[Nota do autor: perdoem a falta de acentuacao, o computador ainda nao esta configurado adequadamente, entao vai demorar um pouco pra ficarem mais legiveis os posts. Desculpe-nos o transtorno, estamos em reforma para melhor atende-lo]
Quando somos criancas é comum termos amigos imaginarios, creio que até deve ser saudavel para uma crianca faze-lo por algum tempo como forma de instigacao a criatividade e faz com que ela nao se sinta solitaria. O que acho engracado, é que nem sempre abandonamos esse habito e persisistimos, mesmo apos certa idade, a ter amigos imaginarios.
Um exemplo bem facil de entender sao personagens de livros. Peter, Susan, Edmund, Lucy, Mr Tumnus, Aslan foram otimos amigos na minha infancia, me acompanhavam nas cronicas de Narnia e de certa forma me acompanharam na minha vida, ja que os livros eram meu refugio da real situacao em que estava inserida. Me ajudavam a dormir nas noites de insonia, quando estava sozinha na escola nova faziam-me companhia e nunca (nunquinha) me ofenderam, feriram, etc. Pena que eram apenas personagens.
Podemos tambem fazer pessoas reais nossos amigos imaginarios. Vi hoje o orkut de uma menina que tinha um album inteiro dedicado ao "seu amor" Justin Bieber, com fotos do cara quando era bebe (nada muito diferente do que é hoje), em todo tipo de situacao, e ela diz que o amara para sempre. Suponho que deva sonhar com ele, pensar nele, querer passar tempo com ele - coisas de amigos, mas ela conhece um ele todo dela, um cara imaginario que provavelmente nao tem nada a ver com o adolescente do palco cantando musicas de amor.
Temos amigos imaginarios ate quando assistimos a um filme e torcemos por um personagem para que as coisas deem certo para ele, porque de alguma forma identificamos-nos com eles e queremos o bem dele, mesmo sendo nada mais nada menos que o fruto da imaginacao de alguem.
Podemos fazer outras pessoas reais nossos amigos imaginarios ao supor que eles sejam de um jeito, idealizando eles e as situacoes em que os encontramos, quando na verdade sao de outro e as situacoes nao sao ideais - algo bem similar ao amor platonico, mas nao exatamente porque nao envolve romance.
Enfim, nao importa se voce tem 10, 20, 50 anos, provavelmente voce tem amigos imaginarios. O unico misterio é saber separar esses dos reais.
* * * * *
Atencao: aceito doacoes de pés. Seja um pé de impressoras 3D, seja de algum laboratorio de anatomia, qualquer que seja, creio que talvez faca o trabalho melhor do que meu atual empregado.
Ontem fui ao medico com minha ressonancia, e finalmente obtive um diagnostico palpavel. Triste, mas palpavel.
Parece que eu consegui zuar bastante o meu tornozelo, um ligamento rompido, outro possivelmente, osso inchado, tudo muito bem explicado com um laudo cheio de termos como "Lesao", "Rompimento", "Inchaco", "Microhemorragias", que me desanimaram muito - porque esse exame é de apenas uma semana atras.
Nao poderei frequentar a faculdade por mais 1 mes, e nao posso encostar o pé no chao nesse entretempo tambem, alem da possibilidade de cirurgia (o que realmente espero que nao seja necessario), mas so saberei ao certo com mais exames que so posso faer quando o osso desinchar. Bom, pelo menos agora sei que ja que tinha feito um jejum de chorar de dor por 3 anos, nao quebrei esse jejum por uma dorzinha de nada.
Pois é, é a aventura de morar sozinha.
Nenhum comentário:
Postar um comentário