que muitas vezes achamos os outros insuportáveis, talvez até nós sejamos mais insuportáveis. Da mesma forma que há esforço de nossa parte, há um esforço astronômico da outra.
Para os outros, somos o Outro, esse difícil.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Humor
Só pra vocês darem algumas risadas =)
O sonho de toda criança
A verdade de todo leitor
O gráfico da minha semana (felicidade x dia de semana)
A piada de muitos físicos
A realidade de todo estudante
O sonho de toda criança
A verdade de todo leitor
O gráfico da minha semana (felicidade x dia de semana)
A piada de muitos físicos
A realidade de todo estudante
Anphi + Bios = Humanos
"Será que ninguém nunca lhe falou sobre a lei da Ondulação?
Os humanos são anfíbios - metade hanimais, metade espíritos. (...) Como espíritos, eles pertencem à humanidade, mas, como animais, habitam a temporalidade. Isso significa que, enquanto seus espíritos podem ser direcionados para um objeto eterno, seus corpos, suas paixões e sua imaginação estão em constante mudança - pois estar ligados à temporalidade significa passar por mudanças. Aquilo que mais se aproximam da constância, portanto, é a ondulação - a recorrente volta a um nível do qual caem repetidamente, uma série de altos e baixos."
[-Cartas de um diabo ao seu aprendiz]
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ponto de contato
Estou sofrendo de uma súbita falta de inspiração hoje... Sei que, por um lado, aguardo ansiosamente pelas férias, mas quanto mais rápido elas se aproximarem, menos tempo terei para estudar.
No final o tempo passará - com perdão do trocadilho - a seu próprio tempo, e eu posso esperar ou reesperar ou desesperar como quiser... Os fatos serão os mesmos.
Minha receptividade a eles que é outra história.
* * * * *
"Nunca devemos supor que o orgulho seja algo que Deus proíbe por se sentir ofendido ou que a humildade seja algo que ele exige, em função da sua própria dignidade (como se Deus tivesse qualquer orgulho). Ele não está nem um pouco preocupado com a sua própria dignidade. O fato é que ele quer que você o conheça; quer se dar para você. E Deus e você são de um tipo tal, que, se você quiser realmente manter qualquer contato com ele, terá de ser humilde de fato - agradavelmente humilde, sentido o alívio infinito de ter se livrado de uma vez por todas de toda a bobagem tola sobre a sua própria dignidade, que o tornou tão ansioso e infeliz por toda a vida. Ele está tentando facê-lo humilde a fim de tornar possível esse momento: despir você de um monte de roupas ridículas, feias e fora de moda com as quais todos nós nos vestimos e ficamos andando de narizes empinados, sentindo orgulho de sermos os verdadeiros idiotas que somos.eu gostaria de estar um pouco mais adiante em relação à minha própria humildade; se assim fosse, provavelmente eu poderia falar-lhe mais sobre o alívio, o conforto de livrar-me da fantasia, do falso eu, com todos os seus "Olhem para mim!" e "Não acham que sou uma boa pessoa?", com toda a sua pompa e circunstância. Chegar perto disso, nem que seja só por um instante, é como dar um copo de água gelada a um homem perdido no deserto."
- Mere Christianity [Cristianismo puro e simples]
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Bomb in a Birdcage
Sábado, após terminar meu épico relatório de Biologia, (10 páginas, espero que a nota apresente os mesmos números na mesma ordem!) liguei a televisão. Não pensei que fosse encontrar nada muito legal, então até levei meu exemplar de Cartas de um diabo ao seu aprendiz (o qual estou relendo), mas o livro ficou pacientemente me esperando, porque encontrei algo muito legal na televisão, mais especificamente no Discovery Channel.
Encontrei um documetário que a Salsinha (animands, com um blog ali nos links embaixo!) havia me recomendado a respeito da atração entre homens e mulheres no sentido puramente biológico.
Tudo aquilo que atrai ou repele homens e mulheres, sistemas de dopamina, hormônios de monogamia (eu sei, bizarro! 'Amor, você quer casar comigo?' 'Só se você fizer um exame de vasopressina, querido'), um tom de voz que muda de acordo com o ciclo menstrual, os carros, a conta bancária, a inteligência, a perspectiva de estabilidade, a idade.... tudo o que procuramos em um parceiro, listado em 2 horas interessantíssimas de programa.
Não esperava nada além do aspecto puramente biológico e todo aquele ceticismo a respeito de como apenas buscamos parceiros para passar adiante a genética e de que todos os relacionamentos estão fadados a acabar ou ficarem deploráveis e horríveis. Para a minha surpresa, não.
Fizeram uma ressonância magnética funcional em um cara casado há 30 anos... e ele ainda tinha o sistema de dopamina ativado ao ver uma foto de sua esposa! Outro casal, a mulher dizia que após 24 anos casados, ela ainda sentia-se mais feliz e confortável e aquecida quando via o carro do marido chegar e estacionar na garagem. Conversei com a minha vó, ela falou do buraco no estômago que ficava quando meu avô ia em suas viagens malucas missionárias para abrir igrejas no meio do nada e pregar para as lhamas no peru.
Achei particularmente interessante, porque isso cientificamente desarmou meu ceticismo. Até os fatos racionais e pragmáticos são mais sentimentais que eu!
* * * * *
Dentro desta temática de diversas idades, encontrei uma música divertidíssima de A Fine Frenzy, e trouxe um trechinho para vocês! A música é "What i wouldn't do".
If we were children I would bake you a mud pie
se fôssemos crianças, eu te cozinharia uma torta de argila
Warm and brown beneath the sun
quente e marrom sob o sol
Never learned to climb a tree but I would try
nunca aprendi a escalar uma árvore, mas eu tentaria
Just to show you what I'd done
só pra te mostrar meu grande feito
If I were old, my dearest, you would be older
se eu fosse velha, meu querido, você seria ainda mais
But I would crawl upon your lap
mas eu engatinharia até o seu colo
Wrap a blanket 'round our frail little shoulders
enrolaria um cobertor em nossos pequenos e frágeis ombros
And I'd die happily like that
e morreria contente assim
It was now and we were both in the same place
era agora e estávamos ambos no mesmo lugar
Didn't know how to say the words
não sabia como dizer as palavras
With my heart ticking like a bomb in a birdcage
meu coração em contagem regressiva como uma bomba em uma gaiola de passarinho
I left before someone got hurt
eu fui embora antes de alguém se ferir
sábado, 5 de novembro de 2011
Rearrange
É legal, de vez em quando, sentir que você está crescendo e que de alguma forma Deus está tirando algo de bom de sua humilde existência, tornando o 'eu' 'seu', tirando proveito do que às vezes sentimos ser tão pouco, escasso.
Eventos tão fantásticos e grandiosos tomam parte em sua vida de forma que você sabe que não poderá compreender plenamente racionalmente, só pode sorrir e dizer 'Thank you!'.
Who I am -thirdday
I need to be someone who's a lot like You
eu preciso ser alguém parecido com você
Easy to see that it sure means something new
fácil perceber que isso significa algo novo
Though I try to live life my way
apesar de eu tentar viver do meu jeito
I think it goes to prove
eu acho que isso prova
That I need to be someone who's like You
que eu tenho que ser alguém que nem você
And I know that You want to change me
e eu sei que você quer me mudar
Want to rearrange the way I feel inside
quer rearranjar como eu me sinto por dentro
Yes, I've heard that you take
sim, eu ouvi que você toma
The broken hearts of lonely souls
os corações quebrados das almas solitárias
And you make all things right
e você concerta todas as coisas
Do you know who I am?
você sabe quem eu sou?
Have you seen the things I've done?
você já viu as coisas que fiz?
Never before, no there's never been a time
nunca antes, não nunca houve nenhuma época
That I would implore You to take what's yours and mine
em que eu imploraria para você tomar o que é seu e meu
And to use it in the way You will
e usar como você quiser
In any way you find
da forma que achar apropriada
Never before did I realize
nunca antes eu havia percebido
Eventos tão fantásticos e grandiosos tomam parte em sua vida de forma que você sabe que não poderá compreender plenamente racionalmente, só pode sorrir e dizer 'Thank you!'.
Who I am -thirdday
I need to be someone who's a lot like You
eu preciso ser alguém parecido com você
Easy to see that it sure means something new
fácil perceber que isso significa algo novo
Though I try to live life my way
apesar de eu tentar viver do meu jeito
I think it goes to prove
eu acho que isso prova
That I need to be someone who's like You
que eu tenho que ser alguém que nem você
And I know that You want to change me
e eu sei que você quer me mudar
Want to rearrange the way I feel inside
quer rearranjar como eu me sinto por dentro
Yes, I've heard that you take
sim, eu ouvi que você toma
The broken hearts of lonely souls
os corações quebrados das almas solitárias
And you make all things right
e você concerta todas as coisas
Do you know who I am?
você sabe quem eu sou?
Have you seen the things I've done?
você já viu as coisas que fiz?
Never before, no there's never been a time
nunca antes, não nunca houve nenhuma época
That I would implore You to take what's yours and mine
em que eu imploraria para você tomar o que é seu e meu
And to use it in the way You will
e usar como você quiser
In any way you find
da forma que achar apropriada
Never before did I realize
nunca antes eu havia percebido
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Womb + man
Um dia desses fiquei estonteada ao ler no facebook de uma menina "Se tivesse dito que queria dá pra alguém, teria uma fila aqui, mas como eu falei que quero sair pra uma balada ninguém quer ir comigo! Vou te contar viu!".
Pois é, meu queixo abriu uma cratera no chão.
Fiquei pensando... Será que antes dos anos 60 uma mulher diria isso? Será que seria aceitável ou até mesmo considerado normal esse tipo de afirmação como acontece hoje?
Ouço as histórias da minha vó, que só foi aprender que bebês não vinham do repolho aos 16 anos quando uma tia teve um bebê na casa dela, e sinto que falta um pouco disso nos dias de hoje, ainda que nunca tenha conhecido outra geração. A inocência se esvaireceu no momento em que mulheres decidiram ser tão iguais aos homens que acataram características, muitas vezes, despresíveis até neles.
Na história antiga, a teórica 'barbárie' a mulher era melhor vista do que hoje: era o ser que dava origem aos decendentes, tratada com reverência e respeito por sua incrível capacidade de geração dos decendentes. Até eles sabiam tratar com um mínimo de respeito. Diz-se até que a origem da palavra "Woman" em inglês provém da união dos termos "Womb" (útero) e "Man" (homem), tal era a importância dada a essa característica. Não estou dizendo que a mulher deva ser vista como uma fábrica de crianças, isso seria o oposto do intuito deste post. Leia adiante e talvez eu me faça compreender.
A imagem da mulher atual é de um objeto: nas propagandas vemos isso claramente, em que ela se apresenta ora como objeto sexual (leia-se aqui propagandas de cerveja, carros, bebidas alcoólicas em geral) ora como a 'babá' - aquele ser que cuida e cria os filhos, lava as roupas, cuida da casa (leia-se propagandas de sabonetes, pasta de dente, sabão em pó etc). É isso que as crianças aprendem como sendo mulher. É isso que as meninas crescem querendo virar, é isso que os meninos pensam que terão no futuro. Objetos. Serviçais.
As meninas, a uma idade irrisória querem se vestir de forma 'sexy', com saltos altos e maquiagem, porque dada a escolha da mulher bonita e teoricamente poderosa que manipula os homens com seu charme e beleza física ou ser a mãe de família (que em geral nas novelas se dá mal e é traída), ela escolhe a primeira. Os brinquedos mostram isso bastante - não brincam mais com bonecas que representariam filhos, mas as bonecas tonaram-se projeções daquilo que querem ser (aka.: barbie).
Daí essas meninas crescem com a mesma mentalidade e não conhecem uma alternativa de pureza, castidade, inocência e a beleza das mulheres de antigamente. A sociedade torna-se cada vez mais deturpada e isso contagia progressivamente, espalha-se com um R-0 muito maior que muitas pandemias.
Uma das metáforas que mais ou menos apropriadas para comparar as mulheres é compará-las com maçãs em uma árvore (não gosto da idéia de comparar pessoas a comida, mas aqui está a explicação) - algumas estão nos galhos mais baixos, fáceis de serem colhidas, mas como são as de maior acessibilidade as disponíveis são podres. Já, para o aventureiro que decidir tentar pegar uma maçã respeitável no topo da árvore... boa sorte escalando essa árvore, porque aquelas maçãs boas tornam-se cada vez mais escassas.
* * * * *
A seguir está um trecho do refrão da música que motivou a metáfora das maçãs!
"Like an apple on a tree
Hiding out behind the leaves
I was difficult to reach
(...)
Like a shell upon the beach
Just another pretty piece
I was difficulto to see"
[You picked me - afinefrenzy]
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
boys & girl
Hoje pela primeira vez saí em SJC para fazer um programa não obrigatório ou relacionado à universidade, fui ao cinema!
Fui com a ilustríssima companhia do Bruno, Nicholas e Renan assistir Contágio - nos divertimos horrores. Durante o filme, ficamos comentando coisas de laboratório de bio segurança nível 4, Pymol, autópsias, vírus... tudo o que conhecíamos! E, elementarmente, saímos paranóicos limpando as mãos com álcool gel enchendo um ao outro com 'contágio', encostar e xiliques e bobeiras que há muito tempo não fazia.
Ao final da noite sentamos para jantar e começamos a debater a respeito de relacionamentos (e devido a essa conversa cheguei agora há pouco, 21:15 mais ou menos), e eles começaram a me perguntar sobre o que as mulheres esperam dos homens e perguntei-lhes o mesmo - e eu descobri que expliquei mais o lado fisiológico e instintivo da coisa do que a 'prática', ou seja, como conquistar uma mulher. Descobri quão mais fácil é ter uma análise pragmática e puramente biológica da coisa. Compatibilidade genética, intelectual, ferormônios, reino animal, competitividade - aquela história toda que já falei em extensos posts passados.
Foi muito interessante ouvir as opiniões dos meninos, e não sei se eles acharam as minhas interessantes, mas foi muito divertido. Situações como a de hoje me fazem compreender porque amizades com meninos são tão mais simples - eles falam tudo na lata, sem adornos ou arabescos, nada de frescuras ou ofensas caladas. São plenamente honestos. Eu gosto disso, você sempre sabe em que pé está com eles.
Mas no que se referia aos relacionamentos... descobrimos que é mais fácil entender a biologia, os vírus de morcegos e porcos, as moléculas e mutações do que homens, mulheres e tudo o que há entre eles!
Fui com a ilustríssima companhia do Bruno, Nicholas e Renan assistir Contágio - nos divertimos horrores. Durante o filme, ficamos comentando coisas de laboratório de bio segurança nível 4, Pymol, autópsias, vírus... tudo o que conhecíamos! E, elementarmente, saímos paranóicos limpando as mãos com álcool gel enchendo um ao outro com 'contágio', encostar e xiliques e bobeiras que há muito tempo não fazia.
Ao final da noite sentamos para jantar e começamos a debater a respeito de relacionamentos (e devido a essa conversa cheguei agora há pouco, 21:15 mais ou menos), e eles começaram a me perguntar sobre o que as mulheres esperam dos homens e perguntei-lhes o mesmo - e eu descobri que expliquei mais o lado fisiológico e instintivo da coisa do que a 'prática', ou seja, como conquistar uma mulher. Descobri quão mais fácil é ter uma análise pragmática e puramente biológica da coisa. Compatibilidade genética, intelectual, ferormônios, reino animal, competitividade - aquela história toda que já falei em extensos posts passados.
Foi muito interessante ouvir as opiniões dos meninos, e não sei se eles acharam as minhas interessantes, mas foi muito divertido. Situações como a de hoje me fazem compreender porque amizades com meninos são tão mais simples - eles falam tudo na lata, sem adornos ou arabescos, nada de frescuras ou ofensas caladas. São plenamente honestos. Eu gosto disso, você sempre sabe em que pé está com eles.
Mas no que se referia aos relacionamentos... descobrimos que é mais fácil entender a biologia, os vírus de morcegos e porcos, as moléculas e mutações do que homens, mulheres e tudo o que há entre eles!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Bolha de sabão
Não sei quanto a vocês, mas quando criança, eu me divertia muito com bolhas de sabão. Fosse com aqueles biriquitelhos que eram vendidos com esse inuito, fosse misturando água e detergente e usando um canudo pra fazer as bolhas - eram horas de diversão. Lembro-me até hoje das broncas "Vai brincar com isso lá fora senão vai sujar o chão!". Era fabuloso.
Ia à varanda e assistia minhas bolhas flutuarem ao vento até que... pop! Se desfaziam em gotículas de detergente e água.
Lembrei-me disso hoje quando lavava minhas louças e uma bolha furtivamente escapou de dentro do detergente, e desencadeou todo um raciocínio a respeito delas. Em seguida lembrei de uma música do Jars of Clay (que está na minha cabeça desde que acordei), Weighed Down:
"Our hearts, a bubble makers dreamMoved on by winds of anything"
E me pus a ponderar quão similares somos às bolhas de sabão. São bonitas, são únicas, livres para fazerem o que quiserem... mas tendem a obedecer ao fluxo que as cerca - e com facilidade incrível mudam de rumo. Sussetíveis a mudanças do contexto.
Também refletimos, de forma um pouco deformada, aquilo que nos cerca. Se ficamos em meios iluminados, refletiremos esta luminosidade, se ficamos em meios coloridos e alegres refletiremos isso, ou podemos refletir melancolia e tristeza, tudo depende do caminho que decidimos seguir.
Também refletimos, de forma um pouco deformada, aquilo que nos cerca. Se ficamos em meios iluminados, refletiremos esta luminosidade, se ficamos em meios coloridos e alegres refletiremos isso, ou podemos refletir melancolia e tristeza, tudo depende do caminho que decidimos seguir.
Também são frágeis, que nem a gente. Flutuamos mostrando nossa beleza... mas uma hora ou outra. Pop. E não somos nem mais gotículas de sabão e água.
* * * * *
Light of the world
luz do mundo
Are you still here?
você ainda está aqui?
And are we illuminating?
e nós, estamos iluminando?
When love becomes a delicate display
quando amor se torna uma vitrine delicada
So weak, dissolved by anything
tão fraca, dissolvida por qualquer coisa
Love lies here waiting all alone
o amor está deitado esperando sozinho
Can a king be a king
pode um Rei ser um Rei
Weighed down?
subjugado?
Our hearts, a bubble maker's dream
nossos corações, sonho de um fazedor de bolhas
Moved on by winds of everything
levados por ventos de qualquer coisa
As we deny that love is still the king
ao negarmos que amor ainda é rei
Not as weak as we make him out to be
não tão fraco quanto pensamos que ele é
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