sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

True Story.

Essa é a história a respeito de um indivíduo que está neste mundo, quando não deveria estar. Pode parecer uma grande frase de efeito pra começar uma história, cheia de drama, mas trata-se da realidade: há pessoas que simplesmente não deveriam existir.
Então vamos lá, partindo deste princípio básico de não-existência, vamos ao contexto do por que: durante a cesária prematura de seu segundo filho, foi deixado material médico dentro de uma mãe e foi feita a sutura. O corpo, naturalmente respondendo ao corpo estranho, passou a tentar expulsar isso, causando infecções e diversas complicações (como se perder um filho já não bastasse, a situação ficou realmente bastante complicada). Foi realizada uma nova cirurgia para remoção do objeto, mas a infecção já havia se espalhado e foi necessária uma lavagem interna dos órgãos e um tratamento intenso com antibióticos - o mero fato de ela estar viva após isso tudo foi algo fantástico.
Para piorar um pouquinho a situação, a filha que ela já tinha orava todas as noites pedindo um irmãozinho - porém essa infecção provocou colamento de trompas, e portanto, impossibilitava uma gravidez natural. Ela tentou de todas as formas possíveis engravidar mesmo as circunstâncias complicando, via inseminação in vitro (ainda que na época não fosse uma técnica popular ou muito menos com bons índices de sucesso), tratamentos de todos os tipos, e após três anos dos eventos supracitados acontecerem, as possibilidades se esgotaram. Toda a ciência, medicina e conhecimento... nada disso era suficiente para realizar o desejo de sua filha. 
Sentou-se com a filha, agora com 7 anos, que as possibilidades estavam esgotadas e que não havia nada mais que pudesse fazer, que não poderia ter um irmãozinho ou irmãzinha. A família passava por complicações financeiras, então ela voltou para trabalhar em uma escolinha infantil e continuar a vida normalmente. Deu todos os artigos de bebê: roupinhas, berço, cadeirão, tudo o que guardara da gravidez prévia. Era isso. 
Após alguns meses de experiência no novo emprego, um dia ela foi sentar-se em uma das cadeirinhas das crianças para falar com elas, mas quando foi se levantar... não conseguia. Estava presa entre os bracinhos de madeira da cadeira, que sempre conseguia sentar antes disso e levantar sem problemas. Seu quadril havia alargado.
Bem, tudo indicava uma gravidez, então foi ao médico que encarou as alegações com ceticismo "Você não pode ter filhos, então não acredito que seja uma gravidez realmente. Vamos fazer um ultra-som." Bem, foram à sala de ultra-som imediatamente, aparatos acertados, começaram o exame... E o médico olha para a tela com a imagem formada e começa a chorar. "Não é possível... Só pode ser Deus!" foi a reação inicial, confirmara-se uma gravidez. 
A gravidez sendo de risco, dos 9 meses, ao menos 7 foram passados em repouso total. A barriga dela crescia tanto que quando amigos a viam começavam as apostas de que seriam gêmeos. 
Apesar de já ter feito duas cesárias previamente, e esta ter sido planejada como cesária, todas as circunstâncias cooperaram para que fosse um parto normal, com um bebê saudável, vermelho, bochechudo e terrivelmente gordinho - 4,0 kgs, último componente da família tanto pela parte materna como paterna, das circunstâncias mais controvérsias.
Às vezes, mesmo que tudo indique para um resultado, outro pode vir a se apresentar. De esterilidade, uma criança pôde vir ao mundo quando ninguém esperava, sendo contrária à ciência, lógica e toda racionalidade que poderia haver. Um desafio para todos os 'fatos incontestáveis' dos médicos em forma de uma bolinha cor-de-rosa.


Muito prazer, eu era essa bolinha cor-de-rosa. =)

0 comentários:

Postar um comentário