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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Cosmovisão

Como mencionado no post anterior, no sábado participei de uma oficina que tratava do tema Cosmovisões.
Queria muito participar dessa oficina desde Julho desse ano, quando ela ocorreu no CF mas estava tão disputada que não consegui assistí-la. Mas o que realmente me surpreendeu quando eu disse toda animada "Vou na oficina de Cosmovisão!" "Legal, o que é cosmovisão?" e... eu não soube responder.
Portanto como início deste post trataremos o que é cosmovisão. Cosmovisão são as premissas básicas que cada indivíduo tem em sua vida, os parâmetros e leis morais mais essenciais que se manifestam nos pensamentos, opiniões e ações de cada pessoa. É essencialmente a sua visão do universo, do cosmos.
O que achei ainda mais curioso que o episódio supracitado, foi que uma das coisas menos mencionadas na oficina foram as cosmovisões mais populares (Teísta, Ateísta, Panteísta, etc etc), mas como construir sua cosmovisão, conhecê-la e a partir disso saber lidar com as diferentes cosmovisões que nos cercam de forma respeitosa e humana.

Teísmo - Crença em Deus, que ele criou nosso mundo, procura se envolver conosco e define os padrões de moralidade e bondade. Exemplos: Amor - podemos amar porque fomos criados na imagem de um Deus amoroso

Deísmo - É a ponte filosófica entre teísmo e naturalismo, pois considera a existência de Deus mas em geral é uma existência irrelevante. Veio depois da revolução científica, e por causa das explicações científicas dos eventos naturais, o relacionamento Deus/Universo seria menos significativo. Exemplos: Amor - Como no teísmo.

Naturalismo - A partir do século XIX, o naturalismo ganhou força entre intelectuais ao dizer que todas as coisas poderiam ser explicadas pelo cientificismo, e Deus passou a ser considerado inexistente devido a isso. A euforia inicial passou ao perceber-se que o naturalismo não explicava conceitos abstratos como amor, mal e moralidade. Exemplos: Amor - Instinto humano para propagação da espécie.

Niilismo - É a conclusão 'lógica' do naturalismo: Se Deus não existe e todas as coisas são produtos de forças naturais, então somos tão relevantes quanto uma lesma ou pedra - só nosso arranjo molecular é diferente por acaso. Nesse caso, a vida não tem propósito; conceitos como moralidade, justiça e amor são sem sentido. Exemplo: Amor - fica sem sentido como um termo descrevendo qualquer coisa a mais que fazer sexo para propagar a espécie.

Existencialismo - É a tentativa de restituir ao ser humano seu caráter único e dar algum sentido à vida. Diz que seres humanos são ímpares em sua capacidade de criar sentido por si mesmos. Um contraste sutil com o teísmo: Os dois identificam significado, valor, moralidade, etc, mas enquanto o teísta vê Deus como o padrão, o existencialista olha para si mesmo. E se cada um tem um padrão? Daí não nos perdemos no relativismo desses conceitos? Exemplo: Amor - Um conceito criado por cada indivíduo na sua tentativa de acrescentar alguma significação a uma existência sem sentido.

Monismo/Nova era - é um movimento de cosmovisão oriental adaptada ao pensar ocidental. Entre outras coisas, essa cosmovisão elevaria a natureza e negaria as afirmações teístas de um Deus pessoal que nos criou, ao invés asseverando que todos nós somos 'divinos'. (puxa, se nós somos a divindade, o universo realmente está perdido!)
Os proponentes desse ponto de vista alegam que seus conceitos estão acima de compreenão e devem ser experimentados ao invés de entendidos, se esquivam, assim, das inconvenientes contradições e incongruências da cosmovisão. Bem apropriado.


Eu comecei a pensar alguns fatos importantes que tratem de cosmovisão, e comecei a listá-los.

Fato #1: Conheça a sua cosmovisão.
Ter uma cosmovisão imponderada, que não passa de um ctrl+c, ctrl+v daquilo que outras pessoas lhe falam não te leva a lugar nenhum. É o mesmo que andar sem ter direção ou ser um barquinho sem leme, você vai acabar perdido e em crise.
É um tanto difícil conhecer sua cosmovisão, a maioria das pessoas nem pensam muito nessas coisas, preferem viver a ponderar, mas de uma forma ou outra é provável que você tenha alguma visão de mundo ou no mínimo uma lei moral que siga, e é interessante conhecer suas opiniões e ponderá-las para que você não seja manipulado ou enganado com facilidade.

Fato #2: Esteja aberto a outros pontos de vista.
Para você poder ter uma conversa racional a respeito de cosmovisões sem barbárie e ignorância, feche a boca e ouça mais. Você pode se surpreender com o que pode aprender de visões diferentes do mundo, e pode até alterar sua própria cosmovisão, ao adicionar a ela ou substituí-la por completo. A cosmovisão é, em geral, uma busca por verdades - e nossas opiniões podem variar um pouco quanto a elas, e ainda que permaneçamos com as mesmas raízes, nossas folhas podem trocar.
Com tempo, conhecimento e ponderação podemos ir moldando nosso ponto de vista de acordo com nossa vivência. Isso se chama crescimento. Ficar achando que você sabe tudo vai tirar de você muitas oportunidades de crescimento. Pondere, pergunte, ouça.

Fato #3: Respeite a cosmovisão alheia.Brigar e discutir não vai levar a nada, cada um fez a sua própria ponderação e tem a sua cosmovisão. Ainda que você não concorde, isso não faz do outro pior do que você. É tão humano quanto você, tem o mesmo direito que você de ter uma opinião a respeito do cosmos.
Não há nada de mau em expor suas idéias, e se outro quiser concordar com elas - ótimo! Mas sempre faça isso de forma adequada.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Cansei.

Bon soir, mon amis... Commet ça va?
É quase meia noite e tenho uma lista interminável de tarefas a realizar, sei que preciso descansar porque amanhã será um dia extenuante (como todas as outras sextas-feiras), mas estava com vontade de escrever, mesmo que signifique perder algum tempo de sono. Talvez eu me arrependa dessa decisão amanhã quando for fazer a lista de exercícios de física, mas tudo bem.

Bem, esses dias estou em uma pequena crise devido ao enorme número de responsabilidades me cutucando constantemente, e não bastasse as minhas 9 matérias e minha potencial IC, hoje fui convidada para ser representante discente no programa troca de saberes (pelo jeito participar da congregação fez bem à minha imagem!), e bem, sendo as reuniões usualmente uma vez por mês aceitei. Além do mais, é uma forma de comunicar o que se passa para os estudantes (particularmente do BCT, já que nossa representatividade é praticamente nula).
Juntando tudo isso, além das responsabilidades normais de manter uma casa, me alimentar, manter minhas roupas em ordem a bagunça aqui em casa já deixa claro que ela deixou de ser uma prioridade nos últimos dias..., é muita coisa pra uma cabeça só e é fácil se perder nisso tudo.
Os cuidados de cada dia crescem arbitrariamente e o tempo escorrega rapidamente por entre os meus dedos, que nem quando somos criança e pegamos um punhado de areia - e até chegar ao nosso destino, temos apenas alguns grãos grudados entre os dedos. Nos resta pouco.
Porém minhas prioridades têm mudado um pouco em relação ao semestre passado.
Semestre passado me dediquei quase que exclusivamente à faculdade, e devo dizer que foi praticamente um semestre perdido da minha vida - não me lembro de 1/3 do que estudei tanto, perdi contato com muitas pessoas e não fiz absolutamente nada de útil.
Tenho tentado encontrar um equilíbrio entre vivência e obrigações. Como diz um dos meus textos bíblicos favoritos: De que adianta ganhar o mundo inteiro e perder minha própria alma?
E daí se eu estudar um monte, tirar 10 em tudo, me formar primeira da turma... e só? As conquistas acadêmicas... não são tudo. ao contrário do que pensei grande parte de minha vida.
Recentemente, mesmo que eu tenha uma prova para estudar... se minha vó está em casa e começamos a ter uma de nossas conversas a respeito da vida, seres humanos, Deus e decisões... eu não corto a conversa para ir estudar. Prefiro ficar até mais tarde estudando, e saber que o tempo que tive com minha vó foi bem aproveitado.
Cansei desse capitalismo de terrível infelicidade, de objetivos irreais e esúpidos. Cansei de ficar correndo atrás do vento.
Os livros estarão sempre nos esperando, o conhecimento constantemente se renovando - mas o valor que encontramos nas pessoas é infinitamente maior que isso, e definitivamente é um valor incomparável e insubstituível. É elementar que quero fazer o meu curso, que quero dar o melhor de mim nele, que quero conquistar certo espaço no âmbito científico ganhar um Nobel, usar minha massa encefálica para alguma coisa além dos cuidados de cada dia. Mas quero fazer de outro jeito... Eu quero também, não .
Tornei-me uma pessoa menos ambiciosa quanto a dinheiro, salário e um emprego com status - quero aquelas coisas simples: casa, família, cachorro, biblioteca, tempo com as pessoas que amo, uma vida razoavelmente confortável sem grandes extravagâncias, a certeza de que usei o tempo da melhor forma possível - e a certeza que dei valor às coisas certas.


*  *  *  *  * 
Furtando do facebook da Sarah...
"As pessoas ligam cada vez mais para o que tem preço e cada vez menos para o que tem valor."
"Don't you worry, there my honey
We may not have any money
But we've got our love to pay the bills."
[Ingrid Michaelson]

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Que preguiça de melodrama...

Creio não ser o único ser humano no universo que tem preguiça de melodrama. Qualquer indivíduo com um mínimo de funcionamento cerebral do seu hemisfério esquerdo, sabe do que estou falando. Mas o fato que me intriga é o da existência do melodrama.
Quando somos crianças, em geral expressamos muito mais os sentimentos, se estamos felizes, sorrimos, se está doendo gritamos, (se queremos atenção, choramos...), somos muito mais impulsivos e realmente vivemos com uma intensidade absurda cada momento. Nos apegamos com facilidade às coisas e pessoas ("como assim você jogou fora o senhor feijão, mãe??! Como conseguirei dormir de agora em diante sem ele pra abraçar?").
No entanto, com a idade e maiores experiências sociais, percebemos que deixar de expressar seus sentimentos ou pensamentos é uma opção, muitas vezes, favorável. Aprendemos como lidar com nossos próprios problemas, aprendemos como lidar com nós mesmos de forma interna e um pouco mais discreta. Aprendemos a não ser sempre impulsivos, aprendemos a pensar e daí tomarmos uma decisão, porque, afinal, não temos mais a mamãe e o papai para nos salvar quando as coisas vão mal.
Todavia, há os indivíduos que parecem não passar nunca por esse processo de filtragem de pensamentos e sentimentos. São indivíduos que tornam todo evento algo grandioso, tanto para coisas boas como para coisas ruins. Expansivos... demais. Altos... demais. Irracionais... demais.
O que realmente complica para os racionais de plantão que presenciam tudo isso é que o ser humano tem a tendência natural a tornar as coisas ruins maiores que as coisas boas; você pode ter tido um dia inteiro bom, uma notícia ruim basta para que seus espíritos se desanimem e você fique introspectivo e chateado. Somando-se isso ao exagero dos supracitados, apresenta-se o tipo melodramático.
Ele é o cara que vê coisas pequenas e antecipáveis como um desastre, como um "no meio do caminho tinha um meteoro gigantesco ardendo em chamas de enxofre infernal" ao invés de um "no meio do caminho tinha uma pedra". Ela é a moça que passa por 11 apocalipses. Diariamente. Ele é o cara que se vê como o centro do mundo, afinal, como mencionado mais cedo, é uma pessoa que ainda não amadureceu, portanto com a tendência ao egocentrismo; são aquelas pessoas que queremos apertar um botãozinho de "pause" (ou 'desliga', ou 'autodestruction mode', dependendo do caso...), que queremos sentar e explicar o processo natural das coisas terrenas: têm um começo, um meio e um fim. Isso significa que teremos muitos fins nas nossas vidas, mas apenas um é realmente o fim das nossas vidas. Simples. Mas sabemos que os melodramáticos devem ter algum tipo de deficiência auditiva ou déficit de atenção, porque nada mais explicaria o fato de não absorverem novas informações.
Somos seres humanos, fomos e somos muito mais adaptáveis do que imaginamos, nos adaptamos a climas, alimentação, habitats, espécies das mais variadas. Não precisa fazer alarde, usem seus sensores sociais de que há outras pessoas no mundo, cresçam, pensem. Não precisa pensar que tudo é o fim do mundo.
Ai, que preguiçinha das pessoas...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Acrobata da dor

Gargalha, ri, num riso de tormenta,
Como um palhaço, que desengonçado,
Nervoso, ri, num riso absurdo, inflado,
De uma ironia e de uma dor violenta.

Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
Agita os guizos, e convulsionado
Salta gavroche, salta clown, varado
Pelo estertor dessa agonia lenta...

Pedem-se bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
Nessas macabras piruetas d'aço...

E embora caias sobre o chão, fremente,
Afogado em teu sangue estuoso e quente
Ri! Coração, tristíssimo palhaço.

[Augusto dos Anjos]

* * * * *
Eis aí um soneto de Augusto dos Anjos que li na revisão esta semana... gostei bastante dele. Aliás, gosto muito do movimento simbolista, então sou suspeita pra começar a argumentar dessas coisas, mas enfim... achei as imagens interessantes, me lembraram bastante de um poeminha tosco que escrevi certa vez, "Circo de um só".
Bom, as coisas circenses sempre foram interessantes para a criação de paradoxo, então o que posso dizer?

* * * * *

Começo amanhã a maratona... inspira, expira, tente pensar. E let's go, here we go, here we go, here we go again...

domingo, 27 de junho de 2010

A Era do Vazio

No reino animal, é natural que haja competição - de acordo com a teoria de Darwin, apenas os mais fortes e adaptáveis sobrevivem, provando portanto a constante competição inter-racial como sendo fundamental ao funcionamento da biosfera.
Entretanto, estamos levando o darwinismo à rotina do ser humano, constantemente competimos uns com os outros porém não para sobreviver, não com motivos nobres como em defesa de nossa espécie, mas pelo nosso próprio ego. Por amor à nossa vaidade, lutamos por ser os melhores: seja mais bem sucedidos financeiramente, amorosamente, seja no status social - sempre motivos banais e egoístas.
Em conseqüência disso, a sociedade atual é a "sociedade do mais": mais dinheiro, mais conhecimento, mais progresso, mais consumo, mais feito em menos tempo. Essa constante insatisfação, tem gerado uma série de conseqüencias, em sua maior parte, negativas. Não mais nos contentamos em realizarmos nossas tarefas bem, temos que ser os melhores. Temos que ir além do que qualquer outro ser humano já tenha ido.
É elementar que a curiosidade e a sede por conhecimento do ser humano nos trouxe até aqui e teve muitas conseqüencias positivas, mas à custa de quê? De nossa integridade? De nossa fraternidade? À custa do que nos torna humanos. Passamos a ser criaturas egoístas e vãs, alimentamos nosso ego às custas do nosso próximo, destruindo tudo e todos em nome de ser o número um. O melhor.
Ironicamente, tudo o que progredimos intelectualmente e nos faz 'melhores' que os animais, está nos fazendo mais primitivos que os próprios: não sabemos cuidar nem da nossa própria espécie nem dos nossos próprios filhos.

* * * * *
What have we become? ~dctalk

A preacher shuns his brother
Um pregador repreende seu irmão
Because his bride's a different color
Porque sua noiva é de outra cor
and this is not acceptable
e isso não é aceitável
His papa taught him so
Seu pai lhe ensinou isso
It was love that he'd be preaching
Era amor que ele tinha pregado
but this was overreaching
mas isso era demais
The boundaries stretching
Os limites ultrapassando
farther than his heart would choose to go
além do que seu coração escolheria atingir

Like an angel with no wings
Como um anjo sem asas
Like a kingdom with no king
Como um reino sem um rei

What have we become?
O que nos tornamos?
self indulgent people
pessoas auto-indulgentes
What have we become?
O que nos tornamos?
tell me where the righteous ones
diga-me onde estão os corretos
What have we become
O que nos tornamos
in a world degenerating?
Em um mundo degenerando-se?
What have become?
O que nos tornamos?

Speak your mind
Fale o que você pensa
Look out for yourself
Cuide de você mesmo
The answer to it all
A resposta pra tudo
Is a life of wealth
É uma vida de riqueza
Grab all you can
Agarre tudo o que puder
Because you just live once
Porque você só vive uma vez
You got the right
Você tem o direito
To do whatever you want
De fazer tudo o que quiser
Don't worry bout others
Não se preocupe com os outros
Or where you came from
Ou de onde você veio
It ain't what you were
Não é o que você é
It's what you have become
É o que você se tornou

Mom and dad are fighting
Mãe e pai estão brigando
as Rosie lies there crying
Rosie se deita chorando
For once again she's overheard
Mais uma vez ela escutou
Regrets of their mistake
O arrependimento do erro deles
Christmas bells are ringing
Sinos de Natal ressoam
Little rosie leaves them grieving
Pequena Rosie os deixa de luto
The gift she'll give her family
O presente que daria à sua família
Will be the pills she'd take
Seria os comprimidos que tomaria

An inconvenient child
Uma criança inconveniente
She wasn't worth their while
Ela não valia à pena

sábado, 6 de março de 2010

Graduações Utópicas

Ontem estava discutindo com a Maria: o que faremos da vida? Como nos imaginamos? Com um capacete, formulários vendo homens trabalhando? Correndo freneticamente atendendo pessoas que querem remédios, soluções, diagnósticos? Defendendo ferozmente o ponto de vista do seu cliente?
E tive certa (grande) dificuldade em me colocar em qualquer profissão que podia imaginar. Todas têm seus contras!
Encontrei algumas profissões muito (muito) interessantes, mas que tem contras pesadíssimos. Graduações com que sonharei, mas que nunca poderei me iludir achando que terei (todas) estas.

Arte Médica/Antropologia Forense
E estava pensando, pensando. Pensei em Bones, claro. Nem gosto de investigações forenses!
Mas ao invés de cientista, ao invés de investigadora, me iluminou uma graduação fenomenal de dentro da Antropologia forense: trabalhar em reconstrução facial a partir de crânios. Deve ser um trabalho tão legal.
Podem trabalhar nessa área também artistas médicos, artistas com conhecimentos aprofundados em anatomia e fisiologia.
Não é ideal? Usa arte, desenho e ainda ciência. Fantástico.
Pena que vivemos no brasil. E não estou a fim de morrer de fome =/

Astronomia
Ah, sim, uma graduação que envolve física, mas é um assunto pelo qual me interesso absurdamente.
Não sei exatamente o que eu faria de diferença para as pessoas além de investigar cosmos, galáxias, burcos negros. Descobriria e aprenderia coisas legais e só.

Autora
Minha cabeça borbulha de idéias para histórias, escrevo compulsivamente histórias de ficção; se pudesse usar isso para algum bem econômico seria muito, muito bom.

Desenho/Ilustração
Viver de desenho ainda é algo que gostaria de fazer, ilustrar seria mais legal ainda porque cada vez que leio imagino todas as imagens se passando pela minha cabeça... e poderia fazer da minha vida exteriorizar isso. Adoro.

[Uau, quantas profissões com A]
Bom... no momento não consigo lembrar de nenhum outro curso que me chame a atenção tanto quanto esses, se lembrar farei uma continuação desse post =)

* * * * *

Encontrei uma ótima frase esses dias:

"But, if you can't handle me at my worst, than you sure as hell don't deserve me at my best"
ótima!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Just turn it off

Boa noite, como vão vossas ilsutríssimas pessoas?
Sabe.
Tem uma coisa que eu odeio muito.
Muito mesmo, vocês não tem noção.
É algo que odeio com todas as forças da alma, é difícil exteriorizar em palavras tamanho ódio.
Eu sei, é meio estranho falar tanto em ódio. É meio forte.
Mas não são as pessoas que odeio, são situações.
Então tudo bem odiar.
Não vou chatear ninguém com esse ódio.
Vocês devem estar se perguntando
o que pode causar tanta revolta em uma pessoa só?
O que pode ser tão absurdamente angustiante que palavras não explicam?
Seria o cursinho? Seria os estudos? Seria a estupidez humana?

Não. Duvido que seja algo que vocês estão pensando.
Devem estar matutando aí em suas cabeçinhas coisas toscas, bobas. Mas é além.

É o fato que sempre que você está feliz algo te bombardeia quebrando suas pernas e você caindo de joelhos novamente. Como pode?
Como pode a família ser tão complicada assim?
Como o Vítor mencionou no blog dele, queria poder falar tudo o que estou pensando torcendo pra que ninguém lesse. Mas, não dá pra fazer isso. E asssim tudo se amontoa.

* * * * *
Turn it off ~paramore

I scraped my knees while I was praying
Raspei meus joelhos enquanto orava
And found a demon in my safest haven,
E encontrei um demônio no meu paraíso mais seguro
Seems like it's getting harder to believe in anything
Parece que está ficando mais difícil de acreditar em qualquer coisa
Than just to get lost in all my selfish thoughts
Do que só se perder em pensamentos egoístas

I wanna know what it'd be like
Eu queria saber como seria
To find perfection in my pride
Achar perfeição no meu orgulho
To see nothing in the light
Não enxergar nada na luz
Or turn it off
Ou desligar
In all my spite
Em todo o meu revanche
In all my spite
Em todo o meu revanche
I'll turn it off
Eu vou desligar

And the worst part is
E a pior parte é que
Before it gets any better
Antes que melhore
We're headed for a cliff
Estamos em direção a um penhasco
And in the free fall I will realize
E na queda livre eu vou perceber
I'm better off when I hit the bottom
Que estou melhor quando atinjo o chão

The tragedy it seems unending
A tragédia parece infindável
I'm watching everyone I looked up to breaking, bending
Estou vendo todos aqueles que eu admirava quebrando, cedendo

Taking short cuts and false solutions
Pegando atalhos e soluções falsas
Just to come out the hero
Só para se sair um herói


I'll turn it off
Eu vou desligar
Just turn it off
Só desligar

Again
De novo