Política e religião andam discutindo bastante no Brasil, o limite entre o que é um, outro e intersecção de ambos está difícil de definir.
Fique triste ao ver notícias sobre evangélicos quererem que o Brasil deixe de ser um país laico - e eu sei que posso ser impopular com o que vou escrever aqui, e eu posso estar errada, mas vamos lá.
Eu não sei bem aonde querem chegar com isso tudo nem extensão dessas mudanças, mas considerando um cenário hipotético em que o Brasil se tornasse oficialmente um país evangélico com leis baseadas nisso, não creio que isso seria o ideal como muitos evangélicos talvez diriam.
Minah motivação pra isso é simples: Quando Jesus se encontrava com algum potencial discípulo alguma vez ele impôs alguma coisa? Pelo que me lembro, Jesus sempre diz "Siga-me", e os que quisessem seguí-lo receberiam ensinamentos que poderiam aplicar ou não na vida prática. Também poderiam dar meia volta e continuar na vida que levavam antes (como é o caso do jovem rico).
Jesus nunca veio com uma proposta ativista - apesar de revolucionária - a grande revolução dele era que não era imposta, era que essa nova proposta de maneira de vida de amor a Deus e ao próximo fosse tão contagiante que acabaria por si só revolucionando indivíduos e, um por um, chegaríamos à harmonia com Deus e com nós mesmos.
Ele nunca jogou ninguém na fogueira nem apedrejou, apenas ensinou. Querer apontar o dedo e ordenar a todos como seguirem suas vidas seria como um insulto ao livre arbítrio que o próprio Deus fez!
A partir disso, eu fico pensando: então quem somos nós, como cristãos (isto é, da tradução literal, os ''pequenos Cristos"), para querer apontar o dedo e basear toda a nossa legislação em coisas que nem todos concordam? Não somos Deus, nem Jesus, nem nada assim. Nós estamos todos na mesma situação miserável e pecadora que todos os outros, só porque acreditamos que Jesus pode nos salvar da nossa situação e em gratidão a isso queremos mudar a nossa conduta, isso não quer dizer que precisamos impor absolutamente tudo à sociedade como nós cremos.
Queremos ser agentes exteriores para uma transformação, mas o nosso papel é justamente instigar os outros para que se interessem e talvez, como nós, decidam seguir a Jesus. Não arrastar contra a própria vontade, isso seria o contrário da proposta do cristianismo. Isso seria o contrário do que viemos aqui pra fazer.
domingo, 31 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
extinção
Uma das grandes coisas em ler é que boa parte do tempo, coisas que você gostaria de dizer com eloquência, são colocadas por pessoas que sabem descrever as coisas muito melhor que você - quiçá por mais conhecimento, experiência ou capacidade de escrita mesmo. E eis que, anos depois, retorno à identificação com Temperance Brennnan:
"Não gostava de sentir que não estava no controle.
Controle. Esse sempre foi o meu problema. Tempe precisa estar no controle. Fpor a única coisa que aprendi em minha única experiência com a psicanálise.
Eu não gostava de análise, não gostava de admitir que precisava de ajuda.
Eu não cgostava de falar de meus sentimentos. Nunca. Não com um psicólogo. Não com um padre. Não com Yoda. Não com Ryan.
(...)
- Então por que as lágrimas?
Tudo bem, cara. Quer sentimentos?
Inspirei profundamente e descarreguei.
(...)
Solucei baixinho algumas vezes.
- Eu não sei, Ryan. Às vezes acho que a bondade e a caridade estão mais ameaçadas de extinção que o condor ou o rinoceronte negro.
Lágrimas corriam pelo meu rosto.
- A cobiça e a insensibilidade estão ganhando, Ryan. O amor, a bondade e a compaixão estão se tornando apenas alguns itens da lista de espécies ameaçadas.
Ryan me puxou para mais perto. Abraçando-o, chorei contra o seu peito. (...) O seu coração pulsava em um ritmo tranquilo e contínuo. Embora não estivesse feliz, eu me sentia segura.
Foi a última vez que me senti segura durante um longo, longo tempo."
[Bare Bones - Kathy Reichs]
"Não gostava de sentir que não estava no controle.
Controle. Esse sempre foi o meu problema. Tempe precisa estar no controle. Fpor a única coisa que aprendi em minha única experiência com a psicanálise.
Eu não gostava de análise, não gostava de admitir que precisava de ajuda.
Eu não cgostava de falar de meus sentimentos. Nunca. Não com um psicólogo. Não com um padre. Não com Yoda. Não com Ryan.
(...)
- Então por que as lágrimas?
Tudo bem, cara. Quer sentimentos?
Inspirei profundamente e descarreguei.
(...)
Solucei baixinho algumas vezes.
- Eu não sei, Ryan. Às vezes acho que a bondade e a caridade estão mais ameaçadas de extinção que o condor ou o rinoceronte negro.
Lágrimas corriam pelo meu rosto.
- A cobiça e a insensibilidade estão ganhando, Ryan. O amor, a bondade e a compaixão estão se tornando apenas alguns itens da lista de espécies ameaçadas.
Ryan me puxou para mais perto. Abraçando-o, chorei contra o seu peito. (...) O seu coração pulsava em um ritmo tranquilo e contínuo. Embora não estivesse feliz, eu me sentia segura.
Foi a última vez que me senti segura durante um longo, longo tempo."
[Bare Bones - Kathy Reichs]
terça-feira, 19 de março de 2013
The long fall back to earth
A semana de provas se aproxima, e você não se sente emocionalmente, psicologicamente ou emocionalmente preparado pra começar a enfrentar todo o drama e simplesmente queria ser um pinguim por algumas semanas e poder esquecer de tudo. O problema é que eu acho que sou um pinguim de certa forma - estou tentando usar minhas asinhas pra voar mas só fico caindo. Será que não é hora de dar um mergulho e ver o que acontece?
"Getting tired from all this circling
Not much grace left on a broken wing
I feel the wind trying to push me down
It happens every time I get to town
I search for shelter near the mines we swept[Jars of Clay - The long fall back to earth]
I guess forgiveness hasn't happened yet
There are no words that I can say to You
That turn this careless sky from black to blue.
So I'm asking You: is it safe? Is it safe to land?
'Cuz I'm not going far on an empty heart.
Is it safe? Is it safe to land?It's the long fall back to earth is the hardest part"
quarta-feira, 13 de março de 2013
Tag guest undo to do Nancy pop?
Eu sei que sou uma pessoa incrivelmente insuportável quando estou empolgada com anatomia e/ou fisiologia. Eu sei disso, e eu tento não ser, mas é mais forte que é. É meio que nem uma garota apaixonada pela primeira vez que não consegue parar de falar sobre o menino, como ele é lindo, inteligente, e etc etc. É uma paixão meio adolescente que tenho por essa área, mas é difícil, eu não consigo resistir, e deixo sem ressalvas ela me encantar de novo e de novo, todos os meses, semanas e até dias.
Minha reflexão dessa vez foi ao assistir uma professora gesticulando com as mãos, eu conseguia ver os tendões por baixo da pele por causa da mão magra. E quando vi alguém andando e vi a insercão do músculo e a parte ressaltada do final da tíbia. Isso não custou muito pra desencadear uma série de pensamentos, de imagens. Das mãos e das pernas dissecadas, dos tendões, cada tipo de músculo. As inserções dos músculos, e eu comecei a viajar nisso.
Porque conversando com uma pessoa, ou vendo ou qualquer coisa assim, eu dificilmente ligo o laboratório com as pessoas vivas e saudáveis, mas pela primeira vez fiz isso, e creio que tenha sido algo bom. Eu comecei a pensar como todas as pessoas que estão vivas por aí são daquele jeito por baixo: com músculos, tendões, ligamentos. tecidos lisos, tecidos conjuntivos. Na verdade, nós somos todos iguais.
Salvo uma pigmentação mais escura aqui ou ali, ou uma pele com mais ou menos rugas, não somos diferentes.
Isso me fez bem, pensar que mesmo as pessoas que parecem mais extraordinárias nos seus feitos e habilidades, seja por ser pós-doc em sei lá o que, ou mesmo tendo toda a habilidade no mundo em dançar ou cantar, somos iguais. Somos inteiramente capazes de sermos tão extraordinários quando estamos dispostos a nos esforçar, podemos ser competitivos, querer ser os melhores, os incríveis, os mais notáveis, mas não somos nada. Não podemos querer ser nada. Tudo o que realmente somos que difere de todo o resto é o nosso caráter, é a nossa alma - se é bonita ou não.
Isso vai embora e continua vivendo. Os nossos diplomas, títulos, reconhecimentos, físico... Tudo isso fica aqui. Debaixo da terra ou em um tanque de formol, pra um dia, outros alunos descobrirem como nada disso faz sentido. Como somos todos iguais e o que vale à pena - o que realmente vale à pena investir - é tudo aquilo que não vai estar impresso nos nossos tecidos ou músculos. É aquilo que é eterno.
* * * * *
Jack, Joe and Nancy in the mall - Resgate
(...)
Achord a hot are you
See league a man as sound
Tone town, throw shown
Tap pass undo mall?
Tag guest undo to do nancy pop?
Jesus is life, Jesus is real, Jesus for you
Jesus can do everything new
It's true
Via Joe name eye honest
Key pod here yes sir an ghost ozone?
Than soul!
Tap hand sand do kid hills none TV you?
Tax ash undo he more tall? Low cool.
(O peculiar dessa música, falando rápido em inglês, ó só que é que sai:
Acorda otário, se liga manezão! Tontão, frouxão! Tá passando mal? Tá gastando tudo nesse pó? Jesus is life, Jesus is real, Jesus for you. Jesus can do everything new, it's true.
Viajou na maionese que poderia ser um gostosão? Dançou! Tá pensando que Deus não te viu? Tá se achando imortal? Louco! )
Minha reflexão dessa vez foi ao assistir uma professora gesticulando com as mãos, eu conseguia ver os tendões por baixo da pele por causa da mão magra. E quando vi alguém andando e vi a insercão do músculo e a parte ressaltada do final da tíbia. Isso não custou muito pra desencadear uma série de pensamentos, de imagens. Das mãos e das pernas dissecadas, dos tendões, cada tipo de músculo. As inserções dos músculos, e eu comecei a viajar nisso.
Porque conversando com uma pessoa, ou vendo ou qualquer coisa assim, eu dificilmente ligo o laboratório com as pessoas vivas e saudáveis, mas pela primeira vez fiz isso, e creio que tenha sido algo bom. Eu comecei a pensar como todas as pessoas que estão vivas por aí são daquele jeito por baixo: com músculos, tendões, ligamentos. tecidos lisos, tecidos conjuntivos. Na verdade, nós somos todos iguais.
Salvo uma pigmentação mais escura aqui ou ali, ou uma pele com mais ou menos rugas, não somos diferentes.
Isso me fez bem, pensar que mesmo as pessoas que parecem mais extraordinárias nos seus feitos e habilidades, seja por ser pós-doc em sei lá o que, ou mesmo tendo toda a habilidade no mundo em dançar ou cantar, somos iguais. Somos inteiramente capazes de sermos tão extraordinários quando estamos dispostos a nos esforçar, podemos ser competitivos, querer ser os melhores, os incríveis, os mais notáveis, mas não somos nada. Não podemos querer ser nada. Tudo o que realmente somos que difere de todo o resto é o nosso caráter, é a nossa alma - se é bonita ou não.
Isso vai embora e continua vivendo. Os nossos diplomas, títulos, reconhecimentos, físico... Tudo isso fica aqui. Debaixo da terra ou em um tanque de formol, pra um dia, outros alunos descobrirem como nada disso faz sentido. Como somos todos iguais e o que vale à pena - o que realmente vale à pena investir - é tudo aquilo que não vai estar impresso nos nossos tecidos ou músculos. É aquilo que é eterno.
* * * * *
Jack, Joe and Nancy in the mall - Resgate
(...)
Achord a hot are you
See league a man as sound
Tone town, throw shown
Tap pass undo mall?
Tag guest undo to do nancy pop?
Jesus is life, Jesus is real, Jesus for you
Jesus can do everything new
It's true
Via Joe name eye honest
Key pod here yes sir an ghost ozone?
Than soul!
Tap hand sand do kid hills none TV you?
Tax ash undo he more tall? Low cool.
(O peculiar dessa música, falando rápido em inglês, ó só que é que sai:
Acorda otário, se liga manezão! Tontão, frouxão! Tá passando mal? Tá gastando tudo nesse pó? Jesus is life, Jesus is real, Jesus for you. Jesus can do everything new, it's true.
Viajou na maionese que poderia ser um gostosão? Dançou! Tá pensando que Deus não te viu? Tá se achando imortal? Louco! )
sexta-feira, 8 de março de 2013
Wake up call
O meu único desejo quando morrer é que tudo o que puder ser aproveitado pra prolongar a vida de outra pessoa ou melhorar a qualidade da vida desta, que seja aproveitado. Depois, com a carcaça, podem cremar, podem botar plantinhas pra crescerem, podem levar pra um laboratório pra ciência, não importa. Não serei mais eu. E, aliás, quem velar meu corpo, eu volto pra puxar o pé de noite - não sou mais eu.
Hoje fui a um laboratório de anatomia e museu, estudei, analisei, desenhei, fiz de tudo, mas é agora que - banho tomado, formol lavado - estou tendo uma chance de ponderar e digerir tudo. Não foi a primeira vez que vi pessoas mortas nem creio que tenha sido a última, mas isso sempre mexe comigo. Eu fico pensando no enorme número de indigentes lá. Pessoas que o mundo não sentiu falta.
Eu fico pensando porque eu penso no que aquelas pessoas já foram - vivas, amadas. Quando seguro um cérebro, penso que aquilo já conteve a personalidade, cognição, inteligência, sonhos de alguém. Alguém já usou um desses para fazer uma oração, para se emocionar, para se enraivescer, pensar - exatamente como eu tenho o privilégio de estar fazendo pra escrever esse texto. E eu passo aqueles breves instantes pensando.
É inevitável pensar - e eu? O que eu estou fazendo? E as outras pessoas, o que estavam fazendo pra esse sujetio acabar assim? Será que se eu falar sobre Jesus essa pessoa vai sair das ruas, não vai mais fugir da polícia e acabar assim? Será que se eu der uma ponta de esperança ela vai voltar pra família?
Praqueles, não posso fazer muito. Mas tem outras 7 bilhões de pessoas mundo a fora, e grande parte do tempo vivo tudo pra satisfazer a mim mesma, com o foco nos meus sonhos, nas minhas emoções. Mas e os outros? Do que eles precisam? Como vão lembrar de mim? O que eu estou fazendo com o tempo precioso que Deus me deu, meus poucos anos vagando em um planeta, quiçá de milhões de anos? Não está na hora de fazer algo mais útil, algo que possa salvar uma alma humana em vez de só ficar focando nos probleminhas e bobagens cotidianos que consomem a maior parte da minha energia?
Está na hora de acordar, ou posso morrer de outro jeito - morrer por dentro. E isso é infinitamente pior que só morrer por fora.
"Pois de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder sua própria alma?"
Hoje fui a um laboratório de anatomia e museu, estudei, analisei, desenhei, fiz de tudo, mas é agora que - banho tomado, formol lavado - estou tendo uma chance de ponderar e digerir tudo. Não foi a primeira vez que vi pessoas mortas nem creio que tenha sido a última, mas isso sempre mexe comigo. Eu fico pensando no enorme número de indigentes lá. Pessoas que o mundo não sentiu falta.
Eu fico pensando porque eu penso no que aquelas pessoas já foram - vivas, amadas. Quando seguro um cérebro, penso que aquilo já conteve a personalidade, cognição, inteligência, sonhos de alguém. Alguém já usou um desses para fazer uma oração, para se emocionar, para se enraivescer, pensar - exatamente como eu tenho o privilégio de estar fazendo pra escrever esse texto. E eu passo aqueles breves instantes pensando.
É inevitável pensar - e eu? O que eu estou fazendo? E as outras pessoas, o que estavam fazendo pra esse sujetio acabar assim? Será que se eu falar sobre Jesus essa pessoa vai sair das ruas, não vai mais fugir da polícia e acabar assim? Será que se eu der uma ponta de esperança ela vai voltar pra família?
Praqueles, não posso fazer muito. Mas tem outras 7 bilhões de pessoas mundo a fora, e grande parte do tempo vivo tudo pra satisfazer a mim mesma, com o foco nos meus sonhos, nas minhas emoções. Mas e os outros? Do que eles precisam? Como vão lembrar de mim? O que eu estou fazendo com o tempo precioso que Deus me deu, meus poucos anos vagando em um planeta, quiçá de milhões de anos? Não está na hora de fazer algo mais útil, algo que possa salvar uma alma humana em vez de só ficar focando nos probleminhas e bobagens cotidianos que consomem a maior parte da minha energia?
Está na hora de acordar, ou posso morrer de outro jeito - morrer por dentro. E isso é infinitamente pior que só morrer por fora.
"Pois de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder sua própria alma?"
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Nas prateleiras
Essas últimas semanas tem sido interessantes por muitos motivos. Um deles é que meu conto Coração de Lata foi 'publicado' (não sei como classificar), fizeram um livro que estão espalhando por todos os campi da unifesp. Até aí, não é grande novidade, eu sabia que isso ia acontecer. Mas o que é novidade é que estranhamente - mesmo o conto sendo um conto de robô romântico, meio bobo pra falar a verdade - ele está sendo bem aceito. As pessoas estão se interessando pelo meu trabalho. Pediram pra eu escrever uma dedicatória no livro. Me perguntaram com que frequencia escrevo e se compartilharia mais do meu trabalho.
Quando disse que estava escrevendo um projeto de livro, perguntaram quando seria publicado. Eu sei que pode ter sido só alguém sendo gentil, ou educação, mas isso me deu um sentimento peculiar. Um sentimento que eu não deixei ele se fazer em casa por muito tempo. Um sentimento que dizia que tudo bem sonhar, mesmo se não der certo. Tudo bem imaginar como seria se as pessoas te abordassem na rua pra perguntar sobre seus livros ou como seria pessoas escrevendo fan fics do meu livro. Um sentimento que diz que talvez, somente talvez, não seja total loucura pensar que um dia meu nome pode estar não só em umas 4 bibliotecas universitárias - que meu nome e histórias insanas que saem da minha cabeça que nem sonhos lúcidos poderiam estar nas prateleiras pra alguém pegar e entrar no meu mundo.
Mas só talvez, e somente talvez.
Quando disse que estava escrevendo um projeto de livro, perguntaram quando seria publicado. Eu sei que pode ter sido só alguém sendo gentil, ou educação, mas isso me deu um sentimento peculiar. Um sentimento que eu não deixei ele se fazer em casa por muito tempo. Um sentimento que dizia que tudo bem sonhar, mesmo se não der certo. Tudo bem imaginar como seria se as pessoas te abordassem na rua pra perguntar sobre seus livros ou como seria pessoas escrevendo fan fics do meu livro. Um sentimento que diz que talvez, somente talvez, não seja total loucura pensar que um dia meu nome pode estar não só em umas 4 bibliotecas universitárias - que meu nome e histórias insanas que saem da minha cabeça que nem sonhos lúcidos poderiam estar nas prateleiras pra alguém pegar e entrar no meu mundo.
Mas só talvez, e somente talvez.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Is it safe to say?
Passei os últimos dias pensando muito a respeito de... bem, muitas coisas. Mas algo que promoveu esses pensamentos bastante foi um álbum do Heath McNease baseado nas obras de C.S.Lewis. Tem músicas que se referem a livros desde Screptape letters, A grief observed, The problem with pain até Perelandra e As crônicas de Nárnia.
A música sobre The problem of pain refletiu muito do que se passava em mim, então decidi trazê-la pra cá. Recomendo o álbum, ele é de graça no site oficial do artista, então corre lá!
Is it safe to say, is it safe to say,
that only the pure of heart will ever see God?
But if Heaven's a lie, if Heaven's a bribe,
then purity's lost and i am a fraud.
The problem of pain: it insists that you watch it quietly spread
and attack your insides.
I lost my faith in everyone I know,
they're always out for something more,
there's nothing more of mine to take away except my name.
No answers for the problem of this pain.
Is it safe, is it safe to say
that the pure ones are lost and we keep the same?
If heavens a lie if heavens a bribe,
then mine is a desperate plea to a powerless name.
Is it safe to say, is it safe to say
that if I wrote "darkness"over the walls of my cell
the sun would still shine, your glory would blind
as much as it always did and all would be well?
A música sobre The problem of pain refletiu muito do que se passava em mim, então decidi trazê-la pra cá. Recomendo o álbum, ele é de graça no site oficial do artista, então corre lá!
Is it safe to say, is it safe to say,
that only the pure of heart will ever see God?
But if Heaven's a lie, if Heaven's a bribe,
then purity's lost and i am a fraud.
The problem of pain: it insists that you watch it quietly spread
and attack your insides.
I lost my faith in everyone I know,
they're always out for something more,
there's nothing more of mine to take away except my name.
No answers for the problem of this pain.
Is it safe, is it safe to say
that the pure ones are lost and we keep the same?
If heavens a lie if heavens a bribe,
then mine is a desperate plea to a powerless name.
Is it safe to say, is it safe to say
that if I wrote "darkness"over the walls of my cell
the sun would still shine, your glory would blind
as much as it always did and all would be well?
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