"Não é assim tão estranho ou assim inacreditável que uma mulher aos seus 29 anos seja solteira - não namorando, nem separada, divorciada ou viúva, solteira.
Meus pais realmente têm um problema em aceitar isso, apenas consideram isso um capítulo inacabado da minha história, algo que ainda há de se completar. Eu, por outro lado, não só aceitei como aprendi a gostar de toda essa história de não ceder às convenções sociais.
Dizem que mulheres com maior instrução são mais frequentemente solteiras - o final do meu pós-doc ano retrasado explicaria tudinho então, mas muita gente implica com essa teria. Já tentaram me mandar a psicólogos e especialistas inúmeros, dizem que sou incapaz de confiar nos outros ou manter relacionamentos por muito tempo, alguma bobagem assim. Acontece que não há nada de especial quanto a mim. Tive uma infância feliz, não passei por nenhum grande trauma, apenas uns relacionamentos fracassados ao longo dos anos, mas tanto faz - todos tivemos isso.
Acho que todo mundo esperava que eu fosse que nem meus irmão, meu irmão mais velho e minha irmã, mais velha ainda. Ambos casados e 'felizes' dentro dos padrões esteriotipados da sociedade. Achava sempre que o fato de eles serem 'normais' provaria que meu ceiticismo não é sintoma de nada que me aconteceu no passado, mas os psicólogos tem toda uma história a respeito de cada um lidar com seus problemas à sua própria maneira. Psicólogos não sabem de nada mesmo - nem ume ciência têm, é uma pseudociência infantil, de gente boba querendo brincar de Deus.
Dizem que mulheres com maior instrução são mais frequentemente solteiras - o final do meu pós-doc ano retrasado explicaria tudinho então, mas muita gente implica com essa teria. Já tentaram me mandar a psicólogos e especialistas inúmeros, dizem que sou incapaz de confiar nos outros ou manter relacionamentos por muito tempo, alguma bobagem assim. Acontece que não há nada de especial quanto a mim. Tive uma infância feliz, não passei por nenhum grande trauma, apenas uns relacionamentos fracassados ao longo dos anos, mas tanto faz - todos tivemos isso.
Acho que todo mundo esperava que eu fosse que nem meus irmão, meu irmão mais velho e minha irmã, mais velha ainda. Ambos casados e 'felizes' dentro dos padrões esteriotipados da sociedade. Achava sempre que o fato de eles serem 'normais' provaria que meu ceiticismo não é sintoma de nada que me aconteceu no passado, mas os psicólogos tem toda uma história a respeito de cada um lidar com seus problemas à sua própria maneira. Psicólogos não sabem de nada mesmo - nem ume ciência têm, é uma pseudociência infantil, de gente boba querendo brincar de Deus.
Como dizem Simon e Garfunkle, tenho meus livros e minha poesia para me protegerem, não preciso de mais nada. E além do mais, mesmo nos raríssimos dias de sentimentalismo leio algum livro romântico popular e fico feliz - vejo como tudo isso que a sociedade acredita é um monte de ladainha sem sentido, e me sinto satisfeita em viver fora desse mundo ilusório.
Se você, caro leitor, pensou por um instante que isso seria uma admirável história sobre como algum glorioso evento me fez reconquistar a fé no amor ou na humanidade (qualquer coisa hiperglicêmica do tipo), temo dizer que você está redondamente enganado.
Conheço aquela história de que histórias a serem contadas devem necessariamente ter mudança de personagem para tornarem-se interessantes - acontece, que isso aqui não é uma história, é um ponto de vista, meu ponto de vista. Se você quiser algum livro grudento de tão meloso com um final feliz, ainda dá tempo de deixar esse aqui de lado, mas você só vai estar dizendo que prefere mentiras e utopias a interpretações e análises da nossa realidade. Se quiser continuar lendo, porém, devo alertá-lo que as próximas páginas estão recheadas de ceticismo, ironia e sarcasmo, e isso pode ser altamente contagioso."
Conheço aquela história de que histórias a serem contadas devem necessariamente ter mudança de personagem para tornarem-se interessantes - acontece, que isso aqui não é uma história, é um ponto de vista, meu ponto de vista. Se você quiser algum livro grudento de tão meloso com um final feliz, ainda dá tempo de deixar esse aqui de lado, mas você só vai estar dizendo que prefere mentiras e utopias a interpretações e análises da nossa realidade. Se quiser continuar lendo, porém, devo alertá-lo que as próximas páginas estão recheadas de ceticismo, ironia e sarcasmo, e isso pode ser altamente contagioso."
Uma bobagem que comecei a escrever hoje, entre livros de física e cálculo na Biblioteca. Eu juro que algum dia vou escrever uma história em que a personagem não seja uma pessoa cética ou terrivelmente mau-humorada - acontece que assim é tããão mais divertido de escrever! Vocês comprariam o livro?
Gosto de personagens como estas, céticas e sarcásticas, mas da forma como está escrito, não compraria este livro por nada! Parece que a protagonista só fica reclamando o livro inteiro por não se ajustar às convenções sociais... Mas olha só, fiquei surpresa, agora temos livros para "diversão" na Biblioteca? =0 Outro dia a Gata veio com "Pássaros perdidos"...
ResponderExcluirAhah se o final do livro fosse um final hiperglicêmico.
ResponderExcluirTava matando a saudade de saber de você rs
bjos