Um dia desses fiquei estonteada ao ler no facebook de uma menina "Se tivesse dito que queria dá pra alguém, teria uma fila aqui, mas como eu falei que quero sair pra uma balada ninguém quer ir comigo! Vou te contar viu!".
Pois é, meu queixo abriu uma cratera no chão.
Fiquei pensando... Será que antes dos anos 60 uma mulher diria isso? Será que seria aceitável ou até mesmo considerado normal esse tipo de afirmação como acontece hoje?
Ouço as histórias da minha vó, que só foi aprender que bebês não vinham do repolho aos 16 anos quando uma tia teve um bebê na casa dela, e sinto que falta um pouco disso nos dias de hoje, ainda que nunca tenha conhecido outra geração. A inocência se esvaireceu no momento em que mulheres decidiram ser tão iguais aos homens que acataram características, muitas vezes, despresíveis até neles.
Na história antiga, a teórica 'barbárie' a mulher era melhor vista do que hoje: era o ser que dava origem aos decendentes, tratada com reverência e respeito por sua incrível capacidade de geração dos decendentes. Até eles sabiam tratar com um mínimo de respeito. Diz-se até que a origem da palavra "Woman" em inglês provém da união dos termos "Womb" (útero) e "Man" (homem), tal era a importância dada a essa característica. Não estou dizendo que a mulher deva ser vista como uma fábrica de crianças, isso seria o oposto do intuito deste post. Leia adiante e talvez eu me faça compreender.
A imagem da mulher atual é de um objeto: nas propagandas vemos isso claramente, em que ela se apresenta ora como objeto sexual (leia-se aqui propagandas de cerveja, carros, bebidas alcoólicas em geral) ora como a 'babá' - aquele ser que cuida e cria os filhos, lava as roupas, cuida da casa (leia-se propagandas de sabonetes, pasta de dente, sabão em pó etc). É isso que as crianças aprendem como sendo mulher. É isso que as meninas crescem querendo virar, é isso que os meninos pensam que terão no futuro. Objetos. Serviçais.
As meninas, a uma idade irrisória querem se vestir de forma 'sexy', com saltos altos e maquiagem, porque dada a escolha da mulher bonita e teoricamente poderosa que manipula os homens com seu charme e beleza física ou ser a mãe de família (que em geral nas novelas se dá mal e é traída), ela escolhe a primeira. Os brinquedos mostram isso bastante - não brincam mais com bonecas que representariam filhos, mas as bonecas tonaram-se projeções daquilo que querem ser (aka.: barbie).
Daí essas meninas crescem com a mesma mentalidade e não conhecem uma alternativa de pureza, castidade, inocência e a beleza das mulheres de antigamente. A sociedade torna-se cada vez mais deturpada e isso contagia progressivamente, espalha-se com um R-0 muito maior que muitas pandemias.
Uma das metáforas que mais ou menos apropriadas para comparar as mulheres é compará-las com maçãs em uma árvore (não gosto da idéia de comparar pessoas a comida, mas aqui está a explicação) - algumas estão nos galhos mais baixos, fáceis de serem colhidas, mas como são as de maior acessibilidade as disponíveis são podres. Já, para o aventureiro que decidir tentar pegar uma maçã respeitável no topo da árvore... boa sorte escalando essa árvore, porque aquelas maçãs boas tornam-se cada vez mais escassas.
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A seguir está um trecho do refrão da música que motivou a metáfora das maçãs!
"Like an apple on a tree
Hiding out behind the leaves
I was difficult to reach
(...)
Like a shell upon the beach
Just another pretty piece
I was difficulto to see"
[You picked me - afinefrenzy]