Errando e Aprendendo
Quando se sentiu pronto
Faltava tanto, foi duro de encarar
Quando se sentiu santo
Um tapa bem na face te colocou no seu lugar
Quando se sentiu certo
Tudo deu errado, não pode consertar
No dia em que se deu conta
Percebeu que Deus te deu a chance de recomeçar
Tudo é uma lição
A gente tem que aprender
O Mestre usa a vida a vida usa tudo
Será que oramos tanto
Sem nunca compreender
Que aquilo contra o que lutamos
Poderia ser o caminho que
Quer ensinar a viver o futuro?
terça-feira, 7 de maio de 2013
Um dia de cada vez
É muito fácil e muito sutil a maneira como estabelecemos a nossa identidade e nossos valores em coisas passageiras. Você pode dizer quantas vezes quizer, jurar de pés juntos, separados ou do avesso, mas a verdade é que grande parte do tempo, apesar de acreditarmos que nossa identidade está em Deus, tire as outras coisas, e daí que você vê aonde que está de verdade.
Coisas passageiras em que nossa identidade pode estar? Pff, difícil de enumerá-las! Tem aquelas coisas clichê: dinheiro, beleza, relacionamentos amorosos. Mas tem outras menos comentadas, e é uma dessas que eu queria abordar, e são os sonhos.
Todo mundo diz que temos que 'seguir nossos sonhos', 'lutar pelas nossas ambições', seja em uma cultura cristã ou não, mas eu tenho colocado isso muito em questão. Tudo bem criar sonhos. Mas se colocar nos sonhos, ou seja, estabelecer o seu valor de acordo com a conquista ou não desses objetivos me parece uma grande bobagem.
Nós estamos estabelecendo um padrão sem ter todas as circunstâncias pra julgar se aquilo vai acontecer ou não. Estamos considerando o hoje como referência para o amanhã para criar os nossos sonhos e planos para o futuro, e haja quantas rotinas houver, o hoje e o amanhã nunca são iguais. Fazer previsões pra uma semana já é difícil, quanto mais um, dois, dez anos. Então, você valorizar a si mesmo a partir de planos feitos sem uma fundamentação racional e ciente de todos os fatos que podem afetar o sucesso ou não da sua empreitada é uma atitude de suicidio emocional.
E daí, como fica? Ficamos sem sonhos? Não, mas o desafio não é o ter ou não ter sonhos, o desafio é ter sonhos mas estar completamente confortável com a possibilidade deles não se transcreverem na realidade. Não apenas por uma decisão empírica de que 'o mundo não funciona fácil assim', mas sim porque ficamos confortáveis por saber que nada disso depende da gente. E confiamos pleanamente em quem dependem todas as coisas.
"Uma atitude mais cristã, que pode ser alcançada em qualquer idade, é deixar o futuro nas mãos de Deus. E é bom que façamos isso, porque a Deus pertence o nosso futuro, não importa se o deixamos em suas mãos ou não. Jamais confie, seja em tempos de guerra ou de paz, a sua virtude ou felicidade ao futuro. São mais felizes no trabalho aqueles que não levam os seus planos de longo prazo tão a sério e que, a cada instante, trabalham "Como que para o Senhor". Somos encorajados a pedir o nosso pão diário, e nada mais. O único tempo em que podemos cumprir qualquer tarefa ou receber qualquer graça é o presente."
- O peso da glória
Coisas passageiras em que nossa identidade pode estar? Pff, difícil de enumerá-las! Tem aquelas coisas clichê: dinheiro, beleza, relacionamentos amorosos. Mas tem outras menos comentadas, e é uma dessas que eu queria abordar, e são os sonhos.
Todo mundo diz que temos que 'seguir nossos sonhos', 'lutar pelas nossas ambições', seja em uma cultura cristã ou não, mas eu tenho colocado isso muito em questão. Tudo bem criar sonhos. Mas se colocar nos sonhos, ou seja, estabelecer o seu valor de acordo com a conquista ou não desses objetivos me parece uma grande bobagem.
Nós estamos estabelecendo um padrão sem ter todas as circunstâncias pra julgar se aquilo vai acontecer ou não. Estamos considerando o hoje como referência para o amanhã para criar os nossos sonhos e planos para o futuro, e haja quantas rotinas houver, o hoje e o amanhã nunca são iguais. Fazer previsões pra uma semana já é difícil, quanto mais um, dois, dez anos. Então, você valorizar a si mesmo a partir de planos feitos sem uma fundamentação racional e ciente de todos os fatos que podem afetar o sucesso ou não da sua empreitada é uma atitude de suicidio emocional.
E daí, como fica? Ficamos sem sonhos? Não, mas o desafio não é o ter ou não ter sonhos, o desafio é ter sonhos mas estar completamente confortável com a possibilidade deles não se transcreverem na realidade. Não apenas por uma decisão empírica de que 'o mundo não funciona fácil assim', mas sim porque ficamos confortáveis por saber que nada disso depende da gente. E confiamos pleanamente em quem dependem todas as coisas.
"Uma atitude mais cristã, que pode ser alcançada em qualquer idade, é deixar o futuro nas mãos de Deus. E é bom que façamos isso, porque a Deus pertence o nosso futuro, não importa se o deixamos em suas mãos ou não. Jamais confie, seja em tempos de guerra ou de paz, a sua virtude ou felicidade ao futuro. São mais felizes no trabalho aqueles que não levam os seus planos de longo prazo tão a sério e que, a cada instante, trabalham "Como que para o Senhor". Somos encorajados a pedir o nosso pão diário, e nada mais. O único tempo em que podemos cumprir qualquer tarefa ou receber qualquer graça é o presente."
- O peso da glória
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