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sábado, 10 de setembro de 2011

The book is in your heart.

Hoje estou aqui em casa estudando fisiologia, aprendendo muito e me divertindo mais ainda. Mostrei para a minha vó o meu livro de Anatomia, Anatomia humana de Van de Graaf, e ela olhou e abriu um sorrisão e disse "Eu... gostaria de dar uma olhada nisso depois!" "Claro, quando quiser está aqui" "É que... é tão diferente dos da minha época!"
Esse pequeno evento foi o suficiente para minhas sinapses começarem a matutar metáforas e alegorias.

Quem me conhece por mais de 15 minutos, sabe a minha paixão pelos livros - tanto em lê-los (por mais que esteja demorando um bocado mais para tal pela falta de tempo), como em tê-los, manuseá-los. Meu sonho é ter uma biblioteca repleta de ficção, não-ficção, livros didáticos, livros que comprei, ganhei ou, até quem sabe, que eu escrevi. E começei a ponderar a respeito dos livros. E a respeito das pessoas.
Por mais estranho que pareça, livros e pessoas têm muitas coisas em comum uns com os outros. Não acredita? Comecemos pelo começo então. A capa.
Não adianta quantos ditados nós façamos, nós sempre julgamos um livro pela capa. Nós sempre julgamos as pessoas pela sua aparência, mesmo que no subconsciente. Nós julgamos se aquela pessoa apresenta compatibilidades conosco, se poderá ser um concorrente no círculo social, se a pessoa dá importância ou não à aparência... tudo isso nós consideramos de alguma forma, e fazemos o mesmo com os livros. Pode ver, há tipos específicos de capas que quando vemos nas lojas, pegamos o livro para ler atrás, ver de que se trata - e assim conhecemos as pessoas que nos parecem interessantes de alguma forma.
Alguns livros... nos intimidam pela sua espessura, pelo seu enorme conteúdo, assim como algumas pessoas nos afugentam com uma aparência similar e poucas pessoas se aproximam. Ás vezes são livros finos que supomos que não apresentam um conteúdo muito vasto. Mas não é porque o livro tem 1200 páginas que faz dele um bom livro, ou porque outro tem 90 seja menos construtivo ou interessante. As pessoas também nos enganam assim.

A linguagem do livro também fala muito a respeito dele... pode ter uma linguagem rebuscada e adornada que poucos sabem apreciar, como pode ser uma linguagem simples, concisa, que todo tipo de pessoa se interessa e é atraído pelo livro. Assim, a linguagem das pessoas é o seu cartão de visitas.
Se o resumo ou os comentários a respeito do livro nos agradarem, o levamos para casa. Se os assuntos e conteúdo das pessoas nos agraderem... bem, não levamos para casa fisicamente, mas podemos levar na nossa cabeça, em nossas memórias, e queremos conhecer o resto da pessoa.
As primeiras páginas de um livro (mais ou menos 15 páginas) são as de apresentação, contextualização e em geral são as páginas mais bem escritas para captar a atenção do leitor - e se for ver, conhecer as pessoas no começo é bonito, legal, e a pessoa se apresenta de forma platônica, caso esteja dentro adquilo que procuramos em um indivíduo. Sem contar aquele fabuloso cheiro de livro novo que deixa qualquer um mais feliz.
Se o livro for compatível conosco, continuamos a lê-lo. Senão, fica empoeirado ou vai para um sebo. Se a pessoa for compatível conosco, continuamos a conhecê-la. Senão, a ignoramos e não damos atenção ao relacionamento.
Então há o trecho do livro de desenvolvimento da história... muitas vezes pode ser entediante, e desistimos (lá pela centésima página), mas se até mesmo nisso ele capta nossa atenção, o restante passa rapidamente; assim ocorre com as pessoas também, há um ponto monótono do relacionamento, pode até haver um anticlimax, algo que nos desanime. Se superar isso, será muito mais fácil seguir adiante depois.
Bem, passando por isso estamos no clímax literário e pessoal - passadas todas as coisas ruins, o ápice da história ou do relacionamento chega e tudo depende de como lidamos com isso para sabermos se a história terá um final feliz ou não, se o relacionamento terá um final feliz ou não.
Terminamos o livro. Podemos esquecer dele e seguir adiante para outro e nunca mais tocá-lo. Ou pode ser aquele livro que você lê, relê, deslê e trilê... e não consegue se desencantar. A pessoa não cessa de te surpreender, por mais que você pense que já a conheça, sempre há um conteúdo a mais, um conteúdo profundo, um mínimo detalhe.
E mesmo se aquele livro ficar velho, enrugado, cair chá, leite ou vinho em suas páginas, se ficar amarelado, amassado ou rabiscado... o valor será o mesmo - quiçá até maior!

E você? Que livro é?
*  *  *  *  *

"Well you might be a bit confused
Bem talvez você esteja um pouco confusa
And you might be a little bit bruised
E você talvez esteja um pouco ferido
But baby how we spoon like no one else
Mas amor, ficamos juntos como ninguém mais
So I will help you read those books
Então eu vou te ajudar a ler seus livros
If you will soothe my worried looks
Se você aliviar minhas expressões de preocupação
And we will put the lonesome on the shelf"
E nós colocaremos a solidão na prateleira


domingo, 15 de maio de 2011

A House doesn`t make a Home

Uma das metaforas de que mais gosto quando se trata de relacionamentos, foi uma que eu havia criado e que depois encontrei uma similar em "Dom Casmurro", de Machado de Assis. A metafora em questao e' a de que um relacionamento e' como dividir uma casa com outra pessoa.
Como dividindo uma casa com alguem, em um relacionamento qualquer (seja familiar, de amizade, ou relacionamento amoroso), voce tem que se acostumar a uma 'rotina' de outra pessoa, a opinioes, manias, todo o jeito de ser dessa pessoa e as vezes haverao desavencas pelas diferencas culturais, religiosas e eticas.
Tambem, quando voce divide a casa com alguem voce pode se sentir em casa ou nao. Tem quem chegue nos relacionamentos abrindo suas malas e espalhando suas coisas, decorando do seu jeito todo o relacionamento e confiando plenamente que a pessoa nao va desrespeitar sua privacidade.
Ha ainda os outros (como eu) que comecam o relacionamento, mas nao desfazem a mala e estao sempre em prontidao para bater em retirada ao minimo risco ao seu bem estar que se manifesta no relacionamento. Custa muito tempo e esforco de ambas as partes pro individuo em questao comecar a se sentir a vontade, e fazer da 'casa' um 'lar'.
No final do dia? Algumas casas sobrevivem as tempestades, ao intemperismo e todos os problemas que a vida apresenta, outras vezes tudo desmorona. Tem as vezes que da certo dividir sua vida sem censuras com outras pessoas... mas tem vezes que a convivencia metaforica sob o mesmo teto simplesmente nao funciona, e quem deixou a mala perto da porta ja sabe, e' so' mais uma falha nos relacionamentos humanos... mas pros expansivos (ouso ate' dizer, inocentes) - esses tem que recolher artigo por artigo, e comecar a se acostumar com a ideia... de que toda a confianca que voce depositou, foi um erro.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Metaforizando-nos

Ando meio curta de postagens. Não de pensamentos, certamente, mas de linearidade destes.
Tenho idéias lançadas pela mente de forma insana e caótica, e ando meio sem paciência de organizá-las em palavras, por isso os poucos posts.
Algo que não exige muito esforço intelectual que poderia fazer é falar sobre minha rotina, sobre a palestra do Tom, das aulas do Daily, sobre a medicina e biologia que me encantam, sobre o pânico de não saber o futuro mais uma vez, sobre a exaustão física, psicológica e emocional que estão acabando comigo, sobre pessoas, sobre eclesiastes, sabedoria. Inclusive, comecei diversos posts com muitos desses temas, mas nenhum foi pra frente. Todos discorriam de nada, por nada, e discorriam mal, não tinham uma linha a ser seguida.
Até que hoje meu cachorro foi fazer uma mini cirurgia, e a melhor ideia de post surgiu.
Com a idade avançada, o sr Banzé, o simpatissíssimo schnauzer mini está com pequenos problemas no coração, nos dentes e tal e hoje precisou fazer uma limpeza de tártaro; na limpeza, três dentes do coitado caíram, por causa da idade e uso contínuo mesmo.
Agora de volta em casa, está amoitado, cansado e desconfiando de nós, mas precisamos dar os remédios pra ele, e deu trabalho, ah como deu. Mordeu meus dedos, fugiu, reclamou. No final das contas, conseguimos dar mesmo ele estando tão relutante.
Fiquei pensando, e muitas vezes somos que nem o Banzé com Deus.
Muitas vezes temos coisas apodrecidas na vida que só nos atrapalham, e dóem quando são retiradas, nos incomoda a ausência dessas coisas, manias, pecados, rotinas. Reclamamos com Deus, desconfiamos dele e não queremos nos aproximar.
A diferença é que Deus não nos força a nos aproximarmos dele como precisamos fazer com o Banzé, ele não nos obriga ao que não queremos, ele respeita nossa opinião.
Onde voltamos à tangência das situações, é quando pedimos que a vontade dEle seja feita. Quando entregamos nossa vida... e geralmente esperamos que a vontade Dele seja a nossa, porque se a vontade é "boa, perfeita e agradável", deve ser a nossa. Daí ele nos dá "o remédio". E a gente reclama, esperneia, foge e reclama dele... Mas depois a gente descobre que faz bem. Que nos ajuda, melhora nossa vida.
Voltamos de mansinho... e humildemente aprendemos a aceitar a vontade Dele porque sim, é boa, perfeita e muito agradável!

* * * * *

Escape ~muse

You would say anything and you would try anything
Você diria qualquer coisa e você tentaria qualquer coisa
to escape your meaningless and your insignificance
para escapar da sua falta de sentido e sua insignificância
You're uncontrollable and we are unloveable
Você é incontrolável e nós somos inamáveis
And I don't want you to think that I care
E eu não quero que você pense que eu ligo
I never would, I never could again
Eu não ligaria, não conseguiria fazê-lo de novo

Why can't you just love her?
Porque você não pode simplesmente amá-la?
And why be such a monster?
E porque ser um monstro?
You bully from a distance
Você importuna à distância
Your brain needs some assistance
Seu cérebro precisa de assistência

But I'll still take all the blame
Mas eu ainda vou levar toda a culpa
Cos you and me are both one and the same
Porque você e eu somos ambos um e iguais
And it's driving me mad
E está me enlouquecendo
And it's driving me mad
E está me enlouquecendo
I'll take back all the things that I said
E eu vou retirar todas as coisas que eu disse
I didn't realise I was talking to the living dead
Eu não percebi que estava falando com os mortos-vivos

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Where The Wild Things Are

Fui ao cinema ver Onde vivem os Monstros com o pessoal da escola.
Gostei bastante do filme, me identifiquei bastante com diversos personagens ao longo do filme, particularmente com Max, o menino que cria todo o mundo dos monstros.
Um diálogo em especial me chamou a atenção, aqui está:

Carol: We were gonna make a whole world like this. Now, everyone used to come here, but you know... you know what it feels like when all your teeth are falling out really slowly and you don't realize and then you notice that, well, they're really far apart. And then one day... you don't have any teeth anymore.
Max: Yeah.
Carol: Well it was like that.


Pessoas são como dentes. Sim, uma comparação um tanto bizarra; já posso imaginar vocês tocendo narizes, erguendo sobrancelhas. Mas, veja bem, creio ser possível essa metáfora fazer sentido, basta alguma vivência social, experiências interpessoais.
Continuando, pessoas são como dentes. Se você não cuida do relacionamento com elas, o relacionamento apodrece e as pessoas caem pra fora da sua vida. Relacionamentos podem ser doloridos para surgir e crescer (no caso de dentes nascendo) assim como pode ser dolorido cuidar desses relacionamentos, mantê-los em linha com o resto da sua vida (no caso de uso de aparelho).
Pessoas também se assemelham a dentes porque com o passar do tempo as pessoas próximas de nos mudam-- assim como os dentes de leite, amigos de infância se perdem com o crescimento, e com o amadurecimento buscamos pessoas que se aproximem mais daquilo que precisamos - que sejam de acordo com o que nos tornamos, como os dentes permanentes - assim como com o passar do tempo adquirimos maturidade, adquirimos em idades-chave pessoas que nos ajudem nesse tal amadurecimento como dentes que surgem aos 12 anos ou os dentes do siso que se manifestam em épocas de grande mudança psicológica.
Essas pessoas que aparecem na nossa vida em períodos de mudanças que nos ajudam a crescer não são necessariamente adequados para tais épocas porque são mais velhos, ou por que tem idade mais próxima da sua mas porque a vivência da pessoa a tornou adequada para aquele momento em sua vida e te ajuda nos períodos de mudança - pode te ajudar a crescer e fazer bem ou pode te prender à infância que nao mais existe.
E assim algumas pessoas vêm, outras vão. Infelizmente não há nenhuma fada-dos-amigos que reponha cada amigo que se perde por alguma coisa de valor, pelo simples fato que não tem nada com o valor das pessoas para repô-las.
A melhor parte disso tudo é sabermos que temos amigos permanentes, que tem cabeça similar à nossa, que crescem com a gente. Às vezes um ultrapassa o outro, mas paciência e ajuda de ambas as partes permitem que seja um relacionamento duradouro, basta cuidar com cuidado e nunca esquecer desses relacionamentos para que não se corroam pelas coisas de fora e nem apodreçam pela falta de uso.

* * * * *
I am the cosmos ~scarlet johanson & pete yorn

Every night I tell myself,
"I am the cosmos,
I am the wind"
But that don't get you back again
Just when I was starting to feel okay
You're on the phone
I never wanna be alone
Never wanna be alone
I hate to have to take you home
Want you too much to say no, no
Yeah, yeah, yeah
Yeah, yeah, yeah
My feeling's always happening
Something I couldn't hide
I can't confide
Don't know what's going on inside
So every night I tell myself
"I am the cosmos,
I am the wind"
But that don't get you back again
I'd really like to see you again
I really wanna see you again