Como um palhaço, que desengonçado,
Nervoso, ri, num riso absurdo, inflado,
De uma ironia e de uma dor violenta.
Da gargalhada atroz, sanguinolenta,
Agita os guizos, e convulsionado
Salta gavroche, salta clown, varado
Pelo estertor dessa agonia lenta...
Pedem-se bis e um bis não se despreza!
Vamos! retesa os músculos, retesa
Nessas macabras piruetas d'aço...
E embora caias sobre o chão, fremente,
Afogado em teu sangue estuoso e quente
Ri! Coração, tristíssimo palhaço.
[Augusto dos Anjos]
* * * * *
Eis aí um soneto de Augusto dos Anjos que li na revisão esta semana... gostei bastante dele. Aliás, gosto muito do movimento simbolista, então sou suspeita pra começar a argumentar dessas coisas, mas enfim... achei as imagens interessantes, me lembraram bastante de um poeminha tosco que escrevi certa vez, "Circo de um só".
Bom, as coisas circenses sempre foram interessantes para a criação de paradoxo, então o que posso dizer?
* * * * *
Começo amanhã a maratona... inspira, expira, tente pensar. E let's go, here we go, here we go, here we go again...
Eis aí um soneto de Augusto dos Anjos que li na revisão esta semana... gostei bastante dele. Aliás, gosto muito do movimento simbolista, então sou suspeita pra começar a argumentar dessas coisas, mas enfim... achei as imagens interessantes, me lembraram bastante de um poeminha tosco que escrevi certa vez, "Circo de um só".
Bom, as coisas circenses sempre foram interessantes para a criação de paradoxo, então o que posso dizer?
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Começo amanhã a maratona... inspira, expira, tente pensar. E let's go, here we go, here we go, here we go again...
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