sábado, 31 de dezembro de 2011

vielen dankeschön

Sei que isso é algo meio infantil, mas muitas pessoas têm feito isso via facebook e não nego que ver meu nome mencionado, foi um motivo de alegria, talvez meio bobo, mas foi. Então, se eu fiquei feliz, gostaria de tentar agradecê-los de alguma forma que estiveram presentes de algum jeito durante esse ano, uns mais, uns menos, uns com maior frequência, uns com menor, uns perto, uns longe, uns vejo sempre, outros apenas carrego no coração.

Aos de sempre: Mom, Aunty Cherith, Granny, Melanie, Jessica, Lucas (tá, ele não é de sempre mas é família =3), Uncle Ba, Ste, Guido (vide Lucas), Uncle Henry, Uncle Len.

Aos de longe, mas pra sempre no coração: Bila, Maurão (mesmo ambos estando longe, sempre me ensinam muita coisa e me ajudam a crescer...), Sam (nem todos têm mega professores de álgebra linear às 2 da manhã...), Kimio, Bonner (que me faz me sentir veeelha...), Vítor (conversas esporádicas mas sempre válidas!), Aninha, Salsinha, Thiago, Coronel, Marina (desde a temporada de janeiro, até viagem no rio... altos papos, mesmo que às 5 da manhã), Daia, Angelo, e tantos outros que sinto muito se não os mencionei, mas a memória muitas vezes falha... mas em verdade vos digo que todos (absolutamente todos) do acampamento já me impactaram de alguma forma e por isso os agradeço.

Aos de perto, de todos os dias: Bárbara (com quem mais planejaria a diminação do mundo e falaria de tantos livros?), Nicholas (companheiro de ABU, de bobagens e de... mais bobagens!), Mariana , Ge, Gabi, Cat, Renan, Gilles, Lucas (que junto com a Bárbara não me deixou chorar quando vi o resultado de Cálculo!), Ju, André (ok, os últimos dois não entram na categoria de todos os dias, mas entendeu, né? Companheiros de ABU e eventos), Carol, Bruno(Contágio, contágio!).

Estão aí pessoas por diversos motivos, porém acreditem que esses motivos existem. De alguma forma, vocês se fizeram relevantes, importantes, ajudaram-me, alegraram-me de alguma forma e por isso posso apenas humildemente vos agradecer do fundo do meu escuro e frio coraçãozinho.
Acima de tudo, um enorme, gigantesco, astronômico 'obrigada' a Deus, que tornou cada um parte da minha vida quando necessário!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

True Story.

Essa é a história a respeito de um indivíduo que está neste mundo, quando não deveria estar. Pode parecer uma grande frase de efeito pra começar uma história, cheia de drama, mas trata-se da realidade: há pessoas que simplesmente não deveriam existir.
Então vamos lá, partindo deste princípio básico de não-existência, vamos ao contexto do por que: durante a cesária prematura de seu segundo filho, foi deixado material médico dentro de uma mãe e foi feita a sutura. O corpo, naturalmente respondendo ao corpo estranho, passou a tentar expulsar isso, causando infecções e diversas complicações (como se perder um filho já não bastasse, a situação ficou realmente bastante complicada). Foi realizada uma nova cirurgia para remoção do objeto, mas a infecção já havia se espalhado e foi necessária uma lavagem interna dos órgãos e um tratamento intenso com antibióticos - o mero fato de ela estar viva após isso tudo foi algo fantástico.
Para piorar um pouquinho a situação, a filha que ela já tinha orava todas as noites pedindo um irmãozinho - porém essa infecção provocou colamento de trompas, e portanto, impossibilitava uma gravidez natural. Ela tentou de todas as formas possíveis engravidar mesmo as circunstâncias complicando, via inseminação in vitro (ainda que na época não fosse uma técnica popular ou muito menos com bons índices de sucesso), tratamentos de todos os tipos, e após três anos dos eventos supracitados acontecerem, as possibilidades se esgotaram. Toda a ciência, medicina e conhecimento... nada disso era suficiente para realizar o desejo de sua filha. 
Sentou-se com a filha, agora com 7 anos, que as possibilidades estavam esgotadas e que não havia nada mais que pudesse fazer, que não poderia ter um irmãozinho ou irmãzinha. A família passava por complicações financeiras, então ela voltou para trabalhar em uma escolinha infantil e continuar a vida normalmente. Deu todos os artigos de bebê: roupinhas, berço, cadeirão, tudo o que guardara da gravidez prévia. Era isso. 
Após alguns meses de experiência no novo emprego, um dia ela foi sentar-se em uma das cadeirinhas das crianças para falar com elas, mas quando foi se levantar... não conseguia. Estava presa entre os bracinhos de madeira da cadeira, que sempre conseguia sentar antes disso e levantar sem problemas. Seu quadril havia alargado.
Bem, tudo indicava uma gravidez, então foi ao médico que encarou as alegações com ceticismo "Você não pode ter filhos, então não acredito que seja uma gravidez realmente. Vamos fazer um ultra-som." Bem, foram à sala de ultra-som imediatamente, aparatos acertados, começaram o exame... E o médico olha para a tela com a imagem formada e começa a chorar. "Não é possível... Só pode ser Deus!" foi a reação inicial, confirmara-se uma gravidez. 
A gravidez sendo de risco, dos 9 meses, ao menos 7 foram passados em repouso total. A barriga dela crescia tanto que quando amigos a viam começavam as apostas de que seriam gêmeos. 
Apesar de já ter feito duas cesárias previamente, e esta ter sido planejada como cesária, todas as circunstâncias cooperaram para que fosse um parto normal, com um bebê saudável, vermelho, bochechudo e terrivelmente gordinho - 4,0 kgs, último componente da família tanto pela parte materna como paterna, das circunstâncias mais controvérsias.
Às vezes, mesmo que tudo indique para um resultado, outro pode vir a se apresentar. De esterilidade, uma criança pôde vir ao mundo quando ninguém esperava, sendo contrária à ciência, lógica e toda racionalidade que poderia haver. Um desafio para todos os 'fatos incontestáveis' dos médicos em forma de uma bolinha cor-de-rosa.


Muito prazer, eu era essa bolinha cor-de-rosa. =)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Um estudo sobre a feiúra



Recentemente tenho ponderado e refletido um pouco a respeito da beleza, feiúra, deformidade, ou qualquer característica que nos faça julgar mal uma pessoa sem sequer conhecê-la.

Na literatura, teatro e cinema não faltam exemplos disso – desde histórias infantis como o patinho feio, até clássicos como A bela e a fera, O corcunda de notre-dame, e O fantasma da opera.

Me atendo aos últimos dois exemplos, acho peculiar como a mocinha normalmente ilude o ‘monstro’, ‘o feio’, ‘o rejeitado da sociedade’ até que surja o herói, bonito, perfeito e amável para resgatá-la. É absolutamente deplorável, tudo o que Quasimodo faz é por Esmeralda, e ela o deixa sozinho. Na história original, é o bonito e admirável capitão que trai ela – ela é enforcada e seu corpo depositado sem cerimônias sob a catedral, e Quasimodo fica ao lado de seu cadaver até que morre de fome; quando, anos depois, tentam separar as ossadas de ambos, as dele se desfazem e tornam-se pó. O belo trai, o feio é fiel. É bastante diferente da versão bonitinha da Disney, assim como é bastante diferente de O fantasma da opera.

O fantasma da opera é diferente em diversos aspectos, primeiro porque o feio é um tanto quanto mais socialmente doente – torna-se um stalker possessivo de Christine, mas ainda assim ela se encanta porque acredita que ele é um anjo da música que seu pai enviou (traumas de infância, o que seria a ficção sem vocês!). Então fica aquela coisa: Roul, um amor real, belo, forte, inteligente, e estável enquanto que com o fantasma é um relacionamento muito mais irracional, carnal, passional.

Quando há aquela cena de ‘Don Juan’ que o fantasma se apresenta com Christine, você começa a achar que ela vai escolher o fantasma… canta tudo passionalmente, mesmo sabendo que seu noivo está assistindo quando BAM! Ela trai o fantasma e remove a mascara diante de toda a opera! Mas tudo bem, ele é o feio, o louco, tudo bem traí-lo… Porque não em primeiro lugar não iludí-lo:: Porque ele não está nos padrões sociais esperados.

Os vilões são raramente belos e inteligentes, são corcundas, velhos, narigudos, magros demais, gordos demais… Mas porque a sociedade cultua tanto o belo e a estética: O atlético e o inteligente: Isso acaba por depositar a maior parcela da população emu ma categoria de ‘não são bons os suficiente’, quando isso na verdade é bastante vazio e sem fundamento.

No livro À Imagem e Semelhança de Deus fruto da colaboração entre Philip Yancey e Dr. Paul Brand, o autor toma bastante tempo para falar a respeito de Imagens, e apesar de muito incômodo o capítulo porque sei que grande parte do tempo eu julgo mal as pessoas e cultuo o belo também, é extremamente válido e está me dando uma nova perspectiva a respeito do tema.

“A auto-imagem humana alimenta-se da atração física, habilidade atlética, ocupação digna. Trabalhei para dar essas dádivas a pilotos feridos na Inglaterra e pacientes leprosos na Índia e agora nos Estados Unidos. Mas, paradoxalmente, qualquer uma dessas qualidades desejáveis pode erquer uma barreira contra a imagem de Deus; pois praticamente qualquer qualidade que possa apoiar uma pessoa torna mais difícil a ela confiar no espírito de Deus. O belo, o forte, o politicamente poderoso e o rico dificilmente representam a imagem de Deus. Em vez disso, o espírito de Deus brilha com mais força por meio da debilidade do fraco, da impotência do pobre, da deformidade do corcunda. Mesmo que os corpos estejam destruídos, a imagem pode crescer mais radiante.

A princípio, achei esse discernimento na natureza do corpo de Cristo desagradável. Talvez porque me tivesse trazido a incômoda consciência de que, no mais das vezes busquei me cercar do bem-sucedido, do inteligente e do belo. Com demasiada freqüência julguei pela imagem das pessoas em vez de julgar pela imagem de Deus. Mas, quando refleti sobre minha vida e sobre as pessoas que melhor representam a imagem de Deus para mim, minha mente fixou-se especialmente em três pessoas. E nenhuma delas alcançara o padrão humano de sucesso.”

Há um versículo que gosto muito na bíblia que diz que Deus só nos dá fardos tão pesados quanto nossos corações podem suportar, portanto quando a vida apresenta-nos problemas ou qualquer tipo de barreira ou dificuldade… é quase como Deus apresentando-nos uma oportunidade para aprendermos o quanto podemos suportar. Ir além do limite que estabalecemos para nós mesmos, um voto de confiança dizendo ‘Yes, you can’.

Então se você não é perfeito, não é o mais bonito, o mais inteligente ou bem sucedido… Não há porque se sentir mal, Deus deu-lhe uma grande oportunidade que você pode usar, ou não. E mesmo se você não quiser usar essa oportunidade, é uma oportunidade para os outros – uma oportunidade pra julgar pela imagem de Deus, e não pela imagem humana.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Computers and art

Estou retornando a alguns velhos hábitos, atividades que não fazia há algum tempo: assistir filmes, assistir seriados (TBBT, Friends, Castle...), pintura e desenho, hoje até toquei a flauta um pouco (definitivamente preciso treinar ler partitura! O que toco é por memória muscular, lol) e tem sido bacaninha. Mas, algumas coisas mudaram.

Ontem saímos em um pequeno grupo de sol da videnses novamente e fomos ao MASP, foi divertidíssimo - em parte pela companhia, também pelo andar de Romantismo que me encanta. Descobri que grande parte dos artistas que conhecia tão bem, os estilos que sabia cronologicamente... esqueci. Nomes que me eram tão familiares, eu deixei lá nos arquivos mortos, mas espero reavivá-los. Pra que são as férias senão pra estudar aquilo que você gosta? 
Depois disso, já que o grupo era predominantemente de meninos e apenas eu e a Thaís de garotas, cedemos e fomos ao Game on antes de acabar de ver todas as salas - e definitivamente valeu à pena! Jogamos, vi jogos de muito tempo atrás que jogava nos primeiros notebooks do meu pai, game boys que lembro dos meus colegas jogando estavam atrás de vidros, como se fosse um museu. Desde pacman, asteroids, até Beatles rock band e tapetes de dança (sim, eu brinquei com tooodos esses, até no vocal de Beatles rock band... 72% não foi tããão ruim assim). Descobri que mesmo que eu reclame de videgames bastante, um interesse tem sido despertado e estou começando a me divertir. Agora, só falta o dinheiro pra comprar os jogos, lol.

Agora, com sua licença vou arrumar meu guarda-roupa... uma pena não ter dentro dele um leão e uma feiticeira lá também!

domingo, 25 de dezembro de 2011

feel the love

Há dias que tornam ordinários até aqueles dias da vida real que considerávamos mais extraordinários.

Não que exista algo como 'espírito natalino' ou coisa assim que tenha este efeito sobre mim, os últimos dias realmente tem sido compostos por todas as coisas que todos mais esperam: amigos, família, amor, risos e sorrisos, brincadeiras, bobagens, arte, altruísmo... muito amor mesmo.
É elementar que nem tudo anda perfeito, tive situações e momentos que realmente foram horríveis - mas ao invés de ver o que não tenho, isso me faz valorizar o que tenho - tios que são melhores que muitos pais por aí. Às vezes é confuso, porque é que Deus me abençoaria tanto assim? Um mistério.
E daí a sensação de dar os presentes que fiz, panos de prato pintados, porta copos, e é como dar um pouquinho de si para as pessoas: um pouco do seu tempo, do seu esforço (que às vezes dá certo, outras vezes não... rsrs) só pra falar 'eu gosto de você'. 
Também tem aquele cheiro de manteiga derretida para fazer as bolachas, o cheiro do stuffing (minha frase do dia: I stuffed myself with stuffing!), os condimentos carregados do bolo de natal (nas palavras de Sam, 'bolo da dona Rose até velho é bom!) que deve ser conservado por anos e anos até ficar muito muito gostoso. A casa cheia, as bobagens dos primos que não bebem (mais bobas que a dos primos que bebem, correto Jess e Lucas?), a carinha de surpresa da minha vó quando ganhou um presente de proporções épicas... As eternas disputas e discussões sobre batatas, as ligações dos de longe, os abraços dos de perto. 
Os ocasionais acidentes, e as 'broncas', as piadas com trocadilhos em inglês, os pedidos por 'tortas de mosca morta' e as piadas para com os vegetarianos. A música irlandesa instrumental ao fundo, o dar as mãos para orar e agradecer. 
É isso. That's the Grant christmas, mad and lovely as it may be!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Fui.

Eu poderia fazer longas reflexões a respeito do espírito natalino, solidariedade, sentimentalismo da época de natal. Poderia fazer uma análise antropológica da data, suas origens e motivos. Poderia falar sobre família, pais, irmãos, primos distantes que apenas vemos no natal ou em funerais. Poderia escrever algo que não tivesse nada a ver com a data comemorativa.

Mas, na moral.... não tô a fim, lol.

Um abraço e bom natal pra vocês - estou indo curtir o meu!

*  *  *  *  *

Recomendações de músicas natalinas se resumem ao álbum Blue Christmas de A fine frenzy, com destaque para Wish you well e Red ribbon foxes. Fui!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

15 de Janeiro de 2007

"Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável."

- Charles Dickens




Não necessariamente um dia de mudanças, mas estopim para todas as mudanças possíveis, imagináveis e inimagináveis.

despenteada, feliz e contente

Cinema, sorvete, altos papos - mais um bom dia curtindo as férias!

É bastante interessante mergulhar naquelas conversas de nostalgia e sobre o passado no geral - tanto distante como recente - em parte dá saudade, mas, por outro lado... a gente fica feliz de ter saído dos períodos mais bregas e ridículos de nossa história, já que não podemos sair da região mais brega e ridícula da galáxia ocidental.

Olhar para determinada situação de fora nos faz perceber quão ridiculamente patéticos podemos ser e perceber que... somos nossa própria fonte de diversão e nosso próprio alvo de zombaria.


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

it's just different

Voltei ontem tarde da noite de uma exímia viagem ao Rio! Hibernei até hoje ao meio dia (ir dormir quando o sol estava raiando valeu mega a pena), e finalmente vou escrever algo meio diarinho aqui.

O simples fato de descobrir que poderia ir pra lá já me deixou inconcebivelmente feliz, primeiro porque nao precisava mendigar nota pra ninguém, segundo (e mais importante) porque veria os amores de minha vida. Cheguei na rodoviária com uma hora e quinze de antecedência e aos poucos as pessoas foram chegando, nos encontrando, conversando e nos atualizando nas novidades de cada um. Fazia mais de um ano que não encontrava alguns, 6 meses outros, 2 meses outros - a saudade estava consumindo até a última grama de mim.
Pegamos o onibus, conversamos um pouco mas eu ainda estava com a cabeça muito ligada à faculdade, os assuntos foram ao redor desses assuntos.
Comecei a me sentir meio velha, amigos (aka, Bonner) terminando a faculdade , se formando, e eu me lembro quando eles ainda estavam no colégio... Conversando com o Sam bem nostalgicamente "Sam, você me conheceu quando eu estava com 14 anos..." "exato, 14 anos, estava pensando nisso, muito tempo!" "Você tinha acabado de entrar na USP e estava com 19!" *minuto de silêncio*

Após longas 8 horas de viagem, eventualmente chegamos ao nosso destino onde encontramos as cariocas, fomos para a casa da Aninha comemos, conversamos, abraços e beijos, frases adoráveis, aquela coisa toda - daí o momento X de: O que faremos amanhã, quando, que ordem, etc etc.
Chegamos a uma conclusao eventualmente e nos encaminhamos para nosso merecido descanso (que não durou muito, mas enfim!).
Dia seguinte, praia de Ipanema, entrar no mar congelante, gostinho de sal e olhos ardendo - foi ótimo. Fazia mais de 5 anos que não entrava no mar!
Após lagartear um pouco no sol, almoçamos (e, frase do Angelo:22 pessoas incomodam muita gente! Especialmente com violão e escaleta e todo mundo cantando, rsrs) e fomos para a lagoa Rodrigo de Freitas (se troquei o nome, me perdoem, corrijam, ou ignorem!), onde alguns foram andar de bicicleta, e os contundidos e cansados ficamos num pequeno... pier ou whatever olhando a lagoa, a árvore de natal e o Cristo Redentor. Os céus decidiram cair e viramos patinhos molhados até chegar ao carro - onde precisamos ligar o ar condicionado para não embassar os vidros... e, bem, congelamos como picolés!
Casa da Paola, banho, aniversário, mais comida, filme, truco, e assim seguiu a noite até que retornamos à casa da Aninha onde uns (ok, eu) fui dormir já que estavam jogando videogame... e depois fizeram a brincadeira de colar o nome de uma pessoa ou personagem na testa de outra pessoa que deve adivinhar quem é. Perdi... paciencia.
Uma galerinha varou a noite para ver a surra o jogo do Santos vs. Barcelona, mas depois de dois gols a maioria foi dormir, rsrs. Neste ponto, infelizmente Angelo e Daia precisaram ir embora... Mas a festa continuou, com falta deles mas continuou bem. Café da manhã, música improvisada, almoço, pokémon, um calor insuportável que me deixou cheia de marquinhas vermelhas e coçando, igreja. Reencontramos outros amigos do acampamento lá (inclusive alguns dos pequenos da temporada de crianças!), voltamos (e no nosso carro teve uma mega conversa legal sobre física, partículas, big bang, medicina, oncologia, ciência, direito... com o pai da Aninha, High cult o negocio!), pizza, jogos de carta, o três rodadas de adivinhar quem éramos, e assim seguiu até o raiar do sol - dormimos um pouco, almoçamos o fantástico strogonoff da tia Lila e o brownie da Aninha, e ônibus de volta - onde ficamos com toda a parte de trás do ônibus com brincadeiras do tipo Revolução e relembrar palavras em espanhol, italiano, francês e japonês. Dormimos outra parte da viagem (e tiveram a audácia de tirar fotos de nós enquanto dormíamos!), chegamos à rodoviária onde pegamos o metrô e cada um seguiu o seu caminho.

Não adianta a gente ficar tentando compulsivamente arranjar outras coisas na vida, ir a outros acampamentos ou fazer outras viagens e atividades... Sempre voltamos ao Sol da vida, anos depois continuamos conversando como se fizesse alguns dias que não nos víssemos. Qualquer outro grupo de pessoas, amigos, ou festas, simplesmente não podem substituir a diversão pura de brincadeiras bobas dos sol da videnses. Simplesmente, é diferente.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Finalizando o final

E eis que ir do começo ao final valeu muitíssimo à pena.

Se alguém já esteve mais feliz que eu fiquei hoje foi porque ganhou na loteria ou se casou com o amor da sua vida ou... sei lá o que mais deixa as pessoas felizes.


Eu passei em cálculo e chorei que nem um bebê de alegria... pela primeira vez na vida!

Que venha cálculo II e III!!!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Começando o começo

Boa noite, meus caros.
Passei o dia desnecessariamente estressada e, tendo em vista meu estado mental pouco calmo, fui tentar me ocupar e fazer o presente de natal da minha vó, porta copos com ilustrações de flores que ela gosta. Mas eu reparei uma coisa.
Eu comecei aquela parte de planejamento, rascunhos, esboços, e uma vez com isso fui recortar o papelão... Cobrir com jornal e a mistura de cola e água... Chegou no segundo porta copo, eu não estava mais muito a fim de ficar cobrindo o papelão com infinitas tirinhas de papel. Eu queria desenhar logo, queria fazer a parte divertida e menos chata do processo!
Mas eu olhei... e vi que teria que ter paciência, deixar a primeira camada secar, fazer a segunda camada, pintar com tinta acrílica, fazer o desenho, envernizar... Fazer o desenho e envernizar antes de fazer as outras etapas, ou fazendo as outras etapas mal feitas seria algo bastante estúpido de minha parte - tiraria todo o valor do meu trabalho.

Começar o começo é meio chato às vezes... queremos saltar etapas e fazer a parte divertida só. Mas o trabalho repetitivo e extenuante, é essencial para a qualidade do nosso produto final - e assim o é para todas as coisas na vida. Queremos, muitas vezes, ir para os eventos grandiosos e emocionantes sem passar pelos momentos monótonos e cansativos.
Mas para os momentos importantes, é fundamental também ter a parte chata de preparação, de preocupação, cansaço e trabalho árduo. Se tudo fosse fácil, não teria um décimo do valor que tem. 

*  *  *  *  *
"Steal my heart and hold my tongue
I feel my time my time has come
Let me in unlock the door
I never felt this way before

And the wheels just keep on turning
The drummer begins to drum
I don't know which way I'm going
I don't know which way I've come

Hold my hand inside your hands
I need someone who understands
I need someone - someone who hears
For You I've waited all these years

For You I'll wait 'til Kingdom Come
Until my day - my day is done
and say you'll come and set me free
just say You'll wait - You'll wait for me"

[Coldplay - Kingdom Come]

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

calafrios

A empatia é uma característica de que falamos relativamente pouco, se formos considerar a sua importância socio-emocional.
Para os navegantes, empatia tem por origem etimológica um significado próximo a "estar dentro da emoção" "junto com a emoção"; já, psicologicamente é a capacidade natural que temos de identificar o que outra pessoa está pensando ou sentindo e responder com emoção apropriada.
Mas, e na prática, ela afeta nossa vida diária? E como, meus caros!
Sempre que uma menina reclama dizendo "Ai, ele não é sensível..." quando quer dizer que queria que o respectivo fosse mais compreensivo quanto à sua TPM ou à sua chapinha que se desfez na chuva, na verdade ela não gostaria que ele fosse mais 'sensível' eu acho, porque senão um cutucão e ele diria que está com hemorragia e um puxão de cabelo e perdeu o escalpo (apesar de que a maioria dos homens é meio chorão assim). Na verdade o que a nossa cara tola quer dizer é "Ah, seus níveis de empatia são extremamente baixos...", mas, como vivemos no mundo real, todo ignoram isso.
Um exemplo onde a empatia demonstra ainda mais a sua importância ainda é em sua ausência - caracterizando pessoas más, cruéis e às vezes até psicopatas.
A psicopatia se caracteriza precisamente pela ausência de empatia, devido ao pequeno fato que psicopatas são incapazes de sentir a dor física ou emocional alheia, e por isso não lhe importa se provoca essa dor ou não - não sentem remorso absolutamente nenhum.
Há ainda os indivíduos que temporariamente bloqueiam qualquer tipo de empatia ou freio social, que acabam sendo indivíduos violentos, mas que depois são capazes de sentir remorso pelas ações. No entanto, não são só  eles que bloqueiam a empatia - cansaço e stress (físico e psicológico) podem bloquear a nossa empatia, tornando-nos por alguns instantes em algum grau levíssimo psicopatas (calma, não é pra exagerar, só pra ilustrar!), e daí saem os insultos e acidez das palavras que acompanham o cansaço ao final de um dia estressante de provas, no trabalho, etc.
Também há os momentos em que a preocupação própria sobrepõe nossa preocupação alheia; por exemplo, se sua esposa está no banco de trás tendo o seu filho, você não vai se preocupar em parar o carro para ajudar aquele idoso a atravessar a rua (ou eu espero que não, pelo menos!).
Outro fato curioso da empatia: além de toda a rede neural responsável por ela (envolvendo regiões próximas do globo ocular, região temporal, entre outras 6 regiões do cérebro que cooperam para essa capacidade), há ainda o hormônio da empatia - a ocitocina (ou oxitocina), e curiosamente é um hormônio predominantemente feminino que é liberado estimulando a lactação e instiga os instintos maternos e preocupação com o bebê (inclusive sua liberação é estimulada ao ver, ouvir ou cheirar o bebê). Então aquela história do amor de mãe, que elas são mais solidárias, preocupadas e amáveis, não só com os seus filhos mas com todos? Cientificamente explicado, meu bem.
Isso explica precisamente porque mulheres tendem ter um Quociente de Empatia mais alto (por volta de 47, o máximo sendo 80) enquanto que os homens um QE ligeiramente mais baixo, de 42. Um QE normal é entre 33 e 52 pontos, e pessoas com síndrome de Asperger ou autismo é de aproximadamente 20, enquanto de um psicopata hardcore é nulo.
O mais assustador? Existem milhões de psicopatas vivendo entre nós que nunca vão fazer alguma atrocidade moral do tipo torturar ou cometer homicídio, mas simplesmente são insensíveis aos outros e não se importam em ferí-los, o seu único objetivo é se dar bem na vida - acabam sendo rotulados como malas, canalhas, egoístas etc. Daí você começa a pensar, e o próprio sistema capitalista em grande parte estimula esse tipo de comportamento... e você pára e pensa... meu Deus, aonde esse mundo foi parar?
Seu vizinho, amigos, namorado, marido, esposa, colega de trabalho, professor - vai ver, até mesmo seus pais. São todos potenciais psicopatas.
Ugh, esse pensamento dá calafrios!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Unplugged

Diferentemente da maior parte da história da humanidade, a humanidade está teoricamente passando por um momento onde não há escravidão, liberdade e direitos humanos... ou uma falsa impressão de tudo isso.
A tecnologia está nos tornando seres bobos e dependentes dela, cada vez mais; todo mundo sabe disso muito bem, não faltam reportagens e documentários sobre o tema, mas quando isso começa a se instalar cada vez mais nas nossas rotinas, torna-se um fator digno de preocupação.
Nós não mais conversamos com as pessoas ou as vemos, enviamos mensagens, impessoais, curtas e limitadas aos assuntos de que queremos falar. Nós não saímos mais para jogar conversa fora, interagir socialmente ou dar risadas. Ficamos horas e horas no computador, jogando, na frente de uma televisão jogando videogames.
Não que celulares, computadores e videogames sejam algo ruim - acreditem, sou aluna do bacharelado em Ciência e *Tecnologia*, mas suspeito que invés de essas coisas estarem adicionando atividades e entretenimento nas nossas vidas, elas estão na verdade substituindo outras coisas que de fato tornam nossas vidas boas, agradáveis e satisfatórias.
Estou bastante revoltada comigo mesma por causa da grande quantidade de tempo que tenho passado no facebook, msn, etc, simplesmente porque morando sozinha sinto que isso é meu único contato com o mundo externo (já que não tenho telefone e meu celular não funciona direito...), então é com grande satisfação que digo que decidi aproveitar de verdade minhas férias longe dessas falsas ilusões de que temos muitos amigos ou que as pessoas de alguma forma se interessam por nós, quando na verdade 90% não dá a mínima.
Vou lá ler, viajar (Rio esse final de semana!), desenhar, escrever, organizar, arrumar, inventar, rir, me divertir, encontrar meus amigos longe das telas, softwares e programas. Isso eu já tenho demais na faculdade.

Vou fazer a desintoxicação e reabilitação.

Starting now.

"Hey, hey you, yeah you gotta be leaving,
Say what you want, what you say, say anything
No one knows just how deep it goes
We are old in your teenage tyranny
And all you need is a hunger to feed
I've got my own secrets though, say what? 

With a heart full of mess and lore We are doomed but we want more 

It's the ride we take
The many winged escape
It's the bough we break to blow away
And we blow away The time we waste
Swallowed into space
It's the time it takes to blow
Away"

sábado, 10 de dezembro de 2011

Swallowed in the sea

"And I could write a book the one they said that shook
the world, and then it took
it took it back from me

And I could write it down
or spread it all around
Get lost and then get found (...)

Oh what good is it to live

with nothing left to give?
Forget but not forgive
Not loving all you see?"

Gostei muito desse trecho da música Swallowed in the sea, especialmente do último pedacinho.
Apresenta um pequeno lembrete de algo tão simples que as pessoas esquecem de fazer, que é dar, ceder, não pensar em si mesmo em primeiro lugar. Estamos ficando pessoas tão terrivelmente solitárias, que esquecemos como é que funciona o meio social - ou talvez por estarmos esquecendo o meio social que estamos nos tornando cada vez mais solitários.
Até quando há uma gentileza, prontamente partimos para o ponto de vista cético de 'e o que você tem a ganhar com isso?' - e muitas vezes é com razão, porque algo que parece uma gentileza é na verdade um meio da pessoa buscar o benefício próprio, e a gente se lasca. É horrível percebermos nossa inocência frente ao mundo, muitas vezes. Sem dó nem piedade, as pessoas exploram umas às outras, enganam, mentem.
Se lembrássemos que o que faz valer à pena viver é para o bem do outro, seria uma via em ambos os sentidos e acabaria sendo melhor para todos. Você pode não cuidar das suas próprias necessidades ou interesses e fazê-lo por outros, porque sabe que outro o fará por você. Não seria essa competição ridícula em que vivemos em nosso próprio nome.
Daí o terceiro verso menciona um tema pouco mencionado no nosso cotidiano - o perdão. Vivemos alimentando nossa vingança, e tentamos tomar a justiça nas nossas mãos, nos achamos bons o suficiente para julgarmos as atitudes das pessoas como erradas e por isso desprezá-las... Quando, não sabemos qual a realidade e vivência dos outros. Que espécie de juíz tem uma visão parcial, nem conhece todos os fatos para fazer uma decisão?
Se fôssemos julgar a nós mesmos com a mesma imparcialidade que o fazemos com os outros, nos condenaríamos.
Não estou falando que o perdão é algo fácil de se conseguir, longe (muito longe) disso, mas se ele não existe, ocorre um evento de autodestruição no qual começamos a agredir nós mesmos devido aos erros de fora, alimentamos amargura, raiva, tristeza, tudo de forma desnecessária e que poderia ser dissolvida com o amor mesmo àqueles que nos ferem. Com a mesma misericórdia com a qual somos tratados todos os dias por Deus.
Bem, se aprendemos a nos doar aos outros, aprendemos a perdoá-los... é apenas lógico supor que tudo se tornará mais agradável, o mundo nos parecerá um tanto menos hostil, e teremos a oportunidade de ver o mundo com outros olhos e amar tudo o que vemos. Amar e com carinho querer cuidar de tudo o que vemos, os lugares, as pessoas, os animais, e o mundo todo fica mais bonito, e para o que não é bonito, há esperança.

O problema é que entre os versos e os verbos, existe a realidade.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

OST

Recebi via facebook uma 'brincadeira' para você montar a trilha sonora da sua vida usando o modo shuffle. Mas eu acabei achando interessante a proposta, já que estou viciada em música recentemente; e portanto, decidi fazer sem shuffle, mas escolher músicas que fariam parte de uma trilha sonora da minha vida. É claro que eu escolhi músicas que atualmente gosto, se fosse escolher músicas de cada época esse post seria terrivelmente queima filme, lol.
Enfim. Aos curiosos, a maioria das músicas creio que estão no youtube, ou algo do tipo.

Créditos iniciais: In the light – DC Talk
Tema do seu nascimento: Surprise – Jars of Clay
Primeiro dia na faculdade: Lost! - Coldpay
Primeira briga: When the rain comes – Third Day
Primeira decepção amorosa: Almost lover - A fine frenzy
Segunda decepção amorosa: Jar of hearts - Christina Perri
Tema de sua vida escolar: Another brick on the wall – Pink Floyd
Primeira decepção familiar: Tell me why – Tait
Tema de sua vida adulta: Something Beautiful – Jars of Clay
Sua canção de namorados: See the light in me - Ingrid Michaelson
Tema de pró-atividade acadêmica: Uprising - Muse
Música de seu casamento: Only the Beggining of the Adventure – Harry Gregson-Williams
Tema de seus flashbacks: With a little help from my friends – The Beatles
Tema do nascimento do seu filho: Mushaboom – Leslie Feist
Música que estará tocando quando morrer: Love Song – Third Day
Música do funeral: All my tears – Jars of Clay
Créditos finais: Don’t Panic - Coldplay

C'est fini

É com grande alívio (e algum pesar no coração) que digo que terminei o segundo semestre do BCT! Fechei 8/9 matérias até o presente momento, mas o pesar no coração se deve ao fato que acabo de fazer a prova de Cálculo e o professor a fez sem dó nem piedade. Apenas três questões, uma destas valendo 5,0 pontos. Isso mesmo, eu falei, sem dó nem piedade.
Mas, porém, entretanto, contudo, todavia... Sei que fiz o melhor que pude e essa prova inclusive me rendeu uma dor de cabeça  fenomenal, e mesmo assim fiquei até os últimos instantes da prova. Cansaço, exaustão, alívio, e um pouco de medo do porvir se amonotam nas minhas emoções. Mas. Acabou.
As tão desejadas férias chegaram, estão aqui olhando para mim, e eu olhando para elas, descrente da minha visão. Será mesmo? O trabalho acabou? Não tem mais nada a fazer?
Só pode ser brincadeira... o tão esperado momento chegou já?

Já que passarei o final de semana aqui - organizando, limpando e saindo para celebrar as férias - suspeito que a ficha só vai cair quando eu voltar pra minha cidade, levar minhas roupas e quinquilharias, e  for comprar aquele sorvete de cookies'n'cream que comprei da última vez no início das férias. Me soa uma boa tradição. Uma forma de acariciar meu cérebro e dizer "bom garoto, você sobreviveu mais um semestre!" - talvez isso faça com que ele não entre mais em greve.
Poderei sair com meus amigos do acampamento, jogar conversa fora, acampar, desenhar, ler, escrever, dormir, escutar música, refletir sobre a vida, o universo e tudo o mais.


Céus. Eu tenho três meses para de fato viver, não só existir.


ótima frase que li hoje:
"The world is not the most pleasant place. Eventually your parents leave you and nobody is going to go out of their way to protect you unconditionally. You need to learn to stand up for yourself and what you believe and sometimes, pardon my language, kick some ass."

- Queen Elizabeth II

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

LoveHateRelationship

Não importa o caminho que eu trilhe entre o começo e o final, eu sempre acabo nos braços do Stewart.





Longa noite à frente, poucas horas me separam da liberdade. Vem pra mim, Cálculo - e traga consigo minhas férias! \o/





(suspeito que ontem batemos um recorde! 34 visualizações de página! Ueba!)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ilusionistas

Em minha insônia pré prova ontem à noite, eu tive uma epifania muito absurda e que não sei de onde veio. Bem, talvez sim.
Eu tinha lido um quadrinho do 9gag que diz "That awkward moment in which you realise you were never in love with your crush. You were in love with what you imagined him/her to be, you were in love with an imaginary crush." ou algo assim.
Eu ri um pouco com isso, mas ignorei, nem compartilhei nem nada.
Mas daí estava conversando com a Bárbara por msn a respeito de stalkers, e fiquei pensando... porque eles se aproximam das pessoas mais... X? As pessoas mais quietas, felizes em seus respectivos mundos, não são grandes centros de atenção...?
E foi daí que em um súbito momento de iluminação eu me dei conta de que: essas pessoas quietas e mais solitárias são as pessoas mais difícieis de se conhecer de verdade; toda palavra, pensamento, frase ou ação são milimetricamente calculadas, seus filtros sociais estão em pleno funcionamento o tempo todo, então a pessoa transmite para os outros muito pouco do que ela realmente é.
Isso, por sua vez, dá lugar à criatividade dos eventuais interessados - que pintam, bordam e imaginam a pessoa como quiserem , porque a realidade lhe apresenta poucos fatos palpáveis, então a imaginação dá conta do recado e em pouco tempo a pessoa se diz 'apaixonada' ou 'gostando de alguém', enfim. Doce ilusão.
Suspeito que seja isso que aquele lance de 'mistério' e 'segredos' e 'desconhecido' entram nos relacionamentos amorosos, é fácil amar um amigo imaginário - até mesmo nos contos de fadas, grande parte das histórias as 'princesas' ora estão em sono profundo - ou seja, não apresentam personalidade ou características reais, cabe ao espectador e às outras personagens imaginarem como ela é, uma descrição que tenderá à perfeição, ora como no caso de 'A Pequena Sereia', a mocinha não consegue nem se comunicar porque não tem voz. Todo o 'amor' se baseia nas impressões de ambas as partes, não necessariamente na realidade.
Agora, tente desvendar uma pessoa real, viva e andando por aí e ainda amá-la, torna-se uma tarefa muito mais difícil e que exige um trabalho muito mais árduo, mas ao mesmo tempo os resultados não são efêmeros como outrora seriam em uma situação de completa ilusão.
Não haverá aquele momento de rompimento com o platonismo, 'that awkward moment' em que você se dá conta das grandes e mirabolantes mentiras que você contou para si mesmo, isso não existirá a partir do momento em que você analisar e interpretar a pessoa baseado em fatos, não esperanças ou ilusões.

Não é o amor que é cego, somos nós que cegamos o amor com farsas, mentiras e ilusões ao tentar criar uma perfeição que simplesmente... não existe. Vamos parar de manipular o mundo e as pessoas ao nosso próprio gosto, vamos começar a dar mais valor à realidade - certamente, a realidade é muito mais interessante, complexa e instigante do que aqueles 'e viveram felizes para sempre'.

Como diz Dan Millan em um quote que me fascina:

"You're a prisoner of your own illusions - about yourself and about the world. To cut yourself free, you're going to need more courage and strength than any movie hero.(...) You don't see your prison because its bars are invisible. Part of my task is to point out your predicament, and I hope it is the most disillusioning experience of your life."
"Well, thans a lot, friend," I said, surprised by his ill wishes.
"I don't think you understand. (...) Disillusion is the greatest gift I can give you. But, because of your fondness for illusion, you consider the term negative. You commiserate with a firend by saying 'Oh, what a disillusioning experience that must have been', when you ought to be celebrating with him. The word 'dis illusion' is litteraly a freeing from illusion, but you cling to your illusions."

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Don't rain on my parade

*Fechei:
Física (7,0)
Cultura Celular (8,5)
Lab Bio (9.3)
Fisiologia (8.6)
Estrutura Dinâmica Social (8.5)
Metodologia de Pesquisa e Comunicação Científica (8.5)
Introdução à Engenharia Biomédica (so far, 7,0)

*Proposta de recepção aos calouros deferida, receberemos o valor integral de auxílio para realização das atividades.

Falta fechar duas matérias... mas ao lado de tudo isso só posso dizer para elas: You're not going to rain on my parade!


*  *  *  *  *

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Hope for the hopeless

Estarei ausente por mais uma semana mas por ótimos motivos - minha prova foi postergada, e terei mais uma chance para aniquilar Cálculo de uma vez por todas. Sexta feira acaba!

*  *  *  *  *

"Making the best of it
Playing the hand you get
You're not alone in this
Cold in a summer breeze
Yeah, you're shivering
On your bended knees
Still, when you're heart is sore
And the heavens pour
Like a willow bending with the storm, you'll make it

Running against the wind
Playing the cards you get
Something is bound to give"

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nobody said it was easy...

Quando vejo alguém triste, chateado por um motivo qualquer eu tento conversar, perguntar o que é, e apresento todos os fatos, como o problema pode ser solucionado, ou em que aspectos o problema não é tão grande quanto parece. Descobri essa semana que sou péssima em consolar.

Descobri na pele que não são as longas dissertações, metáforas ou epopéias que fazem diferença nessas horas. Não são os argumentos incontestáveis e racionais que te fazem parar de chorar.
Não, não, nada disso, são aquelas coisas pequenas que são difíceis de encontrar: um abraço sicero, um silêncio solidário, um ombro amigo... e até aquelas frases cliché: "vai ficar tudo bem" ou até coisas cômicas como "Não chora senão eu choro junto com você!"

Não tente demais, não pense demais, apenas... seja sincero. É isso que conta no final do dia.


*  *  *  *  * 
Desde que comecei a maratona de provas, comecei a escutar muito Vitamin String Quartet, e descobri que eles haviam feito um tributo ao coldplay... e bem, desde então, estou viciada na banda. No coldplay, digo. Especialmente no álbum mais recente, Mylo Xyloto.
Nunca pensei que diria isso, mas um album do coldplay de fato me deixa mais feliz depois de ouví-lo! Além do mais, até a capa do disco é bem legal.
Algumas músicas recentes em particular, captaram minha atenção: Paradise (o clipe é ótimo!), Major Minus e Hurts Like Heaven. Tá aí o video deles apresentando Hurts like heaven...
Porque eu só descubro as bandas depois que elas acabam de vir ao Brasil? Próxima vez estarei lá o/

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Sol da (minha) Vida

Nossa, achei isso hoje no youtube. É ou não é pra matar de saudades?
Quero acampar!



aquilo


"Não é verdade que todas as amizades duradouras nascem no momento em que você finalmente encontra outro ser humano que tem certa percepção (embora superficial e vaga) daquilo que você nasceu desejando, e que você continuou sempre buscando por baixo do fluxo daqueles outros desejos e em todos os silêncios momentâneos entre as paixões mais barulhentas, noite e dia, ano após ano, desde a infância até a idade adulta, você procurou, observou, ouviu?
Acontece que você nunca teve isso.

As coisas que jamais tomaram posse da sua alma não passaram de pistas para aquilo - piscadelas sedutoras, promessas nunca inteiramente cumpridas, ecos que se foram assim que caíram nos seus ouvidos. Mas se a coisa começar a se manifestar de verdade - se um dia você ouvir um eco que nunca morre, mas se transforma no próprio som - você o saberá. E você dirá para si mesmo acima de qualquer dúvida: "Foi para isso mesmo que eu fui feito". Não dá para contar essas coisas aos outros. Essa mensagem vem com a assinatura secreta de cada alma, e com o incomunicável desejo e desconsiderado. Trata-se do que desejávamos antes de conhecer as nossas esposas e os nossos amigos ou escolhido a nossa profissão, e que devemos continuar desejando até morrermos, quando a mente já não mais conhecerá esposa, nem amigo, nem trabalho. Isso será sempre assim, enquanto formos gente. Se deixarmos escapar isso, estaremos pondo tudo a perder."

 
- O Problema do Sofrimento