Sei que isso é algo meio infantil, mas muitas pessoas têm feito isso via facebook e não nego que ver meu nome mencionado, foi um motivo de alegria, talvez meio bobo, mas foi. Então, se eu fiquei feliz, gostaria de tentar agradecê-los de alguma forma que estiveram presentes de algum jeito durante esse ano, uns mais, uns menos, uns com maior frequência, uns com menor, uns perto, uns longe, uns vejo sempre, outros apenas carrego no coração.
Aos de sempre: Mom, Aunty Cherith, Granny, Melanie, Jessica, Lucas (tá, ele não é de sempre mas é família =3), Uncle Ba, Ste, Guido (vide Lucas), Uncle Henry, Uncle Len.
Aos de longe, mas pra sempre no coração: Bila, Maurão (mesmo ambos estando longe, sempre me ensinam muita coisa e me ajudam a crescer...), Sam (nem todos têm mega professores de álgebra linear às 2 da manhã...), Kimio, Bonner (que me faz me sentir veeelha...), Vítor (conversas esporádicas mas sempre válidas!), Aninha, Salsinha, Thiago, Coronel, Marina (desde a temporada de janeiro, até viagem no rio... altos papos, mesmo que às 5 da manhã), Daia, Angelo, e tantos outros que sinto muito se não os mencionei, mas a memória muitas vezes falha... mas em verdade vos digo que todos (absolutamente todos) do acampamento já me impactaram de alguma forma e por isso os agradeço.
Aos de perto, de todos os dias: Bárbara (com quem mais planejaria a diminação do mundo e falaria de tantos livros?), Nicholas (companheiro de ABU, de bobagens e de... mais bobagens!), Mariana , Ge, Gabi, Cat, Renan, Gilles, Lucas (que junto com a Bárbara não me deixou chorar quando vi o resultado de Cálculo!), Ju, André (ok, os últimos dois não entram na categoria de todos os dias, mas entendeu, né? Companheiros de ABU e eventos), Carol, Bruno(Contágio, contágio!).
Estão aí pessoas por diversos motivos, porém acreditem que esses motivos existem. De alguma forma, vocês se fizeram relevantes, importantes, ajudaram-me, alegraram-me de alguma forma e por isso posso apenas humildemente vos agradecer do fundo do meu escuro e frio coraçãozinho.
Acima de tudo, um enorme, gigantesco, astronômico 'obrigada' a Deus, que tornou cada um parte da minha vida quando necessário!
sábado, 31 de dezembro de 2011
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
True Story.
Essa é a história a respeito de um indivíduo que está neste mundo, quando não deveria estar. Pode parecer uma grande frase de efeito pra começar uma história, cheia de drama, mas trata-se da realidade: há pessoas que simplesmente não deveriam existir.
Então vamos lá, partindo deste princípio básico de não-existência, vamos ao contexto do por que: durante a cesária prematura de seu segundo filho, foi deixado material médico dentro de uma mãe e foi feita a sutura. O corpo, naturalmente respondendo ao corpo estranho, passou a tentar expulsar isso, causando infecções e diversas complicações (como se perder um filho já não bastasse, a situação ficou realmente bastante complicada). Foi realizada uma nova cirurgia para remoção do objeto, mas a infecção já havia se espalhado e foi necessária uma lavagem interna dos órgãos e um tratamento intenso com antibióticos - o mero fato de ela estar viva após isso tudo foi algo fantástico.
Para piorar um pouquinho a situação, a filha que ela já tinha orava todas as noites pedindo um irmãozinho - porém essa infecção provocou colamento de trompas, e portanto, impossibilitava uma gravidez natural. Ela tentou de todas as formas possíveis engravidar mesmo as circunstâncias complicando, via inseminação in vitro (ainda que na época não fosse uma técnica popular ou muito menos com bons índices de sucesso), tratamentos de todos os tipos, e após três anos dos eventos supracitados acontecerem, as possibilidades se esgotaram. Toda a ciência, medicina e conhecimento... nada disso era suficiente para realizar o desejo de sua filha.
Sentou-se com a filha, agora com 7 anos, que as possibilidades estavam esgotadas e que não havia nada mais que pudesse fazer, que não poderia ter um irmãozinho ou irmãzinha. A família passava por complicações financeiras, então ela voltou para trabalhar em uma escolinha infantil e continuar a vida normalmente. Deu todos os artigos de bebê: roupinhas, berço, cadeirão, tudo o que guardara da gravidez prévia. Era isso.
Após alguns meses de experiência no novo emprego, um dia ela foi sentar-se em uma das cadeirinhas das crianças para falar com elas, mas quando foi se levantar... não conseguia. Estava presa entre os bracinhos de madeira da cadeira, que sempre conseguia sentar antes disso e levantar sem problemas. Seu quadril havia alargado.
Bem, tudo indicava uma gravidez, então foi ao médico que encarou as alegações com ceticismo "Você não pode ter filhos, então não acredito que seja uma gravidez realmente. Vamos fazer um ultra-som." Bem, foram à sala de ultra-som imediatamente, aparatos acertados, começaram o exame... E o médico olha para a tela com a imagem formada e começa a chorar. "Não é possível... Só pode ser Deus!" foi a reação inicial, confirmara-se uma gravidez.
A gravidez sendo de risco, dos 9 meses, ao menos 7 foram passados em repouso total. A barriga dela crescia tanto que quando amigos a viam começavam as apostas de que seriam gêmeos.
Apesar de já ter feito duas cesárias previamente, e esta ter sido planejada como cesária, todas as circunstâncias cooperaram para que fosse um parto normal, com um bebê saudável, vermelho, bochechudo e terrivelmente gordinho - 4,0 kgs, último componente da família tanto pela parte materna como paterna, das circunstâncias mais controvérsias.
Às vezes, mesmo que tudo indique para um resultado, outro pode vir a se apresentar. De esterilidade, uma criança pôde vir ao mundo quando ninguém esperava, sendo contrária à ciência, lógica e toda racionalidade que poderia haver. Um desafio para todos os 'fatos incontestáveis' dos médicos em forma de uma bolinha cor-de-rosa.
Muito prazer, eu era essa bolinha cor-de-rosa. =)
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Um estudo sobre a feiúra
Recentemente tenho ponderado e refletido um pouco a respeito da beleza, feiúra, deformidade, ou qualquer característica que nos faça julgar mal uma pessoa sem sequer conhecê-la.
Na literatura, teatro e cinema não faltam exemplos disso – desde histórias infantis como o patinho feio, até clássicos como A bela e a fera, O corcunda de notre-dame, e O fantasma da opera.
Me atendo aos últimos dois exemplos, acho peculiar como a mocinha normalmente ilude o ‘monstro’, ‘o feio’, ‘o rejeitado da sociedade’ até que surja o herói, bonito, perfeito e amável para resgatá-la. É absolutamente deplorável, tudo o que Quasimodo faz é por Esmeralda, e ela o deixa sozinho. Na história original, é o bonito e admirável capitão que trai ela – ela é enforcada e seu corpo depositado sem cerimônias sob a catedral, e Quasimodo fica ao lado de seu cadaver até que morre de fome; quando, anos depois, tentam separar as ossadas de ambos, as dele se desfazem e tornam-se pó. O belo trai, o feio é fiel. É bastante diferente da versão bonitinha da Disney, assim como é bastante diferente de O fantasma da opera.
O fantasma da opera é diferente em diversos aspectos, primeiro porque o feio é um tanto quanto mais socialmente doente – torna-se um stalker possessivo de Christine, mas ainda assim ela se encanta porque acredita que ele é um anjo da música que seu pai enviou (traumas de infância, o que seria a ficção sem vocês!). Então fica aquela coisa: Roul, um amor real, belo, forte, inteligente, e estável enquanto que com o fantasma é um relacionamento muito mais irracional, carnal, passional.
Quando há aquela cena de ‘Don Juan’ que o fantasma se apresenta com Christine, você começa a achar que ela vai escolher o fantasma… canta tudo passionalmente, mesmo sabendo que seu noivo está assistindo quando BAM! Ela trai o fantasma e remove a mascara diante de toda a opera! Mas tudo bem, ele é o feio, o louco, tudo bem traí-lo… Porque não em primeiro lugar não iludí-lo:: Porque ele não está nos padrões sociais esperados.
Os vilões são raramente belos e inteligentes, são corcundas, velhos, narigudos, magros demais, gordos demais… Mas porque a sociedade cultua tanto o belo e a estética: O atlético e o inteligente: Isso acaba por depositar a maior parcela da população emu ma categoria de ‘não são bons os suficiente’, quando isso na verdade é bastante vazio e sem fundamento.
No livro À Imagem e Semelhança de Deus fruto da colaboração entre Philip Yancey e Dr. Paul Brand, o autor toma bastante tempo para falar a respeito de Imagens, e apesar de muito incômodo o capítulo porque sei que grande parte do tempo eu julgo mal as pessoas e cultuo o belo também, é extremamente válido e está me dando uma nova perspectiva a respeito do tema.
“A auto-imagem humana alimenta-se da atração física, habilidade atlética, ocupação digna. Trabalhei para dar essas dádivas a pilotos feridos na Inglaterra e pacientes leprosos na Índia e agora nos Estados Unidos. Mas, paradoxalmente, qualquer uma dessas qualidades desejáveis pode erquer uma barreira contra a imagem de Deus; pois praticamente qualquer qualidade que possa apoiar uma pessoa torna mais difícil a ela confiar no espírito de Deus. O belo, o forte, o politicamente poderoso e o rico dificilmente representam a imagem de Deus. Em vez disso, o espírito de Deus brilha com mais força por meio da debilidade do fraco, da impotência do pobre, da deformidade do corcunda. Mesmo que os corpos estejam destruídos, a imagem pode crescer mais radiante.
A princípio, achei esse discernimento na natureza do corpo de Cristo desagradável. Talvez porque me tivesse trazido a incômoda consciência de que, no mais das vezes busquei me cercar do bem-sucedido, do inteligente e do belo. Com demasiada freqüência julguei pela imagem das pessoas em vez de julgar pela imagem de Deus. Mas, quando refleti sobre minha vida e sobre as pessoas que melhor representam a imagem de Deus para mim, minha mente fixou-se especialmente em três pessoas. E nenhuma delas alcançara o padrão humano de sucesso.”
Há um versículo que gosto muito na bíblia que diz que Deus só nos dá fardos tão pesados quanto nossos corações podem suportar, portanto quando a vida apresenta-nos problemas ou qualquer tipo de barreira ou dificuldade… é quase como Deus apresentando-nos uma oportunidade para aprendermos o quanto podemos suportar. Ir além do limite que estabalecemos para nós mesmos, um voto de confiança dizendo ‘Yes, you can’.
Então se você não é perfeito, não é o mais bonito, o mais inteligente ou bem sucedido… Não há porque se sentir mal, Deus deu-lhe uma grande oportunidade que você pode usar, ou não. E mesmo se você não quiser usar essa oportunidade, é uma oportunidade para os outros – uma oportunidade pra julgar pela imagem de Deus, e não pela imagem humana.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Computers and art
Estou retornando a alguns velhos hábitos, atividades que não fazia há algum tempo: assistir filmes, assistir seriados (TBBT, Friends, Castle...), pintura e desenho, hoje até toquei a flauta um pouco (definitivamente preciso treinar ler partitura! O que toco é por memória muscular, lol) e tem sido bacaninha. Mas, algumas coisas mudaram.
Ontem saímos em um pequeno grupo de sol da videnses novamente e fomos ao MASP, foi divertidíssimo - em parte pela companhia, também pelo andar de Romantismo que me encanta. Descobri que grande parte dos artistas que conhecia tão bem, os estilos que sabia cronologicamente... esqueci. Nomes que me eram tão familiares, eu deixei lá nos arquivos mortos, mas espero reavivá-los. Pra que são as férias senão pra estudar aquilo que você gosta?
Depois disso, já que o grupo era predominantemente de meninos e apenas eu e a Thaís de garotas, cedemos e fomos ao Game on antes de acabar de ver todas as salas - e definitivamente valeu à pena! Jogamos, vi jogos de muito tempo atrás que jogava nos primeiros notebooks do meu pai, game boys que lembro dos meus colegas jogando estavam atrás de vidros, como se fosse um museu. Desde pacman, asteroids, até Beatles rock band e tapetes de dança (sim, eu brinquei com tooodos esses, até no vocal de Beatles rock band... 72% não foi tããão ruim assim). Descobri que mesmo que eu reclame de videgames bastante, um interesse tem sido despertado e estou começando a me divertir. Agora, só falta o dinheiro pra comprar os jogos, lol.
Agora, com sua licença vou arrumar meu guarda-roupa... uma pena não ter dentro dele um leão e uma feiticeira lá também!
domingo, 25 de dezembro de 2011
feel the love
Há dias que tornam ordinários até aqueles dias da vida real que considerávamos mais extraordinários.
Não que exista algo como 'espírito natalino' ou coisa assim que tenha este efeito sobre mim, os últimos dias realmente tem sido compostos por todas as coisas que todos mais esperam: amigos, família, amor, risos e sorrisos, brincadeiras, bobagens, arte, altruísmo... muito amor mesmo.
É elementar que nem tudo anda perfeito, tive situações e momentos que realmente foram horríveis - mas ao invés de ver o que não tenho, isso me faz valorizar o que tenho - tios que são melhores que muitos pais por aí. Às vezes é confuso, porque é que Deus me abençoaria tanto assim? Um mistério.
E daí a sensação de dar os presentes que fiz, panos de prato pintados, porta copos, e é como dar um pouquinho de si para as pessoas: um pouco do seu tempo, do seu esforço (que às vezes dá certo, outras vezes não... rsrs) só pra falar 'eu gosto de você'.
Também tem aquele cheiro de manteiga derretida para fazer as bolachas, o cheiro do stuffing (minha frase do dia: I stuffed myself with stuffing!), os condimentos carregados do bolo de natal (nas palavras de Sam, 'bolo da dona Rose até velho é bom!) que deve ser conservado por anos e anos até ficar muito muito gostoso. A casa cheia, as bobagens dos primos que não bebem (mais bobas que a dos primos que bebem, correto Jess e Lucas?), a carinha de surpresa da minha vó quando ganhou um presente de proporções épicas... As eternas disputas e discussões sobre batatas, as ligações dos de longe, os abraços dos de perto.
Os ocasionais acidentes, e as 'broncas', as piadas com trocadilhos em inglês, os pedidos por 'tortas de mosca morta' e as piadas para com os vegetarianos. A música irlandesa instrumental ao fundo, o dar as mãos para orar e agradecer.
É isso. That's the Grant christmas, mad and lovely as it may be!
sábado, 24 de dezembro de 2011
Fui.
Eu poderia fazer longas reflexões a respeito do espírito natalino, solidariedade, sentimentalismo da época de natal. Poderia fazer uma análise antropológica da data, suas origens e motivos. Poderia falar sobre família, pais, irmãos, primos distantes que apenas vemos no natal ou em funerais. Poderia escrever algo que não tivesse nada a ver com a data comemorativa.
Mas, na moral.... não tô a fim, lol.
Um abraço e bom natal pra vocês - estou indo curtir o meu!
* * * * *
Recomendações de músicas natalinas se resumem ao álbum Blue Christmas de A fine frenzy, com destaque para Wish you well e Red ribbon foxes. Fui!
Mas, na moral.... não tô a fim, lol.
Um abraço e bom natal pra vocês - estou indo curtir o meu!
* * * * *
Recomendações de músicas natalinas se resumem ao álbum Blue Christmas de A fine frenzy, com destaque para Wish you well e Red ribbon foxes. Fui!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
15 de Janeiro de 2007
"Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável."
- Charles Dickens
Não necessariamente um dia de mudanças, mas estopim para todas as mudanças possíveis, imagináveis e inimagináveis.
despenteada, feliz e contente
Cinema, sorvete, altos papos - mais um bom dia curtindo as férias!
É bastante interessante mergulhar naquelas conversas de nostalgia e sobre o passado no geral - tanto distante como recente - em parte dá saudade, mas, por outro lado... a gente fica feliz de ter saído dos períodos mais bregas e ridículos de nossa história, já que não podemos sair da região mais brega e ridícula da galáxia ocidental.
Olhar para determinada situação de fora nos faz perceber quão ridiculamente patéticos podemos ser e perceber que... somos nossa própria fonte de diversão e nosso próprio alvo de zombaria.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
it's just different
Voltei ontem tarde da noite de uma exímia viagem ao Rio! Hibernei até hoje ao meio dia (ir dormir quando o sol estava raiando valeu mega a pena), e finalmente vou escrever algo meio diarinho aqui.
O simples fato de descobrir que poderia ir pra lá já me deixou inconcebivelmente feliz, primeiro porque nao precisava mendigar nota pra ninguém, segundo (e mais importante) porque veria os amores de minha vida. Cheguei na rodoviária com uma hora e quinze de antecedência e aos poucos as pessoas foram chegando, nos encontrando, conversando e nos atualizando nas novidades de cada um. Fazia mais de um ano que não encontrava alguns, 6 meses outros, 2 meses outros - a saudade estava consumindo até a última grama de mim.
Pegamos o onibus, conversamos um pouco mas eu ainda estava com a cabeça muito ligada à faculdade, os assuntos foram ao redor desses assuntos.
Comecei a me sentir meio velha, amigos (aka, Bonner) terminando a faculdade , se formando, e eu me lembro quando eles ainda estavam no colégio... Conversando com o Sam bem nostalgicamente "Sam, você me conheceu quando eu estava com 14 anos..." "exato, 14 anos, estava pensando nisso, muito tempo!" "Você tinha acabado de entrar na USP e estava com 19!" *minuto de silêncio*
Após longas 8 horas de viagem, eventualmente chegamos ao nosso destino onde encontramos as cariocas, fomos para a casa da Aninha comemos, conversamos, abraços e beijos, frases adoráveis, aquela coisa toda - daí o momento X de: O que faremos amanhã, quando, que ordem, etc etc.
Chegamos a uma conclusao eventualmente e nos encaminhamos para nosso merecido descanso (que não durou muito, mas enfim!).
Dia seguinte, praia de Ipanema, entrar no mar congelante, gostinho de sal e olhos ardendo - foi ótimo. Fazia mais de 5 anos que não entrava no mar!
Após lagartear um pouco no sol, almoçamos (e, frase do Angelo:22 pessoas incomodam muita gente! Especialmente com violão e escaleta e todo mundo cantando, rsrs) e fomos para a lagoa Rodrigo de Freitas (se troquei o nome, me perdoem, corrijam, ou ignorem!), onde alguns foram andar de bicicleta, e os contundidos e cansados ficamos num pequeno... pier ou whatever olhando a lagoa, a árvore de natal e o Cristo Redentor. Os céus decidiram cair e viramos patinhos molhados até chegar ao carro - onde precisamos ligar o ar condicionado para não embassar os vidros... e, bem, congelamos como picolés!
Casa da Paola, banho, aniversário, mais comida, filme, truco, e assim seguiu a noite até que retornamos à casa da Aninha onde uns (ok, eu) fui dormir já que estavam jogando videogame... e depois fizeram a brincadeira de colar o nome de uma pessoa ou personagem na testa de outra pessoa que deve adivinhar quem é. Perdi... paciencia.
Uma galerinha varou a noite para vera surra o jogo do Santos vs. Barcelona, mas depois de dois gols a maioria foi dormir, rsrs. Neste ponto, infelizmente Angelo e Daia precisaram ir embora... Mas a festa continuou, com falta deles mas continuou bem. Café da manhã, música improvisada, almoço, pokémon, um calor insuportável que me deixou cheia de marquinhas vermelhas e coçando, igreja. Reencontramos outros amigos do acampamento lá (inclusive alguns dos pequenos da temporada de crianças!), voltamos (e no nosso carro teve uma mega conversa legal sobre física, partículas, big bang, medicina, oncologia, ciência, direito... com o pai da Aninha, High cult o negocio!), pizza, jogos de carta, o três rodadas de adivinhar quem éramos, e assim seguiu até o raiar do sol - dormimos um pouco, almoçamos o fantástico strogonoff da tia Lila e o brownie da Aninha, e ônibus de volta - onde ficamos com toda a parte de trás do ônibus com brincadeiras do tipo Revolução e relembrar palavras em espanhol, italiano, francês e japonês. Dormimos outra parte da viagem (e tiveram a audácia de tirar fotos de nós enquanto dormíamos!), chegamos à rodoviária onde pegamos o metrô e cada um seguiu o seu caminho.
Não adianta a gente ficar tentando compulsivamente arranjar outras coisas na vida, ir a outros acampamentos ou fazer outras viagens e atividades... Sempre voltamos ao Sol da vida, anos depois continuamos conversando como se fizesse alguns dias que não nos víssemos. Qualquer outro grupo de pessoas, amigos, ou festas, simplesmente não podem substituir a diversão pura de brincadeiras bobas dos sol da videnses. Simplesmente, é diferente.
O simples fato de descobrir que poderia ir pra lá já me deixou inconcebivelmente feliz, primeiro porque nao precisava mendigar nota pra ninguém, segundo (e mais importante) porque veria os amores de minha vida. Cheguei na rodoviária com uma hora e quinze de antecedência e aos poucos as pessoas foram chegando, nos encontrando, conversando e nos atualizando nas novidades de cada um. Fazia mais de um ano que não encontrava alguns, 6 meses outros, 2 meses outros - a saudade estava consumindo até a última grama de mim.
Pegamos o onibus, conversamos um pouco mas eu ainda estava com a cabeça muito ligada à faculdade, os assuntos foram ao redor desses assuntos.
Comecei a me sentir meio velha, amigos (aka, Bonner) terminando a faculdade , se formando, e eu me lembro quando eles ainda estavam no colégio... Conversando com o Sam bem nostalgicamente "Sam, você me conheceu quando eu estava com 14 anos..." "exato, 14 anos, estava pensando nisso, muito tempo!" "Você tinha acabado de entrar na USP e estava com 19!" *minuto de silêncio*
Após longas 8 horas de viagem, eventualmente chegamos ao nosso destino onde encontramos as cariocas, fomos para a casa da Aninha comemos, conversamos, abraços e beijos, frases adoráveis, aquela coisa toda - daí o momento X de: O que faremos amanhã, quando, que ordem, etc etc.
Chegamos a uma conclusao eventualmente e nos encaminhamos para nosso merecido descanso (que não durou muito, mas enfim!).
Dia seguinte, praia de Ipanema, entrar no mar congelante, gostinho de sal e olhos ardendo - foi ótimo. Fazia mais de 5 anos que não entrava no mar!
Após lagartear um pouco no sol, almoçamos (e, frase do Angelo:22 pessoas incomodam muita gente! Especialmente com violão e escaleta e todo mundo cantando, rsrs) e fomos para a lagoa Rodrigo de Freitas (se troquei o nome, me perdoem, corrijam, ou ignorem!), onde alguns foram andar de bicicleta, e os contundidos e cansados ficamos num pequeno... pier ou whatever olhando a lagoa, a árvore de natal e o Cristo Redentor. Os céus decidiram cair e viramos patinhos molhados até chegar ao carro - onde precisamos ligar o ar condicionado para não embassar os vidros... e, bem, congelamos como picolés!
Casa da Paola, banho, aniversário, mais comida, filme, truco, e assim seguiu a noite até que retornamos à casa da Aninha onde uns (ok, eu) fui dormir já que estavam jogando videogame... e depois fizeram a brincadeira de colar o nome de uma pessoa ou personagem na testa de outra pessoa que deve adivinhar quem é. Perdi... paciencia.
Uma galerinha varou a noite para ver
Não adianta a gente ficar tentando compulsivamente arranjar outras coisas na vida, ir a outros acampamentos ou fazer outras viagens e atividades... Sempre voltamos ao Sol da vida, anos depois continuamos conversando como se fizesse alguns dias que não nos víssemos. Qualquer outro grupo de pessoas, amigos, ou festas, simplesmente não podem substituir a diversão pura de brincadeiras bobas dos sol da videnses. Simplesmente, é diferente.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Finalizando o final
E eis que ir do começo ao final valeu muitíssimo à pena.
Se alguém já esteve mais feliz que eu fiquei hoje foi porque ganhou na loteria ou se casou com o amor da sua vida ou... sei lá o que mais deixa as pessoas felizes.
Eu passei em cálculo e chorei que nem um bebê de alegria... pela primeira vez na vida!
Que venha cálculo II e III!!!!
Se alguém já esteve mais feliz que eu fiquei hoje foi porque ganhou na loteria ou se casou com o amor da sua vida ou... sei lá o que mais deixa as pessoas felizes.
Eu passei em cálculo e chorei que nem um bebê de alegria... pela primeira vez na vida!
Que venha cálculo II e III!!!!
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Começando o começo
Boa noite, meus caros.
Passei o dia desnecessariamente estressada e, tendo em vista meu estado mental pouco calmo, fui tentar me ocupar e fazer o presente de natal da minha vó, porta copos com ilustrações de flores que ela gosta. Mas eu reparei uma coisa.
Eu comecei aquela parte de planejamento, rascunhos, esboços, e uma vez com isso fui recortar o papelão... Cobrir com jornal e a mistura de cola e água... Chegou no segundo porta copo, eu não estava mais muito a fim de ficar cobrindo o papelão com infinitas tirinhas de papel. Eu queria desenhar logo, queria fazer a parte divertida e menos chata do processo!
Mas eu olhei... e vi que teria que ter paciência, deixar a primeira camada secar, fazer a segunda camada, pintar com tinta acrílica, fazer o desenho, envernizar... Fazer o desenho e envernizar antes de fazer as outras etapas, ou fazendo as outras etapas mal feitas seria algo bastante estúpido de minha parte - tiraria todo o valor do meu trabalho.
Começar o começo é meio chato às vezes... queremos saltar etapas e fazer a parte divertida só. Mas o trabalho repetitivo e extenuante, é essencial para a qualidade do nosso produto final - e assim o é para todas as coisas na vida. Queremos, muitas vezes, ir para os eventos grandiosos e emocionantes sem passar pelos momentos monótonos e cansativos.
Mas para os momentos importantes, é fundamental também ter a parte chata de preparação, de preocupação, cansaço e trabalho árduo. Se tudo fosse fácil, não teria um décimo do valor que tem.
* * * * *
"Steal my heart and hold my tongueI feel my time my time has come
Let me in unlock the door
I never felt this way before
And the wheels just keep on turning
The drummer begins to drum
I don't know which way I'm going
I don't know which way I've come
Hold my hand inside your hands
I need someone who understands
I need someone - someone who hears
For You I've waited all these years
For You I'll wait 'til Kingdom Come
Until my day - my day is done
and say you'll come and set me free
just say You'll wait - You'll wait for me"
[Coldplay - Kingdom Come]
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
calafrios
A empatia é uma característica de que falamos relativamente pouco, se formos considerar a sua importância socio-emocional.
Para os navegantes, empatia tem por origem etimológica um significado próximo a "estar dentro da emoção" "junto com a emoção"; já, psicologicamente é a capacidade natural que temos de identificar o que outra pessoa está pensando ou sentindo e responder com emoção apropriada.
Mas, e na prática, ela afeta nossa vida diária? E como, meus caros!
Sempre que uma menina reclama dizendo "Ai, ele não é sensível..." quando quer dizer que queria que o respectivo fosse mais compreensivo quanto à sua TPM ou à sua chapinha que se desfez na chuva, na verdade ela não gostaria que ele fosse mais 'sensível' eu acho, porque senão um cutucão e ele diria que está com hemorragia e um puxão de cabelo e perdeu o escalpo(apesar de que a maioria dos homens é meio chorão assim). Na verdade o que a nossa cara tola quer dizer é "Ah, seus níveis de empatia são extremamente baixos...", mas, como vivemos no mundo real, todo ignoram isso.
Um exemplo onde a empatia demonstra ainda mais a sua importância ainda é em sua ausência - caracterizando pessoas más, cruéis e às vezes até psicopatas.
A psicopatia se caracteriza precisamente pela ausência de empatia, devido ao pequeno fato que psicopatas são incapazes de sentir a dor física ou emocional alheia, e por isso não lhe importa se provoca essa dor ou não - não sentem remorso absolutamente nenhum.
Há ainda os indivíduos que temporariamente bloqueiam qualquer tipo de empatia ou freio social, que acabam sendo indivíduos violentos, mas que depois são capazes de sentir remorso pelas ações. No entanto, não são só eles que bloqueiam a empatia - cansaço e stress (físico e psicológico) podem bloquear a nossa empatia, tornando-nos por alguns instantes em algum grau levíssimo psicopatas (calma, não é pra exagerar, só pra ilustrar!), e daí saem os insultos e acidez das palavras que acompanham o cansaço ao final de um dia estressante de provas, no trabalho, etc.
Também há os momentos em que a preocupação própria sobrepõe nossa preocupação alheia; por exemplo, se sua esposa está no banco de trás tendo o seu filho, você não vai se preocupar em parar o carro para ajudar aquele idoso a atravessar a rua (ou eu espero que não, pelo menos!).
Outro fato curioso da empatia: além de toda a rede neural responsável por ela (envolvendo regiões próximas do globo ocular, região temporal, entre outras 6 regiões do cérebro que cooperam para essa capacidade), há ainda o hormônio da empatia - a ocitocina (ou oxitocina), e curiosamente é um hormônio predominantemente feminino que é liberado estimulando a lactação e instiga os instintos maternos e preocupação com o bebê (inclusive sua liberação é estimulada ao ver, ouvir ou cheirar o bebê). Então aquela história do amor de mãe, que elas são mais solidárias, preocupadas e amáveis, não só com os seus filhos mas com todos? Cientificamente explicado, meu bem.
Isso explica precisamente porque mulheres tendem ter um Quociente de Empatia mais alto (por volta de 47, o máximo sendo 80) enquanto que os homens um QE ligeiramente mais baixo, de 42. Um QE normal é entre 33 e 52 pontos, e pessoas com síndrome de Asperger ou autismo é de aproximadamente 20, enquanto de um psicopata hardcore é nulo.
O mais assustador? Existem milhões de psicopatas vivendo entre nós que nunca vão fazer alguma atrocidade moral do tipo torturar ou cometer homicídio, mas simplesmente são insensíveis aos outros e não se importam em ferí-los, o seu único objetivo é se dar bem na vida - acabam sendo rotulados como malas, canalhas, egoístas etc. Daí você começa a pensar, e o próprio sistema capitalista em grande parte estimula esse tipo de comportamento... e você pára e pensa... meu Deus, aonde esse mundo foi parar?
Seu vizinho, amigos, namorado, marido, esposa, colega de trabalho, professor - vai ver, até mesmo seus pais. São todos potenciais psicopatas.
Ugh, esse pensamento dá calafrios!
Para os navegantes, empatia tem por origem etimológica um significado próximo a "estar dentro da emoção" "junto com a emoção"; já, psicologicamente é a capacidade natural que temos de identificar o que outra pessoa está pensando ou sentindo e responder com emoção apropriada.
Mas, e na prática, ela afeta nossa vida diária? E como, meus caros!
Sempre que uma menina reclama dizendo "Ai, ele não é sensível..." quando quer dizer que queria que o respectivo fosse mais compreensivo quanto à sua TPM ou à sua chapinha que se desfez na chuva, na verdade ela não gostaria que ele fosse mais 'sensível' eu acho, porque senão um cutucão e ele diria que está com hemorragia e um puxão de cabelo e perdeu o escalpo
Um exemplo onde a empatia demonstra ainda mais a sua importância ainda é em sua ausência - caracterizando pessoas más, cruéis e às vezes até psicopatas.
A psicopatia se caracteriza precisamente pela ausência de empatia, devido ao pequeno fato que psicopatas são incapazes de sentir a dor física ou emocional alheia, e por isso não lhe importa se provoca essa dor ou não - não sentem remorso absolutamente nenhum.
Há ainda os indivíduos que temporariamente bloqueiam qualquer tipo de empatia ou freio social, que acabam sendo indivíduos violentos, mas que depois são capazes de sentir remorso pelas ações. No entanto, não são só eles que bloqueiam a empatia - cansaço e stress (físico e psicológico) podem bloquear a nossa empatia, tornando-nos por alguns instantes em algum grau levíssimo psicopatas (calma, não é pra exagerar, só pra ilustrar!), e daí saem os insultos e acidez das palavras que acompanham o cansaço ao final de um dia estressante de provas, no trabalho, etc.
Também há os momentos em que a preocupação própria sobrepõe nossa preocupação alheia; por exemplo, se sua esposa está no banco de trás tendo o seu filho, você não vai se preocupar em parar o carro para ajudar aquele idoso a atravessar a rua (ou eu espero que não, pelo menos!).
Outro fato curioso da empatia: além de toda a rede neural responsável por ela (envolvendo regiões próximas do globo ocular, região temporal, entre outras 6 regiões do cérebro que cooperam para essa capacidade), há ainda o hormônio da empatia - a ocitocina (ou oxitocina), e curiosamente é um hormônio predominantemente feminino que é liberado estimulando a lactação e instiga os instintos maternos e preocupação com o bebê (inclusive sua liberação é estimulada ao ver, ouvir ou cheirar o bebê). Então aquela história do amor de mãe, que elas são mais solidárias, preocupadas e amáveis, não só com os seus filhos mas com todos? Cientificamente explicado, meu bem.
Isso explica precisamente porque mulheres tendem ter um Quociente de Empatia mais alto (por volta de 47, o máximo sendo 80) enquanto que os homens um QE ligeiramente mais baixo, de 42. Um QE normal é entre 33 e 52 pontos, e pessoas com síndrome de Asperger ou autismo é de aproximadamente 20, enquanto de um psicopata hardcore é nulo.
O mais assustador? Existem milhões de psicopatas vivendo entre nós que nunca vão fazer alguma atrocidade moral do tipo torturar ou cometer homicídio, mas simplesmente são insensíveis aos outros e não se importam em ferí-los, o seu único objetivo é se dar bem na vida - acabam sendo rotulados como malas, canalhas, egoístas etc. Daí você começa a pensar, e o próprio sistema capitalista em grande parte estimula esse tipo de comportamento... e você pára e pensa... meu Deus, aonde esse mundo foi parar?
Seu vizinho, amigos, namorado, marido, esposa, colega de trabalho, professor - vai ver, até mesmo seus pais. São todos potenciais psicopatas.
Ugh, esse pensamento dá calafrios!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Unplugged
Diferentemente da maior parte da história da humanidade, a humanidade está teoricamente passando por um momento onde não há escravidão, liberdade e direitos humanos... ou uma falsa impressão de tudo isso.
A tecnologia está nos tornando seres bobos e dependentes dela, cada vez mais; todo mundo sabe disso muito bem, não faltam reportagens e documentários sobre o tema, mas quando isso começa a se instalar cada vez mais nas nossas rotinas, torna-se um fator digno de preocupação.
Nós não mais conversamos com as pessoas ou as vemos, enviamos mensagens, impessoais, curtas e limitadas aos assuntos de que queremos falar. Nós não saímos mais para jogar conversa fora, interagir socialmente ou dar risadas. Ficamos horas e horas no computador, jogando, na frente de uma televisão jogando videogames.
Não que celulares, computadores e videogames sejam algo ruim - acreditem, sou aluna do bacharelado em Ciência e *Tecnologia*, mas suspeito que invés de essas coisas estarem adicionando atividades e entretenimento nas nossas vidas, elas estão na verdade substituindo outras coisas que de fato tornam nossas vidas boas, agradáveis e satisfatórias.
Estou bastante revoltada comigo mesma por causa da grande quantidade de tempo que tenho passado no facebook, msn, etc, simplesmente porque morando sozinha sinto que isso é meu único contato com o mundo externo (já que não tenho telefone e meu celular não funciona direito...), então é com grande satisfação que digo que decidi aproveitar de verdade minhas férias longe dessas falsas ilusões de que temos muitos amigos ou que as pessoas de alguma forma se interessam por nós, quando na verdade 90% não dá a mínima.
Vou lá ler, viajar (Rio esse final de semana!), desenhar, escrever, organizar, arrumar, inventar, rir, me divertir, encontrar meus amigos longe das telas, softwares e programas. Isso eu já tenho demais na faculdade.
Vou fazer a desintoxicação e reabilitação.
Starting now.
A tecnologia está nos tornando seres bobos e dependentes dela, cada vez mais; todo mundo sabe disso muito bem, não faltam reportagens e documentários sobre o tema, mas quando isso começa a se instalar cada vez mais nas nossas rotinas, torna-se um fator digno de preocupação.
Nós não mais conversamos com as pessoas ou as vemos, enviamos mensagens, impessoais, curtas e limitadas aos assuntos de que queremos falar. Nós não saímos mais para jogar conversa fora, interagir socialmente ou dar risadas. Ficamos horas e horas no computador, jogando, na frente de uma televisão jogando videogames.
Não que celulares, computadores e videogames sejam algo ruim - acreditem, sou aluna do bacharelado em Ciência e *Tecnologia*, mas suspeito que invés de essas coisas estarem adicionando atividades e entretenimento nas nossas vidas, elas estão na verdade substituindo outras coisas que de fato tornam nossas vidas boas, agradáveis e satisfatórias.
Estou bastante revoltada comigo mesma por causa da grande quantidade de tempo que tenho passado no facebook, msn, etc, simplesmente porque morando sozinha sinto que isso é meu único contato com o mundo externo (já que não tenho telefone e meu celular não funciona direito...), então é com grande satisfação que digo que decidi aproveitar de verdade minhas férias longe dessas falsas ilusões de que temos muitos amigos ou que as pessoas de alguma forma se interessam por nós, quando na verdade 90% não dá a mínima.
Vou lá ler, viajar (Rio esse final de semana!), desenhar, escrever, organizar, arrumar, inventar, rir, me divertir, encontrar meus amigos longe das telas, softwares e programas. Isso eu já tenho demais na faculdade.
Vou fazer a desintoxicação e reabilitação.
Starting now.
"Hey, hey you, yeah you gotta be leaving,
Say what you want, what you say, say anything
No one knows just how deep it goes
We are old in your teenage tyranny
And all you need is a hunger to feed
I've got my own secrets though, say what?
With a heart full of mess and lore We are doomed but we want more
It's the ride we take
The many winged escape
It's the bough we break to blow away
And we blow away The time we waste
Swallowed into space
It's the time it takes to blow
Away"
sábado, 10 de dezembro de 2011
Swallowed in the sea
"And I could write a book the one they said that shook
the world, and then it took
it took it back from me
And I could write it down
or spread it all around
Get lost and then get found (...)
Oh what good is it to live
with nothing left to give?
Forget but not forgive
Not loving all you see?"
Gostei muito desse trecho da música Swallowed in the sea, especialmente do último pedacinho.
Apresenta um pequeno lembrete de algo tão simples que as pessoas esquecem de fazer, que é dar, ceder, não pensar em si mesmo em primeiro lugar. Estamos ficando pessoas tão terrivelmente solitárias, que esquecemos como é que funciona o meio social - ou talvez por estarmos esquecendo o meio social que estamos nos tornando cada vez mais solitários.
Até quando há uma gentileza, prontamente partimos para o ponto de vista cético de 'e o que você tem a ganhar com isso?' - e muitas vezes é com razão, porque algo que parece uma gentileza é na verdade um meio da pessoa buscar o benefício próprio, e a gente se lasca. É horrível percebermos nossa inocência frente ao mundo, muitas vezes. Sem dó nem piedade, as pessoas exploram umas às outras, enganam, mentem.
Se lembrássemos que o que faz valer à pena viver é para o bem do outro, seria uma via em ambos os sentidos e acabaria sendo melhor para todos. Você pode não cuidar das suas próprias necessidades ou interesses e fazê-lo por outros, porque sabe que outro o fará por você. Não seria essa competição ridícula em que vivemos em nosso próprio nome.
Daí o terceiro verso menciona um tema pouco mencionado no nosso cotidiano - o perdão. Vivemos alimentando nossa vingança, e tentamos tomar a justiça nas nossas mãos, nos achamos bons o suficiente para julgarmos as atitudes das pessoas como erradas e por isso desprezá-las... Quando, não sabemos qual a realidade e vivência dos outros. Que espécie de juíz tem uma visão parcial, nem conhece todos os fatos para fazer uma decisão?
Se fôssemos julgar a nós mesmos com a mesma imparcialidade que o fazemos com os outros, nos condenaríamos.
Não estou falando que o perdão é algo fácil de se conseguir, longe (muito longe) disso, mas se ele não existe, ocorre um evento de autodestruição no qual começamos a agredir nós mesmos devido aos erros de fora, alimentamos amargura, raiva, tristeza, tudo de forma desnecessária e que poderia ser dissolvida com o amor mesmo àqueles que nos ferem. Com a mesma misericórdia com a qual somos tratados todos os dias por Deus.
Bem, se aprendemos a nos doar aos outros, aprendemos a perdoá-los... é apenas lógico supor que tudo se tornará mais agradável, o mundo nos parecerá um tanto menos hostil, e teremos a oportunidade de ver o mundo com outros olhos e amar tudo o que vemos. Amar e com carinho querer cuidar de tudo o que vemos, os lugares, as pessoas, os animais, e o mundo todo fica mais bonito, e para o que não é bonito, há esperança.
O problema é que entre os versos e os verbos, existe a realidade.
the world, and then it took
it took it back from me
And I could write it down
or spread it all around
Get lost and then get found (...)
Oh what good is it to live
with nothing left to give?
Forget but not forgive
Not loving all you see?"
Gostei muito desse trecho da música Swallowed in the sea, especialmente do último pedacinho.
Apresenta um pequeno lembrete de algo tão simples que as pessoas esquecem de fazer, que é dar, ceder, não pensar em si mesmo em primeiro lugar. Estamos ficando pessoas tão terrivelmente solitárias, que esquecemos como é que funciona o meio social - ou talvez por estarmos esquecendo o meio social que estamos nos tornando cada vez mais solitários.
Até quando há uma gentileza, prontamente partimos para o ponto de vista cético de 'e o que você tem a ganhar com isso?' - e muitas vezes é com razão, porque algo que parece uma gentileza é na verdade um meio da pessoa buscar o benefício próprio, e a gente se lasca. É horrível percebermos nossa inocência frente ao mundo, muitas vezes. Sem dó nem piedade, as pessoas exploram umas às outras, enganam, mentem.
Se lembrássemos que o que faz valer à pena viver é para o bem do outro, seria uma via em ambos os sentidos e acabaria sendo melhor para todos. Você pode não cuidar das suas próprias necessidades ou interesses e fazê-lo por outros, porque sabe que outro o fará por você. Não seria essa competição ridícula em que vivemos em nosso próprio nome.
Daí o terceiro verso menciona um tema pouco mencionado no nosso cotidiano - o perdão. Vivemos alimentando nossa vingança, e tentamos tomar a justiça nas nossas mãos, nos achamos bons o suficiente para julgarmos as atitudes das pessoas como erradas e por isso desprezá-las... Quando, não sabemos qual a realidade e vivência dos outros. Que espécie de juíz tem uma visão parcial, nem conhece todos os fatos para fazer uma decisão?
Se fôssemos julgar a nós mesmos com a mesma imparcialidade que o fazemos com os outros, nos condenaríamos.
Não estou falando que o perdão é algo fácil de se conseguir, longe (muito longe) disso, mas se ele não existe, ocorre um evento de autodestruição no qual começamos a agredir nós mesmos devido aos erros de fora, alimentamos amargura, raiva, tristeza, tudo de forma desnecessária e que poderia ser dissolvida com o amor mesmo àqueles que nos ferem. Com a mesma misericórdia com a qual somos tratados todos os dias por Deus.
Bem, se aprendemos a nos doar aos outros, aprendemos a perdoá-los... é apenas lógico supor que tudo se tornará mais agradável, o mundo nos parecerá um tanto menos hostil, e teremos a oportunidade de ver o mundo com outros olhos e amar tudo o que vemos. Amar e com carinho querer cuidar de tudo o que vemos, os lugares, as pessoas, os animais, e o mundo todo fica mais bonito, e para o que não é bonito, há esperança.
O problema é que entre os versos e os verbos, existe a realidade.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
OST
Recebi via facebook uma 'brincadeira' para você montar a trilha sonora da sua vida usando o modo shuffle. Mas eu acabei achando interessante a proposta, já que estou viciada em música recentemente; e portanto, decidi fazer sem shuffle, mas escolher músicas que fariam parte de uma trilha sonora da minha vida. É claro que eu escolhi músicas que atualmente gosto, se fosse escolher músicas de cada época esse post seria terrivelmente queima filme, lol.
Enfim. Aos curiosos, a maioria das músicas creio que estão no youtube, ou algo do tipo.
Créditos iniciais: In the light – DC Talk
Tema do seu nascimento: Surprise – Jars of Clay
Primeiro dia na faculdade: Lost! - Coldpay
Primeira briga: When the rain comes – Third Day
Primeira decepção amorosa: Almost lover - A fine frenzy
Segunda decepção amorosa: Jar of hearts - Christina Perri
Tema de sua vida escolar: Another brick on the wall – Pink Floyd
Primeira decepção familiar: Tell me why – Tait
Tema de sua vida adulta: Something Beautiful – Jars of Clay
Sua canção de namorados: See the light in me - Ingrid Michaelson
Tema de pró-atividade acadêmica: Uprising - Muse
Música de seu casamento: Only the Beggining of the Adventure – Harry Gregson-Williams
Tema de seus flashbacks: With a little help from my friends – The Beatles
Tema do nascimento do seu filho: Mushaboom – Leslie Feist
Música que estará tocando quando morrer: Love Song – Third Day
Música do funeral: All my tears – Jars of Clay
Créditos finais: Don’t Panic - Coldplay
Enfim. Aos curiosos, a maioria das músicas creio que estão no youtube, ou algo do tipo.
Créditos iniciais: In the light – DC Talk
Tema do seu nascimento: Surprise – Jars of Clay
Primeiro dia na faculdade: Lost! - Coldpay
Primeira briga: When the rain comes – Third Day
Primeira decepção amorosa: Almost lover - A fine frenzy
Segunda decepção amorosa: Jar of hearts - Christina Perri
Tema de sua vida escolar: Another brick on the wall – Pink Floyd
Primeira decepção familiar: Tell me why – Tait
Tema de sua vida adulta: Something Beautiful – Jars of Clay
Sua canção de namorados: See the light in me - Ingrid Michaelson
Tema de pró-atividade acadêmica: Uprising - Muse
Música de seu casamento: Only the Beggining of the Adventure – Harry Gregson-Williams
Tema de seus flashbacks: With a little help from my friends – The Beatles
Tema do nascimento do seu filho: Mushaboom – Leslie Feist
Música que estará tocando quando morrer: Love Song – Third Day
Música do funeral: All my tears – Jars of Clay
Créditos finais: Don’t Panic - Coldplay
C'est fini
É com grande alívio (e algum pesar no coração) que digo que terminei o segundo semestre do BCT! Fechei 8/9 matérias até o presente momento, mas o pesar no coração se deve ao fato que acabo de fazer a prova de Cálculo e o professor a fez sem dó nem piedade. Apenas três questões, uma destas valendo 5,0 pontos. Isso mesmo, eu falei, sem dó nem piedade.
Mas, porém, entretanto, contudo, todavia... Sei que fiz o melhor que pude e essa prova inclusive me rendeu uma dor de cabeça fenomenal, e mesmo assim fiquei até os últimos instantes da prova. Cansaço, exaustão, alívio, e um pouco de medo do porvir se amonotam nas minhas emoções. Mas. Acabou.
As tão desejadas férias chegaram, estão aqui olhando para mim, e eu olhando para elas, descrente da minha visão. Será mesmo? O trabalho acabou? Não tem mais nada a fazer?
Só pode ser brincadeira... o tão esperado momento chegou já?
Já que passarei o final de semana aqui - organizando, limpando e saindo para celebrar as férias - suspeito que a ficha só vai cair quando eu voltar pra minha cidade, levar minhas roupas e quinquilharias, e for comprar aquele sorvete de cookies'n'cream que comprei da última vez no início das férias. Me soa uma boa tradição. Uma forma de acariciar meu cérebro e dizer "bom garoto, você sobreviveu mais um semestre!" - talvez isso faça com que ele não entre mais em greve.
Poderei sair com meus amigos do acampamento, jogar conversa fora, acampar, desenhar, ler, escrever, dormir, escutar música, refletir sobre a vida, o universo e tudo o mais.
Céus. Eu tenho três meses para de fato viver, não só existir.
ótima frase que li hoje:
"The world is not the most pleasant place. Eventually your parents leave you and nobody is going to go out of their way to protect you unconditionally. You need to learn to stand up for yourself and what you believe and sometimes, pardon my language, kick some ass."
- Queen Elizabeth II
Mas, porém, entretanto, contudo, todavia... Sei que fiz o melhor que pude e essa prova inclusive me rendeu uma dor de cabeça fenomenal, e mesmo assim fiquei até os últimos instantes da prova. Cansaço, exaustão, alívio, e um pouco de medo do porvir se amonotam nas minhas emoções. Mas. Acabou.
As tão desejadas férias chegaram, estão aqui olhando para mim, e eu olhando para elas, descrente da minha visão. Será mesmo? O trabalho acabou? Não tem mais nada a fazer?
Só pode ser brincadeira... o tão esperado momento chegou já?
Já que passarei o final de semana aqui - organizando, limpando e saindo para celebrar as férias - suspeito que a ficha só vai cair quando eu voltar pra minha cidade, levar minhas roupas e quinquilharias, e for comprar aquele sorvete de cookies'n'cream que comprei da última vez no início das férias. Me soa uma boa tradição. Uma forma de acariciar meu cérebro e dizer "bom garoto, você sobreviveu mais um semestre!" - talvez isso faça com que ele não entre mais em greve.
Poderei sair com meus amigos do acampamento, jogar conversa fora, acampar, desenhar, ler, escrever, dormir, escutar música, refletir sobre a vida, o universo e tudo o mais.
Céus. Eu tenho três meses para de fato viver, não só existir.
ótima frase que li hoje:
"The world is not the most pleasant place. Eventually your parents leave you and nobody is going to go out of their way to protect you unconditionally. You need to learn to stand up for yourself and what you believe and sometimes, pardon my language, kick some ass."
- Queen Elizabeth II
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
LoveHateRelationship
Não importa o caminho que eu trilhe entre o começo e o final, eu sempre acabo nos braços do Stewart.
Longa noite à frente, poucas horas me separam da liberdade. Vem pra mim, Cálculo - e traga consigo minhas férias! \o/
(suspeito que ontem batemos um recorde! 34 visualizações de página! Ueba!)
Longa noite à frente, poucas horas me separam da liberdade. Vem pra mim, Cálculo - e traga consigo minhas férias! \o/
(suspeito que ontem batemos um recorde! 34 visualizações de página! Ueba!)
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
ilusionistas
Em minha insônia pré prova ontem à noite, eu tive uma epifania muito absurda e que não sei de onde veio. Bem, talvez sim.
Eu tinha lido um quadrinho do 9gag que diz "That awkward moment in which you realise you were never in love with your crush. You were in love with what you imagined him/her to be, you were in love with an imaginary crush." ou algo assim.
Eu ri um pouco com isso, mas ignorei, nem compartilhei nem nada.
Mas daí estava conversando com a Bárbara por msn a respeito de stalkers, e fiquei pensando... porque eles se aproximam das pessoas mais... X? As pessoas mais quietas, felizes em seus respectivos mundos, não são grandes centros de atenção...?
E foi daí que em um súbito momento de iluminação eu me dei conta de que: essas pessoas quietas e mais solitárias são as pessoas mais difícieis de se conhecer de verdade; toda palavra, pensamento, frase ou ação são milimetricamente calculadas, seus filtros sociais estão em pleno funcionamento o tempo todo, então a pessoa transmite para os outros muito pouco do que ela realmente é.
Isso, por sua vez, dá lugar à criatividade dos eventuais interessados - que pintam, bordam e imaginam a pessoa como quiserem , porque a realidade lhe apresenta poucos fatos palpáveis, então a imaginação dá conta do recado e em pouco tempo a pessoa se diz 'apaixonada' ou 'gostando de alguém', enfim. Doce ilusão.
Suspeito que seja isso que aquele lance de 'mistério' e 'segredos' e 'desconhecido' entram nos relacionamentos amorosos, é fácil amar um amigo imaginário - até mesmo nos contos de fadas, grande parte das histórias as 'princesas' ora estão em sono profundo - ou seja, não apresentam personalidade ou características reais, cabe ao espectador e às outras personagens imaginarem como ela é, uma descrição que tenderá à perfeição, ora como no caso de 'A Pequena Sereia', a mocinha não consegue nem se comunicar porque não tem voz. Todo o 'amor' se baseia nas impressões de ambas as partes, não necessariamente na realidade.
Agora, tente desvendar uma pessoa real, viva e andando por aí e ainda amá-la, torna-se uma tarefa muito mais difícil e que exige um trabalho muito mais árduo, mas ao mesmo tempo os resultados não são efêmeros como outrora seriam em uma situação de completa ilusão.
Não haverá aquele momento de rompimento com o platonismo, 'that awkward moment' em que você se dá conta das grandes e mirabolantes mentiras que você contou para si mesmo, isso não existirá a partir do momento em que você analisar e interpretar a pessoa baseado em fatos, não esperanças ou ilusões.
Não é o amor que é cego, somos nós que cegamos o amor com farsas, mentiras e ilusões ao tentar criar uma perfeição que simplesmente... não existe. Vamos parar de manipular o mundo e as pessoas ao nosso próprio gosto, vamos começar a dar mais valor à realidade - certamente, a realidade é muito mais interessante, complexa e instigante do que aqueles 'e viveram felizes para sempre'.
Como diz Dan Millan em um quote que me fascina:
"You're a prisoner of your own illusions - about yourself and about the world. To cut yourself free, you're going to need more courage and strength than any movie hero.(...) You don't see your prison because its bars are invisible. Part of my task is to point out your predicament, and I hope it is the most disillusioning experience of your life."
"Well, thans a lot, friend," I said, surprised by his ill wishes.
"Well, thans a lot, friend," I said, surprised by his ill wishes.
"I don't think you understand. (...) Disillusion is the greatest gift I can give you. But, because of your fondness for illusion, you consider the term negative. You commiserate with a firend by saying 'Oh, what a disillusioning experience that must have been', when you ought to be celebrating with him. The word 'dis illusion' is litteraly a freeing from illusion, but you cling to your illusions."
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Don't rain on my parade
*Fechei:
Física (7,0)
Cultura Celular (8,5)
Lab Bio (9.3)
Fisiologia (8.6)
Estrutura Dinâmica Social (8.5)
Metodologia de Pesquisa e Comunicação Científica (8.5)
Introdução à Engenharia Biomédica (so far, 7,0)
*Proposta de recepção aos calouros deferida, receberemos o valor integral de auxílio para realização das atividades.
Falta fechar duas matérias... mas ao lado de tudo isso só posso dizer para elas: You're not going to rain on my parade!
* * * * *
Física (7,0)
Cultura Celular (8,5)
Lab Bio (9.3)
Fisiologia (8.6)
Estrutura Dinâmica Social (8.5)
Metodologia de Pesquisa e Comunicação Científica (8.5)
Introdução à Engenharia Biomédica (so far, 7,0)
*Proposta de recepção aos calouros deferida, receberemos o valor integral de auxílio para realização das atividades.
Falta fechar duas matérias... mas ao lado de tudo isso só posso dizer para elas: You're not going to rain on my parade!
* * * * *
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
Hope for the hopeless
Estarei ausente por mais uma semana mas por ótimos motivos - minha prova foi postergada, e terei mais uma chance para aniquilar Cálculo de uma vez por todas. Sexta feira acaba!
* * * * *
"Making the best of it
Playing the hand you get
You're not alone in this
Cold in a summer breeze
Yeah, you're shivering
On your bended knees
Still, when you're heart is sore
And the heavens pour
Like a willow bending with the storm, you'll make it
Running against the wind
Playing the cards you get
Something is bound to give"
* * * * *
"Making the best of it
Playing the hand you get
You're not alone in this
Cold in a summer breeze
Yeah, you're shivering
On your bended knees
Still, when you're heart is sore
And the heavens pour
Like a willow bending with the storm, you'll make it
Running against the wind
Playing the cards you get
Something is bound to give"
domingo, 4 de dezembro de 2011
Nobody said it was easy...
Quando vejo alguém triste, chateado por um motivo qualquer eu tento conversar, perguntar o que é, e apresento todos os fatos, como o problema pode ser solucionado, ou em que aspectos o problema não é tão grande quanto parece. Descobri essa semana que sou péssima em consolar.
Descobri na pele que não são as longas dissertações, metáforas ou epopéias que fazem diferença nessas horas. Não são os argumentos incontestáveis e racionais que te fazem parar de chorar.
Não, não, nada disso, são aquelas coisas pequenas que são difíceis de encontrar: um abraço sicero, um silêncio solidário, um ombro amigo... e até aquelas frases cliché: "vai ficar tudo bem" ou até coisas cômicas como "Não chora senão eu choro junto com você!"
Não tente demais, não pense demais, apenas... seja sincero. É isso que conta no final do dia.
* * * * *
Desde que comecei a maratona de provas, comecei a escutar muito Vitamin String Quartet, e descobri que eles haviam feito um tributo ao coldplay... e bem, desde então, estou viciada na banda. No coldplay, digo. Especialmente no álbum mais recente, Mylo Xyloto.
Nunca pensei que diria isso, mas um album do coldplay de fato me deixa mais feliz depois de ouví-lo! Além do mais, até a capa do disco é bem legal.
Algumas músicas recentes em particular, captaram minha atenção: Paradise (o clipe é ótimo!), Major Minus e Hurts Like Heaven. Tá aí o video deles apresentando Hurts like heaven...
Porque eu só descubro as bandas depois que elas acabam de vir ao Brasil? Próxima vez estarei lá o/
Descobri na pele que não são as longas dissertações, metáforas ou epopéias que fazem diferença nessas horas. Não são os argumentos incontestáveis e racionais que te fazem parar de chorar.
Não, não, nada disso, são aquelas coisas pequenas que são difíceis de encontrar: um abraço sicero, um silêncio solidário, um ombro amigo... e até aquelas frases cliché: "vai ficar tudo bem" ou até coisas cômicas como "Não chora senão eu choro junto com você!"
Não tente demais, não pense demais, apenas... seja sincero. É isso que conta no final do dia.
* * * * *
Desde que comecei a maratona de provas, comecei a escutar muito Vitamin String Quartet, e descobri que eles haviam feito um tributo ao coldplay... e bem, desde então, estou viciada na banda. No coldplay, digo. Especialmente no álbum mais recente, Mylo Xyloto.
Nunca pensei que diria isso, mas um album do coldplay de fato me deixa mais feliz depois de ouví-lo! Além do mais, até a capa do disco é bem legal.
Algumas músicas recentes em particular, captaram minha atenção: Paradise (o clipe é ótimo!), Major Minus e Hurts Like Heaven. Tá aí o video deles apresentando Hurts like heaven...
Porque eu só descubro as bandas depois que elas acabam de vir ao Brasil? Próxima vez estarei lá o/
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Sol da (minha) Vida
Nossa, achei isso hoje no youtube. É ou não é pra matar de saudades?
Quero acampar!
Quero acampar!
aquilo
"Não é verdade que todas as amizades duradouras nascem no momento em que você finalmente encontra outro ser humano que tem certa percepção (embora superficial e vaga) daquilo que você nasceu desejando, e que você continuou sempre buscando por baixo do fluxo daqueles outros desejos e em todos os silêncios momentâneos entre as paixões mais barulhentas, noite e dia, ano após ano, desde a infância até a idade adulta, você procurou, observou, ouviu?Acontece que você nunca teve isso.As coisas que jamais tomaram posse da sua alma não passaram de pistas para aquilo - piscadelas sedutoras, promessas nunca inteiramente cumpridas, ecos que se foram assim que caíram nos seus ouvidos. Mas se a coisa começar a se manifestar de verdade - se um dia você ouvir um eco que nunca morre, mas se transforma no próprio som - você o saberá. E você dirá para si mesmo acima de qualquer dúvida: "Foi para isso mesmo que eu fui feito". Não dá para contar essas coisas aos outros. Essa mensagem vem com a assinatura secreta de cada alma, e com o incomunicável desejo e desconsiderado. Trata-se do que desejávamos antes de conhecer as nossas esposas e os nossos amigos ou escolhido a nossa profissão, e que devemos continuar desejando até morrermos, quando a mente já não mais conhecerá esposa, nem amigo, nem trabalho. Isso será sempre assim, enquanto formos gente. Se deixarmos escapar isso, estaremos pondo tudo a perder."
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Bittersweet
Hoje eu sabia que seria um dia difícil - tinha duas provas, sendo uma dessas Química experimental, na qual preciso de pelo menos 7,5 para passar. O lance é que eu fiquei incrivelmente estupefata com o número de emoções que você pode sentir em um diazinho só. Eu pensei que seria difícil, a vida apresentou-se ainda mais difícil que eu previa por uma série de eventos.
Desespero, pânico, alegria, esperança, desânimo. Tudo junto e misturado. Daí, depois de eu dormir um pouco para reestabelecer minha sanidade, eu fiquei pensando. Parece criança.
As crianças têm uma capacidade invejável de esquecer: está chorando por causa de um cortezinho de nada de quando caiu, em 2 minutos já sai correndo pra brincar, gritar, cair de novo. Quisera eu ter isso!
Parece que quando somos mais novos, somos mais maleáveis ante às circunstâncias, somos meio líquidos e nos adaptamos ao recipiente que nos contém. Senti um pouco disso hoje, até consegui me adaptar razoavelmente, mas ao final do dia estava extenuada e só queria a minha cama, meio que pra reorganizar as ideias na cabeça e dar o merecido descanso ao meu corpo.
Daí estava pensando, somos substâncias que mudam com o tempo. Se na infância somos líquidos, com o crescimento começamos a virar plasma - ora sólidos, ora líquidos conforme as circunstâncias. Ora imparciais e imutáveis, ora totalmente adaptáveis; suspeito que essa seja a adolescência/juventude.
O tempo continua passando, e começamos a ficar mais presos às nossas manias, às nossas rotinas e circunstâncias perfeitas - não conseguimos passar por 10 mil emoções no dia sem sermos um pouco desgastados, às vezes estamos até extenuados.
Talvez seja o cansaço que faça isso, cada vez que somos 'mudados de recipientes', isso exige um rearranjo molecular... e daí começamos a nos prender àquele arranjo que mais nos agrada, mas para mudarmos depois disso, precisamos ser quebrados e moldados novamente para o nosso novo recipiente, nossas novas circunstâncias.
A maleabilidade emocional acaba sendo boa até certo ponto, os eventos não nos afetam durante muito tempo, conseguimos lidar com tudo o que se apresenta a nós, mas também é importante sabermos ter a estrutura de não sermos levados por ventos de qualquer coisa, arrastados pra lá e pra cá, agirmos impulsivamente...precisamos ser que nem aqueles materiais inteligentes, materiais que têm 'memória' de sua forma original e retornam ao que eram. Podemos nos adaptar de acordo com as necessidades, mas saber precisamente a que forma retornar, quem somos, como somos e como sermos estáveis e ainda assim adaptáveis.
* * * * *
Esses dias estava procurando músicas para ouvir enquanto estudava, e encontrei uma galera chamada Vitamin String Quartet, que reavivou um gosto musical que havia deixado de lado, tanto por Muse como por Coldplay
'Cause it's a bittersweet symphony, this life
porque é uma sinfonia agridoce, essa vida
Try to make ends meet
você tenta dar conta de tudo
You're a slave to money then you die
você é um escravo do dinheiro e daí morre
I'll take you down the only road I've ever been down
te levarei pela única rua que eu conheço
You know the one that takes you to the places
você sabe a que te leva a lugares
where all the veins meet yeah,
onde todas as veias se encontram
No change, I can change
não mudar, eu posso mudar
I can change, I can change
eu posso mudar, eu posso mudar
But I'm here in my mold
mas eu estou aqui no meu molde
I am here in my mold
eu estou aqui no meu molde
But I'm a million different people
mas eu sou um milhão de pessoas diferentes
from one day to the next
de um dia para o outro
I can't change my mold
eu não posso mudar o meu molde
No, no, no, no, no
não, não, não
Desespero, pânico, alegria, esperança, desânimo. Tudo junto e misturado. Daí, depois de eu dormir um pouco para reestabelecer minha sanidade, eu fiquei pensando. Parece criança.
As crianças têm uma capacidade invejável de esquecer: está chorando por causa de um cortezinho de nada de quando caiu, em 2 minutos já sai correndo pra brincar, gritar, cair de novo. Quisera eu ter isso!
Parece que quando somos mais novos, somos mais maleáveis ante às circunstâncias, somos meio líquidos e nos adaptamos ao recipiente que nos contém. Senti um pouco disso hoje, até consegui me adaptar razoavelmente, mas ao final do dia estava extenuada e só queria a minha cama, meio que pra reorganizar as ideias na cabeça e dar o merecido descanso ao meu corpo.
Daí estava pensando, somos substâncias que mudam com o tempo. Se na infância somos líquidos, com o crescimento começamos a virar plasma - ora sólidos, ora líquidos conforme as circunstâncias. Ora imparciais e imutáveis, ora totalmente adaptáveis; suspeito que essa seja a adolescência/juventude.
O tempo continua passando, e começamos a ficar mais presos às nossas manias, às nossas rotinas e circunstâncias perfeitas - não conseguimos passar por 10 mil emoções no dia sem sermos um pouco desgastados, às vezes estamos até extenuados.
Talvez seja o cansaço que faça isso, cada vez que somos 'mudados de recipientes', isso exige um rearranjo molecular... e daí começamos a nos prender àquele arranjo que mais nos agrada, mas para mudarmos depois disso, precisamos ser quebrados e moldados novamente para o nosso novo recipiente, nossas novas circunstâncias.
A maleabilidade emocional acaba sendo boa até certo ponto, os eventos não nos afetam durante muito tempo, conseguimos lidar com tudo o que se apresenta a nós, mas também é importante sabermos ter a estrutura de não sermos levados por ventos de qualquer coisa, arrastados pra lá e pra cá, agirmos impulsivamente...precisamos ser que nem aqueles materiais inteligentes, materiais que têm 'memória' de sua forma original e retornam ao que eram. Podemos nos adaptar de acordo com as necessidades, mas saber precisamente a que forma retornar, quem somos, como somos e como sermos estáveis e ainda assim adaptáveis.
* * * * *
Esses dias estava procurando músicas para ouvir enquanto estudava, e encontrei uma galera chamada Vitamin String Quartet, que reavivou um gosto musical que havia deixado de lado, tanto por Muse como por Coldplay
'Cause it's a bittersweet symphony, this life
porque é uma sinfonia agridoce, essa vida
Try to make ends meet
você tenta dar conta de tudo
You're a slave to money then you die
você é um escravo do dinheiro e daí morre
I'll take you down the only road I've ever been down
te levarei pela única rua que eu conheço
You know the one that takes you to the places
você sabe a que te leva a lugares
where all the veins meet yeah,
onde todas as veias se encontram
No change, I can change
não mudar, eu posso mudar
I can change, I can change
eu posso mudar, eu posso mudar
But I'm here in my mold
mas eu estou aqui no meu molde
I am here in my mold
eu estou aqui no meu molde
But I'm a million different people
mas eu sou um milhão de pessoas diferentes
from one day to the next
de um dia para o outro
I can't change my mold
eu não posso mudar o meu molde
No, no, no, no, no
não, não, não
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
#mimimi
Quem fizer a prova de Cálculo no meu lugar e me fazer passar direto, eu dou um abraço.
Tá, é mais provável (atente para o detalhe que mais é diferente de muito) eu passar que alguém se voluntariar, rsrs.
Tá, tá, to indo estudar.
Tá, é mais provável (atente para o detalhe que mais é diferente de muito) eu passar que alguém se voluntariar, rsrs.
Tá, tá, to indo estudar.
sábado, 26 de novembro de 2011
There will be more.
Sem tempo de escrever, muito a estudar... mas estou bastante feliz com alguns eventos da semana. Nossa inscrição para a recepção de calouros foi deferida, o que me animou, e tive a primeira reunião de fato discutindo IC. A gente quase pira, mas vale à pena. "With a head full of mess and lore, We are doomed but we want more"!
Tenho lido muito a respeito de perseguição aos cristãos que tem ocorrido no iraque, índia, e alguns problemas na Malásia... então é com esse tema em mente e com muitas orações que deixo a seguinte música.
Quantas vezes deixamos de defender nossas crenças por medo de sermos mal entendidos, julgados, rejeitados? Quantas vezes adaptamos nossa moralidade, conceitos, fé de acordo com a situação que nos cerca? O mundo já tem pessoas não newtonianas demais - aquelas lá que ficam sólidas de quando em vez, daí líquidas em outras circunstâncias... entre um e outro. Está na hora de definirmos pelo que viveremos, pelo que lutaremos e pelo que morreremos.
Stood Up - Fine frenzy
We are not frightened anymore,
We stood up, we stood up
And there are two of us there will be more,They'll show up, yeah they'll show up
They'll show up
We've been blamed for a change of mind
A seismic shift in times
They told us not to fight
But we'll fight it till we die
And so they sunk every ship we sailed
But we stood up, we stood up
And they fought hard, but somewhere fighting failedThey're all shook up, they're all shook up
All shook up
Steel and concrete break
Beneath the steady waves
Of fearless hope and grace
In kindness there is strength
Tenho lido muito a respeito de perseguição aos cristãos que tem ocorrido no iraque, índia, e alguns problemas na Malásia... então é com esse tema em mente e com muitas orações que deixo a seguinte música.
Quantas vezes deixamos de defender nossas crenças por medo de sermos mal entendidos, julgados, rejeitados? Quantas vezes adaptamos nossa moralidade, conceitos, fé de acordo com a situação que nos cerca? O mundo já tem pessoas não newtonianas demais - aquelas lá que ficam sólidas de quando em vez, daí líquidas em outras circunstâncias... entre um e outro. Está na hora de definirmos pelo que viveremos, pelo que lutaremos e pelo que morreremos.
Stood Up - Fine frenzy
We are not frightened anymore,
We stood up, we stood up
And there are two of us there will be more,They'll show up, yeah they'll show up
They'll show up
We've been blamed for a change of mind
A seismic shift in times
They told us not to fight
But we'll fight it till we die
And so they sunk every ship we sailed
But we stood up, we stood up
And they fought hard, but somewhere fighting failedThey're all shook up, they're all shook up
All shook up
Steel and concrete break
Beneath the steady waves
Of fearless hope and grace
In kindness there is strength
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
início da eternidade
Sei que este post poderá ser um tanto polêmico porque trata de um assunto que não tem um acordo geral de todo mundo quanto a definir e compreender o tema, mas foi uma reflexão súbita que me atingiu que achei digna de ser expressa aqui.
Sempre tive uma tremenda dificuldade de entender o conceito "eternidade", pelo simples fato de eu ser uma ser humana como você (eu espero) e nosso mundo estar rodeado de começos, meios e fins. O mais próximo que chegamos de eternidade é no final dos contos de fadas "e viveram felizes para sempre".
Já ouvi todo tipo de teorias quanto ao nosso 'post mortum', de que no céu lembraríamos de tudo aqui na terra sem tristeza, de que esqueceríamos de tudo, de que esqueceriamos dos acontecimentos mas lembraríamos das pessoas. Nunca soube me posicionar quanto a esse assunto.
A simples ideia de Deus nos dar uma vida para sempre, mas tirar de nós qualquer memória ou resquício o início da vida aqui no planetinha azul sempre me pareceu estranha, nunca consegui entender o por quê dessa teoria; se não lembrasse de nada, seria como se a Melissa terrena de fato morresse para todo o sempre, porque sem as memórias, pessoas, aprendizado daqui seria o mesmo que começar tudo da estaca zero. Seria outra pessoa.
Daí um dia desses estava refletindo sobre minhas mudanças mais recentes, assim como algumas um tanto quanto longínquas, e pensado quão mais frequentes e intensos têm sido os 'estirões de crescimento'. Se um ano atrás me dissessem que estava morando sozinha, eu não levaria a sério o sujeito e diria "Morar fora de casa pra fazer um curso que não fosse medicina??! Tá doido!". Ou se me dissessem que estava fazendo um curso de exatas, eu diria "rapaz, não sei por quem, mas você foi trollado!".
Daí se me dissessem seis meses atrás que de fato teria contato com meus colegas além do "Bom dia" e da observação de sempre, eu realmente começaria a duvidar da sanidade do indivíduo que me dissesse isso.
Ou então se dois meses atrás me dissessem que eu seria aquela aluna que faz os relatórios com antecedência e gasta ao menos 8 horas por dia estudando (viva o método pomodoro!), eu tentaria arranjar o telefone de um hospício para mandar o emissor destas palavras.
Mas no presente momento, após esses eventos tomarem seus respectivos lugares; prioridades se ajustaram, ideias foram lapidadas, e ainda o são, e a figura vai se construindo cada dia. Tudo faz sentido.
E eu olho para trás algumas semanas, meses, anos atrás - é engraçado pensar que de alguma estranha forma eu sou a mesma pessoa. Sou a mesma pessoa, mas nem por isso deixei de crescer e mudar.
Acho que do mesmo jeito em nosso futuro eterno e perfeito, podemos até lembrar de toda a nossa jornada terrena rumo àquilo, olharemos para nossos eus imperfeitos do passado sabendo que, por mais que distantes e precários aqueles anos pareçam, foram fundamentais à nossa formação como indivíduos para a perfeição.
Compreenderemos plenamente 'grandes mistérios' das vidinhas aqui, descobriremos que muitos deles nem eram grandes mistérios e nem faziam tanta diferença, descobriremos que pequenos detalhes foram necessários para que chegássemos àquele momento.
Compreenderemos nossa imperfeição assim como compreendemos hoje nossa infância, nosso passado.
Daí eu lembrei que I Coríntios 13 fala tudo isso de um jeito bem mais bonito e conciso, e senti que minha epifania na verdade só foi... reinterpretação daquilo que passei minha vida inteira lendo.
"Mas quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino. Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora conheço em parte; então, conhecerei plenamente, da mesma forma como sou plenamente conhecido."
- I Coríntios 13:10-12
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Weak wishes
"Se você perguntasse a vinte pessoas de boa índole qual elas consideram ser a maior das cirtudes, dezenove diriam que é o desprendimento. Mas se perguntassem a qualquer um dos grandes cristãos da Antiguidade, a resposta seria: o amor.
Viu só o que aconteceu? Uma palavra que parte da negação de outra (prendimento) foi substituída por outra afirmativa, e isso é de importância mais que filológica. A ideia negativa de desprendimento carrega em si não a sugestão básica de se reservar as coisas boas da vida para os outros, mas sim de abdicar delas como se a nossa abstinência e, não a alegria dos outros, fosse o ponto importante. Não acredito que essa seja a verdadeira virtude cristã do amor. O Novo Testamento tem muito a dizer sobre auto-negação, mas nada sobre a auto-negação como um dim em si mesma. Ele diz que devemos nos negar a nós mesmos e assumir nossa cruz, para que possamos seguir a Cristo. E praticamente toda a descrição do que acabaremos descobrindo se agirmos assim contém um apelo ao desejo. A grande maioria das mentes modernas tem embutida em si a ideia de que desejar o nosso proprio bem e desfrutar dele com sinceridade é errado. Eu presumo que essa ideia tenha sido insinuada por Kant e os estóicos, e não faça parte da fé cristã. De fato, se considerarmos as promessas inapagáveis de recompensa e a naureza admirável das recompensas prometidas nos Evangelhos, poderíamos até achar que o nosso Senhor não considera os nossos desejos muito fortes, e sim fracos demais. Somos criaturas de coração partido, tentando se divertir com drinques, sexo e ambições enquanto nos é oferecida uma alegria infinita; somos como uma criança ignorante, desejosa de continuar a fazer bolos de barro na favela, porque não consegue imaginar o significado do presente de umas férias na praia. Nós nos contentamos muito fácil."
- The Weight of Glory
* * * * *
* * * * *
terça-feira, 22 de novembro de 2011
< /3
Já tive meu coração partido diversas vezes por causa de dois caras. O pior, é que eu continuo insistindo há tanto tempo que isso pode dar certo, que passa a ser algo quase masoquista... correr atrás, gastar tempo, atp, esforço... acaba sendo extenuante.
Já tentei esquecer, seguir adiante... mas pra todo lugar que eu olho, eu lembro. Toda casa, prédio e construção. O fluxo sanguineo, as aulas de sistema cardiovascular, as colônias das bactérias. Qualquer coisa que vejo pela frente, lá está para me lembrar. Já pensei se estava enlouquecendo, mas percebi que era a realidade que em um golpe brutal me lembrava. Já fiz de tudo e não sei como fazer isso dar certo, mas eu vou tentar, mais um pouco - e o dia que conseguir, Ah que dia lindo! O dia em que eu acabar com todos os problemas que eles me trouxeram.
Todas as derivadas, as integrais, áreas, volumes e equações. Meus queridos Newton e Leibniz, eu juro que vou acabar com a desgraça, as noites mal dormidas, as horas de stress e enxaquecas que vocês me trouxeram. Eu vou esquecer vocês e nunca mais lembrar. Bem, talvez sim. No dia em que visitar seus túmulos e pude dizer "I do not r=1-sin(theta) you!"
Calculus, thou art a heartless bitch!
* * * * *
Ri MUITO com o video a seguir! Viva o antiromantismo s2
A gente ia para o necrotério ficar brincando de sério, deitadinhos no bem-bom.... (isso fica na cabeça!)
Já tentei esquecer, seguir adiante... mas pra todo lugar que eu olho, eu lembro. Toda casa, prédio e construção. O fluxo sanguineo, as aulas de sistema cardiovascular, as colônias das bactérias. Qualquer coisa que vejo pela frente, lá está para me lembrar. Já pensei se estava enlouquecendo, mas percebi que era a realidade que em um golpe brutal me lembrava. Já fiz de tudo e não sei como fazer isso dar certo, mas eu vou tentar, mais um pouco - e o dia que conseguir, Ah que dia lindo! O dia em que eu acabar com todos os problemas que eles me trouxeram.
Todas as derivadas, as integrais, áreas, volumes e equações. Meus queridos Newton e Leibniz, eu juro que vou acabar com a desgraça, as noites mal dormidas, as horas de stress e enxaquecas que vocês me trouxeram. Eu vou esquecer vocês e nunca mais lembrar. Bem, talvez sim. No dia em que visitar seus túmulos e pude dizer "I do not r=1-sin(theta) you!"
Calculus, thou art a heartless bitch!
* * * * *
Ri MUITO com o video a seguir! Viva o antiromantismo s2
A gente ia para o necrotério ficar brincando de sério, deitadinhos no bem-bom.... (isso fica na cabeça!)
domingo, 20 de novembro de 2011
#fato
Tá, eu não resisti.
Nem tudo que é simpático ou engraçado necessariamente tem que ser fisiologicamente correto.
Nem tudo que é simpático ou engraçado necessariamente tem que ser fisiologicamente correto.
sábado, 19 de novembro de 2011
Pretty damn close
Eu sei que é mais de uma da manhã, e eu sei que preciso muito dormir depois de um dia fazendo um trabalho monstro que me aguardava há uns meses, e eu sei que a próxima semana será muito tensa ao tentar correr atrás da matéria e aprender muito em pouco tempo, mas faz algum tempo desde que escrevo de verdade aqui e dou uma viajada bacana.
Essa semana durante a aula de laboratório de biologia, o professor Martin nos mostrou uma tabela de como as pessoas na ciência vêem umas às outras (logo acima) retirada do site geekologie, e achei bastante engraçado porque são variações absurdas das visões e normalmente quem está de fora e nunca passou por aquele status pensa que ele é muito melhor do que de fato é. Um pouco confuso? Talvez seja o horário. Tentarei explicar-me.
Quando estamos no colégio, nossa vida é em função do vestibular passamos os três anos de ensino médio loucamente estudando ou não para passar no vestibular e entrar na faculdade, porque quem está na faculdade é o cara que todos querem ser. Daí você entra na faculdade. Hum, nada realmente mudou em você, o que mudam são as exigências. Você imaginou a vida universitária como algo fabuloso, e você chega e descobre que... não é tão fácil assim. Não seu seja ruim, estou gostando muito (especialmente das aventuras de trocar chuveiro, cozinhar, ser criativa na solução de problemas), mas não é um mar de rosas.
Daí você quer uma IC porque quem faz IC é o cara... daí você consegue a IC, e descobre que nada mudou em você. Você não é o cara, só é um cara com muito menos tempo e mais exigências. Daí estava conversando com a minha orientadora, e adivina só? ser PhD, postDoc, Professor... Você não mudou tanto, são as exigências!
E esse período de adaptação e maturação entre o que você é e o que é esperado de você é absolutamente desesperador, parece que a cada semestre se acumulam as tarefas, que esperam mais de você, parece que o seu grau de maturidade nunca é o suficiente. Você pensa, será que eu é que não estou crescendo como deveria? E daí você compara quem era com quem é, e percebe um abismo de diferença... é só que quanto mais você cresce e amadurece, mais é esperado de você, e parece que nunca atingiremos aquele alvo.
Mas daí eu me pus a pensar, se em algum momento atingíssemos o ideal, a suprema maturidade, deixaríamos de crescer. Ficaríamos estagnados e ficaríamos insuportavelmente orgulhosos "eu consegui, eu sei tudo, eu sou o cara". Nunca vamos ser o cara. Ninguém nunca vai ser o cara. Mas tentar chegar o mais próximo daquilo que a vida exige, já é algo que poucos sequer almejam hoje.
É bem o que Fernando Pessoa disse:
"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte disso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."* * * * *
I've been down, I've been out
estive pra baixo, estive apagada
I did it all on my own
eu fiz tudo sozinha
Seems growing up
parece que crescer
Didn't take long
não demorou muito
I feel strange, I feel good
eu me sinto estranha, me sinto bem
I feel better with you
eu me sinto melhor com você
You've changed, you should
você mudou, você deveria
Cause I think I did too
porque eu acho que também mudei
Made my mistakes
cometi meus erros
I did a few things right
eu fiz algumas coisas certas
But it will take what it will take
mas vai custar o que custar
Baby, that's life
baby, isso é a vida
You cannot change what you do not own
você não pode mudar aquilo que não lhe pertence
Everybody knows
todo mundo sabe
But if you live deep and love strong
mas se você vive com profundidade e ama com força
You get pretty damn close
você se aproxima bastante
It moves fast and it scares me
move rapidamente e me assusta
I close my eyes, oh but I still see
eu fecho meus olhos, mas eu ainda vejo
(...)
I shake and I smile
Eu tremo e eu sorrio
Cause you said
porque você disse
Baby girl, it may take a while, but take the good from the bad
garota, pode demorar um pouco, mas separe o bom no ruim
And never, minds are never sure, so never leave them wanting more
e nunca, mentes nunca têm certeza, então nunca as deixe querendo mais
What are you waiting for?
o que você está esperando?
How you love is who you are
como você ama é quem você é
[Red - sarabareilles]
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Time is running out
Hoje fui toda serelepe com meu jaleco na mochila para a aula de Laboratório de Biologia, quando levei um balde de água fria - não iríamos ao laboratório. Inclusive, era a última aula de laboratório de biologia. Puxa vida, uma matéria a menos, mais tempo para estudar para as outras... mas... mas... lab de Bio não, não pode acabar assim!
Daí me pus a pensar com meus botões: bem, não tinha provas, então aí seriam duas aulas a menos e faltam... duas semanas pra acabar as aulas.... DUAS SEMANAS??!
Puxa, férias logo! Isso me soa atraente, apesar de não ter a mínima idéia de que farei nas férias. Hum, Natal, ano novo... ano novo? Já passou um ano desde esse último evento???? Por isso que as lojas já estão com decorações de natal... os shoppings, supermercados... Uh, tudo faz sentido.
Puxa vida, passou mais um ano - e passou desapercebido.
* * * * *
Bem, bem, já que estamos nesse clima de que o tempo está passando rápido de-mais, (inclusive preciso correr porque tenho uma prova de Física *-* amanhã, e preciso honrar a nota da primeira prova e superá-la) aqui está a versão do Vitamin String Quartet da fabulosa música Time is running out, do Muse.
Daí me pus a pensar com meus botões: bem, não tinha provas, então aí seriam duas aulas a menos e faltam... duas semanas pra acabar as aulas.... DUAS SEMANAS??!
Puxa, férias logo! Isso me soa atraente, apesar de não ter a mínima idéia de que farei nas férias. Hum, Natal, ano novo... ano novo? Já passou um ano desde esse último evento???? Por isso que as lojas já estão com decorações de natal... os shoppings, supermercados... Uh, tudo faz sentido.
Puxa vida, passou mais um ano - e passou desapercebido.
* * * * *
Bem, bem, já que estamos nesse clima de que o tempo está passando rápido de-mais, (inclusive preciso correr porque tenho uma prova de Física *-* amanhã, e preciso honrar a nota da primeira prova e superá-la) aqui está a versão do Vitamin String Quartet da fabulosa música Time is running out, do Muse.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
rir|chorar|viver
Ontem postei no facebook uma brincadeira que a Maria e eu fizemos com cálculo, e rendeu algumas reações bastante engraçadas, então decidi trazê-la para cá e ver a reação de vós, queridos leitores.
A minha favorita até agora foi a da Ju que disse "Existe sim, Mel! Mas já tem dona, cheguei primeiro! :)"
E se algum exímio senhor vier reclamar, cheio de melodrama e todo defensivo dos homens... prontamente responderei: E em algum momento eu disse que havia uma mulher perfeita, meu bem?
* * * * *
Piada do dia:
Com o detalhe que apenas 17 (isso mesmo, dezessete) contos foram efetivamente submetidos!
Isso sim é a minha unifesp <3
(Para visualizar grande é só clicar na imagem)
A minha favorita até agora foi a da Ju que disse "Existe sim, Mel! Mas já tem dona, cheguei primeiro! :)"
E se algum exímio senhor vier reclamar, cheio de melodrama e todo defensivo dos homens... prontamente responderei: E em algum momento eu disse que havia uma mulher perfeita, meu bem?
* * * * *
Piada do dia:
Com o detalhe que apenas 17 (isso mesmo, dezessete) contos foram efetivamente submetidos!
Isso sim é a minha unifesp <3
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
not that kind of love
Estou aqui esperando meu frango acabar de cozinhar, e decidi passar rapidamente para escrever alguns dos pensamentos do feriado (até agora).
Fui ao casamento do meu primo, (como disse a Jessica, esse final de semana completamos as metas de casamentos de homens da família... porque ele é o único primo homem!) reencontrar a família, 'oh, como vai você?' 'quanto tempo, e a faculdade?' 'e como vão os estudos?' 'já sobreviveu ao cálculo I?', bla bla blá, whiskas sachè.
Eu usualmente não gosto lá muito de casamentos, esses tradicionalíssimos que você começa a viajar na análise antropológica do ritual de união de duas famílias, mas dessa vez foi um tanto peculiar.
Percebi o quanto meu primo estava bobo (antes de ingerir álcool!), e realmente não esperava por isso. Eles estavam namorando há 14 (ou 15?) anos, supus que seria apenas oficializar algo que todos já antecipavam. Mas não, estava bobo, mais que já o vi em toda a minha curta existência.
Daí comecei a perceber uma certa movimentação entre minhas primas, definindo a ordem dos matrimônios a vir (com sorte, até chegar 'a minha vez' todos estarão tão fartos de ir a casamentos que esquecerão de mim), mesmo isso vindo das pessoas que sempre defenderam o viver o agora e que se dane o futuro. Estranho.
Depois de voltar (e dormir muito para me recompor), liguei o top tvz enquanto fazia meu café da manhã e comecei a prestar atenção nas letras de músicas, assisti um filme... e algo que eu estava percebendo é que em todas as músicas que falam de amor, há um lance de que 'o seu amor me torna uma pessoa melhor' ou 'o seu amor vai me concertar', é como se as pessoas fizessem merda e depois esperassem que uma pessoa concertasse tudo isso.
Daí vim para o computador e vi 'as 10 frases mais românticas do CRAPúsculo crepúsculo', e eram todas do tipo 'você é o meu mundo, você é a minha vida, morro por você, faço qualquer coisa por você', o lance todo enauseante de uma perfeição utópica.
Não pude deixar de perceber que até as pessoas que você menos espera estão procurando esse amor para dar-lhes um motivo para viver e para consertar-lhes, o que logicamente nos faz supor que: todas as pessoas reconhecem que estão quebradas e que precisam de um motivo para viver.
O grande problema é que estão buscando sacear esse vazio que tende ao infinito, que exige perfeição para ser preenchido, em outras pessoas. Querem viver em função de um único indivíduo, quando um indivíduo humano é tão imperfeito quanto eu e você, e que causará decepções e haverão brigas e discussões, e que esse amor, ainda que exista, não é perfeito e exigirá grande esforço de adaptação de ambas as partes.
Supor que isso será a resposta de todos os seus problemas é como supor que um peão ficará eternamente em pé sozinho, achando que aquela faísca inicial de energia proporcionará um momento linear para mantê-lo rodando eternamente. As pessoas esquecem que não vivemos em um mundo ideal, que existe resistência do ar e atrito e eventualmente esse peão vai cair. Precisamos de mais estabilidade em nossas vidas que apenas um relacionamento humano para sustentá-la.
Já, se considerarmos que existe uma peça do quebra-cabeça individual de cada um que preenche esse vazio tão gigantesco, o restante do quebra-cabeça automaticamente passa a fazer sentido, cada peça em seu lugar.
Todo mundo tem um vazio que pode tentar preencher com amigos, trabalho, substâncias químicas (lícitas ou não), diversão... e pode até preencher um pouquinho, mas pra algo preencher um vazio que tende ao infinito, tem que ser algo de proporções infinitas.
E acredite: Não há nada de infinito que pode ser encontrado nos seres humanos além de sua estupidez.
Escutei semana passada essa música, e creio que ela que tenha desencadeado esses montes de pensamentos. Meu franguinho está cozido, então vou lá alimentar-me enquanto faço o trabalho de Química. Enjoy!
Love song ~thirdday
I've heard it said that a man would swim the ocean
Ouvi dizer que um homem nadaria o oceano
Just to be with the one he loves
só para estar com aquela que ele ama
All of those dreams are an empty notion
todos esses sonhos são uma noção vazia
It can never be done
nunca poderá ser feito
I've never swam the deepest ocean
eu nunca nadei o oceano mais profundo
But I walked upon the raging sea
mas eu andei sobre o mar revolto
Just to be with you, I'll do anything
só pra estar com você, eu faria qualquer coisa
There's no price I would not pay
não há preço que eu não pagaria
Just to be with you, I would give everything
só para estar com você eu faria qualquer coisa
I would give my life away.
eu daria a minha vida
And I know that you don't understand
e eu sei que você não entende
the fullness of my love
a amplitude do meu amor
How I died upon the cross for your sins
como eu morri sobre uma cruz por seus pecados
And I know that you don't realize
e eu sei que você não percebe
how much that I gave you
tudo que eu te dei
And I promise, I would do it all again.
e eu prometo, eu faria tudo de novo
Just to be with you, I've done everything
só para estar com você, eu fiz tudo
There's no price I did not pay
não há preço que não paguei
Just to be with you, I gave everything
só para estar com você, eu dei tudo
Yes, I gave my life away
sim, eu dei a minha vida
sim, eu dei a minha vida
Just to be with you
só para estar com você
sábado, 12 de novembro de 2011
o Outro, esse difícil.
Minhas viagens de ônibus sempre me deixam propensas à reflexão. Talvez seja o movimento estático, talvez sejam as pessoas.
A história da vez foi ontem, entrei no ônibus e sentei na minha poltrona. Fiquei com receio de mais pessoas estranhas sentarem-se perto de mim como usualmente acontece, mas minha alegria foi imensa quando uma mulher veio com o filho de uns 10 anos, ela sentou-se ao meu lado e ele na poltrona do outro lado do corredor.
Vi que ele começou a perguntar porque não podia sentar-se com ela, e ela pacientemente explicou que não havia outras poltronas livres e que ele teria que viajar assim. Como estava no celular, não falei nada inicialmente, mas em seguida me ofereci para trocar de lugar com ele pra que ficasse perto da mãe.
Puxa vida, a mãe ficou tão feliz, agradeceu tanto... e graciosamente recusou a oferta. Peculiar.
Ele falou durante a viagem sobre os amiguinhos, sobre o xbox que fulaninho ganhou e o jogo de beltrano... e a mãe pacientemente ouviu, mas não comentou muito. Sua paciência visivelmente esvairava-se.
Estávamos chegando na rodoviária, elementarmente lotada devido ao feriado, e ele exclamou "Olha mãe! Parece que são josé inteeeeiro veio passear em São Paulo!" "Não, filho, nem todo mundo é de São José..." "Então tem gente do país inteeeeeeeeiro que veio pra cá também!".
Inevitavelmente, comecei a rir, e a mãe começou a rir em desânimo: "ai, que exagero!" eu só disse "é criança, não tem muito o que fazer!".
E fiquei pensando... se estivesse no lugar da mãe, isto é, cansada após um longo dia de trabalho e viajando para outra cidade com uma criança de 10 anos que não te deixa dormir... creio que meu desânimo teria sido o mesmo, simplesmente porque é muito mais fácil ser impaciente, grosso, mal educado com as pessoas mais próximas de nós.
As pessoas um pouco mais distantes podem ter manias, mas são manias que vemos uma vez ou outra e não tem problema. Elas nos estouram a paciência, mas depois voltamos para casa e esquecemos delas. As pessoas próximas não: é quando chegamos em casa, cansados, estressados e com a paciência limítrofe que encontramos elas. É quando queremos estar sozinhos que eles querem falar sobre seu dia e seus eventos. É quando queremos nos desligar do mundo que eles querem nos religar ao mundo deles.
E assim os relacionamentos próximos se desgastam, e saem brigas, discussões, mas... do mesmo jeito que muitas vezes achamos os outros insuportáveis, talvez até nós sejamos mais insuportáveis. Da mesma forma que há esforço de nossa parte, há um esforço astronômico da outra.
Para os outros, somos o Outro, esse difícil.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Humor
Só pra vocês darem algumas risadas =)
O sonho de toda criança
A verdade de todo leitor
O gráfico da minha semana (felicidade x dia de semana)
A piada de muitos físicos
A realidade de todo estudante
O sonho de toda criança
A verdade de todo leitor
O gráfico da minha semana (felicidade x dia de semana)
A piada de muitos físicos
A realidade de todo estudante
Anphi + Bios = Humanos
"Será que ninguém nunca lhe falou sobre a lei da Ondulação?
Os humanos são anfíbios - metade hanimais, metade espíritos. (...) Como espíritos, eles pertencem à humanidade, mas, como animais, habitam a temporalidade. Isso significa que, enquanto seus espíritos podem ser direcionados para um objeto eterno, seus corpos, suas paixões e sua imaginação estão em constante mudança - pois estar ligados à temporalidade significa passar por mudanças. Aquilo que mais se aproximam da constância, portanto, é a ondulação - a recorrente volta a um nível do qual caem repetidamente, uma série de altos e baixos."
[-Cartas de um diabo ao seu aprendiz]
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ponto de contato
Estou sofrendo de uma súbita falta de inspiração hoje... Sei que, por um lado, aguardo ansiosamente pelas férias, mas quanto mais rápido elas se aproximarem, menos tempo terei para estudar.
No final o tempo passará - com perdão do trocadilho - a seu próprio tempo, e eu posso esperar ou reesperar ou desesperar como quiser... Os fatos serão os mesmos.
Minha receptividade a eles que é outra história.
* * * * *
"Nunca devemos supor que o orgulho seja algo que Deus proíbe por se sentir ofendido ou que a humildade seja algo que ele exige, em função da sua própria dignidade (como se Deus tivesse qualquer orgulho). Ele não está nem um pouco preocupado com a sua própria dignidade. O fato é que ele quer que você o conheça; quer se dar para você. E Deus e você são de um tipo tal, que, se você quiser realmente manter qualquer contato com ele, terá de ser humilde de fato - agradavelmente humilde, sentido o alívio infinito de ter se livrado de uma vez por todas de toda a bobagem tola sobre a sua própria dignidade, que o tornou tão ansioso e infeliz por toda a vida. Ele está tentando facê-lo humilde a fim de tornar possível esse momento: despir você de um monte de roupas ridículas, feias e fora de moda com as quais todos nós nos vestimos e ficamos andando de narizes empinados, sentindo orgulho de sermos os verdadeiros idiotas que somos.eu gostaria de estar um pouco mais adiante em relação à minha própria humildade; se assim fosse, provavelmente eu poderia falar-lhe mais sobre o alívio, o conforto de livrar-me da fantasia, do falso eu, com todos os seus "Olhem para mim!" e "Não acham que sou uma boa pessoa?", com toda a sua pompa e circunstância. Chegar perto disso, nem que seja só por um instante, é como dar um copo de água gelada a um homem perdido no deserto."
- Mere Christianity [Cristianismo puro e simples]
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Bomb in a Birdcage
Sábado, após terminar meu épico relatório de Biologia, (10 páginas, espero que a nota apresente os mesmos números na mesma ordem!) liguei a televisão. Não pensei que fosse encontrar nada muito legal, então até levei meu exemplar de Cartas de um diabo ao seu aprendiz (o qual estou relendo), mas o livro ficou pacientemente me esperando, porque encontrei algo muito legal na televisão, mais especificamente no Discovery Channel.
Encontrei um documetário que a Salsinha (animands, com um blog ali nos links embaixo!) havia me recomendado a respeito da atração entre homens e mulheres no sentido puramente biológico.
Tudo aquilo que atrai ou repele homens e mulheres, sistemas de dopamina, hormônios de monogamia (eu sei, bizarro! 'Amor, você quer casar comigo?' 'Só se você fizer um exame de vasopressina, querido'), um tom de voz que muda de acordo com o ciclo menstrual, os carros, a conta bancária, a inteligência, a perspectiva de estabilidade, a idade.... tudo o que procuramos em um parceiro, listado em 2 horas interessantíssimas de programa.
Não esperava nada além do aspecto puramente biológico e todo aquele ceticismo a respeito de como apenas buscamos parceiros para passar adiante a genética e de que todos os relacionamentos estão fadados a acabar ou ficarem deploráveis e horríveis. Para a minha surpresa, não.
Fizeram uma ressonância magnética funcional em um cara casado há 30 anos... e ele ainda tinha o sistema de dopamina ativado ao ver uma foto de sua esposa! Outro casal, a mulher dizia que após 24 anos casados, ela ainda sentia-se mais feliz e confortável e aquecida quando via o carro do marido chegar e estacionar na garagem. Conversei com a minha vó, ela falou do buraco no estômago que ficava quando meu avô ia em suas viagens malucas missionárias para abrir igrejas no meio do nada e pregar para as lhamas no peru.
Achei particularmente interessante, porque isso cientificamente desarmou meu ceticismo. Até os fatos racionais e pragmáticos são mais sentimentais que eu!
* * * * *
Dentro desta temática de diversas idades, encontrei uma música divertidíssima de A Fine Frenzy, e trouxe um trechinho para vocês! A música é "What i wouldn't do".
If we were children I would bake you a mud pie
se fôssemos crianças, eu te cozinharia uma torta de argila
Warm and brown beneath the sun
quente e marrom sob o sol
Never learned to climb a tree but I would try
nunca aprendi a escalar uma árvore, mas eu tentaria
Just to show you what I'd done
só pra te mostrar meu grande feito
If I were old, my dearest, you would be older
se eu fosse velha, meu querido, você seria ainda mais
But I would crawl upon your lap
mas eu engatinharia até o seu colo
Wrap a blanket 'round our frail little shoulders
enrolaria um cobertor em nossos pequenos e frágeis ombros
And I'd die happily like that
e morreria contente assim
It was now and we were both in the same place
era agora e estávamos ambos no mesmo lugar
Didn't know how to say the words
não sabia como dizer as palavras
With my heart ticking like a bomb in a birdcage
meu coração em contagem regressiva como uma bomba em uma gaiola de passarinho
I left before someone got hurt
eu fui embora antes de alguém se ferir
sábado, 5 de novembro de 2011
Rearrange
É legal, de vez em quando, sentir que você está crescendo e que de alguma forma Deus está tirando algo de bom de sua humilde existência, tornando o 'eu' 'seu', tirando proveito do que às vezes sentimos ser tão pouco, escasso.
Eventos tão fantásticos e grandiosos tomam parte em sua vida de forma que você sabe que não poderá compreender plenamente racionalmente, só pode sorrir e dizer 'Thank you!'.
Who I am -thirdday
I need to be someone who's a lot like You
eu preciso ser alguém parecido com você
Easy to see that it sure means something new
fácil perceber que isso significa algo novo
Though I try to live life my way
apesar de eu tentar viver do meu jeito
I think it goes to prove
eu acho que isso prova
That I need to be someone who's like You
que eu tenho que ser alguém que nem você
And I know that You want to change me
e eu sei que você quer me mudar
Want to rearrange the way I feel inside
quer rearranjar como eu me sinto por dentro
Yes, I've heard that you take
sim, eu ouvi que você toma
The broken hearts of lonely souls
os corações quebrados das almas solitárias
And you make all things right
e você concerta todas as coisas
Do you know who I am?
você sabe quem eu sou?
Have you seen the things I've done?
você já viu as coisas que fiz?
Never before, no there's never been a time
nunca antes, não nunca houve nenhuma época
That I would implore You to take what's yours and mine
em que eu imploraria para você tomar o que é seu e meu
And to use it in the way You will
e usar como você quiser
In any way you find
da forma que achar apropriada
Never before did I realize
nunca antes eu havia percebido
Eventos tão fantásticos e grandiosos tomam parte em sua vida de forma que você sabe que não poderá compreender plenamente racionalmente, só pode sorrir e dizer 'Thank you!'.
Who I am -thirdday
I need to be someone who's a lot like You
eu preciso ser alguém parecido com você
Easy to see that it sure means something new
fácil perceber que isso significa algo novo
Though I try to live life my way
apesar de eu tentar viver do meu jeito
I think it goes to prove
eu acho que isso prova
That I need to be someone who's like You
que eu tenho que ser alguém que nem você
And I know that You want to change me
e eu sei que você quer me mudar
Want to rearrange the way I feel inside
quer rearranjar como eu me sinto por dentro
Yes, I've heard that you take
sim, eu ouvi que você toma
The broken hearts of lonely souls
os corações quebrados das almas solitárias
And you make all things right
e você concerta todas as coisas
Do you know who I am?
você sabe quem eu sou?
Have you seen the things I've done?
você já viu as coisas que fiz?
Never before, no there's never been a time
nunca antes, não nunca houve nenhuma época
That I would implore You to take what's yours and mine
em que eu imploraria para você tomar o que é seu e meu
And to use it in the way You will
e usar como você quiser
In any way you find
da forma que achar apropriada
Never before did I realize
nunca antes eu havia percebido
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