domingo, 18 de setembro de 2011

somewhere in between

Ontem foi aniversário da minha mãe, e havia criado uma certa quantidade de expectativas a respeito da noite - estava empolgada para rever a família. O problema... foi que a família que foi foi uma um pouco mais distante, e bem... Como normalmente acontece com expectativas, as minhas ficaram frustradas.
Foi uma noite estranha, para dizer o mínimo e depois que haviam ido embora sentei no sofá do lado da minha vó "Foi estranho hoje. Não me senti bem.Me senti um peixe no deserto do saara." (depois me lembrei que o deserto mais seco do mundo na verdade é o do Atacama, mas o efeito foi o mesmo)  "Mesmo? Por quê?" "Os assuntos foram... bobos. Assuntos irrelevantes." "É? Não sabia, não estava ouvindo..." invejei sua surdez por um brevíssimo instante e expliquei-lhe o tipo de assunto que correu.
"Às vezes eu não sei de onde vem a minha genética, são poucos os da família com quem realmente me dou bem. Conversamos a respeito de coisas construtivas, bacanas... Eu só me sinto diferente." "Bem... isso é porque você é diferente... e você não conheceu seu avô. Se tivesse conhecido, teria adorado conversar com ele..." Ponderei. Suspirei. "E certamente ele teria adorado você". Uma súbita onde de alegria e uma nostalgia do desconhecido tomou conta de mim, e me perguntei porque não pude conhecê-lo. Porque o câncer deveria ter chego antes de mim. Fiquei pensando se é possível sentir falta de algo (ou, no caso, alguém) que você nunca conheceu. Sentir falta de algo que você nunca teve.
Talvez até por nunca termos tido, de fato, essas coisas, que sentimos falta delas, porque criamos uma aura de idealização ao redor delas que realmente, se fossem algo além de ficção, se fossem reais, seriam extraordinárias.
Agora... se, por uma vez nossas expectativas fossem superadas pela realidade... seria além do que palavras poderiam descrever.
Mas, como sempre, a maioria das nossas expectativas são platônicas. Um punhado de dúvidas, um punhado de sonhos, é só misturar com água e voilá! aí está o ser humano.


*  *  *  *  *

"I can't be losing sleep over this, no, I can't
Não posso estar perdendo sono por causa disso, não posso
And now I cannot stop pacing
E agora eu não consigo mais parar
Give me a few hours and I'll have this all sorted out
Dê-me algumas horas e eu terei isso resolvido
If my mind would just stop racing
Se ao menos minha mente parasse de correr

'Cause I'm waiting for tonight
Porque estou esperando por hoje à noite
Then waiting for tomorrow
E depois esperando por amanhã
And I'm somewhere in between
E eu estou algum lugar entre
What is real and just a dream."
O que é real e o que é onírico

[Lifehouse - somewhere in between]

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

petites surires

Boníssima noite, caros raros.
Bem. Ando bastante introspectiva nos últimos dias, mas de forma positiva e interessante; talvez até alguns de vocês tenham reparado que meus posts andam mais longos e menos 'preguiçosos'. Hoje voltei para casa, e nas quase três horas de viagem - no tempo em que não estava dormindo - pude ponderar bastante.
Estava percebendo como não custa muito para que algo nos deixe feliz, contato que estejamos em um estado de espírito que nos disponibilize para tal.
Aqui, ao som de Parachute da Ingrid, me pus a listar as pequenas coisas que podem nos deixar felizes e com uma sensação de bem estar.
Uma leve brisa varrendo o cabelo do seu rosto, uma manhã chuvosa em casa, um bom filme, um olhar, um pôr-do-sol cheio de cores exuberantes (aliás, ao vir para cá peguei o fim de um lindíssimo pôr-do-sol, mas não adianta tentar fotografar - nada é tão maravilhoso quanto a realidade). Uma tarde com os amigos jogando conversa fora, um copo de leite quente numa tarde fria, uma música, um sorriso.
O cheiro que as páginas de livros exalam quando o folheamos, um pássaro que cruza seu caminho quando você está andando, o cheiro da sua casa após um longo período longe dela, ficar acordado quando todos estão dormindo desenhando, passear em um museu vazio. O som de determinada voz, uma cor, uma pequena frase, um elogio, uma noite sem nuvens para se deitar no chão e identificar constelações e esperar estrelas cadentes.
A sensação de acordar no primeiro dia de férias, enfiar a mão em um saco de grãos, uma joaninha pousando em você, um ipê florido no meio da selva de concreto, o toque de um moletom surrado que você não abre mão (e que sua mãe não aguenta mais ver), o cheiro de um fósforo recém apagado, passar tempo em uma biblioteca, abraçar um bicho de pelúcia da sua infância.
O sol batendo sobre a grama úmida após a noite, um cartão ou carta com seu nome,  o olhar de orgulho no rosto de seus familiares quando você faz algo certo, encontrar um dos seus brinquedos favoritos após anos sem vê-lo, a sensação de fazer algo certo, sentar no chão e passar um dia olhando fotos antigas da família.

Pequenas coisas que te fazem sorrir.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Frail

Algo que há muito tem me intrigado e, de certa forma, até assombrado tem sido perceber a estonteante fragilidade humana, e particularmente quão cegos somos a isso.
Se fizermos um zoom out de nossas vidinhas toscas, e olharmos o mundo, a galáxia, o universo, percebemos quão absolutamente somos indispensáveis a este último. Veremos que somos como um grão de areia em uma praia que tende ao infinito.
Ainda assim, temos a terrível tendência de de alguma estranha forma achar que nós somos importantes e inclusive nos enganamos ao pensar que somos mais importantes do que os outros indivíduos, que o restante da natureza, que qualquer coisa - e fazemos atrocidades morais, ecológicas, sociais... e nos convencemos dessa suma importância de tal forma que acreditamos que ela seja normal.
Estamos tão acostumados a nos imaginarmos em um platô de superioridade, que não vemos que nós não somos independentes - pelo contrário, somos extremamente dependentes de um status quo, e uma mínima variação disso pode ocasionar sérias consequências, até mesmo a morte.
Tente ficar sem oxigênio por alguns minutos. Tente ficar sem água por alguns dias. Tente não se alimentar por alguns dias. Tente ficar em uma temperatura acima de 42 graus Celsius. Como disse hoje o professor Flávio, "enquanto nós nos achamos super resistentes, adaptáveis e fantásticos, em 45 graus nossas proteínas e enzimas se desfizeram e você não é nada. Já uma bactéria, você a coloca a 1500 graus e ela dá risada da sua cara!".
Talvez justamente a nossa inteligência tenha que existir para criarmos formas de nos proteger do mundo e tudo o que ele pode implicar, já que alguns metros de altura, um erro de divisão celular ou certo volume de água poderiam ser fatais a nós. Talvez, precisamente por sermos tão vulneráveis que precisamos construir e arquitetar ambientes para que mimiquemos aquilo que a natureza faz por si só em outras espécies.
Além disso temos uma fragilidade diferente da de outras espécies, a emocional - e não se engane pensando que isso não te afeta muito. A emoção e o fisiológico estão fortemente entrelaçados, e um depende do outro para o bem estar geral do indivíduo.
Intrigantemente, essa tal fragilidade emocional também é o que nos retira do contexto e nos torna únicos em meio a esse caos generalizado de átomos, moléculas, impulsos elétricos que constituem o mundo como o conhecemos. A consciência é tão complexa que sabemos tão bem que não a entendemos que a 'ciência' que busca entendê-la já sabe que não a compreende - e a psicologia, então, não é nem uma ciência, uma pseudociência.
Somos vulneráveis, não apenas ao contexto em que estamos, mas também uns aos outros; e essa é a beleza da raramente encontrada confiança (tão rara quanto a honestidade, como dizia Billy Joel...), de dar a alguém o poder de te ferir, mas confiar que ela não o fará. E assim em nossa fragilidade, em nossa pequenez, em nossa insignificância, podemos nos tornar algo além de insignificantes. Podemos deixar de ser algo e nos tornarmos alguém, alguém que faz coisas que parecem insignificantes mas que podem impactar outros 'alguéns'.

É tudo tão complexo, tão intrigante, tão instigante... Que é quase enlouquecedor.

"Como você pode ver com isso tudo, não há sentido em tentar enlouquecer para impedir-se de ficar louco. Você pode muito bem dar-se por vencido e guardar a sanidade para mais tarde."
[Douglas Adams]

*  *  *  *  *


"On and on the rain will fall
Like tears from a star, like tears from a star.
On and on the rain will say
How fragile we are, how fragile we are"
[Sting - Fragile]

terça-feira, 13 de setembro de 2011

In vivo

Estou viciada em mais uma cantora de músicas tranquilas, divertidas e de voz suave. Já passei por Regina Spektor, Marit Larsen, Sara Bareilles, Christina Perri... e agora encontrei Ingrid Michaelson. Pela primeira vez consigo ouvir um cd três vezes em um dia e continuo achando-o delirante, então super recomendo a música da moça!
Bem, estava ouvindo algumas das músicas mais famosas dela, dentre outras "Be OK", "You and I" (muito, muito boa!) e "Everybody". Essa última me chamou atenção pela letra, e me lembrou bastante a música "We all wanna be loved", do DC Talk devido à temática.

"We have fallen down again tonight
In this world it's hard to get it right
Trying to make your heart fit like a glove
What it needs is love, love, love

Everybody, everybody wants to love
Everybody, everybody wants be to loved "

Tenho percebido que, quanto mais aprendo do organismo humano, menos compreendo o comportamento humano. Mais abstratas parecem coisas que são tão essenciais como personalidade, memórias, sentimentos. Céus, são reações químicas e impulsos elétricos!
Mas ainda assim, percebo que sem essas coisas, o mundo faz menos sentido ainda... E passei a concordar com CSLewis quando diz que 9/10 de qualquer traço de felicidade que temos se deve a afeto, e vi que são as outras pessoas que dão grande parte do sentido de nossa vida.
Está bem, você poderia argumentar dizendo que Deus é que dá sentido à nossa vida... Mas foi Deus que criou os sentimentos, a sociedade, a família, meu bem... Foi ele que instituiu isso como os alicerces terrenos de nossas vidas. Então me desculpe se não concordo com os padres e monges que vivem numa montanha no meio do nada, infelizes e solitários (bem, ao menos os que não são do 'Baixo Clero', como diria a Bárbara).
Percebo cada vez mais a importância em nos realizarmos através de sermos importantes para outras pessoas, deixar uma marca positiva na vida delas - são coisas insubstituíveis e incomparáveis.
Sem as outras pessoas, não teríamos o conhecimento de hoje. Sem as outras pessoas, seríamos tão importantes quanto um graveto ou uma pedra. Sem as outras pessoas, nada faria sentido. Sem as outras pessoas e os relacionamentos delas, céus, nem estáriamos aqui!
Então... embora minhas capacidades para interações sociais sejam bastante limitadas, prometo fazer um esforço... Vida social não é para os fracos, como sempre fazia questão de ressaltar. Vida social é para os vivos.

sábado, 10 de setembro de 2011

The book is in your heart.

Hoje estou aqui em casa estudando fisiologia, aprendendo muito e me divertindo mais ainda. Mostrei para a minha vó o meu livro de Anatomia, Anatomia humana de Van de Graaf, e ela olhou e abriu um sorrisão e disse "Eu... gostaria de dar uma olhada nisso depois!" "Claro, quando quiser está aqui" "É que... é tão diferente dos da minha época!"
Esse pequeno evento foi o suficiente para minhas sinapses começarem a matutar metáforas e alegorias.

Quem me conhece por mais de 15 minutos, sabe a minha paixão pelos livros - tanto em lê-los (por mais que esteja demorando um bocado mais para tal pela falta de tempo), como em tê-los, manuseá-los. Meu sonho é ter uma biblioteca repleta de ficção, não-ficção, livros didáticos, livros que comprei, ganhei ou, até quem sabe, que eu escrevi. E começei a ponderar a respeito dos livros. E a respeito das pessoas.
Por mais estranho que pareça, livros e pessoas têm muitas coisas em comum uns com os outros. Não acredita? Comecemos pelo começo então. A capa.
Não adianta quantos ditados nós façamos, nós sempre julgamos um livro pela capa. Nós sempre julgamos as pessoas pela sua aparência, mesmo que no subconsciente. Nós julgamos se aquela pessoa apresenta compatibilidades conosco, se poderá ser um concorrente no círculo social, se a pessoa dá importância ou não à aparência... tudo isso nós consideramos de alguma forma, e fazemos o mesmo com os livros. Pode ver, há tipos específicos de capas que quando vemos nas lojas, pegamos o livro para ler atrás, ver de que se trata - e assim conhecemos as pessoas que nos parecem interessantes de alguma forma.
Alguns livros... nos intimidam pela sua espessura, pelo seu enorme conteúdo, assim como algumas pessoas nos afugentam com uma aparência similar e poucas pessoas se aproximam. Ás vezes são livros finos que supomos que não apresentam um conteúdo muito vasto. Mas não é porque o livro tem 1200 páginas que faz dele um bom livro, ou porque outro tem 90 seja menos construtivo ou interessante. As pessoas também nos enganam assim.

A linguagem do livro também fala muito a respeito dele... pode ter uma linguagem rebuscada e adornada que poucos sabem apreciar, como pode ser uma linguagem simples, concisa, que todo tipo de pessoa se interessa e é atraído pelo livro. Assim, a linguagem das pessoas é o seu cartão de visitas.
Se o resumo ou os comentários a respeito do livro nos agradarem, o levamos para casa. Se os assuntos e conteúdo das pessoas nos agraderem... bem, não levamos para casa fisicamente, mas podemos levar na nossa cabeça, em nossas memórias, e queremos conhecer o resto da pessoa.
As primeiras páginas de um livro (mais ou menos 15 páginas) são as de apresentação, contextualização e em geral são as páginas mais bem escritas para captar a atenção do leitor - e se for ver, conhecer as pessoas no começo é bonito, legal, e a pessoa se apresenta de forma platônica, caso esteja dentro adquilo que procuramos em um indivíduo. Sem contar aquele fabuloso cheiro de livro novo que deixa qualquer um mais feliz.
Se o livro for compatível conosco, continuamos a lê-lo. Senão, fica empoeirado ou vai para um sebo. Se a pessoa for compatível conosco, continuamos a conhecê-la. Senão, a ignoramos e não damos atenção ao relacionamento.
Então há o trecho do livro de desenvolvimento da história... muitas vezes pode ser entediante, e desistimos (lá pela centésima página), mas se até mesmo nisso ele capta nossa atenção, o restante passa rapidamente; assim ocorre com as pessoas também, há um ponto monótono do relacionamento, pode até haver um anticlimax, algo que nos desanime. Se superar isso, será muito mais fácil seguir adiante depois.
Bem, passando por isso estamos no clímax literário e pessoal - passadas todas as coisas ruins, o ápice da história ou do relacionamento chega e tudo depende de como lidamos com isso para sabermos se a história terá um final feliz ou não, se o relacionamento terá um final feliz ou não.
Terminamos o livro. Podemos esquecer dele e seguir adiante para outro e nunca mais tocá-lo. Ou pode ser aquele livro que você lê, relê, deslê e trilê... e não consegue se desencantar. A pessoa não cessa de te surpreender, por mais que você pense que já a conheça, sempre há um conteúdo a mais, um conteúdo profundo, um mínimo detalhe.
E mesmo se aquele livro ficar velho, enrugado, cair chá, leite ou vinho em suas páginas, se ficar amarelado, amassado ou rabiscado... o valor será o mesmo - quiçá até maior!

E você? Que livro é?
*  *  *  *  *

"Well you might be a bit confused
Bem talvez você esteja um pouco confusa
And you might be a little bit bruised
E você talvez esteja um pouco ferido
But baby how we spoon like no one else
Mas amor, ficamos juntos como ninguém mais
So I will help you read those books
Então eu vou te ajudar a ler seus livros
If you will soothe my worried looks
Se você aliviar minhas expressões de preocupação
And we will put the lonesome on the shelf"
E nós colocaremos a solidão na prateleira


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Empty boxes

Com toda essa história de concurso de contos na minha universidade, 30-day drawing challenge e tudo mais estou redescobrindo minhas paixões mais primitivas que tenho deixado um pouco de lado, a de produzir arte. Ou algo que eu gostaria que fosse arte.
Escrevi o conto, tenho feito desenhos... mas isso são apenas atividades que exemplificam que meu estado mental voltou ao normal e estou me sentindo mais eu mesma, a minha eu que eu deixei escondida por muito tempo em meio às preocupações, afazeres, problemas e dores. Mas mais que tudo, eu agora tenho motivos para escrever, fatos para contar, reflexões a fazer.
Nos últimos meses (ou ouso dizer, anos) tenho ficado tão presa nas expectativas de pequenas coisas por estar tão terrivelmentente infeliz com tudo, que acabei por ignorar aquelas que me cercavam todos os dias, vivia meramente em função da esperança do amanhã - e hoje é, finalmente, o amanhã.
Tenho tirado o melhor de cada dia, cada evento, um ônibus ou metrô que pego, um livro que leio... Tudo me dá motivos de felicidade e motivos para expressar aquilo que penso a respeito de determinado assunto. Minha inspiração vem dos trabalhos, das matérias, das pessoas, dos professores, da locomoção, de cuidar da minha casinha... Tudo tornou-se notável, digno de menção.
Por mais que reclame de estar longe da minha cidade suja, poluída, linda e maravilhosa, e fale mal de estar no interior, devo reconhecer que os novos ares me deram uma nova perspectiva de colocar o passado atrás de mim e enxergar o vasto mundo de possibilidades que se abre dia a dia. Eu precisava quebrar a rotina que tinha minha vida inteira, precisava sair da casa que me assombrava, precisava de tudo novo.
Há momentos em que é difícil estar longe? Sim. Eu ainda sinto falta de ver meus amigos com mais frequencia? Elementar! Mas estou fazendo novos amigos, conhecendo outras pessoas... e tudo, tudo, tudo tem sido muito bom.
Sabe de uma coisa? Não tenho mais nem insônia!


Thank you, Lord!

*  *  *  *  *
"I close my eyes and make a wish
Eu fecho meus olhos e faço um desejo
turn out the lights
apago as luzes
And take a breath
e inspiro
I pray that when the wick has burnt,
Eu oro para que quando o pavio se consumir,
You will say that it's all about love
você me diga que é tudo sobre amor

You were there when I needed you,
Você estava lá quando eu precisei de você,You were there when the skies broke wide, wide open
Você estava lá quando os céus se abriram completamente

(...)
I remember You said
Eu me lembro que Você disse
"Love is more than your good intention"
"Amor é mais que suas boas intenções"
Empty boxes on the floor
Caixas vazias no chão,
Things I never asked you for"
Coisas pelas quais eu nunca pedi"

sábado, 3 de setembro de 2011

the Matrix

É notável como nosso estado mental altera extraordinariamente nossa visão das situações. Coisas que em dias tristes fazem do nosso dia "o pior dia da minha vida", em dias felizes tornam esse o "dia mais azarado e cômico da minha vida".
É, de fato, assustador se nos pormoos a pensar em quanto podemos manipular da nossa vida simplesmente pelo nosso estado mental... parece algo quase Matrix - cada um enxerga o mundo como quer; temos um controle incrivelmente vasto daquilo que nos afeta ou não. Muito da vida é, realmente, psicológico (mesmo a psicologia sendo uma pseudociência, concordo comalguns aspectos dela).
Podemos mudar relacionamentos inteiros pelo nosso estado mental, também. Coisas que em alguns dias são irritantes e chatas nas outras pessoas, outros são motivos de piadas, riso, alegria; se simplesmente conseguirmos manter um estado psicológico equilibrado e feliz, damos mais espaço para nossa vida ficar equilibrada e feliz, e assim segue crescendo e crescendo.
No final do dia se você está mal, sabe o que você faz? Se a vida te dá limões, azedos e asquerosos... faça uma torta de limão!

* * * * *
Uma música que gosto bastante é Daydream da Christina Perri, que fala bastante a respeito de platonismos referentes a pessoas...então trouxe um pedaçinho adaptado pra vocês ;)

Finally your time has come
Finalmente, sua hora chegou
Now's my chance to turn and run
Agora é minha chance de virar e correr
Like I always do
Como eu sempre faço
Build a story in my head
Construo uma história na minha cabeça
Happy, with my idea with you
Feliz, com minha idéia de você

Stay where you are
Fique onde está
Please don't break my heart
Por favor, não quebra meu coração

Know you in my daydream
Te conheço em meu sonho
Don't open your mouth, open your mouth
Não abra sua boca, abra sua boca
Everything I'll ever need
Tudo o que vou precisar
Spoil it now, spoil it now
estrague agora, estrague agora
You stood up and I fell down
Você se ergueu e eu caí

Watching me, watching you
Assistindo a mim, assistindo a você
I know what you wanna do
Eu sei o que você quer fazer
But I'm afraid of my wish coming true
Mas eu tenho medo que o meu sonho se realize
So I paint a picture in my mind, that
Então eu pinto uma figura em minha mente, que
I go back to older times
eu volto para os tempos antigos
It's better than being with you
É melhor que estar com você