sábado, 31 de dezembro de 2011

vielen dankeschön

Sei que isso é algo meio infantil, mas muitas pessoas têm feito isso via facebook e não nego que ver meu nome mencionado, foi um motivo de alegria, talvez meio bobo, mas foi. Então, se eu fiquei feliz, gostaria de tentar agradecê-los de alguma forma que estiveram presentes de algum jeito durante esse ano, uns mais, uns menos, uns com maior frequência, uns com menor, uns perto, uns longe, uns vejo sempre, outros apenas carrego no coração.

Aos de sempre: Mom, Aunty Cherith, Granny, Melanie, Jessica, Lucas (tá, ele não é de sempre mas é família =3), Uncle Ba, Ste, Guido (vide Lucas), Uncle Henry, Uncle Len.

Aos de longe, mas pra sempre no coração: Bila, Maurão (mesmo ambos estando longe, sempre me ensinam muita coisa e me ajudam a crescer...), Sam (nem todos têm mega professores de álgebra linear às 2 da manhã...), Kimio, Bonner (que me faz me sentir veeelha...), Vítor (conversas esporádicas mas sempre válidas!), Aninha, Salsinha, Thiago, Coronel, Marina (desde a temporada de janeiro, até viagem no rio... altos papos, mesmo que às 5 da manhã), Daia, Angelo, e tantos outros que sinto muito se não os mencionei, mas a memória muitas vezes falha... mas em verdade vos digo que todos (absolutamente todos) do acampamento já me impactaram de alguma forma e por isso os agradeço.

Aos de perto, de todos os dias: Bárbara (com quem mais planejaria a diminação do mundo e falaria de tantos livros?), Nicholas (companheiro de ABU, de bobagens e de... mais bobagens!), Mariana , Ge, Gabi, Cat, Renan, Gilles, Lucas (que junto com a Bárbara não me deixou chorar quando vi o resultado de Cálculo!), Ju, André (ok, os últimos dois não entram na categoria de todos os dias, mas entendeu, né? Companheiros de ABU e eventos), Carol, Bruno(Contágio, contágio!).

Estão aí pessoas por diversos motivos, porém acreditem que esses motivos existem. De alguma forma, vocês se fizeram relevantes, importantes, ajudaram-me, alegraram-me de alguma forma e por isso posso apenas humildemente vos agradecer do fundo do meu escuro e frio coraçãozinho.
Acima de tudo, um enorme, gigantesco, astronômico 'obrigada' a Deus, que tornou cada um parte da minha vida quando necessário!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

True Story.

Essa é a história a respeito de um indivíduo que está neste mundo, quando não deveria estar. Pode parecer uma grande frase de efeito pra começar uma história, cheia de drama, mas trata-se da realidade: há pessoas que simplesmente não deveriam existir.
Então vamos lá, partindo deste princípio básico de não-existência, vamos ao contexto do por que: durante a cesária prematura de seu segundo filho, foi deixado material médico dentro de uma mãe e foi feita a sutura. O corpo, naturalmente respondendo ao corpo estranho, passou a tentar expulsar isso, causando infecções e diversas complicações (como se perder um filho já não bastasse, a situação ficou realmente bastante complicada). Foi realizada uma nova cirurgia para remoção do objeto, mas a infecção já havia se espalhado e foi necessária uma lavagem interna dos órgãos e um tratamento intenso com antibióticos - o mero fato de ela estar viva após isso tudo foi algo fantástico.
Para piorar um pouquinho a situação, a filha que ela já tinha orava todas as noites pedindo um irmãozinho - porém essa infecção provocou colamento de trompas, e portanto, impossibilitava uma gravidez natural. Ela tentou de todas as formas possíveis engravidar mesmo as circunstâncias complicando, via inseminação in vitro (ainda que na época não fosse uma técnica popular ou muito menos com bons índices de sucesso), tratamentos de todos os tipos, e após três anos dos eventos supracitados acontecerem, as possibilidades se esgotaram. Toda a ciência, medicina e conhecimento... nada disso era suficiente para realizar o desejo de sua filha. 
Sentou-se com a filha, agora com 7 anos, que as possibilidades estavam esgotadas e que não havia nada mais que pudesse fazer, que não poderia ter um irmãozinho ou irmãzinha. A família passava por complicações financeiras, então ela voltou para trabalhar em uma escolinha infantil e continuar a vida normalmente. Deu todos os artigos de bebê: roupinhas, berço, cadeirão, tudo o que guardara da gravidez prévia. Era isso. 
Após alguns meses de experiência no novo emprego, um dia ela foi sentar-se em uma das cadeirinhas das crianças para falar com elas, mas quando foi se levantar... não conseguia. Estava presa entre os bracinhos de madeira da cadeira, que sempre conseguia sentar antes disso e levantar sem problemas. Seu quadril havia alargado.
Bem, tudo indicava uma gravidez, então foi ao médico que encarou as alegações com ceticismo "Você não pode ter filhos, então não acredito que seja uma gravidez realmente. Vamos fazer um ultra-som." Bem, foram à sala de ultra-som imediatamente, aparatos acertados, começaram o exame... E o médico olha para a tela com a imagem formada e começa a chorar. "Não é possível... Só pode ser Deus!" foi a reação inicial, confirmara-se uma gravidez. 
A gravidez sendo de risco, dos 9 meses, ao menos 7 foram passados em repouso total. A barriga dela crescia tanto que quando amigos a viam começavam as apostas de que seriam gêmeos. 
Apesar de já ter feito duas cesárias previamente, e esta ter sido planejada como cesária, todas as circunstâncias cooperaram para que fosse um parto normal, com um bebê saudável, vermelho, bochechudo e terrivelmente gordinho - 4,0 kgs, último componente da família tanto pela parte materna como paterna, das circunstâncias mais controvérsias.
Às vezes, mesmo que tudo indique para um resultado, outro pode vir a se apresentar. De esterilidade, uma criança pôde vir ao mundo quando ninguém esperava, sendo contrária à ciência, lógica e toda racionalidade que poderia haver. Um desafio para todos os 'fatos incontestáveis' dos médicos em forma de uma bolinha cor-de-rosa.


Muito prazer, eu era essa bolinha cor-de-rosa. =)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Um estudo sobre a feiúra



Recentemente tenho ponderado e refletido um pouco a respeito da beleza, feiúra, deformidade, ou qualquer característica que nos faça julgar mal uma pessoa sem sequer conhecê-la.

Na literatura, teatro e cinema não faltam exemplos disso – desde histórias infantis como o patinho feio, até clássicos como A bela e a fera, O corcunda de notre-dame, e O fantasma da opera.

Me atendo aos últimos dois exemplos, acho peculiar como a mocinha normalmente ilude o ‘monstro’, ‘o feio’, ‘o rejeitado da sociedade’ até que surja o herói, bonito, perfeito e amável para resgatá-la. É absolutamente deplorável, tudo o que Quasimodo faz é por Esmeralda, e ela o deixa sozinho. Na história original, é o bonito e admirável capitão que trai ela – ela é enforcada e seu corpo depositado sem cerimônias sob a catedral, e Quasimodo fica ao lado de seu cadaver até que morre de fome; quando, anos depois, tentam separar as ossadas de ambos, as dele se desfazem e tornam-se pó. O belo trai, o feio é fiel. É bastante diferente da versão bonitinha da Disney, assim como é bastante diferente de O fantasma da opera.

O fantasma da opera é diferente em diversos aspectos, primeiro porque o feio é um tanto quanto mais socialmente doente – torna-se um stalker possessivo de Christine, mas ainda assim ela se encanta porque acredita que ele é um anjo da música que seu pai enviou (traumas de infância, o que seria a ficção sem vocês!). Então fica aquela coisa: Roul, um amor real, belo, forte, inteligente, e estável enquanto que com o fantasma é um relacionamento muito mais irracional, carnal, passional.

Quando há aquela cena de ‘Don Juan’ que o fantasma se apresenta com Christine, você começa a achar que ela vai escolher o fantasma… canta tudo passionalmente, mesmo sabendo que seu noivo está assistindo quando BAM! Ela trai o fantasma e remove a mascara diante de toda a opera! Mas tudo bem, ele é o feio, o louco, tudo bem traí-lo… Porque não em primeiro lugar não iludí-lo:: Porque ele não está nos padrões sociais esperados.

Os vilões são raramente belos e inteligentes, são corcundas, velhos, narigudos, magros demais, gordos demais… Mas porque a sociedade cultua tanto o belo e a estética: O atlético e o inteligente: Isso acaba por depositar a maior parcela da população emu ma categoria de ‘não são bons os suficiente’, quando isso na verdade é bastante vazio e sem fundamento.

No livro À Imagem e Semelhança de Deus fruto da colaboração entre Philip Yancey e Dr. Paul Brand, o autor toma bastante tempo para falar a respeito de Imagens, e apesar de muito incômodo o capítulo porque sei que grande parte do tempo eu julgo mal as pessoas e cultuo o belo também, é extremamente válido e está me dando uma nova perspectiva a respeito do tema.

“A auto-imagem humana alimenta-se da atração física, habilidade atlética, ocupação digna. Trabalhei para dar essas dádivas a pilotos feridos na Inglaterra e pacientes leprosos na Índia e agora nos Estados Unidos. Mas, paradoxalmente, qualquer uma dessas qualidades desejáveis pode erquer uma barreira contra a imagem de Deus; pois praticamente qualquer qualidade que possa apoiar uma pessoa torna mais difícil a ela confiar no espírito de Deus. O belo, o forte, o politicamente poderoso e o rico dificilmente representam a imagem de Deus. Em vez disso, o espírito de Deus brilha com mais força por meio da debilidade do fraco, da impotência do pobre, da deformidade do corcunda. Mesmo que os corpos estejam destruídos, a imagem pode crescer mais radiante.

A princípio, achei esse discernimento na natureza do corpo de Cristo desagradável. Talvez porque me tivesse trazido a incômoda consciência de que, no mais das vezes busquei me cercar do bem-sucedido, do inteligente e do belo. Com demasiada freqüência julguei pela imagem das pessoas em vez de julgar pela imagem de Deus. Mas, quando refleti sobre minha vida e sobre as pessoas que melhor representam a imagem de Deus para mim, minha mente fixou-se especialmente em três pessoas. E nenhuma delas alcançara o padrão humano de sucesso.”

Há um versículo que gosto muito na bíblia que diz que Deus só nos dá fardos tão pesados quanto nossos corações podem suportar, portanto quando a vida apresenta-nos problemas ou qualquer tipo de barreira ou dificuldade… é quase como Deus apresentando-nos uma oportunidade para aprendermos o quanto podemos suportar. Ir além do limite que estabalecemos para nós mesmos, um voto de confiança dizendo ‘Yes, you can’.

Então se você não é perfeito, não é o mais bonito, o mais inteligente ou bem sucedido… Não há porque se sentir mal, Deus deu-lhe uma grande oportunidade que você pode usar, ou não. E mesmo se você não quiser usar essa oportunidade, é uma oportunidade para os outros – uma oportunidade pra julgar pela imagem de Deus, e não pela imagem humana.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Computers and art

Estou retornando a alguns velhos hábitos, atividades que não fazia há algum tempo: assistir filmes, assistir seriados (TBBT, Friends, Castle...), pintura e desenho, hoje até toquei a flauta um pouco (definitivamente preciso treinar ler partitura! O que toco é por memória muscular, lol) e tem sido bacaninha. Mas, algumas coisas mudaram.

Ontem saímos em um pequeno grupo de sol da videnses novamente e fomos ao MASP, foi divertidíssimo - em parte pela companhia, também pelo andar de Romantismo que me encanta. Descobri que grande parte dos artistas que conhecia tão bem, os estilos que sabia cronologicamente... esqueci. Nomes que me eram tão familiares, eu deixei lá nos arquivos mortos, mas espero reavivá-los. Pra que são as férias senão pra estudar aquilo que você gosta? 
Depois disso, já que o grupo era predominantemente de meninos e apenas eu e a Thaís de garotas, cedemos e fomos ao Game on antes de acabar de ver todas as salas - e definitivamente valeu à pena! Jogamos, vi jogos de muito tempo atrás que jogava nos primeiros notebooks do meu pai, game boys que lembro dos meus colegas jogando estavam atrás de vidros, como se fosse um museu. Desde pacman, asteroids, até Beatles rock band e tapetes de dança (sim, eu brinquei com tooodos esses, até no vocal de Beatles rock band... 72% não foi tããão ruim assim). Descobri que mesmo que eu reclame de videgames bastante, um interesse tem sido despertado e estou começando a me divertir. Agora, só falta o dinheiro pra comprar os jogos, lol.

Agora, com sua licença vou arrumar meu guarda-roupa... uma pena não ter dentro dele um leão e uma feiticeira lá também!

domingo, 25 de dezembro de 2011

feel the love

Há dias que tornam ordinários até aqueles dias da vida real que considerávamos mais extraordinários.

Não que exista algo como 'espírito natalino' ou coisa assim que tenha este efeito sobre mim, os últimos dias realmente tem sido compostos por todas as coisas que todos mais esperam: amigos, família, amor, risos e sorrisos, brincadeiras, bobagens, arte, altruísmo... muito amor mesmo.
É elementar que nem tudo anda perfeito, tive situações e momentos que realmente foram horríveis - mas ao invés de ver o que não tenho, isso me faz valorizar o que tenho - tios que são melhores que muitos pais por aí. Às vezes é confuso, porque é que Deus me abençoaria tanto assim? Um mistério.
E daí a sensação de dar os presentes que fiz, panos de prato pintados, porta copos, e é como dar um pouquinho de si para as pessoas: um pouco do seu tempo, do seu esforço (que às vezes dá certo, outras vezes não... rsrs) só pra falar 'eu gosto de você'. 
Também tem aquele cheiro de manteiga derretida para fazer as bolachas, o cheiro do stuffing (minha frase do dia: I stuffed myself with stuffing!), os condimentos carregados do bolo de natal (nas palavras de Sam, 'bolo da dona Rose até velho é bom!) que deve ser conservado por anos e anos até ficar muito muito gostoso. A casa cheia, as bobagens dos primos que não bebem (mais bobas que a dos primos que bebem, correto Jess e Lucas?), a carinha de surpresa da minha vó quando ganhou um presente de proporções épicas... As eternas disputas e discussões sobre batatas, as ligações dos de longe, os abraços dos de perto. 
Os ocasionais acidentes, e as 'broncas', as piadas com trocadilhos em inglês, os pedidos por 'tortas de mosca morta' e as piadas para com os vegetarianos. A música irlandesa instrumental ao fundo, o dar as mãos para orar e agradecer. 
É isso. That's the Grant christmas, mad and lovely as it may be!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Fui.

Eu poderia fazer longas reflexões a respeito do espírito natalino, solidariedade, sentimentalismo da época de natal. Poderia fazer uma análise antropológica da data, suas origens e motivos. Poderia falar sobre família, pais, irmãos, primos distantes que apenas vemos no natal ou em funerais. Poderia escrever algo que não tivesse nada a ver com a data comemorativa.

Mas, na moral.... não tô a fim, lol.

Um abraço e bom natal pra vocês - estou indo curtir o meu!

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Recomendações de músicas natalinas se resumem ao álbum Blue Christmas de A fine frenzy, com destaque para Wish you well e Red ribbon foxes. Fui!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

15 de Janeiro de 2007

"Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável."

- Charles Dickens




Não necessariamente um dia de mudanças, mas estopim para todas as mudanças possíveis, imagináveis e inimagináveis.