domingo, 15 de maio de 2011
A House doesn`t make a Home
Como dividindo uma casa com alguem, em um relacionamento qualquer (seja familiar, de amizade, ou relacionamento amoroso), voce tem que se acostumar a uma 'rotina' de outra pessoa, a opinioes, manias, todo o jeito de ser dessa pessoa e as vezes haverao desavencas pelas diferencas culturais, religiosas e eticas.
Tambem, quando voce divide a casa com alguem voce pode se sentir em casa ou nao. Tem quem chegue nos relacionamentos abrindo suas malas e espalhando suas coisas, decorando do seu jeito todo o relacionamento e confiando plenamente que a pessoa nao va desrespeitar sua privacidade.
Ha ainda os outros (como eu) que comecam o relacionamento, mas nao desfazem a mala e estao sempre em prontidao para bater em retirada ao minimo risco ao seu bem estar que se manifesta no relacionamento. Custa muito tempo e esforco de ambas as partes pro individuo em questao comecar a se sentir a vontade, e fazer da 'casa' um 'lar'.
No final do dia? Algumas casas sobrevivem as tempestades, ao intemperismo e todos os problemas que a vida apresenta, outras vezes tudo desmorona. Tem as vezes que da certo dividir sua vida sem censuras com outras pessoas... mas tem vezes que a convivencia metaforica sob o mesmo teto simplesmente nao funciona, e quem deixou a mala perto da porta ja sabe, e' so' mais uma falha nos relacionamentos humanos... mas pros expansivos (ouso ate' dizer, inocentes) - esses tem que recolher artigo por artigo, e comecar a se acostumar com a ideia... de que toda a confianca que voce depositou, foi um erro.
domingo, 8 de maio de 2011
Reatividade social
Estive pensando no impacto disso nas relacoes interpessoais, e estou comecando a pensar que parecemos pequenos atomos em movimento aleatorio e caotico, chocando-nos uns aos outros tentando achar alguem que complete nossa camada de valencia e fiquemos menos reativos.
Existem os relacionamentos ionicos, em que um sempre cede e acaba com menos do que comecou, sempre se ferra (seria a pessoa metalica), e tem a pessoa nao metalica que so se aproveita da outra e parasita a outra na tentativa de se completar e se sentir bem.
Existem os relacionamentos covalentes tambem que faz com que as pessoas se completem e se estabilizem, e ficam melhores juntas e simplesmente funcionam assim.
Existem tambem as pessoas da familia nobre... que sao completas, funcionam, e ficam tranquilas sem reatividade, sem procurar nada em especifico que nao precisam de um relacionamento humano especifico para se sentir melhor.
E ai, que atomo que voce é?
* * * * *
Uma musica que encontrei que prova minha teoria é a seguinte, do John Mayer (nao que esteja baseando toda uma hipotise na letra de UMA musica, isso nao faria sentido, mas enfim. Vasculhem a literatura, musica, cinema, e voces entendem o que quero dizer)
Love song for no one ~johnmayer
Staying home alone on a Friday
Flat on the floor looking back
On old love
Or lack thereof
After all the crushes are faded
And all my wishful thinking was wrong
I'm jaded
I hate it
I'm tired of being alone
So hurry up and get here
So tired of being alone
So hurry up and get here
Searching all my days just to find you
I'm not sure who I'm looking for
I'll know it
When I see you
Until then, I'll hide in my bedroom
Staying up all night just to write
A love song for no one
I could have met you in a sandbox
I could have passed you on the sidewalk
Could I have missed my chance
And watched you walk away?
quarta-feira, 23 de março de 2011
The Lab
O mundo é um grande laboratório. Ok, talvez não grande - gigantesco - mas não deixa de ser um laboratório.
Além da parte óbvia (ou não) do aspecto natural, biológico e químico da coisa, eu construí essa teoria baseada no desenvolvimento humano. Nós nos formamos a partir da experimentação. Quando chegamos ao laboratório estagiando não sabemos absolutamente nada do ambiente, colocamos o dedo na tomada - até o nosso 'chefe' nos mandar não fazer aquilo, ou até descobrirmos que isso normalmente causa choques. Colocamos a mão no fogo, brincamos com facas e tesouras, e normalmente uma vez descobrindo o risco desse experimento, desistimos e partimos pra outro, afinal, já temos o resultado.
Uma vez feitos os experimentos básicos, vamos crescendo e sabemos nos virar pelo laboratório sem riscos tão grandes - ou ao menos aqueles que aprendem com erros e seguem a vida adiante tentando não cometê-los novamente - e viramos adolescentes.
Experimentamos às vezes o não estudar, descobrimos que o resultado normalmente é recuperação, broncas, e para os mais insistentes e cabeça-duras, possivelmente, repetir o ano.
Experimentamos fazer amigos, descobrimos que nao exige compatibilidade às vezes entre as pessoas, da mesma forma que existe ou não a compatibilidade química - a mistura pode não causar nada e virar uma mistura heterogênea, pode causar uma reação como explosão, ou pode formar um novo composto.
Dentro da experimentação existe todo um vasto campo científico de experimentação possível, que depende apenas do cientista em questão querer chegar a isso ou não, mas a maior parte do tempo os cientistas são grandes asnos (não os cientistas realmente, mas os seres humanos da metáfora apresentada, um auto-insulto não seria apropriado ou bem-vindo) e mesmo descobrindo que 99,9% das tentativas de misturas entre seres humanos (em quaisquer proporções) causa danos ao cientista, mas ainda assim insiste em tentar. E tentar. E tentar.
E prova, assim, que a humanidade é absolutamente insana - ao menos de acordo com os parâmetros Einsteineanos que disse "Insanidade é fazer a mesma coisa várias vezes e esperar um resultado diferente".
Mas, também, é só mais uma teoria.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
The next best thing?
* * * *
Na minha tentativa de me ocupar a maior parte do tempo pra não deixar a mente divagar, hoje estava no metrô voltando de Campinas e decidi me entreter: tirei meu cubo mágico da bolsa e fiquei brincando, tentando solucioná-lo ou algo assim.
Não sei se foi pelas cores primárias berrantes, ou pela minha concentração, ou pelo fato de que havia uma doida com mochila e cara de “sim, estava viajando. Não, não tive tempo de escovar o cabelo depois da viagem” brincando compulsivamente, ou o que for, mas as pessoas ficaram assistindo atentamente ao que eu fazia. Completei ele razoavelmente bem, considerando o fator *pessoas assistindo*, mas não o completei de fato. Eu já pensei em usar as dicas que vieram com ele, só pra não fazer tão feio na frente dos outros... mas seria só “ah, consegui.” E não AAAAAAAAAAHHH, CONSEGUIII!, então eu acho que só terei que continuar desapontando meus acompanhantes de metrô e eles terão que se contentar com 3 faces completas apenas =/
* * * *
Depois desse final de semana cheguei à conclusão de que em um breve futuro o mundo sofrerá os efeitos de uma população feminina feminista, e conseqüentemente um decréscimo no número de matrimônios realizados e de crescimento demográfico. Ou não. É só uma teoria.
Uma segunda teoria: O jogo da vida tem tendências a prever o futuro. Ou não. É só outra teoria.
* * * *
Cinderella's on her bedroom floor she's got a
Cinderela está no chão do seu quarto – ela tem uma
Crush on the guy at the liquor store
Queda pelo cara da loja de licor
Cause Mr. Charming don't come home anymore and she forgets why she came here.
Porque Sr. Encantado não vem pra casa mais e ela esquece porque veio aqui
Sleeping Beauty's in a foul mood for shame she says
Bela adormecida está num péssimo humor para vergonha ela diz
None for you dear prince, I'm tired today.
Nada pra você, querido príncipe, estou cansada hoje
I'd rather sleep my whole life away than have you keep me from dreaming
Prefiro dormir minha vida inteira do que ter você me impedindo de sonhar
I don't care for your fairytale
Eu não ligo pro seu conto de fadas
You're so worried 'bout the maiden,
Você está tão preocupado com a donzela,
though you know she's only waiting on the next best thing
Mas você sabe que ela só está esperando pela próxima melhor coisa
Snow White is doing dishes again cause what else can you do
Branca de Neve está fazendo as louças de novo, porque o que mais se pode fazer
With seven itty bitty men?
Com sete pequeninos homens?
Sends them to bed and she calls up a friend, says will you meet me at midnight.
Os manda dormir e liga pra uma amiga, diz você me encontra à meia noite?
The tall blonde lets out a cry of despair says
A alta loira dá um grito de desespero e diz
Would have cut it myself if I knew men could climb hair
Teria cortado eu mesma se eu soubesse que homens sabiam escalar cabelo
I'll have to find another tower somewhere and keep away from the windows.
Eu terei que encontrar alguma outra torre por aí e ficar longe das janelas
But I don't want the next best thing
Mas eu não quero a próxima melhor coisa
So I sing and hold my head down and I break these walls 'round me
Então eu canto e fico com a cabeça baixa e eu qubro essas paredes que me cercam
Can't take no more of your fairytale Love
Não agüento mais do seu amor de contos de fadas
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Que preguiça de melodrama...
Quando somos crianças, em geral expressamos muito mais os sentimentos, se estamos felizes, sorrimos, se está doendo gritamos, (se queremos atenção, choramos...), somos muito mais impulsivos e realmente vivemos com uma intensidade absurda cada momento. Nos apegamos com facilidade às coisas e pessoas ("como assim você jogou fora o senhor feijão, mãe??! Como conseguirei dormir de agora em diante sem ele pra abraçar?").
No entanto, com a idade e maiores experiências sociais, percebemos que deixar de expressar seus sentimentos ou pensamentos é uma opção, muitas vezes, favorável. Aprendemos como lidar com nossos próprios problemas, aprendemos como lidar com nós mesmos de forma interna e um pouco mais discreta. Aprendemos a não ser sempre impulsivos, aprendemos a pensar e daí tomarmos uma decisão, porque, afinal, não temos mais a mamãe e o papai para nos salvar quando as coisas vão mal.
Todavia, há os indivíduos que parecem não passar nunca por esse processo de filtragem de pensamentos e sentimentos. São indivíduos que tornam todo evento algo grandioso, tanto para coisas boas como para coisas ruins. Expansivos... demais. Altos... demais. Irracionais... demais.
O que realmente complica para os racionais de plantão que presenciam tudo isso é que o ser humano tem a tendência natural a tornar as coisas ruins maiores que as coisas boas; você pode ter tido um dia inteiro bom, uma notícia ruim basta para que seus espíritos se desanimem e você fique introspectivo e chateado. Somando-se isso ao exagero dos supracitados, apresenta-se o tipo melodramático.
Ele é o cara que vê coisas pequenas e antecipáveis como um desastre, como um "no meio do caminho tinha um meteoro gigantesco ardendo em chamas de enxofre infernal" ao invés de um "no meio do caminho tinha uma pedra". Ela é a moça que passa por 11 apocalipses. Diariamente. Ele é o cara que se vê como o centro do mundo, afinal, como mencionado mais cedo, é uma pessoa que ainda não amadureceu, portanto com a tendência ao egocentrismo; são aquelas pessoas que queremos apertar um botãozinho de "pause" (ou 'desliga', ou 'autodestruction mode', dependendo do caso...), que queremos sentar e explicar o processo natural das coisas terrenas: têm um começo, um meio e um fim. Isso significa que teremos muitos fins nas nossas vidas, mas apenas um é realmente o fim das nossas vidas. Simples. Mas sabemos que os melodramáticos devem ter algum tipo de deficiência auditiva ou déficit de atenção, porque nada mais explicaria o fato de não absorverem novas informações.
Somos seres humanos, fomos e somos muito mais adaptáveis do que imaginamos, nos adaptamos a climas, alimentação, habitats, espécies das mais variadas. Não precisa fazer alarde, usem seus sensores sociais de que há outras pessoas no mundo, cresçam, pensem. Não precisa pensar que tudo é o fim do mundo.
Ai, que preguiçinha das pessoas...
domingo, 29 de agosto de 2010
Feliz e contente com a libertação
I suppose there's something else I share with Summer... cabelo curto, finaly!
Sei lá, tem uma certa liberdade em se livrar de um pouco de queratina, um certo alívio em ver as pencas de cabelo caindo ao chão. É um momento em que você sente que está livre para todas as possibilidades, todas as escolhas...
É sentir que você pode afetar seu próprio mundo sem ter que se preocupar com ninguém, absolutamente ninguém. É sentir por um breve momento que você tem total controle sobre algum aspecto de sua vida e de você.
Nossa, é uma boa sensação.
* * * * *
Chasing Pirates~norahjones
In your message you said,
Na sua mensagem você disse
you were goin' to bed,
que estava indo pra cama
but I'm not done with the night.
mas eu não acabei com a noite.
So I stayed up and read,
Então fiquei acordada e li,
but your words in my head,
mas suas palavras na minha cabeça
got me mixed up so I turned out the light.
me confundiram então eu apaguei a luz.
And I, don't know how, to slow it down.
E eu não sei como acalmar isso
My mind's racing from chasing pirates.
Minha mente está correndo por perseguir piratas
Well the man in there swings
Bem o homem dali balança
while the silliest things,
enquanto as coisas mais bobas,
floppin around in my brain.
estão quicando no meu cérebro.
And I try not to dream but them possible schemes,
Eu tento não sonhar mas os esquemas impossíveis
swim around, wanna drown me in synch.
nadam livremente, querem me afogar em sincronia.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Emotion Generation
Acho interessantes os livros de Jane Austen, que tem assuntos que revolvem em volta de casamentos por interesse, arranjados mas que o amor sempre vence (até aí não há novidade) mas ela os escrevia porque ela nunca pôde realizar isso. Casou-se sem amor, por dinheiro, e a forma desta realizar-se suponho que fosse através das obras.
Que cai em toda a história do porquê das pessoas gostarem da ficção idealizadas: é o momento de escapatória da realidade e realização através das personagens, assunto sobre o qual já escrevi e vocês podem ver aqui.
Estou achando que estamos vivendo em uma época predominantemente romântica, considerando todos os fatos acima citados. Inclusive, faria sentido estarmos porque como vocês talvez tenham notado, são intercaladas as escolas literárias entre razão e emoção...
Quer exemplos?
Barroco (emoção) - Arcadismo (razão) - Romantismo (emoção) - Parnasianismo (razão)
Estamos agora no momento Pós-moderno (que provavelmente será devidamente classificado em alguns anos), sendo assim a escola predecessora da atual a Modernista (Racional) e assim consequentemente estaríamos em um período emocional, e realmente creio que a suspeita esteja correta.
Algumas das características de classes emocionais são o Spleen (depressão, tristeza), fixação pela morte, idealização do ser amado e as emoções influenciam nossa forma de ver o mundo (quando você está feliz, até um dia cinzento torna-se lindo e quando você está triste até o pássaro cantando tem ar melancólico), todas características muito comuns em nossa época.
Se não me engano, a depressão é a segunda doença mais comum no planeta hoje, taxas de suicídio e auto-mutilação estão em números extremos, e todo esse amor pelo romântico é óbvio através das obras de sucesso no momento: dificilmente um filme de drama, ou que não tenha um final feliz fará sucesso. Aliás, uma das obras que podemos usar de exemplo para todo esse melodrama é o próprio Crap-úsculo: imerso em idealizações, vitória do bem sobre o mal, o amor vence tudo e etc e tal. (será que no futuro veremos Obras da fuvest: Crepúsculo?? Bom, entra na categoria de livros ruins, quem sabe!)
Elementar, caros leitores, que não somos todos assim, as personalidades individuais variam entre emocionais e racionais, mas isso não muda o fato que estamos vivendo em um mundo cheio de novelas, finais felizes e utopias toscas tentando generalizar nossa forma de pensamento a uma (deplorável) só.
* * * * *
Hysteria ~muse
It's bugging me
Está me perturbando
Grating me
Me ralando
And twisting me around
E me torcendo inteiro
Yeah I'm endlessly
Sim, estou infindavelmente
Caving in
erodindo
And turning inside out
E virando ao avesso
'cause I want it now
porque eu quero agora
I want it now
eu quero agora
Give me your heart and your soul
Dê-me seu coração e sua alma
I'm not breaking down
Eu não estou desmoronando
I'm breaking out
Estou me libertando
Last chance to lose control
Última chance para perder o controle
Yeah it's holding me
Sim está me segurando
Morphing me
Me mudando
And forcing me to strive
E me forçando a me esforçar
To be endlessly
Para ser infinitamente
Cold within
Frio por dentro
And dreaming I'm alive
E sonhando estar vivo
And I want you now
E eu quero você agora
I want you now
Eu quero você agora
I feel my heart implode
Sinto meu coração implodir
And I'm breaking out
Estou me libertando
Escaping now
Escapando agora
Feeling my faith erode
Sinto minha fé erodindo
Provavelmente você leu isso no sentido puramente romântico da letra. Agora imagine no sentido vestibulando da coisa. Caramba, encaixa-se perfeitamente no contexto também!