Como vocês sabem muito bem, há certas convenções sociais que me incomodam profundamente.
Todo mundo diz que brasileiro é um povo caloroso, emotivo, blá bá bá whiskas saché. Eu digo que isso é uma droga.
Na verdade é um lance mais latino, essa coisa de expressar as emoções demais, gritar, chorar, beijar. Beijar. Ah, céus.
Cada país tem uma forma de cumprimento. Indianos têm o Namasté, japoneses só abaixam a cabeça, outros usam aperto de mão, até os Maçons tem um aperto de mão só deles. Mas, entretanto, contudo, todavia, isso não basta na nossa cultura. Mulheres tem que cumprimentar com um beijinho na bochecha, tanto homens como mulheres. Homens, só o fazem com mulheres.
Em certas regiões do Brasil, com 1, outras com 2 e outras com 3. (nota mental: nunca ir para o rio de janeiro)
Ah, me desculpem, que coisa mais anti-higiênica e desnecessária. Tenha dó. Não precisamos de contato físico para mostrarmos pra outra pessoa que sabemos que ela está lá, temos todos os outros 4 sentidos pra isso. Eu não leio as pessoas em Braille. Aliás, eu não leio, nem entendo, nem nunca entenderei as pessoas.
O mais legal é quando você cumprimenta as pessoas à distância. As carinhas de confusão, especialmente os que desconhecem a minha regra de minimo de 1 m de distancia para desconhecidos (eu sei, o metrô acaba com essa regra).
Pelo menos eu tenho carinha de estrangeira e se não me conhecem eu posso dizer "É que no meu país é diferente...". É sim, no país das maravilhas.
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