segunda-feira, 14 de junho de 2010

Emotion Generation

Hoje assisti a um filme - fazia algum tempo que não fazia isto (o último que vi foi Casablanca, no dia da postagem sobre Léon). Revi Orgulho e Preconceito, e curti. Apesar de não gostar muito da Keyra Nightly, adoro a história do filme (estou para ler a versão completa do livro, li apenas a versão resumida) apesar de ser romântico, porque me divirto horrores com o humor ácido de Lizzie e Mr.Darcy e diálogos com mais eufemismos que já vi na vida.
Acho interessantes os livros de Jane Austen, que tem assuntos que revolvem em volta de casamentos por interesse, arranjados mas que o amor sempre vence (até aí não há novidade) mas ela os escrevia porque ela nunca pôde realizar isso. Casou-se sem amor, por dinheiro, e a forma desta realizar-se suponho que fosse através das obras.
Que cai em toda a história do porquê das pessoas gostarem da ficção idealizadas: é o momento de escapatória da realidade e realização através das personagens, assunto sobre o qual já escrevi e vocês podem ver aqui.

Estou achando que estamos vivendo em uma época predominantemente romântica, considerando todos os fatos acima citados. Inclusive, faria sentido estarmos porque como vocês talvez tenham notado, são intercaladas as escolas literárias entre razão e emoção...
Quer exemplos?
Barroco (emoção) - Arcadismo (razão) - Romantismo (emoção) - Parnasianismo (razão)
Estamos agora no momento Pós-moderno (que provavelmente será devidamente classificado em alguns anos), sendo assim a escola predecessora da atual a Modernista (Racional) e assim consequentemente estaríamos em um período emocional, e realmente creio que a suspeita esteja correta.
Algumas das características de classes emocionais são o Spleen (depressão, tristeza), fixação pela morte, idealização do ser amado e as emoções influenciam nossa forma de ver o mundo (quando você está feliz, até um dia cinzento torna-se lindo e quando você está triste até o pássaro cantando tem ar melancólico), todas características muito comuns em nossa época.
Se não me engano, a depressão é a segunda doença mais comum no planeta hoje, taxas de suicídio e auto-mutilação estão em números extremos, e todo esse amor pelo romântico é óbvio através das obras de sucesso no momento: dificilmente um filme de drama, ou que não tenha um final feliz fará sucesso. Aliás, uma das obras que podemos usar de exemplo para todo esse melodrama é o próprio Crap-úsculo: imerso em idealizações, vitória do bem sobre o mal, o amor vence tudo e etc e tal. (será que no futuro veremos Obras da fuvest: Crepúsculo?? Bom, entra na categoria de livros ruins, quem sabe!)
Elementar, caros leitores, que não somos todos assim, as personalidades individuais variam entre emocionais e racionais, mas isso não muda o fato que estamos vivendo em um mundo cheio de novelas, finais felizes e utopias toscas tentando generalizar nossa forma de pensamento a uma (deplorável) só.

* * * * *
Hysteria ~muse

It's bugging me
Está me perturbando
Grating me
Me ralando
And twisting me around
E me torcendo inteiro

Yeah I'm endlessly
Sim, estou infindavelmente
Caving in
erodindo
And turning inside out
E virando ao avesso

'cause I want it now
porque eu quero agora
I want it now
eu quero agora
Give me your heart and your soul
Dê-me seu coração e sua alma
I'm not breaking down
Eu não estou desmoronando
I'm breaking out
Estou me libertando
Last chance to lose control
Última chance para perder o controle

Yeah it's holding me
Sim está me segurando
Morphing me
Me mudando
And forcing me to strive
E me forçando a me esforçar

To be endlessly
Para ser infinitamente
Cold within
Frio por dentro
And dreaming I'm alive
E sonhando estar vivo

And I want you now
E eu quero você agora
I want you now
Eu quero você agora
I feel my heart implode
Sinto meu coração implodir
And I'm breaking out
Estou me libertando
Escaping now
Escapando agora
Feeling my faith erode
Sinto minha fé erodindo


Provavelmente você leu isso no sentido puramente romântico da letra. Agora imagine no sentido vestibulando da coisa. Caramba, encaixa-se perfeitamente no contexto também!

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