quinta-feira, 22 de março de 2012

empty hands

"Em João 8:1-11, "Jesus susbstitui as duas categorias presumidas, os justos e os culpados, por duas categorias diferentes: os pecadores que admitem o pecado e os pecadores que o negam. A mulher apanhada em adultério, desamparada, admitiu sua culpa. Muito mais problemáticas eram as pessoas que, como os fariseus negavam ou reprimiam a culpa. Eles também precisavam estar de mãos vazias para receber a graça divina. O dr. Paul Tournier expressa este padrão em linguagem psiquiatrica: "Deus apaga a culpa consciente, mas traz à consciência a culpa reprimida."
A cena que se encontra em João 8 me desconcerta porque, por causa de minha própria natureza, identifico-me mais com os acusadores do que com a acusada. Nego mais do que convesso. Envolvendo meus pecados em um amnto de respeitabilidade, raramente - ou nunca - me deixo apanhar em uma indiscrição espalhafatosa e pública. Mas, se entendo corretamente esta história, a mulher pecadora é a que está mais próxima do reino de Deus. De fato, só posso avançar no reino se me tornar como essa mulher: trêmula, humilde, sem desculpas, as mãos abertas para receber a graça de Deus.
Essa cena de abertura para receber é o que chamo de "captar" a graça. Ela tem de ser recebida. E o termo cristão para esse ato é o arrapendimento, a porta da graça. C.S.Lewis disse que o arrependimento não é uma coisa que Deus arbitrariamente exge de nós; "é simplesmente uma descrição daquilo que significa voltar". Em se tratando da parábola do filho pródigo, o arrependimento é a fuga para casa que conduz à celebração feliz. Abre o caminho para um futuro, para um relacionamento restaurado.
As muitas passagens explícitas sobre o pecado aparecem sob uma nova luz quando compreendo o desejo de Deus de me pressionar para o arrependimento, a porta da graça. Jesus disse a Nicodemos: "Porque Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse ao mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele". Em outras palavras, Deus desperta minha culpa para o meu próprio benefício. Ele não procura me esmagar, mas me libertar. E a libertação exige um espírito indefeso como o dessa mulher apanhada com as mãos sujas, e não o espírito altivo dos fariseus."

- Philip Yancey


"Não sejam tão ingênuos e autoconfiantes. Vocês não são diferentes. Podem fracassar tão facilmente quanto qualquer um. Nada de confiar em vocês mesmos. Isso é inútil! Mantenham a confiança em Deus."
- I Coríntios 10:12 (MSG)

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