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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mutant X

Hoje tivemos na Unifesp a UPA (Unifesp de portas abertas), evento no qual recebemos alunos de segundo e terceiro ano de escolas públicas e mostramos o campus, laboratórios e promovemos algumas palestras. Pediram que alguns alunos se voluntariassem para servir de monitores e lá vai mel pegar mais coisas para fazer além de estudar, ABU, troca de saberes, movimento de recepção de calouros e ainda tentando manter hobbies de desenho e escrita em andamento. Muito bem, Melissa.
Mas acabou sendo bem interessante, primeiro porque os professores conseguiram tornar os laboratórios muito mais interessantes que na realidade são, segundo porque foi uma oportunidade para que eu exercesse minhas observações metidas à antropologia e filosofia.
Fiquei olhando todos os aluninhos do colegial, com seus cabelos tingidos e mochilas pixadas com recadinhos dos BFFs, chamando os 'prófs' e se achando o máximo. Deriva e vê o que acontece, meu bem.
Houveram conceitos que precisamos repetir duas a três vezes: POR LABORATÓRIO. Céus, o BCT não é um conceito tão complexo!
Era facílimo identificar os machos e fêmeas alfa, os populares, os nerds, as meninas azedinhas que fofocam a respeito dos colegas, a menina que fica com todos, o menino galinha, os posers... Céus, meu passado me encarava em cada um daqueles adolescentes.
Toda aquela sociedade de castas do colégio que parecia tão vil e cruel na época, tão bobo e irrelevante hoje. Um sistema que despiu-se do mistério e tornou-se tão óbvio e bastante patético.
Fiquei pensando em como a galera que pensa que o tênis de X marca, como as ficadas na festinha de fulano e aquele eletronico que está na mora é o mais importante vai apanhar muito da vida.
Fiquei pensando o quanto cresci e amadureci desde o dia em que estava vivendo aquele dia a dia de colégio. Como é bom viver fora dessas coisas estúpidas e inválidas, efêmeras.
Fico pensando quão dolorosa essa mudança será para muitos lá, e muitos tenho certeza que desistirão para fazer cursos mais fáceis, cursos tecnólogos ou ir direto ao mercado de trabalho - mas ainda vão ter que crescer.
A vida ainda lhes aguarda, amores. Espera só que você vai ver que mais que o DNA, quem sofre mutações é você.


*  *  *  *  *

O mais legal mesmo foi quando um dos aluninhos [que mais se achava o nerdão porque o pai fez ITA] me disse: "Você tem cara de que é do Mato Grosso do Sul!"
Melissa pensa: random mode on??!
Melissa diz: "Não, não, SP. "
Aluninho diz: "é que você tem sotaque, e tem cara de que vem do sul, sabe, loirinha e cara de estrangeira!"
Melissa pensa: HAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAHHAHAAH, #EPICFAIL!
Melissa diz: nada. Apenas sorri e acena.

Vai estudar Geografia, mané!

*  *  *  *  *

Curti muito um poema do exímio senhor amigo do CSLewis, Tolkien, de seu livro O Senhor dos Anéis. Aqui está para vocês!

All that is gold does not glitter,

Not all those who wander are lost;
The old that is strong does not wither,
Deep roots are not reached by the frost.

From the ashes a fire shall be woken,
A light from the shadows shall spring;
Renewed shall be blade that was broken,
The crownless again shall be king

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

nostalgia literária.

Lembro-me de quando cursava a terceira e quarta série, quando tive uma das professoras de que mais lembro em meus vastos anos escolares. (Talvez não tão vastos, mas certamente tive muitíssimos professores)
Ela sempre lia algum livro para nós, e um dos que mais gostava de ler era O pequeno príncipe. Apesar de eu desde cedo gostar de ler (inclusive meus albuns de fotos quando era uma coisa fofa, bochechuda e grande parte do tempo séria têm diversas fotos de mim com livros nas mãos ou no colo, e há uma das minhas fotos favoritas em que estava com cerca de 1 ano de idade digitando em uma máquina de escrever olhando para o homem estranho com a câmera com uma carinha de 'tá olhando o que, bocó?'), achava essas aulas bastante chatas. Não gostava do livro. Não entendia nada.
Bem, pensando bem, eu não era grande fã que lessem para mim, cedo já pedia para que pudesse fazer as minhas leituras de toda noite sozinha - ainda não sei se era porque eu não queria que meu pai lesse pra mim, então o fazia sozinha para não criar aquele mal estar de "Eu quero a mamãe e não você" ou se de fato gostava de ler sozinha. Uma incógnita.
Mas enfim, muitos anos depois, já no terceiro colegial, um coleguinha sempre falava que era muito bom o livro, e finalmente o pedi emprestado para que entendesse aquele raio de livro que todos insistem em comentar. Antes disso até havia pego o livro em francês em uma livraria, mas a única coisa que entendi era que o Pequeno Príncipe era um menino de seis anos.
Bem, li o livro e devo dizer que a sua simplicidade e profundidade me encantaram, e gosto bastante do livro hoje em dia.
Um dos conceitos de que o livro fala bastante é o aspecto de cativar as pessoas, algo que nunca tinha entendido até ler por mim mesma. Então, a fim de que vocês entendam por si mesmos... aí está. Trech furtado descaradamente do blog da Sarah porque não tenho o livro para digitar tudo isso.

"A raposa retomou seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo (...)
- Que é preciso fazer? -- perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente -- respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor se voltasse à mesma hora - disse a raposa - Se tu vens, por exemplo, às quatro, desde às três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Mas, se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração."  

[O Pequeno Príncipe - Antoine De Saint-Exupéry]

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Memória Seletiva

Minha mãe desceu as caixas de fotos ontem e fiquei lá passeando pelas memórias, olhando as primas mais novas, pensando onde elas foram parar, descobri que uma delas deve dormir em formol, e eu nunca tive o cabelo constante - aliás, nunca fui constante.
Havia épocas em que andava arrumada, de vestidos e rendas, colares e brincos... depois, roupas largas, com a camiseta para dentro da calça, oculos, cabelo em rabo de cavalo e uma MASTER cara de geek. Eu realmente queria que vocês vissem essas fotos, estão (tragi)cômicas, dá pra dar muitas risadas.
Enfim, toda essa nostalgia para dizer que o passado é frustrante. Sinceramente, eu acho bem frustrante lembrar de certas coisas que pensamos, fizemos, sentimos. Teria vontade de inventar a máquina do tempo, voltar no tempo, entregar a máquina do tempo pra mim mesma pra que nunca precisasse inventá-la em primeiro lugar (teoria Sheldoniana que é absolutamente brilhante!) e assim passearia pelo tempo fazendo e desfazendo as coisas, porque isso pelo menos significaria poder apagar algumas coisas.

Enfim. Não dá pra fazer nada disso, só seguir adiante, aprender com os erros e tentar ser menos humana...
Pena que a pessoa mais difícil de perdoar somos nós mesmos.

* * * * *
Portrait of an apology ~jarsofclay

Look what I've done
This picture I've painted
It looks like my heart
Or what still remains

Convinced of the weight
Your interpretations
Are not what I see
I wish they could be

I remember it much redder
I remember it much brighter

Can you stay for a while
Try to imagine this
Could you be for a while
I can't remember it
Could you fall for a while
I can't escape from this

I'll try to explain
The way that the frame
Doesn't quite fit the image
Or surround the edge

It stands on display
What do you see?
Behold all the new grey
What's become of the old me

I remember it much redder
I remember it much brighter

Calling, crying, ashamed of what I am not
Really failing, falling into this cage and I can't escape
I can't escape

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

front to back, back to front

Em geral, sou uma pessoa um pouco nostálgica, não quanto ao passado recente, mas ao distante (muito distante).
Já que cada minuto leva 1 hora para passar quando se está aguardando um resultado que só vai sair às 16h, fui para o orkut e começei a ler. Ler depoimentos que recebi há muito tempo, outros que escrevi há muito (muito) tempo (muito tempo mesmo). Fiquei surpresa. Boquiaberta. Estonteada.
Coisas de que nem lembrava, pensamentos, idéias, sonhos que mudaram, eu mudei.
A vida é movimento, é dinâmica, não existe o permanecer, ficar. Existe o ser, o andar; suponho que seja por isso que muitas metáforas relacionadas à vida e nossa existência humana seja relacionada a um carro ou trem em movimento, porque realmente não pára.
Pessoas que pensava fundamentais à minha existência em algum ponto, se foram. Às vezes por escolha, às vezes por causa de caminhos diferentes na nossa dinâmica, mas se foram eventualmente. É incrível a adaptabilidade que temos: por mais que algo doa, por mais que a perda seja atroz e terrível no momento, nos acostumamos com a ausência.
Certa vez ouvi falar que a dor da perda nunca vai realmente embora, simplesmente é tirada de evidência. Acho que concordo. Porque se formos parar pra pensar nas perdas, se revivemos, voltamos àquele momento... mas porque devemos fazer isso? Se estamos vivenciando o movimento constante, se olharmos pra trás só veremos o pó que levantamos com nossos próprios pés.
Mesmo se pensarmos no passado, nossos olhos sempre devem estar focados no futuro. Se Deus pôs a eternidade no coração do homem, certamente não é pra olharmos para o finito que nos segue, mas o eterno que nos aguarda.

* * * * *

Uma música com um ar gostoso de nostalgia que ouvi esses dias foi Back to Front, algo meio Benjamin Button, mas interessante. Enjoy!

If I woke up in the morning
se eu acordasse de manhã
And the world was back to front
e o mundo estivesse de trás para frente
There was sunshine in the evening
haveria sol à noite
And the moon came out for lunch
e a lua sairia para o almoço

I wouldn't mind walking backwards with you
eu não me importaria de andar pra trás com você
At least we'd always know where we'd be going to
pelo menos sempre saberíamos pra onde estamos indo
We could talk till we forget how to talk
poderíamos falar até esquecermos como falar

And we could learn to laugh again
e poderíamos aprender a rir novamente
Like when we were children
como quando éramos crianças
We could learn to dance again
poderíamos aprender a dançar novamente
Like nobody is watching
como se ninguém estivesse assistindo

If everyone was getting young
se todo mundo estivesse rejuvenecendo
There'd be a smile on your face
haveria um sorriso no seu rosto
If all the friends that passed away
se todos os amigos que morreram
Came back to this place
voltassem para esse lugar

We'd be putting down the daisies
estaríamos jogando fora as margaridas
Drinking milk and feeling lazy
bebendo leite e sendo preguiçosos
There's no sense in any senses
não há sentido em nenhum aspecto
What's the use in independence?
qual a utilidade da independência?

We could play off the tears that came
poderíamos brincar e espantar as lágrimas que vieram
We could walk till we forget how to walk
nós poderíamos andar até esquecermos como andar
And cool till we forget anything at all
e relaxar até esquecermos qualquer coisa

We could learn to look right
poderíamos aprender a olhar diretamente
Into each others eyes
nos olhos uns dos outros
'Cause we got nothing to hide
porque não temos nada a esconder

We got nothing but to laugh again
não temos nada além de rir de novo
Like when we were children
como quando éramos crianças

Back to front, front to back
de trás pra frente, de frente pra trás
Will you come backwards with me
você vai andar ao contrário comigo?
Backwards with me?
ao contrário comigo?

We could learn to laugh again
poderíamos aprender a rir de novo
Like when we were children
como quando éramos crianças
We could learn to smile again
poderíamos aprender a sorrir de novo
Like nobody is watching
como se ninguém estivesse assistindo

Backwards with me
ao contrário comigo

* * * * *

Ah sim, e hoje completam 50 anos desde que os Beatles tocaram a primeira vez no Cavern Club em Liverpool - onde começaram a fazer sucesso. =)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Paleografia

Com a grande possibilidade de me mudar, tenho dedicado grande parte do meu tempo à organização dos meus armários, livros, materiais de desenho. Certamente é um trabalho cansativo, selecionar o que guardar, o que reciclar, o que jogar fora, mas tem sido muito interessante.
Encontrei coisas de agora voltando até a oitava série (a última vez que fiz uma limpa desse porte foi na sétima), redações, trabalhos (até uns poeminhas high high trash), encontrei até mesmo um conto policial com umas 12 páginas, divertidinho até. Mas o que achei mais engraçado foi a evolução da minha letra. (fico feliz em dizer que foi uma evolução e não regressão!)
Vou escanear algumas coisas e colocar aqui para a diversão dos caros leitores.


Iniciaremos nosso estudo paleógrafo, é claro, pelas figuras rupestres





































Temos aqui um recado... por volta da segunda ou terceira série do ensino Fundamental.













Essa imagem aqui é da quarta série do ensino fundamental também... Prova de ciências!









Aqui temos algo da oitava série (isso mesmo, essas atrocidades de desenhos e coisas como "países andianos" na oitava série... vergonhoso, eu sei)






Aqui já estamos no segundo colegial, aula de Química, começam uns esboços da minha letra atual... esboços, rascunhos, vaga lembrança de...











Terceeeeeeiro colegial! (êêê pessoal! - em homenagem ao professor Helou). Aula de história, o esquema de cores se assemelha ao que ainda uso: Preto + uma cor de destaque para cada matéria










Cursinho! Ah, bem melhor... resumo de História do Daily, esse nem vai pra reciclagem, nem esse nem...






Nem da queridíssima professora Lu!
Aqui é outra letra que tenho feito, itálico. Tendo a usá-la em coisas longas e contínuas (esse resumo é uma exceção), deixo a letra acima (bastão?) para esquemas e coisas a serem memorizadas. Espero que daqui pra frente só melhore =)










E então aí está, curtam o estudo da minha letra na minha curta história...
Sabe o que tenho tirado de tudo?
Que eu pensei que sabia muito no pré, já sabia escrever! Mas na quarta série, não tenho coerência, e as coisas que aprendi na oitava que pareciam inéditas, hoje são... puff!

A vida é uma sucessão de descobertas... de quanto nos enganávamos sobre nós mesmos!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Vícios

Estive relembrando vícios que tive por muito tempo, em uma escala evolutiva (ou não) de coisas que gostei muito, assistia, escutava fielmente. Então decidi listar os vícios. Como estou tendo dificuldade organizando cronologicamente, organizarei por tipo (Desenhos, Filmes, Seriados). Escolhi os que gostava muito mesmo, não todos os que eu gostava/gosto

Programas Apresentados
Bom dia e cia.
Cruj
PMK (Popular Mechanics for Kids)
Como e porque?
Art Attack
Zapping Zone (o antigo, não o lixo atual)

Desenhos, Fantoches, etc
Glub glub
Cocoricó
O fantástico mundo de Bobby
The Puzzle Place
Superbook

Pseudoseriados
Chiquititas
Clarissa
Sabrina, the teenage witch
Lizzie McGuire

Filmes
O rei leão
Alladin
Ratinho Detetive
Corcunda de Notre Dame
Nova onda do imperador
Star Wars
Matrix
Narnia (por causa dos livros)

Seriados
Baywatch
E.R.
Alias
Grounded for life
Pushing Daisies
Project Runway
C.S.I:.
House M.D.*
Bones*

*vícios atuais