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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Hand.in.Hand


Um dia desses na faculdade, não sei por que cargas d'água começamos a falar a respeito de namoro, e percebi o quanto minhas opiniões diferem da maioria massante da sociedade que me cerca.
Houve um comentário em particular que me deixou muito pensativa, mas como minha opinião diferia demasiadamente da opinião daqueles comigo, permaneci calada e permiti os devaneios de uma mente indignada.
O comentário em questão foi "Namoro?? É no mínimo beijar! Segurar mão?! Isso é coisa de criança de prézinho, que ridículo!".
Ouvi. Ponderei. Me segurei para não fazer um discurso que seria desprezado por todos aqueles presentes.

O dar as mãos é algo que, hoje, não é particularmente valorizado, assim como muitas coisas profundas e complexas de relacionamentos foram banalizadas e a atração psicológico-intelectual foi banida para dar lugar à atração física. Vejo muitas vezes casais andando e um deles segura a mão do outro com tanta vontade que parece que têm medo de perder o outro, e a atitude muitas vezes não é recíproca. É só uma mão.
Acontece que dar as mãos é um ato muitíssimo mais relevante no que se refere ao relacionamento do que as pessoas têm valorizado.
Primeiramente, o ato de dar as mãos não é só coisa de namorados apaixonados - é coisa de criança com os pais ou aqueles que ela ama e crê que possam protegê-la, é coisa de todas as idades, de irmãos, de familiares, de amigos... coisa de quem a gente ama.
Segurar a mão de alguém é dizer que você estará lá para segurar ela quando cair, e que, se necessário, você cairá junto com ela para auxiliá-la de alguma forma. É uma demonstração primária de companheirismo, além de uma demonstração de confiança e segurança. Os pequenos confiam em nós para segurarmos eles no caso de tropeçarem ou caírem.
Os pequenos também querem mostrar pra gente o mundo todo - "Vem ver o que descobri!"; as pessoas grandes também não diferem em nada nesse aspecto e querem nos levar para ver o seu mundo, assim como estão dispostos a conhecer o nosso mundo. É uma marca de cumplicidade de ambas as partes, a presença do outro é algo agradável e que você quer aproveitar cada instante.
Dar as mãos também é sincronia. Tente andar de mãos dadas com alguém por bastante tempo e andar a uma velocidade diferente. Em outro ritmo. É dificílimo! Os passos acabam se sincronizando e, as pessoas, se adaptando umas às outras; isso também é perceptível no organismo fisiológico - ao abraçarmos alguém, por exemplo, a freqüência cardíaca de ambos tende a se sincronizar, o restante das funções biológicas também. Suspeito que segurar as mãos tenha um impacto semelhante no nosso corpo.
Também se dão as mãos em momentos em que dois indivíduos ou grupo destes queira se manter unido em situações que podem separá-los, como em uma multidão ou no escuro, por exemplo. É uma forma de se buscar certeza de que não estará sozinho.
É uma demonstração de afeto, tão difícil de compreender racionalmente quanto um beijo ou abraço, ativam nossa sensação de bem-estar (bem, dependendo da pessoa, é claro), e apesar de incompreensível, a maioria dos humanos tenho certeza de que diriam que pode ser agradabilíssimo.
Portanto, apesar de parecer algo simples e até mesmo bobo, é um pequeno ato que fala muito a respeito de como nos relacionamos, e são pequenos fatores que se amontoam e constituem o real valor que damos às pessoas e às 'banalidades' da convivência com elas. Desculpem-me os céticos, os 'velhos demais para essas coisas', os que cresceram e não precisam disso, os que 'conhecem o mundo real'. Dar as mãos não é coisa só de prézinho. E se for... realmente está na hora de aprendermos mais com os pequeninos.


"Dar a mão a alguém foi o que eu sempre esperei da alegria."
C.S.Lewis

*  *  *  *  *

Two Hands - jarsofclay

I've been living out of sanity
Eu estive vivendo às custas da sanidade
I've been splitting hairs and blurring lines
Eu ando dividindo cabelos e embassando as linhas
I am a house that is divided
Eu sou uma casa que é dividida
In my heart and in my mind
Em meu coração e em minha mente


I use one hand to pull closer
Eu uso uma mão pra te trazer pra perto
The other to push you away
A outra pra te afastar
If I had two hands doing the same thing
Se eu tivesse duas mãos fazendo a mesma coisa
Lifted high, lifted high
Erguidas ao alto, erguidas ao alto


I have a broken disposition
Eu tenho uma disposição falha
I'm a liar who thirsts for the truth
Eu sou um mentiroso que anseia pela verdade
And while I ache for faith to hold me
E enquanto eu anseio para que a fé me segure
I need to feel the scars and see the proof
Eu preciso sentir as cicatrizes e ver a prova


And if we just keep digging we can reach the foundation
Se só continuarmos cavando poderemos alcançar a fundação
Of our souls
de nossas almas
And if we just keep cutting all the chains from our hearts
E se só ficarmos cortando todas as correntes de nossos corações
We'll lose control
Perderemos o controle


And it feels like giving in
E parece que vai ceder
It feels like starting over
E parece que vai recomeçar
It feels like waking up, and you know it's coming
E parece que vai acordar, e você sabe que está vindo
It feels like a brand new day
E parece ser um dia novo
Open your eyes
Abra seus olhos


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Short Thoughts.

Muitas vezes, ao escutar os outros aprendemos novos pontos de vista assim como aprendemos novas formas de expressar nosso ponto de vista. É por isso que trouxe uma pequena coletânea de frases, de autores, pensadores, e algumas até minhas. Pensamentos curtos, mas creio que válidos.

"Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido - sem saber o porquê."
[Fernando Pessoa]

"Experiência: a mais brutal das professoras. Mas você aprende, meu Deus você aprende."
[C.S.Lewis]



"A suprema alegria da vida é a convicção de ser amado por si mesmo, ou melhor, apesar de si mesmo."
[Victor Hugo]

"Para Saint Exupery, o essencial é invisível para os olhos. Concordo, todavia vou além: o essencial é inexprimível pelas palavras."
[Melissa G.H.]



"Amar alguém é dar-lhe o poder de te ferir, mas confiar que não o fará."
[não consegui descobrir de quem é a frase]

"Ele balançou a cabeça, mas o redemoinho de pensamentos continuava cada vez mais estranho e mais entrecortado, até que um súbito lampejo de lucidez persistiu por um brilhante segundo e então feneceu. Aquele instante de lucidez o equilibrou. Tentou agarrar-se nele, mas o instante desapareceu."
[Isaac Asimov]

"Amizade é desnecessária, como filosofia, como arte... Ela não tem nenhum valor à sobrevivência; porém é uma daquelas coisas que dá valor à sobrevivência."
[C.S.Lewis]

"Da mesma forma que as folhas de chá fazem a água mudar de cor e torna a água morna consumível, assim suas palavras se dispersavam em meu encéfalo, colorindo meus sonhos e pacificando meus pensamentos agitados. As palavras tornavam o insípido e vomitável em sereno, tranqüilo.
Não eram palavras doces, pois as palavras de doçura demasiada servem apenas para esconder a amargura e disfarçar a acidez que persiste em te corroer, mas eram folhas de palavras que davam sabor até à noite mais sonsa e solitária de inverno."
[Melissa G.H.]

"Não ir embora: Ato de amor e confiança."
[Markus Zusak]

"Já ouvi dizer que meus dentes nasceram num Microcomputaplex, que guardo meu computador de mão num bolso especial do pijama quando durmo, que meu cérebro é feito de pequenos relés de força em infinitos circuitos paralelos e cada glóbulo do meu sangue é um mapa espaço-temporal microscópico flutuando em óleo de computador.
Todas essas histórias acabam chegando até mim e acho que devo até me orgulhar delas. Talvez eu até acredite nelas. É uma bobagem agir assim, mas torna minha vida mais fácil."
[Isaac Asimov]

"Existe apenas duas coisas infinitas: o universo e a estupidez humana. E não tenho certeza a respeito do universo."
[Albert Einstein]

"Se o universo todo não tem sentido, nós nunca deveríamos ter descobrido que ele não tem sentido: assim como, se nunca houvesse luz no universo e portanto as criaturas não tivessem olhos, nós nunca saberíamos que estava escuro. A escuridão não teria significado."
[C.S.Lewis]

"A decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamental da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia."

[Fernando Pessoa]

"Você não tem uma alma. Você é uma alma. Você tem um corpo."
[C.S.Lewis]

"Antes um golpe brutal da verdade que um afago da mentira."
[Melissa G.H.]

domingo, 25 de setembro de 2011

Máscara de vitrais

Eu sei, realmente preciso estudar, minha prova de Cálculo já é terça e meu rendimento em relação ao tempo de estudo está desesperadoramente baixo, mas desde quinta feira um assunto me vem rondando a mente e realmente quero exteriorizá-lo.
Quinta-feira passada, após a aula de laboratório um pequeno grupo de pessoas que já haviam terminado a tarefa se reuniram próximo à minha bancada e começamos a ter uma daquelas conversas bacanas sobre a vida, comportamento, convenções, morelidade, egoísmo vs. altruísmo, hipocrisia coisa e tal, daquelas conversas que a gente se sente em casa e sente que todos os dias deveriam ser assim. (Viu? os cientistas também pensam, ok?)
Um dos muitos assuntos abordados foi a igreja, aquela mesma que nos remete a imagens de longos bancos vazios, vitrais coloridos, sinos e órgãos. Falamos, dentre outras coisas, de sua hipocrisia. Curiosamente, hoje na igreja este assunto foi abordado e de forma incrivelmente próxima à minha opinião. E bem, sendo o Ziel que estava falando, e ainda mais sobre um assunto desses, elementarmente me diverti horrores.
Tratando a igreja, agora, não mais aquelas quatro paredes intimidantes e opressivas mas como o grupo de pessoas com determinadas crenças a respeito de Deus que se reúnem para compartilhar experiências e ajudar umas às outras tanto no âmbito social, econômico, como (principalmente) espiritual, vemos que ela traz consigo uma grande responsabilidade que nem sempre assume - a responsabilidade de mostrar ao mundo o que é o verdadeiro cristianismo.
A igreja é chamada para demonstrar amor, mas como demonstramos esse amor ao pedir para um bêbado ou uma prostituta se retirarem do local por causar 'incômodo' aos que ali estão? Como demonstramos amor ao 'disciplinar' pessoas, removendo-as da comunidade devido a algum erro que, de acordo com alguém, tem um maior 'impacto moral'? Como estamos demonstrando amor se somos os primeiros a ter preconceitos contra homossexuais?
É algo tão estúpido e ilógico como um hospital se recusar a tratar pessoas doentes: "Ah, você está enfermo? Então, você vai, se cura, e depois vem pra cá." "Você tem um problema? Desculpe, mas você pode contaminar ou incomodar os que estão aqui...Mas depois que você estiver bem, a gente te ajuda!"
O cristianismo deveria ser a esperança para qualquer homem, qualquer que seja seu estado ou origem. Sim. Qualquer um. Até aquele político corrupto, marido infiel, seu vizinho chato que ouve música alta, professor de cálculo do mal que se recusou a postergar a prova, aquele coleguinha bocó que se aproveita do seu esforço pra tirar nota. Pois é. Ninguém disse que seria fácil. Ninguém disse que seria natural. Ninguém disse que seria cômodo - e pelo contrário, o cristianismo é bastante incômodo à nossa natureza e instintos, porisso não entendo quando tratam-no como um ópio religioso.
Por experiência própria, uma das coisas mais terríveis nisso tudo, é o receio que surge de declarar a sua fé. Não por Deus, não por Jesus, não pela salvação ou vergonha disso tudo... mas pela imagem que muitas igrejas pintam, pastores maquiados até os dentes fazendo drama, gritando e prometendo o mundo quando só estão no olho do seu dinheiro. A imagem terrível de uma instituição religiosa que ao invés de acolher os cansados e abatidos, os repele. O grupinho moralista e separatista que se recusa a conhecer outras pessoas fora do círculo religioso. Dizer que você é cristão, para muitas pessoas é o mesmo que dizer "Sou um preconceituoso, hipócrita, homofóbico, alienado e separatista metido a sabe-tudo".
A resposta que o Ziel disse quando o perguntaram se era preconceituoso foi uma das melhores que já ouvi:
"Como cristão, não sou obrigado a dizer que as outras religiões estão erradas, pelo contrário, há muitíssimos ensinamentos válidos nessas, mas devo dizer que há algumas diferenças com o cristianismo, e em algumas ouso dizer contradições. Agora, devo dizer que o cristianismo tem algumas coisas diferentes do restante que valem à pena ser investigadas."
Deveríamos ser aqueles que demonstram esperança e amor, não ódio e destruição. Já cansei de ouvir aquela história de 'olê, olê, sou melhor do que você' porque sigo leis que nunca ponderei, porque sou correto, porque eu sou o cara, porque sou cristão. Muitas vezes dá vontade de dizer o que a Eliza doolittle diz na música 'rollerblades': "So take your seat, because you don't stand for what you preach".
O grande lance do cristianismo é a humildade, esse é o grande exemplo de Jesus quando lava os pés dos seus discipulos. O mestre fazendo o trabalho dos servos. Nós estamos aqui no mundo pra amar, pra servir, pra trazer esperança. Não para impor opiniões, não para apontar os erros dos outros, não para nos isolarmos. Não podemos fazer uma diferença no mundo quando muitas vezes nos mostramos piores do que ele.

Acho que está na hora de começarmos a viver mais e falar menos.

*  *  *  *  * 

"Are we happy plastic people
Somos pessoas felizes de plástico
Under shiny plastic steeples
Sob campanários plásticos e brilhantes
With walls around our weakness
Com muralhas ao redor de nossa fraquezas
And smiles to hide our pain
E sorrisos que escondem a dor?
But if the invitation's open
Mas se o convite estiver aberto
To every heart that has been broken
Para todo coração que já foi quebrado
Maybe then we close the curtain
Talvez então fecharemos a curtina
On our stained glass masquerade
Em nossa máscara de vitrais"

[Casting Crowns - Stained glass masquerade]

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Frail

Algo que há muito tem me intrigado e, de certa forma, até assombrado tem sido perceber a estonteante fragilidade humana, e particularmente quão cegos somos a isso.
Se fizermos um zoom out de nossas vidinhas toscas, e olharmos o mundo, a galáxia, o universo, percebemos quão absolutamente somos indispensáveis a este último. Veremos que somos como um grão de areia em uma praia que tende ao infinito.
Ainda assim, temos a terrível tendência de de alguma estranha forma achar que nós somos importantes e inclusive nos enganamos ao pensar que somos mais importantes do que os outros indivíduos, que o restante da natureza, que qualquer coisa - e fazemos atrocidades morais, ecológicas, sociais... e nos convencemos dessa suma importância de tal forma que acreditamos que ela seja normal.
Estamos tão acostumados a nos imaginarmos em um platô de superioridade, que não vemos que nós não somos independentes - pelo contrário, somos extremamente dependentes de um status quo, e uma mínima variação disso pode ocasionar sérias consequências, até mesmo a morte.
Tente ficar sem oxigênio por alguns minutos. Tente ficar sem água por alguns dias. Tente não se alimentar por alguns dias. Tente ficar em uma temperatura acima de 42 graus Celsius. Como disse hoje o professor Flávio, "enquanto nós nos achamos super resistentes, adaptáveis e fantásticos, em 45 graus nossas proteínas e enzimas se desfizeram e você não é nada. Já uma bactéria, você a coloca a 1500 graus e ela dá risada da sua cara!".
Talvez justamente a nossa inteligência tenha que existir para criarmos formas de nos proteger do mundo e tudo o que ele pode implicar, já que alguns metros de altura, um erro de divisão celular ou certo volume de água poderiam ser fatais a nós. Talvez, precisamente por sermos tão vulneráveis que precisamos construir e arquitetar ambientes para que mimiquemos aquilo que a natureza faz por si só em outras espécies.
Além disso temos uma fragilidade diferente da de outras espécies, a emocional - e não se engane pensando que isso não te afeta muito. A emoção e o fisiológico estão fortemente entrelaçados, e um depende do outro para o bem estar geral do indivíduo.
Intrigantemente, essa tal fragilidade emocional também é o que nos retira do contexto e nos torna únicos em meio a esse caos generalizado de átomos, moléculas, impulsos elétricos que constituem o mundo como o conhecemos. A consciência é tão complexa que sabemos tão bem que não a entendemos que a 'ciência' que busca entendê-la já sabe que não a compreende - e a psicologia, então, não é nem uma ciência, uma pseudociência.
Somos vulneráveis, não apenas ao contexto em que estamos, mas também uns aos outros; e essa é a beleza da raramente encontrada confiança (tão rara quanto a honestidade, como dizia Billy Joel...), de dar a alguém o poder de te ferir, mas confiar que ela não o fará. E assim em nossa fragilidade, em nossa pequenez, em nossa insignificância, podemos nos tornar algo além de insignificantes. Podemos deixar de ser algo e nos tornarmos alguém, alguém que faz coisas que parecem insignificantes mas que podem impactar outros 'alguéns'.

É tudo tão complexo, tão intrigante, tão instigante... Que é quase enlouquecedor.

"Como você pode ver com isso tudo, não há sentido em tentar enlouquecer para impedir-se de ficar louco. Você pode muito bem dar-se por vencido e guardar a sanidade para mais tarde."
[Douglas Adams]

*  *  *  *  *


"On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star.
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are"
[Sting - Fragile]

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Coisas que a gente nao entende

Tem coisas que a gente nao entende.
Na semana passada minha vo me deu um dos maiores elogios da minha vida ao dizer que eu parecia o meu avo. Uau, foi realmente fantastico - ela disse que sou paciente como ele, mas quando perco a paciencia... como ele, revelo um grande Irish Temper. Fiquei feliz, do mesmo jeito que sempre fico feliz quando noto pequenas manifestacoes geneticas que remetem ao tal reverendo, nas orelhas, nariz, cabelos, unhas. Inesperado e muito agradavel.
Dai, a senhora minha avo vem pra casa e esta aqui e minha mae diz alguem que conhecemos é muito carismatico e eu disse "Como ser carismatico se ele nao conversa? Ele nunca nem conversa comigo, nem olha na minha cara" "Isso talvez seja porque ele tem medo de voce..." "Medo?" minha mae tentou amenizar as coisas e disse "porque deve achar que voce é intelectual que nem a irma dele" **vem a mente de mel a irma dele modelo que sorri e acena apenas** "Ela nao é intelectual" e minha vo voltou ao que queria dizer antes ignorando a tentativa da minha mae de amenizar as coisas "E ele nao tem medo da irma dele, ele vive abracando ela tambem".
Ou seja: Eu nao entendo minha familia.
Deve correr no sangue uma esquizofrenia que varia entre sindrome de Pollyanna e paranoia depressiva.

* * * * *

A minha faculdade so nao é o centro nerd da cidade em que esta porque tem uma faculdade militar la, mas correndo na ideia de que so tem cursos nerdissimos, tenho conhecido muita gente que trabalha com computacao, e surgiu uma duvida (duvida, esta, importantissima alias).
Por que raios as pessoas que trabalham com computadores sentem a necessidade de pregar 'o evangelho tecnologico' e tentar te convencer a ir para o lado computacional da forca?
"Ta vendo, pra que ta estudando isso? Tem que estudar computacao! é a profissao do futuro, paga bem, alta demanda bla bla bla". Ja ate conheco o discurso. Adoram queimar os miolos - e paciencia - alheia.
Ate agora minha resposta foi "E matar minha vida social? Nao obrigada" - pelo menos assim a gente finge que quem brinca com ratinhos de laboratorio tambem tem vida social, so pra acabar com a graca dos computer geeks.

* * * * *

Tres provas semana que vem... Mas uma é de Biologia! YES!