domingo, 26 de fevereiro de 2012

Changes

De volta à cidade de estudo, não sei bem como colocar meus pensamentos e idéias. Tanto mudou desde a última vez que me sentei à escrivaninha branca para escrever aqui. As pessoas mudaram, as circunstâncias mudaram, os pensamentos mudaram, os conhecimentos mudaram, os interesses mudaram, eu mudei.
Saí daqui uma Melissa que se achava invencível, uma Melissa toda crescida e séria, com objetivos traçados e definidos - dedicada exclusivamente ao avanço acadêmico. Vez ou outra com recaídas de "ser um ser humano" - episódios esporádicos.
Em um livro que estou terminando, vi o seguinte trecho que me lembrou muitíssimo de mim mesma (eu sei que morrerei eternamente de vergonha por ter lido uma obra de Nicholas Sparks, mas gosto de ler bestsellers pra entender o que as pessoas na atualidade lêem):

"Você sabe, o fantasma, a memória. Eu ando de olho em você; você trabalha dia e noite, feito um escravo, tanto que nem tem tempo de parar e respirar. As pessoas fazem isso por três motivos. Ou são loucas, ou são estúpidas, ou estão tentando esquecer. E no seu caso eu sabia que era pra tentar esquecer. Só não sabia o quê."
- Nicholas Sparks

Mas, voltei diferente. Até recebi muitos comentários me dizendo que mudei (mesmo antes do acampamento), minha aparência mudou. Pareço, de acordo com os observadores, mais leve, alegre, solta, irreverente, ou, como diria a Jessica e o Lucas, fresh.
Creio que a aceitação da nossa fragilidade e pequenez é algo que muda a gente bastante, fica meio livre do medo do mundo, se é que isso faz algum sentido. Um exemplo, estava com medo do futuro, o que ele traria, como seria minha vida a partir de tantas mudanças, o que me aguardava - e repetidas vezes Deus me falou comigo das formas mais inusitadas (passarinhos, flores, pessoas) aquele "A preocupação não vai fazer nada por você, criança boba..." e comecei o começo de aprender a não querer ter o controle da minha vida o tempo todo, isso tiraria todas as surpresas e coisas legais que minha vida poderia ter.

Há muitos outros exemplos de medos que Deus vem trabalhando na minha vida, medo de perdas, medo de morte, medo das pessoas e a dor que podem provocar, dentre muitos outros que simplesmente não convém citar.
Sei bem que, enquanto vivermos as aflições desse mundinho aqui, haverá incerteza, medos, e problemas aos montes como ainda existem em mim e me assombram, mas saber que tem alguém que me ama e que sabe de tudo que tá acontecendo e apenas permite dificuldades que Ele sabe que meu músculo estriado cardíaco pode aguentar (no sentido figurado, é claro), é incrivelmente reconfortante e espero poder alimentar essa leveza e alegria que passarinhos, amigos, família e natureza têm me ensinado a ter.
Ah sim, e lembram das minhas violetas? Fiquei frustrada porque estava certa que morreriam, após seis meses sem água ou cuidado algum já que não pude voltar para cuidar delas, e sabe? Três meses depois, estão todas verdinhas as folhas novamente após dar um pouco de água - minha tia e minha mãe quase que não acreditaram.
Se é um Deus que cuida até de um vaso de violetas que está cuidando de mim, então por que ficar com medo algum?? E as pessoas fazem isso por dois motivos. Ou são loucas, ou são estúpidas!

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