terça-feira, 8 de janeiro de 2013

see you laters

Suponho que eu poderia fazer uma postagem pensando sobre esse ano inteiro, as coisas que mudaram, mas isso não seria mais do que um eco do restante do ano - já que as escassas postagens refletiram sobre essas coisas, sobre as pessoas próximas, sobre as pessoas distantes, ou poderia ainda refletir sobre o natal ou sobre as promessas de ano novo, mas não consigo ver particularmente nenhuma relevância em nenhuma dessas coisas no momento, já que todo ano é a mesma coisa - Natal é uma data comercial, ano novo é quando as pessoas acham que tudo vai ser novo, fazem promessas vazias, mas rodam os dias e tudo volta ao normal.

Algo que tem me feito pensar mais, entretanto, são despedidas. Amigos que voltam cada um ao seu estado ou cidade, pessoas que viajam, ficamos lançados cada qual à sua distância, e tudo isso está me fazendo matutar sobre esses momentos da vida.
Provavelmente por causa de eu ficar por aqui a maior parte das férias (estudando pra minha prova...), estou sentindo um pouco mais os 'até logos' um pouco mais do que o usual. Amigos longe, namorado mais ainda, família indo pra longe também, e só terei os livros pra me acompanhar durante o próximo mês. Por mais que eu queira pensar que é uma bobagem, um mês ou três meses nem é tanto assim, isso tudo me fez perceber o quão apegada me tornei às pessoas.
Considerando o quanto eu queria viver minha vida independentemente delas porque ela nos chateiam, mimimi, bla blá blá, um discurso solitário, vazio e de melosidade excessiva, descobri que não são feitos extraordinários que nos fazem sentir falta das pessoas. Não são os grandes eventos escassos, são as coisas mais cotidianas, mais simples que fazem falta. Uma palavra, um abraço, um gesto, uma conversa boba ao final de um dia cansativo, um suco de morango e maracujá no Caju, são essas coisas que fazem falta.

Fazer o que? Quando a gente menos espera, percebe que suas raízes não ficaram na terra, ficaram nos outros, e quando eles saem você só fica esperando ansiosamente a volta pra você se sentir em casa de novo.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

advento

Algumas semanas atras  postei sobre a forma como Deus acaba tendo que agir de maneira quase que repetitiva pra me passar um recado. O mesmo recado, de novo e de novo, de varias maneiras. Essa semana... nao foi diferente.
Em uma especie de 'preparacao' para o Natal, o advento, lemos essa semana sobre quando Gabriel anuncia a Maria que ela vai engravidar de Jesus. A reacao dela primeiro e' de medo (logico), a reacao secundaria e' de inadequacao para a tarefa e no final ela so' diz pra vontade de Deus ser feita. Medo, inadequacao, obediencia. Uma sequencia que foi fundamental, ate certo ponto, pra um evento historico gigantesco.
Essa tambem e' a sequencia que todas as exposicoes biblicas que vejo, leituras biblicas... todas de uma maneira ou de outra falam disso.
Primeiro, eu nao senti medo - so' ignorei. Mas quando o evento se repetiu, a inadequacao foi imediata. 'Nao, isso nao pode ser pra mim, Deus. Voce deve estar me confundindo com outra pessoa muito mais apropriada pra fazer... o que quer que voce queira.'
E eu ainda nao entendo o que ele espera de mim. Eu nao entendo pra que ele espera obediencia submissa, mas eu acho que estou no final da fase de inadequacao e dizendo... ok Deus. Nao entendo como. Ou porque. Ou pra que... mas. Estou aqui.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Give it up, let go.

Às vezes vem uma saudade que surge meio do nada. É uma saudade peculiar, não de um lugar necessariamente. Nem das pessoas, porque as pessoas não são mais as mesmas. Mas... saudades de momentos. Saudades do sentimento que aquela situação lhe passava então. 
Não que eu quisesse voltar no tempo, não iria querer voltar porque estou perfeitamente feliz no presente, não mudaria uma vírgula ou ponto da história que estou vivendo, mas de vez em quando eu tenho vontade de viajar, passar férias no passado. Uma, duas semanas. Só pra relembrar.
Mas acho que se eu revisse tudo aquilo, veria como muitas das coisas que faziam sentido então na minha cabeça não faziam sentido algum de verdade. Ficaria revoltada comigo mesma, e veria detalhes que não percebi antes. Não faria muito sentido. Prefiro guardar as memórias, cada uma na sua prateleira e com seu rótulo. Foram boas na época. E só. 
Até certo ponto, é confortante saber que não mudaria nada no que me aconteceu ou nas minhas reações a tudo o que me cercava, entretanto... não adianta de muita coisa olhar pra trás. Só o que você vê é a poeira que os seus passos anteriores levantaram. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Já tentei calcular o meu valor...


A lição da vez foi um tema abordado na igreja a respeito das bases de valor que temos. Começamos aprendendo desde cedo que o nosso valor está estabelecido na nossa capacidade de fazer alguma coisa ou capacidade intelectual, na aparência física e no status. Crianças se veem assim, nós nos vemos assim. Enquanto tivermos ao menos uma dessas características, achamos que valemos alguma coisa. Posso não ser bonito, mas se for inteligente tenho alguma coisa... Posso não ser inteligente mas sou super talentoso em outra área. Posso não ser nada especial, mas enquanto tiver coisas que denotam algum tipo de poder, tudo bem. Não, não está tudo bem.
Porque a beleza vai definhar com os anos, a inteligência... nunca parece ser suficiente. O que você tem, não dura muito. E não só o que você tem no sentido material, mas todas essas coisas citadas são coisas que você tem: beleza, inteligencia, dinheiro, status. E o que você tem começa a definir o que você é, e tudo acaba em um pensamento viciado em valores totalmente errados.
Grande parte do tempo vivemos a base disso, contudo fazemos isso como compensação da instabilidade das nossas bases internas – aquilo que somos – que são nosso sentimento de valor, amor e aceitação. Quando temos essas bases frágeis, buscamos mecanismos de aceitação alternativos – se não nos sentimos 'bons o suficiente' pela própria natureza, tentamos pelo esforço.
Esses problemas decorrem normalmente de uma má criação e disciplina, são conceitos estabelecidos nos primeiros anos de vida e se sua infância inteira você nunca era bom o suficiente, era sempre burro ou atrapalhado ou inconveniente, você vai passar a sua vida inteira acreditando nessas coisas. Será? Errado!
É claro que esse seria o cenário mais conveniente: “coitado de mim, fui criado de maneira inadequada, meus pais não souberam mostrar amor e aceitação, então não sirvo pra esse mundo.” Mas tanto quanto é conveniente, também é equivocado e infantil esse pensamento viciado em conquista de amor ou de respeito a partir de bases externas.
O nosso valor não está no que temos, mas no que somos. Como diz C.S.Lewis: Nós não somos um corpo. Nós temos um corpo, nós somos uma alma.
Não, não somos perfeitos. Sempre há alguém mais inteligente, com mais status e mais bonito que a gente, então tentar ranquear nosso valor nisso de fato só vai nos deixar em um estado psicológico pior que o previamente estabelecido – de fato, se nos basearmos nisso, nunca seremos bons o suficiente.
Mas... mesmo assim, Deus estabeleceu nosso valor, uns dois mil anos atrás quando disse que a nossa vida tinha valor suficiente para que outra pessoa morresse pra que tivéssemos um relacionamento com Deus. E não foi qualquer pessoa, foi a pessoa, a única pessoa que não mereceria morrer, muito menos de forma tão brutal e humilhante.
A auto-estima baixa simplesmente deixa de fazer sentido quando alguém acredita em você, não é mesmo? Às vezes só o que precisamos é que alguém acredite em nós pra sairmos desse pensamento viciado de insuficiência e sentimento de não pertencer, quanto mais significa que quem criou tudo diga que você vale à pena – que investiu a vida do próprio filho na sua liberdade pra você largar todas essas ideias e começar a trabalhar pra mostrar pra outras pessoas o valor que elas tem também.
E por mais que mudar esses conceitos, essa conformação (que se mostra mais uma deformação) que temos, em sintonia com o coração de Deus através do relacionamento com ele, ele trabalha nos reformando pra nos deixar melhores. Ele reforma de dentro pra fora – porque o seu lado de dentro reflete no lado de fora. E, antes que você perceba, aquilo que parecia horrível, você parecia insuficiente... Deus vai trabalhando em você aos poucos, você fica mais feliz, isso se reflete no seu físico. E mesmo se você não conseguir acertar tudo, Deus ainda vai te amar. Você se torna uma pessoa mais agradável para si e para o restante do mundo porque você está se tornando uma nova criatura: não uma criatura daqui, terrena. Uma criatura do Reino, uma criatura conforme o coração de Deus – conforme o plano inicial que ele tinha pra você antes de todos aqueles traumas e revoltas que aconteceram ao longo dos anos.

Então o próximo dia em que você não quiser sair da cama porque não faz diferença no mundo ou porque não é bom o suficiente, pense no seu valor traduzido na cruz e me diz... você realmente ainda acha que a vida de Jesus não valia nada?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Unsustainable

Hoje estava aproveitando as férias pintando enquanto ouvia algumas pregações do Paul Washer enquanto estava aqui no Brasil. Ouvi uma série a respeito de namoro, e, apesar de não concordar com bastante coisa que ele diz (opiniões extremistas e que só poderiam ser aplicadas em situações utópicas), houve coisas que me fizeram pensar bastante.

Uma das frases que mais me fez pensar foi "We are raping our children's minds" (Estamos estuprando as mentes de nossas crianças). É uma frase muito forte, mas é a realidade.
Fazia muito tempo que não assistia televisão, e hoje, procurando algo pra assistir percebi quão forte é isso na nossa cultura. A maioria dos programas tinham de forma explícita ou não referências sexuais aos quais crianças não deveriam ser expostas. Claro, tinha idades indicativas - 10, 12 anos no máximo. Enquanto que um excelente documentário da segunda guerra mundial no Nat geo era indicação 14 anos.
Então as crianças estão preparadas para sexo mas não para a morte? Para a crueldade dos seres humanos que os cercam? Para o mundo real?

Parece que desde cedo a sociedade introduz as crianças a muitas coisas do mundo adulto - quiçá, poderíamos colocar como os 'privilégios' do mundo adulto sem a responsabilidade do mundo adulto; e chamam essa fase intermediária de adolescência. Isso é, você tem a licença para se comportar como uma criança, ser irresponsável como uma criança e viver em uma bolha ideal de conforto com uma criança mas com elementos da vida adulta que necessariamente envolvem responsabilidade.

O resultado dessa loucura? Adolescentes de 30, 40 anos que dependem dos pais, têm relacionamentos instáveis e a curto prazo, que desconhecem o mundo real. Crianças se chamando de adolescentes, crianças que não sabem lidar emocionalmente com relacionamentos e não entendem a profundidade desses. Uma sociedade totalmente desajustada por ser formada de famílias desajustadas - mães solteiras, pais que fogem da responsabilidade, crianças querendo apressar seu amadurecimento e os pais dessa geração que estão colhendo os frutos da criação pela mídia, que lhes parecia tão mais fácil e conveniente antes. Uma sociedade com um excesso de pessoas irresponsáveis, 50% das pessoas ainda no estado psicológico da adolescência. Uma sociedade de caos, despreparada em uma cultura de morte autodestrutiva. Uma geração inteira emocionalmente e psicologicamente desequilibrada, uma geração insustentável.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Keep calm, trust God and stop the mimimi

Fazia muito tempo que não abria aqui, apenas hoje me deparei com o fato que ultrapassamos as 10.200 visualizações de página do blog. Tá, sei que muitos tem milhões e milhões de visitas mas, 10.200 vezes alguém no mundo vir parar no meu humilde link - pessoas que me conhecem ou não, que falam minha língua ou não, vir aqui por algum motivo é interessante.
Peço perdão pela ausência, sinto muita falta de escrever mas realmente o tempo está curto.
Esse final de semana, acabamos de sediar um evento da ABU, o Conselho Regional e recebemos aqui em nossa cidade mais de 190 pessoas e... bem, alimentar, hidratar, dar cama e abrigo pra tudo isso de gente em uma escola dá um bocado de trabalho.
Mas mesmo com o estresse, o pouco sono, o muito estudo e as crises ao sucumbir à pressão, tudo tem sido muito bom.
Às vezes eu sinto falta de algumas coisas de antes, tenho pensamentos meio nostálgicos de episódios isolados em minha memória, mas não são nada mais que isso - episódios isolados. É como espontaneamente em uma aula de equações diferenciais você ter saudades de quando você estava aprendendo a somar, resolver equações simples, talvez até uma função. Não faria sentido aprender tudo aquilo de novo, mas hoje seria mais fácil que foi então.
Então, pensamentos isolados de lado, apesar de não estar sendo fácil, tenho aprendido realmente muito.

Eu acho engraçada a comunicação de Deus comigo, tem gente que ouve uma pregação e diz "é o que Deus quer me falar!", mas ele faz diferente comigo. Eu ouço uma vez, ok. Ouvi. Mais uma vez: Hum... interessante. Terceira vez: Ok, Deus, pode falar.
Acho que ele entende que eu não funciono com uma breve afirmação só da mesma forma que um experimento não tem validade se ele não for repetido e der o mesmo resultado. Bem, ele que me fez, ele deve entender melhor do que ninguém.
Há duas coisas que tenho ouvido e lido muito e, como eu sei que a probabilidade de isso acontecer tantas vezes é essencialmente nula, parece que Deus realmente está batendo nessas teclas comigo até eu entender, e inclusive me dando situações em que eu preciso aprender com essas coisas.
Primeiro: Fé de uma criança. Simples assim. É um texto que tantas pessoas conhecem, de quando Jesus diz que devemos receber o reino dos céus como os pequeninos... e eu ainda assim não tenho feito isso.
Segundo: Não colocar as coisas daqui acima das coisas de Deus. É claro que não vou vender minhas coisas e sair mendigando na rua pra só me dedicar às coisas de Deus, precisamos sobreviver! Mas no final do dia, o que conta não é se você tem infinitos dígitos na sua conta bancária ou se você tem um corpo dentro dos padrões estabelecidos pela sociedade - o que conta é o que você fez com tudo isso que você tinha.

Então, vamos lá, hoje vou falar apenas a respeito do primeiro item. A Fé. A fé a respeito da qual Deus tem falado comigo talvez até fosse melhor traduzida como 'confiança' do que fé. Sempre dizemos que Deus tem o futuro nas mãos dele, ele que decide o que é melhor pra nós, bla bla blá whiskas saché. Mas esse é o problema, nós dizemos, não vivemos.
É incrível o nível de incerteza que minha vida tem tido nos últimos anos, são muitas coisas relativamente pequenas que definem muitas coisas e isso acaba criando um mal estar pra mim, eu me sinto inteiramente fora do controle e isso não é bom.
Eu sou daquela autossuficiente que quando faz trabalho em grupo, faz sozinha porque não confia no trabalho dos outros. Eu sou daquela que se algo tem que ser feito, prefiro eu fazer do que talvez dar errado na mão de outra pessoa. Mas isso não é um atitude cristã, porque isso não só me afeta no sentido horizontal (eu - pessoas) mas também no aspecto vertical (eu - Deus). "Deus, eu acho que você não está entendendo bem a situação..." "Deus, tem certeza? EU acho que..."
Mas... olhando pra trás, quantas coisas eu queria tanto e tanto e não as tive, fiquei muito chateada... e então descobri que Deus tinha algo melhor para mim. Portanto, o meu comportamento atual, é completamente irracional, já que já passei por esse tipo de coisa.
Alguns exemplos: Arquitetura. Já foi um sonho. Cheguei perto... Mas não passei. Fiquei brava, chateada. 90 pessoas! Céus, por 90 pessoas não entrei na usp no terceiro ano do colegial! Fiquei exaltada. Então, Medicina se mostrou e me encantou, e mudou o meu sonho. E Deus sempre me falando pra seguir em frente, pra ter paz e... e... eu não passei de novo? Como assim Deus? Qual a brincadeira?
Então, acabei vindo fazer engenharia - quando a matéria que sempre tive mais dificuldade era matemática. A família que diz que tenho um jeito 'engenheiro de pensar', mas nunca tive as notas de um engenheiro. E foi o ponto de 'Po Deus, ta de sacanagem!' Cheguei ao ponto de dizer que não viria a não ser que passasse em um dos primeiros lugares, terceiro ou nono. E eu passei em nono.
Não havia mais forma de negar que aquelas orações todas que estava fazendo e pensava que iam pra lugar nenhum iam pra Ele. Eu vim.
E tive problemas aqui, apanho muito pra passar... e surge um novo sonho - estudar fora. E isso me foi tirado também. Cheguei ao ponto de 'Não quero mais sonhar se for pra apenas me frustrar!'. E assim descobri que os sonhos de Deus eram bem diferentes. Comecei a me envolver com a ABU, comecei a trabalhar com e para eles, e... puxa. Não ter eles na minha vida seria meio inconcebível. E para tentar o ciência sem fronteiras, precisei tirar um diploma de inglês, o IELTS. Nisso descobri que um amigo meu da ABU também o faria. Comecei a trazer material pra ele estudar e começamos a conversar pra ele praticar. E, bom, a conversa foi bem. Muito bem. Tão bem, que hoje estamos namorando. Na época em que eu deveria estar partindo para o Canadá, começamos a namorar. E saiu um edital para o Reino Unido logo depois.
Eu olho pra tudo isso e fico feliz porque vejo o cuidado de Deus. Nada parecia dar certo, e talvez não deu mesmo. Mas descobri que o melhor lugar pra estar não é na usp ou na unifesp, em são paulo ou em são josé. O melhor lugar pra estar é dentro da vontade de Deus.

E agora, com o CR, não pude estudar pra uma prova importante que se eu não passar, não poderei ir ao reino unido no ano que vem; estudei muito antes, mas ainda assim não fui bem nas primeiras provas. E eu comecei (é lógico) a ter outra crise. Mas parei pra pensar, e puxa, eu pude fazer trabalho de formiguinha pra ajudar em um movimento estudantil pra alcançar vidas, ajudar pessoas, pra mais almas conhecerem esse Deus que tem sido tão incrível na minha vida, e eu estou aqui achando que esse mesmo Deus não liga ou sabe o que está acontecendo? Isso não é lógico. Isso é irracional. Céus, isso é estúpido.
Eu peguei todas as minhas preocupações sobre como será o próximo ano e falei, "Deus, cuida pra mim." e foi a melhor coisa que poderia ter feito. Nunca fui tão tranquila pra uma prova com tamanha importância. Todo o medo que tem me governado nos últimos anos, eu entreguei. Estou bem, estou feliz e estou com a consciencia limpa. Fiz o melhor que pude e... se Deus já fez tantas coisas inesperadas, quem sabe qual a próxima que ele vai fazer comigo?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

It is a noble feeling, but it is still a feeling

Ontem, após meu fiasco em Cálculo 3, decidi ler um pouco mais de Cristianismo Puro e Simples porque C.S.Lewis sempre tem algo bom a ensinar de maneira simples para um cérebro cansado.
Li uns 4 capítulos, porém os que mais me chamaram atenção foram os relacionados a relacionamentos. Teve um trecho em particular que gostei bastante porque me lembrou muito algo que eu mesma escrevi há algum tempo aqui, então trago para os caros leitores de forma muito mais eloquente, o que eu havia tentado passar aquele dia.

"What we call 'being in love' is a glorious state, and, in several ways, good for us. It helps to make us generous and courageous, it opens our eyes not only to the beauty of the beloved but to all beauty, and it subordinates (especially at first) our merely animal sexuality; in that sense, love is the great conqueror of lust. No one in his senses would deny that being in love is far better than either common sensuality ir cikd sekf-centredness. But, as I said before, 'the most dangerous thing you can do is to take any one impulse of our own nature and set it up as the thing you ought to follor at all costs'. Being in love is a good thing, but it is not the best thing. There sre many things below it, but there are also things above it. You cannot make it the basis of a whole life. It is a noble feeling, but it is still a feeling.Now no feeling can be relied on to last in its full intensity, or even to last at all. Knowledge can last, principles can last, habits can last; but feelings come and go. And in fact, whatever people say, the state called 'being in love'usually does not last. (...)
But, of course, ceasing to be 'in love'need not mean ceasing to love. Love in this second sense - love as a distinct from being in love' - is not merely a feeling. It is a deep unity maintained by the will and deliberately strengthened by habit; reinforced by (in christian marriages) the grace which both partners ask, and receive, from God. They can have this love for each other even at those moments when they do not like each other;  as you love yourself even when you do not like yourself.(...) 'Being in love' first moved them to promise difelity: this quieter love enables them to keep the promise. It is on this love that the enfine of marriages run: being in love was the explosion that started it."