domingo, 29 de abril de 2012

Sou um passarinho.

Então aqui estava eu pensando novamente, como sempre faço em demasia. Hoje na igreja foi dia de batismo, os que foram batizados foram contar suas respectivas experiências de vida que o levaram àquele momento e eu comecei a pensar, se fosse eu, o que eu diria? O que nos meus 20 anos de existência seria digno de nota? E eu pensei, pensei, e, ao contrário de muitos deles, uma das coisas mais marcantes da minha vida não foi um retiro, acampamento, pregação. Não foi uma pessoa em específico. Uma das coisas que mais me marcou - e ainda o faz - são os passarinhos, as simpatissíssimas rolinhas que vêm à minha varanda. 
Estou aqui olhando pra varanda enquanto escrevo e conto mais de 20 passarinhos que não estão escondidos atrás das cortinas rendadas (e excepcionalmente britânicas). Eles não se espantam mais com a nossa presença, ficam contentes, sentados um ao lado do outro, cutucando as próprias penas, com estas estufadas da camada de ar para isolá-los do vento frio da selva de concreto.
Fico pensando no passarinho que invadiu aqui às duas da manhã, naquele primeiro que ficou no parapeito da minha janela me observando, também penso nos dois que ficaram presos aqui dentro o outro dia, e se espantaram quando fui tentar ajudá-los e ficaram voando contra o vidro.
Fico pensando que grande parte do tempo, ao invés de ser o passarinho que não se preocupa com o que vai acontecer amanhã, sou o passarinho que fica voando contra o vidro quando poderia muito bem estufar minhas penas, sentar, contente, aproveitar a vista, curtir enquanto espero pacientemente pra alguém abrir a porta.

Chega de dar com o bico no vidro.

*  *  *  *  *  

So don't sit back and watch the days go by
Are you ever gonna live before you die? 
And when things fall apart
The world has come undone
Leave it all behind
Leave the loneliness alone

You wait forever blind

So come on and leave the years
When you watched the days go by
Come on and leave the fears
That you were afraid to find

'Cause while you wait inside
The days go by

So all the memories fade
And the days go by
Forget the lonely yesterdays in mind
I know it's never gonna be the way you like

I know you don't wanna think about the endlessness you find
You wait forever blind

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Good day

Resultados do IELTS, sendo a nota máxima 9.0:

Speaking - 9.0
Reading - 8.0
Writing - 8.5
Listening - 9.0

Resolvi diversas pendências, recebi esse resultado e assisti o filme Os Vingadores na estréia. Um bom dia, sobre o qual discorrerei futuramente, considerando que noite passada fui dormir às 4:00 e hoje estou zumbizando. Ficam aí uns trechos de minha mais recente leitura, Madame Bovary de Gustave Flaubert.


"Ficou até a noite perdido em um devaneio doloroso. Ela o amara, afinal."

"Havia uma esperança sem alvo, uma felicidade vaga; achava seu próprio rosto mais agradável ao pentear as costeletas diante do espelho."

"... mas a ousadia de seu desejo protestou contra a submissão de sua conduta, e, por uma espécie de hipocrisia ingênua, estimou que essa proibição de vê-la fosse como que o direito de amá-la."

"Talvez tivesse desejado confiar todas aquelas coisas com alguém. Mas como contar um mal-estar inacessível, que muda de aspecto como as nuvens, que redemoinha como o vento? Faltavam-lhe as palavras, a ocasião e a ousadia."

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Pessoas grandes

As pessoas grandes não passam de crianças teimosas e preocupadas com coisas que estão fora de seu controle.

amnesia and anestesia

Às vezes a mudança de rotina é a coisa mais próxima de amnésia que conhecemos, e o novo só o que conseguimos fazer passar por anestesia.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Don't understand

A gente às vezes fica que nem bobo, olhando pela janela, porque tem medo do que vai ver se olhar pra dentro de si.

*  *  *  *  * 



I built another temple to a stranger
I gave away my heart to the rushing wind
I set my course to run right into danger
Sought the company of fools instead of friends

You know I've been unfaithful
Lovers and lies
While you're turning over tables with the rage of a jealous kind
I chose the gallows to the aisle
Thought that love would never find
Hanging ropes will never keep you
And your love of a jealous kind
Love of a jealous kind

Trying to jump away from rock that keeps on spreading
For solace in the shift of the sinking sand
I'd rather feel the pain all too familiar
Than to be broken by a lover I don't understand
'Cause I don't understand

domingo, 22 de abril de 2012

Living on a prayer

"Ouve, ó Eterno, estou chamando com toda a minha força:
"Sê bondoso para comigo! Responde-me!"
Quando meu coração sussurra: "Busque a Deus",
todo o meu ser responde: "Agora mesmo".
Por isso, não te escondas de mim!

Tu sempre estiveste por perto para me ajudar:
não vires as costas para mim agora.
Não me deixes de fora, não me abandones:
tu sempre mantiveste a porta aberta.
Meu pai e minha mãe foram embora e me deixaram,
mas o Eterno me acolheu.

Diga-me qual estrada é a tua, ó Eterno;
conduz-me por uma rua bem iluminada;
mostra aos meus inimigos que ao meu lado estás."

Sl. 27:7-11 (MSG)

sábado, 21 de abril de 2012

assimila, dissimula, tumultua

Conforme estava falando com a minha orientadora, grande parte do tempo parar é a pior coisa que podemos fazer, porque parar dá ainda mais espaço pra pensar, pra assimilar os acontecimentos e eventos. Pensa, pensa, pensa, não para a cabeça presa no ócio. 
Isso acaba desgastando desnecessariamente, é quase como se na correria do século XXI tivéssemos nos esquecido como é parar pra pensar, não pensar em uma tarefa ou problema intelectual, pensar por pensar. O pensar tornou-se cansativo ao mesmo tempo que o esforço físico muitas vezes significa descanso. Inverteram-se as coisas.
Uma vez assimulados os fatos, dissimulamos - nos ocupamos, os empurramos pra longe da cabeça, fugimos no trabalho intelectual ou braçal, negamos e brigamos.
Depois disso, tudo só se tumultua. Se não lidamos com as coisas, elas vão se acumulando, desorganizadas e bagunçadas, até o ponto em que não dá mais pra ver nada singularmente na cabeça, tudo vira uma massa única de caos. 
A partir disso temos que escolher, guardar, rotular e desprezar para organizar... Ou deixar lá, acumulando.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sobra tanta falta

Falta tanta coisa na minha janela como uma praia
Falta tanta coisa na memória como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência que me desespero
Sobram tantas meias verdades que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer que nunca consigo

Sei lá se o que me deu foi dado
Sei lá se o que me deu já é meu
Sei lá se o que me deu foi dado ou se é seu

Vai saber se o que me deu, quem sabe
Vai saber, quem souber me salve
Vai saber o que me deu, quem sabe
Vai saber, quem souber me salve

quarta-feira, 18 de abril de 2012

knock, knock

Gosto de começar meu dia lendo enquanto tomo meu café da manhã, isso significa ou ler minha Bíblia ou ler minhas leituras diárias de C.S.Lewis.
Hoje, no caso, estava lendo um trecho de um livro do 'Jack', e achei ao mesmo tempo que cômico, muito interessante, me pôs a pensar:

"Por outro lado, [as Escrituras dizem]: "Batei e abrir-se-vos á". Mas em que medida "bater" significa espancar e esmurrar a porta feito um maníaco?"
- C.S.Lewis


Puxa vida, quantas vezes batemos, espancamos, esmurramos portas desnecessariamente... e comecei a pensar no texto Bíblico que contem essa afirmação: "Batei e abrir-se-vos á, buscareis e me achareis".
Quando batemos em uma porta, batemos como um sinal de dúvida e hesitação: se soubéssemos exatamente o que se passava do outro lado, nós não bateríamos na porta - entraríamos diretamente sem cerimônias no momento mais oportuno. Batemos para que uma voz nos deixe entrar, ou para nos dizer se há ou não alguém lá dentro e, se há, quem está lá.
Então quando Deus diz "Batei e abrir-se-vos á", não necessariamente significa que todas as coisas que você tentar na vida você obterá sucesso, todas as portas em que você bater se abrirão magicamente e todos os seus planos e sonhos sempre vão se realizar. Não, você bate na porta como uma tentativa. Deus pode abrí-la e, ao invés de você entrar em uma sala de estar, ficar no Hall de espera até que você esteja totalmente preparado pra ir à sala, ou então encaminhar-lhe diretamente à cozinha para ajudar no trabalho ou até mesmo apresentar-lhe um banquete muito além do chá com biscoitos que você esperava quando bateu inicialmente.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sei lá.

No final, pode nem ser nada, mas enquanto a gente não sabe, fica meio encafifada.

sábado, 14 de abril de 2012

Quem, O que, Porque.

Vivemos em tempos tão terrivelmente solitários, que as pessoas parecem ter medo de estabelecer uma opinião, ou, às vezes, até de ter uma. Parece que as pessoas querem que todos as amem, e acham que a partir do momento em que uma opinião diverge, perderão seus 'amigos' ou qualquer bobagem assim.
O fato é que isso tudo acontece por causa dos relacionamentos superficiais facilmente afetados pelo intemperismo de uma discordância ou coisa do tipo, e isso está desencadeando toda uma geração morna e indecisa que não sabe bem o que é ou em que acreditam.
Aquilo em que acreditam, não sabem porque acreditam; aquilo que não tem opinião, é porque não sabem em que a maioria acredita. Mais gente com a 'minha' opinião, mais potenciais 'amigos'. Isso está construindo uma geração de camaleões, pessoas tão incapazes de acreditar - ou tão solitários -, que clamam acreditar como um meio de ser aceito nos grupos.
É quase como se a nossa sociedade estivesse em um momento em que tudo é tolerável, menos a intolerância - qualquer mentira tosca pode se passar por verdade, qualquer ilusão estúpida pode ser tratada como fato, simplesmente para nos mostrarmos mais tolerantes com tudo.
Acho que geralmente elas querem respeitar todas as opiniões, mas confundem isso com apoiar todas as opiniões, quando sabemos bem que há um abismo de diferença entre ambas as coisas. Posso muito bem respeitar um ladrão pelo fato dele ser um ser humano assim como eu e não violar seus direitos humanos sem em momento algum apoiar sua escolha em viver uma vida de crime.

Algo que explicita esses fatos bem é uma frase de Fernando Pessoa:
"A geração atual não acredita em Deus pelo mesmo motivo que a de seus pais acreditava: sem saber o por quê."


A fé, as opiniões, a crença, não são coisas que deveriam ser construídas baseadas no senso comum, mas na formação como indivíduo daquilo que você é. Tudo bem acreditar em outra coisa, tudo bem defender outra opinião. Com amor e respeito de todas as partes, tudo bem acreditar em outra coisa. Não há problema em concordar em discordar.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Society

It's a mystery to me
we have a greed
with which we have agreed

You think you have to want
more than you need
until you have it all you won't be free

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me

When you want more than you have
you think you need
and when you think more than you want
your thoughts begin to bleed

I think I need to find a bigger place
'cos when you have more than you think
you need more space

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

There's those thinking more or less less is more
but if less is more how you're keeping score
Means for every point you make
your level drops
kinda like it's starting from the top
you can't do that...

Society, you're a crazy breed
I hope you're not lonely without me
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

Society, have mercy on me
I hope you're not angry if I disagree
Society, crazy and deep
I hope you're not lonely without me

Wet

Resolvi milhões de pendências hoje, desde a máquina de lavar, até passaporte e ir no oftalmo (pois é, estou um pouquinho mais cegueta!), e é um grande alívio ir liquidando as coisas que nos preocupam ou que ficamos tentando resolver.

Um bom dia ao final de uma semana oscilatória, mas no final, o saldo final de tudo é sempre mais positivo que mil divãs....

Eu estou falando, metrô de São Paulo é mega inspirador! Abaixo está minha tosca produção do dia!


terça-feira, 10 de abril de 2012

Rust

Dearest readers,
I am very sorry for this inconvenience, however since my IELTS exam is approaching rappidly, I absolutely must practice my english, so for the next few days, my posts shall be in English. Please try imagining a british accent, or and irish accent so that this will be remotely more interesting than all that american nonsense.

Yours,

Mel

*  *  *  *  *

Sometimes I wonder about doing some crazy, a little nonsensical things. One of these is something that is mentioned in a Jars of Clay song, "to fake your death and only tell your closest friends".
I have often wondered how people would react to this event, it would almost be an actual test as to who really are the closest friends. Who would be affected, who would coldly carry on indifferently, who would actualy give enough of a damn to even go to a funeral.
However, the best part in this - although watching this would be rather amusing - would be the absolute and utter freedom. The not having people telling me what to do, to be able to backpack through Europe, to live with no tomorrow to worry about - after all, no one else knows you are here today, why worry about tomorrow.
But then, when I came to think of it, not telling anyone would be simply...stupid. Foolish. For the true moments of happiness and being purely content are with those I love, not running the whole world around me. It is still that I feel complete, when I am at peace in those moments, not in movement, desperately chasing the wind.
So, to fake your death and only tell your closest friends, you must identify your closest friends before the whole event takes place, not while doing it... so the whole thing loses its point. If you must know your friends before, and you will not find happiness living as a free spirit, just live as you are and let life take care of death.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

The L word

Duas tarefas muito importantes na ciência são a análise e interpretação de dados. Involuntariamente, eu pareço estar fazendo isso, criando alguns padrões malucos na minha cabeça na tentativa de separar o mundo em categorias, classes, cada grupo com suas características.
Um desses padrões que tenho observado é via compartilhamentos no facebook, e até percebi e comentei disso antes de, de fato, ponderar a respeito. Então cá estou eu, ponderando.
Por causa de trabalhar com crianças no acampamento, tenho elas no meu facebook e, portanto, recebo seus compartilhamentos na minha página inicial. Os meninos dificilmente compartilham muita coisa, geralmente são piadas ou referências ao futebol, pequenas bobagens, enquanto as meninas enchem - lotam mesmo - minha página de imagens românticas, fofas com frases sobre amor eterno, sobre provar amor todos os dias, sobre fidelidade, sobre 'esperar pelo que Deus tem preparado pra você', etc e tal. São umas frasesinhas de efeito bobocas sobre príncipes encantados e coisas que elas nem começam a compreender, a única coisa que, de fato, compreendem é os efeitos das inundações de hormônios precoce, e pensam que qualquer bobagem é aquele tal 'amor' que as suas histórias de princesas contam. Histórias de dependência, histórias de finais felizes, e, a maior parte do tempo, histórias de mentiras, ilusões.
Bem, daí chegamos ao grupo das meninas com seus dezesseis anos, seus posts em geral (repito, em geral, não necessariamente) começam a mudar. São sobre como o sofrimento as tornou mais fortes, mais frias, mas inteligentes e espertas. Sobre como não vão mais correr atrás, sobre como cansaram de amar, sobre como 'é melhor dormir porque amar é f*da e comer engorda'. Parece ser uma série de anos de ceticismo quanto ao amor, e atêm-se quase exclusivamente ao aspecto físico do gostar, quando atêm-se a isso.
Daí, chegamos aos vinte e poucos anos, em que ainda há umas esperançosas com imagens fofas, outras conformadas compartilhando imagens e piadas de forever alone, outras mandando a sociedade para o inferno e outras aceitando qualquer coisa, seja príncipe, seja vilão. E assim reduzem-se aos poucos os posts no facebook de acordo com que elas se encontram na vida: seja em um marido, seja no trabalho, nos estudos, seja onde for.
É peculiar esse processo cíclico, principalmente porque tenho minhas dúvidas se as pessoas que falam tanto de amor já o sentiram. Com o mesmo suspiro que você diz 'eu te amo' pra alguém, você diz 'eu amo aqueles sapatos' ou 'eu amo o meu carro'. Parece que o 'amo' que grande parte do tempo usamos, é o da coisificação do ser humano, não que personificamos as coisas.
Todos tornam-se coisas, substituíveis. As palavras tornam-se vazias, e ficamos a nos perguntar: aquele amor de que falam nossos avós, aciãos, ou até tios e talvez pais, será que está em extinção? Será que o conceito social que nos é ensinado do que é o amor não mudou ao longo dos anos? Não estamos confundindo as coisas e as pessoas?
É quase que como se estivéssemos perdendo nossa capacidade de identificar exatamente o que sentimos, naquela ansiedade toda de 'isso é bom, se é bom, deve ser amor', pode até ser, mas não necessariamente esse tipo de amor. O amor que vejo nos olhos da minha vó quando ela fala de quando meu vô andou de bicicleta atrás do ônibus em que ela estava porque ele não tinha dinheiro para duas passagens. O amor que a gente ouve tanto falar, que escreve histórias bonitas e de finais felizes. O amor que nunca desiste, altruísta, que não quer o que não tem, que não é esnobe, que não tem mente soberba, que não se impõe, não perde as estribeiras, não julga, não festeja quando os outros rastejam, tem prazer na verdade, tolerante. Confia em Deus, sempre procura o melhor, nunca olha para trás, mas prossegue até o fim. 

O sentimento mais comentado no mundo, mas menos sentido também.



sábado, 7 de abril de 2012

#freeSudan

Eu ia escrever sobre algum assunto, tinha tudo arquitetado na cabeça... mas quando li uma notícia agora há pouco, fiquei tão terrivelmente triste, que nem me lembro o que ia escrever. 
O fato é: O governo do Sudão estabeleceu que até amanhã todos os cristãos devem deixar o país até amanhã, dia 8 de abril de 2012; por mais que falem tanto sobre a evolução da humanidade, sobre a liberdade, os direitos humanos, cada vez mais percebo que se estamos rumando para algum lugar, não parece ser para melhor enquanto estivermos aqui nas bandas terrenas. 

Pessoas tendo que deixar suas escolas, faculdades, empregos, casas, muitas vezes família e amigos forçadamente porque o próprio país não os aceita mais, como se fossem estrangeiros. Algo menos que cidadãos.
Só o que podemos fazer é orar, e esperar, e trabalhar para que de alguma forma possamos mudar tudo isso. Porque, se formos continuar nos trilhos que estamos, entre crises econômicas, convulsões sociais, abismos entre classes... não há nada menos que um penhasco nos esperando. 

#freeSudan, porque todos merecem poder escolher. Todos.


*  *  *  *  *

Sometimes I can not forgive
and these days mercy cuts so deep,
If the world was how it should be,
maybe I could get some sleep.
While I lay, I'd dream we're better,
scales were gone and faces lighter,
When we wake we hate our brother,
we still move to hurt each other,
Sometimes I can close my eyes
and all the fear that keeps me silent,
Falls below my heavy breathing,
what makes me so badly bent?
We all have a chance to murder,
we all have the need for wonder.
We still want to be reminded that the pain is worth the plunder.

Sometimes when I lose my grip,
I wonder what to make of heaven,
All the times I thought to reach up,
all the times I had to give up.
Babies underneath their beds,
in hospitals that can not treat them.
All the wounds that money causes,
all the comforts of cathedrals,
All the cries of thirsty children,
this is our inheritance,
All the rage of watching mothers,
this is our greatest offense
Oh my God, Oh my God, Oh my God.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

rain(bow)

Em meio à correria e loucura de provas, eu acabei não falando nada a respeito de um evento muito legal que aconteceu comigo na quarta-feira passada.
Bem, para fazer sentido, vamos retornar primeiro a segunda feira quando ao voltar pra casa, os céus se abriram sobre mim e choveu loucamente, gotas gordas, geladas e fortes batiam contra minha pele até ela ficar dormente, e não tinha guarda-chuva. Até chegar em casa, eu pingava por onde andava e estava em um estado bastante deplorável. Me sentia miserável, considerando todos os eventos recentes, eu só perguntava pra Deus o por quê daquilo tudo, porque fracamente, não via método na loucura de minhas circunstâncias. Ok, talvez eu ainda não veja. Mas tudo bem.
Depois de passado esse evento, estava tão irritada com tudo, tão dormente por dentro que decidi fazer algo de útil e não ficar de bobeira por aí - adivinhou! ABU! Não só uma, como duas reuniões em um dia, uma na univap e outra no ita. Voltei pra casa me sentindo bem melhor.
Continuou a semana, até que na quarta-feira estava no meu quarto estudando pra prova de quinta quando ouço a chuva martelando a janela. Vejo um feixe de luz entrando no quarto. Quase que imediatamente fui para a janela procurar um arco-íris, já que estou há vários meses procurando um arco-íris.
Olhei, e lá estava a refração da luz em diferentes comprimentos de onda... colorido e vivo contra o céu preto atrás. Por mais que minha vista seja pequena, via ele, todinho. De ponta a ponta.

Fiquei pensando, lembrei das promessas de Deus. Sobre aquele ser um símbolo da aliança dele com noé... E eu parei e fiquei falando com ele, dando risada de como às vezes ele tem que me bater entre os olhos pra eu perceber sua presença.

Muitas vezes, pra ver as promessas dele, precisa ter a chuva, dura e fria contra nossa pele, provocando dor ao ponto de imunização contra qualquer sentimento... pra o sol se mostrar, e junto com todos os problemas que nos cercam, cada gota gorda que nos deixa um pouco mais frios, em uma linda dança de ondas e refração, ele mostrar que mantém as promessas que fez.

*  *  *  *  *

"But I'm still a dreamer
A believer
Oh, I lost my faith in so many things
But I still believe in You

Cuz You can make anything new

Sometimes I just wish we could say
All the things that are easy to hear
Ignore the injustice we see
And explain every unanswered prayer
But I'd rather speak honestly
And wear a tattered heart on my sleeve
Cuz in the middle of my broken dreams
Redemption is here"

[The redeemer ~sanctusreal]

Decent little cottage

“Imagine yourself as a living house. God comes in to rebuild that house. At first, perhaps, you can understand what He is doing. He is getting the drains right and stopping the leaks in the roof and so on; you knew that those jobs needed doing and so you are not surprised. But presently He starts knocking the house about in a way that hurts abominably and does not seem to make any sense. What on earth is He up to? The explanation is that He is building quite a different house from the one you thought of - throwing out a new wing here, putting on an extra floor there, running up towers, making courtyards. You thought you were being made into a decent little cottage: but He is building a palace. He intends to come and live in it Himself.” 

- C.S. Lewis, Mere Christianity

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Agree to Disagree

Eu não sei o que se passa com a sociedade, não mesmo.
O facebook está até me assustando, com esses ataques ateus vs. crentes. Se querem minha opinião, é, no final das contas uma batalhas de egos que não vai levar a muita coisa a não ser raiva e rancor de ambas as partes.
Devo dizer, que não entendo nenhuma das partes: os ateus, em 'atacar' um Deus que eles sequer acreditam que existe, como disse um colega meu, seria como atacar o papai noel, e isso acaba tirando um pouco da força da crença deles. A grande contradição boa parte do tempo é que, ao mesmo tempo que dizem não acreditar em deus algum, também têm raiva de Deus pela inexistência dele, e têm raiva de quem acredita nisso. (Claro, aqui não falo de todos os ateus, porém aos que estão provocando esses transtornos)

Daí, temos os cristãos, que grande parte do tempo saem no bate-boca e brigas sem sentido, assim como compartilhando compulsivamente aquelas imagens "Se você ama Jesus, compartilhe" ou "Sorria, Deus te ama", eu sei que isso é muito particular - em lugar nenhum a Bíblia diz 'não compartilharás imagens sobre mim', mas da mesma forma que compartilhar imagens demais de outros assuntos é irritante, isso também acontece no que se refere às suas crenças.
E, pior ainda, é que os cristãos não só estão falando suas crenças, estão falando em nome de Deus, não só em nome de si - então a responsabilidade cresce muito para eles.

"O servo de Deus não deve ser brigão, mas um ouvinte fentil, um professor calmo, que é firme e também paciente com os mais rebeldes. Você nunca sabe como ou quando Deus vai torná-los sóbrios com uma mudança de coração e o retorno à verdade, para que possam escapar da armadilha do Diabo, pois foram apanhados e são mantidos cativos, forçados a seguir suas ordens" (2 Tim. 2:25)

Veja só, a Bíblia mesmo fala sobre sermos gentis nas palavras. Na Bíblia, não vemos Jesus brigando ou apontando o dedo para as pessoas, ele sempre mostrou amor e deixou o recado de tal forma que elas mesmas chegassem às conclusões. Grande parte do tempo, ele respondia só com perguntas de forma a deixar as pessoas pensando ao invés de prosseguir uma briga.

Por favor, não estou dizendo pra vivermos aquela sociedade em que tudo é tolerável menos a intolerância (tema para outro post!), de tudo ser relativizado e sem sentido - tenham as suas opiniões, talvez até debatam suas opiniões, mas façamos isso com um mínimo de decência e respeito, sem essa infantilidade boba que só vai criar ódio... Acredite, não tem problema nenhum em concordar em discordar.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mornos.

"Vocês não podem escolher o que querem cumprir na Lei de Deus e ignorar o restante. O mesmo Deus que disse: "Não adulterarás" também disse: "Não matarás". Se alguém não adultera mas mata, acham que ma coisa cancela a outra? Não, quem mata é assassino, e ponto final!"
- Tiago 2:10 e 11


"Cristianismo, se falso, não tem importância nenhuma e, se verdadeiro, é de infinita importância. O que não pode ser é relativamente importante."
- C.S. Lewis

terça-feira, 3 de abril de 2012

Feel like myself

Tenho umas coisas escritas, mas não tenho tempo de escrever já que o tempo urge e preciso estudar pra minha prova de fenômenos do contínuo, por isso deixarei apenas uma prévia para o próximo post que pretendo publicar. Sim, é outra letra de música!

Stars ~switchfoot

Maybe I've been the problem
Maybe I'm the one to blame
But even when I turn it off and blame myself
The outcome feels the same


I've been thinkin', maybe I've been partly cloudy
Maybe I'm the chance of rain
And maybe I'm overcast and maybe
All my luck's washed down the drain

I've been thinkin' 'bout everyone, everyone you look so lonely

  But when I look at the stars,
When I look at the stars,
When I look at the stars

I see someone else
When I look at the stars, the stars
I feel like myself

Stars looking at our planet,
Watching entropy and pain
And maybe startin' to wonder
How the chaos in our lives could pass as sane

I've been thinkin' 'bout the meaning of resistance
Of a world beyond my own
And suddenly the infinite and penitent
Began to look like home

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Confessions

Os céus desabam sobre você no sentido literal e metafórico, o corpo e a cabeça estabelecem um limite para o aceitável e simplesmente se imunizam. Contra tudo.
 
 
Considerando suspender posts por tempo indeterminado. Nada é certo de fato ainda.

*  *  *  *  * 
 
If weakness is a wound
That no one wants to speak of
Then 'cool' is just how far we have to fall
I am not immune
I only want to be loved
But I feel safe behind the firewall
Can I lose my need to impress?
If you want the truth, I need to confess


I'm not alright
I'm broken inside, broken inside
And all I go through
It leads me to You

Burn away the pride
Bring me to my weakness
Until everything I hide behind is gone
And when I'm open wide
With nothing left to cling to
Only you are there to lead me on
Cause honestly, I'm not that strong

And I move, and I move, and I move...closer to You

domingo, 1 de abril de 2012

Circunstâncias extremas, oportunidades extremas

"(...), para que eu não ficasse orgulhoso, recebi o dom de um obstáculo, que me mantém em contato permanente com minhas limitações. O anjo de Satanás fez o melhor que pôde para me derrubar, mas o que conseguiu foi me pôr de joelhos. Sem chance que eu ande de nariz empinado e orgulhoso! No princípio, eu não pensava nele como um dom, e pedi a Deus que o removesse. Repeti o pedido três vezes; então ele me disse:

Minha graça é o bastante; é tudo de que você precisa.
Minha força brota de sua fraqueza.

Assim que ouvi isso, achei melhor me resignar. Desisti de ficar pensando na limitação e comecei a apreciar o dom. Foi uma opotunidade para que a força de Cristo trabalhasse na minha fraqueza."

- II Coríntios 12:7-8 [MSG]

Luz tangente

"Às vezes a sensação que nos assombra é a de que somos perfeitamente capazes de enxergar a luz e tudo o que sua presença revela, mas inteiramente deficientes no que se refere a trazer essa luz pra dentro e espantar a escuridão incontrolável que permeia nossas almas."