sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Introvert, iNtuitive, Thinking, Judging: Me

Encontrei pela internet um site que mostrou um experimento de dois amigos que decidiram namorar/sair/não-sei-como-traduzir-dating durante 40 dias. Tenho acompanhado os logs e estou achando extremamente interessante ler os pontos de vista diferentes para as mesmas circunstâncias, com problemas e dificuldades diferentes para cada situação. 
Hoje estava lendo o log do dia 21 e achei interessante quando foram abordados temas sobre psicologia, perfis, etc, porque foi mencionado o teste de Jung.
Já tinha ouvido falar a respeito desse teste e tinha curiosidade de fazê-lo, então já que estou de férias e posso fazer bobagens assim, decidi fazer. Não esperava muita coisa, até porque o site que a menina recomendava não tinha uma interface muito legal ou de algo com muito conteúdo, mas o texto sobre a personalidade que descreveria a minha foi extremamente compatível comigo. 
O teste consiste de uma série de perguntas, acho que são cerca de 70. A partir disso você pode ser descrito de 12 possíveis formas considerando: 


Introversão vs. Extroversão
Intuição vs Sensitivo
Pensamento vs Sentimento
Julgamento vs Percepção


Fiz o teste feliz e contente, e ele retornou uma personalidade Introvertida, Intuitiva (surpresa!), Pensativa e que julga (outra surpresa!). Tiveram algumas coisas interessantes no texto que trouxe pra cá, pela simples felicidade de achar incrível algo me descrever tão bem só com uma pilha de perguntas soltas de sim ou não.  Talvez seja por causa da minha personalidade de querer aprender e pensar demais tudo que eu tenha feito, mas de qualquer maneira recomendo.
A minha principal conclusão? Nós INTJs somos pessoas muito, muito mal interpretadas!

Para pessoas de fora, INTJs podem parecer confiantes em si mesmos, mas isso pode ser mal interpretado como arrogância (obrigada por explicar um dos maiores problemas sociais da minha vida). Mas o fato é que isso provém de características e conhecimento que os INTJs constroem e adquirem ao longo de muito tempo - devido ao perfeccionismo deles, qualquer coisa que os interesse eles se esforçam muito, mesmo que não sejam bons naquilo - mas mais do que aquilo que eles sabem, INTJs sabem aquilo que eles não sabem e deixam isso bem claro. Bem, bem claro.

O perfeccionismo pode levar a muita frustração por causa da constante preocupação: "Isso funciona?" de tudo, desde produtos de suas próprias pesquisas e trabalho até normas sociais prevalentes. Isso acaba produzindo uma independência de mente de autoridade, convenções ou sentimento por si só.
Por consequência disso eles são extremamente críticos com si mesmos e com outros, porém devido ao questionamento de normas sociais, mais uma vez podem ser, mais uma vez, mal interpretados. Muitas vezes fingem certo conformismo de maneira a mascarar quão inconvencionais são. Eu sou estranha de verdade. Eu só aprendo a fingir que não. Isso é extremamente frustrante.)
Em termos mais gerais, INTJs tendem a "fazer" aquilo que eles "sabem". Acabam indo melhor em áreas como pesquisa científica e engenharia, mas podem ser encontrados em diversas áreas por se esforçarem em qualquer àrea de interesse.
Relacionamentos pessoais, especialmente amorosos, podem ser o calcanhar de aquiles desse perfil. Lá vamos nós falar de relacionamentos de novo. Por mais que sejam capazes de amar muito outras pessoas (especialmente alguns poucos) e estão dispostos a trabalhar muito e investir muito tempo em relacionamentos, o conhecimento e auto-confiança podem abandoná-los nas áreas de relacionamentos interpessoais. 
Isso acontece porque INTJs tendem a demorar muito pra entender rituais sociais (agora tudo faz sentido...) tais como conversas curtas e sem finalidade e flerte. Também normalmente são pessoas muito privadas, o que dá muito espaço para serem - wait for it - mal compreendidos em relacionamentos. O maior problema, contudo, é que eles realmente querem que as pessoas façam sentido: esperam que as pessoas sejam razoáveis e diretas. Obrigada por explicar isso!
Tem coisas positivas também pra relacionamentos (ufa!), da mesma maneira que eles trabalham pra fazer qualquer outra coisa dar certo, eles trabalham pra relacionamentos darem certo também. Por causa da parte intuitiva, isso pode compensar a ausência do aspecto sentimental - isso ajuda identificando tons de voz, expressões faciais e outras maneiras de expressão verbal. Também tendem a ser estáveis e bons em comunicação. (só se for escrita, meu bem... porque falada...)

Esses foram alguns highlights do texto que achei particularmente interessantes, uma das coisas que mais me deixou feliz foi ver outras pessoas que também apresentam esse perfil. Apareceram nomes como Marie Curie, Stephen Hawking, Jane Austen, Mr. Darcy (personagens fictícios também entraram na lista) e - pasmem - C.S.Lewis. Agora sei explicar pra minha mãe e pra minha irmã porque elas detestam o trabalho do titio Lewis e da Jane Austen e eu gosto tanto! 
No geral, achei extramamente interessante o teste, muita coisa que eu já tinha percebido por pensar demais foi dividido em quatro palavrinhas só. Introversão, Intuição, Pensamento, Julgamento. Mas será que só quatro palavras podem conter toda a complexidade de um ser humano?

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Luz envelhecida

As estrelas são luz velha. Gosto muito dessa definição. 

Devido às distâncias incríveis que nos separam das estrelas, a luz emitida por elas demora diversos anos para viajar da estrela de origem até chegar ao nosso planeta, e, por fim, às nossas retinas que percebem o ponto de luz no céu escuro, e de acordo com a intensidade da luz julgamos se são estrelas, planetas, quaisquer corpos celestes. 
Por causa disso, muitas vezes as estrelas que enxergamos hoje não existem mais - elas entraram em colapso e morreram antes que a luz emitida por elas chegasse às nossas retinas. Por consequência, podemos dizer que quando olhamos para o céu à noite, estamos olhando para o passado. 
Acontece que é meio raro olharmos para o céu. Eu acabo olhando com uma frequência maior que a maioria das pessoas, eu sou uma criança quando se trata da natureza. Eu quero ver as estrelas, sentir o vento, estudar os animais, entender o por quê disso ou daquilo. Eu ainda sou fascinada pelas coisas que as pessoas consideram rotineiras. Muitas vezes falo com as pessoas "Você viu a luz hoje?" "O céu está meu tom de azul favorito!", mas dificilmente as pessoas sabem do que estou falando. Só sabem como está o clima quando está quente demais, frio demais, ou chovendo. 
O que dificulta muito a minha fascinação juvenil com estrelas é a quantidade de luzes das cidades. Eu vim de São Paulo, lá, quando você vê uma estrela sequer já é motivo de felicidade. Mudei pro interior, comecei a ver estrelas um pouco mais. Mas teve um dia que eu fiquei sem ar de tanta beleza, que eu fiquei sem reação. 
Estava com meus amigos voltando de Campos do Jordão à noite e estava olhando pela janela tentando ver as estrelas, e comentei que estava lindo o céu. De maneira inesperada meu amigo encostou o carro onde tinha uma espécie de acostamento pra gente sair e ver as estrelas. Nada teria me preparado praquilo que eu ia ver. 
Estávamos no meio do nada, todas as luzes estavam apagadas, mas o céu estava uma mancha branca que me fez entender o por quê do nome "via láctea". Uma mancha branca se estendia no céu; em qualquer direção que eu olhasse, eram estrelas, constelações, galáxias, amontoadas em esplendor e beleza. Eu nõ sabia qual deveria ser a minha reação. Acho que muita gente choraria, ficaria reflexiva, pensando sobre como somos pequenos ante ao universo. Eu ri. Eu ri imaginando que o Deus que fez aquele céu, o Deus que chama aquelas estrelas pra fora todas as noites pelo nome, esse é o mesmo Deus que me fez e que trabalha em mim. Esse é o mesmo Deus ao qual eu oro quando não tenho palavras e é o mesmo Deus com quem reclamo quando as coisas não vão do meu jeito. Esse é o meu Deus. Esse é O Deus. Eu não sou nada ao lado de toda essa glória, mas ele escolheu a minha espécie, homo sapiens, para ser a espécie à imagem e semelhança Dele. 
Acontece, que enquanto eu via toda essa glória, essa beleza, enquanto eu ria e me maravilhava, as estrelas que eu observava não mais existiam. Elas não estavam lá pra me ver aprendendo uma grande lição através da luz. Elas já entraram em colapso. Elas nunca poderiam saber o que elas haviam me ensinado. 

Creio que às vezes Deus apaga as luzes que nos distraem, e é só quando estamos no meio do nada que paramos pra olhar e contemplar as coisas que realmente importam. Pra ver a luz a milhões de anos-luz que mostra Ele. 
Mas mais do que só contemplar estrelas, eu acho que nós também podemos ser como as estrelas. Nós podemos ser meios para mostrar a glória Dele. Por mais que você diga "Mas só somos humanos", as estrelas "só" são uma pilha de reações químicas ocorrendo causando explosões com quantidades exorbitantes de energia. Temos o potencial, basta servirmos como meio. Basta recebermos a faísca inicial. 
Contudo... Isso não significa que vamos saber o impacto que Deus causou através de nós. Talvez só anos e anos mais tarde que aquilo que Deus mostrou através de nós vai afetar outra pessoa, da mesma forma que a luz precisou ao longo de anos aquela distância incrível entre ela e a minha retina. Talvez, mesmo, seja quando a nossa luz está moribunda e cansada de explosões  reações que vamos saber exatamente como Ele nos usou. Na verdade, talvez, como as muitas estrelas que me fizeram sorrir, rir e me maravilhar, nós nunca saibamos exatamente se Ele nos usou. 
Por isso, não importa quanto reconhecimento temos hoje. Contanto que estejamos lá, prontos para todas as reações de combustão necessárias para mostrar toda a grandeza do mesmo Deus que derramou a via láctea sobre nós. 


"Lord of empty space 
You breathe and then create 
Before the earth was made
You are 

The king of every age 
Outside of time and space
The heavens speak Your name 
You are

Lord of brilliant light 
You separate the night
And everything inside 
You are 

The one who calms the seas 
And every part of me
With just a word you speak 
You are

So I give You all of me for all You are
Here I am 
Take me apart 
Well take me apart 

Angels bowing down 
Beneath the rushing sound
A voice that thunders out 
You are 

The one who holds the stars 
And the beating of my heart
Exalted above all You are 
You are"

domingo, 25 de agosto de 2013

By your side

Tenho tentado postar mais textos de minha própria autoria com reflexões, mas estou em um período de colocar menos coisas pra fora. Talvez a minha cabeça esteja agitada demais com preocupações de fim de semestre pra conseguir produzir algum texto que me deixe satisfeita, então vou postar a letra de uma música que eu tenho ouvido muito.
Muitas vezes, quando me faltam palavras, eu oro por letras de salmos, hinos ou músicas. Uma das bandas que mais tenho usado pra isso é Tenth Avenue North, porque a banda tem letras realmente muito boas que discutem assuntos muito relevantes e que tem muito a ver com meu presente momento: perdão, graça, manter o foco em Cristo.
Foi difícil escolher uma música só, gosto muito de Healing Begins, Times, Losing, Worn, mas escolhi uma que ouço meio que como uma resposta a todas as minhas orações, By your side. A tradução está bem mais ou menos, mas é só pra ser um post rápido pra dar uma ideia da música. Espero que tirem algum proveito =)

By your side
Ao seu lado

Why are you striving these days?
Why are you trying to earn grace?
Why are you crying?
Let me lift up your face,
Just don't turn away

Porque você está se arrastando esses dias?Porque você está tentando trabalhar pra ganhar graça?Porque você está chorando? Deixe-me erguer seu rosto, Só não vá embora

Why are you looking for love?
Why are you still searching
As if I'm not enough?
To where will you go child?
Tell me where will you run?
To where will you run?

Porque você está procurando amor?Porque você está procurando aindacomo se eu não fosse suficiente? Aonde você vai, criança?Me diz, pra onde você vai correr?Pra onde você vai correr?

'Cause I'll be by your side wherever you fall
In the dead of night whenever you call
And please don't fight these hands that are holding you
My hands are holding you

Porque estarei ao seu lado aonde quer que você caiaNo silêncio da noite, quando quer que você me chamarE por favor não lute contra essas mãos que te seguramMinhas mãos estão te segurando

Look at these hands and my side
They swallowed the grave on that night
When I drank the world's sin
So I could carry you in
And give you life
I want to give you life

Olhe pra essas mãos ao meu ladoElas engoliram o túmulo naquela noiteQuando bebi os pecados do mundoPra que eu pudesse te carregar pra dentroE te dar vidaEu quero te dar vida

'Cause I, I love you
I want you to know
That I, yeah I'll love you
I'll never let you go, no, no

Porque eu, eu te amo
Eu quero que você saiba
Que, sim, eu te amo
E eu nunca vou te soltar

Here at my side wherever you fall
In the dead of night whenever you call
And please don't fight these hands that are holding you
My hands are holding you
Here at my side, my hands are holding you

Aqui do meu lado, onde quer que você caia
No silêncio da noite, quando quer que você chamar
E por favor não lute contra as mãos que estão te segurando
Minhas mãos estão te segurando
Aqui ao meu lado, minhas mãos estão te segurando


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Judas e João

Em se tratando de relacionamentos, já fui tanto vítima como vilã. Eu já machuquei e fui machucada, eu me regenerei e já orei pela regeneração do outro. Dizem que o fato de a gente se machucar em relacionamentos faz a vida ser injusta, mas creio que seja exatamente por isso que ela pode ser bem justa: nós estamos todos sob a possibilidade aleatória de ser qualquer uma das duas partes, a que sofre e a que fere. Muitas vezes, desempenhamos ambos os papeis simultaneamente. 

Não é necessariamente uma questão de escolher o outro bem ou não - apesar disso ter certa importância - mas, nós já fomos escolhidos um dia e todos já, de alguma forma, agimos mal, mas ainda assim não nos consideramos pessoas horríveis. Talvez a gente não goste de si mesmo o tempo todo, mas a gente ainda se ama de alguma maneira. Às vezes fazemos burradas, machucamos as pessoas que mais amamos, aprendemos com nossos erros, pedimos desculpas, e seguimos adiante. Às vezes o outro nos perdoa e a amizade, o relacionamento amoroso, seguem adiante, outras vezes não. 

É verdade, contudo, que algumas pessoas parecem ter uma maior afinidade por desempenhar um ou o outro papel com mais frequência. Tanto aquele que é vítima e vilão repetidamente o são por repetição de erros: o primeiro por escolher mal, o segundo por ser mau. Ambos provocam dor, o primeiro nele mesmo, o segundo nos outros. Pode ser proposital ou não, nunca saberemos. 

Porém, em relacionamentos com cristãos, isso é um fator diferenciado se comparamos com outros tipos de relacioanmentos: não somos perfeitos, mas sempre estamos trabalhando pra sermos melhores amanhã. Mesmo se não acertamos tudo com o outro, podemos acertar as coisas com o Criador do outro, e isso nos fazer melhorar e não ferir qualquer outra criatura da mesma maneira. É meio que a mesma lógica que você machucar um animal de estimação de alguém e, mesmo que o animal não entenda quando você pede desculpas, você pede pro dono de qualquer forma - às vezes as pessoas fogem assustadas, porque elas não entendem que podemos realmente estar nos sentindo mal pelo que fizemos, mas pelo menos Deus entende quando pedimos perdão. Mas, nós também somos criaturas, filhos na verdade, dele, então nós também experimentamos do cuidado dele quando somos machucados. 

Tanto erros como dor são fundamentais na formação do caráter cristão, são duas coisas que, por mais que não sejam agradáveis, nos ensinam muito. Os erros nos ensinam que somos humanos que precisam da Graça e do perdão do Pai, a dor nos ensina que somos frágeis e precisamos da graça de outro modo - pra nos curar, através do amor dele. Ou seja, ambos nos ensinam de maneiras completamente diferentes a exata mesma lição: Precisamos dele e da graça dele. Qualquer que seja o papel que desempenhamos, precisamos dele. 

Então, estar na vida de alguém de qualquer forma - como conhecido, colega, amigo, namorado, noivo, marido - é um grande conforto saber que o outro é cristão, porque sabemos que através de Deus, desempenhando qualquer um dos papéis, nós estamos ajudando na formação do caráter do outro, ajudando a torná-lo mais santo. 

Mas há uma grande diferença em como você ajuda a formar esse caráter mais santo. Há um abismo de diferença entre você estar ensinando a pessoa e juntos vocês estarem aprendendo através de amor e perdão de Deus e um para com ao outro, ou você estar ferindo a pessoa e forçando ela a se refugir em Deus e ter que exercitar o perdão ainda que a situação seja extremamente injusta. 

No fim das contas, estando em um relacionamento com alguém que você sabe que busca Deus em primeiro lugar, você pode ficar tranquilo porque essa pessoa está se tornando mais santa todos os dias, e você certamente está vivendo um propósito e desempenhando um papel nesse processo de transformação. O problema é que existe uma enorme diferença entre estar cumprindo a vontade de Deus como Judas ou como João.  


[Um pequeno texto elaborado um dia passeando no metrô de São Paulo a caminho da igreja, espero que tenha algo de bom!]

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

He said, she said

Eu tenho pensado bastante no valor das palavras, no poder que elas tem, de ser uma arma letal ou um remédio. Em parte, isso se deve ao novo fenômeno da internet: Spotted. O spotted é uma páginas, que só conheço via facebook, em que pessoas de determinado grupo (universidade, pessoas que pegam metrô, ABU...) podem postar anonimamente quando encontram (do inglês, to spot) alguém interessante nesse grupo e quer se manifestar mas sem se revelar. Acabam saindo versinhos, poemas, coisas muito bonitas que eu não imaginava que as pessoas ainda escreviam. Pensei que as palavras bonitas tivessem morrido junto com a esperança de finais felizes e ilusões amorosas, mas aparentemente estava bastante enganada. 
Estou achando uma dinâmica interessante observar tudo, o que tenho achado mais peculiar é que através do anonimato que estou conhecendo as pessoas e suas intenções, ou pelo menos as de um seleto grupo que com grande audácia postam no spotted confiando que quem cuida da página não vai contar quem foi. 
Foi pensando nisso que eu comecei a formular uma hipótese. E se as pessoas falassem suas intenções desde o começo? E se elas não ficassem se escondendo? Tudo de uma maneira ponderada, claro mas... e se?


"Olá, menina! Eu sei que pela convenção social você vai responder que 'Sim' de qualquer jeito, mas devo perguntar, Tudo bem?" Ele pergunta, acanhado e um pouco nervoso.
A menina observa a situação surpresa:
"Oi! Obrigada pela gentileza de perguntar, menino, tudo sim; vou retribuir o favor apesar de não ver muito sentido nisso, e contigo?" 
"Tudo certo." Ele coça a cabeça e brinca com os pés olhando para o chão. Isso deveria ser mais fácil que parece ser. "Eu sei que a gente conversa pouco, é por isso que estou sem assunto, desculpas. Talvez não devesse ter vindo falar com você afinal." 


"É, eu tava pensando nisso. A gente dificilmente conversa, estava pensando o por quê de você decidir vir falar comigo particularmente hoje." 
"Ah, é que a gente conversou um pouco o outro dia e te achei legal. E estava pensando... Eu queria te conhecer melhor. Mesmo que não saiba como começar." Ele dá um sorriso tímido e fita a menina. Qual será a reação dela?
"Me conhecer melhor? Com que intenções?", ela parece um pouco apreensiva, mas ainda assim pergunta. 
"Ah, não sei. Confesso que pensei na possibilidade de um dia talvez algo acontecer entre a gente, mas isso foi só algo passageiro na minha cabeça. Talvez só pra gente ser amigo, você tem várias características e uma conduta que acho admirável, queria conhecer um pouco mais." 
Ela mastiga as palavras e pondera até finalmente responder com mais uma pergunta:
"Mesmo a gente nunca tendo tido um relacionamento ou conhecimento muito longo sobre um ao outro?" 
"É. Mas fica tranquila, não quero nada demais. Só conversar. A gente se conhecer." 
"Ah, eu nunca tinha pensado em nós como uma possibilidade mas, ei, porque não? O máximo que acontece é a gente não ter assunto ou nada em comum." 
Os dois riem nervosamente. Isso é diferente. Mas isso é confortável. Não ficar escondendo atrás de indiretas ou segredos. 
"Precisamente. Sem ressentimentos?" 
"Sem ressentimentos. Ah, e... obrigada por falar que sou... uh... interessante. É legal ouvir isso! Deixou meu dia mais feliz! Apesar de estar um pouco apreensiva sobre esse negócio de a gente se conhecer... Não quero que você crie expectativas, não quero te machucar." 
"De nada! É só um fato. Ah e quanto a expectativas... Uma vez vi uma excelente frase: Não crie expectativas, crie porcos. Assim, mesmo se tudo der errado, você ainda tem bacon." 
Ambos riem e olham um pro outro, ainda confusos com a situação inusitada. Confusão povoa a mente de ambos, mas eles se atêem aos fatos. 
"Muito bom!" ela ri, isso faz ele rir mais, "Eu gosto de bacon." 
"Eu também..." Ele diz. 
Ele deve tornar isso uma piada? Ou só deixar estar? Ela pega a deixa. 
"Viu? Já temos algo em comum!" 
"Mas isso boa parte da população tem em comum. Exceto os vegetarianos. Os vegetarianos não gostam de bacon." 


Só uma grande bobagem de um cérebro cansado de provas tentando relaxar um pouco. Já que estamos na onda de sinceridade, detestei o texto. Mas, paciência, é o que tem pra hoje. Talvez assim outras pessoas comecem a pensar: E se fossemos mais abertos e sinceros? É uma boa coisa a se imaginar. Histórias muito engraçadas surgem na sua cabeça em quaisquer atividades do dia a dia. 


sábado, 17 de agosto de 2013

#mastátudobem

No curso de férias desse ano tiveram muitas 'frases de efeito' que guardamos e ainda temos usado depois de passar a semana fria em Bauru. Dentre muitas outras, uma que eu só fui aprender depois, voltando pra casa, foi a #mastátudobem, mas é uma das que está me fazendo pensar mais. Por mais que tenha intuito de humor a maior parte do tempo, é uma das que tenho visto mais gente usando porque, na verdade, faz todo o sentido do mundo dizer que tá tudo bem. 
Não, não digo isso por causa da convenção social de dizer que está tudo bem mesmo que não esteja, mas como uma forma de consolo ao final de uma afirmação aparentemente negativa. O uso dela acaba sendo após uma afirmação ruim, a exemplo: "Estou com saudades de todos, mas tá tudo bem" ou "Estou em crise, mas tá tudo bem" ou, ainda, "Estou doente, mas tá tudo bem". 
Não que signifique que a informação original deixe de ser ruim ou deixe de ser verdade, você continua com saudades, você continua doente, você continua em crise, mas tá tudo bem porque isso não é o mais importante. 
Isso, na verdade, tem tudo a ver com a temática "Pranto, denúncia e esperança" porque isso revela muito da nossa esperança frente ao pranto e à denúncia: Mesmo que sejam fatos tristes ou ruins, temos a esperança que isso não é o mais importante, o melhor ainda há de vir. 
Desde que voltei do curso de férias, muita coisa não andou conforme o esperado, mas não foi contra a minha esperança, porque a minha Esperança de verdade não estava nessas coisas. Muita gente tem me perguntado se estou bem, andam preocupados com meu bem estar por causa de diversos eventos recentes, confusões mentais, dúvidas e crises. Sim, tudo isso tem acontecido em diversos níveis, mas tá tudo bem. De verdade. 
Tenho certeza cada dia mais que algumas coisas não são maravilhosas e lindas, que o mundo não é perfeito, e a vontade de Deus, por mais que seja boa, perfeita e agradável, nem sempre é fácil, trivial e indolor, mas estou em paz, mesmo que nada aqui, perto de mim nesse intervalo temporal mínimo (vulgo presente), faça sentido. Mas estou em paz, não preciso de reafirmações de que preciso relaxar, ficar tranquila ou confiar em Deus. Eu estou confiando, estou em paz, por mais que muitas vezes não pareça. Eu não tenho nada, quando falamos de maneira puramente terrena - portanto, isso implica que não tenha nada a perder. Então... mesmo se um dia eu disser "Perdi tudo, tudo está um caos" poderei completar com "#mastátudobem". Porque minha esperança está no Reino que há de vir, que já começa atuando no que somos hoje, não no que está aqui. 

"Mas temos esse tesouro em vasos de barro, para mostrar que este poder que a tudo excede provém de Deus, e não de nós. De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempre em nosso corpo o morrer de Jesus, para que a vida de Jesus também seja revelada em nosso corpo. Pois nós, que estamos vivos, somos sempre entregues à morte por amor a Jesus, para que a sua vida também se manifeste em nosso corpo mortal. De modo que em nós atua a morte; mas em vocês, a vida."

2 Coríntios 4:7-12

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A prosa virou poesia

Um poema baseado nos eventos do CF (finalmente, a prosa virou poesia!), em textos de Jeremias, Oseias, e algumas coisas mais.

Empty Hands

I thought I had the answers
What is there to say?
I thought I'd get what I wanted
As long as I prayed

My goal was to be happy
What's wrong with that?
"That's not what I made
you for as a matter of fact..."

I pleaded for long lists
Things I needed, like that
I fought with my own fists
Trying to get them back

But you took them away,
far beyond the sea
"You'll not have it your way,
just look at me"


In the pieces of my broken life
I sat, I pleaded and cried
I don't understand why!
Give me back what's mine!

I was that old clay jar
You just couldn't fix
I walked way too far
So you crushed me to bits

"I tried to speak low,
but you just wouldn't listen!
So I stopped speaking slow,
spoke how you couldn't miss it

"You put your self-value
in all the wrong things
In titles, and knowledge,
science and rings

"You thought you were only
as good as they say
Since you wouldn't let go,
Then I took them away

"Those things aren't all bad,
but it's not all there is
Don't believe the first lad
filled with empty promises.

"I have died for your life
I have hurt for your sin
But I love and forgive you
as though you never did

"You can be holy, my child
rather than just happy
But soon the pain will be mild
When I have you beside me

"So I plead you to listen
I want you to come back
My child, you are forgiven
I have all that you lack"


I have sold my soul
to all these pretty things
that surround me and take me
away from your wings

Now my hands are empty
As they always have been
Only I was too blinded
To ever have seen

I hate what I see
and I dread all I've done
Still you say you loved me
and sent me your Son

So I kneel at you feet
and give the bits of me to you
That is, if you take me
though I'm battered and used