Há dias que tornam ordinários até aqueles dias da vida real que considerávamos mais extraordinários.
Não que exista algo como 'espírito natalino' ou coisa assim que tenha este efeito sobre mim, os últimos dias realmente tem sido compostos por todas as coisas que todos mais esperam: amigos, família, amor, risos e sorrisos, brincadeiras, bobagens, arte, altruísmo... muito amor mesmo.
É elementar que nem tudo anda perfeito, tive situações e momentos que realmente foram horríveis - mas ao invés de ver o que não tenho, isso me faz valorizar o que tenho - tios que são melhores que muitos pais por aí. Às vezes é confuso, porque é que Deus me abençoaria tanto assim? Um mistério.
E daí a sensação de dar os presentes que fiz, panos de prato pintados, porta copos, e é como dar um pouquinho de si para as pessoas: um pouco do seu tempo, do seu esforço (que às vezes dá certo, outras vezes não... rsrs) só pra falar 'eu gosto de você'.
Também tem aquele cheiro de manteiga derretida para fazer as bolachas, o cheiro do stuffing (minha frase do dia: I stuffed myself with stuffing!), os condimentos carregados do bolo de natal (nas palavras de Sam, 'bolo da dona Rose até velho é bom!) que deve ser conservado por anos e anos até ficar muito muito gostoso. A casa cheia, as bobagens dos primos que não bebem (mais bobas que a dos primos que bebem, correto Jess e Lucas?), a carinha de surpresa da minha vó quando ganhou um presente de proporções épicas... As eternas disputas e discussões sobre batatas, as ligações dos de longe, os abraços dos de perto.
Os ocasionais acidentes, e as 'broncas', as piadas com trocadilhos em inglês, os pedidos por 'tortas de mosca morta' e as piadas para com os vegetarianos. A música irlandesa instrumental ao fundo, o dar as mãos para orar e agradecer.
É isso. That's the Grant christmas, mad and lovely as it may be!
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