Tenho ponderado a respeito de nossa impotência e descontrole frente à vida.
Não adianta quanto estudamos, quantos fatos incontestáveis sabemos, quantas hipóteses provamos, quanto dinheiro nós temos... A vida simplesmente apresenta-se de determinada forma e.. bem, nem sempre é como esperamos, e não podemos fazer absolutamente nada a respeito disso.
Não temos controle sobre o clima, sobre as pessoas (ao contrário do pensamento popular), sobre sequer nosso próprio organismo! Como podemos nos iludir ao pensar que a realidade é manipulável? Como sequer consideramos a possibilidade de que nós que temos o controle?
Hoje assisti uma palestra a respeito de células tronco cancerígena, e recebi há pouco a notícia de que o Maurão está com o cancer se manifestando novamente. Sabe o pior?
É que eu sei que, assim como estou, não posso fazer nada a respeito disso.
Nadinha. Nicht. Nothing.
Só orar... e bem, torcer pra que a vontade de Deus seja a mesma (egoísta) que a minha, que ele fique aqui pra ensinar mais gente, pra ajudar outros em suas respectivas fés como fez comigo. Mas ao final do dia, apenas apresentamos pequenas sugestões a Deus... e temos que viver com Suas decisões e de alguma forma tentar compreender que isso é o melhor.
Quem quiser orar, tenho certeza que ele e a Bila agradecem =)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Short Thoughts.
Muitas vezes, ao escutar os outros aprendemos novos pontos de vista assim como aprendemos novas formas de expressar nosso ponto de vista. É por isso que trouxe uma pequena coletânea de frases, de autores, pensadores, e algumas até minhas. Pensamentos curtos, mas creio que válidos.
"Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido - sem saber o porquê."
[Fernando Pessoa]
"Experiência: a mais brutal das professoras. Mas você aprende, meu Deus você aprende."
[C.S.Lewis]
"A suprema alegria da vida é a convicção de ser amado por si mesmo, ou melhor, apesar de si mesmo."
[Victor Hugo]
"Para Saint Exupery, o essencial é invisível para os olhos. Concordo, todavia vou além: o essencial é inexprimível pelas palavras."
[Melissa G.H.]
"Amar alguém é dar-lhe o poder de te ferir, mas confiar que não o fará."
[não consegui descobrir de quem é a frase]
"Ele balançou a cabeça, mas o redemoinho de pensamentos continuava cada vez mais estranho e mais entrecortado, até que um súbito lampejo de lucidez persistiu por um brilhante segundo e então feneceu. Aquele instante de lucidez o equilibrou. Tentou agarrar-se nele, mas o instante desapareceu."
[Isaac Asimov]
"Amizade é desnecessária, como filosofia, como arte... Ela não tem nenhum valor à sobrevivência; porém é uma daquelas coisas que dá valor à sobrevivência."
[C.S.Lewis]
"Da mesma forma que as folhas de chá fazem a água mudar de cor e torna a água morna consumível, assim suas palavras se dispersavam em meu encéfalo, colorindo meus sonhos e pacificando meus pensamentos agitados. As palavras tornavam o insípido e vomitável em sereno, tranqüilo.
Não eram palavras doces, pois as palavras de doçura demasiada servem apenas para esconder a amargura e disfarçar a acidez que persiste em te corroer, mas eram folhas de palavras que davam sabor até à noite mais sonsa e solitária de inverno."
[Melissa G.H.]
"Não ir embora: Ato de amor e confiança."
[Markus Zusak]
"Já ouvi dizer que meus dentes nasceram num Microcomputaplex, que guardo meu computador de mão num bolso especial do pijama quando durmo, que meu cérebro é feito de pequenos relés de força em infinitos circuitos paralelos e cada glóbulo do meu sangue é um mapa espaço-temporal microscópico flutuando em óleo de computador.
Todas essas histórias acabam chegando até mim e acho que devo até me orgulhar delas. Talvez eu até acredite nelas. É uma bobagem agir assim, mas torna minha vida mais fácil."
[Isaac Asimov]
"Existe apenas duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. E não tenho certeza a respeito do universo."
[Albert Einstein]
"Se o universo todo não tem sentido, nós nunca deveríamos ter descobrido que ele não tem sentido: assim como, se nunca houvesse luz no universo e portanto as criaturas não tivessem olhos, nós nunca saberíamos que estava escuro. A escuridão não teria significado."
[C.S.Lewis]
"A decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamental da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."
[Fernando Pessoa]
"Você não tem uma alma. Você é uma alma. Você tem um corpo."
[C.S.Lewis]
"Antes um golpe brutal da verdade que um afago da mentira."
[Melissa G.H.]
"Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido - sem saber o porquê."
[Fernando Pessoa]
"Experiência: a mais brutal das professoras. Mas você aprende, meu Deus você aprende."
[C.S.Lewis]
"A suprema alegria da vida é a convicção de ser amado por si mesmo, ou melhor, apesar de si mesmo."
[Victor Hugo]
"Para Saint Exupery, o essencial é invisível para os olhos. Concordo, todavia vou além: o essencial é inexprimível pelas palavras."
[Melissa G.H.]
"Amar alguém é dar-lhe o poder de te ferir, mas confiar que não o fará."
[não consegui descobrir de quem é a frase]
"Ele balançou a cabeça, mas o redemoinho de pensamentos continuava cada vez mais estranho e mais entrecortado, até que um súbito lampejo de lucidez persistiu por um brilhante segundo e então feneceu. Aquele instante de lucidez o equilibrou. Tentou agarrar-se nele, mas o instante desapareceu."
[Isaac Asimov]
"Amizade é desnecessária, como filosofia, como arte... Ela não tem nenhum valor à sobrevivência; porém é uma daquelas coisas que dá valor à sobrevivência."
[C.S.Lewis]
"Da mesma forma que as folhas de chá fazem a água mudar de cor e torna a água morna consumível, assim suas palavras se dispersavam em meu encéfalo, colorindo meus sonhos e pacificando meus pensamentos agitados. As palavras tornavam o insípido e vomitável em sereno, tranqüilo.
Não eram palavras doces, pois as palavras de doçura demasiada servem apenas para esconder a amargura e disfarçar a acidez que persiste em te corroer, mas eram folhas de palavras que davam sabor até à noite mais sonsa e solitária de inverno."
[Melissa G.H.]
"Não ir embora: Ato de amor e confiança."
[Markus Zusak]
"Já ouvi dizer que meus dentes nasceram num Microcomputaplex, que guardo meu computador de mão num bolso especial do pijama quando durmo, que meu cérebro é feito de pequenos relés de força em infinitos circuitos paralelos e cada glóbulo do meu sangue é um mapa espaço-temporal microscópico flutuando em óleo de computador.
Todas essas histórias acabam chegando até mim e acho que devo até me orgulhar delas. Talvez eu até acredite nelas. É uma bobagem agir assim, mas torna minha vida mais fácil."
[Isaac Asimov]
"Existe apenas duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. E não tenho certeza a respeito do universo."
[Albert Einstein]
"Se o universo todo não tem sentido, nós nunca deveríamos ter descobrido que ele não tem sentido: assim como, se nunca houvesse luz no universo e portanto as criaturas não tivessem olhos, nós nunca saberíamos que estava escuro. A escuridão não teria significado."
[C.S.Lewis]
"A decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamental da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."
[Fernando Pessoa]
"Você não tem uma alma. Você é uma alma. Você tem um corpo."
[C.S.Lewis]
"Antes um golpe brutal da verdade que um afago da mentira."
[Melissa G.H.]
domingo, 25 de setembro de 2011
Máscara de vitrais
Eu sei, realmente preciso estudar, minha prova de Cálculo já é terça e meu rendimento em relação ao tempo de estudo está desesperadoramente baixo, mas desde quinta feira um assunto me vem rondando a mente e realmente quero exteriorizá-lo.
Quinta-feira passada, após a aula de laboratório um pequeno grupo de pessoas que já haviam terminado a tarefa se reuniram próximo à minha bancada e começamos a ter uma daquelas conversas bacanas sobre a vida, comportamento, convenções, morelidade, egoísmo vs. altruísmo, hipocrisia coisa e tal, daquelas conversas que a gente se sente em casa e sente que todos os dias deveriam ser assim. (Viu? os cientistas também pensam, ok?)
Um dos muitos assuntos abordados foi a igreja, aquela mesma que nos remete a imagens de longos bancos vazios, vitrais coloridos, sinos e órgãos. Falamos, dentre outras coisas, de sua hipocrisia. Curiosamente, hoje na igreja este assunto foi abordado e de forma incrivelmente próxima à minha opinião. E bem, sendo o Ziel que estava falando, e ainda mais sobre um assunto desses, elementarmente me diverti horrores.
Tratando a igreja, agora, não mais aquelas quatro paredes intimidantes e opressivas mas como o grupo de pessoas com determinadas crenças a respeito de Deus que se reúnem para compartilhar experiências e ajudar umas às outras tanto no âmbito social, econômico, como (principalmente) espiritual, vemos que ela traz consigo uma grande responsabilidade que nem sempre assume - a responsabilidade de mostrar ao mundo o que é o verdadeiro cristianismo.
A igreja é chamada para demonstrar amor, mas como demonstramos esse amor ao pedir para um bêbado ou uma prostituta se retirarem do local por causar 'incômodo' aos que ali estão? Como demonstramos amor ao 'disciplinar' pessoas, removendo-as da comunidade devido a algum erro que, de acordo com alguém, tem um maior 'impacto moral'? Como estamos demonstrando amor se somos os primeiros a ter preconceitos contra homossexuais?
É algo tão estúpido e ilógico como um hospital se recusar a tratar pessoas doentes: "Ah, você está enfermo? Então, você vai, se cura, e depois vem pra cá." "Você tem um problema? Desculpe, mas você pode contaminar ou incomodar os que estão aqui...Mas depois que você estiver bem, a gente te ajuda!"
O cristianismo deveria ser a esperança para qualquer homem, qualquer que seja seu estado ou origem. Sim. Qualquer um. Até aquele político corrupto, marido infiel, seu vizinho chato que ouve música alta, professor de cálculo do mal que se recusou a postergar a prova, aquele coleguinha bocó que se aproveita do seu esforço pra tirar nota. Pois é. Ninguém disse que seria fácil. Ninguém disse que seria natural. Ninguém disse que seria cômodo - e pelo contrário, o cristianismo é bastante incômodo à nossa natureza e instintos, porisso não entendo quando tratam-no como um ópio religioso.
Por experiência própria, uma das coisas mais terríveis nisso tudo, é o receio que surge de declarar a sua fé. Não por Deus, não por Jesus, não pela salvação ou vergonha disso tudo... mas pela imagem que muitas igrejas pintam, pastores maquiados até os dentes fazendo drama, gritando e prometendo o mundo quando só estão no olho do seu dinheiro. A imagem terrível de uma instituição religiosa que ao invés de acolher os cansados e abatidos, os repele. O grupinho moralista e separatista que se recusa a conhecer outras pessoas fora do círculo religioso. Dizer que você é cristão, para muitas pessoas é o mesmo que dizer "Sou um preconceituoso, hipócrita, homofóbico, alienado e separatista metido a sabe-tudo".
A resposta que o Ziel disse quando o perguntaram se era preconceituoso foi uma das melhores que já ouvi:
O grande lance do cristianismo é a humildade, esse é o grande exemplo de Jesus quando lava os pés dos seus discipulos. O mestre fazendo o trabalho dos servos. Nós estamos aqui no mundo pra amar, pra servir, pra trazer esperança. Não para impor opiniões, não para apontar os erros dos outros, não para nos isolarmos. Não podemos fazer uma diferença no mundo quando muitas vezes nos mostramos piores do que ele.
Acho que está na hora de começarmos a viver mais e falar menos.
* * * * *
"Are we happy plastic people
Somos pessoas felizes de plástico
Under shiny plastic steeples
Sob campanários plásticos e brilhantes
With walls around our weakness
Com muralhas ao redor de nossa fraquezas
And smiles to hide our pain
E sorrisos que escondem a dor?
But if the invitation's open
Mas se o convite estiver aberto
To every heart that has been broken
Para todo coração que já foi quebrado
Maybe then we close the curtain
Talvez então fecharemos a curtina
On our stained glass masquerade
Em nossa máscara de vitrais"
[Casting Crowns - Stained glass masquerade]
Quinta-feira passada, após a aula de laboratório um pequeno grupo de pessoas que já haviam terminado a tarefa se reuniram próximo à minha bancada e começamos a ter uma daquelas conversas bacanas sobre a vida, comportamento, convenções, morelidade, egoísmo vs. altruísmo, hipocrisia coisa e tal, daquelas conversas que a gente se sente em casa e sente que todos os dias deveriam ser assim. (Viu? os cientistas também pensam, ok?)
Um dos muitos assuntos abordados foi a igreja, aquela mesma que nos remete a imagens de longos bancos vazios, vitrais coloridos, sinos e órgãos. Falamos, dentre outras coisas, de sua hipocrisia. Curiosamente, hoje na igreja este assunto foi abordado e de forma incrivelmente próxima à minha opinião. E bem, sendo o Ziel que estava falando, e ainda mais sobre um assunto desses, elementarmente me diverti horrores.
Tratando a igreja, agora, não mais aquelas quatro paredes intimidantes e opressivas mas como o grupo de pessoas com determinadas crenças a respeito de Deus que se reúnem para compartilhar experiências e ajudar umas às outras tanto no âmbito social, econômico, como (principalmente) espiritual, vemos que ela traz consigo uma grande responsabilidade que nem sempre assume - a responsabilidade de mostrar ao mundo o que é o verdadeiro cristianismo.
A igreja é chamada para demonstrar amor, mas como demonstramos esse amor ao pedir para um bêbado ou uma prostituta se retirarem do local por causar 'incômodo' aos que ali estão? Como demonstramos amor ao 'disciplinar' pessoas, removendo-as da comunidade devido a algum erro que, de acordo com alguém, tem um maior 'impacto moral'? Como estamos demonstrando amor se somos os primeiros a ter preconceitos contra homossexuais?
É algo tão estúpido e ilógico como um hospital se recusar a tratar pessoas doentes: "Ah, você está enfermo? Então, você vai, se cura, e depois vem pra cá." "Você tem um problema? Desculpe, mas você pode contaminar ou incomodar os que estão aqui...Mas depois que você estiver bem, a gente te ajuda!"
O cristianismo deveria ser a esperança para qualquer homem, qualquer que seja seu estado ou origem. Sim. Qualquer um. Até aquele político corrupto, marido infiel, seu vizinho chato que ouve música alta, professor de cálculo do mal que se recusou a postergar a prova, aquele coleguinha bocó que se aproveita do seu esforço pra tirar nota. Pois é. Ninguém disse que seria fácil. Ninguém disse que seria natural. Ninguém disse que seria cômodo - e pelo contrário, o cristianismo é bastante incômodo à nossa natureza e instintos, porisso não entendo quando tratam-no como um ópio religioso.
Por experiência própria, uma das coisas mais terríveis nisso tudo, é o receio que surge de declarar a sua fé. Não por Deus, não por Jesus, não pela salvação ou vergonha disso tudo... mas pela imagem que muitas igrejas pintam, pastores maquiados até os dentes fazendo drama, gritando e prometendo o mundo quando só estão no olho do seu dinheiro. A imagem terrível de uma instituição religiosa que ao invés de acolher os cansados e abatidos, os repele. O grupinho moralista e separatista que se recusa a conhecer outras pessoas fora do círculo religioso. Dizer que você é cristão, para muitas pessoas é o mesmo que dizer "Sou um preconceituoso, hipócrita, homofóbico, alienado e separatista metido a sabe-tudo".
A resposta que o Ziel disse quando o perguntaram se era preconceituoso foi uma das melhores que já ouvi:
"Como cristão, não sou obrigado a dizer que as outras religiões estão erradas, pelo contrário, há muitíssimos ensinamentos válidos nessas, mas devo dizer que há algumas diferenças com o cristianismo, e em algumas ouso dizer contradições. Agora, devo dizer que o cristianismo tem algumas coisas diferentes do restante que valem à pena ser investigadas."Deveríamos ser aqueles que demonstram esperança e amor, não ódio e destruição. Já cansei de ouvir aquela história de 'olê, olê, sou melhor do que você' porque sigo leis que nunca ponderei, porque sou correto, porque eu sou o cara, porque sou cristão. Muitas vezes dá vontade de dizer o que a Eliza doolittle diz na música 'rollerblades': "So take your seat, because you don't stand for what you preach".
O grande lance do cristianismo é a humildade, esse é o grande exemplo de Jesus quando lava os pés dos seus discipulos. O mestre fazendo o trabalho dos servos. Nós estamos aqui no mundo pra amar, pra servir, pra trazer esperança. Não para impor opiniões, não para apontar os erros dos outros, não para nos isolarmos. Não podemos fazer uma diferença no mundo quando muitas vezes nos mostramos piores do que ele.
Acho que está na hora de começarmos a viver mais e falar menos.
* * * * *
"Are we happy plastic people
Somos pessoas felizes de plástico
Under shiny plastic steeples
Sob campanários plásticos e brilhantes
With walls around our weakness
Com muralhas ao redor de nossa fraquezas
And smiles to hide our pain
E sorrisos que escondem a dor?
But if the invitation's open
Mas se o convite estiver aberto
To every heart that has been broken
Para todo coração que já foi quebrado
Maybe then we close the curtain
Talvez então fecharemos a curtina
On our stained glass masquerade
Em nossa máscara de vitrais"
[Casting Crowns - Stained glass masquerade]
sábado, 24 de setembro de 2011
coleção de retalhos
Estava com diversos posts escritos e ideias para escrever hoje, tudo veio se acumulando nos últimos três dias... mas um evento notável me fez colocar os outros temas de lado para fazer uma nova ou não. reflexão.
Um fato muitíssimo curioso veio se manifestar hoje a mim quando entrei para verificar as estatísticas do Blog. Em geral, tenho tido entre 15 e 20 acessos à página por dia, e diretamente aos links de cada post são cerca de 3 ou 5, quando muito, 7. Sim, tudo isso de gente mesmo com escassos comentários.
Mas hoje fui surpreendida ao ver que houveram, apenas ontem,13 acessos ao post "O amor é outra coisa" (além de mais 15 diretamente pelo link principal do blog), e fiquei encafifada com isso por alguns instantes.
Mas rapidamente minhas sinapses acordaram de sua dormência e começaram a ponderar. Por quê? Percebi que o incomum em relação aos outros posts foi a temática - o amor.
É uma reação automática do ser humano se interessar por temas do tipo, e acho isso bastante peculiar porque tenho minhas dúvidas quanto a se algum ser humano saberia exprimir com exatidão o que é esse ímã às nossas atenções.
Comecei a perceber o quanto uma incógnita tal qual esta apresentada pode nos reger, como algo desconhecido, complexo e incompreensível pode nos mudar das formas mais extraordinárias. Parece até ser alguma coisa sobrenatural - ou seja, não natural - pois é algo que vai contra nossos instintos de sobrevivência.
Você poderia argumentar dizendo que o amor é na verdade o instinto de propagação da espécie, mas não é apenas esse amor romântico de que falo, mas daquele que nos faz admirar as pessoas, que nos faz nos aproximarmos de nossos familiares mesmo conhecendo os abismos de diferença entre nós e eles, que nos faz sentir uma alegria plena e inexplicável com certas pessoas, que despertam em nós um altruísmo inédito na natureza.
De acordo com as pessoas ou as coisas que amamos, nós nos moldamos de tal forma a nos adaptarmos a estas - tornamo-nos trapos reunidos, somos uma coleção de retalhos daquilo que admiramos e amamos, somos pequenos espelhos que refletem todas os indivíduos e coisas que constituem nosso estímulo para viver.
Como disse a banda Jars of clay na música "Good Monsters", "We are forms of all the things we love, do you know what you are?"
Para se conhecer, não é necessário olhar egoistamente para si mesmo. Olhe para o que te cerca, olhe para aquilo que você tem como prioridades, olhe para aquilo que você guarda próximo de si... Olhe para o que você ama e encontrará a si mesmo.
* * * * *
Ainda nessa mesma temática, tenho escutado diversas músicas da Sara Bareilles do álbum Careful Confessions, dentre elas Everyday stranger, In your eyes, Before I ever knew better e, no caso da que estou postando, My love.
Achei o álbum muito mais poético em relação aos outros mais recentes dela, e achei essa música incrível, tanto pela letra como pela deliciosa sonoridade do piano. Pelo nome mesmo da música e o fato de estar de certa forma relacionada ao tema, achei bastante apropriado trazê-la para cá.
He bends his breath around my name
ele torce seu suspiro ao redor de meu nome
And I am humbled I feel small and plain.
e eu fico humilde e me sinto pequena e simples
But his arms are angels by his side,
mas seus braços são anjos ao seu lado,
You need not ask if they're open, just how wide.
você não precisa perguntar se estão abertos, apenas quanto estão
(...)
His fingers are music to my soul
Seus dedos são música para minha alma
And I hear his song play anywhere I go
E eu ouço sua música tocar aonde quer que eu vá
(...)
He loves with rhythm, and paints with flame
ele ama com ritmo, e pinta com chamas
He comes in pieces with no name
ele vem em pedaços sem nome
I won't need answers I'll just know
eu não precisarei de respostas, eu simplesmente saberei
Cause I've read the sonnets about his soul
Porque eu li sonetos a respeito de sua alma
He can be ordinary in the best ways
ele pode ser simples nas melhores formas
And still dance like a poet through every word he says.
e ainda dançar como um poeta por toda palavra que diz
All that I never knew, can you see me now?
tudo o que eu nunca soube, você pode me ver agora?
All that I never said, can you see me now?
tudo o que eu nunca disse, você pode me ver agora?
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O amor é outra coisa.
Uma vez que tive no cursinho a aula com a Mércia a respeito de poesia barroca, passei a gostar bastante de alguns poemas. Um deles era o soneto de Camões sobre amor, precisamente devido às antíteses (se você não lembra qual é, já já vai lembrar), inclusive sei parte dele de cor (algo totalmente inútil de se saber, mas tudo bem).
Enfim, nestes últimos dias minha prima me mostrou o twitter "oamornaoeh" ou algo assim que tem frases legais com um final bem anti-climático do tipo: "O amor não é aquela coisa bonita, colorida e que se encaixa perfeitamente. O nome disso é lego. O amor, é outra coisa."
E, bem, unindo as duas coisas consegui produzir uma versão comentada do soneto camoniano que achei bastante divertida. Lá vai.
Amor é fogo que arde sem se ver (O nome disso é Metano. O amor é outra coisa.)
É ferida que dói e não se sente (O nome disso é calo. O amor é outra coisa.)
É um contentamento descontente (O nome disso é emo. O amor é outra coisa.)
É dor que desatina sem doer (O nome disso é lepra. O amor é outra coisa.)
É um não querer mais que bem querer (O nome disso é TPM. O amor é outra coisa.)
É solitário andar por entre a gente (O nome disso é sociopata. O amor é outra coisa.)
É nunca contentar-se de contente (O nome disso é criança mimada. O amor é outra coisa.)
É cuidar que se ganha em se perder (O nome disso é peso. O amor é outra coisa.)
É querer estar preso por vontade (O nome disso é Síndrome de Stockholme. O amor é outra coisa.)
É servir a quem vence, o vencedor (O nome disso é humildade. O amor é outra coisa.)
É ter com quem nos mata lealdade (O nome disso é mulher de malandro. O amor é outra coisa.)
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade, (O nome disso é doença de chagas. O amor é outra coisa.)
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? (O nome disso é baixa auto-estima. O amor é outra coisa.)
Outro dia posto a respeito do que é o amor, mas como discutimos hoje no lab de Bio, às vezes é mais importante saber o que não é do que o que é.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
nostalgia literária.
Lembro-me de quando cursava a terceira e quarta série, quando tive uma das professoras de que mais lembro em meus vastos anos escolares. (Talvez não tão vastos, mas certamente tive muitíssimos professores)
Ela sempre lia algum livro para nós, e um dos que mais gostava de ler era O pequeno príncipe. Apesar de eu desde cedo gostar de ler (inclusive meus albuns de fotos quando era uma coisa fofa, bochechuda e grande parte do tempo séria têm diversas fotos de mim com livros nas mãos ou no colo, e há uma das minhas fotos favoritas em que estava com cerca de 1 ano de idade digitando em uma máquina de escrever olhando para o homem estranho com a câmera com uma carinha de 'tá olhando o que, bocó?'), achava essas aulas bastante chatas. Não gostava do livro. Não entendia nada.
Bem, pensando bem, eu não era grande fã que lessem para mim, cedo já pedia para que pudesse fazer as minhas leituras de toda noite sozinha - ainda não sei se era porque eu não queria que meu pai lesse pra mim, então o fazia sozinha para não criar aquele mal estar de "Eu quero a mamãe e não você" ou se de fato gostava de ler sozinha. Uma incógnita.
Mas enfim, muitos anos depois, já no terceiro colegial, um coleguinha sempre falava que era muito bom o livro, e finalmente o pedi emprestado para que entendesse aquele raio de livro que todos insistem em comentar. Antes disso até havia pego o livro em francês em uma livraria, mas a única coisa que entendi era que o Pequeno Príncipe era um menino de seis anos.
Bem, li o livro e devo dizer que a sua simplicidade e profundidade me encantaram, e gosto bastante do livro hoje em dia.
Um dos conceitos de que o livro fala bastante é o aspecto de cativar as pessoas, algo que nunca tinha entendido até ler por mim mesma. Então, a fim de que vocês entendam por si mesmos... aí está. Trech furtado descaradamente do blog da Sarah porque não tenho o livro para digitar tudo isso.
"A raposa retomou seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo (...)
- Que é preciso fazer? -- perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente -- respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor se voltasse à mesma hora - disse a raposa - Se tu vens, por exemplo, às quatro, desde às três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração."
[O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupéry]
Conflito
Nos últimos dias ando mais feliz, mas da mesma forma ando mais vulnerável e confusa. Acho que é verdade aquilo que dizem a respeito da ignorância e felicidade andarem juntas; mas nunca mencionam o fato que a felicidade é tão volátil.
Por vezes, sinto falta do meu eu pragmático, contido e racional. A vida pareceria mais controlada, e me sentiria mais independente do contexto em que estou inserida. Creio que precise de um tampão emocional para manter meu humor estável dentro de uma mesma taxa de felicidade (ou ausência desta). A vida talvez ficasse mais chata, mas ao menos sob controle.
Por vezes, me pergunto onde ficou escondida a minha eu madura, ponderada com quem estava tão confortável e familiarizada; aquela que só tinha ambições no âmbito acadêmico, sem grandes expectativas sociais.
Por vezes, me pergunto onde ficou escondida a minha eu madura, ponderada com quem estava tão confortável e familiarizada; aquela que só tinha ambições no âmbito acadêmico, sem grandes expectativas sociais.
Aliás, para alguém como eu, desacostumada à vida social remotamente mais ativa e agitada que moléculas a 0 kelvin, todos os eventos recentementes tem sido um avalanche incontrolável e bizarra com que não sei como lidar; cada minuto é dominado por preocupações, incertezas, medos e receios. O desgosto por minha humanidade, por minhas falhas e erros, por minha absoluta estupidez se manifesta psicológica e fisicamente. Enojo-me de mim.
A alteração do status quo sempre é temível e terrível, mas se ver mudando é algo mais próximo de aterrorizante. Pânico. Já passou da hora do meu hemisfério esquerdo retomar controle sobre o direito.
Por vezes, tenho estranhado a mim mesma. Sou a minha própria incógnita, sou meu próprio maior medo.
* * * * *
"Fear and panic in the air
I want to be free
From desolation and despair
And I feel that everything I am
has been swept away,
but I refuse to let it go"
[Muse - Map of the problematique]
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Acervo científico reunido.
Austera, a metodologia impunha ordem a todos os convocados. “Atenção! Estamos aqui reunidos com o objetivo de resolver uma questão que vem se chegando cada vez mais à nossa cobaia. O problema, no caso, é a confusão mental e distração desta, além de tendência à absoluta e completa loucura. Alguma hipótese para o fato apresentado?”
Impulsivamente, EDS foi a primeira a falar, sem cerimônias e sem dar chance aos outros presentes, e disse “é uma questão do contexto social... da educação e da família do ser. O estado mental do indivíduo é influenciado diretamente por aquilo que o cerca devido à malha social, detalhadamente entrelaçada!”. Halliday então a interrompeu dizendo “Sim, este fator deve ser considerado… porém mais especificamente, a tensão e a pressão a que o corpo está submetido estão desgastando-o, mesmo se desconsiderarmos o atrito interpessoal e a resistência social.”
“Tolice!” Exclamou Guyton, e Hall e van de Graaff o apoiaram. “É meramente uma questão patológica, suas sinapses são demasiadas para a capacidade encefálica e o consciente tem dificuldade em reorganizá-las. Quem sabe a comunicação neural esteja afetada, por algum motivo.” A introdução à Engenharia Biomédica concordou e adicionou “Devemos investigar isto mais a fundo através de exames neurológicos, quiçá com uma ressonância magnética com contraste para avaliar o seu funcionamento.”
Stryer analizou a situação: “Um fármaco que agisse como competidor nas sinapses químicas, bloqueando alguns receptores permitiria uma melhor aceitação de todas as informações recebidas…” Thomas e Stewart, encabulados porém indignados com tanta tolice finalmente decidiram export sua opinião. “Nossa cobaia está arbitrariamente próxima de seu limite físico, social e intelectual… praticamente tende ao infinito a possibilidade de que consiga se manter assim por muito tempo! A grande dificuldade deriva do tempo integral em situações que exigem ponderações, filtros sociais, reflexão, análise e compreensão. É estúpido pensar que isso sera resolvido por um fármaco!”
“Ela está em um loop infinito em uma mesma função, é simples resolver isso. Basta verificar o erro na programação e corrigí-lo, ou então reiniciá-la.”, disse Ritchie. “CÉUS, vocês que mexem com máquinas são todos iguais!” exclamou Alberts “Isto se trata de um ser vivo, realizando suas funções básicas celulares… Reprogramar um ser inteiro seria absolutamente inviável, além de antiético! Manipulamos a programação de primers e cadeias de DNA, não pessoas inteiras. Esse seu pensamento apenas replicará o erro!” Van de graaf, Guyton e Hall aplaudiram a esta reação, e a discussão tornava-se cada vez mais caótica quanto a uma solução para o problema.
Foi então que Atkins e Russel, que apenas relatavam tudo até agora e confabulavam entre si, silenciaram todos com a sua participação e um fato fundamental: “Podemos saber o momento de nossa cobaia ou podemos saber onde está sua sanidade… Mas é impossível saber ambos ao mesmo tempo! É elementar, caros tolos, que o princípio que rege este ser humano é o da incerteza!”
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Antagonismo essencial.
Diz o exímio compositor Marcelo Camelo "Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia / toda trilha é andada / com fé de quem crê no ditado / de que o dia insiste em nascer, / mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo", o que faz alguns dias serem absolutamente ilógicos e sem sentido, porque você acorda e deita do mesmo jeito. O dia demora a passar, você não faz nada para melhorar o dia das pessoas à sua volta, não faz nada para melhorar o seu próprio dia, e... bem. Você simplesmente não entende por que diabos se levantou quando o insistente murmurar o despertador chamava seu organismo de dentro de um universo irreal de sonhos para o da realidade.
Mas daí você ouve "Life is Wonderful" que diz que "It takes some silence to meke sound / And it takes some lost before you found it /(...) / It takes some years to make it rust it takes those tears to make you trust/ It takes a hole to make a mountain / It takes some old to make you young / it takes some cold to know the sun / it takes the one to have the other" ou algo do tipo. Ou seja, os dias maus requerem necessariamente dias bons - porque senão os dias mais seriam normais, e os dias normais (como os conhecemos) também deixariam de existir.
Há um motivo para que o mundo viva em constante antagonismo, simplesmente porque na busca por equilíbrio não poderia ficar tudo bem o tempo todo.
Tudo funciona de forma bastante racional e lógica, e, ouso dizer, esperançosa. Para o erro, existe o perdão. Para a dor, existe a cura. Para os dias maus, existem os bons. Para o sol nascer, é necessário que a noite chegue antes. Pra gente ser feliz, tem que conhecer também a tristeza. Para o sistema parassimpático, existe o simpático.
* * * * *
"I've been winding
estive percorrendo
Down the same road for days
a mesma rua há vários dias
I've seen the coastline
eu vi o horizonte
Going both ways
indo em ambas as direções
Some days are perfect
alguns dias são perfeitos
And some simply could not get worse
outros simplesmente não poderiam ser piores
Some days it's all worth it
alguns dias, tudo vale à pena
And some days this life is nothing but a curse
e alguns dias essa vida não é nada além de uma maldição
And I wonder who will break first
e eu me pergunto quem irá quebrar primeiro
I am small I feel like no more than nothing at all
Eu sou pequena e me sinto menos do que absolutamente nada
But when I lose sight of daylight
mas quando eu perder de vista a luz do dia
And my darkness falls, I'll be strong
e a minha escuridão cair, eu serei forte
And if not now it won't be long
e, se não agora, não demorará muito
From when I lose sight of daylight
quando eu perder de vista a luz do dia
And my hands are weak
e minhas mãos estiverem fracas
And my soul is tired
e minha alma estiver cansada
Oh, I'll give my love from the inside out "
Oh, darei meu amor de dentro para fora"
[Sara Bareilles - Inside Out]
Mas daí você ouve "Life is Wonderful" que diz que "It takes some silence to meke sound / And it takes some lost before you found it /(...) / It takes some years to make it rust it takes those tears to make you trust/ It takes a hole to make a mountain / It takes some old to make you young / it takes some cold to know the sun / it takes the one to have the other" ou algo do tipo. Ou seja, os dias maus requerem necessariamente dias bons - porque senão os dias mais seriam normais, e os dias normais (como os conhecemos) também deixariam de existir.
Há um motivo para que o mundo viva em constante antagonismo, simplesmente porque na busca por equilíbrio não poderia ficar tudo bem o tempo todo.
Tudo funciona de forma bastante racional e lógica, e, ouso dizer, esperançosa. Para o erro, existe o perdão. Para a dor, existe a cura. Para os dias maus, existem os bons. Para o sol nascer, é necessário que a noite chegue antes. Pra gente ser feliz, tem que conhecer também a tristeza. Para o sistema parassimpático, existe o simpático.
* * * * *
"I've been winding
estive percorrendo
Down the same road for days
a mesma rua há vários dias
I've seen the coastline
eu vi o horizonte
Going both ways
indo em ambas as direções
Some days are perfect
alguns dias são perfeitos
And some simply could not get worse
outros simplesmente não poderiam ser piores
Some days it's all worth it
alguns dias, tudo vale à pena
And some days this life is nothing but a curse
e alguns dias essa vida não é nada além de uma maldição
And I wonder who will break first
e eu me pergunto quem irá quebrar primeiro
I am small I feel like no more than nothing at all
Eu sou pequena e me sinto menos do que absolutamente nada
But when I lose sight of daylight
mas quando eu perder de vista a luz do dia
And my darkness falls, I'll be strong
e a minha escuridão cair, eu serei forte
And if not now it won't be long
e, se não agora, não demorará muito
From when I lose sight of daylight
quando eu perder de vista a luz do dia
And my hands are weak
e minhas mãos estiverem fracas
And my soul is tired
e minha alma estiver cansada
Oh, I'll give my love from the inside out "
Oh, darei meu amor de dentro para fora"
[Sara Bareilles - Inside Out]
domingo, 18 de setembro de 2011
somewhere in between
Ontem foi aniversário da minha mãe, e havia criado uma certa quantidade de expectativas a respeito da noite - estava empolgada para rever a família. O problema... foi que a família que foi foi uma um pouco mais distante, e bem... Como normalmente acontece com expectativas, as minhas ficaram frustradas.
Foi uma noite estranha, para dizer o mínimo e depois que haviam ido embora sentei no sofá do lado da minha vó "Foi estranho hoje. Não me senti bem.Me senti um peixe no deserto do saara." (depois me lembrei que o deserto mais seco do mundo na verdade é o do Atacama, mas o efeito foi o mesmo) "Mesmo? Por quê?" "Os assuntos foram... bobos. Assuntos irrelevantes." "É? Não sabia, não estava ouvindo..."invejei sua surdez por um brevíssimo instante e expliquei-lhe o tipo de assunto que correu.
"Às vezes eu não sei de onde vem a minha genética, são poucos os da família com quem realmente me dou bem. Conversamos a respeito de coisas construtivas, bacanas... Eu só me sinto diferente." "Bem... isso é porque você é diferente... e você não conheceu seu avô. Se tivesse conhecido, teria adorado conversar com ele..." Ponderei. Suspirei. "E certamente ele teria adorado você". Uma súbita onde de alegria e uma nostalgia do desconhecido tomou conta de mim, e me perguntei porque não pude conhecê-lo. Porque o câncer deveria ter chego antes de mim. Fiquei pensando se é possível sentir falta de algo (ou, no caso, alguém) que você nunca conheceu. Sentir falta de algo que você nunca teve.
Talvez até por nunca termos tido, de fato, essas coisas, que sentimos falta delas, porque criamos uma aura de idealização ao redor delas que realmente, se fossem algo além de ficção, se fossem reais, seriam extraordinárias.
Agora... se, por uma vez nossas expectativas fossem superadas pela realidade... seria além do que palavras poderiam descrever.
Mas, como sempre, a maioria das nossas expectativas são platônicas. Um punhado de dúvidas, um punhado de sonhos, é só misturar com água e voilá! aí está o ser humano.
* * * * *
"I can't be losing sleep over this, no, I can't
Não posso estar perdendo sono por causa disso, não posso
And now I cannot stop pacing
E agora eu não consigo mais parar
Give me a few hours and I'll have this all sorted out
Dê-me algumas horas e eu terei isso resolvido
If my mind would just stop racing
Se ao menos minha mente parasse de correr
'Cause I'm waiting for tonight
Porque estou esperando por hoje à noite
Then waiting for tomorrow
E depois esperando por amanhã
And I'm somewhere in between
E eu estou algum lugar entre
What is real and just a dream."
O que é real e o que é onírico
[Lifehouse - somewhere in between]
Foi uma noite estranha, para dizer o mínimo e depois que haviam ido embora sentei no sofá do lado da minha vó "Foi estranho hoje. Não me senti bem.Me senti um peixe no deserto do saara." (depois me lembrei que o deserto mais seco do mundo na verdade é o do Atacama, mas o efeito foi o mesmo) "Mesmo? Por quê?" "Os assuntos foram... bobos. Assuntos irrelevantes." "É? Não sabia, não estava ouvindo..."
"Às vezes eu não sei de onde vem a minha genética, são poucos os da família com quem realmente me dou bem. Conversamos a respeito de coisas construtivas, bacanas... Eu só me sinto diferente." "Bem... isso é porque você é diferente... e você não conheceu seu avô. Se tivesse conhecido, teria adorado conversar com ele..." Ponderei. Suspirei. "E certamente ele teria adorado você". Uma súbita onde de alegria e uma nostalgia do desconhecido tomou conta de mim, e me perguntei porque não pude conhecê-lo. Porque o câncer deveria ter chego antes de mim. Fiquei pensando se é possível sentir falta de algo (ou, no caso, alguém) que você nunca conheceu. Sentir falta de algo que você nunca teve.
Talvez até por nunca termos tido, de fato, essas coisas, que sentimos falta delas, porque criamos uma aura de idealização ao redor delas que realmente, se fossem algo além de ficção, se fossem reais, seriam extraordinárias.
Agora... se, por uma vez nossas expectativas fossem superadas pela realidade... seria além do que palavras poderiam descrever.
Mas, como sempre, a maioria das nossas expectativas são platônicas. Um punhado de dúvidas, um punhado de sonhos, é só misturar com água e voilá! aí está o ser humano.
* * * * *
"I can't be losing sleep over this, no, I can't
Não posso estar perdendo sono por causa disso, não posso
And now I cannot stop pacing
E agora eu não consigo mais parar
Give me a few hours and I'll have this all sorted out
Dê-me algumas horas e eu terei isso resolvido
If my mind would just stop racing
Se ao menos minha mente parasse de correr
'Cause I'm waiting for tonight
Porque estou esperando por hoje à noite
Then waiting for tomorrow
E depois esperando por amanhã
And I'm somewhere in between
E eu estou algum lugar entre
What is real and just a dream."
O que é real e o que é onírico
[Lifehouse - somewhere in between]
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
petites surires
Boníssima noite, caros raros.
Bem. Ando bastante introspectiva nos últimos dias, mas de forma positiva e interessante; talvez até alguns de vocês tenham reparado que meus posts andam mais longos e menos 'preguiçosos'. Hoje voltei para casa, e nas quase três horas de viagem - no tempo em que não estava dormindo - pude ponderar bastante.
Estava percebendo como não custa muito para que algo nos deixe feliz, contato que estejamos em um estado de espírito que nos disponibilize para tal.
Aqui, ao som de Parachute da Ingrid, me pus a listar as pequenas coisas que podem nos deixar felizes e com uma sensação de bem estar.
Uma leve brisa varrendo o cabelo do seu rosto, uma manhã chuvosa em casa, um bom filme, um olhar, um pôr-do-sol cheio de cores exuberantes (aliás, ao vir para cá peguei o fim de um lindíssimo pôr-do-sol, mas não adianta tentar fotografar - nada é tão maravilhoso quanto a realidade). Uma tarde com os amigos jogando conversa fora, um copo de leite quente numa tarde fria, uma música, um sorriso.
O cheiro que as páginas de livros exalam quando o folheamos, um pássaro que cruza seu caminho quando você está andando, o cheiro da sua casa após um longo período longe dela, ficar acordado quando todos estão dormindo desenhando, passear em um museu vazio. O som de determinada voz, uma cor, uma pequena frase, um elogio, uma noite sem nuvens para se deitar no chão e identificar constelações e esperar estrelas cadentes.
A sensação de acordar no primeiro dia de férias, enfiar a mão em um saco de grãos, uma joaninha pousando em você, um ipê florido no meio da selva de concreto, o toque de um moletom surrado que você não abre mão (e que sua mãe não aguenta mais ver), o cheiro de um fósforo recém apagado, passar tempo em uma biblioteca, abraçar um bicho de pelúcia da sua infância.
O sol batendo sobre a grama úmida após a noite, um cartão ou carta com seu nome, o olhar de orgulho no rosto de seus familiares quando você faz algo certo, encontrar um dos seus brinquedos favoritos após anos sem vê-lo, a sensação de fazer algo certo, sentar no chão e passar um dia olhando fotos antigas da família.
Pequenas coisas que te fazem sorrir.
Bem. Ando bastante introspectiva nos últimos dias, mas de forma positiva e interessante; talvez até alguns de vocês tenham reparado que meus posts andam mais longos e menos 'preguiçosos'. Hoje voltei para casa, e nas quase três horas de viagem - no tempo em que não estava dormindo - pude ponderar bastante.
Estava percebendo como não custa muito para que algo nos deixe feliz, contato que estejamos em um estado de espírito que nos disponibilize para tal.
Aqui, ao som de Parachute da Ingrid, me pus a listar as pequenas coisas que podem nos deixar felizes e com uma sensação de bem estar.
Uma leve brisa varrendo o cabelo do seu rosto, uma manhã chuvosa em casa, um bom filme, um olhar, um pôr-do-sol cheio de cores exuberantes (aliás, ao vir para cá peguei o fim de um lindíssimo pôr-do-sol, mas não adianta tentar fotografar - nada é tão maravilhoso quanto a realidade). Uma tarde com os amigos jogando conversa fora, um copo de leite quente numa tarde fria, uma música, um sorriso.
O cheiro que as páginas de livros exalam quando o folheamos, um pássaro que cruza seu caminho quando você está andando, o cheiro da sua casa após um longo período longe dela, ficar acordado quando todos estão dormindo desenhando, passear em um museu vazio. O som de determinada voz, uma cor, uma pequena frase, um elogio, uma noite sem nuvens para se deitar no chão e identificar constelações e esperar estrelas cadentes.
A sensação de acordar no primeiro dia de férias, enfiar a mão em um saco de grãos, uma joaninha pousando em você, um ipê florido no meio da selva de concreto, o toque de um moletom surrado que você não abre mão (e que sua mãe não aguenta mais ver), o cheiro de um fósforo recém apagado, passar tempo em uma biblioteca, abraçar um bicho de pelúcia da sua infância.
O sol batendo sobre a grama úmida após a noite, um cartão ou carta com seu nome, o olhar de orgulho no rosto de seus familiares quando você faz algo certo, encontrar um dos seus brinquedos favoritos após anos sem vê-lo, a sensação de fazer algo certo, sentar no chão e passar um dia olhando fotos antigas da família.
Pequenas coisas que te fazem sorrir.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Frail
Algo que há muito tem me intrigado e, de certa forma, até assombrado tem sido perceber a estonteante fragilidade humana, e particularmente quão cegos somos a isso.
Se fizermos um zoom out de nossas vidinhas toscas, e olharmos o mundo, a galáxia, o universo, percebemos quão absolutamente somos indispensáveis a este último. Veremos que somos como um grão de areia em uma praia que tende ao infinito.
Ainda assim, temos a terrível tendência de de alguma estranha forma achar que nós somos importantes e inclusive nos enganamos ao pensar que somos mais importantes do que os outros indivíduos, que o restante da natureza, que qualquer coisa - e fazemos atrocidades morais, ecológicas, sociais... e nos convencemos dessa suma importância de tal forma que acreditamos que ela seja normal.
Estamos tão acostumados a nos imaginarmos em um platô de superioridade, que não vemos que nós não somos independentes - pelo contrário, somos extremamente dependentes de um status quo, e uma mínima variação disso pode ocasionar sérias consequências, até mesmo a morte.
Tente ficar sem oxigênio por alguns minutos. Tente ficar sem água por alguns dias. Tente não se alimentar por alguns dias. Tente ficar em uma temperatura acima de 42 graus Celsius. Como disse hoje o professor Flávio, "enquanto nós nos achamos super resistentes, adaptáveis e fantásticos, em 45 graus nossas proteínas e enzimas se desfizeram e você não é nada. Já uma bactéria, você a coloca a 1500 graus e ela dá risada da sua cara!".
Talvez justamente a nossa inteligência tenha que existir para criarmos formas de nos proteger do mundo e tudo o que ele pode implicar, já que alguns metros de altura, um erro de divisão celular ou certo volume de água poderiam ser fatais a nós. Talvez, precisamente por sermos tão vulneráveis que precisamos construir e arquitetar ambientes para que mimiquemos aquilo que a natureza faz por si só em outras espécies.
Além disso temos uma fragilidade diferente da de outras espécies, a emocional - e não se engane pensando que isso não te afeta muito. A emoção e o fisiológico estão fortemente entrelaçados, e um depende do outro para o bem estar geral do indivíduo.
Intrigantemente, essa tal fragilidade emocional também é o que nos retira do contexto e nos torna únicos em meio a esse caos generalizado de átomos, moléculas, impulsos elétricos que constituem o mundo como o conhecemos. A consciência é tão complexa que sabemos tão bem que não a entendemos que a 'ciência' que busca entendê-la já sabe que não a compreende - e a psicologia, então, não é nem uma ciência, uma pseudociência.
Somos vulneráveis, não apenas ao contexto em que estamos, mas também uns aos outros; e essa é a beleza da raramente encontrada confiança (tão rara quanto a honestidade, como dizia Billy Joel...), de dar a alguém o poder de te ferir, mas confiar que ela não o fará. E assim em nossa fragilidade, em nossa pequenez, em nossa insignificância, podemos nos tornar algo além de insignificantes. Podemos deixar de ser algo e nos tornarmos alguém, alguém que faz coisas que parecem insignificantes mas que podem impactar outros 'alguéns'.
É tudo tão complexo, tão intrigante, tão instigante... Que é quase enlouquecedor.
* * * * *
"On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star.
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are"
[Sting - Fragile]
Se fizermos um zoom out de nossas vidinhas toscas, e olharmos o mundo, a galáxia, o universo, percebemos quão absolutamente somos indispensáveis a este último. Veremos que somos como um grão de areia em uma praia que tende ao infinito.
Ainda assim, temos a terrível tendência de de alguma estranha forma achar que nós somos importantes e inclusive nos enganamos ao pensar que somos mais importantes do que os outros indivíduos, que o restante da natureza, que qualquer coisa - e fazemos atrocidades morais, ecológicas, sociais... e nos convencemos dessa suma importância de tal forma que acreditamos que ela seja normal.
Estamos tão acostumados a nos imaginarmos em um platô de superioridade, que não vemos que nós não somos independentes - pelo contrário, somos extremamente dependentes de um status quo, e uma mínima variação disso pode ocasionar sérias consequências, até mesmo a morte.
Tente ficar sem oxigênio por alguns minutos. Tente ficar sem água por alguns dias. Tente não se alimentar por alguns dias. Tente ficar em uma temperatura acima de 42 graus Celsius. Como disse hoje o professor Flávio, "enquanto nós nos achamos super resistentes, adaptáveis e fantásticos, em 45 graus nossas proteínas e enzimas se desfizeram e você não é nada. Já uma bactéria, você a coloca a 1500 graus e ela dá risada da sua cara!".
Talvez justamente a nossa inteligência tenha que existir para criarmos formas de nos proteger do mundo e tudo o que ele pode implicar, já que alguns metros de altura, um erro de divisão celular ou certo volume de água poderiam ser fatais a nós. Talvez, precisamente por sermos tão vulneráveis que precisamos construir e arquitetar ambientes para que mimiquemos aquilo que a natureza faz por si só em outras espécies.
Além disso temos uma fragilidade diferente da de outras espécies, a emocional - e não se engane pensando que isso não te afeta muito. A emoção e o fisiológico estão fortemente entrelaçados, e um depende do outro para o bem estar geral do indivíduo.
Intrigantemente, essa tal fragilidade emocional também é o que nos retira do contexto e nos torna únicos em meio a esse caos generalizado de átomos, moléculas, impulsos elétricos que constituem o mundo como o conhecemos. A consciência é tão complexa que sabemos tão bem que não a entendemos que a 'ciência' que busca entendê-la já sabe que não a compreende - e a psicologia, então, não é nem uma ciência, uma pseudociência.
Somos vulneráveis, não apenas ao contexto em que estamos, mas também uns aos outros; e essa é a beleza da raramente encontrada confiança (tão rara quanto a honestidade, como dizia Billy Joel...), de dar a alguém o poder de te ferir, mas confiar que ela não o fará. E assim em nossa fragilidade, em nossa pequenez, em nossa insignificância, podemos nos tornar algo além de insignificantes. Podemos deixar de ser algo e nos tornarmos alguém, alguém que faz coisas que parecem insignificantes mas que podem impactar outros 'alguéns'.
É tudo tão complexo, tão intrigante, tão instigante... Que é quase enlouquecedor.
"Como você pode ver com isso tudo, não há sentido em tentar enlouquecer para impedir-se de ficar louco. Você pode muito bem dar-se por vencido e guardar a sanidade para mais tarde."[Douglas Adams]
* * * * *
"On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star.
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are"
[Sting - Fragile]
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
In vivo
Estou viciada em mais uma cantora de músicas tranquilas, divertidas e de voz suave. Já passei por Regina Spektor, Marit Larsen, Sara Bareilles, Christina Perri... e agora encontrei Ingrid Michaelson. Pela primeira vez consigo ouvir um cd três vezes em um dia e continuo achando-o delirante, então super recomendo a música da moça!
Bem, estava ouvindo algumas das músicas mais famosas dela, dentre outras "Be OK", "You and I" (muito, muito boa!) e "Everybody". Essa última me chamou atenção pela letra, e me lembrou bastante a música "We all wanna be loved", do DC Talk devido à temática.
"We have fallen down again tonight
In this world it's hard to get it right
Trying to make your heart fit like a glove
What it needs is love, love, love
Everybody, everybody wants to love
Everybody, everybody wants be to loved "
Tenho percebido que, quanto mais aprendo do organismo humano, menos compreendo o comportamento humano. Mais abstratas parecem coisas que são tão essenciais como personalidade, memórias, sentimentos. Céus, são reações químicas e impulsos elétricos!
Mas ainda assim, percebo que sem essas coisas, o mundo faz menos sentido ainda... E passei a concordar com CSLewis quando diz que 9/10 de qualquer traço de felicidade que temos se deve a afeto, e vi que são as outras pessoas que dão grande parte do sentido de nossa vida.
Está bem, você poderia argumentar dizendo que Deus é que dá sentido à nossa vida... Mas foi Deus que criou os sentimentos, a sociedade, a família, meu bem... Foi ele que instituiu isso como os alicerces terrenos de nossas vidas. Então me desculpe se não concordo com os padres e monges que vivem numa montanha no meio do nada, infelizes e solitários (bem, ao menos os que não são do 'Baixo Clero', como diria a Bárbara).
Percebo cada vez mais a importância em nos realizarmos através de sermos importantes para outras pessoas, deixar uma marca positiva na vida delas - são coisas insubstituíveis e incomparáveis.
Sem as outras pessoas, não teríamos o conhecimento de hoje. Sem as outras pessoas, seríamos tão importantes quanto um graveto ou uma pedra. Sem as outras pessoas, nada faria sentido. Sem as outras pessoas e os relacionamentos delas, céus, nem estáriamos aqui!
Então... embora minhas capacidades para interações sociais sejam bastante limitadas, prometo fazer um esforço... Vida social não é para os fracos, como sempre fazia questão de ressaltar. Vida social é para os vivos.
Bem, estava ouvindo algumas das músicas mais famosas dela, dentre outras "Be OK", "You and I" (muito, muito boa!) e "Everybody". Essa última me chamou atenção pela letra, e me lembrou bastante a música "We all wanna be loved", do DC Talk devido à temática.
"We have fallen down again tonight
In this world it's hard to get it right
Trying to make your heart fit like a glove
What it needs is love, love, love
Everybody, everybody wants to love
Everybody, everybody wants be to loved "
Tenho percebido que, quanto mais aprendo do organismo humano, menos compreendo o comportamento humano. Mais abstratas parecem coisas que são tão essenciais como personalidade, memórias, sentimentos. Céus, são reações químicas e impulsos elétricos!
Mas ainda assim, percebo que sem essas coisas, o mundo faz menos sentido ainda... E passei a concordar com CSLewis quando diz que 9/10 de qualquer traço de felicidade que temos se deve a afeto, e vi que são as outras pessoas que dão grande parte do sentido de nossa vida.
Está bem, você poderia argumentar dizendo que Deus é que dá sentido à nossa vida... Mas foi Deus que criou os sentimentos, a sociedade, a família, meu bem... Foi ele que instituiu isso como os alicerces terrenos de nossas vidas. Então me desculpe se não concordo com os padres e monges que vivem numa montanha no meio do nada, infelizes e solitários (bem, ao menos os que não são do 'Baixo Clero', como diria a Bárbara).
Percebo cada vez mais a importância em nos realizarmos através de sermos importantes para outras pessoas, deixar uma marca positiva na vida delas - são coisas insubstituíveis e incomparáveis.
Sem as outras pessoas, não teríamos o conhecimento de hoje. Sem as outras pessoas, seríamos tão importantes quanto um graveto ou uma pedra. Sem as outras pessoas, nada faria sentido. Sem as outras pessoas e os relacionamentos delas, céus, nem estáriamos aqui!
Então... embora minhas capacidades para interações sociais sejam bastante limitadas, prometo fazer um esforço... Vida social não é para os fracos, como sempre fazia questão de ressaltar. Vida social é para os vivos.
sábado, 10 de setembro de 2011
The book is in your heart.
Hoje estou aqui em casa estudando fisiologia, aprendendo muito e me divertindo mais ainda. Mostrei para a minha vó o meu livro de Anatomia, Anatomia humana de Van de Graaf, e ela olhou e abriu um sorrisão e disse "Eu... gostaria de dar uma olhada nisso depois!" "Claro, quando quiser está aqui" "É que... é tão diferente dos da minha época!"
Esse pequeno evento foi o suficiente para minhas sinapses começarem a matutar metáforas e alegorias.
Quem me conhece por mais de 15 minutos, sabe a minha paixão pelos livros - tanto em lê-los (por mais que esteja demorando um bocado mais para tal pela falta de tempo), como em tê-los, manuseá-los. Meu sonho é ter uma biblioteca repleta de ficção, não-ficção, livros didáticos, livros que comprei, ganhei ou, até quem sabe, que eu escrevi. E começei a ponderar a respeito dos livros. E a respeito das pessoas.
Por mais estranho que pareça, livros e pessoas têm muitas coisas em comum uns com os outros. Não acredita? Comecemos pelo começo então. A capa.
Não adianta quantos ditados nós façamos, nós sempre julgamos um livro pela capa. Nós sempre julgamos as pessoas pela sua aparência, mesmo que no subconsciente. Nós julgamos se aquela pessoa apresenta compatibilidades conosco, se poderá ser um concorrente no círculo social, se a pessoa dá importância ou não à aparência... tudo isso nós consideramos de alguma forma, e fazemos o mesmo com os livros. Pode ver, há tipos específicos de capas que quando vemos nas lojas, pegamos o livro para ler atrás, ver de que se trata - e assim conhecemos as pessoas que nos parecem interessantes de alguma forma.
Alguns livros... nos intimidam pela sua espessura, pelo seu enorme conteúdo, assim como algumas pessoas nos afugentam com uma aparência similar e poucas pessoas se aproximam. Ás vezes são livros finos que supomos que não apresentam um conteúdo muito vasto. Mas não é porque o livro tem 1200 páginas que faz dele um bom livro, ou porque outro tem 90 seja menos construtivo ou interessante. As pessoas também nos enganam assim.
A linguagem do livro também fala muito a respeito dele... pode ter uma linguagem rebuscada e adornada que poucos sabem apreciar, como pode ser uma linguagem simples, concisa, que todo tipo de pessoa se interessa e é atraído pelo livro. Assim, a linguagem das pessoas é o seu cartão de visitas.
Se o resumo ou os comentários a respeito do livro nos agradarem, o levamos para casa. Se os assuntos e conteúdo das pessoas nos agraderem... bem, não levamos para casa fisicamente, mas podemos levar na nossa cabeça, em nossas memórias, e queremos conhecer o resto da pessoa.
As primeiras páginas de um livro (mais ou menos 15 páginas) são as de apresentação, contextualização e em geral são as páginas mais bem escritas para captar a atenção do leitor - e se for ver, conhecer as pessoas no começo é bonito, legal, e a pessoa se apresenta de forma platônica, caso esteja dentro adquilo que procuramos em um indivíduo. Sem contar aquele fabuloso cheiro de livro novo que deixa qualquer um mais feliz.
Se o livro for compatível conosco, continuamos a lê-lo. Senão, fica empoeirado ou vai para um sebo. Se a pessoa for compatível conosco, continuamos a conhecê-la. Senão, a ignoramos e não damos atenção ao relacionamento.
Então há o trecho do livro de desenvolvimento da história... muitas vezes pode ser entediante, e desistimos (lá pela centésima página), mas se até mesmo nisso ele capta nossa atenção, o restante passa rapidamente; assim ocorre com as pessoas também, há um ponto monótono do relacionamento, pode até haver um anticlimax, algo que nos desanime. Se superar isso, será muito mais fácil seguir adiante depois.
Bem, passando por isso estamos no clímax literário e pessoal - passadas todas as coisas ruins, o ápice da história ou do relacionamento chega e tudo depende de como lidamos com isso para sabermos se a história terá um final feliz ou não, se o relacionamento terá um final feliz ou não.
Terminamos o livro. Podemos esquecer dele e seguir adiante para outro e nunca mais tocá-lo. Ou pode ser aquele livro que você lê, relê, deslê e trilê... e não consegue se desencantar. A pessoa não cessa de te surpreender, por mais que você pense que já a conheça, sempre há um conteúdo a mais, um conteúdo profundo, um mínimo detalhe.
E mesmo se aquele livro ficar velho, enrugado, cair chá, leite ou vinho em suas páginas, se ficar amarelado, amassado ou rabiscado... o valor será o mesmo - quiçá até maior!
E você? Que livro é?
* * * * *
"Well you might be a bit confused
Bem talvez você esteja um pouco confusa
And you might be a little bit bruised
E você talvez esteja um pouco ferido
But baby how we spoon like no one else
Mas amor, ficamos juntos como ninguém mais
So I will help you read those books
Então eu vou te ajudar a ler seus livros
If you will soothe my worried looks
Se você aliviar minhas expressões de preocupação
And we will put the lonesome on the shelf"
E nós colocaremos a solidão na prateleira
Esse pequeno evento foi o suficiente para minhas sinapses começarem a matutar metáforas e alegorias.
Quem me conhece por mais de 15 minutos, sabe a minha paixão pelos livros - tanto em lê-los (por mais que esteja demorando um bocado mais para tal pela falta de tempo), como em tê-los, manuseá-los. Meu sonho é ter uma biblioteca repleta de ficção, não-ficção, livros didáticos, livros que comprei, ganhei ou, até quem sabe, que eu escrevi. E começei a ponderar a respeito dos livros. E a respeito das pessoas.
Por mais estranho que pareça, livros e pessoas têm muitas coisas em comum uns com os outros. Não acredita? Comecemos pelo começo então. A capa.
Não adianta quantos ditados nós façamos, nós sempre julgamos um livro pela capa. Nós sempre julgamos as pessoas pela sua aparência, mesmo que no subconsciente. Nós julgamos se aquela pessoa apresenta compatibilidades conosco, se poderá ser um concorrente no círculo social, se a pessoa dá importância ou não à aparência... tudo isso nós consideramos de alguma forma, e fazemos o mesmo com os livros. Pode ver, há tipos específicos de capas que quando vemos nas lojas, pegamos o livro para ler atrás, ver de que se trata - e assim conhecemos as pessoas que nos parecem interessantes de alguma forma.
Alguns livros... nos intimidam pela sua espessura, pelo seu enorme conteúdo, assim como algumas pessoas nos afugentam com uma aparência similar e poucas pessoas se aproximam. Ás vezes são livros finos que supomos que não apresentam um conteúdo muito vasto. Mas não é porque o livro tem 1200 páginas que faz dele um bom livro, ou porque outro tem 90 seja menos construtivo ou interessante. As pessoas também nos enganam assim.
A linguagem do livro também fala muito a respeito dele... pode ter uma linguagem rebuscada e adornada que poucos sabem apreciar, como pode ser uma linguagem simples, concisa, que todo tipo de pessoa se interessa e é atraído pelo livro. Assim, a linguagem das pessoas é o seu cartão de visitas.
Se o resumo ou os comentários a respeito do livro nos agradarem, o levamos para casa. Se os assuntos e conteúdo das pessoas nos agraderem... bem, não levamos para casa fisicamente, mas podemos levar na nossa cabeça, em nossas memórias, e queremos conhecer o resto da pessoa.
As primeiras páginas de um livro (mais ou menos 15 páginas) são as de apresentação, contextualização e em geral são as páginas mais bem escritas para captar a atenção do leitor - e se for ver, conhecer as pessoas no começo é bonito, legal, e a pessoa se apresenta de forma platônica, caso esteja dentro adquilo que procuramos em um indivíduo. Sem contar aquele fabuloso cheiro de livro novo que deixa qualquer um mais feliz.
Se o livro for compatível conosco, continuamos a lê-lo. Senão, fica empoeirado ou vai para um sebo. Se a pessoa for compatível conosco, continuamos a conhecê-la. Senão, a ignoramos e não damos atenção ao relacionamento.
Então há o trecho do livro de desenvolvimento da história... muitas vezes pode ser entediante, e desistimos (lá pela centésima página), mas se até mesmo nisso ele capta nossa atenção, o restante passa rapidamente; assim ocorre com as pessoas também, há um ponto monótono do relacionamento, pode até haver um anticlimax, algo que nos desanime. Se superar isso, será muito mais fácil seguir adiante depois.
Bem, passando por isso estamos no clímax literário e pessoal - passadas todas as coisas ruins, o ápice da história ou do relacionamento chega e tudo depende de como lidamos com isso para sabermos se a história terá um final feliz ou não, se o relacionamento terá um final feliz ou não.
Terminamos o livro. Podemos esquecer dele e seguir adiante para outro e nunca mais tocá-lo. Ou pode ser aquele livro que você lê, relê, deslê e trilê... e não consegue se desencantar. A pessoa não cessa de te surpreender, por mais que você pense que já a conheça, sempre há um conteúdo a mais, um conteúdo profundo, um mínimo detalhe.
E mesmo se aquele livro ficar velho, enrugado, cair chá, leite ou vinho em suas páginas, se ficar amarelado, amassado ou rabiscado... o valor será o mesmo - quiçá até maior!
E você? Que livro é?
* * * * *
"Well you might be a bit confused
Bem talvez você esteja um pouco confusa
And you might be a little bit bruised
E você talvez esteja um pouco ferido
But baby how we spoon like no one else
Mas amor, ficamos juntos como ninguém mais
So I will help you read those books
Então eu vou te ajudar a ler seus livros
If you will soothe my worried looks
Se você aliviar minhas expressões de preocupação
And we will put the lonesome on the shelf"
E nós colocaremos a solidão na prateleira
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Empty boxes
Com toda essa história de concurso de contos na minha universidade, 30-day drawing challenge e tudo mais estou redescobrindo minhas paixões mais primitivas que tenho deixado um pouco de lado, a de produzir arte. Ou algo que eu gostaria que fosse arte.
Escrevi o conto, tenho feito desenhos... mas isso são apenas atividades que exemplificam que meu estado mental voltou ao normal e estou me sentindo mais eu mesma, a minha eu que eu deixei escondida por muito tempo em meio às preocupações, afazeres, problemas e dores. Mas mais que tudo, eu agora tenho motivos para escrever, fatos para contar, reflexões a fazer.
Nos últimos meses (ou ouso dizer, anos) tenho ficado tão presa nas expectativas de pequenas coisas por estar tão terrivelmentente infeliz com tudo, que acabei por ignorar aquelas que me cercavam todos os dias, vivia meramente em função da esperança do amanhã - e hoje é, finalmente, o amanhã.
Tenho tirado o melhor de cada dia, cada evento, um ônibus ou metrô que pego, um livro que leio... Tudo me dá motivos de felicidade e motivos para expressar aquilo que penso a respeito de determinado assunto. Minha inspiração vem dos trabalhos, das matérias, das pessoas, dos professores, da locomoção, de cuidar da minha casinha... Tudo tornou-se notável, digno de menção.
Por mais que reclame de estar longe da minha cidade suja, poluída, linda e maravilhosa, e fale mal de estar no interior, devo reconhecer que os novos ares me deram uma nova perspectiva de colocar o passado atrás de mim e enxergar o vasto mundo de possibilidades que se abre dia a dia. Eu precisava quebrar a rotina que tinha minha vida inteira, precisava sair da casa que me assombrava, precisava de tudo novo.
Há momentos em que é difícil estar longe? Sim. Eu ainda sinto falta de ver meus amigos com mais frequencia? Elementar! Mas estou fazendo novos amigos, conhecendo outras pessoas... e tudo, tudo, tudo tem sido muito bom.
Sabe de uma coisa? Não tenho mais nem insônia!
Thank you, Lord!
* * * * *
"I close my eyes and make a wish
Eu fecho meus olhos e faço um desejo
turn out the lights
apago as luzes
And take a breath
e inspiro
I pray that when the wick has burnt,
Eu oro para que quando o pavio se consumir,
You will say that it's all about love
você me diga que é tudo sobre amor
You were there when I needed you,
Você estava lá quando eu precisei de você,You were there when the skies broke wide, wide open
Você estava lá quando os céus se abriram completamente
(...)
I remember You said
Eu me lembro que Você disse
"Love is more than your good intention"
"Amor é mais que suas boas intenções"
Empty boxes on the floor
Caixas vazias no chão,
Things I never asked you for"
Coisas pelas quais eu nunca pedi"
Escrevi o conto, tenho feito desenhos... mas isso são apenas atividades que exemplificam que meu estado mental voltou ao normal e estou me sentindo mais eu mesma, a minha eu que eu deixei escondida por muito tempo em meio às preocupações, afazeres, problemas e dores. Mas mais que tudo, eu agora tenho motivos para escrever, fatos para contar, reflexões a fazer.
Nos últimos meses (ou ouso dizer, anos) tenho ficado tão presa nas expectativas de pequenas coisas por estar tão terrivelmentente infeliz com tudo, que acabei por ignorar aquelas que me cercavam todos os dias, vivia meramente em função da esperança do amanhã - e hoje é, finalmente, o amanhã.
Tenho tirado o melhor de cada dia, cada evento, um ônibus ou metrô que pego, um livro que leio... Tudo me dá motivos de felicidade e motivos para expressar aquilo que penso a respeito de determinado assunto. Minha inspiração vem dos trabalhos, das matérias, das pessoas, dos professores, da locomoção, de cuidar da minha casinha... Tudo tornou-se notável, digno de menção.
Por mais que reclame de estar longe da minha cidade suja, poluída, linda e maravilhosa, e fale mal de estar no interior, devo reconhecer que os novos ares me deram uma nova perspectiva de colocar o passado atrás de mim e enxergar o vasto mundo de possibilidades que se abre dia a dia. Eu precisava quebrar a rotina que tinha minha vida inteira, precisava sair da casa que me assombrava, precisava de tudo novo.
Há momentos em que é difícil estar longe? Sim. Eu ainda sinto falta de ver meus amigos com mais frequencia? Elementar! Mas estou fazendo novos amigos, conhecendo outras pessoas... e tudo, tudo, tudo tem sido muito bom.
Sabe de uma coisa? Não tenho mais nem insônia!
Thank you, Lord!
* * * * *
"I close my eyes and make a wish
Eu fecho meus olhos e faço um desejo
turn out the lights
apago as luzes
And take a breath
e inspiro
I pray that when the wick has burnt,
Eu oro para que quando o pavio se consumir,
You will say that it's all about love
você me diga que é tudo sobre amor
You were there when I needed you,
Você estava lá quando eu precisei de você,You were there when the skies broke wide, wide open
Você estava lá quando os céus se abriram completamente
(...)
I remember You said
Eu me lembro que Você disse
"Love is more than your good intention"
"Amor é mais que suas boas intenções"
Empty boxes on the floor
Caixas vazias no chão,
Things I never asked you for"
Coisas pelas quais eu nunca pedi"
sábado, 3 de setembro de 2011
the Matrix
É notável como nosso estado mental altera extraordinariamente nossa visão das situações. Coisas que em dias tristes fazem do nosso dia "o pior dia da minha vida", em dias felizes tornam esse o "dia mais azarado e cômico da minha vida".
É, de fato, assustador se nos pormoos a pensar em quanto podemos manipular da nossa vida simplesmente pelo nosso estado mental... parece algo quase Matrix - cada um enxerga o mundo como quer; temos um controle incrivelmente vasto daquilo que nos afeta ou não. Muito da vida é, realmente, psicológico (mesmo a psicologia sendo uma pseudociência, concordo comalguns aspectos dela).
Podemos mudar relacionamentos inteiros pelo nosso estado mental, também. Coisas que em alguns dias são irritantes e chatas nas outras pessoas, outros são motivos de piadas, riso, alegria; se simplesmente conseguirmos manter um estado psicológico equilibrado e feliz, damos mais espaço para nossa vida ficar equilibrada e feliz, e assim segue crescendo e crescendo.
No final do dia se você está mal, sabe o que você faz? Se a vida te dá limões, azedos e asquerosos... faça uma torta de limão!
* * * * *
Uma música que gosto bastante é Daydream da Christina Perri, que fala bastante a respeito de platonismos referentes a pessoas...então trouxe um pedaçinho adaptado pra vocês ;)
Finally your time has come
Finalmente, sua hora chegou
Now's my chance to turn and run
Agora é minha chance de virar e correr
Like I always do
Como eu sempre faço
Build a story in my head
Construo uma história na minha cabeça
Happy, with my idea with you
Feliz, com minha idéia de você
Stay where you are
Fique onde está
Please don't break my heart
Por favor, não quebra meu coração
Know you in my daydream
Te conheço em meu sonho
Don't open your mouth, open your mouth
Não abra sua boca, abra sua boca
Everything I'll ever need
Tudo o que vou precisar
Spoil it now, spoil it now
estrague agora, estrague agora
You stood up and I fell down
Você se ergueu e eu caí
Watching me, watching you
Assistindo a mim, assistindo a você
I know what you wanna do
Eu sei o que você quer fazer
But I'm afraid of my wish coming true
Mas eu tenho medo que o meu sonho se realize
So I paint a picture in my mind, that
Então eu pinto uma figura em minha mente, que
I go back to older times
eu volto para os tempos antigos
It's better than being with you
É melhor que estar com você
É, de fato, assustador se nos pormoos a pensar em quanto podemos manipular da nossa vida simplesmente pelo nosso estado mental... parece algo quase Matrix - cada um enxerga o mundo como quer; temos um controle incrivelmente vasto daquilo que nos afeta ou não. Muito da vida é, realmente, psicológico (mesmo a psicologia sendo uma pseudociência, concordo comalguns aspectos dela).
Podemos mudar relacionamentos inteiros pelo nosso estado mental, também. Coisas que em alguns dias são irritantes e chatas nas outras pessoas, outros são motivos de piadas, riso, alegria; se simplesmente conseguirmos manter um estado psicológico equilibrado e feliz, damos mais espaço para nossa vida ficar equilibrada e feliz, e assim segue crescendo e crescendo.
No final do dia se você está mal, sabe o que você faz? Se a vida te dá limões, azedos e asquerosos... faça uma torta de limão!
* * * * *
Uma música que gosto bastante é Daydream da Christina Perri, que fala bastante a respeito de platonismos referentes a pessoas...então trouxe um pedaçinho adaptado pra vocês ;)
Finally your time has come
Finalmente, sua hora chegou
Now's my chance to turn and run
Agora é minha chance de virar e correr
Like I always do
Como eu sempre faço
Build a story in my head
Construo uma história na minha cabeça
Happy, with my idea with you
Feliz, com minha idéia de você
Stay where you are
Fique onde está
Please don't break my heart
Por favor, não quebra meu coração
Know you in my daydream
Te conheço em meu sonho
Don't open your mouth, open your mouth
Não abra sua boca, abra sua boca
Everything I'll ever need
Tudo o que vou precisar
Spoil it now, spoil it now
estrague agora, estrague agora
You stood up and I fell down
Você se ergueu e eu caí
Watching me, watching you
Assistindo a mim, assistindo a você
I know what you wanna do
Eu sei o que você quer fazer
But I'm afraid of my wish coming true
Mas eu tenho medo que o meu sonho se realize
So I paint a picture in my mind, that
Então eu pinto uma figura em minha mente, que
I go back to older times
eu volto para os tempos antigos
It's better than being with you
É melhor que estar com você
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