sábado, 31 de março de 2012

The tube.

I see people in the subways
Taking care of their own lives
as they see time roll away
and they wonder why it always flies

I wonder what makes them laugh
I wonder what makes them cry
How many souls have gone astray
How many hearts are still alive

If they are holding onto sanity
Barely hanging from a precipice
Or if they can barely feel gravity
Saying "It can't get any better than this"

I suppose I can only read their hands,
Their bodies, their lips or their eyes
But really I'll never know in fact
What it is that keeps them alive

sexta-feira, 30 de março de 2012

Brick by brick

Ontem fui à reunião da ABU no ITA, e conforme experiências anteriores, foi agradabilíssimo o tempo passado lá, mesmo na parte 'vamos combinar coisas da reunião de grupo base e acampamento' até a parte das músicas e estudo, foi tudo sensacional.
Foi até bem engraçado, porque o tema do estudo acabou sendo bastante similar ao texto de ontem, sobre nosso papel como cristãos e responsabilidade ante à descrença e ateísmo, como nós podemos muitas vezes afugentar as pessoas de Deus e tudo relacionado.
Diverti-me muito, e não queria que acabasse - mesmo voltando pra casa depois da meia-noite; foi uma sensação de paz e bem-estar de que realmente precisava; lembrei-me da seguinte frase "a igreja deve consolar os abatidos e abater os consolados".
Por mais que pareça forte, acaba sendo assim mesmo: A igreja consola e constrói o que está quebrado, mas também às vezes Deus tem que quebrar o que temos para construir algo maior, melhor. É quase que uma authopoiesis espiritual.
Para os que não curtem biologia, de forma bastante resumida, a authopoiesis é a capacidade de todo ser vivo de regenerar-se e fazer a manutenção necessária que o mantém vivo: Pra isso, precisa definir quais células precisam ser destruídas e repostas por outras melhores, assim como onde deve consertar e construir novos tecidos para se adaptar às exigências do ambiente em que está inserido de forma a manter-se vivo.
De forma muito semelhante, nossas almas devem passar por processos parecidos de destruição e reconstrução, pra se rejuvenescer, fortalecer e conseguir continuar cumprindo tudo o que ela deve.
Portanto, ainda que a destruição provoque uma dor inconcebível, e às vezes vemos os caquinhos das nossas vidas espalhados pelo chão e duvidamos da nossa capacidade de suportar aquilo tudo, Deus chega, cuida das feridas que ficaram e pacientemente reconstrói conosco tudo o que precisa, pedra por pedra, tijolo por tijolo.
Talvez devêssemos carregar uma plaquinha que sinalize: 'em obras' todos os dias, porque por mais que não possamos interromper o nosso funcionamento, acaba causando um transtorno interno e até às vezes externo também - mas estamos sempre em obras 'Para melhor atendê-Lo', e não tem muita coisa que supere o valor disso.

*  *  *  *  *

"Acalmem-se, vastas ilhas. Ouçam! Sentem-se e descansem, todos. Renovem as forças. Reúnam-se em torno de mim. Digam o que está no seu coração. Vamos decidir juntos o que é melhor.
(...) Quem é o autor disso? Quem fez isso acontecer? Quem sempre começa as coisas? Sou eu. O Eterno. Eu sou o primeiro a entrar em cena. Também sou o último a sair.
(...) Mas você, Israel, é meu servo. Você, Jacó, meu primeiro escolhido, descendente do meu bom amigo Abraão. Eu trouxe vocês do mundo inteiro, chamei-os dos cantos mais obscuros da terra, Dizendo a cada um: 'Você é meu servo, está do meu lado. Eu escolhi você. Não o abandonei.' Não entre em pânico. Estou com você. Você não precisa ter medo, porque sou seu Deus. Vou dar forças a você. Eu o ajudarei. Você encontrará firmeza em mim, vou segurá-lo pela mão.(...)
É isso mesmo. Porque eu, o Eterno, seguro vocês pela mão e não vou soltar. Estou dizendo a vocês: 'Nada de pânico. Estou aqui para ajudá-los.'
Você se sente como verme, insignificante, ó Jacó? Não tenha medo. Sente-se como um frágil inseto, Israel? Eu vou ajudá-lo. Eu, o Eterno, quero encorajá-los. Eu, o Deus que os redimiu, o Santo de Israel, estou transformando vocês de vermes em restelo, de insetos em ferro. Como um rastelo de dentes afiados, vocês vão aplainar os montes, transformar essas duras e velhas montanhas em solo argiloso. Vão abrir o solo bruto para o tempo, para os raios de sol e as rajadas de vento e de chuva. Mas vocês estarão confiantes e exultantes e se alegrarão no Santo de Israel!"
Isaías 41:1-16

*  *  *  *  *

"Don't give up on love and throw it all away
Don't give up on love and let it fall away
When did it become so easy to run from your pain?
Don't give up on love and throw it all away

I heard you say you can't change a stubborn heart
I can relate 'cause that's how I feel when I talk with you
Why should it take losing everything
To realize it might be time to change?
"

[Dont give up - Sanctus Real]

quinta-feira, 29 de março de 2012

Dragging names in the mud

Tenho ponderado muito esses dias quanto às nossas escolhas e decisões.

Algo que tem me feito pensar mais ainda é a decisão específica de seguir ou não a Cristo, mudar nossa conduta em nome de Deus e viver isso diariamente.
Infelizmente, percebo quanto falamos e pouco fazemos a respeito dessa decisão, podemos até saber os textos, as frases de efeito e todas as metáforas do mundo sobre ser boas pessoas e sermos cristãos, mas que no final do dia, isso não vale nada se não sabemos realmente viver a vida de Cristo em nós.
É engraçado, porque se falamos e não vivemos, nossas palavras perdem completamente o valor - porém se vivemos mesmo que não falando muito disso, quando falarmos nossas palavras terão um valor muito mais notável.
É como se nossas mãos estivessem com uma ligação mais direta ao nosso verdadeiro eu, ao nosso coração, do que a nossa língua - conseguimos usar nossa boca pra falar coisas lindas, manipular palavras e falar de um jeito todo especial mesmo que nosso coração esteja malcheiroso e todo podre por dentro. Temos um controle maior sobre o que dizemos do que no que fazemos, o fazer torna-se mais instintivo e verdadeiro.
E acho que é nisso que reside um dos grandes problemas do 'cristianismo' (que acaba não mais sendo cristianismo, já que deixa todos os seus reais valores e conceitos, tira Cristo do centro pra colocar o homem), aquela religião de fachada, quase que hereditária, ou apenas um punhado de crenças que as pessoas dizem ter 'só pra garantir' que se Deus é real, elas não sejam condenadas ou coisa assim.
É como se as pessoas fossem fazendo uma conta poupança com o que sobra no final do mês "essa atitude ou esse jeito de pensar não vai me afetar, posso me adequar a ele pra dizer que sou cristão - ah, esse eu gosto demais, vou guardar pra mim, escondido".
Acontece, que esse Deus não é um Deus de sobras. Do tempo vago que temos. Da oração de cinco minutos antes de dormir e que acaba sem um 'amém' porque adormecemos no meio da frase. Ele é O Deus, algo muito maior do que estamos acostumados a lidar.
Ele pede tudo ou nada, que sejamos quentes ou frios. Ele pede por uma escolha, não pode indecisão, um cristianismo 'sob medida' que se adequa à sua vida ou à sua rotina.
Porque, afinal, se formos pensar, ele não te ama pela metade, ou ama só um pouco - aliás, faz pouco sentido dizer que você 'ama um pouco só'. Ou ama, ou não ama; ou é, ou não é. Simples assim.
Por isso, considerando que Ele é quem mais nos amou em toda a nossa existência - e ainda o faz todos os dias a cada instante - ele que nos deu tudo o que temos, deu com amor, carinho, pra gente cuidar e usar bem. E como agradecemos? Com a fé seletiva na nossa zona de conforto, com orações adormecendo, com crenças camaleoas que mudam de acordo com o grupo que nos cerca.
Sejamos quentes, sejamos frios, mas, acima de tudo: sejamos honestos e encaremos a responsabilidade que nossas escolhas acarretam, ou podemos arrastar na lama a reputação de Deus, do cristianismo, da igreja, e da fé.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Beautiful letdown

Aquele velho momento familiar da nossa vida em que concordamos com o livro mais mal humorado da Bíblia, olhamos pra tudo, pode ser só o cansaço da madrugada e frustração com listas e coisas pra estudar demais, mas às vezes paramos e pensamos: "É loucura! É tudo loucura!"
*  *  *  *  *

It was a beautiful letdown
When I crashed and burned
When I found myself alone,
unknown and hurt
It was a beautiful letdown
The day I knew,
That all the riches
This world had to offer me will never do.
In a world full of bitter pain,
and bitter doubts,
I was trying so hard to fit in,
Fit in, until I found out

I don't belong here (I don't belong)
I don't belong here (I don't belong)
I will carry a cross and a song
Where I don't belong
I don't belong

It was a beautiful letdown
When you found me here
Yeah, for once in a rare blue moon
I see everything clear
I'll be a beautiful letdown
That's what I'll forever be
And though it may cost my soul
I'll sing for free

We're still chasing our tails
In the rising sun
In our dark water planet still spinning
In a direction no one wins
No one's won

I'm gonna set side
And set sail
For the kingdom come, kingdom come
Your kingdom come
Won't you let me down, yeah

Let my foolish pride forever let me down
Ah, easy living, you're not much like the name
Easy dying, you look just about the same
Would you please take me off your list
Easy living please c'mon and let me down

We are a beautiful letdown
Painfully uncool
The church of the dropouts
The losers, the sinners,
The failures, and the fools

What a beautiful letdown
Are we salt in the wound?
Hey, let us sing one true tune
I don't belong here (I don't belong)
It feels like I don't belong here, yeah
It goes like I don't belong here
 

portadores de Cristo

"ALGUNS podem até achar que o meu relato é bem diferente da sua própria experiência. Você mesmo talvez pense que "nunca se sentiu realmente ajudado por um Cristo invisível, mas que tem freqüentemente recebido a ajuda de outros seres humanos". Isso nos lembra aquela mulher da Primeira Guerra Mundial que disse que se tivesse um racionamento de pão, isso não afetaria a casa dela porque eles sempre se alimentaram de torradas. Sem a ajuda de Cristo, você também não teria a ajuda de outros seres humanos. Ele trabalha em nós de várias formas e não apenas por meio do que pensamor ser a nossa "vida religiosa". Ele age por meio da natureza, dos nossos próprios corpos, de livros, e às vezes até por meio de experiencias que parecem anticristãs (no momento em que ocorrem). Quando um jovem que freqëntava a igreja simplesmente pela força do hábito se dá conte de que honestamente não acredita no cristianismo e pára de ir - desde que ele o faça por uma questão de honestidade e não apenas para aborrecer os seus pais -, o espírito de Cristo provavelmente nunca tenha estado tão próximo dele como quando tomos tal decisão. Mas, acima de tudo, Deus trabalha em nós e por meio da interação uns com os outros.
Os seres humanos são espelhos ou "mensageiros" de Cristo para outros seres humanos. Muitas vezes somos mensageiros inconscientes. Esse "bom contágio" pode chegar a outros mesmo por quem não foi atingido por ele. Pessoas não cristãs, elas mesmas, me ajudaram a alcançar o cristianismo. Mas em geral são as pessoas que conhecem a Deus que o levam aos outros. Eis por que é tão importante que toda a Igreja e todo o corpo de cristo o reflita uns aos outros. Pode-se dizer que, quando dois cristãos seguem a Cristo juntos, há não apenas duas vezes mais cristianismo do que se estivessem separadas, mas dezesseis vezes mais."

- Mere Christianity


*  *  *  *  *

You say your time has come
Você diz que sua hora chegou
  You're tired of waking up
Que está cansado de acordar  Don't be obscene, I can't conceive of
Não seja obsceno, não poderia conceber
Living without you
viver sem você
  You say you drag me down
Você diz que nos desanima
  No one should want you now
Ninguém vai te querer agora
  When I start to cry, you kiss my eyes and say
Quando começo a chorar, você beija meus olhos e diz
I'm not allowed to
  Que eu não posso

Burning beacon in the night
Lampião queimando na noite
Can't feel its heat, or see its light
Não podemos sentir seu calor, ou ver sua luz
  That single solitary guide, it must get lonely there sometimes
Aquele guia único solitário, deve ficar solitário aí às vezes
  You were a child forgot
Você foi uma criança esquecida
  Lessons of love untaught
Lições de amor, nunca ensinadas
  Now no embrace can quite replace
Agora nenhum abraço pode repor
  the one that never found you
O que nunca te encontrou

terça-feira, 27 de março de 2012

Like a child

"Dear God,
Sorround me as I speak
The brigdes that I walk across are weak
Frustations fill the void that I can't solely bear
Dear God,
Don't let me fall apart
You've held me close to You
I have turned away and searched for answers I can't understand"

segunda-feira, 26 de março de 2012

Tired soul

Estou aqui sentada com meu chocolate quente, olhando pra minha Bíblia aberta. Pensando, pra variar.

É engraçado pensar como a gente às vezes se cansa de tentar descansar. Não de descansar o corpo, isso é bem mais fácil de fazer, mas descansar a cabeça é uma tarefa muito mais árdua.
Penso em todas as muitas noites em que estou tão cansada que não consigo dormir, pisco algumas vezes, toca o despertador e mais um dia começa sem o anterior ter terminado - ficamos tentando nos agarrar na sanidade que nos resta, nos pensamentos escassos que fazem algum sentido.
Sei o que dizem a respeito dos jovens serem, bem, jovens - ativos, energéticos, fortes, mas às vezes não parece que é assim. Não querendo fazer drama, mas às vezes toda a atividade cerebral é mais cansativa que qualquer coisa - que nem na caminhada no sábado, eu fui para me desligar, e foi a última coisa que consegui fazer. Só conseguia nos momentos em que minha total atenção era crucial pra eu não me arrebentar.
Em grande parte, creio que seja por isso que gosto do laboratório - eu entro e saio 5 horas depois e finalmente me dou conta que passei as últimas horas pensando em nada além de fungos, corantes, concentrações, é quase um alívio.
Daí hoje, saí bastante desanimada por causa da prova e recebi uma ligação - o André viria aqui buscar o livro que havia pedido que eu comprasse em SP. "A gente vai na reunião da ABU univap, você dificilmente vai mas... quer vir?" "eu não... er... Hm. Vamos!" e o que foi dito foi exatamente o que mais precisava ouvir, assim como ver, porque diga-se de passagem, o céu estrelado lá estava... estava... sei lá como descrever. Adjetivos e superlativos não servem pra descrever meu mais puro contentamento em ver as constelações salpicadas no céu. Imaginem minha surpresa quando a Ju leu o seguinte texto:

"Assim, quem é como eu?
Quem se compara a mim?", pergunta o Santo.
Olhem para o céu da noite:
quem vocês acham que fez tudo isso?
Quem faz marchar esse exército de estrelas todas as noites,
quem as conta, chama cada uma pelo nome -
tão magníficas, tão poderosas -
e nunca esquece uma sequer?

Por que você iria se queixar, ó Jacó,
ou chorar, Israel, dizendo:
"O Eterno se esqueceu de mim.
Ele não se importa com o que acontece comigo!"?
Vocês não percebem nada? Não prestam atenção?
O Eterno não vem e vai. Ele permanece.
Ele é o Criador de tudo que vocês conseguem ver ou imaginar.
Ele não entra em estafa, não faz intervalos para recuperar o fôlego.
Ele conhece tudo, nos mínimos detalhes.
Ele fortalece os que estão cansados,
renova as forças dos que desistiram.
Pois até os jovens se cansam e desistem,
os jovens na flor da idade tropeçam e caem.
Mas os que esperam no Eterno renovam suas forças.
Abrem as asas e voam alto como águias,
Correm e não se cansam,
andam e não ficam exaustos."

- Isaías 40:25-31 [MSG]

Ok. Entendi, Deus.

sábado, 24 de março de 2012

Unhas e mãos

Sei que acabo de escrever um post mais ou menos com a mesma temática, mas eventos extraordinários pedem posts extraordinários.

Hoje uma das coisas que mais me fez pensar na trilha foi uma palavrinha só: ajuda.
Algumas vezes estava insegura, escorregando ou instável e os meninos constantemente apoiavam, estendiam suas mãos pra eu encontrar segurança no passo novamente. Por mais que às vezes eu acabasse nem usando o apoio, fazia uma diferença enorme saber que se desse errado, alguém estaria lá; da mesma forma, muitas vezes seus apoios foram fundamentais pra eu não cair e me estrupiar nas pedras da praia.
Tendo isso em mente, fiquei matutando um aspecto maior disso, o metafórico, como citei no post anterior. E daí eu fui ser minha bíblia e pão diário. Adivinha só o que eu encontrei.

"O homem fiel caminha de acordo com o Eterno;
ele é feliz, e seu caminho é conhecido pelo Eterno.
Se cair, não ficará muito tempo no chão,
porque se apoia no braço do Eterno.

Antes eu era jovem e agora sou um velho de barbas grisalhas -
mas nem uma única vez vi o homem temente a Deus ser abandonado,
ou seus filhos perambulando sem rumo pelas ruas."
Sl 37:23-25[MSG]

"Minha alma apega-se a ti;
a tua mão direita me sustém."
Sl 63:8 [NVI]

"Tempos difíceis podem fazer nossa perspectiva ser mudada. Eu fui lembrado disso quando falava com uma mulher de luto comigo - uma mãe que, assim como eu e minha esposa, perdeu a filha adolescente para a morte de repente e sem aviso.
Ela me disse que estava sentindo muita falta da filha, e disse a Deus que sentia como se estivesse se segurando apenas pelas unhas. Então ela sentiu como se Deus a lembrasse que sua mão de proteção estava lá para sustentá-la - que ela poderia se soltar, e ele a seguraria.
Isso é uma perspectiva melhor, não é? Essa imagem nos lembra que quando problemas vêm e nos sentimos menos capazes de manter nossa fé, isso não depende de nós. Depende de Deus nos ajudar com sua mão poderosa.
(...)
Em tempos difíceis, nós podemos nos tornar preocupados com nossa tarefa em nos 'segurarmos a Deus' que esquecemos da sua promessa de proteção. Não são nossas unhas que nos sustêm - é sua amorosa mão que nos segura."

- Dave Branon

God`s hand that holds the ocean's depths
can hold my small affairs;
His hand that guides the universe,
Can carry all my cares. - Anon


Ninguém está mais seguro que aquele que é segurado pelas mãos de Deus.

Trilhas.

Hoje fui ao ABU radical, um evento da ABU que acontece todo ano fazendo alguma atividade 'radical' (não subestimem a radicalidade, de verdade). Esse ano, fomos fazer uma trilha 'bisu', como diriam os itaeanos, lá em ubatuba, a trilha de 7 praias - das quais apenas vimos 3, mas tudo bem.
Bem, as subidas começaram íngremes. Bem íngremes. Eu falei 'por favor que o resto não seja assim, ou não vou aguentar' - não só foi 'assim', como ainda piorou bastante. Escorreguei, me ralei, cortei (nada realmente significativo, o verdadeiro dano foi muscular e ao meu querido pé esquerdo fajuto café-com-leite que sobrecarrega o pé direito. Mas, no final, tudo deu certo. Primeiro: Eu cheguei viva, mas mais que tudo, consegui fazer uma trilha que nunca imaginaria que conseguiria fazer. Subestimei meu pobre organismo, mas nem por isso foi tudo fácil. Me separei dos grupos acidentalmente algumas vezes, fiquei um tanto quanto assustada com isso, mas os reencontrei, precisei de ajuda e estímulos para completar, e tudo isso, é claro, me rendeu muito o que pensar e - adivinhou! - escrever. Lá vai um texto que comecei a escrever na última praia.

"As pessoas tendem a achar que cometer um pecado é como marcar um gol contra, que rapidamente pode ser resolvido marcando-se um ou dois gols 'corretos' para compensar.
Acontece, que a vida não é um jogo de futebol, não estamos em uma competição futebolística contra o mundo - pelo contrário, grande parte do tempo, a briga é com nós mesmos, somos nossos próprios empecilhos.
Nossa vida é algo mais similar a uma trilha - temos obstáculos como rios, subidas íngrimes e descidas escorregadias com os quais podemos ou não lidar. Às vezes temos alguém nos guiando, mostrando o melhor caminho a seguir, mas de quando em vez perdemos nossos 'guias' de vista, e precisamos continuar caminhando da melhor forma que julgarmos. É elementar que sem alguém na sua frente, você não sabe onde pisar ou não pisar, vai cometer erros, ocasionalmente cair, mas com cautela, dificilmente o estrago é tão irreversível assim.
Tratando-se dos pecados, não é um pé em falso ou um escorregão, é como seguir o caminho errado, pra longe dos reais objetivos. Então, não é um passinho pra trás ou mil voltas que resolverão seu problema, é necessário perceber que está errado, recalcular a rota, dar meia volta e seguir adiante. Não adiantaficar pensando de novo em como foi bobo aquele erro, afinal, você precisa de total concentração no próximo passo, e qualquer hesitação ou desatenção podem ter efeitos desastrosos.
Também caminhando nessa trilha, podemos cruzar com pessoas que não sirvam de guias, estejam seguindo pioneiramente também contigo em direção ao mesmo objetivo. Essas pessoas podem não saber tudo, mas uma segunda cabeça pensando e um outro par de olhos te observando, podem apontar possíveis problemas ou complicações da sua rota ou método.
Mas, creio que talvez de mesma ou até maior importância, está o fato de que essas pessoas podem te ajudar. Segurar sua mão quando o barro desliza ou o vão é grande demais para pular sozinho. E até a própria pessoa pode estar se arriscando a cair junto contigo se não for tudo como planejado, mas é o preço que se paga por solidariedade, compreensão e amor.
Essas pessoas podem só cruzar o seu caminho, tangenciá-lo rapidamente assim como podem seguir a caminhada por mais longos trechos ou até acompanhar até o final; nunca podemos antecipar, mas podemos apenas esperar.
Algo que também acontece muitas vezes nas nossas 'trilhas' na vida, é que nossa atenção fica tão focado nos passos, piso e apoios, que esquecemos de ver tudo o que nos cerca. Ora será belo e encantador, ora intimidante e assustador. O jeito é admirar o belo, ignorar o medo e nunca estabelecer limites de 'não consigo fazer isso'. Podemos nos impressionar com nossos encontros no caminho, trechos planos que surgem, assim como podemos nos surpreender com a própria força e capacidade de seguir adiante mesmo que pareça que ninguém está por perto.
Com os objetivos estabelecidos, é quase impossível voltar atrás e desistir. É ignorar todo o trabalho feito até aquele instante e jogar a toalha antes de saber exatamente o que espera atrás daquele morro, árvore ou pedra."

quinta-feira, 22 de março de 2012

empty hands

"Em João 8:1-11, "Jesus susbstitui as duas categorias presumidas, os justos e os culpados, por duas categorias diferentes: os pecadores que admitem o pecado e os pecadores que o negam. A mulher apanhada em adultério, desamparada, admitiu sua culpa. Muito mais problemáticas eram as pessoas que, como os fariseus negavam ou reprimiam a culpa. Eles também precisavam estar de mãos vazias para receber a graça divina. O dr. Paul Tournier expressa este padrão em linguagem psiquiatrica: "Deus apaga a culpa consciente, mas traz à consciência a culpa reprimida."
A cena que se encontra em João 8 me desconcerta porque, por causa de minha própria natureza, identifico-me mais com os acusadores do que com a acusada. Nego mais do que convesso. Envolvendo meus pecados em um amnto de respeitabilidade, raramente - ou nunca - me deixo apanhar em uma indiscrição espalhafatosa e pública. Mas, se entendo corretamente esta história, a mulher pecadora é a que está mais próxima do reino de Deus. De fato, só posso avançar no reino se me tornar como essa mulher: trêmula, humilde, sem desculpas, as mãos abertas para receber a graça de Deus.
Essa cena de abertura para receber é o que chamo de "captar" a graça. Ela tem de ser recebida. E o termo cristão para esse ato é o arrapendimento, a porta da graça. C.S.Lewis disse que o arrependimento não é uma coisa que Deus arbitrariamente exge de nós; "é simplesmente uma descrição daquilo que significa voltar". Em se tratando da parábola do filho pródigo, o arrependimento é a fuga para casa que conduz à celebração feliz. Abre o caminho para um futuro, para um relacionamento restaurado.
As muitas passagens explícitas sobre o pecado aparecem sob uma nova luz quando compreendo o desejo de Deus de me pressionar para o arrependimento, a porta da graça. Jesus disse a Nicodemos: "Porque Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse ao mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". Em outras palavras, Deus desperta minha culpa para o meu próprio benefício. Ele não procura me esmagar, mas me libertar. E a libertação exige um espírito indefeso como o dessa mulher apanhada com as mãos sujas, e não o espírito altivo dos fariseus."

- Philip Yancey


"Não sejam tão ingênuos e autoconfiantes. Vocês não são diferentes. Podem fracassar tão facilmente quanto qualquer um. Nada de confiar em vocês mesmos. Isso é inútil! Mantenham a confiança em Deus."
- I Coríntios 10:12 (MSG)

quarta-feira, 21 de março de 2012

lira dos vinte anos

Sei que pode parecer um tanto bobo e até mesmo infantil, mas eu gostaria bastante de passar esse dia com a minha família. Na faculdade tentaram me convencer a ir embora ontem e matar a aula de hoje (uma só!) pra ir pra casa, já que é o que eles fariam se fosse aniversário deles. Acho que o que piora um pouco é que passarei o final de semana aqui, longe também.
Mas tenho tentado lidar com isso da melhor forma possível, creio que quando seu aniversário passa a ser só mais um dia normal é sinal de que você está crescendo - ou deveria estar fazendo isso - mas sei lá, às vezes você queria aquele abraço da mãe ou da tia, as palavras confortantes de vó, as palavras duras do seu tio, o abraço e bobeiras da sua prima. Faz você se sentir mais em casa.
Daí hoje eu acordei, e fui minha Bíblia na tentativa de me sentir mais em casa, e o texto foi sobre o episódio no qual Paulo sonha que deve ir à Macedônia e vai com Silas, e lá eles são presos. Por mais que as circunstâncias contribuíssem para que eles vissem isso como algo ruim, um obstáculo, Deus usou a situação para que o guarda da prisão não cometesse suicídio, e além disso, ele e a família dele fossem salvos.
Então, às vezes ganhamos oportunidades disfarçadas - podemos reclamar quanto quisermos ou fazer uso disso pra fazer algo de bom. Seu Deus me colocou aqui, façamos uso disso de alguma forma!

*  *  *  *  *

Outro episódio que aconteceu hoje pela manhã, foi que abri a única coisa que tinha para abrir, um cartão dos meus tios e prima. Com figuras divertidas de pinturas de animais e coisas assim, vi primeiro só como um cartão, dificilmente acho algo de lá muito relevante nas mensagens. Mas daí li o conteúdo:

Feliz aniversário pra você, Melissa. Guarde no seu coração sonhos que se tornarão realidade. Faça sempre coisas alegres e gostosas. Feche os olhos, faça um pedido e... Deus lhe abençoe ricamente. Divirta-se!
With all our love.

Por mais clichè que pareça, vindo de quem sempre fala das responsabilidades e necessidades, torna-se um clichè significativo e sempre serve pra lembrar que... tudo bem sonhar = ) 

terça-feira, 20 de março de 2012

Só mais 5 minutinhos

Sabe, dizem que você não pode sentir falta de algo que você nunca teve pra começo de conversa, mas devo discordar dessa crença.
Recentemente, tenho ficado, confesso, bastante irritada com a nossa geração. É uma geração boba, meio passiva e omissa, e certamente me incluo nesse grupo. São raros os que vejo que fazem uma escolha e a defendem até o final, que realmente vivem aquilo que professam acreditar.
Parece que o máximo de diferença que as pessoas imaginam que fazem é compartilhar aquelas correntes no facebook, 'compartilhe isso e o facebook dará $1 dolar para a criancinha fazer uma cirurgia'. Ou compartilha alguma foto de crianças passando fome na África, e já se acha um mega ativista social. Ou então aqueles que têm uma crença seletiva, acredita até aonde seja conveniente e confortável acreditar.
Eu não sei se isso sempre foi algo característico na sociedade, mas como jovens eu sempre tive a imagem de que nós que deveríamos começar os movimentos, ignir a paixão na sociedade enquanto temos a vivacidade e fogo por mudar o mundo, quando ainda temos fé que podemos mudar o mundo - talvez fosse tudo uma imagem errada que eu tinha.
Mas eu fico olhando as pessoas todas sendo levadas por pensamentos e opiniões das massas... Céus, Deus te deu um cérebro para usá-lo! Você não deve basear sua fé na sua hereditariedade, ou as suas ações no seu círculo social! Pare, pense, aja.
E também tem aquele lance de ser meio morno, nem frio, nem quente, ser mais ou menos em tudo na tentativa de se enquadrar no maior número de grupos possíveis. Você pode muito bem respeitar sem se encaixar naquele grupo, e simplesmente encarar que é diferente, não pode ficar mudando que nem um camaleãozinho.
Eu às vezes queria dar um chacoalhão em todo mundo, pra gente perceber que tem que acordar pro mundo, e escolher o que ser e que diferença queremos ser no mundo. E a partir disso, trabalhar em quem somos para atingir a nossa geração, as anteriores e as que estão por vir. Mas, pra variar, a gente vira pro outro lado e diz 'só mais cinco minutinhos...'

*  *  *  *  * 

"We are not blind, we know the truth,
still we won't stand, still we don't choose
We'd rather stay, so comfortable,
stuck in our world under control
We may not pull, the trigger but we,
stand by and watch, then pretend not to see
Silence is worse, then evil done,
what in the world have we become?

That this is a war, so pick your side
It's time to move not time to hide
Don't let lies make up your mind
Cause can't you see were running out of time?"
 
[Running out of time - Barlow Girl]

domingo, 18 de março de 2012

Breathe

Eu sei que às vezes é chato ficar apenas postando videos, mas esse eu devo recomendar fortemente! É realmente incrivelmente interessante e vale à pena usar uns minutos do seu dia pra ouvir isso =)

Eventos.

Ontem saí com a Estela e Sam para celebrar meu aniversário de forma incrivelmente madura: no playland. É incrível como atirar bolinhas em personagens infantis, pisar em quadrados coloridos e iluminados de acordo com a música e matar robôs virtuais é terapêutico! Nos divertimos, rimos, e descobrimos que estamos velhos demais para todo o esforço físico de tentar ganhar mais e mais tickets. Mas continuaremos! Jantamos, retornamos.
Porém, nisso que saímos ganhei meu primeiro presente de vinte anos - um caleidoscópio. Eu já adoro essa palavra (repita comigo: ca-lei-dos-có-pio! Não é genial??), e o objeto adoro ainda mais. Dá para ter umas brisas muito loucas brincando com aqueles três espelhos e cacos de vidro coloridos.
Bem, hoje recebi uma surpresa de outro tipo - um parabéns com a família, um bolinho de baunilha e framboesa (e é claro que com chantily), brigadeiros, chocolatinhos de côco, tudo porque no final de semana que vem não estarei em São Paulo por causa do ABU radical. Pesa um cadinho o coração, mas a gente tem que crescer uma hora ou outra.
Ainda não caiu a ficha, parecem todas pequenas celebrações soltas e sem sentido. Mas daí, vai ver esses dois dias e algumas horas que farão toda a diferença. Ou não.

sábado, 17 de março de 2012

sem chão

Quando você acha que não tem mais chão pra tirar, lá vai a vida e acha um jeito de fazê-lo.

Ahava

Sei que no dia em que celebrarei meus XX anos, deveria conseguir escrever algo inspirador e incrível, reflexivo ou até surpreendente, mas a realidade é que às vezes as palavras fogem e não sei pra onde, provavelmente se escondem nas preocupações e medos bobos e sem sentido, a tentação que é racionalizar tudo de novo, e tudo o que acontece entre isso. 
Então, ao invés de tentar teorizar e escrever algo quando simplesmente tem dias que a cabeça não funciona, decidi trazer algo de fora e que eu achei bastante interessante.
Trata-se de uma campanha internacional de estudantes chamada True Love Waits, que eu conheço há algum tempo e até tenho produtos dessa campanha, mas nunca realmente fui atrás para descobrir mais a respeito dela - grande erro meu, mas que já foi 'consertado', assim digamos. 
Encontrei uma homepage a respeito da campanha, e o que esse grupo acredita, e essencialmente é sobre compromisso e viver bem com Deus e com a sociedade:

1. To God: Matthew 22:37 - "Jesus replied, 'Love the Lord your God with all your heart and with all your soul and with all your mind.'"
2. To yourself: Matthew 22:39 - "And the second is like it: 'Love your neighbor as yourself.'"
3. To family: Philippians 4:5 - "Let your gentleness be evident to all. The Lord is near."
4. To friends: John 15:13 - "Greater love has no one than this, that he lay down his life for his friends."
5. To future mate and children: 2 Timothy 2:22 - "Flee the evil desires of youth, and pursue righteousness, faith, love and peace, along with those who call on the Lord out of a pure heart."

Mas acho que não só necessariamente deveria ser uma campanha estudantil, mas com todas as diferentes categorias, idades, tipos de pessoas, porque, francamente, são coisas que podem ser aplicadas por todos nós e tiraremos muito bom proveito disso.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Love & War

Estou aqui sentada com um tomate e um pouco de carne moída minha janta, cansada por acabar de chegar em casa mas, ei, no dia da reunião da ABU cheguei à meia-noite, não tenho muito de que reclamar! Estou pensando nas conversas do dia e tentativas falhas de fazer a lista de física (que ficou pra hoje e amanhã... eba?), e como eu realmente aprendo melhor com os livros do que com os professores, pra maioria das matérias. Enfim.
Uma das coisas mais divertidas foi sair para almoçar e  não ficar com neurocisticercose por causa da carne de porco crua me divertir um pouco falando de bobagens irrelevantes, e uma das coisas que mencionamos foi a utopia extrema de algumas matérias de humanas. Que tentam nos convencer de um mundo fictício como sendo aquilo que devemos buscar, porque a sociologia tem todas as respostas no mundo.
Eu sei que meus amigos de humanas vão me xingar muito depois disso, mas há coisas que simplesmente não vamos mudar assim, da noite pro dia. Eles ficam falando que precisamos sair fazendo manifestações e passeatas e gritar ao mundo qual é a nossa opinião, quando dificilmente consigo imaginar qualquer coisa sendo feita forçadamente assim trazendo algo de bom no mundo.
Chamem-me de covarde, mas as mudanças mais importantes não são feitas com brigas, protestos, manifestações - são as mudanças interiores, que mudam nossa atitude ante o mundo, que mostra amor e compaixão e, acima de tudo, compreensão. Precisamos, antes de falar, dar motivos ao mundo para que ele nos ouça.
Não são megafones e cartazes que construirão um mundo melhor, serão pequenas demonstrações de coisas que o mundo nunca vê - violência e rebeldia sem causa, tem de sobra. Preocupação real com a raça humana, com o bem estar de todos e atenção para ouvir também aqueles que não têm voz são as coisas que não vemos.

Uma ótima musica da banda Barlow girl diz o seguinte:
"I was told when I was young
that anyone can could change the world
It would not come by power or strength,
but by the ones who chose to love."

E ter e mostrar esse amor é o primeiro passo para fazer uma série de revoluções, internas e externas, nos faz pensar e estabelecer aquilo que buscamos - nos faz compreender antes de sair discutindo.
É elementar que não estou  falando de passivamente aceitar tudo o que nos fazem, sermos bobões que não fazem nada, estou falando de fazer o contrário - amar mesmo os que fazem coisas ruins a nós, amar todos, sem exceção e mostrar que somos diferentes. Essa é uma diferença que faz as pessoas, de fato, quererem te ouvir.
Uma frase que me fez pensar muito nessas coisas foi a seguinte:
"Para mi no es tan fácil pintar mi perfil de rojo y escribir en mi muro "No al aborto terapéutico". Hermanos evangélicos, antes de gritar con furia y firmeza en contra de que se discutan estas leyes, ¿hemos escuchado las razones de quienes las plantean? Creo que tras los motivos, hay un clamor. Y como cristianos es nuestro deber atender a ese clamor. Si luego de hacer este ejercicio aún afirmas, y lo pones en tu muro, lo respeto, y es válido. Pero, para mi no es tan fácil. Sigamos a Jesús en el Reino de Vida."
- Gustavo Sobarzo

[Para mim não é tão fácil pintar meu rosto de vermelho e escrever no meu muro 'não ao aborto terapêutico'. Irmãos evangélicos, antes de gritar com fúria e firmeza contra o que discutem essas leis, nós temos escutado as razões que as permeiam? Creio que por trás dos motivos, há um clamor. E como cristãos é nosso dever atender a esse clamor. Se após fazer esse exercício ainda o afirma e põe no seu muro, o respeito, e é válido. Mas, para mim não é tão facil. Sigamos a Jesus no Reino de Vida.]

Esse trecho me fez pensar muito, mas muito mesmo. Ouvimos os motivos por trás daquelas coisas que a sociedade faz, alega, pede, briga? Ouvimos o por quê de todo o frenezi no qual rapidamente escolhemos um lado por conveniência ou convenção?
Todas essas coisas polêmicas existem por um motivo, e ao invés de investigarmos, simplesmente brigamos. Seria como tratar o sintoma sem realmente tratar a doença.
Esse texto mostrar que nem tudo é tão simples e elementar como querem nos fazer acreditar; deve haver reflexão, uma opinião sólida por trás daquilo que defendemos. Para falarmos, precisamos primeiro ouvir. Provérbios constantemente bate na tecla como o sábio fica de boca fechada - mas quando fala, realmente vale à pena ouví-lo. Às vezes, falta amor suficiente para ouvir e excedemos em pressa para falar.



quarta-feira, 14 de março de 2012

Sonnet

No finalzinho do dia da poesia, creio que devo postar alguma menção à data. Portanto, já que já publiquei no facebook, aqui está meu segundo soneto decassílabo (O que só prova aquela minha teoria de que meios de transporte público inspiram, esse daí escrevi há uns tempos no metrô!):

Tudo em um estranhíssimo momento
Em um súbito turbilhão confuso
De um breve sentimento recluso
...E encantou-se assim meu pensamento

A instigância deste encantamento
Reclinava em ser friamente escuso
Cordialmente rude, tolo, iluso
Um inquieto pensar de tormento

Este singular momento brilhante
Eventualmente encontrou seu fim
Mas antes que sua mente o engane

Pensando que segui caminho errante
E um aroma finito emane,
Isso foi, de fato, um estopim

sã consciência

Eu estive ponderando bastante quanto à nossa autoimagem como seres humanos. Da mesma forma que construímos uma imagem que julgamos correta a respeito de Deus e outras pessoas, baseadas nas nossas experiências, acabamos fazendo o mesmo com nós mesmos, mas dificilmente baseamos a imagem na realidade e nas experiências passadas do que somos, mas do que gostaríamos de ser.

Estive pensando em duas categorias, aquele cara que se acha realmente muito bom, quando na verdade não o é assim como o cara que se acha horrível, quando na verdade é uma boa pessoa.
Pra ficar mais claro, vou retratar as figuras que têm me feito pensar nisso nas últimas semanas em primeiro lugar: Aquele péssimo aluno que não estuda, vive de descansar e relaxar sem saber o que se passa realmente, mas se convence de que é um aluno esforçado e exemplar - as notas ruins são atribuídas a professores, à matéria, ou simplesmente 'era um mau dia', enquanto que as raras excessões de sucesso são tratados como normal. Devido a essa própria imagem que ele constrói, se acha no direito de falar mal de cada um dos outros alunos, mesmo ao final do dia sabendo que eles estão melhores do que ele - ele apenas se convence que eles colaram ou tiveram algum fato facilitador.
Daí temos o outro aluno, que estuda, se esforça, vai bem, mas nunca realmente acha que faz o suficiente, que nunca realmente fez tudo o que podia - como diz meu tio, sempre poderíamos estar fazendo mais, aquela tarde que você saiu com seus amigos ou que você passou lendo um livro poderia ter sido usada para estudar, mas devemos estabelecer um limite ante à loucura e à obsessão, saber quando você fez o viável.
E eu estive pensando a respeito do porque de construirmos isso tudo, e surpreendentemente, lendo C.S.Lewis encontrei algo bastante próximo de uma resposta:

"Lembrem-se que, como eu disse, a direção certa não leva somente à paz, mas também ao conhecimento. Quando uma pessoa está melhorando, entende com uma clareza cada vez maior o mal que ainda está nela. Quando está piorando, entende cada vez menos a sua própria maldade. Uma pessoa moderadamente má sabe que não é muito boa: uma pessoa totalmente má acha-se muito boa. Eis aí o verdadeiro senso comum. Você pode refletir sobre o sono quando está acordado, mas não enquanto estiver dormindo. Poderá identificar os erros da artmética quando a sua mente está trabalhando de forma adequada; quando estiver fazendo cálculos errados, não cosneguirá enxergá-los. Poderá entender a natureza da embriaguez quando estiver sóbrio, mas não, enquanto bêbado. As pessoas boas conhecem tanto o bem quanto o mal. As pessoas más não conhecem nenhum dos dois."


- Cristianismo puro e simples

Então, o estado do mau aluno seria o de sono ou de embriaguez, em que aquela situação é a única que ele consegue viver, nem mesmo conhecer, enquanto que a do bom aluno ele não só conhece o pior aluno, como também o melhor e por isso quer tanto melhorar, porque sabe que há espaço para isso.
O grande problema é quando torna-se uma disputa obsessiva e sem sentido pelo 'melhor' a ponto de se perder o sentido daquilo tudo, o mais difícil é ter o dez como alvo e aprender a contentar-se com um 9,0 ou 9,5.

segunda-feira, 12 de março de 2012

The only way we'll ever stand is on our knees

Acho que às vezes Deus tira o apoio dos nossos pés pra gente ver que o único jeito de fazer a vida funcionar é de joelhos dobrados.

We were made to be courageous
We were made to lead the way
We could be the generation
That finally breaks the chains

We were made to be courageous
We were warriors on the front lines
Standing, unafraid
But now we're watchers on the sidelines

Where are you, men of courage?
You were made for so much more
Let the pounding of our hearts cry
We will serve the Lord

We were made to be courageous
And we're taking back the fight
We were made to be courageous
And it starts with us tonight

The only way we'll ever stand
Is on our knees, we're lifting hands
Make us courageous
Lord, make us courageous
(...)

We will reignite the passion
That we buried deep inside
May the watchers become warriors
Let the men of God arise

Seek justice
Love mercy
Walk humbly with your God

In the war of the mind I will make my stand
In the battle of the heart and the battle of the hand

domingo, 11 de março de 2012

Verdades inconvenientes

Há determinadas verdades que simplesmente são inconvenientes.
Grande parte do tempo as escondemos com aquelas mentirinhas escusáveis - em inglês chamadas de little white lies, ou seja, mentirinhas brancas - aquela resposta à pergunta 'tudo bem?' independentemente das circunstâncias que com um sorriso falso diz 'sim, tudo ótimo' 'tudo bem sim, e você?' ou quando algo ruim acontece e alguém tentando nos consolar diz 'fica tranquilo que passa...' 'o tempo cura todas as coisas' - mesmo que saiba que não é necessariamente assim que funciona. É aquele falso otimismo que usamos para afugentar o desespero; uma ilusão que comumente usam é essa de que o tempo cura tudo, mas vi uma frase que me parece absolutamente plausível:
"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada, o tempo apenas tira o incurável do centro das atenções."
E eu não poderia achar isso mais verdade. Um grande exemplo disso é a perda de alguém querido: não é porque a pessoa faleceu há cinco, dez ou trinta anos que após muito tempo você não vá sentir saudades dessa pessoa. Você simplesmente aprendeu a lidar com a dor e a saudade de uma forma mais adequada e menos desesperadora, aprendeu que não foi o fim do mundo.
Por isso, creio que ainda que o tempo não cure nada mesmo, mas ele certamente ensina muita coisa - a análise e estudo das experiências combinados com o tempo podem mudar a gente muito mais que qualquer cura milagrosa, é o tempo de absorção das coisas que a vida apresenta e nos prepara para aquilo que há de vir.
Então, ao invés de nos escondermos nos mantos de mentirinhas brancas caridosas e gentis que nos isolam do mundo, porque não despimo-nos dela, vestimo-nos com a verdade e partimos pra luta, prontos pra aprender?

sábado, 10 de março de 2012

Cristianismo Básico

Não sei de vocês, mas quando leio aqueles textos bíblicos que comparam os ímpios e os justos, falam sobre os bem-aventurados, e os escarnecedores, eu tenho a tendência ridícula de querer me colocar na categoria positiva: nós, os bem aventurados; nós, os justos; eles, os escarnecedores; eles, os ímpios; eles, os perdidos.
Mas, como mencionei, é uma tendência absolutamente ridícula.
Creio que não sou a única que faz isso, e se for, estou muito pior do que pensava. O lance é que depois do instinto primário e infantil de fazer isso, a razão começa a falar que não é bem assim. E normalmente tenho que reler duas, três, quatro vezes e me incluir nas categorias 'negativas', pra começar a entender tudo um pouco melhor, porque é onde todos estamos.

"Se é assim, aonde isso nos levará? Será que nós judeus [e leia-se aqui 'nós cristãos', 'nós católicos', 'nós espíritas', 'nós homens', 'nós mulheres', 'nós ricos', 'nós pobres' ou qualquer outra categoria que as pessoas pudessem dizer que é melhor], estamos em situação melhor que os outros? Na verdade, não. Basicamente, todos nós, judeus e não judeus, começamos em condições idênticas. Todos nós começamos como pecadores. As Escrituras não deixam dúvida sobre isso:

Não há ninguém vivendo como deve, nem um sequer;
ninguém entende, ninguém presta atenção em Deus.
Todos eles erraram o caminho;
todos estão vagueando sem rumo.
Ninguém está vivendo da maneira correta,
e não creio que há quem consiga.
A garganta deles é um túmulo aberto
e a língua, escorregadia para enganar.
Cada palavra que pronunciam está impregnada de veneno.
Eles abrem a boca e empesteiam o ar.
São eternos concorrentes ao prêmio 'pecador do ano'
e emporcalham a terra com sofrimento e ruína.
Não fazem a menor ideia do que seja viver em comunidade.
Eles passam por Deus e o ignoram.

Está claro que esse texto não representa o que Deus diz a respeito dos outros, mas o que diz sobre nós, a quem as Escrituras foram primeiramente endereçadas! Está claro também que somos todos pecadores, cada um de nós. Estamos no mesmo barco furado, com todos os outros! Nosso envolvimento com a revelação de Deus não nos deixa de bem com ele. Isso só faz realçar nossa cumplicidade com o pecado de todos os outros."

Romanos 3:9-20 (MSG)

Quando li isso ontem à noite, foi um tapa na cara muito, muito forte mesmo. Tendemos a pensar 'mas eu não mato ninguém, mas eu nunca colei em uma prova, mas eu sempre tentei ser uma boa pessoa' - isso é tão bom quanto estar em um barco furado, sair nadando e deixar pra trás todo mundo que estava contigo. Às vezes era mais razoável você não saber nadar e afundar junto, do que saber nadar, aonde buscar ajuda e ainda assim deixar para trás os outros.
Sabe aquele personagem naqueles filmes de sobrevivência que passa todo mundo pra trás pra se dar bem? Então, aquele vilão horrível que odiamos, grande parte do tempo é a alegoria exata para nos descrever.
Nós somos eternos concorrentes ao prêmio 'pecador do ano' foi algo que pegou muito pesado pra mim, estamos todos sujeitos igualmente a esse título, e de alguma forma, todos somos pecadores do ano. Da década. Do século. Somos todos parte da ralé, dos babacas, dos estúpidos e egoístas.
Gostamos, então, de nos isentar da culpa e dizer: mas Deus me ama e cuida de mim, então não devo ser uma pessoa tããão horrível assim... BÉÉÉ! ERRADO de novo!

Vamos partir então dessa premissa básica: Todos nós erramos, não há um sequer que viva uma vida justa, nascemos pecadores e orgulhosos e bobões, correto? Mas, porém, entretanto, contudo, todavia, ele ainda assim ama a gente. Rapaz, é mega complicado a gente entender isso, mas não é que 'a gente que não é tão ruim assim', é só o amor dele que é fora de qualquer escala, simplesmente imensurável.
Quer um exemplo? A gente acha que amor de mãe e pai é algo extraordinário, porque grande parte do tempo nossos pais (especialmente mães, com instintos maternos e tudo o mais), nos amam mesmo quando os desobedecemos, fazemos coisas erradas que nos mandaram não fazer, mesmo sabendo que o fizemos voluntariamente - e isso é o amor de humanos para conosco, humanos tão ruins quanto nós. Agora imagina um outro conceito de 'amor' vindo de 'alguém' supremo, que manda em tudo o que acontece aqui nas bandas terrenas, que criou a gente. Do nada. Cada molécula dos ossos, cada célula, tecido, sistema.

"Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho, seu único filho, pela seguinte razão: para que ninguém precise ser condenado; para que todos, crendo nele, possam ter vida plena e eterna. Deus não se deu ao trabalho de enviar seu filho apenas para apontar um dedo acusador e dizer à humanidade que ela é má. Ele veio para ajudar, para por o mundo nos eixos outra vez. Quem confiar nele será absolvido, mas quem não confiar terá sobre si, sem o saber, uma sentença de condenação. E por quê? Porque não foi capaz de crer no único Filho de Deus quando este lhe foi apresentado."
João 3:16-18


Agora, a gente pode preferir tentar fazer um nado cachorrinho ridículo e chegarmos algum lugar sozinhos, ou podemos aceitar que ante ao mar que tenta afogar a gente, a gente não é nada.

E isso foi o consolo que recebi depois do tapa na cara: mesmo que o barco esteja afundando, sempre há uma mão estendida pra ajudar!


quinta-feira, 8 de março de 2012

"Você é muito simpática"

Dei um google, sim, e ó só o que achei:

Simpatia - é o sentimento
Que nasce num só momento,
Sincero, no coração;
São dois olhares acesos
Bem juntos, unidos, presos
Numa mágica atração.

Simpatia - são dois galhos
Banhados de bons orvalhos
Nas mangueiras do jardim;
Bem longe às vezes nascidos,
Mas que se juntam crescidos
E que se abraçam por fim.

São duas almas bem gêmeas
Que riem no mesmo riso,
Que choram nos mesmos ais;
São vozes de dois amantes,
Duas liras semelhantes,
Ou dois poemas iguais.

Simpatia - meu anjinho,
É o canto de passarinho,
É o doce aroma da flor;
São nuvens dum céu d'agosto
É o que m'inspira teu rosto...
- Simpatia - é quase amor!

-Casimiro de Abreu

Porque improváveis também é cultura ;)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Silence

"O Eterno se mostra bom para aquele que espera nele,
para a mulher que busca com diligência.
Boa coisa é esperar em silêncio,
esperar a ajuda do Eterno
Boa coisa é, quando jovem,
suportar com paciência as provações.

Quando a vida está difícil de suportar,
entregue-se à solidão. Recolha-se ao silêncio.
Curve-se em oração. Não faça perguntas.
Espere até que surja a esperança.
Espere até que surja a esperança.
Não fuja das provações: encare-as.
O "pior" nunca é o pior.

Por quê? Porque o Senhor nunca
vira as costas de vez. Ele voltará atrás!
Se ele age com severidade, age, também, com ternura.
Seus depósitos de amor leal são imensos.
Ele não tem prazer em tornar a vida difícil,
em espalhar pedras pelo caminho, (...)"

- Lamentações 3:25-33 (MSG)

terça-feira, 6 de março de 2012

The Message

Hoje estava na universidade, e decidi na hora do almoço fazer minha leitura diária da Bíblia. Subi lá na escada de incêndio, peguei minha Bíblia... mas... não achava o livrinho para acompanhar. Mexi e remexi o conteúdo da minha mochila, mas não encontrava de jeito nenhum. Fiquei meio chateada com isso, mas no final, saiu outra coisa na minha mão, um boletim antigo da igreja de inicio de fevereiro. Não me perguntem como foi parar na mochila que eu uso há poucas semanas só, mas olha o texto bacana que encontrei:

"Senhor, a vida passa tão depressa. Acontecimentos que, há alguns anos, deixaram-me completamente preocupado tornaram-se agora vagas lembranças; conflitos que, há alguns meses, pareciam tão cruciais em minha vida agora parecem fúteis, e dificilmente mereceriam minha perda de energia. A agitação interior que me roubava o sono, há apenas algumas semanas transformou-se agora em uma estranha emoção do passado. Livros que me encheram de espanto, há alguns dias, agora não parecem tão importantes. Pensamentos que escravizaram minha mente, há apenas algumas horas, agora perderam seu poder e foram substituídos por outros.
Por que é tão difícil aprender com esta percepção? Por que continuamente vejo-me preso a um sentimento de premência e emergência? Por que não vejo que Tu és eterno, que Teu reino permanece para sempre e que, para ti, mil anos são como um só dia? Ó Senhor, permite-me entrar em Tua presença e ali experimentar o amor eterno, infinito, com que Tu me convidas a deixar para trás minhas ansiedades, temores, preocupações e aflições limitadas ao tempo. "Busquem, em primeiro lugar, o Reino de Deus", Tu disseste, "e todas essas coisas lhes serão acrescentadas". Tudo aquilo que está limitado ao tempo revelará seu verdadeiro significado quando eu os vir do lugar em que Tu desejas que eu esteja - o lugar do amor imortal."

Henri Nowen

segunda-feira, 5 de março de 2012

distraída demais

A original é do balão mágico (sim, sim, aquele dos anos 80) mas tiê faz boa música com tudo. Até com "Você não vale nada"!

http://youtu.be/ZmSAIBYEvWQ

domingo, 4 de março de 2012

(re) começar

"Deus fez uma limpeza de outono essa semana. Ele mandou um vento muito forte pela vizinhança que fez estremecerem as árvores e caírem os galhos secos. Quando terminou, eu tinha uma bagunça pra limpar.
Na minha própria vida, Deus às vezes trabalha de forma similar. Ele envia ou permite cicrunstâncias tempestuosas que soltam os 'galhos sem vida' que estive me recusando a soltar. Às vezes é algo que já foi bom, como uma área de ministério, mas não está mais dando frutos. Mais comumente é algo que não é bom, como um mau hábito que acabei caindo ou uma atitude teimosa que impede novo crescimento.
O profeta do velho testamento, Jonas, descobriu o que pode acontecer quando nos recusamos a largar uma atitude teimosa. Seu ódio pelos ninevitas era mais forte que seu amor por Deus, então Deus mandou uma grande tempestade que deixou Jonas no ventre de um peixe (Jonas 1:4-17). Deus preservou o profeta relutante naquele lugar inusitado e o deu uma segunda chance de obedecer (2:10, 3:1-3).
Os galhos moribundos no meu quintal me fizeram pensar nas atitudes que Deus espera que eu dispense. A carta de Paulo aos Efésios lista alguns: amargura, raiva, e conversa nociva (4:31). Quando Deus agita as coisas, nós precisamos nos livrar do que Ele lança pra fora. " - Julie Ackerman Link

sábado, 3 de março de 2012

Not all those who wander are lost

All that is gold does not glitter,
Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.

From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king.

-J.R.R. Tolkien

sexta-feira, 2 de março de 2012

Amigos de alma

Semana passada estava assistindo um video definindo o que exatamente é a A.B.U., é até engraçado ver conhecidos em videos circulando na internet! Bem, cada um escreveu em folhas de papel palavras que os lembrava de ABU, e deram uma entrevista curtinha, e as respostas foram desde "é o macaquinho do Alladin" #euri até "é uma segunda família" ou "aprender mais da Bíblia, conversar".
Uma das respostas que mais gostei foi que as pessoas da ABU são "amigos de alma", e me pus a pensar a respeito desse termo. Amigos de Alma.
Cheguei à conclusão que ela se referiu à ABU assim porque dentro da ABU encontramos amigos que normalmente têm uma cosmovisão próxima da sua, que têm os mesmos princípios básicos de vida, e isso é bem legal. Mas, devo dizer, que acho que não é só na ABU que temos amigos de alma.
Há pessoas com as quais a coisa simplesmente... funciona. Sem comunicação extensa, sem convenções sociais, sem as barreiras que construímos pra nos protegermos do mundo. Só, funciona.
Apesar de as pessoas atribuírem essa 'complementação mútua' a relacionamentos amorosos e românticos, a verdade é que nas amizades encontramos essas coisas. É como se as engrenagens se encaixassem, e um complementa o outro e faz tudo funcionar melhor.
 Usamos de forma tão descuidada o termo amor, que não pensamos em todos os seus significados, e certamente ele cumpre um papel de suma importância em nossas amizades. Nos termos hebraicos, por exemplo, tempos Raya e Ahava, aquele o mais comumente descrito como o amor de amigos, e este o amor de compromisso - e eles podem coexistir nas amizades, porque precisamos de compromisso em amizades para elas funcionarem.
Nos termos gregos já, tem um termo específico para o amor de amigos, phileo - mas também tem o amor que provém de Deus, um amor incondicional, Ágape, que pode somar-se ao Phileo.
Enfim, creio que tenha me perdido um pouco no texto, mas fiquei pensando nessas coisas... São tão raros os amigos de alma, é tão difícil encontrar pessoas com aquela engrenagem que você precisa pra sua vida funcionar melhor, que me fez pensar: Quanto eu realmente valorizo meus amigos de alma?


"Um verdadeiro amigo é uma alma em dois corpos"
- Aristóteles

quinta-feira, 1 de março de 2012

Meu universo

Dia cheio, muito cheio - estou cansadinha, mas estou esperando minha água ferver pro meu cházin de camomila (eu sei, está quente, mas a genética britânica me venceu!)
Assisti diversas aulas cansativas no calor de um prédio não-sustentável e que está com o ar condicionado desligado (tambéi tomei aquele sorvete pra alegrar o meu dia, às vezes ando na rua até cansar, desatando a garganta que aperta disco novo da tiê está sensacional!), participei do English Meeting e foi até bem divertido, apesar de um pouco embaraçoso. Meu inglês não é nada assim divulgado que eu saio falando, é estranho as pessoas saberem isso de mim.
Depois disso fui a uma reunião da diretoria da ABU, e conheci mais gente da ABU do ITA (já que aproveitei e participei da reunião deles), é legal esquecer de tudo por aquela uma hora, só focar na música, nos textos, nas coisas que importam.

Também cantamos uma música do PG que adorei a letra. Vou deixá-la com vocês enquanto vou tomar meu chá que já tá pronto!

Meu universo ~pg

Que sejas meu universo
Não quero dar-te só um pouco do meu tempo
Não quero dar-te um dia apenas da semana

Que sejas meu universo
Não quero dar-te as palavras como gotas
Quero que saia um dilúvio de bençãos da minha boca

Que sejas meu universo
Que sejas tudo o que sinto e o que penso
Que de manhã seja o primeiro pensamento
E a luz em minha janela

Que sejas meu universo
Que enchas cada um dos meus pensamentos
Que a tua presença e o teu poder sejam alimento
Jesus este é o meu desejo

Que sejas meu universo
Não quero dar-te só uma parte dos meus anos Te quero dono do meu tempo e dos meus planos

Que sejas meu universo
Não quero a minha vontade
Quero agradar-te
E cada sonho que há em mim quero entregar-te