Errando e Aprendendo
Quando se sentiu pronto
Faltava tanto, foi duro de encarar
Quando se sentiu santo
Um tapa bem na face te colocou no seu lugar
Quando se sentiu certo
Tudo deu errado, não pode consertar
No dia em que se deu conta
Percebeu que Deus te deu a chance de recomeçar
Tudo é uma lição
A gente tem que aprender
O Mestre usa a vida a vida usa tudo
Será que oramos tanto
Sem nunca compreender
Que aquilo contra o que lutamos
Poderia ser o caminho que
Quer ensinar a viver o futuro?
terça-feira, 7 de maio de 2013
Um dia de cada vez
É muito fácil e muito sutil a maneira como estabelecemos a nossa identidade e nossos valores em coisas passageiras. Você pode dizer quantas vezes quizer, jurar de pés juntos, separados ou do avesso, mas a verdade é que grande parte do tempo, apesar de acreditarmos que nossa identidade está em Deus, tire as outras coisas, e daí que você vê aonde que está de verdade.
Coisas passageiras em que nossa identidade pode estar? Pff, difícil de enumerá-las! Tem aquelas coisas clichê: dinheiro, beleza, relacionamentos amorosos. Mas tem outras menos comentadas, e é uma dessas que eu queria abordar, e são os sonhos.
Todo mundo diz que temos que 'seguir nossos sonhos', 'lutar pelas nossas ambições', seja em uma cultura cristã ou não, mas eu tenho colocado isso muito em questão. Tudo bem criar sonhos. Mas se colocar nos sonhos, ou seja, estabelecer o seu valor de acordo com a conquista ou não desses objetivos me parece uma grande bobagem.
Nós estamos estabelecendo um padrão sem ter todas as circunstâncias pra julgar se aquilo vai acontecer ou não. Estamos considerando o hoje como referência para o amanhã para criar os nossos sonhos e planos para o futuro, e haja quantas rotinas houver, o hoje e o amanhã nunca são iguais. Fazer previsões pra uma semana já é difícil, quanto mais um, dois, dez anos. Então, você valorizar a si mesmo a partir de planos feitos sem uma fundamentação racional e ciente de todos os fatos que podem afetar o sucesso ou não da sua empreitada é uma atitude de suicidio emocional.
E daí, como fica? Ficamos sem sonhos? Não, mas o desafio não é o ter ou não ter sonhos, o desafio é ter sonhos mas estar completamente confortável com a possibilidade deles não se transcreverem na realidade. Não apenas por uma decisão empírica de que 'o mundo não funciona fácil assim', mas sim porque ficamos confortáveis por saber que nada disso depende da gente. E confiamos pleanamente em quem dependem todas as coisas.
"Uma atitude mais cristã, que pode ser alcançada em qualquer idade, é deixar o futuro nas mãos de Deus. E é bom que façamos isso, porque a Deus pertence o nosso futuro, não importa se o deixamos em suas mãos ou não. Jamais confie, seja em tempos de guerra ou de paz, a sua virtude ou felicidade ao futuro. São mais felizes no trabalho aqueles que não levam os seus planos de longo prazo tão a sério e que, a cada instante, trabalham "Como que para o Senhor". Somos encorajados a pedir o nosso pão diário, e nada mais. O único tempo em que podemos cumprir qualquer tarefa ou receber qualquer graça é o presente."
- O peso da glória
Coisas passageiras em que nossa identidade pode estar? Pff, difícil de enumerá-las! Tem aquelas coisas clichê: dinheiro, beleza, relacionamentos amorosos. Mas tem outras menos comentadas, e é uma dessas que eu queria abordar, e são os sonhos.
Todo mundo diz que temos que 'seguir nossos sonhos', 'lutar pelas nossas ambições', seja em uma cultura cristã ou não, mas eu tenho colocado isso muito em questão. Tudo bem criar sonhos. Mas se colocar nos sonhos, ou seja, estabelecer o seu valor de acordo com a conquista ou não desses objetivos me parece uma grande bobagem.
Nós estamos estabelecendo um padrão sem ter todas as circunstâncias pra julgar se aquilo vai acontecer ou não. Estamos considerando o hoje como referência para o amanhã para criar os nossos sonhos e planos para o futuro, e haja quantas rotinas houver, o hoje e o amanhã nunca são iguais. Fazer previsões pra uma semana já é difícil, quanto mais um, dois, dez anos. Então, você valorizar a si mesmo a partir de planos feitos sem uma fundamentação racional e ciente de todos os fatos que podem afetar o sucesso ou não da sua empreitada é uma atitude de suicidio emocional.
E daí, como fica? Ficamos sem sonhos? Não, mas o desafio não é o ter ou não ter sonhos, o desafio é ter sonhos mas estar completamente confortável com a possibilidade deles não se transcreverem na realidade. Não apenas por uma decisão empírica de que 'o mundo não funciona fácil assim', mas sim porque ficamos confortáveis por saber que nada disso depende da gente. E confiamos pleanamente em quem dependem todas as coisas.
"Uma atitude mais cristã, que pode ser alcançada em qualquer idade, é deixar o futuro nas mãos de Deus. E é bom que façamos isso, porque a Deus pertence o nosso futuro, não importa se o deixamos em suas mãos ou não. Jamais confie, seja em tempos de guerra ou de paz, a sua virtude ou felicidade ao futuro. São mais felizes no trabalho aqueles que não levam os seus planos de longo prazo tão a sério e que, a cada instante, trabalham "Como que para o Senhor". Somos encorajados a pedir o nosso pão diário, e nada mais. O único tempo em que podemos cumprir qualquer tarefa ou receber qualquer graça é o presente."
- O peso da glória
terça-feira, 2 de abril de 2013
Dois
Caros, estive ponderando um pouco recentemente sobre conceitos de relacionamentos, amor, namoro, etc, e eu cheguei a algumas conclusões que listei aqui. Podem estar completamente errados? Plenamente possível. Daqui a dez anos eu vou ler isso e me achar uma idiota escrevendo bobagens na internet? Provavelmente. Mas ainda assim, aqui vai um insight pra minha cabeça, espero que tirem algum proveito disso!
O conceito comum de relacionamentos e amor é, quando a gente para pra pensar, bem estranho. Primeiro porque é muito vago, cada um tem um conceito diferente do outro, mas o que existe de padrão na nossa cultura é o que eu tenho estranhado muito.
Não é por acaso que Nicholas Sparks tem tantos best sellers: os livros dele contam histórias sobre amor, paixão, como isso muda as pessoas pra melhor, sobre finais felizes... porque quando o leitor está lendo aquilo - se consegue ler sem ter um surto psicótico de revolta contra tanta bobagem - está sentindo como se aquilo estivesse acontecendo com ele, fica emocionalmente apegado e daí - tcharan! Final feliz!
E assim a nossa construção sobre o que é um relacionamento é baseado em Nicholas Sparks, Disney, todas histórias de grandes gestos, declarações de amor e palavras bonitas, mas isso não é um relacionamento feliz. Nem saudável, por sinal.
Esse padrão de concepção de relacionamentos parte de um pressuposto: o meu futuro namorado(a)/marido(a)/amor da minha vida é perfeito(a). E, bem, começar uma teoria com fatos que necessariamente estão incorretos já tira toda e qualquer fundamentação da sua afirmação. Segundo: eu sou perfeito(a). Pior ainda!
Como consequência disso, seremos um casal perfeito, sem problemas, ele vai me dar flores, chocolates, escrever poesias e viveremos eternamente apaixonados. Espera, o relacionamento se baseia em grandes gestos e sentimentos assim? E quando as flores morrerem? Um dos dois ficar com diabetes? E quando - pasmem - o sentimento se esvairar?
Um relacionamento a dois é muito mais que qualquer uma dessas coisas. Se a pessoa fosse perfeita e se nós fossemos perfeitos seria fácil demais amar, perderia o seu valor! A partir da compreensão de que primeiro - eu não sou perfeito(a) e nem nunca serei, você começa bem o relacionamento - esquece toda aquela bobagem de sempre ser o certo em qualquer argumento.
Segundo - seu bem amado também não é perfeito. Mas mesmo assim você quer estar com ele(a). Você ama tanto, mas tanto, que até as coisas negativas você passa a amar entendendo que aquilo também constrói o caráter do outro que você ama.
Então, começando do 'ninguém é perfeito' (que em outra situação pareceria uma afirmação bastante trivial) nós vemos quanto amor deve existir pra que a coisa funcione - porque é por esse amor que você faz promessas que, a certo ponto, podem ser difíceis de guardar, e que você decide que você quer ser uma pessoa melhor, que você vai ser paciente quando o outro não estiver em um de seus melhores dias também.
Agora, quando eu falo de amor, eu não estou falando do sentimento fofinho e adorável da ativação do sistema nervoso simpático ao se deparar com a sétima beleza natural (ou não?) do universo. O sentimento existe sim, mas sentimentos são coisas custosas pro seu organismo manter. Dá trabalho ficar produzindo todos aqueles neurotransmissores de bem estar, e hora ou outra, seu sistema dopamínico não vai mais acender como uma árvore de natal em uma ressonancia magnética funcional. Mas, mesmo assim, o amor - o amor de verdade - que é aprendido, e não sentido, entra em ação e faz a coisa funcionar.
C.S.Lewis coloca uma metáfora bem interessante nesse sentido: O amor é o que mantém um motor funcionando, a paixão foi a faísca inicial para ignir esse motor no começo da história. É esse amor que não te deixa ir embora quando as coisas ficam feias e complicadas, é esse amor que te fala: você está se tornando uma pessoa melhor. Você está aprendendo. Essa pessoa faz parte de você agora, mas de uma maneira sobrenaturalmente mais racional e dosada, algo que não seja tão custoso de ser mantido.
Então, temos até agora: pessoas imperfeitas e muito amor. Mas não pára por aí. Não adianta nada ter isso se você não sabe o que fazer com isso. Lembra do motor? Então, não basta ter o combustível e as peças. Tem que ter algo mais pra produzir movimento: trabalho. Muito, muito trabalho duro. A decisão empírica de trabalhar pra isso funcionar porque você sabe que aquilo está te levando pra frente e sempre mantendo o foco em onde você quer chegar.
Ah, daí temos outros fator - estamos indo pra algum lugar, mas isso não basta. Se cada um quiser ir pra um lugar, não faz mais sentido. A partir da união de duas pessoas formando um casal, podemos dizer que de certa forma eles começam - em um processo lento e demorado - a ser um organismo só. Mas, 'a house divided in itself cannot stand' ou algo assim.
Por isso eu não entendo quando as pessoas dizem 'ah, mas nós só temos religiões diferentes', ou seja, vocês só estão rumando para direções opostas. Isso não seria muito prático, se formos parar pra pensar no exemplo do motor se considerarmos o restante do carro. Se duas rodas querem ir pra um lado e duas pro outro, ele vai se partir no meio.
Isso não é contado nas histórias bonitinhas, elas sempre acabam no 'felizes para sempre', e o saldo final de tudo pode até ser positivo e muito, muito feliz. Mas felicidade não é sinônimo de facilidade: dá trabalho. Mas... acho que deve valer à pena.
O conceito comum de relacionamentos e amor é, quando a gente para pra pensar, bem estranho. Primeiro porque é muito vago, cada um tem um conceito diferente do outro, mas o que existe de padrão na nossa cultura é o que eu tenho estranhado muito.
Não é por acaso que Nicholas Sparks tem tantos best sellers: os livros dele contam histórias sobre amor, paixão, como isso muda as pessoas pra melhor, sobre finais felizes... porque quando o leitor está lendo aquilo - se consegue ler sem ter um surto psicótico de revolta contra tanta bobagem - está sentindo como se aquilo estivesse acontecendo com ele, fica emocionalmente apegado e daí - tcharan! Final feliz!
E assim a nossa construção sobre o que é um relacionamento é baseado em Nicholas Sparks, Disney, todas histórias de grandes gestos, declarações de amor e palavras bonitas, mas isso não é um relacionamento feliz. Nem saudável, por sinal.
Esse padrão de concepção de relacionamentos parte de um pressuposto: o meu futuro namorado(a)/marido(a)/amor da minha vida é perfeito(a). E, bem, começar uma teoria com fatos que necessariamente estão incorretos já tira toda e qualquer fundamentação da sua afirmação. Segundo: eu sou perfeito(a). Pior ainda!
Como consequência disso, seremos um casal perfeito, sem problemas, ele vai me dar flores, chocolates, escrever poesias e viveremos eternamente apaixonados. Espera, o relacionamento se baseia em grandes gestos e sentimentos assim? E quando as flores morrerem? Um dos dois ficar com diabetes? E quando - pasmem - o sentimento se esvairar?
Um relacionamento a dois é muito mais que qualquer uma dessas coisas. Se a pessoa fosse perfeita e se nós fossemos perfeitos seria fácil demais amar, perderia o seu valor! A partir da compreensão de que primeiro - eu não sou perfeito(a) e nem nunca serei, você começa bem o relacionamento - esquece toda aquela bobagem de sempre ser o certo em qualquer argumento.
Segundo - seu bem amado também não é perfeito. Mas mesmo assim você quer estar com ele(a). Você ama tanto, mas tanto, que até as coisas negativas você passa a amar entendendo que aquilo também constrói o caráter do outro que você ama.
Então, começando do 'ninguém é perfeito' (que em outra situação pareceria uma afirmação bastante trivial) nós vemos quanto amor deve existir pra que a coisa funcione - porque é por esse amor que você faz promessas que, a certo ponto, podem ser difíceis de guardar, e que você decide que você quer ser uma pessoa melhor, que você vai ser paciente quando o outro não estiver em um de seus melhores dias também.
Agora, quando eu falo de amor, eu não estou falando do sentimento fofinho e adorável da ativação do sistema nervoso simpático ao se deparar com a sétima beleza natural (ou não?) do universo. O sentimento existe sim, mas sentimentos são coisas custosas pro seu organismo manter. Dá trabalho ficar produzindo todos aqueles neurotransmissores de bem estar, e hora ou outra, seu sistema dopamínico não vai mais acender como uma árvore de natal em uma ressonancia magnética funcional. Mas, mesmo assim, o amor - o amor de verdade - que é aprendido, e não sentido, entra em ação e faz a coisa funcionar.
C.S.Lewis coloca uma metáfora bem interessante nesse sentido: O amor é o que mantém um motor funcionando, a paixão foi a faísca inicial para ignir esse motor no começo da história. É esse amor que não te deixa ir embora quando as coisas ficam feias e complicadas, é esse amor que te fala: você está se tornando uma pessoa melhor. Você está aprendendo. Essa pessoa faz parte de você agora, mas de uma maneira sobrenaturalmente mais racional e dosada, algo que não seja tão custoso de ser mantido.
Então, temos até agora: pessoas imperfeitas e muito amor. Mas não pára por aí. Não adianta nada ter isso se você não sabe o que fazer com isso. Lembra do motor? Então, não basta ter o combustível e as peças. Tem que ter algo mais pra produzir movimento: trabalho. Muito, muito trabalho duro. A decisão empírica de trabalhar pra isso funcionar porque você sabe que aquilo está te levando pra frente e sempre mantendo o foco em onde você quer chegar.
Ah, daí temos outros fator - estamos indo pra algum lugar, mas isso não basta. Se cada um quiser ir pra um lugar, não faz mais sentido. A partir da união de duas pessoas formando um casal, podemos dizer que de certa forma eles começam - em um processo lento e demorado - a ser um organismo só. Mas, 'a house divided in itself cannot stand' ou algo assim.
Por isso eu não entendo quando as pessoas dizem 'ah, mas nós só temos religiões diferentes', ou seja, vocês só estão rumando para direções opostas. Isso não seria muito prático, se formos parar pra pensar no exemplo do motor se considerarmos o restante do carro. Se duas rodas querem ir pra um lado e duas pro outro, ele vai se partir no meio.
Isso não é contado nas histórias bonitinhas, elas sempre acabam no 'felizes para sempre', e o saldo final de tudo pode até ser positivo e muito, muito feliz. Mas felicidade não é sinônimo de facilidade: dá trabalho. Mas... acho que deve valer à pena.
domingo, 31 de março de 2013
estado "laico"
Política e religião andam discutindo bastante no Brasil, o limite entre o que é um, outro e intersecção de ambos está difícil de definir.
Fique triste ao ver notícias sobre evangélicos quererem que o Brasil deixe de ser um país laico - e eu sei que posso ser impopular com o que vou escrever aqui, e eu posso estar errada, mas vamos lá.
Eu não sei bem aonde querem chegar com isso tudo nem extensão dessas mudanças, mas considerando um cenário hipotético em que o Brasil se tornasse oficialmente um país evangélico com leis baseadas nisso, não creio que isso seria o ideal como muitos evangélicos talvez diriam.
Minah motivação pra isso é simples: Quando Jesus se encontrava com algum potencial discípulo alguma vez ele impôs alguma coisa? Pelo que me lembro, Jesus sempre diz "Siga-me", e os que quisessem seguí-lo receberiam ensinamentos que poderiam aplicar ou não na vida prática. Também poderiam dar meia volta e continuar na vida que levavam antes (como é o caso do jovem rico).
Jesus nunca veio com uma proposta ativista - apesar de revolucionária - a grande revolução dele era que não era imposta, era que essa nova proposta de maneira de vida de amor a Deus e ao próximo fosse tão contagiante que acabaria por si só revolucionando indivíduos e, um por um, chegaríamos à harmonia com Deus e com nós mesmos.
Ele nunca jogou ninguém na fogueira nem apedrejou, apenas ensinou. Querer apontar o dedo e ordenar a todos como seguirem suas vidas seria como um insulto ao livre arbítrio que o próprio Deus fez!
A partir disso, eu fico pensando: então quem somos nós, como cristãos (isto é, da tradução literal, os ''pequenos Cristos"), para querer apontar o dedo e basear toda a nossa legislação em coisas que nem todos concordam? Não somos Deus, nem Jesus, nem nada assim. Nós estamos todos na mesma situação miserável e pecadora que todos os outros, só porque acreditamos que Jesus pode nos salvar da nossa situação e em gratidão a isso queremos mudar a nossa conduta, isso não quer dizer que precisamos impor absolutamente tudo à sociedade como nós cremos.
Queremos ser agentes exteriores para uma transformação, mas o nosso papel é justamente instigar os outros para que se interessem e talvez, como nós, decidam seguir a Jesus. Não arrastar contra a própria vontade, isso seria o contrário da proposta do cristianismo. Isso seria o contrário do que viemos aqui pra fazer.
Fique triste ao ver notícias sobre evangélicos quererem que o Brasil deixe de ser um país laico - e eu sei que posso ser impopular com o que vou escrever aqui, e eu posso estar errada, mas vamos lá.
Eu não sei bem aonde querem chegar com isso tudo nem extensão dessas mudanças, mas considerando um cenário hipotético em que o Brasil se tornasse oficialmente um país evangélico com leis baseadas nisso, não creio que isso seria o ideal como muitos evangélicos talvez diriam.
Minah motivação pra isso é simples: Quando Jesus se encontrava com algum potencial discípulo alguma vez ele impôs alguma coisa? Pelo que me lembro, Jesus sempre diz "Siga-me", e os que quisessem seguí-lo receberiam ensinamentos que poderiam aplicar ou não na vida prática. Também poderiam dar meia volta e continuar na vida que levavam antes (como é o caso do jovem rico).
Jesus nunca veio com uma proposta ativista - apesar de revolucionária - a grande revolução dele era que não era imposta, era que essa nova proposta de maneira de vida de amor a Deus e ao próximo fosse tão contagiante que acabaria por si só revolucionando indivíduos e, um por um, chegaríamos à harmonia com Deus e com nós mesmos.
Ele nunca jogou ninguém na fogueira nem apedrejou, apenas ensinou. Querer apontar o dedo e ordenar a todos como seguirem suas vidas seria como um insulto ao livre arbítrio que o próprio Deus fez!
A partir disso, eu fico pensando: então quem somos nós, como cristãos (isto é, da tradução literal, os ''pequenos Cristos"), para querer apontar o dedo e basear toda a nossa legislação em coisas que nem todos concordam? Não somos Deus, nem Jesus, nem nada assim. Nós estamos todos na mesma situação miserável e pecadora que todos os outros, só porque acreditamos que Jesus pode nos salvar da nossa situação e em gratidão a isso queremos mudar a nossa conduta, isso não quer dizer que precisamos impor absolutamente tudo à sociedade como nós cremos.
Queremos ser agentes exteriores para uma transformação, mas o nosso papel é justamente instigar os outros para que se interessem e talvez, como nós, decidam seguir a Jesus. Não arrastar contra a própria vontade, isso seria o contrário da proposta do cristianismo. Isso seria o contrário do que viemos aqui pra fazer.
terça-feira, 26 de março de 2013
extinção
Uma das grandes coisas em ler é que boa parte do tempo, coisas que você gostaria de dizer com eloquência, são colocadas por pessoas que sabem descrever as coisas muito melhor que você - quiçá por mais conhecimento, experiência ou capacidade de escrita mesmo. E eis que, anos depois, retorno à identificação com Temperance Brennnan:
"Não gostava de sentir que não estava no controle.
Controle. Esse sempre foi o meu problema. Tempe precisa estar no controle. Fpor a única coisa que aprendi em minha única experiência com a psicanálise.
Eu não gostava de análise, não gostava de admitir que precisava de ajuda.
Eu não cgostava de falar de meus sentimentos. Nunca. Não com um psicólogo. Não com um padre. Não com Yoda. Não com Ryan.
(...)
- Então por que as lágrimas?
Tudo bem, cara. Quer sentimentos?
Inspirei profundamente e descarreguei.
(...)
Solucei baixinho algumas vezes.
- Eu não sei, Ryan. Às vezes acho que a bondade e a caridade estão mais ameaçadas de extinção que o condor ou o rinoceronte negro.
Lágrimas corriam pelo meu rosto.
- A cobiça e a insensibilidade estão ganhando, Ryan. O amor, a bondade e a compaixão estão se tornando apenas alguns itens da lista de espécies ameaçadas.
Ryan me puxou para mais perto. Abraçando-o, chorei contra o seu peito. (...) O seu coração pulsava em um ritmo tranquilo e contínuo. Embora não estivesse feliz, eu me sentia segura.
Foi a última vez que me senti segura durante um longo, longo tempo."
[Bare Bones - Kathy Reichs]
"Não gostava de sentir que não estava no controle.
Controle. Esse sempre foi o meu problema. Tempe precisa estar no controle. Fpor a única coisa que aprendi em minha única experiência com a psicanálise.
Eu não gostava de análise, não gostava de admitir que precisava de ajuda.
Eu não cgostava de falar de meus sentimentos. Nunca. Não com um psicólogo. Não com um padre. Não com Yoda. Não com Ryan.
(...)
- Então por que as lágrimas?
Tudo bem, cara. Quer sentimentos?
Inspirei profundamente e descarreguei.
(...)
Solucei baixinho algumas vezes.
- Eu não sei, Ryan. Às vezes acho que a bondade e a caridade estão mais ameaçadas de extinção que o condor ou o rinoceronte negro.
Lágrimas corriam pelo meu rosto.
- A cobiça e a insensibilidade estão ganhando, Ryan. O amor, a bondade e a compaixão estão se tornando apenas alguns itens da lista de espécies ameaçadas.
Ryan me puxou para mais perto. Abraçando-o, chorei contra o seu peito. (...) O seu coração pulsava em um ritmo tranquilo e contínuo. Embora não estivesse feliz, eu me sentia segura.
Foi a última vez que me senti segura durante um longo, longo tempo."
[Bare Bones - Kathy Reichs]
terça-feira, 19 de março de 2013
The long fall back to earth
A semana de provas se aproxima, e você não se sente emocionalmente, psicologicamente ou emocionalmente preparado pra começar a enfrentar todo o drama e simplesmente queria ser um pinguim por algumas semanas e poder esquecer de tudo. O problema é que eu acho que sou um pinguim de certa forma - estou tentando usar minhas asinhas pra voar mas só fico caindo. Será que não é hora de dar um mergulho e ver o que acontece?
"Getting tired from all this circling
Not much grace left on a broken wing
I feel the wind trying to push me down
It happens every time I get to town
I search for shelter near the mines we swept[Jars of Clay - The long fall back to earth]
I guess forgiveness hasn't happened yet
There are no words that I can say to You
That turn this careless sky from black to blue.
So I'm asking You: is it safe? Is it safe to land?
'Cuz I'm not going far on an empty heart.
Is it safe? Is it safe to land?It's the long fall back to earth is the hardest part"
quarta-feira, 13 de março de 2013
Tag guest undo to do Nancy pop?
Eu sei que sou uma pessoa incrivelmente insuportável quando estou empolgada com anatomia e/ou fisiologia. Eu sei disso, e eu tento não ser, mas é mais forte que é. É meio que nem uma garota apaixonada pela primeira vez que não consegue parar de falar sobre o menino, como ele é lindo, inteligente, e etc etc. É uma paixão meio adolescente que tenho por essa área, mas é difícil, eu não consigo resistir, e deixo sem ressalvas ela me encantar de novo e de novo, todos os meses, semanas e até dias.
Minha reflexão dessa vez foi ao assistir uma professora gesticulando com as mãos, eu conseguia ver os tendões por baixo da pele por causa da mão magra. E quando vi alguém andando e vi a insercão do músculo e a parte ressaltada do final da tíbia. Isso não custou muito pra desencadear uma série de pensamentos, de imagens. Das mãos e das pernas dissecadas, dos tendões, cada tipo de músculo. As inserções dos músculos, e eu comecei a viajar nisso.
Porque conversando com uma pessoa, ou vendo ou qualquer coisa assim, eu dificilmente ligo o laboratório com as pessoas vivas e saudáveis, mas pela primeira vez fiz isso, e creio que tenha sido algo bom. Eu comecei a pensar como todas as pessoas que estão vivas por aí são daquele jeito por baixo: com músculos, tendões, ligamentos. tecidos lisos, tecidos conjuntivos. Na verdade, nós somos todos iguais.
Salvo uma pigmentação mais escura aqui ou ali, ou uma pele com mais ou menos rugas, não somos diferentes.
Isso me fez bem, pensar que mesmo as pessoas que parecem mais extraordinárias nos seus feitos e habilidades, seja por ser pós-doc em sei lá o que, ou mesmo tendo toda a habilidade no mundo em dançar ou cantar, somos iguais. Somos inteiramente capazes de sermos tão extraordinários quando estamos dispostos a nos esforçar, podemos ser competitivos, querer ser os melhores, os incríveis, os mais notáveis, mas não somos nada. Não podemos querer ser nada. Tudo o que realmente somos que difere de todo o resto é o nosso caráter, é a nossa alma - se é bonita ou não.
Isso vai embora e continua vivendo. Os nossos diplomas, títulos, reconhecimentos, físico... Tudo isso fica aqui. Debaixo da terra ou em um tanque de formol, pra um dia, outros alunos descobrirem como nada disso faz sentido. Como somos todos iguais e o que vale à pena - o que realmente vale à pena investir - é tudo aquilo que não vai estar impresso nos nossos tecidos ou músculos. É aquilo que é eterno.
* * * * *
Jack, Joe and Nancy in the mall - Resgate
(...)
Achord a hot are you
See league a man as sound
Tone town, throw shown
Tap pass undo mall?
Tag guest undo to do nancy pop?
Jesus is life, Jesus is real, Jesus for you
Jesus can do everything new
It's true
Via Joe name eye honest
Key pod here yes sir an ghost ozone?
Than soul!
Tap hand sand do kid hills none TV you?
Tax ash undo he more tall? Low cool.
(O peculiar dessa música, falando rápido em inglês, ó só que é que sai:
Acorda otário, se liga manezão! Tontão, frouxão! Tá passando mal? Tá gastando tudo nesse pó? Jesus is life, Jesus is real, Jesus for you. Jesus can do everything new, it's true.
Viajou na maionese que poderia ser um gostosão? Dançou! Tá pensando que Deus não te viu? Tá se achando imortal? Louco! )
Minha reflexão dessa vez foi ao assistir uma professora gesticulando com as mãos, eu conseguia ver os tendões por baixo da pele por causa da mão magra. E quando vi alguém andando e vi a insercão do músculo e a parte ressaltada do final da tíbia. Isso não custou muito pra desencadear uma série de pensamentos, de imagens. Das mãos e das pernas dissecadas, dos tendões, cada tipo de músculo. As inserções dos músculos, e eu comecei a viajar nisso.
Porque conversando com uma pessoa, ou vendo ou qualquer coisa assim, eu dificilmente ligo o laboratório com as pessoas vivas e saudáveis, mas pela primeira vez fiz isso, e creio que tenha sido algo bom. Eu comecei a pensar como todas as pessoas que estão vivas por aí são daquele jeito por baixo: com músculos, tendões, ligamentos. tecidos lisos, tecidos conjuntivos. Na verdade, nós somos todos iguais.
Salvo uma pigmentação mais escura aqui ou ali, ou uma pele com mais ou menos rugas, não somos diferentes.
Isso me fez bem, pensar que mesmo as pessoas que parecem mais extraordinárias nos seus feitos e habilidades, seja por ser pós-doc em sei lá o que, ou mesmo tendo toda a habilidade no mundo em dançar ou cantar, somos iguais. Somos inteiramente capazes de sermos tão extraordinários quando estamos dispostos a nos esforçar, podemos ser competitivos, querer ser os melhores, os incríveis, os mais notáveis, mas não somos nada. Não podemos querer ser nada. Tudo o que realmente somos que difere de todo o resto é o nosso caráter, é a nossa alma - se é bonita ou não.
Isso vai embora e continua vivendo. Os nossos diplomas, títulos, reconhecimentos, físico... Tudo isso fica aqui. Debaixo da terra ou em um tanque de formol, pra um dia, outros alunos descobrirem como nada disso faz sentido. Como somos todos iguais e o que vale à pena - o que realmente vale à pena investir - é tudo aquilo que não vai estar impresso nos nossos tecidos ou músculos. É aquilo que é eterno.
* * * * *
Jack, Joe and Nancy in the mall - Resgate
(...)
Achord a hot are you
See league a man as sound
Tone town, throw shown
Tap pass undo mall?
Tag guest undo to do nancy pop?
Jesus is life, Jesus is real, Jesus for you
Jesus can do everything new
It's true
Via Joe name eye honest
Key pod here yes sir an ghost ozone?
Than soul!
Tap hand sand do kid hills none TV you?
Tax ash undo he more tall? Low cool.
(O peculiar dessa música, falando rápido em inglês, ó só que é que sai:
Acorda otário, se liga manezão! Tontão, frouxão! Tá passando mal? Tá gastando tudo nesse pó? Jesus is life, Jesus is real, Jesus for you. Jesus can do everything new, it's true.
Viajou na maionese que poderia ser um gostosão? Dançou! Tá pensando que Deus não te viu? Tá se achando imortal? Louco! )
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