Estou aqui sentada com um tomate e um pouco de carne moída minha janta, cansada por acabar de chegar em casa mas, ei, no dia da reunião da ABU cheguei à meia-noite, não tenho muito de que reclamar! Estou pensando nas conversas do dia e tentativas falhas de fazer a lista de física (que ficou pra hoje e amanhã... eba?), e como eu realmente aprendo melhor com os livros do que com os professores, pra maioria das matérias. Enfim.
Uma das coisas mais divertidas foi sair para almoçar e não ficar com neurocisticercose por causa da carne de porco crua me divertir um pouco falando de bobagens irrelevantes, e uma das coisas que mencionamos foi a utopia extrema de algumas matérias de humanas. Que tentam nos convencer de um mundo fictício como sendo aquilo que devemos buscar, porque a sociologia tem todas as respostas no mundo.
Eu sei que meus amigos de humanas vão me xingar muito depois disso, mas há coisas que simplesmente não vamos mudar assim, da noite pro dia. Eles ficam falando que precisamos sair fazendo manifestações e passeatas e gritar ao mundo qual é a nossa opinião, quando dificilmente consigo imaginar qualquer coisa sendo feita forçadamente assim trazendo algo de bom no mundo.
Chamem-me de covarde, mas as mudanças mais importantes não são feitas com brigas, protestos, manifestações - são as mudanças interiores, que mudam nossa atitude ante o mundo, que mostra amor e compaixão e, acima de tudo, compreensão. Precisamos, antes de falar, dar motivos ao mundo para que ele nos ouça.
Não são megafones e cartazes que construirão um mundo melhor, serão pequenas demonstrações de coisas que o mundo nunca vê - violência e rebeldia sem causa, tem de sobra. Preocupação real com a raça humana, com o bem estar de todos e atenção para ouvir também aqueles que não têm voz são as coisas que não vemos.
Uma ótima musica da banda Barlow girl diz o seguinte:
"I was told when I was young
"I was told when I was young
that anyone can could change the world
It would not come by power or strength,
but by the ones who chose to love."
E ter e mostrar esse amor é o primeiro passo para fazer uma série de revoluções, internas e externas, nos faz pensar e estabelecer aquilo que buscamos - nos faz compreender antes de sair discutindo.
É elementar que não estou falando de passivamente aceitar tudo o que nos fazem, sermos bobões que não fazem nada, estou falando de fazer o contrário - amar mesmo os que fazem coisas ruins a nós, amar todos, sem exceção e mostrar que somos diferentes. Essa é uma diferença que faz as pessoas, de fato, quererem te ouvir.
É elementar que não estou falando de passivamente aceitar tudo o que nos fazem, sermos bobões que não fazem nada, estou falando de fazer o contrário - amar mesmo os que fazem coisas ruins a nós, amar todos, sem exceção e mostrar que somos diferentes. Essa é uma diferença que faz as pessoas, de fato, quererem te ouvir.
Uma frase que me fez pensar muito nessas coisas foi a seguinte:
"Para mi no es tan fácil pintar mi perfil de rojo y escribir en mi muro "No al aborto terapéutico". Hermanos evangélicos, antes de gritar con furia y firmeza en contra de que se discutan estas leyes, ¿hemos escuchado las razones de quienes las plantean? Creo que tras los motivos, hay un clamor. Y como cristianos es nuestro deber atender a ese clamor. Si luego de hacer este ejercicio aún afirmas, y lo pones en tu muro, lo respeto, y es válido. Pero, para mi no es tan fácil. Sigamos a Jesús en el Reino de Vida."
- Gustavo Sobarzo
[Para mim não é tão fácil pintar meu rosto de vermelho e escrever no meu muro 'não ao aborto terapêutico'. Irmãos evangélicos, antes de gritar com fúria e firmeza contra o que discutem essas leis, nós temos escutado as razões que as permeiam? Creio que por trás dos motivos, há um clamor. E como cristãos é nosso dever atender a esse clamor. Se após fazer esse exercício ainda o afirma e põe no seu muro, o respeito, e é válido. Mas, para mim não é tão facil. Sigamos a Jesus no Reino de Vida.]
Esse trecho me fez pensar muito, mas muito mesmo. Ouvimos os motivos por trás daquelas coisas que a sociedade faz, alega, pede, briga? Ouvimos o por quê de todo o frenezi no qual rapidamente escolhemos um lado por conveniência ou convenção?
Todas essas coisas polêmicas existem por um motivo, e ao invés de investigarmos, simplesmente brigamos. Seria como tratar o sintoma sem realmente tratar a doença.
Esse texto mostrar que nem tudo é tão simples e elementar como querem nos fazer acreditar; deve haver reflexão, uma opinião sólida por trás daquilo que defendemos. Para falarmos, precisamos primeiro ouvir. Provérbios constantemente bate na tecla como o sábio fica de boca fechada - mas quando fala, realmente vale à pena ouví-lo. Às vezes, falta amor suficiente para ouvir e excedemos em pressa para falar.
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