Para os navegantes, empatia tem por origem etimológica um significado próximo a "estar dentro da emoção" "junto com a emoção"; já, psicologicamente é a capacidade natural que temos de identificar o que outra pessoa está pensando ou sentindo e responder com emoção apropriada.
Mas, e na prática, ela afeta nossa vida diária? E como, meus caros!
Sempre que uma menina reclama dizendo "Ai, ele não é sensível..." quando quer dizer que queria que o respectivo fosse mais compreensivo quanto à sua TPM ou à sua chapinha que se desfez na chuva, na verdade ela não gostaria que ele fosse mais 'sensível' eu acho, porque senão um cutucão e ele diria que está com hemorragia e um puxão de cabelo e perdeu o escalpo
Um exemplo onde a empatia demonstra ainda mais a sua importância ainda é em sua ausência - caracterizando pessoas más, cruéis e às vezes até psicopatas.
A psicopatia se caracteriza precisamente pela ausência de empatia, devido ao pequeno fato que psicopatas são incapazes de sentir a dor física ou emocional alheia, e por isso não lhe importa se provoca essa dor ou não - não sentem remorso absolutamente nenhum.
Há ainda os indivíduos que temporariamente bloqueiam qualquer tipo de empatia ou freio social, que acabam sendo indivíduos violentos, mas que depois são capazes de sentir remorso pelas ações. No entanto, não são só eles que bloqueiam a empatia - cansaço e stress (físico e psicológico) podem bloquear a nossa empatia, tornando-nos por alguns instantes em algum grau levíssimo psicopatas (calma, não é pra exagerar, só pra ilustrar!), e daí saem os insultos e acidez das palavras que acompanham o cansaço ao final de um dia estressante de provas, no trabalho, etc.
Também há os momentos em que a preocupação própria sobrepõe nossa preocupação alheia; por exemplo, se sua esposa está no banco de trás tendo o seu filho, você não vai se preocupar em parar o carro para ajudar aquele idoso a atravessar a rua (ou eu espero que não, pelo menos!).
Outro fato curioso da empatia: além de toda a rede neural responsável por ela (envolvendo regiões próximas do globo ocular, região temporal, entre outras 6 regiões do cérebro que cooperam para essa capacidade), há ainda o hormônio da empatia - a ocitocina (ou oxitocina), e curiosamente é um hormônio predominantemente feminino que é liberado estimulando a lactação e instiga os instintos maternos e preocupação com o bebê (inclusive sua liberação é estimulada ao ver, ouvir ou cheirar o bebê). Então aquela história do amor de mãe, que elas são mais solidárias, preocupadas e amáveis, não só com os seus filhos mas com todos? Cientificamente explicado, meu bem.
Isso explica precisamente porque mulheres tendem ter um Quociente de Empatia mais alto (por volta de 47, o máximo sendo 80) enquanto que os homens um QE ligeiramente mais baixo, de 42. Um QE normal é entre 33 e 52 pontos, e pessoas com síndrome de Asperger ou autismo é de aproximadamente 20, enquanto de um psicopata hardcore é nulo.
O mais assustador? Existem milhões de psicopatas vivendo entre nós que nunca vão fazer alguma atrocidade moral do tipo torturar ou cometer homicídio, mas simplesmente são insensíveis aos outros e não se importam em ferí-los, o seu único objetivo é se dar bem na vida - acabam sendo rotulados como malas, canalhas, egoístas etc. Daí você começa a pensar, e o próprio sistema capitalista em grande parte estimula esse tipo de comportamento... e você pára e pensa... meu Deus, aonde esse mundo foi parar?
Seu vizinho, amigos, namorado, marido, esposa, colega de trabalho, professor - vai ver, até mesmo seus pais. São todos potenciais psicopatas.
Ugh, esse pensamento dá calafrios!
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