sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Wishful thinking

Vagando pela internet, fui procurar músicas das ex integrantes da banda M2M, procurei Marion Raven, que fazia tempo que não ouvia, fiquei bem desapontada especialmente com os clipes. Então fui ver Marit Larsen, apesar de eu ter um cd dela (aliás, descobri que ele me faz dormir... me fez dormir no onibus indo para salto e acordei na última música, perfeito!), e descobri que ela está com diversas músicas novas.
Uma delas, encontrei o clipe e adorei, mais ainda que a música em si. Decidi colocar por aqui para vocês, caso se interessem. Aliás, com esse cabelo a Marit está muito (muito mesmo) parecida com a Leanne, quinta temporada de Project Runway.



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Aqui está um texto filosófico, bem clichê, mas considerando minhas atuais circunstâncias, está bem presente no meu dia a dia.

Paradoxo
Por Juvenal Arduini

“O ser humano é ambivalente. Conhecido e estranho, próximo e distante, transparente e opaco. O ser humano canta e protesta, dança e agride, congrega e dispersa (...). O ser humano expande-se festivamente e tranca-s amargamente. É lógico e ilógico.

O ser humano é linguagem pluriforme. Fala e silencia, grita e emudece, gargalha e enclausura-se. O ser humano é palavra ofertada e palavra recusada. E recusar a palavra aos outros é rejeitá-los. O ser humano é fonte exuberante de comunicação e, também, núcleo rígido de incomunicação. Comunicabilidade e incomunicabilidade são duas faces do existir humano. O ser humano é diálogo fecundo e monólogo estéril (...).

O ser humano é fértil em criações. Cria vida, saúde, pão, paz, ciência e tecnologia. Mas o ser humano é também niilista. Incinera o mundo. Basta ver a guerra. O ser humano constrói maravilhas, mas também pode arrasá-las. Planta semente e desintegra a germinação. (...)

O ser humano sente necessidade de convivência social e solidariedade. Mas é também anti-social. A discriminação, o fanatismo e o sectarismo esfiapam o tecido da sociabilidade. (...) O ser humano cativa com afeição e algema com servidão. (...)

O ser humano é oscilante. É paradoxo. Avança e recua, atrai e expulsa, ergue-se e recai, edifica e pulveriza, arrisca-se e amoita-se. O ser humano não é apenas herança. É decisão. É gênese existencial. É conquista de todos os dias. Lidar com o ser humano é lidar com o paradoxo. (...)

Para compreender o ser humano é preciso vê-lo como processo, como fenômeno em andamento. A visão fixista estratifica o ser humano e mumifica-lhe o real significado. O ser humano pulsa, está em mutação. É cachoeira de decisões. Jamais concluído.”




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