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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Não fui eu, foi meu eu-lírico.

Há algo a respeito do leve tilintar da caneta contra o papel, do bater das teclas de uma máquina de escrever, ou até mesmo do bater das teclas de um teclado de computador que os torna incrivelmente confortantes.
Escrever é particularmente confortante porque ele lhe permite viver todos os mundos que você tem em si, todas as possiblidades, todos os sonhos (ou pesadelos). Permite colocar um pouco de si para fora, se deixar passear pelo mendo, se deixar entrar nas mentes alheias e passear entre sinapses.
Li recentemente uma frase brilhante, porém não me recordo o autor: "Para produzir alguma coisa, o artista deve mergulhar seu pincel em sua alma" - ou mergulhar a pena em sua alma. Algo que de alguma forma insiste em escapar de seu controle e sair desvairadamente pelo mundo a fora a expressar-se nas intermináveis e incontíveis folhas de papel.
Talvez seja por tirarmos de nós e colocar no papel ou no computador é que sentimo-nos aliviados, como se aquilo não mais fosse um peso, como se aquilo não fizesse mais parte de nós - podemos ser quem quisermos e dizer o que quisermos, porque as palavras nos deixam essa liberdade. Mas usualmente, nos apegamos àquela imagem que temos de nós mesmos.
Agora, o problema em escrever é que o caminho de nossas cabeças até nossos dedos é demasiado longo, a jornada dos pensamentos e sentimentos às palavras é nebuloso e entrecortado, então algo de nossa alma se dissipa antes de ser inteiramente exteriorizado, às vezes por nós filtrarmos o que escrevemos, às vezes pelas limitações que as palavras nos impõem, mas a realidade é que a linguagem ainda é falha e terrivelmente confusa. Vai ver é por isso que C.S.Lewis diz que as coisas que realmente valem à pena são aquelas que não são ditas.
Bem, independentemente disso, gosto da liberdade ou da falsa impressão desta que as palavras me dão. Uma ótima frase da música Make it Work do Kevin Max é: "If I could make it work in life like it works on paper... Then I would wipe my eyes, I'd dry this ink and trade my pen in on a pair of wings and I would, I would fly".
Mas acho que a vida e a ficção têm mais a ver do que pensamos - é só ver, nunca a literatura foi inteiramente inédita. Sua inspiração sempre foi a realidade. Afinal... na literatura, nada se cria - tudo se transforma. Ela nunca foi criada propriamente, apenas se baseou na vida que já existia.

*  *  *  *  *

Vagando pelo youtube ouvindo Ingrid Michaelson pra variar, me deparei com o videoclipe de uma música, e achei particularmente divertido esse. É o clipe da música "The Way I Am", simples e... bem, agradável de se assistir. A música, nem preciso comentar que me encanta.
Tentei 'embedar' (nossa, aportuguesar termos em inglês é terrível), mas deu erro... então deixarei apenas o link ali em cima. Enjoy!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

cold feet

with her blue toes
lives the life she knows
books, facts and equasions
people out of the calculation

unlike other human forms of life
does her best to survive
premeditated steps
runs away from mild threats

the blue reaches her knees
she knows everyone sees
but she never cares
better blue than with love affairs

some said that it was strange
others that it was wise
but most only complained
said she was stuffed with pride

facts were easier than loving
knowing better than hoping
so the blue only kept growing
and she just kept enclosing

the cold crippled onto the fingers
the very ones clutching onto pages
containing all that was left of all ages
the knowledge, all that saved her

at last the blue had reached
all the way into her heart cavity
sucking life out, a freezing leach
she was her own worst enemy

but the pain was overwhelming
until the fear became fatal
and the story not worth telling
about how to love she was disabled

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Meritocracia

Cada vez mais ao longo da história da humanidade, torna-se mais clara a importância que os méritos e conquistas pessoais tomam na vida de cada indivíduo. Antigamente, poder vinha em consequência de hereditariedade, como na sociedade feudal, ou em sociedades tribais indígenas, entretanto, ao longo da "evolução" da raça humana, o sangue e as origens passaram a ter menos importância, apesar de não perdê-la totalmente.
Tais mudanças nas regras sociais manifestaram-se de forma clara com a chegada do capitalismo, e atingiram até o mundo científico com o Darwinismo, em que a sobrevivência do indivíduo depende de sua própria aptidão em se adaptar a novos ambientes, situações, ou seja, ter autonomia para cuidar de si.
Hoje, de acordo com os direitos da ONU, Constituição etc, todos os homens nascem iguais e tem os mesmos direitos - cabe a cada um saber usar seus direitos, e assim obter dinheiro, meios de se sustentar, poder, enfim; contudo, os homens são diferentes, seja pela classe social ou poder que ostentam, tudo isso devido ao mérito pessoal de cada um, mostrando que o meritismo está presente nos alicerces da sociedade atual.
O grande defeito dessa forma de mover a sociedade, é que é desconsiderado o fato de que nem todos os homens nascem iguais como diz a Constituição: uns nascem com mais inteligência, outros nascem com maior desenvolvimento físico, alguns tem diversas oportunidades de aprendizado na cida, outros precisam trabalhar desde a infância para custear a própria sobrevivência, enquanto outros nasceram abençoados em berços de ouro e vivem às custas de uma herança a vida inteira. É estúpido ignorar fatos gritantes assim.
Vivemos em uma sociedade de castas mas não nos demos conta do fato, continuamos acreditando que somos todos iguais. Para ignorar as diferenças, existem as medidas do governo como cotas universitárias e bolsas família - porém estes apenas encobrem a verdadeira miséria da maioria da população, não resolvem o problema em sua origem.
Para tratar as pessoas de acordo com seu mérito e capacidade intelectual, é preciso primeiro dar a todos um ponto de partida justo ao menos no que podemos influenciar, com educação de qualidade, o mínimo para se alimentarem e poderem ter uma corrida justa no mundo - não esperar um esforço sobreumano dos desafortunados e ainda, como Malthus, condenar os pobres por existir a pobreza.

* * * * *
Us ~reginaspektor

They made a statue of us
Eles fizeram uma estátua de nós
And put it on a mountain top
E a colocaram sobre uma montanha
Now tourists come and stare at us
Agora turistas vêm e nos observam
Blow bubbles with their gum
Assopram bolhas com o chiclete
Take photographs for fun, for fun
Tiram fotos pra se divertir, pra se divertir

They'll name a city after us
Eles nomearão uma cidade em nossa homenagem
And later say it's all our fault
E depois dirão que é tudo nossa culpa
Then they'll give us a talking to
Depois nos darão uma bronca
Because they've got years of experience
Porque eles têm anos de experiência

We're living in a den of thieves
Estamos vivendo em uma cova de ladrões
Rummaging for answers in the pages
Caçando respostas nas páginas
We're living in a den of thieves
Estamos vivendo em uma cova de ladrões
And it's contagious
E é contagioso

We wear our scarves just like a noose
Nós usamos nossos cachecóis como a soga
But not 'cause we want eternal sleep
Mas não porque queremos um sono eterno
And though our parts are slightly used
E apesar das nossas partes estarem levemente desgastadas
New ones are slave labor you can keep
Novas são trabalho escravo que você pode guardar

They made a statue of us
Fizeram uma estátua de nós
The tourists come and stare at us
Os turistas vêm e nos encaram
The sculptor's mama sends regards
A mãe da escultura manda lembranças
They made a statue of us
Fizeram uma estátua de nós
Our noses have begun to rust
Nossos narizes começaram a enferrujar

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Defekte Porzellanpuppe















Push me down, I’ve fallen
Just broken bones, no broken heart
Kick me aside and move on

I bring the rest of myself together
And try to make the pieces fit
It’s a pile of questions with no right answer

I put the parts all into place
I find where they belong
Reassemble myself, from toes to face

Some pieces are missing, but that’s okay
I’ll be fine with what I have
More pieces on, mean more to break

Oh, look, there’s the heart
Poor thing, on it's own
That’s the missing piece
Suppose, you cannot break what you do not own
And what you do not own, you cannot miss

domingo, 31 de janeiro de 2010

Dias perfeitos?

Ontem tentei postar depois de voltar do show, mas o computador não estava a fim de me auxiliar para tal feito, então aqui está o que escrevi sobre ontem:

De volta do show, foi muito legal!
Cantaram diversas músicas que eu conhecia, e que achei legais: Você não sabe o que perdeu, Sinceramente, Hey amigo, Dance agora, Dia perfeito etc, etc, sendo a única deles que eu estava torcendo pra que tocassem e não tocaram foi a Você me faz continuar.
Foi engraçado, acho que o vocalista estava passando mal, sei lá, ele saía e deixava a banda improvisando rsrsrs, fez isso umas 4 vezes!
Fiquei um pouco desapontada que não tocaram Beatles, mas, paciência, foi bom de qualquer jeito.
Foi fantástico ir, dei muita risada com o ânimo dos caras em tocar, sem contar que interagiam diretamente com a gente (estávamos na cara do palco!), bem divertido.
Quando saí estava meio cansada e disse "sim... valeu a pena ir"; hoje já diria "SIIIIM, valeu muito à pena ir!" -- nada como uma boa noite de sono para levantar os ânimos!

* * * * *

Quanto a hoje, o culto foi fantástico!
Fui na Imel, e um pastor líder da ABU estava lá e pregou (além de participação do Ziel), e foi muito bom. Como sempre, Deus acertou em cheio -- ouvi o que precisava ouvir.
Os textos base foram quando Jesus prevê a morte e Thiago e João pedem para ficar ao seu lado no céu e o texto em que Jesus fala para Pedro cuidar das ovelhas dele e Pedro pergunta o que será do futuro de João e Jesus fala basicamente "isso não é problema seu, agora, me segue!".
Foi falado sobre como nosso futuro não depende de nós, como foi inútil Thiago e João pedirem para sentar com Jesus porque não cabia a eles essa decisão -- destaque para o fato que estou quase tendo um troço porque o dia 4 não chega logo e quero saber o q será de mim esse ano. Recado diretamente "fica quieta e espera porque EU sei o que estou fazendo".
Quanto ao segundo texto, foi dito que não adianta nos preocuparmos com o futuro alheio, temos que fazer a nossa parte e seguir em frente, e curiosamente esse também tem sido um fator extremamente inquietante para mim porque ando demasiadamente concentrada nos outros, preocupada com os outros, me sentindo responsável pela vida que estão seguindo mas, sabe de uma coisa? Eles sabem tudo o que poderiam saber, a decisão não cabe mais a mim. Então... Calei a boca e to seguindo Ele!

* * * * *
Esses dias dei de escutar um pouco de La Roux, algumas letras são bastante inaudíveis, mas outras achei fantásticas como BulletProof e I'm not your toy. Então, aqui estou postando a letra de bulletproof!

Been there, done that, messed around
I'm having fun, dont put me down
I'll never let you sweep me off my feet
I wont let you in again
The messages I've tried to send
My information's just not goin in
Burning bridges, shore to shore
I break away from something more
I'm not to, not to love until its cheap

This time baby
I'll be Bulletproof

I wont let you turn around,
I'll tell you now, Im much too proud
To walk away from something when its dead
Do do do your dirty worst
Come out to play when you are hurt
There's certain things that should be
Left unsaid
Tick tick tick tick on the watch
Life's too short for me to stop
Oh baby, your time is running out
I won't let you turn around
And tell me now, Im much too proud
All you do is fill be up with doubt

sábado, 30 de janeiro de 2010

Sigh in relief

Estava mexendo em uma carta que estamos escrevendo aqui em casa e em documentos hoje.
Tem coisas que ficam tão melhores uma vez deixadas no passado, que quando você as encontra no futuro você até fica feliz que aquilo passou.

"Since you've gone I've lost a chip on my shoulder
Since you've gone I feel like I've gotten older
Since you've gone it's as if the whole wide world is my stage
Now you've gone it's like I've been let out of my cage."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Hearts' in the sleeve.

ENEM:

Linguagens, Códigos e suas Tecnologias764.5Presente
Matemática e suas Tecnologias746.3Presente
Ciências Humanas e suas Tecnologias721.0Presente
Ciências da Natureza e suas Tecnologias693.0Presente
Redação775.0Presente

Graaaande porcaria.... Fiquei desapontada. Pelo menos nem vai valer de nada o enem!

* * * * *

Cards in hands
Plots in mind
Mess with your head
I'm not always kind
But I'll try to play nice

I see what I've got
Analize.
It's far from what you thought
Suppose it's my turn
I'd better think quick

Bleffing around the facts
Here's the spades to pierce
Here's the clubs to kill
For once I felt fierce

The diamonds, I don't care for
But the hearts' in the sleeve
Not as expected
But never negglected

I wait for the opponent
He tells me to wai a moment
He waits. He bleffs. He plays.
It's the hearts. On the sleeve.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Só na Paulista tem

Só na Paulista você vê:
Cara tirando foto com manequim; fanático religioso subindo nas saídas de ar do metrô dançando para todos os carros verem; corais cantando (ou melhor, dublando) músicas natalinas como se estivessem na Disney; mais casais homos do que heteros; crianças de 7 anos com cabelo tingido; grupo de hindus sentados no chão tocando músicas tipicamente indianas; grupo de idosas com guarda-chuva com as cores do arcoíris preso num pedaço de madeira para que elas possam levantar para ficar mais alto; assalto na sua frente (ok, isso não é só na Paulista, mas espere!) e um grupo de umas 7 pessoas correndo atrás do fulaninho pra pegar de volta o que quer que seja para o pobre assaltado; grupo de ativistas que juntaram pilhas de caixas de papelão chamando de um "muro" e chamando pessoas para escrever uma mensagem para os políticos em Copenhagen e divulgavam com megafones para que todos fizessem parte da campanha "tic tac"; orquestra no meio da calçada, acabando com a circulação mas tocando muito bem.

Ah, um dia bem interessante.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Oui/ Ya/ Yep

Sim, cada vez que você me vê estou com um corte de cabelo.
Sim, sempre tenho algo a falar de todos os assuntos, salvo futebol.
Sim, eu respeito opiniões alheias, mas respeite as minhas.
Sim, se você desrespeitar minhas opiniões defendê-las-ei, e com vontade.
Sim, eu gosto de mesóclises.
Sim, tenho minha forma de viver que não se adapta de acordo com o habitat.
Sim, uma vez decidida persisto ao máximo para atingir meus objetivos.
Sim, tenho objetivos distantes e utópicos.
Sim, eu tenho meu próprio estilo.
Sim, eu gosto de exclusividade.
Sim, eu começo as coisas e não acabo, mais especificamente histórias.
Sim, eu gosto de formas de expressão pela arte (dança, música, teatro, desenho).
Sim, mesmo gostando de arte gosto de números.
Sim, eu gosto de astronomia.
Sim, também gosto de literatura.
Sim, eu amo antagonismos.
Sim, eu amo ironia.
Sim, eu uso muito sarcasmo.
Sim, me expresso através de metáforas.
Sim, eu sou bilíngüe.
Sim, eu vou continuar escrevendo bilíngüe independentemente da reforma ortográfica.
Sim, eu odiei a nova reforma ortográfica.
Sim, trato crianças como pequenos adultos e não inferiores em inteligência.
Sim, são poucas as crianças que gostam de mim.
Sim, eu ainda gosto muito das crianças apesar de não saber lidar com tais.
Sim, não terei filhos.
Sim, estou certa dessa decisão.
Sim, eu tenho um ótimo motivo para isso.
Sim, é porque o mundo está uma droga como está, não preciso espalhar meus genes por aí para piorá-lo.
Sim, isso foi uma piada.
Sim, o verdadeiro motivo é porque não quero por egoísmo fazer uma criança crescer e sofrer aqui.
Sim, estou muito feliz com a minha decisão obrigada.
Sim, não sou muito fã do mundo como é.
Sim, eu odeio capitalismo.
Sim, eu odeio o governo.
Sim, eu odeio monopólio da mídia.
Sim, eu sou uma revolucionária de ideologia em constante metamorfose.
Sim, a minha ideologia está baseada na mudança de coração de todos os seres humanos.
Sim, para resolver tudo não adianta dinheiro ou governo mas precisamos de uma mudança a partir de todos nós para saber como tratarmos dinheiro como um servo para nós, não nós como servos dele.
Sim, estou ciente que nesse mundo isso é uma utopia.
Sim, ainda quero ver esse dia chegar.
Sim, eu acredito e confio em Deus.
Sim, acho possível que o mundo tenha vindo de uma explosão cósmica.
Sim, eu acho que Deus pode ter causado a explosão.
Sim, eu acho que Deus pode ter criado o mundo de tal forma que nós possamos entendê-lo, afinal, ele criou nosso raciocínio.
Sim, eu amo raciocínio lógico.
Sim, sou muito mais razão acima de emoção.
Sim, eu posso ser fria.
Sim, é difícil reconquistar minha confiança uma vez que esta foi perdida.
Sim, é difícil me iludir.
Sim, eu sou realista, não pessimista.
Sim, às vezes sou honesta demais, mas sempre falo o que penso.
Sim, eu não faço parte da multidão.
Sim, eu odeio seguir correntezas.
Não, eu não ligo para o que as pessoas pensam.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Transportando-nos publicamente

Meios de transporte público são muito engraçados, pelo menos quando você procura as coisas engraçadas. Dei muita risada (internamente, pra não parecer mais louca que já sou) porque o motorista era igual um professor de biologia, mas com mais cabelo.
Daí começei a notar as tribos do metrô.
Para começar, entrada pela catraca. Sempre tem um gênio que esquece de colocar o bilhete, engancha bolsas, mochilas e sacolas na catraca, atrasa a vida de todo mundo e os outros ficam estressadinhos... Calma, galera, nem todos são usuários profissionais de metrô.
Você também já notou que sempre tem um engraçadinho que pega pela primeira vez um dos trens novos e fica falando alto, fazendo piadinhas looser reclamando do metrô? Cara, tem ar condicionado, quer assar no antigo vai e me deixa em paz!
Depois tem as mulheres com roupas 3 tamanhos menor que elas vestem, que poderia ser engraçado não fosse uma visão tão escabrosa da humanindade. Dentro desse grupo de mulheres tem outros dois grupos: o de mulheres que usam sapatos de plástico, imitações fajutas de sapatos da Melissa e as que usam saltos 5 vezes o tamanho delas (ainda não sei como elas nunca caem, apesar da minha torcida pra isso acontecer um dia).
E então vemos os homens: roupas 3 tamanhos maiores do que eles vestem, ou então emos com mais cintura do que eu e com roupas do tamanho certo, o estilo que mata.
Vamos então aos grupinhos de meios de transporte público; Em geral, são adolescentes que costumam andar em bandos, falando alto e fazendo um escarcéu, mas também tem mulheres que fazem amizade em 2 segundos (um efeito clássico de meios de transporte, o de fazer amizade rapidamente e de acabar com ela da mesma forma, já que você dificilmente vê a pessoa de novo); há ainda aqueles jovens voltando ou indo para jogos de futebol fazendo mais escarcéu do que toda a população adolescente de um vagão, fazendo escândalo.
Boa parte dos passageiros são também estudantes, no metrô estudam, lêem, e deixam todos curiosos quanto ao que estão estudando, juntando um bom pessoal ao redor que fica tentando ler.
Temos também os estilosos solitários, que não são tão comuns assim mas que são muito mais intrigantes ao vê-los, porque você olha e começa a pensar "Onde estão indo? De onde estão vindo? Devem estar indo pra paulista... ou quem sabe pra alguma coisa bem cultural".
Chegamos então a uma característica da maioria dos usuários de metrô: fones de ouvido, mp3. É incrível como a tecnologia está produzindo ótimos cadidatos aos problemas de surdez! Pessoas que você não imaginaria sequer escutando música usando direto seus fonezinhos e isolados no seu mundo.
Por fim, encontramos ao tipo mais fútil e entendiado: o das pessoas que ficam observando as outras pessoas para falar delas em seu blog fútil e entediante.

* * * * *

Ah, sim, quase ia me esquecendo... no acampamento que vou da igreja vai ter jantar de Hollywood... sabe do que eu vou?
Não, não será cliché tipo alice no pais das maravilhas, Belle, branca de neve.... será Juno! vai ficar tãão engraçado! Quero ver as reações alheias... rsrsrs
Mas na verdade vou assim porque o tema é sobre decisões, e aí está uma decisão no enredo do filme.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Problematique

Que merda de dia.

* * * * *
Map of the problematique ~ muse.

Fear
And the panic in the air
I want to be free
From desolation and despair
And I feel
Like everything I sow
Has been swept away
Well I refuse to let you go

I can't get it right
Get it right
Since I met you

Loneliness, be over
When will this loneliness be over?

Life
Will flash before my eyes
So scattered and lost
I want to touch the other side
And no one
Thinks they are to blame
Why can't we see
When we bleed we bleed the same?

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Misunderstood

Já aviso que esse post será uma confusão, pensamentos depositados na internet.

"I don't know what's right and what's real
I don't know how I'm meant to feel anymore
When do you think it will all become clear?
I've been taken over by the fear."
* * * * *

Sabe. Acho que ninguém me entende inteiramente.
Talvez nem parcialmente.
Nunca entendem o verdadeiro objetivo por trás do que eu falo. Sempre fazem uma interpretação tosca e errada e depois acham q eles que tem razão.
Alôu, fui eu que falei, vc acha que você vai saber o que eu queria dizer ao falar isso melhor que eu?

* * * * *

House tem plena razão. Everybody lies.
Nem sempre é voluntário, talvez pra permitir um relacionamento interpessoal melhor.
Daí você está processando: "Eu? mentir?"
Oui!
Pense comigo, uma amiga chega e fala "Olha que demais meu corte de cabelo novo! O que você achou??" a não ser que você seja um verdadeiro idiota destruidor de auto-estima, você provavelmente dirá "Ah, legal". Pode ser a coisa mais feia do mundo, ela pode estar parecendo um poodle depois de entrar numa máquina de lavar e centrifugar 3 vezes seguidas, mas você não vai falar que odiou. Little white lies.
É engraçado que realmente: tudo nos é lícito mas nem tudo convém. As circunstâncias fazem uma diferença absurda.

Talvez seja por isso que as pessoas não me entendem. Presumem que todos mentem e que eles devem tirar suas próprias conclusões.
Duh.

Como somos todos bobos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

No man, no cry

A primavera está chegando, viva!
Apenas mais uma semana e aí está, solzinho, chuvas, flores, vestidos leves, cabelos ao vento.
Eu gosto bastante dessa estação, não é terrivelmente quente como o verão e tem uma alegria em olhar para fora e ver sol, não nublado!
O grande problema que estou encontrando é que nem chegou a primavera e os efeitos negativos já estão surgindo, o pior destes os benditos casais que brotam do na-da. É uma época pior mesmo que dia dos namorados, tenha dó!
Não estou reclamando do fato de que existem namorados no mundo mas, tem duas coisas que pioram ainda mais: quão precoces são os casais e a falta de respeito para com o resto do mundo.
Um dia fiquei escandalizada, ouvi uma menina na sexta série (12 anos, mais ou menos) dizendo "Ai, eu to encalhada, eu fui na festa ontem e não fiquei com ninguém". Quis dar um cascudo nela e falar "se toca, menina, tem mais na vida do que isso!".
Desde pequenos nos é encucada a noção do príncipe encantado e talvez as meninas estão torcendo pra que depois que derem um, dois, dez beijos vire uma porcaria de príncipe.
Há outra parcela nesse grupo das meninas que estão cientes que os príncipes não existem, que já se tocou que o príncipe é uma grande mentira, literalmente uma história pra dormir que não existe. Por acaso você já olhou os livros da Branca de Neve ou Bela adormecida e estava escrito "Baseado em fatos reais"?? Não! Você já considerou o fato de que talvez seja porque é ficção? Fruto da fantasia e imaginação do escritor?
Esse grupo é dividido em dois: as que se contentam com os sapos sem nem esperança que vire príncipe, é o que eu tenho então tá ótimo. Aquela coisa de que quantidade é melhor que qualidade, afinal homens-sapos existem aos montes no mundo mas a proporção de pseudopríncipes é tão baixa que nas pesquisas pra fazer as estatísticas nenhum foi encontrado.
A outra parte tão insignificantemente pequena que provavelmente nem deveria ser mencionada, que estou mencionando apenas devido ao fato que eu estou inserida nesse grupo, é o das meninas que chutaram o balde: cortaram as tranças, amarraram no castelo e desceram da janela sozinhas fazendo rappel. Não preciso de porcaria nenhuma de príncipe, posso eu mesma matar meus próprios dragões.
Uma das maiores e mais famosas representantes do grupo é a rainha Elizabeth I, talvez pelo fato de o pai dela ser uma besta elevada à septagésima nona potência ela não queria saber de homens: dizia que homem nenhum estava a sua altura, nunca casou. Tornou a Inglaterra a maior potência marítima da época. Toma essa, machistas!
Agora todos devem estar pensando "isso é só um estereótipo da boca pra fora, mulheres dizem que odeiam homens mas sabem muito bem que precisam deles!" e realmente precisamos deles assim como eles precisam de nós, Deus criou Eva por um motivo além de colocar ordem no Jardim do Éden =P Criou tanto o homem quanto a mulher para que fizessem companhia um ao outro.
Desfecho apenas mencionando o fato que não sou feminista ou nada assim (aliás, feminismo foi a maior burrada das mulheres, depois disso além de trabalhar em casa e criar os filhos trabalha fora, também) apenas me conformo com o fato de que há felicidade sem romance e relacionamentos amorosos, existe uma vida real além da ilusão. O problema agora é só levar os próximos 3 meses vendo casais surgindo, mas quando o verão chegar ninguém vai nem querer chegar perto do outro por causa do calor, aí sim estarei no meu paraíso.

domingo, 13 de setembro de 2009

Pensei

Queria escrever algo

Não sei o que

Não sei por que

Não sei, ok?

Pensei em falar do mundo

Da sociedade

Mas não tinha nada de bom

Só frieza, hostilidade.

Pensei em falar do romântico

Falar de mim, de você

De sentimento

Clichè.

Pensei em falar de amigos

Mas poucos restaram

Há demasiados antigos

Acho que se cansaram.

Pensei em falar da natureza

Flores, rios, bucolismo

Mas também estão indo embora

Dão lugar à droga do consumismo.

Mas daí lembrei do que não existe

Fé, esperança, amor

Aquelas coisas contra egocentrismo

Aquelas coisas de que devemos escrever

Conceitos que devemos rever.

Mas daí lembrei que existe sim

Só é difícil achar

Vou deixá-las crescerem dentro de mim

E espalhar por aí,

Um presente pra vocês.

Só estou entregando, não é de mim

Mas Daquele que te fez.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ideal

Foi um fim de semana divertido, como disse pra minha mãe:
"Ah, foi legal. Bom."

Cansativo demais, quase capotei na escola. Opa, pera... eu fiz isso.

Há uma teoria que diz que as princesas das fábulas e contos de fadas aparecem dormindo a maior parte da história porque assim elas estão idealizadas: Não mentem, não falam coisas cruéis, não cometem erros.
Será que fiquei idealizada hoje? Ou ontem no onibus quando estava capotada?
Temo que não, ninguém é perfeito, nem dormindo.
A começas pelas pessoas que roncam, falam dormindo, são sonâmbulas, mas mais que isso, as pessoas nos conhecem no nosso estado normal e mesmo dormindo não dá pra esquecer.

Mas prefiro ser imperfeita do que uma princesa de fábulas solitária e dependente dos anões ou dos animais, boba e 'pobre coitadinha' =P

* * * * *

Escrevi algo hoje, uma paródia:

USP nossa que estais em Sampa
Estudada seja a vossa matéria
Venha a nós o vosso curso
Seja feita a tua FUVEST
Assim nas particulares como nas públicas
O stress nosso de cada dia nos dai hoje
Não nos deixe cair no sono
Mas livra-nos da vida social
Pois teus são os livros, os alunos
E as noites em claro para sempre,
ENEM.

Pior que tem gente que é assim.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Packing - Part II

Ufa, dessa vez é roupa de verão.

* * * * *

E se eu fosse outra coisa que ainda não foi listada neste blog?

Se eu fosse um escritor seria C.S.Lewis
Se eu fosse um compositor seria Bach
Se eu fosse um artista seria Michelangelo
Se eu fosse um gênio seria da Vinci
Se eu fosse um elemento químico seria o Carbono
Se eu fosse uma comida seria um pedaço de brownie com extra fudge
Se eu fosse um lugar seria uma floresta com um pequeno rio passando
Se eu fosse um cachorro seria um terrier
Se eu fosse uma ninfa seria uma Pegaeae (nascentes)
Se eu fosse uma civilização antiga seria a Grega
Se eu fosse uma língua seria o Gaélico
Se eu fosse um carro seria um Mini Cooper
Se eu fosse uma cor seria vermelho
Se eu fosse um sentimento seria paz
Se eu fosse um elemento da natureza seria uma brisa à tarde quando o sol se põe
Se eu fosse uma fruta seria uma cereja
Se eu fosse um item de decoração seria um quadro
Se eu fosse um relógio seria um relógio de bolso (analógico, dã)
Se eu fosse uma profissão seria desenhista de HQs
Se eu fosse uma história infantil seria da menina dos fósforos de Hans Christien Andersen
Se eu fosse um jogo seria Trivial Pursuit
Se eu fosse um CD seria Much Afraid (Jars of clay)
Se eu fosse um evento histórico seria a revolução Protestante
Se eu fosse dormir, eu ficaria mais feliz.

Boa noite, estou indo ficar mais feliz.

domingo, 30 de agosto de 2009

Mitologia aplicada

Como já mencionei diversas vezes por aqui, amigos são coisas estranhas.

Quando sentimos que alguns se afastaram, nos chateamos muito. Sentimos um pesar no coração. Será que fui eu?
Mas daí outro que você não viu há anos reaparece e te faz pensar:

Amigos são Phoenix. Ressurgem das cinzas, no momento menos esperado.
Você só fica torcendo pra todos aqueles que se distancearam serem phoenix, e aqueles que ainda estão próximos nunca precisarem ser, futuramente, outra phoenix na sua vida.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Nymphs

Estou fazendo o desenho de uma ninfa, mais especificamente uma Naiad, mas cada vez que comento com qualquer pessoa recebo a pergunta "quediaboséisso?", então decidi colocar aqui, pra vocês saberem e pra eu me divertir um pouco, afinal, tendo mitologia, eu me empolgo.
Ninfas, na mitologia grega, são os espíritos da natureza, sendo subdividadas baseado no seu 'lar', onde habitam. Elas eram muito bonitas, mas especialmente tímidas, aparecendo apenas a deusa Artemis, deusa da caça e da coleta, a qual era amigável com elas.
As mais famosas das ninfas são as nyads e as dryads, Nyads (ou Naiads) são aquelas que são os espíritos das águas correntes, mencionadas até no livro Principe Caspian, de C.S.Lewis, em que para libertá-las Aslan quebra a ponte que foi construída por cima do rio.
As Dryads, são generalizadas como os espíritos das plantas, mas na verdade vem de 'dry', que em grego significa carvalho.
Abaixo estão todos os tipos de ninfas espalhadas pela mitologia:


Ninfas da terra
o Alseids (florestas)
o Auloniads (pastos)
o Hesperides (ninfas do oeste, filhas de Atlas)
+ Aegle ("luz reluzente")
+ Arethusa
+ Erytheia (ou Eratheis)
+ Hesperia (ou Hispereia)
o Leimakids (campos)
o Minthe (menta)
o Napaeae (vales)
o Oreads (montanhas)

Wood nymphs
o Dryads (árvores)
+ Hamadryads (carvalhos e outros)
+ Epimeliad (maceeira)
+ Leuce
+ Meliae (árvore manna-ash)

Ninfas da Água("Ephydriads")
o Helead
o Maia (parceira de Zeus e mãe de Hermes)
o Naiads (normalmente água fresca)
+ Crinaeae (fontes)
+ Eleionomae (mangues)
+ Hyades (chuva)
+ Limnades or Limnatides (lagos)
+ Pegaeae (nascentes)
+ Potameides (rios)
+ Corycian Nymphs (Caverna Coryciana)
o Nereids (filhas de Nereus, do Mar Mediterrâneo)
o Oceanids (filhas de Oceanus e Tethys, qualquer água, principalmente salgada)

Outras ninfas
o Lampades (submundo)
o As Musas
o Nephelae (nuvens)
o Pleiades (filhas de Atlas e constelação)

Fato curioso: Como vocês sabem, sempre gostei do meu nome, e uma das coisas legais de ele ter origem grega é que Melissa é uma ninfa grega: cuidou do pequeno Zeus em Creta, dando-lhe leite de cabra e mel, e em um futuro mito ela recebeu um pai, Melissus de Creta.
Mel sempre entra no meio da história comigo, né?

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Holding it in for far too long

Você já sentiu vontade de quebrar alguma coisa? Ou mais que uma?
Sentir um certo alívio de botar pra fora o que está preso, lá no fundo de você?

Nessa de querer viver pros outros, acabamos mantendo uma pose o tempo todo, usando uma máscara de "Oi, tudo bem? Tudo!" e o "não" fica esquecido, esperando a próxima vez.
Em nome de sermos o que as pessoas querem ver, não somos quem de fato somos.
E os 'nós' de verdade ficam numa área cada vez menor de todo o espaço inicial, e como recipiente menor... a pressão vai aumentando mais e mais até chegar no ponto de... não dar mais.

No ponto de quebrar tudo, menos a caneca vermelha.

The Problem With Pain

"It is so arranged that all the forms of [life] can live only by preying upon one another. In the lower forms this process entails only death, but in the higher there appears a new quality called consciousness which enable it to be attended with pain. The creatures cause pain by being born, and live by inflicting pain, and in pain they mostly die. In the most complex of all creatyres, Man, yet another quality appears, which we call reason, whereby he is enabled to foresee his own pain which henceforth is preceded with acute mental suffering, and to foresee his own death while keenly desiring permanence. It also enables men by a hundred ingenious contrivances to inglict a great deal more pain than they otherwise could have done on one another and on the irrational creatures. This power they have exploited to the full. Teir history is largely a record of crime, war, disease, and terror, with just sufficient happiness interposed to give them, while it lasts, an agonished apprehension o losing it, and, when it is lost, the poignant misery of remembering. "

C.S.Lewis

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"The good thing about pain, is you know it will, at some point, come to an end. The trouble with it, is that when you feel it, it seems never ending."

M.G.Hanni