O dia foi bastante bizarro, mas tudo chega a um ótimo fim quando o seu Déjà Dead, Kathy Reichs, foi encomendado e chegará dentro de 42 dias por um preço muito menor do que você previa.* * * * *
Meus dias no cursinho tem sido bastante produtivos, além da parte intelectual, tenho desenvolvido a parte manual - desenhos, muitos desenhos.
Havia feito no caderno 1 uma ilustração do episódio de Inês de Castro de Camões, e entre ontem e hoje fiz uma nova versão.
Ainda tem alguns erros na estrutura esquelética dela, mas considerando que não tive nenhuma referência visual, até fiquei feliz com o resultado (finjam que não viram que o ílioestá incorreto e que só fiz a fíbula, não a tíbia).
Não sei quantos de vocês se lembram do episódio de Inês de Castro, portanto tentarei despertar sua memória;
Eis que D. Pedro e Inês eram amantes, após a morte da então esposa dele ele quer se casar com Inês. O senhor Papai de D. Pedro, o (s)ogro, não gosta da idéia devido ao fato que inês vem de linhagem Espanhola, que poria em risco Portugal.
Visando evitar a União Ibérica, o sogro manda que três carrascos matem Inês enquanto D.Pedro está fora. Cortam-lhe a cabeça, e a fonte em que dizem que ela foi morta as pedras têm manchas vermelhas/rosadas, que até hoje dizem que é o sangue dela derramado nas pedras.
D. Pedro finalmente volta, e três anos depois de sua amada morta (e enterrada) ele decide casar-se com ela - tornando a Rainha (Que depois de morta foi Rainha) portanto ordenou a exumação (nota: 3 anos depois) do corpo da senhorita (decapitada) para coroarem-na.
Lembrando que na coroação nessa época toda a nobreza deveria beijar a mão da pessoa coroada, foi assim que surgiu a lenda de que lá foram os nobres beijar as mãos (literalmente) raquíticas do cadáver, mas foram forçados pelo rei como vingança pela morte dela (hum, delícia, vermes e bactérias decompositores.
Aí está a parte conhecida da história, poucos sabem da continuação da vingança de D.Pedro.
Eis que o agora viúvo, cheio de vingança manda prender os carrascos responsáveis pela morte dela, porém só encontram dois destes. Ele tenta fazê-los falar quem foi o terceiro, mas se recusam. Joga-os portanto na prisão e (literalmente) os esquece lá.
Depois de alguns muitos anos, lá está o, agora, Rei comendo seu prato preferio: Coelho e assim lembra de um dos carrascos que leva o nome do animal como seu sobrenome. Manda levar os presos à sua sala de jantar.
Pergunta: "Quem contratou vocês e quem te ajudou?" "Não vou falar" disse um deles. D Pedro aceitou a resposta, e calmamente chamou ajuda. Um outro carrasco. E pede que abra o peito do respectivo respondão (com ele vivo) e arranque-lhe o coração enquanto ainda bate com uma colher (dor!). O carrasco faz ali e naquele instante.
Lembrem que eram dois os assassinos de Dona Inês, e a criatividade de Dom Pedro não pára por aí. Pede então que o carrasco abra as costas do outro assassino e arranque-lhe o coração pelas costas, novamente com uma colher. Enquanto isso, o Rei continua comendo seu coelho e assistindo. Nhamy.
<-Notem que os anjinhos estão segurando a cabeça de Inês no lugar. Gruesome.Por fim... mais um fato curioso. Dom Pedro mandou fazerem dois túmulos, um para Inês e um para si, ambos em mármore branco (material muito caro, também usado para construir o Taj Mahal, que tem uma história similar, mas conto outra hora) muito bem feitos e detalhados, e mandou colocá-los um de frente para o outro no mosteiro de Alcobaça para que no dia do Juízo Final, para que quando eles se levantarem a primeira coisa que virem seja um ao outro.
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