sábado, 23 de outubro de 2010

Pragmatismo Social

O ser humano sempre sentiu a necessidade de criar padrões a serem seguidos, criamos ideais de beleza e perfeição com facilidade e segregamos quem não está dentro desses ideais com uma facilidade maior (e mais assustadora) ainda.
Tudo aquilo que é belo e admirável em qualquer grupo social normalmente provém de uma questão cultural de tabus que fazem pouco sentido para o observador externo, mas a verdade é que são noções básicas encucadasaos indivíduos ao londo de seu desenvolvimento e formação como seres humanos. Todos temos, portanto, uma noção (normalmente pré-concebida) daquilo que é bom, perfeito e agradável e buscamos incansavelmente essa perfeição de uma forma tão irracional quanto estes tabus foram criados.
A busca pela perfeição não é nada inédito para os seres humanos; fosse nas maquiagens e adornos egípcios extravagantes, fosse nos bons modos e pose do séculos XIX, seja nas jóias de ouro e pinturas em henna na pele das indianas, seja no estereótipo magérrimo das modelos a partir da década de 1960 e até agora, a perfeição sempre nos assombrou e fascinou e nos deixou numa louca corrida atrás do vento, com objetivos vãos e inatingíveis.
Na sociedade ocidental do século XXI, não é diferente. Continuamos querendo ser os maiores, melhores e mais invejados - inevitavelmente buscamos seguir os passos dos machos e fêmeas alfa de nossa sociedade que ditam as regras, tendências e modo de vida, com a diferença em relação ao mundo animal que na nossa espécie a competição vai muito além daquela por um parceiro para procriar; a competição é conosco muito além disso, atingindo todas as áreas de nossas vidas desde a profissional até a de relacionamentos interpessoais, deixando pouco espaço para falhas e imperfeições (ou porque não 'normalidades'?).
Herdamos da nossa natureza animal a competitividade, persistinmos na noção de que o mais forte sobrevive; e a sociedade, pragmáticac, não perdoa o mínimo sinal de fraqueza. Em consequência disso, mostramos ao mundo as virtudes esperadas por todos aqueles que nos cercam, escondemos nossas fraquezas e criamos máscaras hipócritas de perfeição, porque quando se trata da preservação da espécie no árduo e impiedoso meio social, a fragilidade não é uma opção.



[Uma dissertação do cursinho... até que para 7 da manhã, gostei do texto. Que nota vocês dariam?]

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