quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Conflito

Nos últimos dias ando mais feliz, mas da mesma forma ando mais vulnerável e confusa. Acho que é verdade aquilo que dizem a respeito da ignorância e felicidade andarem juntas; mas nunca mencionam o fato que a felicidade é tão volátil.
Por vezes, sinto falta do meu eu pragmático, contido e racional. A vida pareceria mais controlada, e me sentiria mais independente do contexto em que estou inserida. Creio que precise de um tampão emocional para manter meu humor estável dentro de uma mesma taxa de felicidade (ou ausência desta). A vida talvez ficasse mais chata, mas ao menos sob controle.
Por vezes, me pergunto onde ficou escondida a minha eu madura, ponderada com quem estava tão confortável e familiarizada; aquela que só tinha ambições no âmbito acadêmico, sem grandes expectativas sociais.
Aliás, para alguém como eu, desacostumada à vida social remotamente mais ativa e agitada que moléculas a 0 kelvin, todos os eventos recentementes tem sido um avalanche incontrolável e bizarra com que não sei como lidar; cada minuto é dominado por preocupações, incertezas, medos e receios. O desgosto por minha humanidade, por minhas falhas e erros, por minha absoluta estupidez se manifesta psicológica e fisicamente. Enojo-me de mim.
A alteração do status quo sempre é temível e terrível, mas se ver mudando é algo mais próximo de aterrorizante. Pânico. Já passou da hora do meu hemisfério esquerdo retomar controle sobre o direito.
Por vezes, tenho estranhado a mim mesma. Sou a minha própria incógnita, sou meu próprio maior medo.

*  *  *  *  *

"Fear and panic in the air
I want to be free 
From desolation and despair
And I feel that everything I am
has been swept away,
but I refuse to let it go"

[Muse - Map of the problematique]

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