domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cê quer saber o que eu acho?

Estou criando mais uma teoria doida sobre as pessoas.
Nossa vida é meio que nem a ONU. Ou, mais particularmente, o conselho de segurança das Nações Unidas; ok, mais uma vez consigo imaginar suas carinhas de confusão absurda, mas vamos por partes.
(Caros nerds, os que lembram como funciona o conselho de segurança, podem pular essa explicação toda)
Relembremos um pouco de geopolítica, ONU essa coisa toda:
Conselho de Segurança das Nações Unidas trata-se do órgão pertencente à ONU em que são tomadas as decisões em prol à segurança mundial, seja através de intervenções militares, ajuda a países em conflito interno, etc etc.
O Conselho dispõe de 15 membros, sendo 5 desses permanentes (Rússia, China, EUA, Reino Unido e França), os outros 10 mudam de tempos em tempos (a cada 2 anos, para ser mais específica).
(Você que lembrava, pode voltar a ler a partir daqui)
Agora você me diz "tá, e o que isso tem a ver com a minha vida?" e eu digo: "TUDO!" e você diz "Você já foi a um psicólogo? tem certeza que não precisa ir a um sanatório?"
Acompanhe o pensamento:
Imagine que nós, individualmente temos um conselho de segurança. São as pessoas a quem damos cargos na nossa vida, que damos a estas certa importância. Essas pessoas fazem de tudo pra nos ajudar em conflitos (sejam estes internos ou externos) e normalmente querem o nosso bem, querem a nossa paz. Isso não significa que necessariamente todos os membros desse conselho concordem quanto aos meios que você deve usar para chegar a essa 'paz', assim como os países membros da ONU tem cada um sua visão única de como resolver problemas.
E pensem comigo, não temos necessariamente tais numeros, como 15 membros sendo 5 fixos, mas há um certo número de pessoas com determinada importância nas nossas vidas, e damos a alguns desses cargos muitas vezes vitalícios, amizades para toda a vida, enquanto isso temos pessoas que vêm e vão na nossa vida, não estão presentes constantemente; isso, porém não muda o fato que elas fizeram seu 'trabalho' direito: por mais que haja relacionamentos que se quebram e distanciam, no momento em que essa pessoa estava por perto ela teve um cargo importante e pode ter usado isso tanto para o bem como para o mal dos que o cercam, mas alguma importância teve se a pessoa ficou próxima de você por algum tempo.
Ainda não entendo bem o por quê desse distanciamento repentino, dessa aproximação repentina de outros, mas todos têm importância -- mas o melhor disso são os membros permanentes que te acompanham a vida inteira, em crise ou não e que só querem o seu melhor.
Ah, esses são presentinhos que Deus deu pra gente!

* * * * *

Conheci através da Jeh um compositor brasileiro desses novos, e encontrei uma letra deste particularmente que achei fenomenal, então estou colocando aqui a música "Na Lata" de Vinicius Calderoni.


Cê quer saber o que eu acho
Eu digo na lata
No que boto
Quem ouve só esculacho
De cabeça baixa
Precisa entender
Ficar sofrendo calado
Não é uma maneira legal de viver
Pois afinal cada um
Só possui duas faces para oferecer
E quem se cansou de sofrer
Já não tem mais nada a perder

Bateu, levou, sai de baixo
Virou cambalaxo
Baixou camburão
Melhor parar no distrito
Do que ter no peito uma desilusão

E quem quiser fazer pose
De bem-comportado
Segure o rojão
De me ver despenteado
Feliz e contente com a libertação

Do pai, do avô, do patrão
Do medo, da desilusão
Da trama das linhas da mãos
Do sempre, do nunca e do não
Das cordas do meu coração

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