Suponho que eu poderia fazer uma postagem pensando sobre esse ano inteiro, as coisas que mudaram, mas isso não seria mais do que um eco do restante do ano - já que as escassas postagens refletiram sobre essas coisas, sobre as pessoas próximas, sobre as pessoas distantes, ou poderia ainda refletir sobre o natal ou sobre as promessas de ano novo, mas não consigo ver particularmente nenhuma relevância em nenhuma dessas coisas no momento, já que todo ano é a mesma coisa - Natal é uma data comercial, ano novo é quando as pessoas acham que tudo vai ser novo, fazem promessas vazias, mas rodam os dias e tudo volta ao normal.
Algo que tem me feito pensar mais, entretanto, são despedidas. Amigos que voltam cada um ao seu estado ou cidade, pessoas que viajam, ficamos lançados cada qual à sua distância, e tudo isso está me fazendo matutar sobre esses momentos da vida.
Provavelmente por causa de eu ficar por aqui a maior parte das férias (estudando pra minha prova...), estou sentindo um pouco mais os 'até logos' um pouco mais do que o usual. Amigos longe, namorado mais ainda, família indo pra longe também, e só terei os livros pra me acompanhar durante o próximo mês. Por mais que eu queira pensar que é uma bobagem, um mês ou três meses nem é tanto assim, isso tudo me fez perceber o quão apegada me tornei às pessoas.
Considerando o quanto eu queria viver minha vida independentemente delas porque ela nos chateiam, mimimi, bla blá blá, um discurso solitário, vazio e de melosidade excessiva, descobri que não são feitos extraordinários que nos fazem sentir falta das pessoas. Não são os grandes eventos escassos, são as coisas mais cotidianas, mais simples que fazem falta. Uma palavra, um abraço, um gesto, uma conversa boba ao final de um dia cansativo, um suco de morango e maracujá no Caju, são essas coisas que fazem falta.
Fazer o que? Quando a gente menos espera, percebe que suas raízes não ficaram na terra, ficaram nos outros, e quando eles saem você só fica esperando ansiosamente a volta pra você se sentir em casa de novo.
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