quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

'Q's and 'A's

Hoje eu decidi que ia passar toda a minha roupa (e olha que era bastante coisa!), então liguei Sara Bareilles e lá fui eu começar o processo de acomodação no ap organizando tudo. Perdi conta do número de peças que estava passando, porque bateu aquela saudade e minha mente se perdeu em devaneios sobre o acampamento, atividades, brincadeiras, músicas. Creio que o fato de ter sonhado com isso deu uma forcinha para os sonhos durante o dia.
Ao final de tudo, lembrei da minha primeira temporada quando o Maurão me entrevistou lá na frente no programa do Mô - lembro que fiquei tão vermelha que quase me camuflei com a minha camiseta, especialmente quando um dos meninos no público fez a pergunta "loiro ou moreno?", rsrs. Coisinha boba, nunca nem soube quem foi.
Bem, daí eu lembrei de ter postado novas respostas para as perguntas, e alguns anos depois, decidi responder novamente e comparar as respostas antigas. Hey how?

Como você ficou sabendo do acampamento?
Eu já tinha visto o Maurão se apresentar, e minha mãe começou a insistir que deveria conhecer mais gente e fazer amigos. Insistiu pra que eu viesse, eu bati o pé, e nisso acabaram as vagas. No dia antes a Bila ligou dizendo que uma menina ficou doente, e então abriu a vaga pra mim. E eu vim.
Como você imaginava que fosse aqui?
Não sabia bem o que imaginar, só imaginava coisa ruim, afinal não queria vir - queria participar de uns cursos de graça que a ABRA estava fazendo no shopping metrô santa cruz.

Você está gostando?
Bem, completei em janeiro minha décima primeira temporada e não perdi nenhuma, acho que isso responde à pergunta.

Que tipo de música você gosta de escutar?
Em geral, música pouco conhecida, bandas do tipo Jars of Clay, DC Talk, Colplay, Foo fighters, Norah Jones, Ingrid Michaelson, Sara Bareilles, Regina Spektor

Qual CD você nunca compraria?
Pra começo de história, eu dificilmente compro CDs, mas algo que eu definitivamente nunca compraria é qualquer um desses de cantores da disney pré-adolescentes.

O que você gosta em filmes?
Aprendi recentemente a gostar muito de filmes clássicos (Casablanca, Cantando na chuva, Forrest Gump) e alguns filmes menos conhecidos como Tomates verdes fritos, Across the universe, O fabuloso destino de Amélie Poulain e, é claro, ficção científica: Star wars, adorei o Star Trek do J.J.Abrams também.

E na TV?
Gosto muito de seriados de humor, que nem The big bang theory, friends, two broke girls e suburgatory. Também gosto de programas de investigação que nem bones, csi e castle.

Você gosta de ler? Quais seus livros favoritos?
Gosto muito de ler ainda, gosto muito do C.S.Lewis (cronicas de narnia, cristianismo puro e simples, cartas de um diabo ao seu aprendiz), li recentemente alguns contos e O fim da eternidade de Asimov e adorei o estilo, gosto muito dos livros do Markus Zusak, livros do Douglas Adams, entre outros muitos. Também leio a Bíblia diariamente, mas isso nem é por gostar de ler, mas por querer aprender (e sobreviver nesse mundo).

Você tem medo de alguma coisa?
Dizer que não seria uma grande mentira desnecessária, porque o medo é algo instintivo no ser humano - faz parte da nossa sobrevivência. Tenho medo de perder pessoas queridas ou de ferí-las, assim como de ser ferida, e de me afastar de Deus algum dia - isso seria desastroso, e realmente farei de tudo para que não aconteça.

O que você pretende fazer de profissão?
Estou estudando Engenharia Biomédica no momento, mas gostaria muito de futuramente estudar Medicina e unir ambas as áreas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Teorias de Telefone.

Estava eu, em casa, passando minha roupa quando escuto o celular insistentemente chamar-me da escrivaninha. Desliguei o ferro - como qualquer pessoa sensata o faz ou deveria fazer - e fui atender. N'umero familiar, Estela.

Começamos a conversar e afogar nossas mágoas na conversa. Continuei passando roupa e conversando. Ela então, em surpresa com a similaridade dos problemas exclama "Eu sei que não é uma situação boa, mas é bom saber que mais gente está passando por isso pra poder conversar!"' "É estranha a similaridade", respondi, pausei, pensei: "NÃO ACREDITO!" "O que?" "Vivemos em universos paralelos!" "Hein??", respondeu ela confusa.
"A situação é exatamente a mesma, mas com pessoas opostas!" "Hm..." "Você é baixinha, morena, magrinha e eu... bem, sou o contrário disso." "É verdade! Eu adoro coisas radicais..." "e que envolvem quebrar ossos e coisas doidas, eu fujo disso com toda velocidade!" "MEU, você tem razão" "Um dia, vamos descobrir que vivemos em universos paralelos. Ou melhor, somos um experimento." "É! Colocar pessoas opostas na mesma situação e ver como se saem!" "Isso é cientificamente correto... Sempre deve haver o controle positivo e negativo, e portanto oposto em um experimento..." "Cadê as câmeras?? Cadê??? Estão controlando a gente, Mel!"
E no final das contas, não é isso que a gente é? Cobaias para as pessoas que ainda virão, que podem ou não aprender com aquilo que passamos.

O último highlight da conversa foi o meu comentário:
"Estela... nós temos dezenove anos e já estamos no fundo do poço."
Temos 19, nos comportamos como 9 e falamos como se tivessemos 29.

Notas de ceticismo

"Não é assim tão estranho ou assim inacreditável que uma mulher aos seus 29 anos seja solteira - não namorando, nem separada, divorciada ou viúva, solteira.
Meus pais realmente têm um problema em aceitar isso, apenas consideram isso um capítulo inacabado da minha história, algo que ainda há de se completar. Eu, por outro lado, não só aceitei como aprendi a gostar de toda essa história de não ceder às convenções sociais.
Dizem que mulheres com maior instrução são mais frequentemente solteiras - o final do meu pós-doc ano retrasado explicaria tudinho então, mas muita gente implica com essa teria. Já tentaram me mandar a psicólogos e especialistas inúmeros, dizem que sou incapaz de confiar nos outros ou manter relacionamentos por muito tempo, alguma bobagem assim. Acontece que não há nada de especial quanto a mim. Tive uma infância feliz, não passei por nenhum grande trauma, apenas uns relacionamentos fracassados ao longo dos anos, mas tanto faz - todos tivemos isso.
Acho que todo mundo esperava que eu fosse que nem meus irmão, meu irmão mais velho e minha irmã, mais velha ainda. Ambos casados e 'felizes' dentro dos padrões esteriotipados da sociedade. Achava sempre que o fato de eles serem 'normais' provaria que meu ceiticismo não é sintoma de nada que me aconteceu no passado, mas os psicólogos tem toda uma história a respeito de cada um lidar com seus problemas à sua própria maneira. Psicólogos não sabem de nada mesmo - nem ume ciência têm, é uma pseudociência infantil, de gente boba querendo brincar de Deus.
Como dizem Simon e Garfunkle, tenho meus livros e minha poesia para me protegerem, não preciso de mais nada. E além do mais, mesmo nos raríssimos dias de sentimentalismo leio algum livro romântico popular e fico feliz - vejo como tudo isso que a sociedade acredita é um monte de ladainha sem sentido, e me sinto satisfeita em viver fora desse mundo ilusório.
Se você, caro leitor, pensou por um instante que isso seria uma admirável história sobre como algum glorioso evento me fez reconquistar a fé no amor ou na humanidade (qualquer coisa hiperglicêmica do tipo), temo dizer que você está redondamente enganado.
Conheço aquela história de que histórias a serem contadas devem necessariamente ter mudança de personagem para tornarem-se interessantes - acontece, que isso aqui não é uma história, é um ponto de vista, meu ponto de vista. Se você quiser algum livro grudento de tão meloso com um final feliz, ainda dá tempo de deixar esse aqui de lado, mas você só vai estar dizendo que prefere mentiras e utopias a interpretações e análises da nossa realidade. Se quiser continuar lendo, porém, devo alertá-lo que as próximas páginas estão recheadas de ceticismo, ironia e sarcasmo, e isso pode ser altamente contagioso."


Uma bobagem que comecei a escrever hoje, entre livros de física e cálculo na Biblioteca. Eu juro que algum dia vou escrever uma história em que a personagem não seja uma pessoa cética ou terrivelmente mau-humorada - acontece que assim é tããão mais divertido de escrever! Vocês comprariam o livro?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Changes

De volta à cidade de estudo, não sei bem como colocar meus pensamentos e idéias. Tanto mudou desde a última vez que me sentei à escrivaninha branca para escrever aqui. As pessoas mudaram, as circunstâncias mudaram, os pensamentos mudaram, os conhecimentos mudaram, os interesses mudaram, eu mudei.
Saí daqui uma Melissa que se achava invencível, uma Melissa toda crescida e séria, com objetivos traçados e definidos - dedicada exclusivamente ao avanço acadêmico. Vez ou outra com recaídas de "ser um ser humano" - episódios esporádicos.
Em um livro que estou terminando, vi o seguinte trecho que me lembrou muitíssimo de mim mesma (eu sei que morrerei eternamente de vergonha por ter lido uma obra de Nicholas Sparks, mas gosto de ler bestsellers pra entender o que as pessoas na atualidade lêem):

"Você sabe, o fantasma, a memória. Eu ando de olho em você; você trabalha dia e noite, feito um escravo, tanto que nem tem tempo de parar e respirar. As pessoas fazem isso por três motivos. Ou são loucas, ou são estúpidas, ou estão tentando esquecer. E no seu caso eu sabia que era pra tentar esquecer. Só não sabia o quê."
- Nicholas Sparks

Mas, voltei diferente. Até recebi muitos comentários me dizendo que mudei (mesmo antes do acampamento), minha aparência mudou. Pareço, de acordo com os observadores, mais leve, alegre, solta, irreverente, ou, como diria a Jessica e o Lucas, fresh.
Creio que a aceitação da nossa fragilidade e pequenez é algo que muda a gente bastante, fica meio livre do medo do mundo, se é que isso faz algum sentido. Um exemplo, estava com medo do futuro, o que ele traria, como seria minha vida a partir de tantas mudanças, o que me aguardava - e repetidas vezes Deus me falou comigo das formas mais inusitadas (passarinhos, flores, pessoas) aquele "A preocupação não vai fazer nada por você, criança boba..." e comecei o começo de aprender a não querer ter o controle da minha vida o tempo todo, isso tiraria todas as surpresas e coisas legais que minha vida poderia ter.

Há muitos outros exemplos de medos que Deus vem trabalhando na minha vida, medo de perdas, medo de morte, medo das pessoas e a dor que podem provocar, dentre muitos outros que simplesmente não convém citar.
Sei bem que, enquanto vivermos as aflições desse mundinho aqui, haverá incerteza, medos, e problemas aos montes como ainda existem em mim e me assombram, mas saber que tem alguém que me ama e que sabe de tudo que tá acontecendo e apenas permite dificuldades que Ele sabe que meu músculo estriado cardíaco pode aguentar (no sentido figurado, é claro), é incrivelmente reconfortante e espero poder alimentar essa leveza e alegria que passarinhos, amigos, família e natureza têm me ensinado a ter.
Ah sim, e lembram das minhas violetas? Fiquei frustrada porque estava certa que morreriam, após seis meses sem água ou cuidado algum já que não pude voltar para cuidar delas, e sabe? Três meses depois, estão todas verdinhas as folhas novamente após dar um pouco de água - minha tia e minha mãe quase que não acreditaram.
Se é um Deus que cuida até de um vaso de violetas que está cuidando de mim, então por que ficar com medo algum?? E as pessoas fazem isso por dois motivos. Ou são loucas, ou são estúpidas!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cisma

"Busquem o Senhor enquanto se pode achá-lo; clamem por ele enquanto está perto.
Que o ímpio abandone seu caminho, e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele perdoará de bom grado.
"Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos", declara o Senhor.
"Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos.
Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.
Vocês sairão em júbilo e serão conduzidos em paz; os montes e colinas irromperão em canto diante de vocês, e todas as árvores do campo baterão palmas."
- Isaías 55:6-12 (NVI)

Há algumas coisas que acho incrivelmente confortantes nesse texto, mas o trecho em negrito supera todo o resto, em meu presente momento: "Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos."
Às vezes a gente cisma com algumas coisas, que precisamos disso ou daquilo para sermos felizes, para nos encontrarmos em algum sentido, para nos sentirmos realizados. Muitas vezes ficamos frustrados no final de tudo, ou porque não conquistamos aquilo  que determinamos, ou porque conquistamos e no final... a gente não ficou mais feliz, realizado ou despreocupado.
É, portanto, nesse aspecto que esse trecho falou muito comigo hoje: Pode não estar tudo bem pra você nesse instante, os seus sonhos podem parecer moribundos e abandonados, mas... não importa nada disso.
Só porque você não conseguiu o que queria, não quer dizer que é o final da linha - pode até ser só o começo. Se você acha que sabe planejar e sonhar bem, deixa eu te contar um segredo: Deus faz tudo isso ainda melhor.

*  *  *  *  *

My hands hold safely to my dreams
Minhas mãos têm seguramente os meus sonhos 
Clutching tightly not one has fallen
Segurando forte, nenhum caiu 
So many years I've shaped each one
Tantos anos, formei cada um 
Reflecting my heart, showing who I am
Refletindo meu coração, mostrando quem eu sou 
Now you're asking me to show
Agora você está me pedindo pra mostrar 
What I'm holding..Oh so tightly
O que estou segurando tão forte 
Can't open my hand; can't let go
Não posso abrir minha mão, não posso soltar 
Does it matter? Should I show you?
Isso importa? Devo te mostrar?
Can't you let me go?
Você não pode me deixar ir?

Surrender, surrender
renda-se, renda-se 
You whisper gently
você sussurra gentilmente 
You say I will be free
Você diz que serei livre 
I know but can't you see
eu sei, mas você não vê? 
My dreams are me, my dreams are me
Meus sonhos são eu, meus sonhos são eu

Say you have a plan for me
Você diz que tem um plano pra mim 
And that you want the best for my life
E que quer o melhor pra minha vida 
Told me the world has yet to see
Me disse que o mundo há de ver 
What you can do with one
O que você pode fazer com alguém 
That's committed to Your call.
comprometido ao seu chamado 
I know of course what I should do
Eu sei, é claro, o que devo fazer 
That I can't hold these dreams forever
Que não posso segurar esses sonhos pra sempre 
But if I give them now to you
Mas se eu os der agora pra você 
Will you take them
Você vai levá-los
Away forever? Or can I dream again?
embora pra sempre? Ou posso sonhar de novo?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

it's a trap!

Eu sei que é um passatempo perigoso pensar, mas vocês sabem muito bem que não é algo que consigo deixar de fazer por muito tempo (aliás, é provavelemente por esse motivo que esse blog existe em primeiro lugar).
Enfim.
Estava vendo documentação para renovar meu passaporte, e precisava de uma foto então dá-lhe aquele momento de indecisão de que cor de camiseta vestir para que eu não parecesse uma zumbi como na foto anterior e não parecer uma cabeça flutuante. Pensei em ir de preto e minha mãe só disse "Pense que você vai ter que olhar pra essa foto por dez anos!"
Eu fui pro quarto toda "pff, dez anos." Dez anos atrás estávamos em 2002! Quando discmans eram a última moda e as pessoas sem dinheiro -tipo eu- se contentavam com walkmans antigos. E tomb raider A origem da vida tinha efeitos MEGA legais. E Shrek e Elektra estava estreando. Munhequeiras estavam na moda. E Britney Spears ainda era considerada 'inocente' (tá, talvez eu que é pensava que tudo era inocente).
Mas, não foi isso que eu pensei. Isso eu pensei agora só. O que eu realmente pensei foi: "Daqui a dez anos, qual o problema em ver essa foto?? Daqui a dez anos estarei só com... quase... 30... anos..."
Minha cara foi algo assim:



Como muito tempo atrás discutimos, em 6 meses pode mudar muita coisa... assim como 1, 2 ou 10 anos. Portanto. Sem pânico. É só um passaporte, e afinal, ele só está válido por cinco anos.
O lado bom? Quando finalmente for renová-lo... Espero estar fora da unifesp!

Depois dessa conclusão toda, assisti um hilário episódio de friends da sétima temporada da Rachel em crise no seu aniversário de trinta anos. A conclusão final do dia, now please imagine me with a giant squid head and it might be more believable:




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

primeiras, segundas e últimas impressões


Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns, e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.

- Noah Calhoun


Provavelmente muitos de vocês pensaram o mesmo que eu quando primeiro li esse quote:


Tá, talvez nem tantos de vocês, mas alguns, espero (ou realmente me sentirei em uma falta de emoção limítrofe, tendendo a psicopatia). Porém, dei uma oportunidade para que as palavras se aconchegassem em meu senso cognitivo e só pensei... E se for verdade?
E se for a única chance de as pessoas 'nada especiais' e 'sem monumentos' e de 'nomes esquecidos' conquistarem algo muito maior que todas essas coisas? 

Vai ver um monumento ser construído em seu nome é mais fácil de acontecer do que entender todas essas... coisas.