terça-feira, 20 de dezembro de 2011

it's just different

Voltei ontem tarde da noite de uma exímia viagem ao Rio! Hibernei até hoje ao meio dia (ir dormir quando o sol estava raiando valeu mega a pena), e finalmente vou escrever algo meio diarinho aqui.

O simples fato de descobrir que poderia ir pra lá já me deixou inconcebivelmente feliz, primeiro porque nao precisava mendigar nota pra ninguém, segundo (e mais importante) porque veria os amores de minha vida. Cheguei na rodoviária com uma hora e quinze de antecedência e aos poucos as pessoas foram chegando, nos encontrando, conversando e nos atualizando nas novidades de cada um. Fazia mais de um ano que não encontrava alguns, 6 meses outros, 2 meses outros - a saudade estava consumindo até a última grama de mim.
Pegamos o onibus, conversamos um pouco mas eu ainda estava com a cabeça muito ligada à faculdade, os assuntos foram ao redor desses assuntos.
Comecei a me sentir meio velha, amigos (aka, Bonner) terminando a faculdade , se formando, e eu me lembro quando eles ainda estavam no colégio... Conversando com o Sam bem nostalgicamente "Sam, você me conheceu quando eu estava com 14 anos..." "exato, 14 anos, estava pensando nisso, muito tempo!" "Você tinha acabado de entrar na USP e estava com 19!" *minuto de silêncio*

Após longas 8 horas de viagem, eventualmente chegamos ao nosso destino onde encontramos as cariocas, fomos para a casa da Aninha comemos, conversamos, abraços e beijos, frases adoráveis, aquela coisa toda - daí o momento X de: O que faremos amanhã, quando, que ordem, etc etc.
Chegamos a uma conclusao eventualmente e nos encaminhamos para nosso merecido descanso (que não durou muito, mas enfim!).
Dia seguinte, praia de Ipanema, entrar no mar congelante, gostinho de sal e olhos ardendo - foi ótimo. Fazia mais de 5 anos que não entrava no mar!
Após lagartear um pouco no sol, almoçamos (e, frase do Angelo:22 pessoas incomodam muita gente! Especialmente com violão e escaleta e todo mundo cantando, rsrs) e fomos para a lagoa Rodrigo de Freitas (se troquei o nome, me perdoem, corrijam, ou ignorem!), onde alguns foram andar de bicicleta, e os contundidos e cansados ficamos num pequeno... pier ou whatever olhando a lagoa, a árvore de natal e o Cristo Redentor. Os céus decidiram cair e viramos patinhos molhados até chegar ao carro - onde precisamos ligar o ar condicionado para não embassar os vidros... e, bem, congelamos como picolés!
Casa da Paola, banho, aniversário, mais comida, filme, truco, e assim seguiu a noite até que retornamos à casa da Aninha onde uns (ok, eu) fui dormir já que estavam jogando videogame... e depois fizeram a brincadeira de colar o nome de uma pessoa ou personagem na testa de outra pessoa que deve adivinhar quem é. Perdi... paciencia.
Uma galerinha varou a noite para ver a surra o jogo do Santos vs. Barcelona, mas depois de dois gols a maioria foi dormir, rsrs. Neste ponto, infelizmente Angelo e Daia precisaram ir embora... Mas a festa continuou, com falta deles mas continuou bem. Café da manhã, música improvisada, almoço, pokémon, um calor insuportável que me deixou cheia de marquinhas vermelhas e coçando, igreja. Reencontramos outros amigos do acampamento lá (inclusive alguns dos pequenos da temporada de crianças!), voltamos (e no nosso carro teve uma mega conversa legal sobre física, partículas, big bang, medicina, oncologia, ciência, direito... com o pai da Aninha, High cult o negocio!), pizza, jogos de carta, o três rodadas de adivinhar quem éramos, e assim seguiu até o raiar do sol - dormimos um pouco, almoçamos o fantástico strogonoff da tia Lila e o brownie da Aninha, e ônibus de volta - onde ficamos com toda a parte de trás do ônibus com brincadeiras do tipo Revolução e relembrar palavras em espanhol, italiano, francês e japonês. Dormimos outra parte da viagem (e tiveram a audácia de tirar fotos de nós enquanto dormíamos!), chegamos à rodoviária onde pegamos o metrô e cada um seguiu o seu caminho.

Não adianta a gente ficar tentando compulsivamente arranjar outras coisas na vida, ir a outros acampamentos ou fazer outras viagens e atividades... Sempre voltamos ao Sol da vida, anos depois continuamos conversando como se fizesse alguns dias que não nos víssemos. Qualquer outro grupo de pessoas, amigos, ou festas, simplesmente não podem substituir a diversão pura de brincadeiras bobas dos sol da videnses. Simplesmente, é diferente.

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