Essa semana na ABU terminamos uma série de estudos em cima do livro de Oseias (sem acento, novo acordo ortográfico). Eu provavelmente já tinha lido, mas sem entender absolutamente nada - e sem entender, é um livro meio esquisito de se ler mesmo. Mas... esses estudos não só me fizeram entender o livro melhor, como me fizeram pensar muito. Particularmente o capítulo 6.
"Venham, vamos voltar para o Eterno. Ele nos feriu, mas ele irá nos curar. Ele nos bateu com força, mas nos erguerá novamente. Em alguns dias estaremos melhores. Ao terceiro dia ele terá nos feito novos em folha, vivos e de pé, prontos para encará-lo. Estamos prontos pra estudar o Eterno, ansiosos pelo conhecimento de Deus. Tão certo como a aurora, assim é a sua chegada diária. Ele vem como a chuva, como uma chuva refrescante de primavera no solo."
"O que devo fazer com você, Efraim? O que devo tirar de você, Judá? Suas declarações de amor não duram mais que o orvalho da manhã. É por isso que uso os profetas pra chamar sua atenção, por que minhas palavras chegam a você rapidamente: para te acordar ao meu julgamento, forte como a luz. Estou atrás de um amor que dure, não mais de religião. Eu quero que conheçam a Deus, não mais suas reuniões de oração. Você quebrou a aliança - exatamente como Adão! Você quebrou sua fé comigo - vermes ingratos!"
Contexto: O livro foi escrito para os reinos do norte, mais especificamente, que viviam uma sociedade bastante imoral, pecaminosa de forma geral. No início do livro, Deus ordena que o profeta Oseias se case com Gober, uma prostituta, de forma a exemplificar a relação entre Deus e Israel - principalmente no aspecto de traição.
Nesse texto, temos o primeiro parágrafo como sendo o pedido de desculpas de Israel depois de todas as acusações dos capítulos anteriores. Parecem até palavras muito bonitas, conhecimento de Deus, arrependimento, cura... Mas o próximo parágrafo, a resposta de Deus, que surpreende mais ainda. As palavras de Israel podem estar certas, mas a resposta do Eterno deixa claro que não expressavam a verdade. O coração não havia mudado, 'suas declarações não duram mais que o orvalho da manhã'. Isso é forte, isso é realmente muito forte.
Porque isso me faz pensar em quantas palavras de amor e promessas vazias eu já não fiz a Deus. Mudanças que nunca ocorreram, pedidos da boca pra fora, promessas vazias e sem sentido se analizássemos todo o contexto interno. Quantas coisas em um acampamento ou um culto pensamos que precisamos mudar e vamos mudar e... voltamos ao 'mundo real' sendo o mesmo ser imoral.
Nada, absolutamente nada faz sentido de tudo isso.
Por mais que a gente pense 'Não, mas eu sou diferente, não sou como Israel. Não beijo bezerros de ouro ou sacrifico bebês vivos para ídolos mortos.' Tem certeza?
Será que não é só mais uma das nossas queridas mentiras para nós mesmos?
"Esses são todos avisos - perigo! - nos nossos livros de história, escritos para não repetirmos os erros dele. Nossas posições na história são paralelas - eles no começo, e nós no final - e não somos tão capazes de errar quanto eles. Não sejam tão ingênuos e autoconfiantes. Vocês não estão imunes. Vocês podem dar de cara no chão com tanta facilidade quanto qualquer outro. Esqueça a autoconfiança; é inútil. Cultive a confiança em Deus."
I Coríntios 10:11 e 12 [MSG]
Nenhum comentário:
Postar um comentário