Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ponto de contato

Estou sofrendo de uma súbita falta de inspiração hoje... Sei que, por um lado, aguardo ansiosamente pelas férias, mas quanto mais rápido elas se aproximarem, menos tempo terei para estudar.
No final o tempo passará - com perdão do trocadilho - a seu próprio tempo, e eu posso esperar ou reesperar ou desesperar como quiser... Os fatos serão os mesmos.
Minha receptividade a eles que é outra história.

*  *  *  *  *

"Nunca devemos supor que o orgulho seja algo que Deus proíbe por se sentir ofendido ou que a humildade seja algo que ele exige, em função da sua própria dignidade (como se Deus tivesse qualquer orgulho). Ele não está nem um pouco preocupado com a sua própria dignidade. O fato é que ele quer que você o conheça; quer se dar para você. E Deus e você são de um tipo tal, que, se você quiser realmente manter qualquer contato com ele, terá de ser humilde de fato - agradavelmente humilde, sentido o alívio infinito de ter se livrado de uma vez por todas de toda a bobagem tola sobre a sua própria dignidade, que o tornou tão ansioso e infeliz por toda a vida. Ele está tentando facê-lo humilde a fim de tornar possível esse momento: despir você de um monte de roupas ridículas, feias e fora de moda com as quais todos nós nos vestimos e ficamos andando de narizes empinados, sentindo orgulho de sermos os verdadeiros idiotas que somos. 
eu gostaria de estar um pouco mais adiante em relação à minha própria humildade; se assim fosse, provavelmente eu poderia falar-lhe mais sobre o alívio, o conforto de livrar-me da fantasia, do falso eu, com todos os seus "Olhem para mim!" e "Não acham que sou uma boa pessoa?", com toda a sua pompa e circunstância. Chegar perto disso, nem que seja só por um instante, é como dar um copo de água gelada a um homem perdido no deserto."
- Mere Christianity [Cristianismo puro e simples]

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

nostalgia literária.

Lembro-me de quando cursava a terceira e quarta série, quando tive uma das professoras de que mais lembro em meus vastos anos escolares. (Talvez não tão vastos, mas certamente tive muitíssimos professores)
Ela sempre lia algum livro para nós, e um dos que mais gostava de ler era O pequeno príncipe. Apesar de eu desde cedo gostar de ler (inclusive meus albuns de fotos quando era uma coisa fofa, bochechuda e grande parte do tempo séria têm diversas fotos de mim com livros nas mãos ou no colo, e há uma das minhas fotos favoritas em que estava com cerca de 1 ano de idade digitando em uma máquina de escrever olhando para o homem estranho com a câmera com uma carinha de 'tá olhando o que, bocó?'), achava essas aulas bastante chatas. Não gostava do livro. Não entendia nada.
Bem, pensando bem, eu não era grande fã que lessem para mim, cedo já pedia para que pudesse fazer as minhas leituras de toda noite sozinha - ainda não sei se era porque eu não queria que meu pai lesse pra mim, então o fazia sozinha para não criar aquele mal estar de "Eu quero a mamãe e não você" ou se de fato gostava de ler sozinha. Uma incógnita.
Mas enfim, muitos anos depois, já no terceiro colegial, um coleguinha sempre falava que era muito bom o livro, e finalmente o pedi emprestado para que entendesse aquele raio de livro que todos insistem em comentar. Antes disso até havia pego o livro em francês em uma livraria, mas a única coisa que entendi era que o Pequeno Príncipe era um menino de seis anos.
Bem, li o livro e devo dizer que a sua simplicidade e profundidade me encantaram, e gosto bastante do livro hoje em dia.
Um dos conceitos de que o livro fala bastante é o aspecto de cativar as pessoas, algo que nunca tinha entendido até ler por mim mesma. Então, a fim de que vocês entendam por si mesmos... aí está. Trech furtado descaradamente do blog da Sarah porque não tenho o livro para digitar tudo isso.

"A raposa retomou seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo (...)
- Que é preciso fazer? -- perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente -- respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor se voltasse à mesma hora - disse a raposa - Se tu vens, por exemplo, às quatro, desde às três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração."  

[O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupéry]

sábado, 10 de setembro de 2011

The book is in your heart.

Hoje estou aqui em casa estudando fisiologia, aprendendo muito e me divertindo mais ainda. Mostrei para a minha vó o meu livro de Anatomia, Anatomia humana de Van de Graaf, e ela olhou e abriu um sorrisão e disse "Eu... gostaria de dar uma olhada nisso depois!" "Claro, quando quiser está aqui" "É que... é tão diferente dos da minha época!"
Esse pequeno evento foi o suficiente para minhas sinapses começarem a matutar metáforas e alegorias.

Quem me conhece por mais de 15 minutos, sabe a minha paixão pelos livros - tanto em lê-los (por mais que esteja demorando um bocado mais para tal pela falta de tempo), como em tê-los, manuseá-los. Meu sonho é ter uma biblioteca repleta de ficção, não-ficção, livros didáticos, livros que comprei, ganhei ou, até quem sabe, que eu escrevi. E começei a ponderar a respeito dos livros. E a respeito das pessoas.
Por mais estranho que pareça, livros e pessoas têm muitas coisas em comum uns com os outros. Não acredita? Comecemos pelo começo então. A capa.
Não adianta quantos ditados nós façamos, nós sempre julgamos um livro pela capa. Nós sempre julgamos as pessoas pela sua aparência, mesmo que no subconsciente. Nós julgamos se aquela pessoa apresenta compatibilidades conosco, se poderá ser um concorrente no círculo social, se a pessoa dá importância ou não à aparência... tudo isso nós consideramos de alguma forma, e fazemos o mesmo com os livros. Pode ver, há tipos específicos de capas que quando vemos nas lojas, pegamos o livro para ler atrás, ver de que se trata - e assim conhecemos as pessoas que nos parecem interessantes de alguma forma.
Alguns livros... nos intimidam pela sua espessura, pelo seu enorme conteúdo, assim como algumas pessoas nos afugentam com uma aparência similar e poucas pessoas se aproximam. Ás vezes são livros finos que supomos que não apresentam um conteúdo muito vasto. Mas não é porque o livro tem 1200 páginas que faz dele um bom livro, ou porque outro tem 90 seja menos construtivo ou interessante. As pessoas também nos enganam assim.

A linguagem do livro também fala muito a respeito dele... pode ter uma linguagem rebuscada e adornada que poucos sabem apreciar, como pode ser uma linguagem simples, concisa, que todo tipo de pessoa se interessa e é atraído pelo livro. Assim, a linguagem das pessoas é o seu cartão de visitas.
Se o resumo ou os comentários a respeito do livro nos agradarem, o levamos para casa. Se os assuntos e conteúdo das pessoas nos agraderem... bem, não levamos para casa fisicamente, mas podemos levar na nossa cabeça, em nossas memórias, e queremos conhecer o resto da pessoa.
As primeiras páginas de um livro (mais ou menos 15 páginas) são as de apresentação, contextualização e em geral são as páginas mais bem escritas para captar a atenção do leitor - e se for ver, conhecer as pessoas no começo é bonito, legal, e a pessoa se apresenta de forma platônica, caso esteja dentro adquilo que procuramos em um indivíduo. Sem contar aquele fabuloso cheiro de livro novo que deixa qualquer um mais feliz.
Se o livro for compatível conosco, continuamos a lê-lo. Senão, fica empoeirado ou vai para um sebo. Se a pessoa for compatível conosco, continuamos a conhecê-la. Senão, a ignoramos e não damos atenção ao relacionamento.
Então há o trecho do livro de desenvolvimento da história... muitas vezes pode ser entediante, e desistimos (lá pela centésima página), mas se até mesmo nisso ele capta nossa atenção, o restante passa rapidamente; assim ocorre com as pessoas também, há um ponto monótono do relacionamento, pode até haver um anticlimax, algo que nos desanime. Se superar isso, será muito mais fácil seguir adiante depois.
Bem, passando por isso estamos no clímax literário e pessoal - passadas todas as coisas ruins, o ápice da história ou do relacionamento chega e tudo depende de como lidamos com isso para sabermos se a história terá um final feliz ou não, se o relacionamento terá um final feliz ou não.
Terminamos o livro. Podemos esquecer dele e seguir adiante para outro e nunca mais tocá-lo. Ou pode ser aquele livro que você lê, relê, deslê e trilê... e não consegue se desencantar. A pessoa não cessa de te surpreender, por mais que você pense que já a conheça, sempre há um conteúdo a mais, um conteúdo profundo, um mínimo detalhe.
E mesmo se aquele livro ficar velho, enrugado, cair chá, leite ou vinho em suas páginas, se ficar amarelado, amassado ou rabiscado... o valor será o mesmo - quiçá até maior!

E você? Que livro é?
*  *  *  *  *

"Well you might be a bit confused
Bem talvez você esteja um pouco confusa
And you might be a little bit bruised
E você talvez esteja um pouco ferido
But baby how we spoon like no one else
Mas amor, ficamos juntos como ninguém mais
So I will help you read those books
Então eu vou te ajudar a ler seus livros
If you will soothe my worried looks
Se você aliviar minhas expressões de preocupação
And we will put the lonesome on the shelf"
E nós colocaremos a solidão na prateleira


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

(730) days of winter

Caros raros, é com grande alegria que lhes digo que os próximos posts (se existirem) serão enviados da casa da minha tia, passarei uns dias por lá. Isso me lembrou bastante Pride & Prejudice, porque as personagens passam muito tempo na casa dos outros; Elizabeth fica 5 semanas na casa de uma amiga, um mês na casa da tia... enfim, infelizmente não creio que ficarei um mês lá (apesar de já o ter feito) mas posso dizer que será um descanso bem desejado da rotina de férias em casa.
Aliás... falando em pride and prejudice...

* * * * *

Já mencionei o livro de Jane Austen diversas vezes aqui, eu sei, mas uma coisa nele tem me marcado muito mais do que já falei.
O livro se passando no século XIX, na Inglaterra apresenta costumes bastante diferentes dos do século XXI, e quase desejo que tivéssemos os bons costumes, boas maneiras e civilidade da época.
Por mais que creiamos que a humanidade está evoluindo, temo que de 1800 para 2000, apenas decaímos mais. A honra, dignidade, integridade, não têm valor absolutamente nenhum hoje, quando no passado eram fundamentais.
Há um episódio no livro por exemplo em que uma personagem de aproximadamente 15 anos foge com outro muito mais velho, teoricamente para casar ou algo assim; no livro, é uma desgraça para a família e estão todos desesperançados, enquanto hoje as pessoas fazem pior que isso com a aprovação dos pais.
Não temos mais o mínimo de decência, assuntos antes perigosos e dificilmente mencionados hoje fazem parte de diálogos com linguagem chula desdignificando a figura humana; um relacionamento, quando com sentimentos honestos era buscado por compatibilidade intelectual, emocional e psicológica, nada de decisões impulsivas e regidas por hormônios e instintos como hoje; relacionamentos que não buscados por compatibilidade, mas por impulsão e falta de bom senso eram mau vistos e terríveis tanto para os indivíduos em questão como para as famílias. Era esperado que as pessoas tivessem um mínimo de consideração por si e por outros.
Eu sei, certamente hoje há muitas vantagens nos tipos de relacionamentos - por exemplo, hoje relacionamentos entre classes sociais diferentes são mais ou menos aceitos e não há tanto aquela questão de casar por dinheiro para se ter uma vida confortável, sendo mulher, se tem a opção de casar ou não... mas ainda assim, às vezes penso que nasci na época errada. Pertencia à civilidade e boas maneiras de 1800, não ao vocabulário chulo, não à pouca vergonha, não à indecência de hoje.

Era melhor quando uma mulher mostrar o tornozelo era um ultraje, não hoje que usar um cinto no lugar de saia é absolutamente normal. Desculpas. Meus conceitos de normalidade não são o que muitos chamam de "normais".



Seguem a seguir alguns bons quotes do livro:
"I certainly have not the talent which some people possess," said Darcy, "of conversing easily with those I have never seen before. I cannot catch their tone of conversation, or appear interested in their concerns, as I often see done."
"My fingers," said Elizabeth, "do not move over this instrument in the masterly manner which I see so many women's do. They have not the same force or rapidity, and do not produce the same expression. But then I have always supposed it to be my own fault- because I would not take the trouble of practising."

"I might as well inquire," replied she, "why with so evident a desire of offending and insulting me, you chose to tell me that you liked me against your will, against your reason, and even against your character? Was not this some excuse for incivility, if I was uncivil? But I have other provocations. You know I have."

"But how little of permanent happiness could belong to a couple who were only brought together because their passions were stronger than their virtue, she could easily conjecture." - as most relationships are today.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

He said, She said

Eis algumas belas frases encontradas esses dias:

"Bad news. Love can't save you."

"Almost dying changes nothing. Dying changes everything."

"Everybody lies."
[House M.D.]

"As Booth and Brennan bury the dog Brennan was about to adopt:
Booth: Say something.
Brennan: This dog should not have been killed for something that wasn't his fault!
Booth: I didn't get him put down, don't talk to me like that!
Brennan: You're the only person around. Who'd you expect me to talk to?
Booth: I don't know... the universe, God...
Brennan: I don't believe in God.
Booth: Well, God spelt backwards is dog."

"I found that very anti-climactic."

"[random people ask Booth about Brennan]: Where did you find her?
Booth: The museum."
[Bones]

"O Essencial é invisível aos olhos."

"As estrelas brilham tanto, será que é para que cada um encontre a sua?"

"As pessoas grandes são realmente muito engraçadas."
[Le Petit Prince]

* * * * *

Falando em estrelas... Tenho escutado muito a música Bring on The Wonder da Susan Enan, acho que já está na hora de postá-la!

Bring on the wonder ~susan enan

I can't see the stars anymore living here
Não consigo mais ver as estrelas vivendo aqui
Lets go to the hills where the outlines are clear
Vamos aos montes onde os contornos estão claros

Bring on the wonder
Apresente a maravilha
Bring on the song
Apresente a música
I pushed you down deep in my soul for too long
Eu te empurrei para o fundo da minha alma por tempo demais

I fell through the cracks at the end of our street
Eu caí pelas rachaduras no final da nossa rua
Lets go to the beach, get the sand through our feet
Vamos pra praia, enfiar os pés na areia

Bring on the wonder
Apresente a maravilha
We got it all wrong
Nós erramos tudo
We pushed you down deep in our souls for too long
Nós te empurramos para o fundo de nossas almas por tempo demais

I dont have the time for a drink from the cup
Não tenho o tempo para beber do cálice
Let's rest for a while 'til our souls catch us up
Vamos descansar um tempo até nossas almas nos alcançarem

Bring on the wonder
Apresente a maravilha
We got it all wrong
Nós erramos tudo
We pushed you down deep in our souls, so hang on
Nós te empurramos ao fundo de nossas almas, então aguente aí

sábado, 24 de abril de 2010

Let It (ok) Go

Você já ouviu falar da banda ok go? Provavelmente dirá que não, e então eu direi "o clipe das esteiras" e então você dirá "ah mas é claro, quem não o viu?" e eu direi "então você não só já ouviu falar de ok go, como muito provavelmente já ouviu ok go, como já viu eles em um clipe.
Recentemente, a banda lançou mais dois ótimos clipes para a mesma música, This too Shall Pass, um deles com eles vestidos como aqueles caras que tocam em marchas de bandas e tudo o mais, que tem a versão musical muito legal, e outro em que há um daqueles negócios de efeito em cadeia, você sabe: O carrinho derruba o dominó, que liga o ventilador que propulsiona um barquinho a vela, e bate no soldadinho de chumbo (momento Rá tim bum) para ao final vocês terem que assistir o clipe porque eu não vou falar o que tudo causa x)
Enfim, adorei ambos os clipes mas não posso incorporá-los no blog, então deixarei aqui os links para que vocês possam acessar.
Para assistir a marchinha, clique aqui, para assistir o clipe rá-tim-bum, clique aqui!

This Too Shall Pass ~ok go.

You know you can't keep lettin' it get you down
Você sabe que não pode deixar isso te abalar
And you can't keep draggin' that dead weight around.
E você não pode ficar arrastando peso morto por aí.
If there ain't all that much to lug around,
Se não tem muito pra arrastar por aí
Better run like hell when you hit the ground.
Melhor correr muito quando você atingir o chão.

When the morning comes.
Quando a manhã vier.
When the morning comes.
Quando a manhã vier.

You can't stop these kids from dancin'.
Você não pode proibir que essas crianças dancem.
Why would you want to?
Porque você iria querer?
Especially when yor already gettin' yours.
Especialmente quando você já vai ganhar seu
'Cause if your mind don't move and your knees don't bend,
Porque se sua mente não mexe e seus joelhos não se dobram,
well don't go blamin' the kids again.
bem não vá culpando as crianças de novo.

When the morning comes.
Quando a manhã vier.
When the morning comes.
Quando a manhã vier.

Let it go, this too shall pass.
Esquece, isso também vai passar.
Let it go, this too shall pass.
Esquece, isso também vai passar.

Let it go, this too shall pass.
Esquece, isso também vai passar.
(You know you can't keep lettin' it get you down. No, you can't keep lettin' it get you down.)
(Você sabe que não pode deixar isso te abalar. Não, você não pode deixar isso te abalar.)

* * * * *

Curiosidade: você sabia que apenas 50 antropólogos forenses no mundo aprovados pelo American Board of Forensic Anthropology?
Você sabia que a personagem Temperance Brennan de Bones foi baseada em uma dessas 50 pessoas, mais especificamente, Kathy Reichs?
Pois é, aprendi hoje.
Também aprendi que ela escreveu 10 livros que originaram a série. Ainda bem que não comprei aquele tenis da adidas da coleção star wars. O dinheiro será útil *-*

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Happy Birthday, Hubble!











































Isso mesmo, nosso caro satélite espacial faz 20 aninhos hoje, e a NASA divulgou algumas das fotos tiradas por ele.
Postaria as imagens de meus livros que são particularmente fascinantes, mas são muito grande para escanear, então contentar-me-ei com as novas fotos da NASA!

* * * * *

Já que o post hoje será mais astronômico, nada como postar um trecho de O Pequeno Príncipe, o qual acabei de ler na quarta feira e fiquei realmente estonteada com a qualidade literária dele.
Finalmente entendi porque aos 10 anos me irritava profundamente com a professora que o lia para os alunos:
é um livro bastante alegórico/metafórico e com linguagem bastante complexa, valores que permitem que eu apenas hoje saiba apreciá-lo. Aqui está.

" E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia! - disse a raposa.
- Bom dia! respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o princepezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o princepezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer "cativar"?
- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer cativar?
- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu tam´bme não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível - disse a raposa - Cé-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra - disse o princepezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito - suspirou a raposa.
Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheua de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vés, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei obarulho do vento no trigo..."

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quoting

"Os humanos sempre fazem reinvindicações quanto às suas posses que soam igualmente engraçadas aos ouvidos tanto do Céu quanto do Inferno, (...). E durante muito tempo a piada é que a palavra 'meu', no sentido puramente possessivo, não pode ser pronunciada por um ser humano sobre coisa alguma. A longo prazo, tanto [o diabo] quanto o [Deus] dirão "Meu" de todas as coisas existentes, e especialmente de cada homem. No fim, os humanos saberão, esteja certo, a quem seu tempo, suas almas e seus corpos realmente pertencem - e com certeze não pertencem a eles, independentemente do que aconteça. Por agora [Deus] diz "Meu" de todas as coisas com base no fundamento legalista e pedante de que foi Ele quem as criou; [o diabo] espera no fim dizer "Meu" de todas as coisas com base no fundamento mais realista e dinâmico da conquista."

[C.S.Lewis - Screwtape Letters]

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dia da Toalha



Caros leitores, hoje é o dia da toalha! Sim, 25/05 =)


Não usei minha toalha o dia inteiro, eu sei, mas eu fiquei em casa deitada estudando, não teria graça, mas de qualquer forma fiquei feliz que lembrei (foi por pouco!)

Imagino que tem leitores se perguntando "por que diabos ter um dia da toalha?" e, bom, aqui estão alguns belos motivos:

"A towel, it says, is about the most massively useful thing an interstellar hitchhiker can have. Partly it has great practical value - you can wrap it around you for warmth as you bound across the cold moons of Jaglan Beta; you can lie on it on the brilliant marble-sanded beaches of Santraginus V, inhaling the heady sea vapours; you can sleep under it beneath the stars which shine so redly on the desert world of Kakrafoon; use it to sail a mini raft down the slow heavy river Moth; wet it for use in hand-to- hand-combat; wrap it round your head to ward off noxious fumes or to avoid the gaze of the Ravenous Bugblatter Beast of Traal (a mindboggingly stupid animal, it assumes that if you can't see it, it can't see you - daft as a bush, but very ravenous); you can wave your towel in emergencies as a distress signal, and of course dry yourself off with it if it still seems to be clean enough.
More importantly, a towel has immense psychological value. For some reason, if a strag (strag: non-hitch hiker) discovers that a hitch hiker has his towel with him, he will automatically assume that he is also in possession of a toothbrush, face flannel, soap, tin of biscuits, flask, compass, map, ball of string, gnat spray, wet weather gear, space suit etc., etc. Furthermore, the strag will then happily lend the hitch hiker any of these or a dozen other items that the hitch hiker might accidentally have "lost". What the strag will think is that any man who can hitch the length and breadth of the galaxy, rough it, slum it, struggle against terrible odds, win through, and still knows where his towel is clearly a man to be reckoned with."

Esse trecho é do livro O Guia Do Mochileiro Das Galáxias, o primeiro da série de mesmo nome de Douglas Adams.

Para a data em si ser definida foi um pouco complicado, uns sugeriram dia 4 de fevereiro (4/2, no formato de data usado no Brasil) ou dia 2 de Abril (4/2 no formato usado, por exemplo, nos EUA), e o resultado foi 25/5 (????) por ser uma semana depois da morte de Douglas Adams.

A única coisa que posso adicionar é não entre em pânico

sábado, 16 de maio de 2009

A Little Post Of Lazy Inspiration

Como já ficou bem claro no perfil deste blog, gosto muito de livros e de ler (dã).
Uma de minhas próxima aquisições deve ser "The Importance of Being Idle: a little book of lazy inspiration" de Stephen Robins. Como o nome já diz, trata da preguiça e de ser preguiçoso. Li apenas as primeiras páginas, mas o que vi até agora é muito legal.
Um dos parágrafos que achei mais legais foi o seguinte:
"The authentic idler' I continued 'Will never measure success by achievement'(...)'Certainly the idler might admire other men's achievements,' I replied sitting down again 'but he will do so from afar, and he will never do a conscious effort to emulate them. He will not exert himself on account of any particular goal. Such goals are never affixed in his sights'"

[tradução: "O preguiçoso autêntico' eu continuei 'Nunca medirá o sucesso por conquistas'(...)'Certamente o preguiçoso pode admirar as coquistas de otros homens,' Eu respondi, sentando-me novamente 'mas ele o fará de longe, e ele nunca fará um esforço consciente para imitá-los. Ele não vai se esforçar devido a um objetivo em específico. Tais objetivos nunca são formados aos seus olhos."]

Achei engraçado que em parte concordo com o idler. Nesse quesito acho que não faria mal algum todos sermos um pouco como ele. Sempre tentamos tão desesperadamente nos destacarmos e sermos melhores que os outros, que talvez não medirmos sucesso por dinheiro ou um diploma fosse melhor.
Há tantas outras formas de terms sucesso, termos sucesso em ajudarmos outras pessoas, ao fazermos o que é certo, por mais difícil que seja.
Essas coisas têm um valor muito maior do que pedaços de papel coloridos com números ou um pedaço de papel falando que você se formou.