Hoje pela primeira vez saí em SJC para fazer um programa não obrigatório ou relacionado à universidade, fui ao cinema!
Fui com a ilustríssima companhia do Bruno, Nicholas e Renan assistir Contágio - nos divertimos horrores. Durante o filme, ficamos comentando coisas de laboratório de bio segurança nível 4, Pymol, autópsias, vírus... tudo o que conhecíamos! E, elementarmente, saímos paranóicos limpando as mãos com álcool gel enchendo um ao outro com 'contágio', encostar e xiliques e bobeiras que há muito tempo não fazia.
Ao final da noite sentamos para jantar e começamos a debater a respeito de relacionamentos (e devido a essa conversa cheguei agora há pouco, 21:15 mais ou menos), e eles começaram a me perguntar sobre o que as mulheres esperam dos homens e perguntei-lhes o mesmo - e eu descobri que expliquei mais o lado fisiológico e instintivo da coisa do que a 'prática', ou seja, como conquistar uma mulher. Descobri quão mais fácil é ter uma análise pragmática e puramente biológica da coisa. Compatibilidade genética, intelectual, ferormônios, reino animal, competitividade - aquela história toda que já falei em extensos posts passados.
Foi muito interessante ouvir as opiniões dos meninos, e não sei se eles acharam as minhas interessantes, mas foi muito divertido. Situações como a de hoje me fazem compreender porque amizades com meninos são tão mais simples - eles falam tudo na lata, sem adornos ou arabescos, nada de frescuras ou ofensas caladas. São plenamente honestos. Eu gosto disso, você sempre sabe em que pé está com eles.
Mas no que se referia aos relacionamentos... descobrimos que é mais fácil entender a biologia, os vírus de morcegos e porcos, as moléculas e mutações do que homens, mulheres e tudo o que há entre eles!
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
O amor é outra coisa.
Uma vez que tive no cursinho a aula com a Mércia a respeito de poesia barroca, passei a gostar bastante de alguns poemas. Um deles era o soneto de Camões sobre amor, precisamente devido às antíteses (se você não lembra qual é, já já vai lembrar), inclusive sei parte dele de cor (algo totalmente inútil de se saber, mas tudo bem).
Enfim, nestes últimos dias minha prima me mostrou o twitter "oamornaoeh" ou algo assim que tem frases legais com um final bem anti-climático do tipo: "O amor não é aquela coisa bonita, colorida e que se encaixa perfeitamente. O nome disso é lego. O amor, é outra coisa."
E, bem, unindo as duas coisas consegui produzir uma versão comentada do soneto camoniano que achei bastante divertida. Lá vai.
Amor é fogo que arde sem se ver (O nome disso é Metano. O amor é outra coisa.)
É ferida que dói e não se sente (O nome disso é calo. O amor é outra coisa.)
É um contentamento descontente (O nome disso é emo. O amor é outra coisa.)
É dor que desatina sem doer (O nome disso é lepra. O amor é outra coisa.)
É um não querer mais que bem querer (O nome disso é TPM. O amor é outra coisa.)
É solitário andar por entre a gente (O nome disso é sociopata. O amor é outra coisa.)
É nunca contentar-se de contente (O nome disso é criança mimada. O amor é outra coisa.)
É cuidar que se ganha em se perder (O nome disso é peso. O amor é outra coisa.)
É querer estar preso por vontade (O nome disso é Síndrome de Stockholme. O amor é outra coisa.)
É servir a quem vence, o vencedor (O nome disso é humildade. O amor é outra coisa.)
É ter com quem nos mata lealdade (O nome disso é mulher de malandro. O amor é outra coisa.)
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade, (O nome disso é doença de chagas. O amor é outra coisa.)
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? (O nome disso é baixa auto-estima. O amor é outra coisa.)
Outro dia posto a respeito do que é o amor, mas como discutimos hoje no lab de Bio, às vezes é mais importante saber o que não é do que o que é.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
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