quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

'Q's and 'A's

Hoje eu decidi que ia passar toda a minha roupa (e olha que era bastante coisa!), então liguei Sara Bareilles e lá fui eu começar o processo de acomodação no ap organizando tudo. Perdi conta do número de peças que estava passando, porque bateu aquela saudade e minha mente se perdeu em devaneios sobre o acampamento, atividades, brincadeiras, músicas. Creio que o fato de ter sonhado com isso deu uma forcinha para os sonhos durante o dia.
Ao final de tudo, lembrei da minha primeira temporada quando o Maurão me entrevistou lá na frente no programa do Mô - lembro que fiquei tão vermelha que quase me camuflei com a minha camiseta, especialmente quando um dos meninos no público fez a pergunta "loiro ou moreno?", rsrs. Coisinha boba, nunca nem soube quem foi.
Bem, daí eu lembrei de ter postado novas respostas para as perguntas, e alguns anos depois, decidi responder novamente e comparar as respostas antigas. Hey how?

Como você ficou sabendo do acampamento?
Eu já tinha visto o Maurão se apresentar, e minha mãe começou a insistir que deveria conhecer mais gente e fazer amigos. Insistiu pra que eu viesse, eu bati o pé, e nisso acabaram as vagas. No dia antes a Bila ligou dizendo que uma menina ficou doente, e então abriu a vaga pra mim. E eu vim.
Como você imaginava que fosse aqui?
Não sabia bem o que imaginar, só imaginava coisa ruim, afinal não queria vir - queria participar de uns cursos de graça que a ABRA estava fazendo no shopping metrô santa cruz.

Você está gostando?
Bem, completei em janeiro minha décima primeira temporada e não perdi nenhuma, acho que isso responde à pergunta.

Que tipo de música você gosta de escutar?
Em geral, música pouco conhecida, bandas do tipo Jars of Clay, DC Talk, Colplay, Foo fighters, Norah Jones, Ingrid Michaelson, Sara Bareilles, Regina Spektor

Qual CD você nunca compraria?
Pra começo de história, eu dificilmente compro CDs, mas algo que eu definitivamente nunca compraria é qualquer um desses de cantores da disney pré-adolescentes.

O que você gosta em filmes?
Aprendi recentemente a gostar muito de filmes clássicos (Casablanca, Cantando na chuva, Forrest Gump) e alguns filmes menos conhecidos como Tomates verdes fritos, Across the universe, O fabuloso destino de Amélie Poulain e, é claro, ficção científica: Star wars, adorei o Star Trek do J.J.Abrams também.

E na TV?
Gosto muito de seriados de humor, que nem The big bang theory, friends, two broke girls e suburgatory. Também gosto de programas de investigação que nem bones, csi e castle.

Você gosta de ler? Quais seus livros favoritos?
Gosto muito de ler ainda, gosto muito do C.S.Lewis (cronicas de narnia, cristianismo puro e simples, cartas de um diabo ao seu aprendiz), li recentemente alguns contos e O fim da eternidade de Asimov e adorei o estilo, gosto muito dos livros do Markus Zusak, livros do Douglas Adams, entre outros muitos. Também leio a Bíblia diariamente, mas isso nem é por gostar de ler, mas por querer aprender (e sobreviver nesse mundo).

Você tem medo de alguma coisa?
Dizer que não seria uma grande mentira desnecessária, porque o medo é algo instintivo no ser humano - faz parte da nossa sobrevivência. Tenho medo de perder pessoas queridas ou de ferí-las, assim como de ser ferida, e de me afastar de Deus algum dia - isso seria desastroso, e realmente farei de tudo para que não aconteça.

O que você pretende fazer de profissão?
Estou estudando Engenharia Biomédica no momento, mas gostaria muito de futuramente estudar Medicina e unir ambas as áreas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Teorias de Telefone.

Estava eu, em casa, passando minha roupa quando escuto o celular insistentemente chamar-me da escrivaninha. Desliguei o ferro - como qualquer pessoa sensata o faz ou deveria fazer - e fui atender. N'umero familiar, Estela.

Começamos a conversar e afogar nossas mágoas na conversa. Continuei passando roupa e conversando. Ela então, em surpresa com a similaridade dos problemas exclama "Eu sei que não é uma situação boa, mas é bom saber que mais gente está passando por isso pra poder conversar!"' "É estranha a similaridade", respondi, pausei, pensei: "NÃO ACREDITO!" "O que?" "Vivemos em universos paralelos!" "Hein??", respondeu ela confusa.
"A situação é exatamente a mesma, mas com pessoas opostas!" "Hm..." "Você é baixinha, morena, magrinha e eu... bem, sou o contrário disso." "É verdade! Eu adoro coisas radicais..." "e que envolvem quebrar ossos e coisas doidas, eu fujo disso com toda velocidade!" "MEU, você tem razão" "Um dia, vamos descobrir que vivemos em universos paralelos. Ou melhor, somos um experimento." "É! Colocar pessoas opostas na mesma situação e ver como se saem!" "Isso é cientificamente correto... Sempre deve haver o controle positivo e negativo, e portanto oposto em um experimento..." "Cadê as câmeras?? Cadê??? Estão controlando a gente, Mel!"
E no final das contas, não é isso que a gente é? Cobaias para as pessoas que ainda virão, que podem ou não aprender com aquilo que passamos.

O último highlight da conversa foi o meu comentário:
"Estela... nós temos dezenove anos e já estamos no fundo do poço."
Temos 19, nos comportamos como 9 e falamos como se tivessemos 29.

Notas de ceticismo

"Não é assim tão estranho ou assim inacreditável que uma mulher aos seus 29 anos seja solteira - não namorando, nem separada, divorciada ou viúva, solteira.
Meus pais realmente têm um problema em aceitar isso, apenas consideram isso um capítulo inacabado da minha história, algo que ainda há de se completar. Eu, por outro lado, não só aceitei como aprendi a gostar de toda essa história de não ceder às convenções sociais.
Dizem que mulheres com maior instrução são mais frequentemente solteiras - o final do meu pós-doc ano retrasado explicaria tudinho então, mas muita gente implica com essa teria. Já tentaram me mandar a psicólogos e especialistas inúmeros, dizem que sou incapaz de confiar nos outros ou manter relacionamentos por muito tempo, alguma bobagem assim. Acontece que não há nada de especial quanto a mim. Tive uma infância feliz, não passei por nenhum grande trauma, apenas uns relacionamentos fracassados ao longo dos anos, mas tanto faz - todos tivemos isso.
Acho que todo mundo esperava que eu fosse que nem meus irmão, meu irmão mais velho e minha irmã, mais velha ainda. Ambos casados e 'felizes' dentro dos padrões esteriotipados da sociedade. Achava sempre que o fato de eles serem 'normais' provaria que meu ceiticismo não é sintoma de nada que me aconteceu no passado, mas os psicólogos tem toda uma história a respeito de cada um lidar com seus problemas à sua própria maneira. Psicólogos não sabem de nada mesmo - nem ume ciência têm, é uma pseudociência infantil, de gente boba querendo brincar de Deus.
Como dizem Simon e Garfunkle, tenho meus livros e minha poesia para me protegerem, não preciso de mais nada. E além do mais, mesmo nos raríssimos dias de sentimentalismo leio algum livro romântico popular e fico feliz - vejo como tudo isso que a sociedade acredita é um monte de ladainha sem sentido, e me sinto satisfeita em viver fora desse mundo ilusório.
Se você, caro leitor, pensou por um instante que isso seria uma admirável história sobre como algum glorioso evento me fez reconquistar a fé no amor ou na humanidade (qualquer coisa hiperglicêmica do tipo), temo dizer que você está redondamente enganado.
Conheço aquela história de que histórias a serem contadas devem necessariamente ter mudança de personagem para tornarem-se interessantes - acontece, que isso aqui não é uma história, é um ponto de vista, meu ponto de vista. Se você quiser algum livro grudento de tão meloso com um final feliz, ainda dá tempo de deixar esse aqui de lado, mas você só vai estar dizendo que prefere mentiras e utopias a interpretações e análises da nossa realidade. Se quiser continuar lendo, porém, devo alertá-lo que as próximas páginas estão recheadas de ceticismo, ironia e sarcasmo, e isso pode ser altamente contagioso."


Uma bobagem que comecei a escrever hoje, entre livros de física e cálculo na Biblioteca. Eu juro que algum dia vou escrever uma história em que a personagem não seja uma pessoa cética ou terrivelmente mau-humorada - acontece que assim é tããão mais divertido de escrever! Vocês comprariam o livro?

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Changes

De volta à cidade de estudo, não sei bem como colocar meus pensamentos e idéias. Tanto mudou desde a última vez que me sentei à escrivaninha branca para escrever aqui. As pessoas mudaram, as circunstâncias mudaram, os pensamentos mudaram, os conhecimentos mudaram, os interesses mudaram, eu mudei.
Saí daqui uma Melissa que se achava invencível, uma Melissa toda crescida e séria, com objetivos traçados e definidos - dedicada exclusivamente ao avanço acadêmico. Vez ou outra com recaídas de "ser um ser humano" - episódios esporádicos.
Em um livro que estou terminando, vi o seguinte trecho que me lembrou muitíssimo de mim mesma (eu sei que morrerei eternamente de vergonha por ter lido uma obra de Nicholas Sparks, mas gosto de ler bestsellers pra entender o que as pessoas na atualidade lêem):

"Você sabe, o fantasma, a memória. Eu ando de olho em você; você trabalha dia e noite, feito um escravo, tanto que nem tem tempo de parar e respirar. As pessoas fazem isso por três motivos. Ou são loucas, ou são estúpidas, ou estão tentando esquecer. E no seu caso eu sabia que era pra tentar esquecer. Só não sabia o quê."
- Nicholas Sparks

Mas, voltei diferente. Até recebi muitos comentários me dizendo que mudei (mesmo antes do acampamento), minha aparência mudou. Pareço, de acordo com os observadores, mais leve, alegre, solta, irreverente, ou, como diria a Jessica e o Lucas, fresh.
Creio que a aceitação da nossa fragilidade e pequenez é algo que muda a gente bastante, fica meio livre do medo do mundo, se é que isso faz algum sentido. Um exemplo, estava com medo do futuro, o que ele traria, como seria minha vida a partir de tantas mudanças, o que me aguardava - e repetidas vezes Deus me falou comigo das formas mais inusitadas (passarinhos, flores, pessoas) aquele "A preocupação não vai fazer nada por você, criança boba..." e comecei o começo de aprender a não querer ter o controle da minha vida o tempo todo, isso tiraria todas as surpresas e coisas legais que minha vida poderia ter.

Há muitos outros exemplos de medos que Deus vem trabalhando na minha vida, medo de perdas, medo de morte, medo das pessoas e a dor que podem provocar, dentre muitos outros que simplesmente não convém citar.
Sei bem que, enquanto vivermos as aflições desse mundinho aqui, haverá incerteza, medos, e problemas aos montes como ainda existem em mim e me assombram, mas saber que tem alguém que me ama e que sabe de tudo que tá acontecendo e apenas permite dificuldades que Ele sabe que meu músculo estriado cardíaco pode aguentar (no sentido figurado, é claro), é incrivelmente reconfortante e espero poder alimentar essa leveza e alegria que passarinhos, amigos, família e natureza têm me ensinado a ter.
Ah sim, e lembram das minhas violetas? Fiquei frustrada porque estava certa que morreriam, após seis meses sem água ou cuidado algum já que não pude voltar para cuidar delas, e sabe? Três meses depois, estão todas verdinhas as folhas novamente após dar um pouco de água - minha tia e minha mãe quase que não acreditaram.
Se é um Deus que cuida até de um vaso de violetas que está cuidando de mim, então por que ficar com medo algum?? E as pessoas fazem isso por dois motivos. Ou são loucas, ou são estúpidas!

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cisma

"Busquem o Senhor enquanto se pode achá-lo; clamem por ele enquanto está perto.
Que o ímpio abandone seu caminho, e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele perdoará de bom grado.
"Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos", declara o Senhor.
"Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos.
Assim como a chuva e a neve descem dos céus e não voltam para ele sem regarem a terra e fazerem-na brotar e florescer, para ela produzir semente para o semeador e pão para o que come, assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei.
Vocês sairão em júbilo e serão conduzidos em paz; os montes e colinas irromperão em canto diante de vocês, e todas as árvores do campo baterão palmas."
- Isaías 55:6-12 (NVI)

Há algumas coisas que acho incrivelmente confortantes nesse texto, mas o trecho em negrito supera todo o resto, em meu presente momento: "Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus e os meus pensamentos mais altos do que os seus pensamentos."
Às vezes a gente cisma com algumas coisas, que precisamos disso ou daquilo para sermos felizes, para nos encontrarmos em algum sentido, para nos sentirmos realizados. Muitas vezes ficamos frustrados no final de tudo, ou porque não conquistamos aquilo  que determinamos, ou porque conquistamos e no final... a gente não ficou mais feliz, realizado ou despreocupado.
É, portanto, nesse aspecto que esse trecho falou muito comigo hoje: Pode não estar tudo bem pra você nesse instante, os seus sonhos podem parecer moribundos e abandonados, mas... não importa nada disso.
Só porque você não conseguiu o que queria, não quer dizer que é o final da linha - pode até ser só o começo. Se você acha que sabe planejar e sonhar bem, deixa eu te contar um segredo: Deus faz tudo isso ainda melhor.

*  *  *  *  *

My hands hold safely to my dreams
Minhas mãos têm seguramente os meus sonhos 
Clutching tightly not one has fallen
Segurando forte, nenhum caiu 
So many years I've shaped each one
Tantos anos, formei cada um 
Reflecting my heart, showing who I am
Refletindo meu coração, mostrando quem eu sou 
Now you're asking me to show
Agora você está me pedindo pra mostrar 
What I'm holding..Oh so tightly
O que estou segurando tão forte 
Can't open my hand; can't let go
Não posso abrir minha mão, não posso soltar 
Does it matter? Should I show you?
Isso importa? Devo te mostrar?
Can't you let me go?
Você não pode me deixar ir?

Surrender, surrender
renda-se, renda-se 
You whisper gently
você sussurra gentilmente 
You say I will be free
Você diz que serei livre 
I know but can't you see
eu sei, mas você não vê? 
My dreams are me, my dreams are me
Meus sonhos são eu, meus sonhos são eu

Say you have a plan for me
Você diz que tem um plano pra mim 
And that you want the best for my life
E que quer o melhor pra minha vida 
Told me the world has yet to see
Me disse que o mundo há de ver 
What you can do with one
O que você pode fazer com alguém 
That's committed to Your call.
comprometido ao seu chamado 
I know of course what I should do
Eu sei, é claro, o que devo fazer 
That I can't hold these dreams forever
Que não posso segurar esses sonhos pra sempre 
But if I give them now to you
Mas se eu os der agora pra você 
Will you take them
Você vai levá-los
Away forever? Or can I dream again?
embora pra sempre? Ou posso sonhar de novo?

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

it's a trap!

Eu sei que é um passatempo perigoso pensar, mas vocês sabem muito bem que não é algo que consigo deixar de fazer por muito tempo (aliás, é provavelemente por esse motivo que esse blog existe em primeiro lugar).
Enfim.
Estava vendo documentação para renovar meu passaporte, e precisava de uma foto então dá-lhe aquele momento de indecisão de que cor de camiseta vestir para que eu não parecesse uma zumbi como na foto anterior e não parecer uma cabeça flutuante. Pensei em ir de preto e minha mãe só disse "Pense que você vai ter que olhar pra essa foto por dez anos!"
Eu fui pro quarto toda "pff, dez anos." Dez anos atrás estávamos em 2002! Quando discmans eram a última moda e as pessoas sem dinheiro -tipo eu- se contentavam com walkmans antigos. E tomb raider A origem da vida tinha efeitos MEGA legais. E Shrek e Elektra estava estreando. Munhequeiras estavam na moda. E Britney Spears ainda era considerada 'inocente' (tá, talvez eu que é pensava que tudo era inocente).
Mas, não foi isso que eu pensei. Isso eu pensei agora só. O que eu realmente pensei foi: "Daqui a dez anos, qual o problema em ver essa foto?? Daqui a dez anos estarei só com... quase... 30... anos..."
Minha cara foi algo assim:



Como muito tempo atrás discutimos, em 6 meses pode mudar muita coisa... assim como 1, 2 ou 10 anos. Portanto. Sem pânico. É só um passaporte, e afinal, ele só está válido por cinco anos.
O lado bom? Quando finalmente for renová-lo... Espero estar fora da unifesp!

Depois dessa conclusão toda, assisti um hilário episódio de friends da sétima temporada da Rachel em crise no seu aniversário de trinta anos. A conclusão final do dia, now please imagine me with a giant squid head and it might be more believable:




terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

primeiras, segundas e últimas impressões


Não sou nada especial; disso estou certo. Sou um homem comum, com pensamentos comuns, e vivi uma vida comum. Não há monumentos dedicados a mim e o meu nome em breve será esquecido, mas amei outra pessoa com toda a minha alma e coração e, para mim, isso sempre bastou.

- Noah Calhoun


Provavelmente muitos de vocês pensaram o mesmo que eu quando primeiro li esse quote:


Tá, talvez nem tantos de vocês, mas alguns, espero (ou realmente me sentirei em uma falta de emoção limítrofe, tendendo a psicopatia). Porém, dei uma oportunidade para que as palavras se aconchegassem em meu senso cognitivo e só pensei... E se for verdade?
E se for a única chance de as pessoas 'nada especiais' e 'sem monumentos' e de 'nomes esquecidos' conquistarem algo muito maior que todas essas coisas? 

Vai ver um monumento ser construído em seu nome é mais fácil de acontecer do que entender todas essas... coisas. 

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Très, très desolé


É um tanto quanto comum recebermos convites que precisamos recusar "me desculpe, já tenho outros planos" é uma das respostas mais comuns. Muitas vezes por necessidade, outras por escolha, mas há momentos em que dizemos 'não'.
Um grande problema desse evento social, é que muitas vezes o trazemos para o âmbito espiritual. Muitas vezes Deus escolhe determinada missão, profissão, tarefa, e nós apenas dizemos "me desculpe, já tenho outros planos". Acontece, que esse é o único caso em que falar 'não' é uma grande tolice egoísta - quer mesmo encarar esse mundo sozinho? Vai lá então, babaca.

*  *  *  *  *

"Sure it takes a lot of courage to put things in God's hands,
To give ourselves completely, our lives, our hopes, our plans
To follow where He leads us and make His will our own;
But all it takes is foolishness to go the way alone!" - Kline

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

(in)≠

Dizem que o oposto de amor é ódio, todo mundo fala isso, mas acho difícil acreditar porque é bastante comum ambos andarem juntos. Você pode odiar uma pessoa, mas amar uma atitude dela. Assim como amar uma pessoa e odiar uma mania dela. É absolutamente plausível a coexistência de ambos os sentimentos, para serem opostos teriam que ser mutuamente excludentes - tipo luz e escuridão, não podem coexistir. Um sempre prevalece.
Daí minha mãe me fez mudar inteiramente de perspectiva: O oposto de amor é a indiferença. Não podem coexistir, ou é um, ou é outro. Às vezes a gente pensa que é legal por não demonstrar ou sentir ódio, mas indiferença pode ser igualmente terrível, atroz e causar a mesma destruição.

*  *  *  *  *

Sinking ~jarsofclay

It's not my problem anymore
You see it never really was
So you can stop caring as you call it
And I'll be fine right here

You see that I can play a pretty convincing role
Well I don't need you
I don't think I need you

But you see through my forever lies
And you are not believing
And I see in your forever eyes
That you, you are forever healing

You can't hear what I'm not saying
And I can hold out long enough
Treading water, I keep from sinking
I'm not one for reaching

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mutirão


Os dias recentes têm sido alternados entre momentos de tristeza, mas dias de alegria extrema, portanto as coisas boas têm prevalecido. 
Essa semana, por exemplo, fui ao Sol da vida fazer um mutirão com um pequeno grupo - varrer, lavar, pintar, polir, envernizar, fazer tudo o que há muito tinha que ser feito. E eu achei incrível como atividades físicas e talvez até supérfulas ante grandes feitos e atitutes cristãs também podem fazer uma diferença. 
Ficar até 3 da manhã (ou, no caso dos meninos, até as 5) em intenso esforço físico, não é qualquer um que o faz... e me admira ver gente na nossa geração querendo fazer esse tipo de coisa sem pedir ou esperar absolutamente nada em troca, me admirei da dedicação de todos os meus companheiros de mutirão - como mesmo quando eu já nem conseguia pensar direito, eles ainda estavam começando outras atividades e tarefas. 
Não só cumpriram tarefas, como deram o melhor de si, não fizeram a tarefa apenas o suficiente, dedicaram-se em todas as coisas, nos mínimos detalhes. Poderiam muito bem estar em casa no videogame, ou com as respectivas namoradas no cinema, ou tocando violões ou ukuleles à beira da praia. Poderiam fazer tudo isso, mas escolheram ficar até altas horas e passar uma semana quebrados, com costas e juntas urrando em protesto ao trabalho de alguns dias, pra servir a Deus e aos outros. Sem esperar nada. Absolutamente nada. 


Simplesmente para ajudar, para fazer a coisa certa, pra manifestar pequenos sinais do Reino aqui na terra. Por mais que um final de semana não pareça muito, me fez perceber o que precisamos viver todos os dias em tudo o que fazemos. Obrigada pelos dias de aprendizado!

"Portanto, com a ajuda de Deus, quero que vocês façam o seguinte: entreguem a vida cotidiana - dormir, comer, trabalhar, passear, pintar, lixar, envernizar, polir, varrer - a Deus como se fosse uma oferta. Receber o que Deus fez por vocês é o melhor que podem fazer por ele. Não se ajustem demais à sua cultura, a ponto de não poderem pensar mais. Em viz disso concentrem a atenção em Deus. Vocês serão mudados de dentro para fora. Descubram o que ele quer de vocês e tratem de atendê-lo. Diferentemente da cultura dominante, que sempre os arrasta para baixo, ao nível da imaturidade, Deus extrai o melhor de vocês e desenvolve em vocês uma verdadeira maturidade."
[Rm 12:1-2]


"Nas estrelas vejo a Sua mão,
E no vento ouço a Sua voz.
Deus domina sobre terra e mar.
O que ele é pra mim?

Até que um dia seu amor senti,
Sua imensa graça recebi.
Descobri, então, que Deus não vive, longe, lá no céu,
Sem se importar comigo.
Mas, agora, ao meu lado está,
Cada dia sinto Seu cuidar
Ajudando-me a caminhar.
Tudo Ele é pra mim!"
[Nas estrelas ~vencedoresporcristo]

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Remote control

Somos serezinhos que gostam de controle, não é mesmo? Ou sou a única que gosta de ter controle em nossas vidas?
Ter o controle na vida acadêmica e estudos, controle nos relacionamentos familiares e amorosos, controle financeiro... Se um desses aspectos sequer sair do nosso controle, é motivo mais que suficiente para desespero. Quando não conseguimos passar naquela matéria, perda de pessoas queridas, perda de dinheiro. Nos sentimos pequenos e terríveis, como reis exonerados de seus cargos por não conseguirmos cumprir as responsabilidades designadas.
A grande questão que pesa é: Como perdemos algo que nunca realmente tivemos? Bem, a doença pode afetar todos esses aspectos por exemplo, ou nós podemos de uma hora pra outra morrer. Toda aquela falsa ilusão de controle, dissipa-se em meio às dificuldades que a vida pode muito bem nos apresentar - e ela o faz impiedosamente e sem remorso algum.
Podemos até tentar guiar nossas vidas, como por exemplo um diretor dirige uma peça de teatro - construímos um ideal de cada cena, parte, fala, atuação. Trabalhamos para que o resultado final seja aquele que idealizamos, agora, o que garante que não vai dar um branco no ator? O que garante que não vai ter algum ator ou produtor espertinho que quer dar pitaco e mudar tudo de última hora? O que garante que haverá um públlico para assistir à sua peça?? Nada! Absolutamente nada! Trabalhamos em direção a um ideal, mas devemos encarar que a realidade nem sempre se apresenta como antecipamos. Desapontamentos só existem porque criamos um ideal que não se realiza. Surpresas só existem porque a realidade supera nossas idealizações (ou a falta dessas).
Daí, trazendo tudo isso para o meu contexto recente de preocupação, stress e antecipação... cara, Deus tem o controle. Ele está no controle. Não é o 'destino' ou o 'karma' ou qualquer outra bobagem dessas: O pai, que nos criou, que nos ama, que nos quer bem e felizes... é ele que está no controle! Que grande bobagem querermos fingir que temos esse controle! Seria como uma ovelha querer guiar o pastor, ou uma criança querer dirigir o carro do pai. É meramente ilógico. Às vezes acho que ele até deixa a gente brincar com o carro ou sair andando por aí, mas nunca está longe porque sabe que quando descobrimos que não conseguimos lidar com tudo, ele está lá pra nos socorrer.
Daí, a gente devolve o controle para ele (que sempre foi dele, por sinal) e aprendemos a viver um dia de cada vez, com uma certa leveza, certa alegria, certa paz e tudo começa a fazer sentido, como se a vida estivesse sob controle, mesmo se não está bem ou perfeita. A única forma de conquistarmos tal estabilidade na vida com todas as situações que ela apresenta, a única forma de termos controle sobre nós mesmos, é quando entregamos o controle pra quem realmente sabe o que fazer com ele.


*  *  *  *  *
Faith like a child ~jarsofclay

Dear God,
Sorround me as I speak
Cerque-me quando falo
Frustations fill the void that I can't solely bear
Dear God,
Don't let me fall apart
You've held me close to You
I have turned away and searched for answers I can't understand

They say that I can move the mountains
And then send them falling to the sea
They say that I can walk on water if I would follow and believe
with faith like a child

Sometimes
When I feel miles away
and my eyes can't see You face
I wonder if i've grown to loose my recklesness
I walk in light of You

domingo, 5 de fevereiro de 2012

eyes on the prize

"Portanto, não estamos desistindo. Como poderíamos? Ainda que por fora pareça que tudo está se acabado, por dentro, onde Deus está criando uma nova vida, não há um só dia em que sua graça reveladora não se manifeste. Os tempos difíceis nada são comparados com os bons tempos que estão por vir, a celebração sem fim preparada para nós. Há muito mais do que podemos ver. As coisas que agora vemos estão aqui hoje, mas desaparecerão amnhã. Mas as coisas que não vemos agora irão durar para sempre.

Por exemplo, sabemos que quando o nosso corpo se desfizer, como uma tenda desmontada, será substituído por um corpo de ressurreição no céu - feito por Deus, não por mãos humanas - , e nunca mais teremos de montar nossas "tendas" outra vez. O desejo de mudar às vezes é tanto que choramos de frustração. Em comparação com o que está por vir, a vida aqui se parece com a estada numa cabana caindo aos pedaços! Já estamos cansados disso!  O que temos é apenas um vislumbre da verdadeira realidade, nosso verdadeiro lar, nosso corpo ressuscitado! O Espírito de Deus nos dá uma pitada desse sublime, dando-nos um gostinho do que está por vir. Ele põe um pouco do céu em nosso coração para que nunca desejemos menos que o céu.
É por isso que vivemos alegres. Vocês não ficarão vendo as coisas de cabeça baixa! As circunstâncias desfavoráveis não irão nos abater. Ao contrário, elas apenas nos fazem lembrar do florioso futuro que nos aguarda mais adiante. É por isso que confiamos naquele que nos mantém caminhando, mesmo que não o vejamos. Acham que uns buracos na estrada ou algumas pedras no caminho irão nos parar?  Quando chegar a hora, estaremos prontos para trocar o exílio pelo nosso verdadeiro lar."


II Coríntios 4:16-5:8

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

It's yesterday once more

Vamos lá, macacos velhos, lembram-se de the Carpenters, não é mesmo
Hoje estava feliz e contente no facebook quando vi uma postagem da Zooey Deschanel e... filha da mãe! A voz da Karen Carpenter ainda está entre nós! Fiquei comparando a voz nos dois videos com nuances de diferenciação, mas ambos são sensacionais!






Se você ficou com a cara igual a mim foi algo assim: O.O!
E o mais divertido foi que minha mãe pensou que a música da Zooey fosse a original. Fenomenal!

Agora vou passar o resto do dia cantarolando "Every Sha-la-la-la, every Wo-wo-wo still shines.
Every shing-a-ling-a-ling that they're starting to sing's so fine!"

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Are we there yet?

Crianças querem as coisas agora: "Mas eu quero sobremesa agora!" "Já chegamos?" "Podemos abrir os presentes?" Em contraste, ao envelhecermos aprendemos a esperar. Alunos de medicina esperam o treinamento. Pais esperam esperançosos que filhos pródigos retornem. Esperamos pelo que vale a pena esperar, e no processo aprendemos paciência.
Deus, que é atemporal, requer de nós uma fé madura que pode envolver demoras que parecem provações. Paciência é um sinal de maturidade, uma qualidade que pode desenvolver-se com a passagem do tempo.
Muitas orações na Bíblia saem do fato de esperar. Jacó esperou 7 anos por sua esposa e depois mais 7 depois de ser enganado pelo pai dela.Os israelitas esperaram 4 séculos para serem libertos; Moisés esperou 4 décadas pelo chamado para fazê-lo; depois mais 4 por uma terra prometida, na qual nunca entraria.
"Minha alma espera pelo Senhor mais que vigias pela manhã", escreveu o salmista. A imagem que vem à mente  é a dos vigias contando os minutos para seus turnos terminarem. 
Eu oro por paciência para suportar tempos de provação, de antecipar, de ter esperança, de continuar acreditando. Eu oro por paciência para ser paciente.

Deus dificilmente faz coisas grandiosas com pressa.

[Phillip Yancey]

‎"Oro ao Eterno - minha vida é uma oração - 
e depois espero para ver o que ele dirá e fará. 
Minha vida é esperar diante de Deus, meu Senhor, 
espero e vigio até o amanhecer, 
espero até de manhã." 
[Salmo 130:5-6 - The Message] 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

petit fille


Estava eu descendo a escada rolante do metrô, quando vi uma moça com uma bebê linda no colo. Chamava tanta atenção que uma mulher desceu as escadas mais rapido e chegou perto, e brincou com o braço da bebê. Ela olhou com certa expressão de desdém, se é que bebês conseguem uma expressão de desdém.
Enfim, em seguida, a bebê com seus grandes olhos azuis começou a me olhar fixamente. Abri um pequeno sorriso, seus olhos se iluminaram. Abri um enorme sorriso e ela abriu um sorriso maior ainda com os poucos dentes que haviam nascido. Ficou meio gargalhando em silêncio!
Quando chegamos à plataforma, me afastei e ela me acompanhou com os olhos e um discreto sorriso. Se alguém pudesse explodir de alegria, eu o teria feito nesse exato instante... mas como isso não é possível, contentei-me com a mais pura forma que a alegria poderia tomar.